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SAÚDE NO PRATO

Hormônio do estresse é usado em teste para reduzir fobia de altura

Uso da substância aliado à terapia comportamental melhorou sintomas de pacientes em experimento suíço.

Segundo os autores, o hormônio reforça os efeitos da terapia, ao ajudar a armazenar as experiências corretivas

 

O cortisol, hormônio liberado em situações de estresse, melhora os efeitos da terapia de combate a fobias.
Estudo realizado por pesquisadores de diversos centros científicos, entre eles a Universidade de Basileia, na Suíça, testou a substância em 40 pessoas com acrofobia (medo de altura).
Os voluntários foram submetidos a três sessões de terapia de exposição -uma simulação de ambientes altos criada por realidade virtual.
Uma hora antes das sessões, metade dos pacientes tomou uma dose de cortisol e a outra metade, placebo.
Os participantes responderam a questionários para avaliar o nível de fobia após a última sessão de terapia.
Os pesquisadores descobriram que, entre aqueles que tomaram cortisol, houve uma queda de 59% na pontuação de fobia. No outro grupo, a queda foi de 40%.
Os resultados foram publicados ontem no periódico “Proceedings of the National Academy of Sciences”, dos Estados Unidos.
Para Dominique de Quervain, professor de psicologia na Universidade de Basileia e um dos autores do estudo, os achados indicam que os efeitos da psicoterapia contra a fobia podem ser reforçados pelo uso de remédios.
“O cortisol auxilia a terapia de exposição ao agir no aprendizado e na memória”, explicou à Folha. “Ele inibiu a recuperação da memória do medo e armazenou experiências corretivas.”
O psiquiatra Antônio Guerra Vieira Filho, do Hospital Sírio-Libanês, afirma que a ação do cortisol pode ser útil para pacientes que não respondem à terapia.
“Quando se expõe um paciente a uma situação que ele sabe que é segura [a simulação], o cortisol vai facilitar o aprendizado dessa experiência”, diz Vieira Filho.

CORREÇÃO E REFORÇO
A terapia de exposição tem como objetivo “corrigir” a fobia, ao colocar a pessoa, aos poucos, em contato com o que ela teme.
“Quando ela se expõe a essas experiências que causam medo desproporcional, fica habituada”, diz Mariângela Savoia, psicóloga do programa de ansiedade do Instituto de Psiquiatria da USP.
“A memória é importante na formação da fobia, ela associa um estímulo como a altura a um risco. O cortisol faz a pessoa evocar menos esses pensamentos irreais”, afirma Vieira Filho.
Apesar dos resultados promissores da terapia com cortisol, o tratamento ainda é considerado experimental.

MÊS DA MULHER NA FEMME

JORNADA DO HERÓI

Saúde é serviço público com pior avaliação

Data: 17/03/2011

Fonte: O Estado de São Paulo

 

 

O atendimento nos hospitais e postos de saúde é o serviço público com pior avaliação pelos brasileiros, revela pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope.
Porém, 72% são contra a recriação da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) ou outro tributo específico para financiar o setor. Eles acham que os governos podem reforçar os serviços com os recursos existentes nos orçamentos e melhorar a gestão.

A pesquisa ouviu 2.002 eleitores com 16 anos ou mais em todo o País, entre 4 e 7 de dezembro passado. Sobre os serviços de saúde, 37% classificaram a qualidade como “muito baixa” e 44% como “baixa”, perfazendo um total de 81% de desaprovação.

Entre os potenciais usuários, os entrevistados com renda de até um salário mínimo, 37% consideraram a qualidade “muito baixa” e 43%, “baixa”. Entre aqueles com renda entre um e dois salários mínimos, 34% responderam “muito baixa” e 45%, “baixa”. Entre os com renda superior a dez salários mínimos, que provavelmente não dependem unicamente dos serviços públicos de saúde, 40% consideraram a qualidade “muito baixa” e 33%, “baixa”.

Em segundo lugar no ranking vem a segurança pública, com 71% de avaliação “baixa” ou “muito baixa”. Depois estão o atendimento nas repartições públicas e a educação fundamental e média.

No extremo oposto, 75% consideraram a qualidade no fornecimento de energia elétrica como “muito alta”, “alta” ou “adequada”, apesar dos recentes apagões. A avaliação foi majoritariamente positiva ou neutra também para fornecimento de água, iluminação pública e educação superior.

Youtube – People Finder/Localizador de Pessoas – Terremoto/Earthquake

With about 10,000 people unaccounted for after the earthquake and tsunami, many people are desperate to find missing loved ones. Google has set up a YouTube channel to help people find family and friends. The company said it is a version of the “person finder” they set up in the immediate aftermath of the earthquake.

http://www.youtube.com/shousoku

http://www.bbc.co.uk/news/world-middle-east-12307698

Grávidas, bebês e profissionais da saúde serão vacinados contra gripe

Data: 18/03/2011

Fonte: O Estado de São Paulo

Experiência com a pandemia de gripe suína leva o Ministério da Saúde a adicionar essas pessoas à campanha anual de imunização, ao lado de idosos e indígenas; serão 65 mil postos de vacinação e expectativa de imunizar 23,8 milhões de brasileiros

 

Gestantes, crianças de 6 meses a 2 anos e profissionais de saúde passam a integrar a partir deste ano a Campanha Nacional de Vacinação, ao lado de idosos e indígenas. A mudança, anunciada ontem pelo Ministério da Saúde, foi tomada com base na experiência da pandemia de gripe suína.

Na época, gestantes e crianças menores de 2 anos mostraram ser, ao lado dos idosos, os mais suscetíveis para desenvolver casos graves de infecção. Profissionais de saúde foram incluídos por razão semelhante. “Eles podem ser a porta de entrada do vírus quando tratam de crianças e idosos. Daí a necessidade da vacinação desse grupo”, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa. De acordo com a pasta, 75% das infecções respiratórias em idosos e menores de 2 anos ocorrem por vírus influenza.

A vacinação deste ano começa no dia 25 de abril e vai até 13 de maio. No primeiro sábado da campanha será realizado o Dia de Mobilização, quando postos de todo o País ficam abertos para vacinar o público-alvo da campanha. Neste ano, 65 mil postos de vacinação serão instalados.

A expectativa é imunizar 23,8 milhões de brasileiros. Pela primeira vez, parte das vacinas usadas na campanha será produzida pelo Instituto Butantã. Em 2011, foram adquiridos 33 milhões de doses, ao custo de R$ 229 milhões. A incorporação dos três novos grupos para vacinação contra gripe, de acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, é definitiva.

Região Norte. Nos próximos meses, outra mudança estratégica poderá ser definida: a alteração no calendário para vacinação na Região Norte do País. Alguns trabalhos demonstram que a população dessa região estaria mais vulnerável aos vírus circulantes no Hemisfério Norte. Além disso, o maior risco de aumento de casos de gripe naquela região seria nos primeiros meses do ano.

“Vamos aguardar a análise de vários trabalhos para verificar se a mudança é de fato necessária”, disse Barbosa. A expectativa é de que até julho a decisão seja tomada. “Mas, para este ano, o calendário está confirmado. O público-alvo, qualquer que seja a região em que mora, deverá procurar os postos entre 25 de abril e 13 de maio”, afirmou o secretário.

Três vírus. A vacina deste ano será feita com cepas dos três vírus que mais circularam no Hemisfério Sul em 2010, entre elas a do H1N1 (que causa a gripe suína). O ministro Padilha assegurou que a inclusão não está relacionada a um risco de retomada da infecção. “Esse foi um procedimento de rotina. Todos os anos são usadas para a vacina as cepas dos vírus mais comuns no inverno anterior”, explicou.

Para ficar imunizado contra a gripe, é preciso vacinação anual. Uma dose é suficiente. A exceção fica por conta das crianças com idade entre 6 meses e 2 anos. Esse grupo deve receber duas aplicações, com intervalo de 30 dias entre elas.

“A vacina é segura”, disse Barbosa. Apenas pessoas com alergia a ovo devem ficar longe do imunizante. Aqueles com problemas na produção de anticorpos, seja por problemas genéticos ou por uso de remédios, devem consultar o médico ou um centro de referência antes de se vacinar.

PARA LEMBRAR

Epidemia de gripe suína matou 18,4 mil

Os primeiros casos de gripe suína foram registrados em abril de 2009 nos EUA e no México. Duas semanas depois, havia doentes na Europa e na Ásia. A propagação do vírus H1N1 foi rápida e, em junho daquele ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a gripe suína havia se tornado pandêmica. Governos se mobilizaram para comprar vacinas e antivirais e imagens de milhares de pessoas em fila à espera do imunizante rodaram o mundo. Em muitos países houve sobra de vacinas. Grupos farmacêuticos tiveram lucros milionários e a OMS foi acusada de espalhar pânico desnecessário. Estima-se que em um ano o H1N1 tenha matado 18,4 mil pessoas.

CAMPANHA

Quem será vacinado
Pessoas com 60 anos ou mais, população indígena, crianças com idades entre 6 meses e 2 anos, gestantes e profissionais de saúde.

Doses
Crianças entre 6 meses a 2 anos devem tomar duas doses da vacina, com intervalo de 30 dias entre cada aplicação. Os demais grupos receberão apenas uma dose.

Duração da campanha
De 25 de abril a 13 de maio. No dia 30 de abrir ocorrerá o Dia de Mobilização Nacional.

Contraindicação
Pessoas com alergia a ovos não devem tomar a vacina. Pessoas com deficiência na produção de anticorpos devem consultar o médico antes de tomar a vacina.


Twitter @vivamelhor

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