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Câncer do colo do útero mata no Norte do Brasil como na Índia

Os dados sobre o câncer do colo do útero revelam “Brasis” muito diferentes. No Norte, o país tem taxas de mortalidade semelhantes às da Índia e de Bangladesh. No Sudeste, o Brasil está próximo dos Estados Unidos.

Embora tenha perdido força no Brasil como um todo, essa doença evitável é o tipo mais frequente de câncer entre as mulheres do Norte. E é o segundo mais frequente entre as do Nordeste e Centro-Oeste –sempre excluído o tumor de pele não melanoma.

Segundo especialistas, as taxas são o reflexo da falta de amparo. “É o câncer da pobreza. Só morre quem não tem acesso a ginecologista e a um bom laboratório [de análise do papanicolaou]”, diz Sérgio Bicalho, coordenador do programa de prevenção do câncer do colo do útero e de mama da secretaria de saúde de Minas Gerais.

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Os mineiros têm a taxa de mortalidade mais baixa pela doença no país. Os registros mais altos estão nos Estados do Amazonas, Maranhão, Amapá e Acre.

Os números da região amazônica mostram a dificuldade de acesso à prevenção, diz Edson Andrade, diretor-presidente da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas.

Segundo ele, não é incomum um barco viajar quilômetros para diagnosticar quatro ou cinco mulheres de uma comunidade.

Andrade conta que o Estado deve criar nove polos regionais de oncologia, ampliando o acesso ao diagnóstico precoce. O Amazonas já instituiu a vacina contra o HPV em 2013 e estuda adotar um exame mais caro, mas mais rápido e seguro.

No país, a taxa de mortalidade é 4,14 por 100 mil –ou 4,66 com correções para comparação internacional e 7,13 se ajustada de acordo com o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).
Mesmo o índice nacional é alto, diz Marcos Moraes, presidente do conselho de curadores da Fundação do Câncer e ex-diretor do Inca. “As taxas variaram muito pouco [nos últimos anos], os gestores apresentam como se o problema estivesse resolvido. E absolutamente não está.”

O câncer do colo do útero está ligado ao HPV, vírus transmitido sexualmente. Parte das mulheres infectadas desenvolve lesões precursoras do câncer. Se forem tratadas, é possível prevenir a doença em 100% dos casos.

Tanto Moraes quanto Bicalho sustentam que a solução passa longe de investimentos milionários. Está, dizem, na capacitação de quem faz o papanicolaou, de quem avalia o material no laboratório e na organização do serviço para chegar até a mulher.

Helvécio Magalhães, secretário de atenção à saúde do Ministério da Saúde, lista ações da pasta para reverter o problema, como o reforço no número de serviços e equipamentos no Norte e no Nordeste e a ampliação das vagas de especialização de médicos nas regiões.

Em outro braço, o governo federal passará a ofertar a vacina contra o HPV na rede pública de saúde em 2014. Os impactos dela, no entanto, só virão em décadas.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.folha.uol.com.br/

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Diabetes, uma verdadeira epidemia

Embora o termo epidemia tenha sido utilizado, ao longo dos tempos, para a rapidez com que doenças infectocontagiosas se espalham pelo mundo, essa palavra também tem sido utilizada para explicar a velocidade espantosa do alcance do diabetes nos últimos anos. Atualmente, somos 366 milhões de pessoas com diabetes no mundo. A continuar o ritmo atual, seremos 552 milhões em 2030.

Ainda hoje, a maioria das pessoas desconhece a nítida correlação do diabetes com obesidade e sedentarismo, e também os inúmeros agravos à saúde que o diabetes produz, se não controlado a tempo: amputações de membros inferiores, cegueira, insuficiência renal, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral. Portanto, se não forem tomadas medidas de alerta à população quanto a essa associação sedentarismo-obesidade-diabetes, a curva continuará em ascensão. Apenas com intervenções culturais apropriadas conseguiremos reduzir o enorme gasto econômico e sofrimento pessoal daí advindos.

No dia 14 de novembro, escolhido como Dia Mundial do Diabetes por ser a data do nascimento de Frederick Banting, descobridor da insulina, monumentos e prédios históricos do mundo serão iluminados com canhões de luzes circulares azuis, símbolo da campanha deste evento internacional. Países se engajarão, representando a união de todos na luta contra o diabetes.

O Instituto da Criança com Diabetes, ligado ao Grupo Hospitalar Conceição, que hoje assiste a cerca de 2.500 crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 (insulinodependentes)  pelo Sistema Único de Saúde, já conseguiu reduzir, ao longo dos seus oito anos de funcionamento, em 80% o índice de internações hospitalares, utilizando medidas simples, mas efetivas e continuadas, como a educação diária através de temas relacionados ao diabetes. Por isso, façamos nossa parte, e pensemos um pouco nesse problema, que é de todos, e em como combatê-lo.

Médico endocrinologista, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://jcrs.uol.com.br


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