Arquivo para 22 de fevereiro de 2012

Consumo de Drogas na Adolescência

A adolescência é um período de transformações e desenvolvimento humano, caracterizado pelas mudanças anatômicas, fisiológicas, psicológicas e sociais. Por ser um momento de grande aprendizado, descobertas e questionamentos, a maioria dos jovens atravessa este período sem traumas, mas outros possuem seqüelas temporárias ou permanentes.

Os adolescentes querem liberdade e autonomia, eles sentem a necessidade de afeto e proteção dos adultos. A adolescência é uma fase caracterizada pela insegurança camuflada aparente certeza, fortaleza, agressividade e transgressão.  As experiências ocorrem com grande intensidade, podendo haver a adoção de comportamentos que aumentam os riscos, a que estão expostos.

Nos dias de hoje, ­ viver implica em assumir (voluntariamente ou não) padrões de exposição a determinados riscos. Sob a denominação de estilos de vida estão agrupados as escolhas comportamentais, englobando os fatores de proteção e de risco a que estão sujeitos os indivíduos.  Estes fatores estão presentes no individuo, na família, nos amigos, na comunidade, na escola, nas unidades de saúde, em outros. O conceito de risco não se constitui em afirmações determinísticas, mas de possibilidades.

Proteção

Os fatores de proteção são recursos pessoais ou sociais que atenuam ou neutralizam o impacto do risco. Estimulam o senso critico, delimitam referencias e limites. Contribuem para diminuir a probabilidade da ocorrência do uso de drogas.

  • Dentre os fatores de proteção, destacam-se:
  • Educação formal estimulada e valorizada;
  • Critérios na aplicação de regras disciplinares;
  • Diálogo, monitoramento e afetividade familiar;
  • Com acolhimento e acompanhamento nas unidades de saúde;
  • Participação em grupos com objetivos sociais e comunitários, culturais e de lazer.

Risco

Os fatores de risco são situações ambientais, sociais e familiares que favorecem o desencadeamento de um determinado efeito ou comportamento indesejado. Expõem os adolescentes a situações de perigo. Aumentam a probabilidade de ocorrência de uso de drogas.

Dentre os fatores de risco destacam-se:

  • Comprometimento da saúde física e/ou mental;
  • Conflito e/ou violência familiar;
  • Dificuldades de interação social;
  • Vulnerabilidade dos laços sociais;
  • Pais usuário de drogas lícitas e ou ilícitas;
  • Moradia onde a violência e o tráfico de drogas são intensos;
  • Fragilidade das relações institucionais de saúde e de educação.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra acessando a fonte: Ministério da Saúde 

A Função do Educador no Combate às Drogas

As drogas são problemas que integram praticamente todas as sociedades contemporâneas, o resultado negativo decorrente a isso é de ordem social e econômica. Social, pois desestrutura a família e econômico por gerar diversos custos para o governo que na maioria das vezes mantém o tratamento.


No Brasil, as drogas também financiam a violência e o crime. Grande parte dos usuários é jovem, muitos começam a usar geralmente na escola e em idade cada vez mais prematura.

Nesse sentido, a base para o não ingresso dos jovens nesse mundo quase sempre sem volta está na família e na escola. A primeira deve dialogar, conhecer as amizades, esclarecer sobre o perigo das drogas, e ensinar valores humanos e valorização da saúde e da vida. A segunda pode promover palestras, depoimentos, visitas de policiais, médicos entre outros profissionais que estão diretamente envolvidos no processo de prevenção das drogas e tratamentos.

 No entanto, quem mais tem contato com o aluno são os professores, desse modo cabe a ele sempre que possível abrir momentos para discussões acerca do assunto, o tema não é de incumbência somente de determinadas disciplinas, mais sim de todas. O professor desenvolve um grande poder de influência, além de ser um formador de opinião, e é justamente nesse contexto que insere o seu papel.

Diante desse fator o educador pode implantar atividades vinculadas ao tema, muitos professores e também grande parte das direções pensam ou indagam sobre o conteúdo programático e o tempo gasto para concluí-los e que as pausas para as discussões sobre o tema podem prejudicar, esquecem que a palavra “educação” é bem mais abrangente, trata-se da formação do indivíduo como um todo de maneira que possa integrar a sociedade pronto para a vida. Se a função da escola é educar, por que não ensinar as nossas crianças, adolescentes e jovens sobre o risco que correm no uso de drogas?

Em suma, o problema é bastante complexo e requer a participação efetiva dos pais e dos professores com respaldo dos donos de escola, no caso particular, e do poder público nas instituições públicas, uma coisa é certa, a base para o problema está na educação.

Por Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola


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