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20 Dúvidas sobre Amamentação

Muitos questionamentos surgem nessa fasePara esclarecê-los, reunimos um time de especialistas em aleitamento materno. Leia as sugestões a seguir.

Depois de longos nove meses de espera, o bebê chegou. Juntamente com ele, nasce uma porção de questionamentos sobre o principal cuidado com o pequeno nessa fase: a alimentação. Para esclarecer todos eles, reunimos um time de experts em aleitamento materno. Leia nosso dossiê e seja você também uma especialista no assunto:

1. Qual a dieta mais recomendada durante a amamentação?

Não existe um cardápio pré-determinado. O ideal é que a mãe se alimente da maneira mais saudável possível, dedicando especial atenção aos líquidos. “A mulher costuma sentir muita sede nessa fase porque a água é matéria-prima para a fabricação do leite”, explica o pediatra Luciano Borges, vice-presidente do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Outra dica é fazer várias refeições balanceadas ao longo do dia. “O bebê rouba os nutrientes da mãe e, por isso, o organismo dela deve estar o mais equilibrado possível”, informa o nutrólogo e pediatra Ary Lopes Cardoso, do Instituto da Criança, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Os especialistas concordam: comer cinco ou seis vezes ao dia e investir em frutas e fibras, além de não abusar dos doces, é um ótimo caminho.

2. Existem restrições alimentares? O que não devo comer?

A princípio, não há alimento proibido para a nutriz – nome dado à mãe que amamenta. Se houver alguma reação negativa do bebê em aleitamento materno exclusivo, aí, sim, pode-se suspeitar de sensibilidade ou alergia alimentar a alguma substância que a mulher tenha ingerido.

Segundo Ary Lopes, os campeões nesse processo são: leite de vaca, castanhas (como o amendoim), frutos do mar e carne de porco. Antes de pensar em eliminar os itens do cardápio, é preciso que o médico constate a ligação entre eles e as cólicas do bebê.

O álcool deve ser evitado. A substância pode dificultar a absorção de nutrientes pela mãe, além de ser absorvido pela criança através do leite materno. Já fontes de cafeína precisam ser consumidas com moderação. “O recomendado são até duas xícaras de café por dia”, orienta o nutrólogo Celso Cukier, do Instituto de Metabolismo e Nutrição, em São Paulo. Segundo o médico, não se sabe se a substância é prejudicial aos pequenos. Por isso, o melhor é não abusar.

3. Posso fazer regime durante a amamentação para diminuir as medidas?

Cortar calorias é perigoso, já que o organismo precisa de muita energia para produzir o leite materno. “Dietas rigorosas nessa fase podem implicar em perda de massa magra, ou seja, músculos e energia”, explica o nutrólogo Ary Lopes. Para alimentar o seu bebê, estima-se que as mulheres precisam de 20% a mais de calorias do que as necessárias em outra fase da vida. Isso significa o total médio de 2,4 mil calorias diárias. Portanto, não se preocupe: invista em uma alimentação saudável e o ato de amamentar fará você voltar ao seu peso normal gradualmente.

4. Não estou voltando ao meu peso. Como emagrecer?

Basta aliar a dieta saudável aos exercícios físicos. Entre 30 a 40 dias depois do nascimento do bebê, você pode começar a caminhar cerca de uma hora e meia por dia. Mas mantenha seu médico informado sobre as atividades que pratica. “Depois de três meses, a mãe já está liberada para fazer esportes normalmente. Se for atleta, pode voltar aos treinos. Caso esteja iniciando, é melhor optar por atividades aeróbicas, como a caminhada”, explica Ary Lopes. O especialista enfatiza que o gasto calórico durante a amamentação é bem alto, daí a necessidade de se alimentar corretamente.

5. Adoçantes e outros alimentos light e diet estão liberados?

Não existe consenso sobre os malefícios desses produtos para a saúde da criança. Porém, como diversas pesquisas apontam nessa direção, a recomendação dos médicos é fazer um uso leve ou moderado das substâncias. “Elas não são saudáveis. O melhor é usar açúcar mesmo, mas em menor quantidade”, aconselha o pediatra Luciano Borges. O nutrólogo Celso Cukier lembra que 1 grama de açúcar tem apenas 4 calorias.

Se mesmo assim a mãe quiser fazer uso de adoçantes, o ideal é que não passe de dois envelopes por dia (ou duas colheres de café, se for pó, ou dez gotas, se for adoçante líquido). Os produtos light e diet também não devem ser consumidos à vontade. “Como são utilizadas moléculas químicas para produzir o sabor adocicado, podem não fazer bem para o organismo”, explica Celso. Ary Lopes resume a orientação: “Durante o aleitamento, não é hora de contar calorias, e sim selecionar melhor os alimentos”.

6. E os remédios? Devo manter as mesmas restrições da gravidez?

Durante a amamentação, vários medicamentos estão liberados. Para ter certeza do que você pode ou não pode tomar, é essencial consultar o médico. No pós-parto, assim como em qualquer fase de vida, a automedicação nunca deve ser praticada.

7. Posso tomar pílula anticoncepcional?

Apenas as que não contêm estrógeno em sua composição. “Acredita-se que esse hormônio feminino possa chegar ao bebê pelo leite, o que causaria o desequilíbrio hormonal na criança”, explica o obstetra e ginecologista Luiz Fernando Leite, do Complexo Santa Joana/Pro Matre, em São Paulo. Para as mulheres que amamentam, o médico recomenda pílulas de progesterona, anticoncepcionais injetáveis, subcutâneos ou DIU. “Esse último só pode ser colocado 50 ou 60 dias após o parto”, esclarece Leite.

8. É possível engravidar durante a fase de amamentação?

Sim. Por isso a importância de utilizar algum método anticoncepcional caso outro bebê não esteja nos planos do casal tão a curto prazo. “A prolactina, o hormônio responsável pela produção de leite no organismo feminino, inibe a gravidez, mas não se sabe até que ponto”, explica o obstetra Luiz Fernando Leite. Segundo o médico, é importante dar início ao uso de algum contraceptivo cerca de 30 ou 40 dias após o nascimento do bebê.

9. Por quanto tempo deve-se amamentar a criança?

A Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde recomendam a amamentação exclusiva por seis meses. O pediatra Luciano Borges ressalta que mesmo as mães que voltam ao trabalho antes desse tempo podem continuar alimentando o bebê só com o leite do peito. “É possível ordenhar o leite e, durante o período em que a mulher estiver fora, pedir para alguém dar o líquido à criança utilizando um copo específico para esse fim”, diz. O especialista alerta para que se mantenha o pequeno longe de mamadeiras – mais fácil para o bebê sugar, ela tende a desestimular a amamentação direta no peito.

Após os seis meses, o Ministério da Saúde recomenda que o leite materno continue sendo oferecido em parceria com a alimentação complementar. Isso pode se estender até os 2 anos de idade ou mais. Borges ressalta ainda que a introdução de novos alimentos provoca a diminuição gradual no número de mamadas ao longo do dia. Assim, naturalmente, acontece o desmame.

10. Meu bebê só quer o peito, embora já esteja na idade de comer outros alimentos. O que faço?

Essa situação é bastante comum. “Uma boa tática é passar para o pai ou outra pessoa próxima a função de alimentar a criança, pois ela tende a associar a mãe com a amamentação, recusando outro alimento”, explica o pediatra Luciano Borges. Insista até o bebê aprender a comer. Para isso, vale conversar com a criança e estipular horários de mamar e horários de comer a papinha, a sopa… “É uma estratégia eficiente, inclusive, para educar e estabelecer limites à criança”, explica a consultora de amamentação Lívia Teixeira, do Consultório de Aleitamento Materno, em Salvador.

11. Prótese de silicone nos seios atrapalha o aleitamento?

Em geral, as próteses não interferem nesse processo porque são colocadas abaixo da glândula mamária ou atrás do músculo peitoral. Nessa posição, não influenciam a produção de leite.Para Luciano Borges, no entanto, quando a quantidade de silicone é muito grande e desproporcional ao peito, é possível, sim, haver problemas. O especialista Ary Lopes concorda: “Por causa da cirurgia, a anatomia e a pressão dos dutos que irrigam as mamas podem ser alteradas”, explica. Algo semelhante pode acontecer nas cirurgias redutoras de seios. “Se o tecido mamário for lesionado, a produção de leite sofrerá as consequências”, afirma Luciano Borges.

12. Como fazer o bebê arrotar? Existe algum problema se isso não acontecer?

Após a mamada, a mãe deve segurar a criança no colo e deixar o corpo dela o mais em pé possível, com a cabecinha apoiada no ombro, por cerca de dez minutos. “Vale dar os clássicos tapinhas nas costas para agilizar o processo”, recomenda Ary Lopes. O arroto é provocado pela ingestão de ar durante a sucção feita pelo bebê. Assim, se ele pegar o peito de maneira correta e mamar bem, é possível que não arrote. “Isso não deve ser motivo de preocupação para os pais”, acalma o vice-presidente do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria, Luciano Borges.

13. Quanto tempo deve durar cada mamada? Qual o intervalo ideal entre elas?

Varia muito de criança para criança, pois cada uma tem o seu jeito próprio de se alimentar. Ary Lopes estima que cerca de dez minutos em cada peito são mais do que suficientes – mas nos primeiros dias, quando o hábito começa a ser estabelecido, o tempo pode ser bem maior.

Vale explicar ainda que a duração da mamada não tem a ver com a quantidade de leite ingerido, já que a eficiência da sucção também é variável. Segundo Luciano Borges, do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria, o importante é prestar atenção no intervalo entre as mamadas. Ele costuma ser de duas a quatro horas. “Se passar disso, é preocupante. Informe o médico”, diz.

14. É aconselhável acordar o bebê para mamar durante a madrugada?

Se você faz parte do time das sortudas que, em vez de ter o sono interrompido pelo pequeno, estão em dúvida se devem ou não despertá-lo para dar leite no meio da noite, os médicos recomendam que se fique tranquila. “Quando o bebê está bem e ganhando peso normalmente, não há a necessidade de acordá-lo”, explica Luciano Borges. Ary Lopes concorda.

15. Como saber se a criança mamou o suficiente?

A única maneira de ter certeza é verificar o ganho de peso nas consultas pediátricas. “Para ter uma ideia se o pequeno está satisfeito, preste atenção nas pistas dadas por ele: logo após mamar, deve estar bem relaxado e tranquilo. Além disso, a quantidade de xixi feita ao longo do dia deve ser suficiente para seis fraldas”, explica a consultora em amamentação Lívia Teixeira, do Consultório de Aleitamento Materno, de Salvador.

16. O que posso comer ou fazer para aumentar a quantidade de leite?

Não existe um alimento que cumpra essa função. O maior estímulo para a produção de leite é a própria sucção do bebê. Além disso, você deve ingerir bastante água – uma matéria-prima essencial a esse processo. “É importante esvaziar o peito para que a produção não pare. Então, se o bebê não mamar todo o leite disponível, ordenhe as mamas até ficarem vazias”, alerta Lívia Teixeira.

17. Como esvazio as mamas?

Coloque o dedo indicador e o polegar na linha da auréola e empurre a mama em direção ao tórax, fazendo um movimento como se quisesse aproximar os dois dedos. “Desse jeito, pressionam-se os dutos e o leite sai”, explica Lívia Teixeira. Existem acessórios que também fazem esse trabalho, mas Luciano Borges alerta: “É preciso muito cuidado com os ordenhadores mecânicos, pois alguns modelos podem causar problemas, como fissuras nos seios”. A técnica pode ser aplicada antes da amamentação para deixar as mamas mais flexíveis e ao longo do dia, quando a mãe sentir que os seios cheios estão provocando dor.

18. Quando o leite acaba, a produção está encerrada de vez?

Primeiro, é preciso derrubar um mito: o leite não acaba. O que acontece muitas vezes, segundo Luciano Borges, é que a falta de estímulo para a amamentação bloqueia a produção do líquido. “Um trauma psicológico que afete a mulher ou simplesmente a ausência de sucção do bebê, devido à introdução de mamadeira, por exemplo, são algumas das causas mais comuns”, diz. Mas isso pode ser revertido.

Para que as mamas voltem à ativa, nada melhor que o estímulo do próprio bebê. “As mães só não podem confundir leite secando com uma diminuição da produção, que é normal e significa apenas que mãe e bebê estão entrando em equilíbrio, ou seja, ela produz apenas a quantidade de que ele necessita”, explica o pediatra. Se a mãe continuar insegura ou o problema não for normalizado em curto espaço de tempo, é bom consultar o médico.

19. Posso dar água ao bebê que está no aleitamento materno exclusivo?

Não. O leite materno já contém água suficiente em sua composição para hidratar o pequeno. “Esse é o alimento mais completo que existe. Não é preciso oferecer mais nada à criança durante os seus seis primeiros meses de vida”, explica Ary Lopes.

20. Meu filho sempre engasga. É normal?

“Isso pode ser sinal de que o bebê não está mamando corretamente”, aponta Luciano Borges. “Ou que o leite esteja saindo com muita força.” Nesse caso, o jeito é tirar a criança do peito, limpá-la e voltar quando a respiração do pequeno estiver normal. “Não há motivo para se preocupar”, diz Borges. Para saber se a causa do engasgo é a mamada incorreta, cheque alguns pontos.

A criança deve ficar bem de frente para as mamas, com a cabeça e o tronco alinhados, as nádegas apoiadas, o queixo tocando o seio, a boca bem aberta e o lábio inferior voltado para fora. “Certifique-se de que a auréola do seio está mais visível acima da boca do bebê do que abaixo. Olhe também para as bochechas do pequeno – que devem estar arredondadas – e preste atenção se há algum barulho além do da deglutição”, aconselha Lívia Teixeira.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://bebe.abril.com.br

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Amamentação: Leite Materno

A mulher, desde o início da humanidade, sempre soube nutrir sua cria. Os conhecimentos eram passados pelas mulheres mais experientes para as novas gerações e assim foi, durante muitos e muitos séculos. Porém, a história da amamentação foi modificada recentemente. É uma tendência da mulher moderna querer se cercar de apetrechos que facilitem sua vida. E foi assim que o peito foi trocado pela mamadeira e o leite materno pelo leite em pó.

As mulheres desaprenderam a amamentar seus bebês e, durante um certo tempo, acreditava-se que substituir o leite materno pelo leite de vaca não traria grandes prejuízos. Contudo, depois de muitos e muitos estudos sobre o assunto ficou provado que o aleitamento materno, além de ser uma grande prova de amor, é também garantia de saúde para o bebê.

Portanto, se o seu bebê está para chegar, mãos à obra: você tem muito o que aprender sobre amamentação e algumas orientações serão bem vindas. E nunca se esqueça, aninhado no colo quentinho da mãe, o bebê recebe carinho e o melhor alimento para sua saúde e desenvolvimento!

O aleitamento materno só faz bem à criança, e à mamãe também! É um grande aliado contra diversas doenças e é facilmente digerido e absorvido.

O leite materno contém nutrientes e enzimas perfeitamente balanceadas, com substâncias imunológicas que protegem o bebê e provêm tudo o que a criança necessita no seu comecinho de vida. O ato de amamentar também supre as necessidades emocionais e diminui a ansiedade de ambos, por meio desse primeiro contato pele a pele e olhos nos olhos.

Fora a grande vantagem do vínculo afetivo que o ato cria, esse leite ainda protege a criança contra uma infinidade de problemas. Segundo a Sociedade de Pediatria de São Paulo, a lista é extensa. O leite materno protege contra doenças alérgicas, diversos tipos de câncer, desnutrição, diabetes mellitus, doenças digestivas, doenças crônicas como osteoporose, doença cardiovascular e ateroesclerose, obesidade, meningites, sarampo e outras doenças infecciosas, doenças respiratórias e otites, doenças do trato urinário e cáries. E ainda promove, melhor desenvolvimento neuro-psicomotor infantil e cognitivo, aumenta o QI, promove melhor padrão cardiorrespiratório durante a alimentação, melhor resposta às imunizações e melhor equilíbrio emocional.

Não é só o bebê que sai ganhando, a mãe que amamenta sente-se mais segura e menos ansiosa, tem diminuição mais rápida do volume do útero, corre menor risco de hemorragia no pós-parto, ter anemia, contrair câncer de mama e de ovário, é menos propensa à osteoporose, volta ao peso normal mais rapidamente e está protegida de engravidar.

E ainda tem o fator econômico. O leite que a mãe produz é suficiente para alimentar o filho até os seis meses de idade, sem necessidade de gastos com água, gás, bicos, mamadeiras, sabão, açúcar, embalagens etc. O leite materno é de graça e está pronto para servir a qualquer hora!

por Paula R. F. Dabus.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://guiadobebe.uol.com.br

Dicas para Evitar Acidentes de Trabalho

Dia Nacional da Prevenção de Acidentes 2012

Acidente de Trabalho é de Responsabilidade do Empregador

Especialista aponta quais os critérios que caracterizam acidente e da dicas de como se prevenir

Muitos empregadores conceituam o acidente do trabalho como responsabilidade do funcionário. Alguns acreditam ser a falta de atenção o causador principal do acidente. Para delimitar o tema o artigo 19 da Lei n.º 8.213, de 24 de julho de 1991, conceitua como acidente do trabalho “aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados especiais, provocando, direta ou indiretamente, lesão corporal, doença ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho”.
De acordo com a advogada Sandra Sinatora, responsável pela área de Direito do Trabalho da Ragazzi Advocacia e Consultoria, empresa que atua há mais de 10 anos em várias áreas do Direito, este tipo de acidente pode ser dividido em duas opções: acidente típico e doenças ocupacionais. “O acidente típico é o acontecimento brusco, inesperado e traumático, ocorrido durante o trabalho ou em razão dele, que agride a integridade física ou psíquica do trabalhador, causando a morte, a perda ou a redução da capacidade para o trabalho”, explica a especialista.
Para que seja configurado o acidente do trabalho, a legislação exige que o fato decorra do exercício do trabalho a serviço da empresa. “Além do nexo de causalidade, da lesão ou perturbação funcional, é necessária a morte, a perda ou a redução permanente ou temporária da capacidade para o trabalho”, completa Sandra.
Existe também a possibilidade de doenças ocupacionais que são subdivididas em doenças profissionais e doenças do trabalho. “A doença profissional é aquela peculiar à determinada atividade ou profissão, também chamada de doença profissional típica. Consistem em enfermidades vinculadas à profissão em si e não à forma como a atividade é realizada. As doenças do trabalho não estão necessariamente ligadas à profissão e o seu aparecimento decorre da forma em que o trabalho é prestado ou das condições específicas do ambiente de trabalho, as mais comuns são a LER (lesão por esforços repetitivos) e a perda auditiva induzida pelo ruído”, explica Sinatora.
A reação adversa por parte dos empresários é bastante comum, pois figurado o acidente do trabalho este deverá pagar indenização por dano moral ou material ao empregado acidentado, mesmo não agindo com culpa. “O dever de indenizar surgiu da teoria do risco gerado, ou seja, se é o empregador quem cria o risco por meio de sua atividade econômica a ele caberá responder pelos danos causados, independente de dolo ou culpa”, finaliza a advogada.
A letra da lei é bastante clara ao definir que a escolha da espécie de responsabilidade não cabe ao Judiciário, uma vez que está nela definido que a responsabilidade depende de dolo ou culpa. Desta forma, é possível concluir que o sistema jurídico optou por isentar o empregador pelos acidentes do trabalho se cumpridas fielmente as obrigações infraconstitucionais de prevenção de acidentes, descartando então a culpa.
Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.segs.com.br

Prevenção de Acidentes do Trabalho e Doenças Ocupacionais

Prevenção de Acidentes de Trabalho

Zumbido, irritabilidade, dores na coluna, estresse e lesões por esforço repetitivo. Esses são alguns exemplos de agravos que muitos trabalhadores ficam expostos todos os dias. Hoje, ressaltamos a importância da prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.

Em vigor desde 2004, a Política Nacional de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde visa à redução dos acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, mediante a execução de ações de promoção, reabilitação e vigilância na área de saúde. Desde então, o ministério regulamentou a notificação compulsória de 11 agravos à saúde do trabalhador. São eles:

  • Acidente de Trabalho Fatal;
  • Acidentes de Trabalho com Mutilações;
  • Acidente com Exposição a Material Biológico;
  • Acidentes do Trabalho em Crianças e Adolescentes;
  • Dermatoses Ocupacionais;
  • Intoxicações Exógenas (por substâncias químicas, incluindo agrotóxicos, gases tóxicos e metais pesados);
  • Lesões por Esforços Repetitivos (LER), Distúrbios Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho (DORT);
  • Pneumoconioses;
  • Perda Auditiva Induzida por Ruído – PAIR;
  • Transtornos Mentais Relacionados ao Trabalho;
  • Câncer Relacionado ao Trabalho.

O coordenador geral de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Carlos Vaz, destaca formas de prevenção de algumas doenças decorrentes dos 11 agravos.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.blog.saude.gov.br


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