Arquivo para outubro \31\UTC 2014

Dia Nacional da Luta Contra o Reumatismo

O termo reumatismo, a rigor, não trata de uma doença em particular, mas de um grande número delas. É atuante principalmente no sistema musculoesquelético e também pode acometer o sistema respiratório, gastrointestinal e a pele, por exemplo.

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O sistema musculoesquelético é o sistema que dá a sustentação (ossos) e mobilidade (músculos) ao nosso corpo. Sua estrutura é muito complexa, pois é composto por mais de 230 ossos e cerca de 639 músculos, que desempenham funções variadas, como proteger órgãos vitais (crânio e costelas), sustentar-nos na posição ereta e permitir atos como andar, pegar, pular, etc.

Ao movimentarem-se, os ossos e os músculos usam as articulações que, ao mesmo tempo em que os prendem na posição correta, permitem que executem os movimentos mais variados.

As doenças reumáticas se apresentam comumente como inflamações (crônicas ou não) em um ou mais componentes de uma articulação, gerando dores e incapacidade temporária ou permanente para sua movimentação adequada, mas algumas pessoas portadoras de reumatismo podem apresentar sinusites de repetição, acometimento do pulmão e pele, dentre outros, sem alterações nas articulações.

Artrose, artrite reumatoide, lúpus, fibromialgia, tendinites, bursite, gota, febre reumática e osteoporose são algumas das doenças reumáticas mais comuns. Apesar de afetar homens e mulheres, jovens e idosos, a maior prevalência é entre as mulheres com idade entre 30 e 40 anos.

Por esse motivo, elas devem ficar mais atentas a alguns fatores de risco, como idade avançada, obesidade, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas em excesso e ingestão de medicamentos que podem contribuir para o surgimento da doença.

Ao perceber dor nas articulações, principalmente por mais de seis semanas, acompanhada de vermelhidão, ‘inchaço’, calor ou dificuldade para movimentar as juntas (especialmente ao acordar pela manhã), a pessoa deve procurar o serviço de saúde mais próximo.

Doença

Ao contrário de algumas doenças ditas silenciosas (hipertensão e diabetes), em geral, o reumatismo pode ser mais facilmente percebido: o próprio paciente pode identificar os primeiros sintomas. Dores ao esticar os braços sobre a cabeça ou ao elevar os ombros até tocar o pescoço podem ser sinais de doença reumática. Se a enfermidade for descoberta logo nos primeiros sintomas e o paciente tiver tratamento adequado, ele pode levar uma vida normal, diminuindo assim os riscos de incapacidade física.

Tratamento

O tratamento às doenças reumáticas é garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A assistência aos pacientes com doenças reumáticas inclui desde o fornecimento de medicamentos até a realização de práticas integrativas (como acupuntura), associada à realização de exercícios que devem ter indicação de um profissional.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.brasil.gov.br/

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Tire 10 dúvidas sobre Reumatismo

Acompanhe a seguir como foi o bate-apo sobre reumatismo com a reumatologista Jaqueline Lopes, do Hospital Santa Catarina, em São Paulo.

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Aurea Tavares: O que é fibromialgia?
Dra Jaqueline Lopes: O termo fibromialgia refere-se a uma condição clínica de dores por todo corpo e fadiga. É considerada uma síndrome porque engloba uma série de manifestações clínicas além da dor e fadiga, como, indisposição e distúrbios do sono.

Claudia Mesquita: estou, há um mês, em uma crise de artrite. Quando será que poderei voltar a minha vida normal, malhando e caminhando? Tenho 41 anos e sou bem ativa!

Dra Jaqueline Lopes: O importante é fazer o diagnóstico. O tempo de tratamento vai depender do tipo de sua doença. E só poderemos saber após avaliação dos seus exames. Existem várias doenças que causam artrite, umas são de tratamento prolongado, outras mais curto.

Patricia Desanti: Tive raquitismo quando pequena, só andei com dois anos de idade. Isso pode ter me deixado com alguma consequência? Quais os cuidados que devo tomar?

Dra Jaqueline Lopes: Patrícia, o raquitismo na infância é tratável e causado por falta de vitamina D, provavelmente foi resolvido. Você precisa ter hábitos para uma boa saúde óssea, como não fumar, praticar atividade física e manter uma ingestão adequada de cálcio. Esta última é conseguida por ingestão de leite e derivados.

Rosenir Sousa: Sempre que o tempo está frio, sinto fortes dores nas pernas, mais exatamente nos ossos. Essas dores são quase insuportáveis, às vezes tenho que ficar quieta em algum lugar para que possa melhorar. Já fiz exames pra saber se tenho reumatismo, porém nunca deu nada. Pode ser um tipo de reumatismo mais específico? Meus exames estavam errados? O que pode ser isso?

Dra Jaqueline Lopes: De uma maneira geral, temos uma tendência a sentir mais dor no frio. No inverno o nosso organismo privilegia órgãos nobres como o cérebro e, para isso, diminui a circulação sanguínea dos membros. Geralmente isso causa uma dor articular leve. Se sua dor é insuportável, talvez você deva novamente procurar um reumatologista. Algumas doenças são difíceis de fazer o diagnóstico numa única avaliação.

Wanini Rodrigues: estou em tratamento com corticóides e tomo cálcio associado à vitamina D, pois o corticoide prejudica os ossos. Tomo leite, queijo etc., para também ajudar, pois somente esta vitamina não parece resolver. Não teria um remédio para não deixar que este tratamento prejudique meus ossos?

Dra Jaqueline Lopes: Wanini, algumas vezes precisamos fazer uso de medicações chamadas bisfosfonatos ou até mesmo, outra chamada teriparatida. Mas, para poder indicar essas medicações seu médico terá que considerar alguns fatores como: tipo de sua doença, qual a dose de corticóide você está tomando e por quanto tempo ainda será necessário tratar e se você tem outros fatores de risco para osteoporose.

Fabiana Andrade: Gostaria de saber sobre FAN positivo sem doenças confirmadas. Dores no corpo, neste caso, todo podem ser fibromialgia?
Dra Jaqueline Lopes: O FAN é apenas um marcador de autoimunidade. Cerca de 30% das pessoas tem FAN positivo e nunca desenvolvem nenhum tipo de doença. Quem tem FAN positivo tem a tendência a ter uma doença autoimune, mas manifestação da doença vai depender de outros fatores. Portanto, dores no corpo podem indicar fibromialgia, neste caso.

Suely Batista Canto: Reumatismo realmente não tem cura?
Dra Jaqueline Lopes: Reumatismo é um termo muito genérico e amplo, englobando inúmeras doenças – como gota, artrite reumatóide, artrose (osteoartrite), lúpus eritematoso, febre reumática, fibromialgia, etc. Algumas dessas doenças têm cura, outras são crônicas e tem controle, da mesma forma como o diabetes e hipertensão arterial.

Maria Tereza Oliveira: fazer caminhadas ou correr pode desgastar as articulações de pessoas que sofrem de artrose?
Dra Jaqueline Lopes: A caminhada é um exercício físico muito bom e está muito bem indicado para pessoas com artrose de joelhos. A caminhada não piora a artrose. O problema é que muitas pessoas têm um grau de artrose muito avançado e não conseguem caminhar. A corrida também pode estar indicada, mas vai depender do grau de artrose. O importante é tomar alguns cuidados, como evitar terrenos acidentados, caminhar com roupas leves e calçados adequados.

Cida Pereira: Fiz redução de estômago há seis anos. Tenho muitas dores no corpo e fui diagnosticada com fibromialgia, artrite e artrose. Mas, devido à redução, não posso tomar anti-inflamatórios e várias medicações fazem mal ao meu estômago. Já tomo omeprazol todos os dias, faço alongamento, hidroginástica e medicação só em último caso. Qual o melhor caminho para melhorar minhas dores?
Dra Jaqueline Lopes: Primeiro, é necessário saber qual é o seu diagnóstico. O termo artrite é muito genérico. Se a artrite foi decorrente da artrose, por exemplo, é necessário avaliar o grau de degeneração articular para avaliar se não há necessidade de algum procedimento cirúrgico.

Jussara Pereira de Andrade: Tenho artrite reumatóide há nove anos,me trato com muitos remédios,incluindo Metrotexato, e nos últimos meses eu venho sentindo dores terríveis nos rins, e meus pés e mãos estão descamando. Gostaria de saber se essas dores renais e a descamação têm a ver com este medicamento e quais exercícios ou esporte eu poderia praticar pra melhorar as dores e movimentos.
Dra Jaqueline Lopes: Você deve conversar com seu médico a respeito dos exercícios, pois eles devem ser individualizados. Dependem do grau de desenvolvimento da sua doença e se você está em atividade. É pouco provável que estes sintomas sejam decorrentes da medicação.

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MITOS & VERDADES em Reumatologia

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Veja abaixo uma lista de mitos e as verdades sobre os fatos da Reumatologia:

Mito:

“Reumatismo é doença de velho”.

Fato:

Em primeiro lugar o termo “reumatismo” é um termo popular consagrado para se referir a alguma das muitas doenças que podem ter manifestações no sistema músculo esquelético. Além disso estas doenças podem ocorrer em qualquer faixa etária.

Mito:

“Reumatismo ataca no frio”.

Fato:

O ambiente mais frio apenas aumenta a sensibilidade e a percepção dolorosa levando o paciente a acreditar que a doença “atacou” por causa do frio.

Mito:

“Reumatismo no sangue”.

Fato:

Este é uma expressão criada há muitos anos pelos próprios médicos para aqueles pacientes com dor e alguma alteração nos exames laboratoriais (“exames de sangue”) sem que necessariamente houvesse doença.

Mito:

“Exames para reumatismo”.

Fato:

O termo “reumatismo” é vago como já foi mencionado acima. Os exames, quando solicitados, levam em consideração a queixa e o exame físico de cada paciente. A grande maioria deles é inespecífica e devem ser analisados com muito cuidado. Além disso muitos destes exames podem estar alterados em indivíduos saudáveis.

Mito:

“FAN positivo, o paciente tem lupus”.

Fato:

Este exame laboratorial geralmente é positivo no lupus eritematoso sistêmico. Contudo também pode estar presente em várias outras doenças, pelo uso de determinados medicamentos e até mesmo em pessoas saudáveis.

Mito:

“Fórmula para reumatismo”.

Fato:

Isto não exite. Cada doença tem seu esquema terapêutico definido. Esta tal “fórmula” geralmente consiste num coquetel de drogas com efeito paliativo e freqüentemente associado a uma grande quantidade de efeitos colaterais.

Mito:

“Dor nas articulações significa reumatismo”.

Fato:

Dor articular é uma manifestação clínica como outra qualquer. Pode estar presente em diversas patologias sem qualquer relação com “reumatismo”.

Mito:

“Alimentos ácidos aumentam o ácido úrico”.

Fato:

O ácido úrico é um produto do metabolismo de uma variedade de proteínas chamada purinas. Já os encontrados em frutas e alimentos são o ácido cítrico, o ácido ascórbico e o ácido acético. Tem em comum apenas o fato de serem ácidos.

Mito:

“ASLO elevado indica reumatismo”.

Fato:

Este exame laboratorial apenas indica presença de anticorpos contra uma bactéria chamada Streptococo. Pode estar elevado na maioria das infecções respiratórias, inclusive uma simples gripe, e permanecer elevado por muitos meses.

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Doenças reumáticas apresentam sintomas que vão além das dores ósseas

As doenças reumáticas, ao contrário do senso comum, não apresentam como sintomas apenas dores ósseas ou nas articulações, mas, também, em outros órgãos, como rins, olhos, pulmões e pele.

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No dia 30 é o Dia Nacional de Luta contra o Reumatismo. Presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, Walber Vieira, lembra que reumatismo é um termo genérico. “É um termo impreciso que não dá o diagnóstico de nenhuma doença” esclarece.

As causas, os tratamentos e também as consequências das doenças reumáticas podem ser muito diferentes. Por isso, é essencial o diagnóstico preciso para a indicação dos procedimentos adequados.

As doenças reumáticas podem atingir pessoas de todas as idades. Um exemplo é a artrite reumatoide, comum a partir dos 35 anos de idade, mas “também acomete crianças, às vezes na mais tenra idade”, diz Walber Vieira.

De acordo com Vieira, a doença crônica, que pode levar uma pessoa a invalidez, se manifesta com dores articulares, leve inchaço nas pequenas e médias articulações, além de quadros de isquemia e fadiga.

Pediatra do Hospital Universitário de Brasília, Zeneide Alves, cita casos em que a manifestação da artrite juvenil, que é a artrite reumatoide que acomete crianças, pode, a princípio, ser manifestada por uma inflamação no olho, chamada uveite.

“Algumas crianças podem apresentar uveite e, posteriormente, exibir os sintomas e sinais de uma artrite crônica” explica.

Walber Vieira alerta que qualquer infecção pode funcionar como elemento desencadeante de uma doença reumática. ”O paciente está num stand by, num limbo, ainda não tem manifestação de uma enfermidade, e sofrer uma infecção severa, uma virose e, de repente, a doença reumática se instala e começam a aparecer os sintomas”, explica. Algumas doenças, como a fibromialgia, podem ser desencadeadas por quadros de stress e depressão.

Entre as doenças reumáticas, Vieira diz que a artrose é a mais comum. “Mais ou menos 70% das pessoas após os 60 anos têm sua artrose de estimação”, brinca.

“Artrose é uma doença que se caracteriza por desgaste da cartilagem articular, levando a fissurações e, com o tempo, perda da função das articulações“, explica Vieira.

Outra doença reumática muito comum é a osteoporose, que não apresenta sintomas até que haja uma complicação. “É uma perda de massa óssea que leva a pessoa a um risco de fratura maior. Às vezes um pequeno trauma pode ocasionar a fratura da área afetada” explica Walber Vieira.

Ter a primeira menstruação tardiamente e menopausa precoce, fumar, abusar de bebidas alcoólicas, ser sedentário e utilizar medicamentos que podem levar a descalcificação dos ossos são fatores de risco para a osteoporose e que servem de alerta para se tomar os devidos cuidados.

Para algumas das doenças reumáticas, como fibromialgia e artrose, exercícios físicos são muito importantes para afastar as crises. “Não se trata fibromialgia sem exercícios, artrose também não”, diz Vieira.

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Doença falciforme afeta cerca de 50 mil brasileiros

O primeiro caso de uma das doenças genéticas mais comuns em todo o mundo foi descoberto há 100 anos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 300 mil bebês nascem com a doença falciforme a cada ano.

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Enfermidade herdada da África, é causada pela mutação de genes que produzem as hemoglobinas, responsável por transportar oxigênio para órgãos e tecidos do corpo. Essa malformação enrijece as hemoglobinas, prejudicando a circulação sanguínea e provocando muitas dores.

Desde o primeiro diagnóstico da enfermidade, os tratamentos evoluíram muito e já é possível conviver bem com a doença falciforme. A enfermidade hereditária mais comum no Brasil é tratada como um problema de saúde pública. Dados do Ministério da Saúde mostram que 3,5 mil crianças brasileiras nascem com a doença a cada ano. Outras 200 mil nascem com o traço falciforme, gene que pode transmitir a doença para as próximas gerações.

O diagnóstico precoce e a vacinação eficiente são a chave para o sucesso no tratamento, garantem os especialistas. Mas, para eles, ainda é preciso falar mais sobre a doença. Clarisse Lobo, da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH), afirma que as políticas públicas adotadas hoje no País são eficazes, especialmente na triagem. O famoso “Teste do Pezinho”, exame feito na primeira semana de vida do recém-nascido, é a garantia de reconhecimento precoce da doença falciforme e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) a todas as crianças.

“O País tem trabalhado para garantir políticas eficientes para o tratamento da doença. A triagem é importante porque apresenta o tamanho do problema. Mas acho que ainda podemos desenvolver ações que descentralizem o atendimento para que as pessoas não precisem se deslocar aos grandes centros para serem tratadas com qualidade. É preciso treinar os profissionais de saúde para que conheçam mais a enfermidade”, diz a hematologista, que também é diretora do Hemorio.

Os exames feitos com os recém-nascidos brasileiros ao longo dos anos mostraram que a Bahia é o Estado brasileiro com a maior incidência da doença, até por causa da concentração de afrodescendentes. Em cada 650 nascimentos, um bebê nasce doente e um em cada 17 possui o traço falciforme. A detecção do traço é importante para que os casais recebam aconselhamento genético e conheçam os riscos de ter um bebê com a doença.

Tratamentos

No caso da doença falciforme, o Ministério da Saúde vai apresentar as políticas adotadas para garantir qualidade de vida aos doentes. A estimativa da associação é que 50 mil brasileiros convivam com a doença hoje.

O SUS oferece o diagnóstico – mesmo adultos podem fazer exames para identificar traço ou a doença – e a medicação necessária para tratar os pacientes. Durante toda a vida, os portadores da doença devem ser acompanhados por equipes multidisciplinares de hematologistas, ortopedistas, nutricionistas e psicólogos, por exemplo.

Para evitar possíveis complicações (dores musculares nas articulações, ossos, tórax, abdômen e costas; icterícia; infecções como pneumonia e anemia crônica), os doentes precisam cuidar da alimentação, ingerir bastante líquido e tomar medicamentos. Além de ácido fólico até os cinco anos de idade, as crianças precisam tomar penicilina. Em casos mais graves da doença, a ingestão de hidroxiuréia também é necessária.

De acordo com Clarisse Lobo, 30% dos pacientes identificados pelo SUS no Brasil possuem a forma mais grave da doença, que exige mais cuidados e aumenta a taxa de mortalidade. A hematologista ressalta que a vacinação contra a pneumococos hoje oferecida antes dos seis meses de vida às crianças é fundamental para garantir mais qualidade de vida aos pacientes. “A cobertura vacinal antes dos três anos é um dos nossos desafios porque garante vantagens significativas no tratamento”, afirma.

Transplante

A única possibilidade de cura da doença falciforme é o transplante de medula óssea. Sérgio Barroca Mesiano, hematologista do Hospital Universitário de Brasília, afirma, no entanto, que este tipo de intervenção ainda é polêmico. Primeiro, porque as taxas de mortalidade durante o procedimento são altas. Segundo ele, cerca de 10% dos pacientes que se submetem à cirurgia morrem durante o processo. Por isso, o transplante só é recomendado em poucos – e severos – casos da doença.

Para a ABHH, há casos graves em que o transplante é a única possibilidade de sobrevida de pacientes. Mas essa ainda não é uma realidade defendida pelo SUS. “Os gestores entendem que ainda não temos estudos suficientes que comprovem a eficácia do procedimento”, diz Sérgio.

Outro complicador é encontrar medulas compatíveis. Apenas um quatro dos pacientes que precisam de um transplante de medula – por qualquer motivo – consegue uma compatível.

“É preciso entender que os medicamentos salvam vidas e garantem vida normal, exceto em casos extremamente graves. Aí os transplantes são recomendados. Mas essa não é uma abordagem isenta de gravidade. Não podemos tratar todos com transplante porque estaríamos os expondo a um risco desproporcional ao benefício”, avalia Clarisse.

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Confira o manual de saúde bucal para todas as idades

Amanhã, 25 de outubro, é o Dia Nacional da Saúde Bucal. Para comemorar, o Terra preparou cuidados específicos para fases da vida, além de hábitos a serem evitados e doenças mais comuns.

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Bebês
Mesmo antes de os dentes nascerem, é importante cuidar da saúde bucal do bebê. Ao higienizar a gengiva, a criança já começa a se acostumar com o toque em sua boca e os pais estabelecem uma rotina para, depois, introduzir a escovação, além de evitar infecções.

Pasta, escova e fio: nessa fase é recomendado usar apenas uma gaze umedecida com água filtrada.

Doenças comuns:
– Sapinho – o sapinho é uma infecção causada pelo fungo Candida albicans, que parece um resto de leite que não sai. Aparece na língua, céu da boca, parte interna das bochechas e até nos lábios.
– Cisto gengival –  o cisto de erupção ocorre quando um dente está para nascer e a gengiva fica bastante inchada e dolorida.

Cuidados:
– Lavagem frequente das mãos e higienização e fervura adequada de mamadeiras e chupetas após cada uso.
– Evitar dividir talheres, limpar a chupeta com a boca, experimentar a mamadeira, assoprar a comida ou até beijá-los nos lábios. Esses hábitos são meios de levar bactérias à boca da criança.
– Usar mordedores para massagear a gengiva e aliviar a dor quando os dentes estiverem para nascer

“Nós temos a cavidade bucal colonizada por até 300 tipos diferentes de bactérias e o bebê, além de nascer com a boca estéril (sem micro-organismos), não tem defesas para as bactérias que carregamos na nossa saliva”, diz Renata Sampaio, cirurgiã-dentista e odontopediatra.

Crianças
A partir do nascimento dos primeiros dentinhos, que normalmente ocorre aos 6 meses, já é preciso cuidar da higiene bucal da criança como gente grande. Isso porque, a saúde dos dentes permanentes depende dos dentes de leite serem bem tratados.

Pasta, escova e fio:
Pasta: o creme dental infantil deve ter 1000 ppm de flúor e a quantidade é equivalente a um grão de arroz, duas vezes por dia, até os três anos de idade. A partir daí a referência muda para uma ervilha.
Escova: a escova deve ter a cabeça pequena e as cerdas macias.
Fio dental: já deve ser passado pelos pais a partir do nascimento do segundo dente.

Doenças comuns:
– Cárie: Quando não se faz a higiene bucal da criança após a mamada, as bactérias grudam nos dentes e os açucares acabam ocasionando a desmineralização, formando a cárie.
– Traumas e cortes: até os 3 anos, as crianças começam a andar e vira e mexe estão com algum objeto nas mãos e aí quando caem podem quebrar os dentes ou cortar os lábios ou as gengivas.

Cuidados:
– Consultas no odontopediatra desde o nascimento do primeiro dente
– Uso de cremes dentais com flúor
– Auxiliar a criança na escovação
– Dar uma mamadeira com água depois das mamadas à noite
– Higienizar a boca sempre depois das refeições

Adolescentes 
Questões sociais e comportamentais interferem muito nas escolhas que determinam a saúde dos jovens. Por isso, é importante conscientizá-los da importância de redobrar os cuidados bucais, principalmente para aqueles que usam aparelhos fixos.

Pasta, escova e fio:
Pasta: os jovens, sempre preocupados com a aparência, costumam optar por cremes dentais com componentes branqueadores. “Mas é preciso ter cuidado com uso excessivo desse produto, pois podem causar uma hipersensibilidade dos dentes”. diz Alexandre Bussab, cirurgião-dentista da Clínica Dental Saúde.
Escova: para quem usa aparelho, existe uma escova específica, com uma canaleta central, que encaixa nos bráquetes. As cerdas devem ser ultramacias
Fio dental: de novo para quem usa aparelho, é preciso usar passa fio, que lembra uma agulha de plástico. Nele o fio dental é preso e pode ser passado por baixo do arco para limpar entre os dentes. Também é importante o uso da escova interdental, capaz de higienizar ainda melhor as regiões difíceis.

Doenças comuns:
– Mau hálito: a rotina corrida e sem horário do adolescente faz com que eles fiquem horas em jejum, consumem muita fritura, doces e refrigerante e bebam pouca água. Todos esses fatores somados a uma higienização sem a devida dedicação, causa mau hálito.
– Gengivite: o uso de aparelhos ortodônticos dificulta a remoção da placa bacteriana dos dentes, aumentando as chances do aparecimento da gengivite (inflamação na gengiva).

Cuidados:
– Utilizar os dispositivos adequados para higienizar os dentes no caso de usar aparelhos ortodônticos.
– Limitar a ingestão de açúcar e alimentos que contém amido, principalmente os pegajosos (que grudam na superfície dos dentes).
– No caso da prática de esportes (comum nessa fase), usar sempre protetores bucais.
– Beber bastante água.

Homens
Os homens são mais propensos a problemas como o ronco e bruxismo, que merecem uma atenção especial e mudanças de hábitos. Na fase adulta, a sensibilidade dentária também começa a ficar mais comum. “A partir dos 27 anos começamos a ver mais pessoas vindo ao consultório com esse tipo de reclamação”, diz o cirurgião-dentista, Alexandre Bussab.

Pasta, escova e fio:
Pasta: Os cremes dentais para dentes sensíveis bloqueiam os túbulos dentinários (onde ficam os nervos do dente) abertos, o que ajuda a impedir que as sensações de dor.
Escova: a escova deve ter cabeça média e ser macia.
Fio dental: o fio dental deve ser usado em todas as higienizações bucais. Para complementar, vale usar a escova interdental.

Doenças comuns:
– Ronco: esse distúrbio respiratório acaba com a qualidade do sono e faz com que ela passe o dia cansada, estressada e com déficits de atenção. “O ronco muitas vezes também está associado a apnéia do sono que são pequenas, porem perigosas, paradas respiratórias que podem causar problemas mais sérios de falta de oxigênio no coração e no cérebro”, diz Luana Campos, dentista da Interclin.
– Bruxismo (hábito de ranger ou apertar os dentes): “O Bruxismo está diretamente ligado, na maioria das vezes, à rotina estressante dos adultos e a pressão que eles sofrem, por isso se torna bastante comum nessa fase da vida, prolongando-se, quando não tratado, para a terceira idade”, diz Paulo Henrique Tavares, cirurgião-dentista especializado no atendimento de idosos.

Cuidados:
– Evitar consumir em excesso bebidas como café, chá, vinho, isotônicos, refrigerantes e sucos artificiais, pois possuem o pH ácido, o que favorece a erosão dental.
– Pratique esportes para aliviar o estresse causado pelo dia-a-dia e ajudar no tratamento do bruxismo, mau hálito e ronco.
– Não fume.

Mulheres
No caso das mulheres, embora algumas doenças e cuidados sejam parecidos com os dos homens afinal, mulher também ronca, as fases que inspiram mais cuidados são as da gestação e da menopausa.

Menopausa faz mulher roncar que nem homem
Ardência bucal atinge mulheres a partir dos 50 anos; entenda
Cuidar da saúde bucal é mais difícil depois da menopausa

Pasta, escova e fio:
Pasta: recomenda-se o uso de pastas próprias para o cuidado da gengiva e de preferência, sem sabores fortes, para evitar problemas de enjoo típicos de grávidas.
Escova: a escova deve ter cabeça média e ser macia.
Fio dental: Para evitar o acúmulo de placa bacteriana que pode agravar a gengivite, o uso do fio dental é indispensável para gestantes e mulheres na menopausa.

Doenças comuns:
– Gengivite e periodontite: “Infecções severas na boca (como a periodontite) fazem o corpo da mulher produzir uma substância que causa contrações no útero, o que pode antecipar o nascimento do bebê”, diz o odontopediatra Raul Palomino. Já quando a mulher entra na menopausa, seu corpo sofre uma drástica redução de um hormônio chamado estrógeno. “A boca da mulher fica mais vulnerável a doenças, as gengivas ficam mais flácidas, os dentes mais suscetíveis a cáries, há um maior desgaste do esmalte dos dentes e até perda de massa óssea da maxila e da mandíbula podem acontecer em decorrência da menopausa”, diz Alexandre.

Cuidados:
– Evite comidas e bebidas ácidas e que manchem os dentes.
– Intensifique os cuidados com a saúde bucal durante o período de gravidez e da menopausa.
– Procure o acompanhamento de um dentista especializado durante a gravidez.
– Ao fazer tratamentos estéticos clareadores, procure um profissional de sua confiança e relate para ele todo seu histórico de saúde bucal. Assim, é possível evitar problemas de sensibilidade por conta desse procedimento.

Idosos
Quando a terceira idade chega, problemas na vista e nas articulações (artroses) podem dificultar o cuidado com a saúde bucal. Por isso, as visitas ao dentista devem ser ainda mais frequentes nessa fase.

Pasta, escova e fio:
Pasta: Para idosos que usam próteses dentais, é recomendado o uso de pastilhas efervescente que as limpam e eliminam as bactérias sem provocar arranhões.
Escova: A escova deve ter cerdas ultramacias.
Fio dental: Por conta de problemas de visão e coordenação, a utilização desse mecanismo pode ser comprometida. Por isso, a utilização de escovas interdentais podem ajudar o idoso a fazer uma higienização mais completa.

Fio dental: Por conta de problemas de visão e coordenação, a utilização desse mecanismo pode ser comprometida. Por isso, a utilização de escovas interdentais podem ajudar o idoso a fazer uma higienização mais completa.

Doenças comuns:
-Xerostomia: boca seca causada principalmente pelo consumo de alguns remédios.
– Halitose: também pode ser causada por remédios.
– Câncer de boca: causado principalmente pelo fumo.

Cuidados:
– Nessa fase as visitas ao dentista devem ser mais constantes.
– O idoso que usa prótese dental deve ter cuidado ao manuseá-las, pois elas são bastante sensíveis.
– A limpeza da prótese deve acontecer após cada refeição, ao dormir e acordar.
– Não é recomendado dormir com a prótese, pois os tecidos de suporte precisam relaxar em algum momento do dia.

“O descuido com a higiene da prótese faz com que bactérias se acumulem sobre ela. Se essas bactérias entrarem na corrente sanguínea o paciente corre o risco de desenvolver endocardite (inflamação no coração) e a pneumonia por aspiração dessas bactérias”, diz Paulo Henrique Tavares, cirurgião-dentista especializado no atendimento de idoso.

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Saiba quais são as doenças bucais mais comuns e como tratá-las

Em 25 de outubro é comemorado o Dia Nacional da Saúde Bucal. De acordo com o Ministério da Saúde, 88% da população brasileira sofrem com algum problema na boca, em sua maioria cáries. Especialista  lista as doenças mais frequentes e conta que evitá-las é mais simples do que se imagina.
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Você já foi ao dentista este ano? Diferentemente do que acontece com outras especialidades, muitas pessoas passam anos sem visitar um consultório odontológico ou pior, nunca passaram por uma consulta. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 2,5 milhões de brasileiros fazem parte desta estatística e, delas, 88%  apresentam algum problema na boca e não sabem. Porém, descobrir e iniciar um tratamento é mais fácil do que se imagina.
Aliados da saúde bucal, a escova de dentes e fio dental conseguem prevenir a maior parte das doenças. “Fica por conta da escova o trabalho mais ‘pesado’ de limpar os dentes, língua e bochechas – que retêm os resíduos causadores da cárie e halitose –  já o fio dental limpa onde a escova não alcança,” explica Dr. Ricardo Ladorucki, dentista especialista em odontologia estética.
O especialista alerta que o uso incorreto da escova pode causar lesões nas gengivas. “Não se deve escovar os dentes com força, pois as cerdas podem machucar a gengiva além de retirar o esmalte que protege os dentes. Dê preferência para escovas com cerdas macias.” A seguir o especialista da Netfarma lista as 5 doenças mais frequentes e como evitá-las.
Cárie – Causada por acúmulo de resíduos nos dentes, a cárie é a doença mais comum, atingindo cerca de 80% da população mundial. “Uma boa escovação e uso diário do fio dental impendem que as bactérias formadoras das cáries trabalhem”, conta Dr. Ricardo.
Doença Periodontal – Causada pelas bactérias anaeróbias que vivem dentro do sulco gengival, a doença periodontal é a formação do tártaro ao redor dos dentes; uma vez dentro dos microorificios do tártaro, as bactérias se multiplicam, pois o organismo não consegue combatê-las. A doença periodontal pode causar destruição óssea e perda do dente. O tratamento mais indicado é a remoção do tártaro com ultrassom.
Halitose – Conhecida também como mau hálito, a doença prejudica relações pessoais e de trabalho por conta do mau cheiro vindo da boca do indivíduo. “Cuidados de higiene, especialmente com a língua, ajudam no combate ao problema. O indicado é escovar a língua com a mesma frequência que se escova os dentes.”
Gengivite – Causada por falta de higiene adequada, a gengivite se dá pelo sangramento da gengiva decorrente do acúmulo da placa bacteriana; em casos mais graves acarreta perda dos dentes. “Nesses casos o uso do fio dental é fundamental para a higiene entre os dentes, principal fator resultante na doença.”
Inflamação da polpa – Quando a cárie não é tratada, as bactérias entram na polpa (estrutura interna do dente) causando inflamação. “O tratamento mais indicado nesses casos é o canal que irá retirar a pressão do dente causadora de dores fortes”.
Dr. Ricardo Ladorucki alerta para as visitas regulares ao dentista. “Assim como é recomendado realizar um check-up anual, é muito importante ir ao consultório odontológico, a saúde bucal precisa ser levada a sério”, finaliza.
Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.segs.com.br/

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