Arquivo para março \31\UTC 2014

Parkinson: muito além dos tremores

Até pouco tempo atrás, a Doença de Parkinson era associada basicamente aos tremores constantes que provoca no indivíduo. Durante muito tempo, inclusive, foi tida como uma doença dos sistemas motores, com sintomas também como rigidez e instabilidade postural. Hoje em dia, porém, sabe-se que outros sintomas merecem atenção, porque podem comprometer ou ser ainda mais prejudiciais à qualidade de vida do paciente.

parkinson

Fadiga, risco de queda, distúrbios do sono, sintomas psiquiátricos – como depressão, ansiedade e até sintomas psicóticos e delirantes – sudorese excessiva, risco de engasgue e disfunção autonômica, como mal funcionamento do intestino e disfunção sexual, são alguns dos problemas que podem atrapalhar a vida do indivíduo com Parkinson.

“Nos últimos anos, vemos que um bom tratamento precisa fazer uma abordagem que contemple todos esses aspectos. Muitas vezes, o famoso tremor, que embora seja fisicamente mais evidente, é o que menos atrapalha a qualidade de vida desses indivíduos”, explica o neurologista do Einstein, Dr. Marcelo Calderaro.

“Não adianta tratar a parte motora e se esquecer dos outros sintomas. Muitos dos quais, inclusive, aparecem antes mesmo dos tremores ou do diagnóstico da doença, como a disfunção intestinal”, afirma o médico.

A causa do Parkinson

De acordo com outro neurologista do Einstein, Dr. Orlando Barsottini, a doença acontece por um processo neurodegenerativo em que o principal achado é a deficiência de um neurotransmissor chamado dopamina. “Esse neurotransmissor atua na integridade de um circuito de neurônios responsáveis pelos movimentos”, explica.

As fases da doença

A doença de Parkinson é dividida em três fases principais:

  • Leve: o paciente apresenta sintomas leves e continua independente para suas atividades habituais.
  • Moderada: ele mantém sua independência, mas passa a necessitar de ajuda ou apresenta limitações para atividades específicas.
  • Avançada: o paciente começa a ter severas limitações para realizar atividades do seu dia a dia.

Esta última fase acontece geralmente após 10 a 15 anos de evolução da doença. É quando podem aparecer sintomas cognitivos e psiquiátricos relacionados ao Parkinson.

Tratamento

Além do atendimento por uma equipe multidisciplinar, que visa a diminuir os sintomas que atrapalham a qualidade de vida do paciente com a doença, o tratamento é basicamente com medicações.

No geral, elas dividem-se entre as que repõem a dopamina sinteticamente e as que inibem as enzimas que degradam a dopamina. “O trabalho das medicações é reequilibrar os níveis de dopamina no organismo”, afirma o Dr. Barsottini.

Estimulação cerebral

Reservada para casos específicos, a chamada Estimulação Cerebral Profunda pode ser uma das opções de tratamento para pacientes na fase moderada da doença.

Por meio do implante de um marca-passo e de eletrodos em regiões profundas do cérebro, a cirurgia geralmente é realizada para diminuir complicações motoras decorrentes tanto da evolução da doença quanto do uso crônico de medicamentos.

Dentre essas complicações, as mais incômodas são as chamadas discinesias, que são movimentos involuntários do corpo em geral associadas ao uso das medicações.

“Não é uma cirurgia curativa, mas apenas para diminuir esses sintomas. Ela deve ser encarada como mais uma opção de tratamento”, explica Dr. Barsottini.

O procedimento é indicado também para pacientes mais jovens com tremores incapacitantes ou para aqueles que não responderam adequadamente ao tratamento medicamentoso. Mas em geral não se indica a cirurgia para pacientes com menos de cinco anos de doença.

“Pacientes na fase avançada, com comprometimento cognitivo severo, não devem fazer a estimulação cerebral pelo risco de piora dos sintomas cognitivos que já possuíam”, acredita Dr. Barsottini.

Segurança e qualidade de vida

Reunimos algumas dicas importantes para manter a segurança e a qualidade de vida do paciente com Parkinson. Confira.

  • Existe uma forte tendência de o indivíduo ficar cada vez mais parado e sedentário, o que não é bom. “Por mais óbvio que pareça, quanto mais parado ele ficar, mais parado ele vai ficar”, afirma o neurologista. A recomendação é que o indivíduo não deixe de se movimentar, porque a falta de movimentação piora a postura, o alongamento e até o risco de quedas.
  • Alguns estudos apontaram que a prática de dança e de tai chi chuan, que trabalham o equilíbrio, diminuem o risco de queda.
  • Uma preocupação muito importante é com o engasgue. Se o paciente com Parkinson tem lentidão para se alimentar e apresenta uma espécie de pigarro ou tosse depois de comer, ou mesmo se apresenta repetidas pneumonias, isto pode ser sinal de microaspiração e vale a pena uma avaliação mais detalhada. O objetivo é prevenir o engasgue e possíveis infecções pulmonares.
  • Para indivíduos com problemas de deglutição, o atendimento por um fonoaudiólogo também é uma boa ideia.
  • Existem também substâncias espessantes para serem colocadas em líquidos e ajudarem na deglutição.
  • O paciente com Parkinson deve continuar fazendo tudo o que fazia antes da doença, com atenção dos cuidadores em relação à sua segurança. Essa prática tende a retardar as perdas de função.
  • O risco de queda merece esforços e atenção. O médico precisa reconhecer este risco e recomendar, inclusive, intervenções ambientais, como a retirada dos tapetes da casa ou a colocação de barras que auxiliem a locomoção do paciente.
  • O paciente deve usar sapatos bem firmes ao pé, evitando sandálias e chinelos, que facilitam as quedas.

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Calendário Viva Melhor 2014: 2º Trimestre

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Só 22% dos brasileiros têm Alimentação Saudável

Em 31 de março comemora-se o Dia Nacional da Saúde e Nutrição, data importante para refletir e avaliar como vai a alimentação. Uma pesquisa divulgada anualmente pelo Ministério da Saúde apontou que, em 2013, apenas 22,7% da população brasileira consumia a quantidade diária de frutas, legumes e verduras recomendada pela Organização Mundial de Saúde: cinco porções ou 400 gramas.

Cafe-Manha
Esse dado aliado às facilidades do dia a dia – era do carro, do controle remoto, da internet e da comida pronta industrializada – e ao crescimento do sedentarismo tem contribuído para o aumento da obesidade, transformando-a em epidemia mundial.

A doença já é reconhecida como sério problema de saúde pública, pois afeta, em todo o mundo, um número crescente de pessoas, acarretando graves problemas sociais e de saúde. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade já atinge mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo. Dados do Ministério da Saúde mostram que a obesidade atinge 17% da população brasileira. Em 2006, o índice era de 11%.

Segundo o cirurgião, Sizenando Ernesto de Lima, a obesidade está ligada a um desequilíbrio na alimentação e no consumo excessivo de comida. “Além do fator genético, existe o comportamental. Sempre que as pessoas aumentam a ingestão de alimentos e diminuem a atividade física, engordam. O correto é fazer as três principais refeições do dia – café da manhã, almoço e jantar –, intercaladas com pequenas porções de frutas”, orienta.

O médico explica que a obesidade pode ser classificada como leve (IMC, índice de massa corpórea, entre 30 e 35), moderada (entre 35 e 40) e mórbida (acima de 40). Mais perigosa, a mórbida está, na maioria das vezes, associada à hipertensão arterial, diabetes e doenças respiratórias.

Cirurgia bariátrica

Para os pacientes que atingiram o grau de obesidade mórbida, a única alternativa para não correr riscos de morte e voltar a ter uma qualidade de vida é a cirurgia. Atualmente, são realizados no Brasil 80 mil procedimentos por ano.

O preparo para a intervenção leva de dois a seis meses. O especialista explica que devido à alta complexidade, diversos profissionais devem atuar em conjunto antes, durante e depois do procedimento.

O nível de glicemia tem de estar regulado, em caso de diabetes, e muitos pacientes precisam perder 10% do peso antes da cirurgia. A recuperação da cirurgia passa por um período de total aprendizagem. No primeiro mês, o paciente se alimenta exclusivamente de líquidos – água, sucos, gelatina, chá e isotônicos.

Depois, entra a alimentação pastosa que evolui gradativamente para uma consistência cada vez mais próxima do normal. Em cerca de 90 dias o paciente poderá comer praticamente de tudo, devagar e em pequenas porções. Alimentos doces devem ser suprimidos porque provocam dumping – mal-estar acompanhado de náuseas, suor frio e tremedeira – e para evitar ganho de peso.

Mesmo recuperado e se alimentando normalmente, o paciente precisa de acompanhamento para não ter recaídas. Além das visitas ao cirurgião, deve-se participar de reuniões periódicas de apoio com equipe multiprofissional. O objetivo é buscar o bem-estar físico e emocional, através da seleção dos alimentos que contenham os nutrientes mais saudáveis e adequados às necessidades de cada indivíduo, para que a rápida perda de peso não leve à desnutrição. Diariamente, e para sempre, o operado tem de tomar um complexo vitamínico e ingerir 100 gramas de carne, para evitar anemia.

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Dica Saudável: Óleo Milagroso

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Dicas preciosas neste Dia da Saúde e Nutrição

A boa alimentação sempre dá uma mãozinha para quem deseja alcançar saúde de qualidade. E no dia (31/3), quando se comemora o Dia da Saúde e Nutrição, a nutricionista Karla Conolly, do Hospital Jayme da Fonte, dá algumas dicas para melhorar o bem-estar físico e a disposição através de medidas preventivas que se baseiam em cuidados com a alimentação e o sono.

frutas de inverno

“É ideal descansar a mente por aproximadamente 30 minutos antes de se deitar, com uma leitura agradável ou uma boa música”, avisa a especialista. Dormir mal atrasa a produção da melatonina, substância responsável pelo funcionamento correto do organismo em momentos específicos do dia, como o controle da pressão arterial, frequuência cardíaca, liberação de hormônios e funcionamento de todos os órgãos, inclusive dos intestinos.

“Leite quente, com bolachas, é uma ótima opção para uma boa noite de sono”, sugere Karla, que acrescenta: “Essas pequenas refeições favorecem a produção de serotonina, outro hormônio igualmente importante para acalmar os ânimos”. Níveis baixos dessa substância abrem portas para o desenvolvimento de irritabilidade, impulsividade ou excesso de apetite.

A nutricionista também ressalta que o fato de ter o intestino com ação irregular promove a liberação de muitas toxinas para o sangue, o que pode deixar as pessoas irritadas, além de prejudicar a absorção de vitaminas pelo organismo. “Para melhorar o controle da função intestinal, vale beber bastante água e diminuir a ingestão de cafeína durante o dia, mesmo que isso aumente as idas ao banheiro.”

Já para combater o estresse diário, a nutricionista Karla Conolly sugere alimentos como leite e iogurte desnatados, queijos brancos e magros, carnes magras, peixes, nozes, banana, arroz integral, batata, feijão, lentilha, castanhas, abacate, soja e carboidratos. “Eles são fontes produtoras de triptofano, que é um precursor da serotonina, que é um neurotransmissor cerebral responsável pelo bem-estar e a alegria.”

Nesse contexto, a nutricionista explica que todas essas medidas fazem o organismo funcionar de forma muito mais eficiente, tornando o sistema imunológico mais ativo e melhorando a qualidade de vida.

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Tuberculose afeta um milhão de crianças por ano

Quase um milhão de menores de 15 anos desenvolvem tuberculose a cada ano no mundo, duas vezes mais do que se pensava até agora, segundo um estudo publicado pela revista médica britânica “The Lancet”, por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose.

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Cientistas americanos calculam que pelo menos 999.800 menores de idade são afetados a cada ano pela tuberculose.

Deles, 32 mil desenvolvem uma tuberculose multirresistente (TB-MR) aos medicamentos.

“Nossas estimativas são duas vezes maiores que as da da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2011 e três vezes a mais que o número de casos notificados entre crianças a cada ano”, disse Ted Cohen, um dos coautores do documento, professor na Harvard School of Public Health de Boston.

Segundo os dados mais recentes da OMS, 530 mil menores de idade contraíram tuberculose em 2012.

Esta é a primeira vez que os especialistas avaliam o número de casos de tuberculose multirresistente (TB-MR) em menores de 15 anos, que representam 25% da população mundial.

A TB-MR é uma forma de tuberculose provocada por um bacilo que resiste à Isoniaziada e à Rifampicina, os dois medicamentes mais eficazes para combater a doença pulmonar.

Segundo o estudo, a Ásia meridional e oriental é a região mais afetada pelo fenômeno, com 400 mil casos a cada ano, sendo 10 mil de TB-MR, à frente da África (280 mil casos anuais, sendo 4,7 mil de TB-MR).

Os cientistas destacam a necessidade de melhorar os métodos de diagnóstico nas crianças e, em particular, nos menores de cinco anos que correm mais riscos de desenvolver formas severas de tuberculose.

De acordo com a OMS, 450 mil pessoas desenvolveram TB-MR no mundo e 170 mil morreram em 2012, mas apenas 20% receberam tratamento adequado, o que favorece a propagação da doença.

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Governo anuncia teste rápido para tuberculose em 92 cidades

O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (24), Dia Mundial de Combate à Tuberculose, que o SUS em 92 cidades vai oferecer um novo teste para detecção da doença. De acordo com o ministério, essas 92 cidades são estratégicas e concentram 55% dos casos no país. Nem todos os municípios receberão o teste imediatamente. Em alguns deles, o procedimento começará a ser oferecido em maio.

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Atualmente, o teste é feito de forma manual e a sensibilidade (precisão) é de 60%, além de o resultado demorar de um a dois meses para sair. Com o novo teste, o resultado sairá em duas horas, o material será analisado em máquina e a sensibilidade passará a ser de 99%.

Para o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa, além de oferecer vantagens no tempo de resultado e na precisão do diagnóstico, o novo teste também ajuda a identificar que tipo de medicamento o paciente pode tomar.

“Em primeiro lugar, o tempo de espera, que levava de 30 a 60 dias e agora leva cerca de 90 minutos. Segundo, ele é mais preciso. Com a tecnologia tradicional, de cada dez casos que se dizia que não tinham tuberculose, na verdade em três tinham, que eram os falsos negativos. E, em terceiro lugar, (o novo teste) já indica se a pessoa tem resistência ao medicamento da tuberculose, fazendo com que o médico ajuste o esquema terapêutico”, afirmou.

O equipamento começou a ser usado como projeto-piloto em 2012 no Rio de Janeiro e em Manaus. Nesta semana, o governo entregará 50 máquinas nesta semana no Amazonas, Distrito Federal, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Até maio, serão distribuídas mais 90. O custo de cada teste é de US$ 10.

O ministério aproveitou o dia de combate à doença e anunciou também a nova campanha do governo de prevenção à tuberculose. Nas inserções no rádio e na TV, o cantor de pagode Thiaguinho  fala sobre quando descobriu que havia contraído a doença e como foi o tratamento.

Casos no Brasil
Ainda de acordo com o ministério, o número de casos da doença no país subiu de 70 mil em 2012 para 71,1 mil em 2013.

Segundo o secretário Jarbas Barbosa a alta no número de casos entre 2012 e 2013 se deu em razão de número maior de visitas por equipes de saúde a casas nos municípios.

“Nós estamos buscando identificar o maior número de casos. Nós estamos fazendo desde o ano passado, principalmente nas áreas de grande incidência, uma busca de fazer visita casa a casa, além de estimular os municípios para que eles não deixem que a população chegue às unidades, mas que eles [os municípios] procurem as casas. Se identificarmos precocemente [a doença], iremos interromper a cadeia de transmissão”, disse.

De acordo com o Ministério da Saúde, a região com a maior incidência da tuberculose para cada 100 mil habitantes é a região Norte (45,2).

Entre os estados, o que possui o maior índice é o Amazonas (70,6 casos por 100 mil habitantes). Entre as capitais, está Recife (oito casos para cada 100 mil habitantes).

Questionado se os números de tuberculose no país ainda “preocupam” o governo, o secretário afirmou que a doença é um “problema importante”, principalmente em locais como periferias das grandes cidades.

“Apesar da redução importante que a gente teve nos últimos dez anos, cerca de 25% no número de casos, tuberculose ainda é um problema importante principalmente em alguns locais, como as periferias das grandes cidades do Brasil.

Ele também destacou quais são os grupos que têm maior risco de contrair a doença. “A população privada de liberdade, indígenas, população de rua, pessoas com o vírus HIV, são os grupos com maior risco do que a média da população”, completou.

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