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Folha de Pernambuco: Parabéns pelos 14 anos

Em comemoração aos 14 anos de existência do Jornal Folha de Pernambuco, sendo um dos veículos de maior expressão no nordeste e um importante cliente, a Golden Stern o felicita em anuncio no Caderno Programa, do dia de hoje (03/04), página 9.

Farmácias ganham mais tempo para se adaptar às regras…

Data: 13/04/2011

Fonte: FOLHA DE S.PAULO

DE BRASÍLIA – A Anvisa decidiu ontem dar mais tempo para que as farmácias passem a registrar todas as suas vendas de antibióticos em um sistema informatizado controlado pelo órgão. O prazo inicial para as farmácias se adaptarem às regras era 25 de abril. A nova data ainda não foi definida. Na reunião de ontem, a diretoria da Anvisa também decidiu promover um painel internacional sobre os inibidores de apetite. A data e o local não foram divulgados.

Um parecer, apresentado pela chefe do Núcleo de Gestão do Sistema Nacional de Notificação e Investigação em Vigilância Sanitária, Maria Eugênia Cury, foi feito com base em estudos que indicam que devem ter o registro cancelado drogas com sibutramina, anfepramona, mazindol e o femproporex, pois causam elevado risco à saúde. As discussões sobre a proibição de emagrecedores começaram no início do ano, quando a Anvisa fez audiência pública para debater o assunto. Boa parte da comunidade médica é contra a proibição.

Mapa indica regiões de São Paulo mais suscetíveis à resistência a antibiótico

Data: 12/04/2011

Fonte: O ESTADO DE S.PAULO

Trabalho, inédito no Brasil, analisa as localidades com maior risco de resistência bacteriana causada pelo antibiótico ciprofloxacina, usado contra infecção urinária; faixa da zona sul, partes da zona leste e oeste e o centro são as áreas mais críticas.

Um mapa da cidade de São Paulo mostra quais são as regiões com maior risco de resistência bacteriana – no caso, ao antibiótico ciprofloxacina, amplamente usado no tratamento de infecção urinária. É a primeira vez que um trabalho do gênero é feito no Brasil.

O mapeamento é resultado da análise espacial e geográfica do consumo desse remédio na capital e foi coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em parceria com a Unifesp. Os resultados demonstram que onde há maior consumo há maior risco de resistência. Ou seja, uma grande faixa da zona sul, uma pequena parcela das zonas leste e oeste e quase toda a região central da cidade são as mais suscetíveis à possibilidade de resistência bacteriana.

Os pesquisadores partiram do pressuposto de que a resistência bacteriana é transmissível e, por isso, ela se concentraria em determinadas regiões. Isso significa que um doente, quando adquire resistência, pode transmitir a bactéria resistente para outras pessoas.

“Isso provocaria um efeito coletivo e, assim, a resistência poderia surgir naquele ambiente. Ou seja, se muitos de nossos vizinhos estiverem usando um determinado antibiótico, é possível que nós tenhamos uma infecção por uma bactéria resistente, mesmo que não tenhamos usado antibióticos nos últimos tempos”, diz Carlos Roberto Veiga Kiffer, pesquisador do Laboratório Especial de Microbiologia Clínica da Unifesp e um dos coordenadores do estudo.

Outra possibilidade de transmissão bacteriana ocorre por meio dos médicos, nos postos de saúde. “Se o médico atende um paciente com bactéria resistente e não lava as mãos adequadamente antes de atender outro, ele pode transmitir essa cepa resistente”, diz Plínio Trabasso, professor da Unicamp,

O que os pesquisadores não conseguem responder, ao menos por enquanto, é se o alto risco de resistência nesses bairros mais suscetíveis ocorre exclusivamente por causa do consumo elevado.

“Podem existir outros fatores desencadeadores da resistência. Pode ser a grande quantidade de farmácias, o nível socioeconômico e educacional da população, o número de pessoas morando numa mesma casa etc. O consumo não deve ser o único fator”, diz Kiffer. “Essa será uma próxima etapa da pesquisa”, afirma.

Saúde pública. Infectologistas dizem que o mapeamento da resistência é uma forma prática para que gestores em saúde pública criem estratégias para evitar ou reduzir o problema. Segundo Trabasso, um dos maiores motivos da resistência bacteriana é a ausência de dados epidemiológicos. Para ele, essa técnica preenche exatamente essa lacuna. “O mapeamento é o passo inicial. Sem esses dados, o gestor não sabe onde focar os recursos.”

A infectologista Ana Cristina Gales, professora da Unifesp, concorda. “É um trabalho importantíssimo. Parte de um conceito de transmissão de bactérias resistentes e consegue provar essa ideia”, diz. Para ela, o mapeamento permite definir políticas públicas. “O gestor pode visitar as unidades de saúde da região mais problemática para tentar identificar os motivos e também treinar os profissionais”, diz.

Cruzamento de dados. O estudo teve duas bases de dados: uma que distribuiu pela cidade cerca de 5 mil casos de infecção urinária provocada pela bactéria Escherichia coli e outra que analisou o consumo de antibióticos.

“Nós usamos uma abordagem espacial quantitativa para estabelecer uma correlação entre surtos de resistência. É um ponto de vista diferenciado, não restrito ao hospital, que é um ambiente controlado”, diz Antônio Miguel Monteiro, coordenador do Programa Espaço e Sociedade do Inpe e um dos autores.

Os dados foram cruzados e, por meio de fórmulas matemáticas e espaciais, os pesquisadores demonstraram que haveria mais casos de resistência nas regiões onde existiam de cinco a nove adultos com peso médio de 70 kg para cada mil habitantes consumindo o medicamento.

Para chegar ao resultado aproximado, os pesquisadores usaram como base uma medida universal, criada pela Organização Mundial da Saúde, chamada DDD – dose definida diária.

“São resultados preliminares, envolvendo um antibiótico e uma bactéria. Temos de avaliar ainda como se comportam outros 23 tipos de antibióticos e outras três bactérias para reforçar as evidências”, diz Monteiro.

Custos altos desafiam convênios médicos e elevam concentração

Data: 11/04/2011

Fonte: Folha de S.Paulo

 

Setor afirma que envelhecimento da população, regras e novas tecnologias aumentam gastos

Mais de 700 convênios saíram do mercado depois da aprovação do Estatuto do Idoso, diz presidente da Unimed

 

O envelhecimento da população e as novas tecnologias em saúde preocupam os convênios médicos, que temem aumento dos gastos. As atuais regras limitam o reajuste dos clientes dos planos individuais após os 59 anos e permitem que trabalhadores mantenham o plano coletivo da empresa após a aposentadoria.

Hoje, os idosos com mais de 60 anos representam cerca de 11% da população, mas estudos do Banco Mundial apontam que esse índice pode chegar a 30% em 2050. Com o envelhecimento da população, crescem os casos de doenças crônicas, cujos tratamentos são mais caros. Além disso, nos últimos anos a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) elevou o número de procedimentos obrigatórios cobertos pelos planos, medida que deve ser retomada sempre que a medicina evoluir.

E como em medicina um procedimento novo não necessariamente substitui métodos já existentes, os valores dessas análises e tratamentos demoram a cair. “O custo da medicina fica cada vez mais alto para os planos”, afirma Arlindo de Almeida, presidente da Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo). Para o setor, as regras atuais, os novos procedimentos e o envelhecimento da população formam equação de resultado imprevisível, que pode ficar negativo -especialmente no caso de quem tem poucos clientes.

CONCENTRAÇÃO
Márcio Coriolano, presidente do Bradesco Saúde, disse em evento realizado no final de fevereiro pela Amcham (Câmara Americana de Comércio) que o crescimento do setor esbarra no limite que a população e as empresas têm em incorporar esses gastos no futuro.

Os convênios estimam que empresas pequenas tendem a sumir, gerando concentração no setor. “Pedimos que a ANS olhe isso com atenção. Não é interessante que haja alta concentração”, afirma o presidente da Abramge. Estudo da Amcham aponta que 32% das empresas entrevistadas passaram por fusão ou aquisição entre 2009 e 2010. A análise feita é que os custos de saúde no Brasil estimulam as fusões.

O presidente da Unimed, Mohamad Akl, lembrou no evento que desde que o Estatuto do Idoso (que impede o reajuste por faixa a maiores de 59 anos) entrou em vigor, em 1998, mais de 700 convênios desapareceram.

MEDIDAS
As empresas querem a possibilidade de vender planos modulares, com cobertura restrita, o que não é possível hoje. “Aí você saberia exatamente o que iria cobrir, sem riscos”, afirma Almeida, da Abramge.

Outra medida, proposta pela Fenasaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), é a saúde-previdência -uma espécie de plano de previdência atrelado ao convênio médico que ajudaria o idoso a custear o seu plano de saúde no futuro.

“A mensalidade do jovem aumentaria um pouquinho. Essa diferença iria para um plano capitalizado, para ser usado no futuro, para ajudar o idoso a pagar seu plano”, diz José Cecchin, diretor-executivo da Fenasaúde

Hormônio do estresse é usado em teste para reduzir fobia de altura

Uso da substância aliado à terapia comportamental melhorou sintomas de pacientes em experimento suíço.

Segundo os autores, o hormônio reforça os efeitos da terapia, ao ajudar a armazenar as experiências corretivas

 

O cortisol, hormônio liberado em situações de estresse, melhora os efeitos da terapia de combate a fobias.
Estudo realizado por pesquisadores de diversos centros científicos, entre eles a Universidade de Basileia, na Suíça, testou a substância em 40 pessoas com acrofobia (medo de altura).
Os voluntários foram submetidos a três sessões de terapia de exposição -uma simulação de ambientes altos criada por realidade virtual.
Uma hora antes das sessões, metade dos pacientes tomou uma dose de cortisol e a outra metade, placebo.
Os participantes responderam a questionários para avaliar o nível de fobia após a última sessão de terapia.
Os pesquisadores descobriram que, entre aqueles que tomaram cortisol, houve uma queda de 59% na pontuação de fobia. No outro grupo, a queda foi de 40%.
Os resultados foram publicados ontem no periódico “Proceedings of the National Academy of Sciences”, dos Estados Unidos.
Para Dominique de Quervain, professor de psicologia na Universidade de Basileia e um dos autores do estudo, os achados indicam que os efeitos da psicoterapia contra a fobia podem ser reforçados pelo uso de remédios.
“O cortisol auxilia a terapia de exposição ao agir no aprendizado e na memória”, explicou à Folha. “Ele inibiu a recuperação da memória do medo e armazenou experiências corretivas.”
O psiquiatra Antônio Guerra Vieira Filho, do Hospital Sírio-Libanês, afirma que a ação do cortisol pode ser útil para pacientes que não respondem à terapia.
“Quando se expõe um paciente a uma situação que ele sabe que é segura [a simulação], o cortisol vai facilitar o aprendizado dessa experiência”, diz Vieira Filho.

CORREÇÃO E REFORÇO
A terapia de exposição tem como objetivo “corrigir” a fobia, ao colocar a pessoa, aos poucos, em contato com o que ela teme.
“Quando ela se expõe a essas experiências que causam medo desproporcional, fica habituada”, diz Mariângela Savoia, psicóloga do programa de ansiedade do Instituto de Psiquiatria da USP.
“A memória é importante na formação da fobia, ela associa um estímulo como a altura a um risco. O cortisol faz a pessoa evocar menos esses pensamentos irreais”, afirma Vieira Filho.
Apesar dos resultados promissores da terapia com cortisol, o tratamento ainda é considerado experimental.

Saúde é serviço público com pior avaliação

Data: 17/03/2011

Fonte: O Estado de São Paulo

 

 

O atendimento nos hospitais e postos de saúde é o serviço público com pior avaliação pelos brasileiros, revela pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope.
Porém, 72% são contra a recriação da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) ou outro tributo específico para financiar o setor. Eles acham que os governos podem reforçar os serviços com os recursos existentes nos orçamentos e melhorar a gestão.

A pesquisa ouviu 2.002 eleitores com 16 anos ou mais em todo o País, entre 4 e 7 de dezembro passado. Sobre os serviços de saúde, 37% classificaram a qualidade como “muito baixa” e 44% como “baixa”, perfazendo um total de 81% de desaprovação.

Entre os potenciais usuários, os entrevistados com renda de até um salário mínimo, 37% consideraram a qualidade “muito baixa” e 43%, “baixa”. Entre aqueles com renda entre um e dois salários mínimos, 34% responderam “muito baixa” e 45%, “baixa”. Entre os com renda superior a dez salários mínimos, que provavelmente não dependem unicamente dos serviços públicos de saúde, 40% consideraram a qualidade “muito baixa” e 33%, “baixa”.

Em segundo lugar no ranking vem a segurança pública, com 71% de avaliação “baixa” ou “muito baixa”. Depois estão o atendimento nas repartições públicas e a educação fundamental e média.

No extremo oposto, 75% consideraram a qualidade no fornecimento de energia elétrica como “muito alta”, “alta” ou “adequada”, apesar dos recentes apagões. A avaliação foi majoritariamente positiva ou neutra também para fornecimento de água, iluminação pública e educação superior.

Grávidas, bebês e profissionais da saúde serão vacinados contra gripe

Data: 18/03/2011

Fonte: O Estado de São Paulo

Experiência com a pandemia de gripe suína leva o Ministério da Saúde a adicionar essas pessoas à campanha anual de imunização, ao lado de idosos e indígenas; serão 65 mil postos de vacinação e expectativa de imunizar 23,8 milhões de brasileiros

 

Gestantes, crianças de 6 meses a 2 anos e profissionais de saúde passam a integrar a partir deste ano a Campanha Nacional de Vacinação, ao lado de idosos e indígenas. A mudança, anunciada ontem pelo Ministério da Saúde, foi tomada com base na experiência da pandemia de gripe suína.

Na época, gestantes e crianças menores de 2 anos mostraram ser, ao lado dos idosos, os mais suscetíveis para desenvolver casos graves de infecção. Profissionais de saúde foram incluídos por razão semelhante. “Eles podem ser a porta de entrada do vírus quando tratam de crianças e idosos. Daí a necessidade da vacinação desse grupo”, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa. De acordo com a pasta, 75% das infecções respiratórias em idosos e menores de 2 anos ocorrem por vírus influenza.

A vacinação deste ano começa no dia 25 de abril e vai até 13 de maio. No primeiro sábado da campanha será realizado o Dia de Mobilização, quando postos de todo o País ficam abertos para vacinar o público-alvo da campanha. Neste ano, 65 mil postos de vacinação serão instalados.

A expectativa é imunizar 23,8 milhões de brasileiros. Pela primeira vez, parte das vacinas usadas na campanha será produzida pelo Instituto Butantã. Em 2011, foram adquiridos 33 milhões de doses, ao custo de R$ 229 milhões. A incorporação dos três novos grupos para vacinação contra gripe, de acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, é definitiva.

Região Norte. Nos próximos meses, outra mudança estratégica poderá ser definida: a alteração no calendário para vacinação na Região Norte do País. Alguns trabalhos demonstram que a população dessa região estaria mais vulnerável aos vírus circulantes no Hemisfério Norte. Além disso, o maior risco de aumento de casos de gripe naquela região seria nos primeiros meses do ano.

“Vamos aguardar a análise de vários trabalhos para verificar se a mudança é de fato necessária”, disse Barbosa. A expectativa é de que até julho a decisão seja tomada. “Mas, para este ano, o calendário está confirmado. O público-alvo, qualquer que seja a região em que mora, deverá procurar os postos entre 25 de abril e 13 de maio”, afirmou o secretário.

Três vírus. A vacina deste ano será feita com cepas dos três vírus que mais circularam no Hemisfério Sul em 2010, entre elas a do H1N1 (que causa a gripe suína). O ministro Padilha assegurou que a inclusão não está relacionada a um risco de retomada da infecção. “Esse foi um procedimento de rotina. Todos os anos são usadas para a vacina as cepas dos vírus mais comuns no inverno anterior”, explicou.

Para ficar imunizado contra a gripe, é preciso vacinação anual. Uma dose é suficiente. A exceção fica por conta das crianças com idade entre 6 meses e 2 anos. Esse grupo deve receber duas aplicações, com intervalo de 30 dias entre elas.

“A vacina é segura”, disse Barbosa. Apenas pessoas com alergia a ovo devem ficar longe do imunizante. Aqueles com problemas na produção de anticorpos, seja por problemas genéticos ou por uso de remédios, devem consultar o médico ou um centro de referência antes de se vacinar.

PARA LEMBRAR

Epidemia de gripe suína matou 18,4 mil

Os primeiros casos de gripe suína foram registrados em abril de 2009 nos EUA e no México. Duas semanas depois, havia doentes na Europa e na Ásia. A propagação do vírus H1N1 foi rápida e, em junho daquele ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a gripe suína havia se tornado pandêmica. Governos se mobilizaram para comprar vacinas e antivirais e imagens de milhares de pessoas em fila à espera do imunizante rodaram o mundo. Em muitos países houve sobra de vacinas. Grupos farmacêuticos tiveram lucros milionários e a OMS foi acusada de espalhar pânico desnecessário. Estima-se que em um ano o H1N1 tenha matado 18,4 mil pessoas.

CAMPANHA

Quem será vacinado
Pessoas com 60 anos ou mais, população indígena, crianças com idades entre 6 meses e 2 anos, gestantes e profissionais de saúde.

Doses
Crianças entre 6 meses a 2 anos devem tomar duas doses da vacina, com intervalo de 30 dias entre cada aplicação. Os demais grupos receberão apenas uma dose.

Duração da campanha
De 25 de abril a 13 de maio. No dia 30 de abrir ocorrerá o Dia de Mobilização Nacional.

Contraindicação
Pessoas com alergia a ovos não devem tomar a vacina. Pessoas com deficiência na produção de anticorpos devem consultar o médico antes de tomar a vacina.

Nova droga será testada contra tumor cerebral

Data: 15/03/2011

Fonte: Folha de São Paulo

O Ministério da Saúde anunciou ontem que pacientes do Hospital Federal de Ipanema, no Rio, vão participar de testes de um remédio contra o glioma, tumor cerebral agressivo.
Os pacientes começam a receber a droga, desenvolvida pela Universidade Federal Fluminense, até o fim do mês. Testes iniciais mostram que o remédio pode aumentar a sobrevida em até um ano, segundo o ministério. A pesquisa também envolve testes nas células cancerosas para acompanhar a evolução do tumor.

Paciente sem remédio deve acionar a Justiça

Data: 15/03/2011

Fonte: O Estado de São Paulo

Maioria das decisões é favorável ao doente, diz advogado. Pessoas com linfoma não recebem medicamento há 6 meses

 

Pacientes com linfoma que deixaram de receber o Rituximabe (Mabthera) devem entrar na Justiça. Segundo o advogado Julius Conforti, especializado na área de saúde, a maioria das decisões é favorável ao paciente. “O Poder Judiciário é muito sensível a essas questões e ações que envolvem tratamento médico costumam ter prioridade”, afirma. O Estado revelou, na edição de ontem, que pacientes de São Paulo não recebem o remédio há seis meses.
Quando a documentação que prova que o paciente necessita do medicamento está em ordem, a resposta da Justiça pode sair em até 48 horas, segundo Conforti. Há, porém, ações que tramitam por até dois meses.

O Rituximabe é de alto custo, cerca de R$ 40 mil por mês. O fornecimento era feito pela Secretaria de Estado da Saúde até o ano passado. Em agosto, porém, por meio de uma portaria da Secretaria de Atenção à Saúde, a responsabilidade passou a ser do Ministério da Saúde. Com isso, um grupo de pacientes passou a não mais se enquadrar nos critérios para obtê-lo.

O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Miranda, classificou como “estranha” a reclamação feita por médicos de falta de Rituximabe. “Todas as mudanças na área de tratamento de câncer foram longamente discutidas com secretários de Saúde, reuniões foram feitas e comunicados foram enviados. Essa queixa é bastante esquisita.”

Miranda diz que, se ocorreram falhas, elas foram pontuais. “As informações sobre o processo foram fartas. Tudo foi feito de forma a não prejudicar pacientes.”

PARA ENTENDER

O linfoma é uma doença que ataca os linfonodos ou gânglios linfáticos, que fazem parte do sistema imunológico. Há dois grupos de linfoma: o linfoma de Hodgkin (LH) e linfoma não-Hodgkin (LNH). Os LNH, por sua vez, podem ser do subtipo agressivo ou indolente.

São os portadores do tipo indolente que estão sendo afetados pela mudança no fornecimento do remédio.
De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), os casos de linfoma do tipo LNH duplicaram no Brasil nos últimos 25 anos.

CÂNCER DE PELE

Data: 03/03/2011

Fonte: Folha de São Paulo

Aparelho elimina a biópsia desnecessária.

Um equipamento comprado pela Santa Casa de São Paulo analisa com mais precisão tumores na pele e evitar biópsias desnecessárias.
O microscópio confocal, importado dos EUA, emite laser sobre a pele do paciente e permite que o médico visualize as células por um monitor.
O Hospital das Clínicas também já conta com o aparelho.
O procedimento não dura mais do que cinco minutos.
Segundo Marcus Maia, chefe do setor de oncologia cutânea da Santa Casa, a maior precisão dá ao médico a certeza de poder dispensar a biópsia -procedimento que exige anestesia e deixa cicatriz. Além disso, o aparelho pode ajudar o cirurgião a determinar a área exata a ser operada.


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