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Como se proteger de temporais e raios

Sinônimo de praias lotadas, o calor recorde contribui também para a grande incidência de raios. O período concentra 70% do índice anual registrado no país, em torno de 60 milhões de descargas, o maior do mundo. Impõem à agropecuária e ao setor elétrico um prejuízo na casa de R$ 2 bilhões. Algumas delas revelam-se trágicas, como a que matou um casal no município de Bertioga, em São Paulo, no início do mês. Acidentes do gênero somam, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 1.500 mortes nos últimos 12 anos.

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Embora estimem volume de raios “dentro da média” nesta temporada, especialistas projetam um crescimento do fenômeno nas próximas décadas. Também alertam, com base em levantamentos, para o avanço da quantidade de tempestades, sobretudo na Região Sudeste.

Se a luta contra os temporais de verão envolve iniciativas relativamente complexas – desde o uso de novas tecnologias até a remoção de famílias em áreas de risco, por exemplo –, a prevenção contra as descargas do céu exige cuidados mais simples, como evitar descampados, árvores e objetos metálicos. (Veja no fim do texto as principais recomendações).

A julgar pelas projeções meteorológicas, tais cuidados tendem a se tornar menos esporádicos. Estudos do Inpe apontam que o número de tempestades poderá, em seis décadas, dobrar na Região Sudeste e até triplicar em regiões litorâneas. O crescimento é visto com certa naturalidade por especialistas, até porque, esclarece o coordenador do grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Inpe, Osmar Pinto Júnior, os raios contribuem para o equilíbrio ambiental:

– Ajudam na formação da camada de ozônio e na fertilização do solo. Além disso, esses fenômenos podem ajudar a identificar as mudanças climáticas – acrescenta.

Análises de satélites indicam que 57,8 milhões de raios caem por ano no Brasil, campeão mundial em incidência de descargas atmosféricas. A liderança decorre da extensão territorial, da localização geográfica (maior país na zona tropical do planeta) e de fatores como a grande área costeira.

No verão, o volume de raios é intensificado pelo aumento da temperatura, da umidade e dos ventos. Condições que favorecem a formação de nuvens carregadas, do tipo cumulonimbus. Para o meteorologista Marcelo Pinheiro, da Climatempo, trata-se de um fenômeno comum:

– As chuvas que ocorrem nesse período, acompanhadas por descargas elétricas, são um fenômeno já bem conhecido na Região Sudeste. O estado de Minas Gerais, por exemplo, costuma ser bastante atingido, por causa do relevo acentuado. São muitas montanhas e há muita formação de nuvens – observa.

O estado campeão em quantidade de raios recebidos é, no entanto, o Amazonas, seguido do Pará e do Mato Grosso. Em 18º está o Rio de Janeiro, com uma média de 430 mil descargas por ano. Já em densidade de raios, o líder é o Rio Grande do Sul, com média de 18,38 raios/km², à frente de Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio, que apresenta um índice de 9,83 de raios/km². São Paulo está logo atrás, com 9,29 raios/km².

O raio cai duas vezes, e até muito mais, no mesmo lugar

Ao contrário do ditado popular, um raio pode, sim, cair mais de uma vez no mesmo lugar. E, se o lugar oferecer condições favoráveis, é bem provável que o evento se repita outras vezes.

O físico José Helayël explica que o raio procura o caminho mais curto para conduzir as cargas elétricas à terra. Atingem, sobretudo, as regiões mais altas, como montanhas ou superfícies pontiagudas (daí o formato característico do para-raio), que constituem o melhor caminho para a descarga elétrica:

– Num lugar em que haja poucas e espaçadas árvores, são elas que vão funcionar como uma espécie de para-raio e a descarga elétrica vai descer e se espalhar pelo chão. Se você estiver em local descampado e isolado, o ideal é procurar não ser uma superfície protuberante, ideal para a descarga elétrica. Senão, a gente vira o para-raio – orienta Helayël.

Sinônimo de praias lotadas, o calor recorde contribui também para a grande incidência de raios. O período concentra 70% do índice anual registrado no país, em torno de 60 milhões de descargas, o maior do mundo. Impõem à agropecuária e ao setor elétrico um prejuízo na casa de R$ 2 bilhões. Algumas delas revelam-se trágicas, como a que matou um casal no município de Bertioga, em São Paulo, no início do mês. Acidentes do gênero somam, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 1.500 mortes nos últimos 12 anos.

Embora estimem volume de raios “dentro da média” nesta temporada, especialistas projetam um crescimento do fenômeno nas próximas décadas. Também alertam, com base em levantamentos, para o avanço da quantidade de tempestades, sobretudo na Região Sudeste.

Se a luta contra os temporais de verão envolve iniciativas relativamente complexas – desde o uso de novas tecnologias até a remoção de famílias em áreas de risco, por exemplo –, a prevenção contra as descargas do céu exige cuidados mais simples, como evitar descampados, árvores e objetos metálicos. (Veja o quadro, no fim do texto, com as principais recomendações).

A julgar pelas projeções meteorológicas, tais cuidados tendem a se tornar menos esporádicos. Estudos do Inpe apontam que o número de tempestades poderá, em seis décadas, dobrar na Região Sudeste e até triplicar em regiões litorâneas. O crescimento é visto com certa naturalidade por especialistas, até porque, esclarece o coordenador do grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Inpe, Osmar Pinto Júnior, os raios contribuem para o equilíbrio ambiental:

– Ajudam na formação da camada de ozônio e na fertilização do solo. Além disso, esses fenômenos podem ajudar a identificar as mudanças climáticas – acrescenta.

Análises de satélites indicam que 57,8 milhões de raios caem por ano no Brasil, campeão mundial em incidência de descargas atmosféricas. A liderança decorre da extensão territorial, da localização geográfica (maior país na zona tropical do planeta) e de fatores como a grande área costeira.

No verão, o volume de raios é intensificado pelo aumento da temperatura, da umidade e dos ventos. Condições que favorecem a formação de nuvens carregadas, do tipo cumulonimbus. Para o meteorologista Marcelo Pinheiro, da Climatempo, trata-se de um fenômeno comum:

– As chuvas que ocorrem nesse período, acompanhadas por descargas elétricas, são um fenômeno já bem conhecido na Região Sudeste. O estado de Minas Gerais, por exemplo, costuma ser bastante atingido, por causa do relevo acentuado. São muitas montanhas e há muita formação de nuvens – observa.

O estado campeão em quantidade de raios recebidos é, no entanto, o Amazonas, seguido do Pará e do Mato Grosso. Em 18º está o Rio de Janeiro, com uma média de 430 mil descargas por ano. Já em densidade de raios, o líder é o Rio Grande do Sul, com média de 18,38 raios/km², à frente de Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio, que apresenta um índice de 9,83 de raios/km². São Paulo está logo atrás, com 9,29 raios/km².

O raio cai duas vezes, e até muito mais, no mesmo lugar

Ao contrário do ditado popular, um raio pode, sim, cair mais de uma vez no mesmo lugar. E, se o lugar oferecer condições favoráveis, é bem provável que o evento se repita outras vezes.

O físico José Helayël explica que o raio procura o caminho mais curto para conduzir as cargas elétricas à terra. Atingem, sobretudo, as regiões mais altas, como montanhas ou superfícies pontiagudas (daí o formato característico do para-raio), que constituem o melhor caminho para a descarga elétrica:

– Num lugar em que haja poucas e espaçadas árvores, são elas que vão funcionar como uma espécie de para-raio e a descarga elétrica vai descer e se espalhar pelo chão. Se você estiver em local descampado e isolado, o ideal é procurar não ser uma superfície protuberante, ideal para a descarga elétrica. Senão, a gente vira o para-raio – orienta Helayël.

Para não virar um para-raio:

– Evitar atividades ao ar livre durante tempestade;

– Evitar locais descampados, como praias e campos de futebol, topos de morros ou torres, varandas ou outros abrigos abertos;

– Não nadar ou tomar banhos;

– Manter-se afastado de grandes objetos metálicos ou pontiagudos, como mastros e postes;

– Não se abrigar embaixo de árvores;

– Carros fechados são um bom abrigo, pois o raio vai se distribuir pela superfície do veículo, blindando o seu interior;

– É recomendado desligar equipamentos elétricos, pois uma descarga muito forte ter efeitos na rede elétrica e queimar os aparelhos.

Curiosidades:

– Coceira na pele e pelos do corpo arrepiados podem ser sinais da proximidade de um raio sóe se ele for produzido muito próximo a você;

– Um raio não costuma cair em uma residência, mas uma casa com portas abertas pode ser atingida indiretamente, se estiver no caminho da descarga;

– Áreas urbanas apresentam um aumento na incidência de raios, por influência de ilhas de calor e poluição. Apesar disso, a ocorrência de acidentes é menor, pois há muitos edifícios, torres, postes e para-raios;

– A energia de um raio corresponde ao consumo mensal de uma pequena residência (300 kWh), pois, apesar da alta potência, o raio tem curta duração e sua energia é rapidamente canalizada para a terra e perdida em grande parte na forma de som;

– A agropecuária é a atividade que mais resulta em mortes por raios no Brasil; e o setor elétrico, o mais atingido. Os prejuízos chegam a R$ 2 bilhões por ano.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/

Visite nosso site: http://www.vivamelhoronline.com.br

Brasil é recordista mundial de mortes por raios, diz INPE

O Brasil detém o recorde de incidência de mortes por raio no mundo, depois de conhecer-se em meados de fevereiro o registro de 1500 vítimas fatais dos últimos 12 anos, segundo informação do Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT), do Instituto Nacional de Investigações Espaciais (INPE).

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O balanço de mortes por raios em 2011 foi publicado em março de 2012, e aponta que no ano registrou-se um total de 81 mortes. A região de maior número de vítimas foi no Norte, com 25% do total, seguido pela Região Centro-Oeste com 22%, Sudeste e Nordeste com 20% cada uma, e a Região Sul com 13%.

O meteorologista Fernando Nunes Lopes explica que na Região Norte existe muitas tempestades tropicais que favorecem o fenômeno.

“O calor e a humidade são os ‘combustíveis’ dos raios”, explicou ele, numa entrevista ao Epoch Times. “Como a Amazônia é a fonte da humidade de todo o país, então, isso explica a razão de haver tantos raios na região.”

Além do balanço de mortes por raios em 2011, o informe do ELAT avaliou os dados dos últimos 12 anos de cada região.

A Região Sudeste foi a que apresentou uma diminuição do número de mortes por raios no período, ainda que a incidência do fenômeno não tenha diminuído. O maior acesso a informação é uma das razões das mortes por raios terem diminuído, segundo o coordenador do ELAT, Osmar Pinto Júnior.

“Isso indica que a maior disponibilidade de informação sobre como proteger-se dos raios tem repercussão positiva”, afirmou o coordenador.

Ainda que tenham diminuído as mortes no Sudeste, a cidade de São Paulo registrou na análise dos últimos 12 anos uma cifra de 250 casos. Em função disso, o ELAT publicou material sobre como se pode evitar ser alcançado por um raio.

Recomendações

A forma mais segura de proteger-se durante uma tempestade elétrica é estar num carro fechado, sem contato com partes metálicas. No Brasil, não ocorreu nenhum incidente com raios desta forma, segundo o informe.

É necessário evitar permanecer em áreas abertas, perto de árvores, carros, ou objetos metálicos que conduzem eletricidade. Não se deve andar de motocicleta, e devem-se evitar varandas ou lugares abertos similares.

No Brasil, a maioria das mortes por raios foi por fazer atividades agropecuárias em campo aberto.

Curiosidades sobre raios

Os raios não são relâmpagos como se costuma confundir, e que se observam como lampejos no céu. O que os diferencia é que os raios se conectam com a terra, e os relâmpagos nem sempre, segundo o ELAT.

A probabilidade de uma pessoa morrer por raio em condições normais é menor que uma em um milhão, porém, em condições de risco, tal como num campo aberto, a probabilidade pode subir para uma em mil.

Um dito popular diz, “Um raio nunca cai duas vezes no mesmo lugar”, porém, a verdade é que um raio pode cair duas ou mais vezes no mesmo lugar. Seis ou mais raios caem na estátua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro a cada ano.

A incidência de raios nos centros urbanos é notavelmente maior, segundo investigações, devido ao aumento da temperatura e da poluição.

Além disso, as investigações sugerem a relação entre o aquecimento global e o aumento dos relâmpagos. A cada grau de aumento da temperatura, aumenta-se também entre 10 e 20% a incidência de raios e relâmpagos.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: https://www.epochtimes.com.br

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