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Enxaqueca durante a infância aumenta risco de sobrepeso

Data: 28/02/2011

Fonte: Folha de São Paulo

 Meninas que sofrem com enxaquecas têm maior risco de engordar quando ficam adultas, segundo cientistas.
Uma pesquisa mostra que 40% das mulheres que têm enxaquecas na infância ganham ao menos dez quilos a partir dos 18 anos. Entre as que não sofrem com as dores de cabeça, 30% têm aumento de peso na fase adulta.
A enxaqueca já foi ligada à obesidade em outras pesquisas, mas os novos resultados, publicados na revista “Headache”, são os primeiros a ligar as dores na infância a ganho de peso posterior.
É possível que a dor, muitas vezes acompanhada por náusea e vômitos, mude a forma como as mulheres comem ou sua atividade física.
Foram analisados dados de mais de 3.700 mulheres, que informaram sobre seu peso e sua altura aos 18 anos e se tinham enxaqueca.

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Poluição causa mais infarto que cocaína…

Data: 25/02/2011

Fonte: Folha de São Paulo

 

Estudo mostra que ar poluído das grandes cidades é um dos maiores gatilhos para ataques cardíacos

Conclusão é de uma revisão de 36 pesquisas envolvendo cerca de 700 mil pessoas expostas aos riscos
 

 

Respirar ar poluído causa mais ataques cardíacos que usar cocaína, segundo revisão de estudos envolvendo 700 mil pessoas, publicada ontem no “Lancet”.
O trabalho, feito pela Hasselt University, na Bélgica, cruzou fatores de risco para infarto e a exposição da população a esses fatores.
É por isso que a poluição ficou em primeiro lugar. Individualmente, aumenta apenas 2,9 vezes o risco de infarto, em comparação com a cocaína (23 vezes).
Mas, como a população toda é exposta à poluição, e apenas uma fração pequena usa a droga (0,04%), a poluição desencadeia muito mais infartos do que a cocaína.
O estudo também coloca em patamares semelhantes os riscos da poluição e de outros fatores mais conhecidos, como esforço físico e consumo de álcool e de café.
Para o médico epidemiologista Luiz Alberto Pereira, do Laboratório de Poluição Atmosférica da USP, é esse o mérito do estudo.
Segundo Pereira, a poluição não é valorizada como fator de risco e ainda há muito ceticismo a seu respeito.
“O estudo pode fazer com que os clínicos finalmente olhem para a poluição como fator de risco relevante para infarto. Não se pode mais menosprezar um risco de 7%, similar ao do álcool.”
Os gatilhos fazem a doença preexistente piorar ou se manifestar. No caso da poluição, a piora da qualidade do ar pode causar um infarto poucas horas depois da exposição em quem tem hipertensão ou problemas cardiovasculares.
Mas mesmo pessoas saudáveis podem sofrer dano e ter o risco de infarto aumentado ao longo do tempo, principalmente se morarem em cidades como São Paulo, diz o pneumologista Ubiratan de Paula Santos, do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Já aqueles que se protegem com medicamentos para pressão alta e se expõem menos aos riscos sofrem menos os efeitos dos gatilhos.

OUTROS FATORES
Ao todo, o trabalho revisou 36 pesquisas. A partir delas, foi feito um ranking de 13 fatores de risco que estimularam infartos uma hora ou dez dias depois do estímulo.
Alguns desses fatores são uso de maconha, emoções positivas e negativas, atividade sexual e refeições pesadas. O fumo passivo não foi incluído no estudo, mas os autores dizem que seus efeitos são similares aos da poluição ao ar livre, e há a evidência de que banir o fumo em lugares públicos reduziu as taxas de infarto em 17%.
O esforço físico, que pode proteger o coração se é feito com regularidade, é o segundo principal fator de risco, para quem é sedentário ou esportista de fim de semana.
Da mesma forma, o álcool, terceiro no ranking dos gatilhos, pode ser um fator de proteção quando consumido em pequenas quantidades.

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DIA DO IDOSO

Vigilância adia decisão sobre remédios para emagrecer…

Data: 24/02/2011

Fonte: Folha de São Paulo

Em audiência, médicos falaram contra proibição.Sob ataques dos médicos, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) adiou a decisão sobre o veto a quatro emagrecedores: sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol.
Inicialmente, a agência havia informado que a decisão sairia até 1º de março.
Segundo o presidente do órgão, Dirceu Barbano, o motivo do adiamento é a quantidade de argumentos levantados por especialistas na audiência pública realizada sobre o tema, ontem. Ele não deu previsão de prazo.
Na reunião, representantes da Anvisa afirmaram que os emagrecedores trazem mais riscos que benefícios.
Endocrinologistas defenderam a necessidade da medicação em alguns casos.
A deputada federal Alice Portugal (PC do B-BA) prometeu convocar outra audiência sobre o tema, desta vez na Câmara.

Vacina antidengue pode chegar primeiro ao Brasil

Data: 22/02/2011

Fonte: O Estado de São Paulo

Executivos da empresa Sanofi Pasteur vêm ao País em março para tentar fechar acordo com o governo federal que antecipe a distribuição do imunizante

Noventa anos após iniciados os primeiros estudos, a vacina contra a dengue entra na fase final de preparação e o Brasil pode ser o primeiro país a recebê-la. Em março, executivos da empresa francesa Sanofi Pasteur desembarcarão em Brasília para propor ao governo federal um acordo para que o País tenha prioridade na distribuição do imunizante.
A corrida pelo Brasil não ocorre por acaso. Considerada uma vacina para atacar uma doença comum em países pobres, multinacionais buscam locais onde possam compensar seus investimentos. O Brasil, portanto, seria perfeito: no País a doença é endêmica e, ao contrário da África, possui recursos para a vacina.

Os testes da terceira fase do imunizante desenvolvido pela Sanofi serão iniciados neste ano, com 30 mil pessoas. O Brasil fará parte desses testes. Se a eficácia do produto for comprovada, o primeiro pedido de registro e autorização será feito em 2013. Para a Sanofi, a meta é a de ter o produto no mercado mundial já em 2015. “Caminhamos para o controle de mais uma doença. Para alguns países, isso será fundamental”, afirmou o vice-presidente da Sanofi, Michael Watson.

Prazos menores. No caso do Brasil, a empresa quer negociar prazos menores para permitir que a vacina chegue à população. “O que vamos propor ao Brasil é que, se houver um compromisso político e um processo mais acelerado de aprovação, o produto poderá estar à disposição antes de 2015”, disse Jean Lang, vice-presidente de pesquisa e chefe do programa de Dengue.

A Sanofi enfrenta um problema: o desenvolvimento de duas vacinas contra a dengue, uma por meio de uma parceria entre a multinacional GSK e a Fiocruz e outra, pelo Instituto Butantã. Por isso, a Sanofi quer propor que seu produto seja usado no Brasil enquanto o País não finalizar sua produção própria.

Segundo o Instituto Internacional de Vacinas, a Sanofi tem pelo menos quatro anos de avanço sobre os demais projetos.

Em um primeiro momento, nenhuma das empresas terá a capacidade de suprir todo o mercado. Em sua fábrica em Lyon, a Sanofi deve produzir 100 milhões de doses por ano – quantidade suficiente para vacinar apenas o Estado de São Paulo, já que cada pessoa precisa tomar três doses.

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