Arquivo para janeiro \31\UTC 2014

Regras para termos “light” e “isento de gordura trans” entram em vigor

Em 1º de janeiro deste ano, as novas regras para o uso dos termos “light”, “isento de gordura trans” e “fonte” ou “rico” em ômega 3, 6 e 9 em alimentos entraram em vigor.

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Os critérios para as embalagens foram estabelecidos em novembro de 2012 pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), com o objetivo de evitar mensagens equivocadas ao consumidor e ajustar as normas brasileiras aos países do Mercosul.

A principal mudança é a respeito da utilização do termo “light”.

Para vincular o alimento à palavra, o produto “light” deve ter pelo menos 25% a menos de um determinado nutriente (açúcar, gordura total, gordura saturada, sódio ou valor energético) que o produto convencional do mesmo fabricante. Caso não haja o produto convencional da mesma marca, os 25% devem ser calculados com base na média do mercado, explica Rodrigo Martins de Vargas, especialista em regulação e vigilância sanitária da Anvisa.

Até o final do ano passado, “light” tinha um uso mais genérico: podia designar o produto com baixos valores absolutos de determinado nutriente ou um produto com certa redução do nutriente.

A norma também liberou o uso de termos como “fonte” e “rico” em ômega 3, 6 e 9; isento de gordura trans; e sem adição de sal.

Antes, explica Vargas, não havia regulamento específico. Para usar esses termos, os alimentos devem ter concentrações mínimas (ou máximas) dos nutrientes destacados.

Outra alteração é com relação à divulgação dos teores de proteína. A partir de agora, não basta ter alto teor de proteínas; para vender o alimento como tendo “alto teor” ou sendo “fonte” de proteína, é preciso que o produto tenha quantidades mínimas de determinados aminoácidos. De acordo com Vargas, o objetivo é garantir a qualidade da proteína oferecida.

A norma entrou em vigor em 1º de janeiro, mas os produtos fabricados antes desta data podem ser comercializados até o final do prazo de validade, diz a Anvisa.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.folha.uol.com.br/

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SUS inicia vacinação contra HPV em meninas de 11 a 13 anos

O Sistema Único de Saúde (SUS) começa a partir do dia 10 de março a realizar a vacinação contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) para as meninas de 11 a 13 anos. A vacinação terá como meta prevenir contra o câncer de colo de útero de 80% das 5,2 milhões de meninas que formam o público-alvo da campanha. A meta foi apresentada no dia, 22, pelo Ministério da Saúde, com a presença do atual ministro, Alexandre Padilha.

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Para aumentar a eficácia, o ministério decidiu realizar a imunização das meninas em três doses. A primeira começará em março e será realizada em 36 mil salas de vacina do SUS e pelas escolas públicas e privadas. A segunda e a terceira doses, respectivamente aplicadas seis meses e cinco anos após a primeira vacinação, serão realizadas apenas pelo SUS. Esse esquema de dosagem espaçada é recomendado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e atualmente é usado por Canadá, Suíça, México e Colômbia.

A coordenadora do programa de Imunização do Ministério da Saúde, Carla Domingues, disse que a intenção de articular com as escolas o início da vacinação tem por objetivo garantir “uma alta cobertura”. Neste ano, a vacinação abrangerá meninas de 11 a 13 anos. No ano seguinte, de 9 a 11 anos e, em 2016, começará a ser realizada a partir dos 9 anos. Nesse período, se houver alguma menina que não tiver tomado a dose inicial e esteja dentro das idades de vacinação, ela poderá tomar a vacina.

Segundo o ministério, todos os estudos mostram que, quando a vacinação é feita na faixa etária de 9 a 13 anos, a produção de anticorpos para proteger a mulher do HPV tem maior intensidade. A pasta destacou ainda que as meninas têm iniciado sua atividade sexual a partir dos 13 anos, de modo que a vacinação vai proteger também os garotos que tiverem relações com elas.

As prefeituras e escolas terão liberdade para adotar também esquemas específicos de imunização. As adolescentes terão de apresentar o cartão de vacinação ou documento de identificação. Os pais que não quiserem que suas filhas sejam vacinadas terão de assinar um termo de recusa.

O Ministro da Saúde disse acreditar que a adesão será grande. Padilha observou que o câncer de colo de útero tem a terceira maior incidência entre as mulheres brasileiras e é o quarto em mortes no País. Segundo ele, em algumas regiões do País, como no Norte, é o câncer mais letal para a população feminina. A vacina contra o HPV tem eficácia de até 98% contra o câncer de colo do útero. “O pai e a mãe têm que pensar, antes de mais nada, em proteger a sua futura mulher, ainda menina, contra o HPV”, afirmou Padilha.

Custos. O ministério vai investir R$ 1,1 bilhão para comprar 41 milhões de doses da vacina durante cinco anos. Para produzir a vacina, a pasta firmou uma parceria com a Merck e o Instituto Butantan, que vai receber no período tecnologia para se produzir as doses. Cada uma delas terá custo inicial de R$ 31,02. Segundo a pasta, é o menor preço no mercado mundial. No primeiro ano, o custo da vacinação será de R$ 465 milhões. Com a transferência de tecnologia, o ministério estima que economizará R$ 316 milhões.

A pasta vai lançar nos próximos dias uma campanha de conscientização sobre a vacina contra o vírus. “Nós teremos a maior campanha de vacinação do HPV no mundo, certamente”, aposta Alexandre Padilha. Desde o ano passado, o Distrito Federal e o Amazonas já aplicam a vacina contra o vírus para meninas. Mas os dois Estados se valem de estratégias de imunização diferentes da adotada pelo ministério.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.estadao.com.br/

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RAIOS: Fique Seguro

Campanha-Raios-2014

Brasil: o país dos 100 milhões de raios

Dos 3,15 bilhões de raios que golpeiam a Terra e seus habitantes durante um ano, 100 milhões deles vêm desabar em terras brasileiras. O número, divulgado no ano passado por uma equipe de cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos, São Paulo, não é superado por nenhum outro país. E ficou bem acima das estimativas que davam conta de 30 milhões ao ano. Agora, sabemos com segurança: em quantidade de relâmpagos, ninguém segura este país.

RAIOS EM BRASILIA

Mas a pesquisa do INPE vai muito além de contar faíscas no céu. Desde 1989, num trabalho que usa enormes balões — do tamanho de prédios de 20 andares —, o Instituto vem medindo a carga elétrica das nuvens e dos relâmpagos que atingem a Região Sudeste. Para isso, os balões levam sensores elétricos, sensores de raios X e até máquina fotográfica e câmera de vídeo. Registram tudo o que acontece a 30 quilômetros de altura.

Tanta investigação acabou encontrando as particularidades dos raios brasileiros, que são diferentes dos que caem em outros lugares. “Sessenta por cento dos que atingem a Região Sudeste, em alguns dias do verão, têm carga positiva”, diz Iara Cardoso de Almeida Pinto, geofísica espacial, que juntamente com o marido, o também geofísico espacial Osmar Pinto Jr., comanda a pesquisa. Outra surpresa, pois 90% dos raios do mundo têm carga negativa.

Um detalhe: raios positivos são, geralmente, mais destrutivos. Embora os relâmpagos sejam mais freqüentes dentro das nuvens do que das nuvens para o solo, os mais estudados são justamente estes, que vêm bater no chão — os mais ameaçadores.

“Os raios são fenômenos naturais que aguçam a curiosidade mas causam prejuízos e mortes”, diz Osmar Pinto Jr. Calcula-se que mais de 100 brasileiros morram todos os anos vítimas de raios (positivos e negativos). Quanto aos prejuízos, de acordo com dados da Eletropaulo (Eletricidade de São Paulo), no ano passado ocorreram 974 casos de falhas ou interrupções da rede elétrica causadas pelos raios. Só para se ter uma idéia do tamanho do prejuízo, se um grande blackout atingisse toda a região da Grande São Paulo por uma hora implicaria uma perda de 30 milhões de dólares.

Mas, afinal, como se formam as faíscas que vemos no horizonte quando se anuncia uma tempestade? Relâmpagos são gerados dentro de uma nuvem muito particular: a cumulonimbo, que se diferencia das outras por ser verticalmente mais extensa. Ela se forma a 2 quilômetros de altura do solo e se estende até 18 quilômetros acima.

Tudo começa quando o ar quente e úmido próximo do solo se eleva na atmosfera (ele sobe porque é mais leve que o ar acima dele). À medida que vai subindo, esfria, até chegar ao topo da nuvem onde a temperatura é muito baixa, de 30 graus negativos. Resultado: o vapor de água que estava misturado ao ar quente transforma-se em granizo e começa a despencar (porque é mais pesado que o ar) para a base da nuvem. Na queda, vai se chocando com outras partículas menores, cristais de gelo principalmente. Os choques fazem o granizo e os cristais ficarem eletricamente carregados.

As cargas negativas presas ao granizo vão para a base da nuvem. Já as positivas ficam nos cristais de gelo, mais leves, que tendem a subir com o ar quente que vem de baixo para o topo da nuvem. Ou seja, as cargas se separam: positivas em cima e negativas em baixo. Em dado momento, as cargas positivas e negativas atingem intensidade muito alta. É o que basta para o surgimento do relâmpago. Para equilibrar cargas tão diferentes, a eletricidade anda sozinha, sem fio nem nada, pelo ar. Em outras palavras: um raio não é nada mais que uma carga elétrica cruzando a atmosfera.

A maioria dos raios começa e acaba dentro das nuvens. São poucos os que vêm para o chão. Sobre esses há duas curiosidades. A primeira é que só podem ser vistos na fase final. Logo que o raio sai da nuvem e segue em direção do solo não pode ser visto (nessa fase é chamado de “líder escalonado”). Quando essa faísca tortuosa chega a 50 metros do chão, sai da terra outra faísca em direção à nuvem (é a “descarga conectante”) e ela ainda não pode ser vista. Só quando as duas correntes se encontram é que tudo se ilumina. O que vemos, então, é a “descarga de retorno”. A segunda curiosidade: os raios que enxergamos, portanto, saem da terra para o céu. Por ilusão de óptica, achamos que o clarão do relâmpago vem do alto para a terra.

E aqui chegamos à pergunta: por que alguns raios são positivos e outros negativos? O que os diferencia é o local da nuvem onde se originam. Os negativos saem da parte baixa da nuvem, onde se concentra a energia negativa. Já os positivos saem do topo da nuvem, onde ficam as partículas carregadas positivamente.

Há outra diferença importante: nos raios positivos, a corrente elétrica contínua — a que persiste até o relâmpago acabar — dura cerca de 200 milésimos de segundo, enquanto nos negativos a corrente dura, em geral, menos da metade. Justamente porque nos raios positivos a corrente contínua dura mais é que eles são mais perigosos e destrutivos, capazes de iniciar um incêndio florestal (os negativos raramente causam incêndio). Outra diferença é que o raio negativo carrega uma corrente contínua de 100 ampères (o ampère é a unidade de intensidade da corrente elétrica), enquanto o positivo carrega o dobro: 200 ampères, energia suficiente para alimentar vinte fornos elétricos domésticos.

Mas o que os pesquisadores querem entender é por que, em algumas tempestades da Região Sudeste, 60% dos relâmpagos são positivos. Além de tudo, esse tipo de relâmpago, por não ser freqüente, é pouco conhecido e só começou a ser estudado em detalhes na década passada. Para tentar explicar a ocorrência desses raios positivos, a equipe do INPE formulou uma hipótese: a maior quantidade deles por aqui estaria relacionada a gigantescas concentrações de nuvens que vêm da região antártica em direção ao Brasil. Quando encontram o ar quente das regiões Sul e Sudeste, produzem aglomerados gigantes de cumulosnimbos. O topo dos aglomerados “entorta” para o lado formando uma cauda gigantesca só com cargas positivas. Isso explicaria a quantidade maior de raios positivos nessas regiões. A parte superior dos cumulosnimbos estaria tão afastada da parte inferior que teria mais facilidade de trocar energias diretamente com o solo. A conclusão definitiva (a confirmar ou descartar a hipótese) só virá depois que os cientistas terminarem a análise dos 30 milhões de dados recolhidos pelos balões.

O primeiro experimento para pesquisar os raios no Brasil foi realizado em dezembro de 1989, na base de lançamentos de balões do INPE, em Cachoeira Paulista, interior de São Paulo. O mais impressionante foi mesmo o enorme balão estratosférico, de 7 500 metros cúbicos. Feito de plástico muito fino, leve e super-resistente à radiação ultravioleta do Sol, ele partiu para as nuvens carregando um equipamento de 100 quilos. A 30 quilômetros de altura, deu início à missão de sentir a força dos relâmpagos e contá-los em um raio de 100 quilômetros.

Isso é possível porque os raios emitem radiação: a luz, por exemplo, é uma forma de radiação. Além disso, eles também emitem ondas de rádio, que interagem com partículas que existem ao redor da Terra gerando outro tipo de radiação: os raios X. Tudo isso pode ser captado, registrado e também filmado e fotografado.

Na experiência de 1989, o balão levava apenas sensores para medir as cargas elétricas dentro das nuvens e dos relâmpagos. A peça central dos sensores são bolas metálicas de 20 centímetros de diâmetro: atingidas pelos impulsos elétricos que saem das nuvens, elas medem as correntes. Os registros são captados por circuitos eletrônicos dentro do equipamento e transformados em sinais. Codificados digitalmente, os sinais são transmitidos para a superfície e gravados num microcomputador para análises posteriores.

Nas experiências seguintes, em janeiro e fevereiro de 1994, além dos sensores elétricos, o equipamento incluiu uma câmera de vídeo, uma máquina fotográfica e um sensor de raios X — um cristal de iodeto de sódio sensível aos raios X. O cristal é acoplado a uma fotomultiplicadora, que amplifica um sinal de raios X e o transforma numa corrente elétrica cuja intensidade é codificada e gravada no microcomputador. A câmera de vídeo e a máquina fotográfica finalmente registram as imagens de tudo o que acontece ao redor.

E lá se vai o balão com toda essa carga pendurada. Ao chegar a 30 quilômetros de altura, começa a se mover para o oeste (no interior do Estado), passando sobre as nuvens. O vôo dura de dez a doze horas. No final, o equipamento cai de pára-quedas (para depois ser recuperado) e o balão se perde no ar.

Depois dos estudos, os cientistas esperam sugerir formas mais adequadas de proteção contra os raios brasileiros, positivos e destruidores. “Costumo dizer que nos protegemos bem contra relâmpagos que caem em outros lugares do mundo”, brinca Osmar Pinto Jr.

Conhecer melhor os relâmpagos que caem em determinadas regiões significa evitar prejuízos, como os causados por blackouts — interrupções no fornecimento de energia elétrica.

A aviação também pode se precaver conhecendo os trechos das rotas mais sujeitos a relâmpagos. Se não derrubam aeronaves, eles provocam panes momentâneas nos computadores de bordo — e tempestades sempre acabam chacoalhando os passageiros.

Nessa pesquisa, eles contam com a colaboração da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) que tem um Sistema de Localização de Tempestades (SLT ou LPATS — Lightining Position and Tracking System). Minas Gerais é o único Estado brasileiro que possui uma rede de detecção e rastreamento de relâmpagos. “Eles são responsáveis por 70% do total de desligamentos da rede elétrica no Estado”, constata o engenheiro eletricista José Henrique Diniz, do Departamento de Pesquisa, Desenvolvimento e Normalização Técnica da Cemig.

Para avaliar os efeitos das tempestades, as torres de transmissão de Minas têm elos magnéticos, dispositivos que medem a corrente dos raios que caem sobre elas. Esses e outros equipamentos ajudam a reduzir os estragos causados pelos 7,5 milhões de relâmpagos que caem anualmente naquele Estado.

A melhor forma de proteção contra os relâmpagos, a despeito de toda a tecnologia moderna, continua sendo o primitivo pára-raios, uma invenção do século XVIII. Não pode haver aparelho mais simples. Colocada sobre uma casa, uma haste metálica ligada a um fio condutor de eletricidade enterrado no chão será sempre a primeira parte da construção a receber o relâmpago. Primeiro, por ser de metal; segundo, por ter um fio condutor que leva a eletricidade para a terra e, terceiro, por ser o ponto mais alto da casa.

Bastava saber disso para se inventar o pára-raios. Mas antes era preciso descobrir que os raios são um fenômeno elétrico. E essa foi a façanha realizada em 1752 pelo cientista americano Benjamin Franklin.

Pouco antes de uma tempestade, ele empinou uma pipa em direção às nuvens, já desconfiado de que elas estivessem repletas de cargas elétricas. Com sorte e muita habilidade, conseguiu provar isso ao perceber que uma parte dessas cargas descia pelo fio da pipa. Foi ali que nasceu o pára-raios. Franklin teve mesmo uma boa mãozinha da sorte, porque, se um raio de verdade — e não as pequenas cargas que estavam se acumulando nas nuvens, antes de se transformarem em raio — houvesse caído no fio, ele não teria vivido para contar a história. Tempos depois, o físico russo Georg Richmann, ao tentar repetir o feito, morreu eletrocutado.

Com o pára-raios, boa parte dos transtornos ocasionados por relâmpagos puderam ser evitados. Hoje, casas e edifícios são protegidos por eles. Prédios mais baixos e de áreas pequenas precisam de um único pára-raios. Já edifícios de dez andares para cima costumam ter mais de um. Deles saem cabos condutores de eletricidade que correm por fora da estrutura e descem para o solo.

Em busca de maior proteção, no início deste século, foram introduzidos pára-raios que tinham na ponta uma cápsula radioativa, feita de amerício, um elemento químico. Uma pequena abertura na cápsula permite que a radiação escape, atraindo os raios. Mas, por causa da radioatividade, acabaram proibidos no mundo inteiro. Em São Paulo, 30% dos edifícios ainda o utilizam. O prazo estabelecido por uma lei municipal para a retirada final desses equipamentos é abril do ano que vem.

Outra forma de proteção foi inventada no século XIX, pelo físico inglês Michael Faraday (1791-1867). Ele descobriu que um dispositivo com paredes de metal, como uma gaiola, atuava como blindagem contra as descargas elétricas que vinham de fora, protegendo seu interior. Por esse princípio, um carro com chapas de aço ou um avião funcionam como o equipamento que levou seu nome: gaiola de Faraday.

É possível, hoje, aproveitar as ferragens do concreto armado dos edifícios, se elas estiverem bem amarradas entre si. “Se conectarmos a essas ferragens pequenas hastes na cobertura do edifício, elas também vão funcionar como uma gaiola de Faraday”, explica o engenheiro eletricista Duílio Moreira Leite, pesquisador do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo. Isso é recente no Brasil e existem poucos prédios construídos assim. E não oferecem perigo pois, se um raio atingir as hastes, a corrente elétrica se confina às ferragens e vai diretamente para o solo.

Mas uma tarefa complicada para arquitetos e engenheiros é descobrir proteções eficazes e também estéticas. Por isso, os engenheiros bolaram pequenas cercas de metal que dão a volta no teto das construções, com hastes pequenas em cada canto. Elas não prejudicam a harmonia dos edifícios.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://super.abril.com.br/

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Como se proteger de temporais e raios

Sinônimo de praias lotadas, o calor recorde contribui também para a grande incidência de raios. O período concentra 70% do índice anual registrado no país, em torno de 60 milhões de descargas, o maior do mundo. Impõem à agropecuária e ao setor elétrico um prejuízo na casa de R$ 2 bilhões. Algumas delas revelam-se trágicas, como a que matou um casal no município de Bertioga, em São Paulo, no início do mês. Acidentes do gênero somam, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 1.500 mortes nos últimos 12 anos.

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Embora estimem volume de raios “dentro da média” nesta temporada, especialistas projetam um crescimento do fenômeno nas próximas décadas. Também alertam, com base em levantamentos, para o avanço da quantidade de tempestades, sobretudo na Região Sudeste.

Se a luta contra os temporais de verão envolve iniciativas relativamente complexas – desde o uso de novas tecnologias até a remoção de famílias em áreas de risco, por exemplo –, a prevenção contra as descargas do céu exige cuidados mais simples, como evitar descampados, árvores e objetos metálicos. (Veja no fim do texto as principais recomendações).

A julgar pelas projeções meteorológicas, tais cuidados tendem a se tornar menos esporádicos. Estudos do Inpe apontam que o número de tempestades poderá, em seis décadas, dobrar na Região Sudeste e até triplicar em regiões litorâneas. O crescimento é visto com certa naturalidade por especialistas, até porque, esclarece o coordenador do grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Inpe, Osmar Pinto Júnior, os raios contribuem para o equilíbrio ambiental:

– Ajudam na formação da camada de ozônio e na fertilização do solo. Além disso, esses fenômenos podem ajudar a identificar as mudanças climáticas – acrescenta.

Análises de satélites indicam que 57,8 milhões de raios caem por ano no Brasil, campeão mundial em incidência de descargas atmosféricas. A liderança decorre da extensão territorial, da localização geográfica (maior país na zona tropical do planeta) e de fatores como a grande área costeira.

No verão, o volume de raios é intensificado pelo aumento da temperatura, da umidade e dos ventos. Condições que favorecem a formação de nuvens carregadas, do tipo cumulonimbus. Para o meteorologista Marcelo Pinheiro, da Climatempo, trata-se de um fenômeno comum:

– As chuvas que ocorrem nesse período, acompanhadas por descargas elétricas, são um fenômeno já bem conhecido na Região Sudeste. O estado de Minas Gerais, por exemplo, costuma ser bastante atingido, por causa do relevo acentuado. São muitas montanhas e há muita formação de nuvens – observa.

O estado campeão em quantidade de raios recebidos é, no entanto, o Amazonas, seguido do Pará e do Mato Grosso. Em 18º está o Rio de Janeiro, com uma média de 430 mil descargas por ano. Já em densidade de raios, o líder é o Rio Grande do Sul, com média de 18,38 raios/km², à frente de Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio, que apresenta um índice de 9,83 de raios/km². São Paulo está logo atrás, com 9,29 raios/km².

O raio cai duas vezes, e até muito mais, no mesmo lugar

Ao contrário do ditado popular, um raio pode, sim, cair mais de uma vez no mesmo lugar. E, se o lugar oferecer condições favoráveis, é bem provável que o evento se repita outras vezes.

O físico José Helayël explica que o raio procura o caminho mais curto para conduzir as cargas elétricas à terra. Atingem, sobretudo, as regiões mais altas, como montanhas ou superfícies pontiagudas (daí o formato característico do para-raio), que constituem o melhor caminho para a descarga elétrica:

– Num lugar em que haja poucas e espaçadas árvores, são elas que vão funcionar como uma espécie de para-raio e a descarga elétrica vai descer e se espalhar pelo chão. Se você estiver em local descampado e isolado, o ideal é procurar não ser uma superfície protuberante, ideal para a descarga elétrica. Senão, a gente vira o para-raio – orienta Helayël.

Sinônimo de praias lotadas, o calor recorde contribui também para a grande incidência de raios. O período concentra 70% do índice anual registrado no país, em torno de 60 milhões de descargas, o maior do mundo. Impõem à agropecuária e ao setor elétrico um prejuízo na casa de R$ 2 bilhões. Algumas delas revelam-se trágicas, como a que matou um casal no município de Bertioga, em São Paulo, no início do mês. Acidentes do gênero somam, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 1.500 mortes nos últimos 12 anos.

Embora estimem volume de raios “dentro da média” nesta temporada, especialistas projetam um crescimento do fenômeno nas próximas décadas. Também alertam, com base em levantamentos, para o avanço da quantidade de tempestades, sobretudo na Região Sudeste.

Se a luta contra os temporais de verão envolve iniciativas relativamente complexas – desde o uso de novas tecnologias até a remoção de famílias em áreas de risco, por exemplo –, a prevenção contra as descargas do céu exige cuidados mais simples, como evitar descampados, árvores e objetos metálicos. (Veja o quadro, no fim do texto, com as principais recomendações).

A julgar pelas projeções meteorológicas, tais cuidados tendem a se tornar menos esporádicos. Estudos do Inpe apontam que o número de tempestades poderá, em seis décadas, dobrar na Região Sudeste e até triplicar em regiões litorâneas. O crescimento é visto com certa naturalidade por especialistas, até porque, esclarece o coordenador do grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Inpe, Osmar Pinto Júnior, os raios contribuem para o equilíbrio ambiental:

– Ajudam na formação da camada de ozônio e na fertilização do solo. Além disso, esses fenômenos podem ajudar a identificar as mudanças climáticas – acrescenta.

Análises de satélites indicam que 57,8 milhões de raios caem por ano no Brasil, campeão mundial em incidência de descargas atmosféricas. A liderança decorre da extensão territorial, da localização geográfica (maior país na zona tropical do planeta) e de fatores como a grande área costeira.

No verão, o volume de raios é intensificado pelo aumento da temperatura, da umidade e dos ventos. Condições que favorecem a formação de nuvens carregadas, do tipo cumulonimbus. Para o meteorologista Marcelo Pinheiro, da Climatempo, trata-se de um fenômeno comum:

– As chuvas que ocorrem nesse período, acompanhadas por descargas elétricas, são um fenômeno já bem conhecido na Região Sudeste. O estado de Minas Gerais, por exemplo, costuma ser bastante atingido, por causa do relevo acentuado. São muitas montanhas e há muita formação de nuvens – observa.

O estado campeão em quantidade de raios recebidos é, no entanto, o Amazonas, seguido do Pará e do Mato Grosso. Em 18º está o Rio de Janeiro, com uma média de 430 mil descargas por ano. Já em densidade de raios, o líder é o Rio Grande do Sul, com média de 18,38 raios/km², à frente de Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio, que apresenta um índice de 9,83 de raios/km². São Paulo está logo atrás, com 9,29 raios/km².

O raio cai duas vezes, e até muito mais, no mesmo lugar

Ao contrário do ditado popular, um raio pode, sim, cair mais de uma vez no mesmo lugar. E, se o lugar oferecer condições favoráveis, é bem provável que o evento se repita outras vezes.

O físico José Helayël explica que o raio procura o caminho mais curto para conduzir as cargas elétricas à terra. Atingem, sobretudo, as regiões mais altas, como montanhas ou superfícies pontiagudas (daí o formato característico do para-raio), que constituem o melhor caminho para a descarga elétrica:

– Num lugar em que haja poucas e espaçadas árvores, são elas que vão funcionar como uma espécie de para-raio e a descarga elétrica vai descer e se espalhar pelo chão. Se você estiver em local descampado e isolado, o ideal é procurar não ser uma superfície protuberante, ideal para a descarga elétrica. Senão, a gente vira o para-raio – orienta Helayël.

Para não virar um para-raio:

– Evitar atividades ao ar livre durante tempestade;

– Evitar locais descampados, como praias e campos de futebol, topos de morros ou torres, varandas ou outros abrigos abertos;

– Não nadar ou tomar banhos;

– Manter-se afastado de grandes objetos metálicos ou pontiagudos, como mastros e postes;

– Não se abrigar embaixo de árvores;

– Carros fechados são um bom abrigo, pois o raio vai se distribuir pela superfície do veículo, blindando o seu interior;

– É recomendado desligar equipamentos elétricos, pois uma descarga muito forte ter efeitos na rede elétrica e queimar os aparelhos.

Curiosidades:

– Coceira na pele e pelos do corpo arrepiados podem ser sinais da proximidade de um raio sóe se ele for produzido muito próximo a você;

– Um raio não costuma cair em uma residência, mas uma casa com portas abertas pode ser atingida indiretamente, se estiver no caminho da descarga;

– Áreas urbanas apresentam um aumento na incidência de raios, por influência de ilhas de calor e poluição. Apesar disso, a ocorrência de acidentes é menor, pois há muitos edifícios, torres, postes e para-raios;

– A energia de um raio corresponde ao consumo mensal de uma pequena residência (300 kWh), pois, apesar da alta potência, o raio tem curta duração e sua energia é rapidamente canalizada para a terra e perdida em grande parte na forma de som;

– A agropecuária é a atividade que mais resulta em mortes por raios no Brasil; e o setor elétrico, o mais atingido. Os prejuízos chegam a R$ 2 bilhões por ano.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/

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Brasil é recordista mundial de mortes por raios, diz INPE

O Brasil detém o recorde de incidência de mortes por raio no mundo, depois de conhecer-se em meados de fevereiro o registro de 1500 vítimas fatais dos últimos 12 anos, segundo informação do Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT), do Instituto Nacional de Investigações Espaciais (INPE).

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O balanço de mortes por raios em 2011 foi publicado em março de 2012, e aponta que no ano registrou-se um total de 81 mortes. A região de maior número de vítimas foi no Norte, com 25% do total, seguido pela Região Centro-Oeste com 22%, Sudeste e Nordeste com 20% cada uma, e a Região Sul com 13%.

O meteorologista Fernando Nunes Lopes explica que na Região Norte existe muitas tempestades tropicais que favorecem o fenômeno.

“O calor e a humidade são os ‘combustíveis’ dos raios”, explicou ele, numa entrevista ao Epoch Times. “Como a Amazônia é a fonte da humidade de todo o país, então, isso explica a razão de haver tantos raios na região.”

Além do balanço de mortes por raios em 2011, o informe do ELAT avaliou os dados dos últimos 12 anos de cada região.

A Região Sudeste foi a que apresentou uma diminuição do número de mortes por raios no período, ainda que a incidência do fenômeno não tenha diminuído. O maior acesso a informação é uma das razões das mortes por raios terem diminuído, segundo o coordenador do ELAT, Osmar Pinto Júnior.

“Isso indica que a maior disponibilidade de informação sobre como proteger-se dos raios tem repercussão positiva”, afirmou o coordenador.

Ainda que tenham diminuído as mortes no Sudeste, a cidade de São Paulo registrou na análise dos últimos 12 anos uma cifra de 250 casos. Em função disso, o ELAT publicou material sobre como se pode evitar ser alcançado por um raio.

Recomendações

A forma mais segura de proteger-se durante uma tempestade elétrica é estar num carro fechado, sem contato com partes metálicas. No Brasil, não ocorreu nenhum incidente com raios desta forma, segundo o informe.

É necessário evitar permanecer em áreas abertas, perto de árvores, carros, ou objetos metálicos que conduzem eletricidade. Não se deve andar de motocicleta, e devem-se evitar varandas ou lugares abertos similares.

No Brasil, a maioria das mortes por raios foi por fazer atividades agropecuárias em campo aberto.

Curiosidades sobre raios

Os raios não são relâmpagos como se costuma confundir, e que se observam como lampejos no céu. O que os diferencia é que os raios se conectam com a terra, e os relâmpagos nem sempre, segundo o ELAT.

A probabilidade de uma pessoa morrer por raio em condições normais é menor que uma em um milhão, porém, em condições de risco, tal como num campo aberto, a probabilidade pode subir para uma em mil.

Um dito popular diz, “Um raio nunca cai duas vezes no mesmo lugar”, porém, a verdade é que um raio pode cair duas ou mais vezes no mesmo lugar. Seis ou mais raios caem na estátua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro a cada ano.

A incidência de raios nos centros urbanos é notavelmente maior, segundo investigações, devido ao aumento da temperatura e da poluição.

Além disso, as investigações sugerem a relação entre o aquecimento global e o aumento dos relâmpagos. A cada grau de aumento da temperatura, aumenta-se também entre 10 e 20% a incidência de raios e relâmpagos.

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26 de janeiro é o Dia Mundial do Hanseniano

Doença tem cura e o tratamento é gratuito pelo SUS

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O Dia Mundial do Hanseniano (26 de janeiro), no último domingo de janeiro, foi criado em 1954 pela Organização das Nações Unidas (ONU) e tem extrema importância social, pois alarma a população para a prevenção e o tratamento da doença, a qual coloca o Brasil como o segundo país com o maior número de pessoas atingidas pela hanseníase no mundo. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde foram registrados mais de 33 mil novos casos no país em 2013.

“O Ministério da Saúde tem intensificado as ações no combate à hanseníase, mas mesmo assim ela permanece e é um importante desafio à saúde pública por ser uma doença milenar. O processo de cura está estabelecido, porém, ainda apresenta um índice acima do preconizado pelo Ministério da Saúde, que reflete vários fatores como o desconhecimento da doença, o medo de ser rejeitado pela família e sociedade, além do tratamento interrompido, gerando a cadeia de transmissão da hanseníase. Creio que para alcançar a meta de erradicar a doença seja necessário adotar medidas estrategicamente globais”, avalia Sandra Choptian, consultora em saúde do Instituto Corpore.

No geral, os sintomas da hanseníase são o aparecimento de manchas avermelhadas ou brancas, caroços e placas em qualquer local do corpo, perda de sensibilidade, fisgadas ou dormência nas extremidades, formigamento e dor nos nervos dos braços, pernas e pés, assim como a diminuição da força muscular. A transmissão é feita pelas vias respiratórias como tosse, espirro e secreções nasais, e seu diagnóstico é basicamente clínico, realizado através do exame físico procedendo a uma avaliação dermatoneurológica, ou seja, de toda a pele, olhos, palpação dos nervos, avaliação da sensibilidade superficial e da força muscular dos membros superiores e inferiores, buscando identificar sinais clínicos da doença. “Quando diagnosticado, o paciente deve procurar a unidade de saúde mais próxima e iniciar o tratamento sem interrupções. É importante lembrar que a hanseníase tem cura e todo o tratamento é garantido pelo SUS, desde o início até a alta por cura. Ele é baseado em medicações via oral e denominado de poliquimioterapia devido à constituição de dois ou três medicamentos, com duração de seis a 12 meses. Nos casos mais graves, os pacientes são encaminhados aos centros de referências”, explica a consultora.

Uma das formas de prevenir a hanseníase é a vacina BCG, porém, Sandra afirma que ela é indicada apenas para as pessoas que compartilham o mesmo domicílio com o portador da doença. Entre as principais complicações estão a cegueira por destruição dos nervos na área dos olhos, alterações musculares, nos nervos, rins e pulmões, incapacidade de se movimentar adequadamente e deformidades nas orelhas, nariz, pés e mãos, as quais são irreversíveis e afetam a vida social e profissional.

Na opinião da consultora, a maioria população brasileira ainda vê o hanseniano com certo preconceito. “Isso acontece porque a doença ainda é marcada por ser algo do passado, quando não havia tratamento com antibióticos. Antigamente a medida preventiva era isolar o doente em colônias, uma história muito triste de dor e sofrimento. Quando o paciente se descobre hansênico tudo que ele sente na pele é o preconceito que muitas vezes está dentro da própria família, e acaba se isolando do convívio familiar e da comunidade. Neste processo é fundamental a conscientização da população em geral, não somente dos pacientes, mas também das pessoas que o rodeiam, família, vizinhos e profissionais de saúde que a hanseníase tem cura e que o paciente em tratamento não transmite a doença”, afirma Sandra.

O Dia Mundial do Hanseniano será lembrado pelo Instituto Corpore com várias ações em suas unidades pelo Paraná e São Paulo. Todos os municípios parceiros estarão recebendo cartazes informativos, que serão fixados em unidades de saúde, hospitais, centro de atenção psicossocial (CAPS), vigilância epidemiológica, entre outros pontos estratégicos, assim como palestras educativas voltadas aos profissionais de saúde e população, orientações em sala de espera de forma coletiva e individual.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.segs.com.br/

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