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Rio +20: Tirando Dúvidas

Este mês, representantes de 178 países do globo estarão reunidos no Rio de Janeiro para discutir formas de viabilizar o desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza mundial. Trata-se da Rio+20, conferência da Organização das Nações Unidas (ONU), que será um espaço para a discussão dos problemas socioambientais que afetam todo o mundo e das soluções que podem ajudar a recuperar os estragos já feitos no planeta.

A seguir, respondemos a cinco perguntas sobre a Rio+20 que podem ajudar a contextualizar o assunto:

1. O que é a Rio+20 e por que o evento possui este nome?
É uma conferência da ONU que reunirá 178 líderes do mundo todo para discutir meios de viabilizar a chamada ‘economia verde’ no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza. O evento será entre 20 e 22 de junho. Os objetivos da conferência são assegurar um comprometimento político renovado para o desenvolvimento sustentável; avaliar o progresso feito até o momento e as lacunas que ainda existem para implementar os resultados dos principais encontros sobre desenvolvimento sustentável feitos até hoje.

O evento recebeu o nome de Rio+20 porque acontecerá duas décadas depois da realização da Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento, conhecida por Eco-92 ou Rio-92 – considerado o mais importante evento ambiental mundial até hoje.

2. Que conferências ambientais mundiais precederam a Rio+20?
A primeira grande conferência ambiental mundial foi realizada em Estocolmo, no ano de 1972. O evento contou com a participação de representantes de 113 países. Na ocasião, foi elaborado um relatório no qual foram listados os impactos ambientais provocados pelo modelo de desenvolvimento capitalista. Essa foi a primeira manifestação de preocupação mundial a respeito da poluição atmosférica e da intensa exploração dos recursos naturais.

Vinte anos depois, o Rio de Janeiro foi sede do evento que ficou conhecido como Rio-92 ou Eco-92, cujo principal objetivo era discutir meios de conciliar o desenvolvimento socioeconômico com a conservação e proteção dos ecossistemas da Terra. A conferência consagrou o conceito de desenvolvimento sustentável e contribuiu para a mais ampla conscientização de que os danos ao meio ambiente eram majoritariamente de responsabilidade dos países desenvolvidos. Reconheceu-se, ao mesmo tempo, a necessidade de os países em desenvolvimento receberem apoio financeiro e tecnológico para avançarem na direção do desenvolvimento sustentável.

Em 1997, foi realizada a Conferência de Kyoto, cujo principal objetivo era chegar a um consenso internacional para limitar as emissões de gases estufa dos países industrializados. Ficou decidido que os países desenvolvidos reduziriam parte dos gases estufas emitidos por suas indústrias (em média 5%), enquanto os países em desenvolvimento não precisariam fazer essa redução, em um primeiro momento. Os Estados Unidos não assinaram o acordo.

Apesar do nome, a Rio+10 foi realizada em 2002 em Johannesburgo, na África do Sul, com a intenção de discutir o uso dos recursos naturais em todo o mundo e de avaliar as medidas ambientais que haviam sido tomadas no mundo durante os dez anos passados desde a Eco-92. Mais uma vez, discutiu-se a mudança dos padrões de produção, consumo e manejo dos recursos naturais.

3. Que acordos já se converteram em ações reais de desenvolvimento sustentável?
Nos 20 anos que se passaram desde a Rio-92, os países desenvolvidos têm elaborado novos processos e tecnologias para reduzir o uso de matéria-prima e energia em vários setores produtivos. Esses novos procedimentos e tecnologias não foram transferidos para as indústrias de países emergentes, como China ou Índia. O setor mais problemático continua a ser o de geração de energia. O mundo continua dependendo dos combustíveis fósseis, com 53% da energia proveniente de derivados do petróleo ou do gás natural e os outros 27% do carvão. A energia hidroelétrica representa apenas 2,3%, as energias solar e eólica, 0,8%.

4. Quais serão os principais temas debatidos na Rio+20?
Existem sete áreas prioritárias eleitas pelos países que vão participar da Rio+20 e partes interessadas em ajudar a criar um quadro com parâmetros fundamentais para o avanço das economias verdes – o que inclui medidas para a erradicação da pobreza e trabalhos verdes; alternativas para a geração de energia; água; segurança alimentar; urbanização e desastres. Além disso, os participantes da conferência irão debater políticas ecológicas para a conservação de oceanos e mares, além de mudanças climáticas e biodiversidade.

5. Que mudanças concretas podemos esperar da Rio+20?
Ainda é impossível prever que tipos de mudanças podem acontecer depois da Rio+20. Espera-se que, efetivamente, passe a vigorar um mecanismo internacional que permita aos países emergentes e mais pobres fazer a transição para uma economia verde, visando a manutenção da biodiversidade e o crescimento sustentável. No campo da diplomacia, espera-se que haja uma articulação conjunta para a redução das desigualdades sociais, econômicas e ambientais.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://revistaescola.abril.com.br

Economia Verde

No mês da concorrida Rio+20 e na semana do Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), o Rio de Janeiro dará mais um passo importante para se credenciar como centro de referência em pesquisas de tecnologias para o fomento da chamada economia verde. Se todos os países adotarem uma economia mais verde como modelo de desenvolvimento, em 20 anos seriam criados entre 15 e 60 milhões de novos empregos no mundo. A conclusão está no relatório Rumo ao Desenvolvimento Sustentável: Oportunidades de Trabalho Decente e Inclusão Social em uma Economia Verde, divulgado hoje (31) pela Iniciativa Empregos Verdes.

O grupo, que reúne especialistas do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Organização Internacional de Empregadores (OIE) e da Confederação Sindical Internacional (CSI), mostra que o atual modelo de desenvolvimento não é mais capaz de gerar emprego produtivo e trabalho decente.

“Se a situação continuar como hoje, os níveis de produtividade dos países em 2030 serão 2,4% menores do que os atuais. Em 2050, esses níveis cairiam 7,2%. Os índices coincidem com estimativas de estudos sobre danos econômicos produzidos pela degradação do meio ambiente e a redução dos ecossistemas básicos”, sugere o relatório.

Em contrapartida, considerando apenas os empregos relacionados a produtos e serviços ambientais nos Estados Unidos, 3 milhões de pessoas já se beneficiam do novo padrão. Na União Europeia, existem 14,6 milhões de empregos diretos e indiretos na proteção da biodiversidade e recuperação dos recursos naturais e florestas, sendo mais de meio milhão só na Espanha.

Na Colômbia e no Brasil, os organismos internacionais destacaram a formalização e organização de quase 20 milhões de catadores informais. Ampliando as possibilidades de ocupação, o relatório aponta que o Brasil já criou cerca de 3 milhões de empregos com iniciativas sustentáveis, o que representa aproximadamente 7% do emprego formal.

De acordo com o estudo, é possível obter ganhos líquidos na taxa de emprego entre 0,5% e 2% do emprego total existente hoje. Mas os especialistas alertam que, para que o novo modelo funcione, é preciso combinar políticas.

As orientações indicadas no relatório elencam incentivos financeiros para estimular a mudança de padrões nas empresas, a adoção de um diálogo permanente com os diversos setores da sociedade e a garantia de políticas de mercado de trabalho que complementem políticas econômicas e socioambientais.

“A Lei Nacional de Garantia de Emprego Rural na Índia e na habitação social e os programas de bolsas verdes no Brasil são bons exemplos de políticas de proteção social que contribuem para o desenvolvimento sustentável”, destaca o documento.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.jb.com.br/ambiental

Dia Mundial da Água 2012 – Menos Água, Menos Alimentos

Água de boa qualidade suficiente é fundamental para a saúde e o bem-estar dos seres humanos e ecossistemas, e um ingrediente essencial para o desenvolvimento socioeconômico. Estima-se que a água doce se tornará um recurso cada vez mais escasso nos próximos anos.

“A falta de acesso à água potável agrava os encargos suportados pelos pobres e subnutridos, e aumenta as taxas de mortalidade […] Devemos somar forças para garantir água potável e comida para todos os cidadãos do mundo, agora e no futuro “, disse diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova em sua mensagem para o Dia Mundial da Água, 22 de março.

O tema para Dia Mundial da Água 2012 é “Água e Segurança Alimentar”. Principais contribuições da UNESCO para o dia este ano é o 4º Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial da Água das Nações Unidas  2012 (WWDR), e a Exposição de Pinturas e Viagens Internacionais, intitulado “Água”.

Com 7 bilhões de habitantes do planeta, e outros 2 bilhões que devem chegar, até 2050, segundo a expectativa, para que todos sejam alimentados, requer iniciativas globais. Dados da WWDR mostra que a demanda por alimentos vai aumentar em cerca de 70%, levando a um aumento de pelo menos 19% da água necessária para a agricultura, que já responde por 70% do consumo de água doce.

Melhorar a gestão dos recursos hídricos, aumentando o acesso à água potável, saneamento básico e promoção da higiene pode melhorar a qualidade de vida de bilhões de indivíduos, bem como reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde materna e reduzir a incidência de doenças transmissíveis pela água.

Com programas que vão desde o Instituto de Educação sobre  Água da Unesco (IES), o Programa Hidrológico Internacional (PHI) e a Iniciativa H2Ooooh da UNESCO! A UNESCO está liderando o esforço para empregar novas estratégias para a conservação da água a nível local, regional e nacional. Além disso, este ano, a UNESCO irá participar da conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio +20), a ser realizada no Rio de Janeiro, Brasil, (20-22 de Junho), que visa abordar o problema do uso insustentável da água doce e proporcionar uma nova dinâmica para melhor gerir os recursos mundiais de água doce.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra acessando o site: Unesco.org


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