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Entidades planejam combate à exploração sexual na Copa

Entre as 12 cidades que irão sediar a Copa do Mundo de 2014, Salvador ocupa a terceira colocação em número de denúncias de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes, atrás apenas de Rio de Janeiro e São Paulo, que ocupam o primeiro e segundo lugar, respectivamente.

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Somente no ano passado, o Estado contabilizou mais de três mil casos envolvendo menores de idade. Entre janeiro e abril deste ano, já foram registradas 652 denúncias de abuso e 160 de exploração sexual na Bahia, de acordo com a Secretaria de Direitos Humanos do governo federal.

A um mês do maior evento futebolístico do mundo, entidades ligadas ao tema buscam reforçar os mecanismos de proteção a criança e ao adolescente. Segundo informações da Secretaria Estadual para Assuntos da Copa do Mundo (Secopa) são esperados cerca de 170 mil turistas estrangeiros.

Além da distribuição de cartazes, folhetos e adesivos em bares, hotéis, Centros de Atendimento ao Turista, rodoviárias e aeroporto, 300 profissionais estão sendo capacitados.

“O principal objetivo é sensibilizar as pessoas que atuam no receptivo turístico na Bahia, além de qualificar esse pessoal para reconhecer as situações de risco”, diz Waldemar Oliveira, coordenador executivo do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Yves de Roussan (Cedeca-Bahia), entidade responsável pela qualificação.

O treinamento é destinado a taxistas, gestores e trabalhadores de hotéis, pousadas, bares e restaurantes de Salvador, Mata de São João e da Ilha de Itaparica (municípios de Itaparica e Vera Cruz).

Seminário

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), por meio do Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente (Caoca), realiza amanhã, o Seminário 18 de Maio – Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O evento será no auditório Afonso Garcia Tinoco, localizado na sede do MP no CAB.

Com quatro horas de duração, das 8h30 às 12h30, o encontro será destinado a membros e servidores do MP; conselheiros tutelares; integrantes do Comitê Estadual de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, de instituições governamentais, do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Ceca); e à sociedade em geral.

“A discussão dessa temática não pode se restringir ao evento. A Copa está aí, e é importante criar meios de enfrentamento, mas trata-se de um problema permanente, que deve ser discutido durante todo o ano”, diz a promotora da Infância e Adolescência do Ministério Público, Ana Bernadete Andrade, que tem como foco a área de vitimizados.

A Concessionária Bahia Norte também participa da campanha ao iniciar uma série de ações de conscientização e mobilização.
As atividades serão executadas em parceria com o Ministério Público, Derba, Cedeca e Polícia Militar, por meio das Unidades de Policiamento Rodoviário.

Desde a última quinta-feira, estão sendo distribuídos, nas praças de pedágio, 50 mil folhetos informativos sobre o assunto, além da possível realização de palestras em oito escolas de comunidades situadas no entorno das rodovias.
Dia de proteção

Neste domingo, 18, data em que se comemora o Dia Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, representantes de entidades afirmam que há pelo menos dois fatores que dificultam o enfrentamento do problema na Bahia: a ausência de uma rede de proteção para atender os municípios do interior e a falta de estrutura para  a  apuração adequada das denúncias.

“A Bahia tem 417 municípios e apenas uma delegacia especializada (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes contra a Criança e o Adolescente-Derca), localizada em Salvador. Precisamos de uma rede que contemple não só a atuação da polícia, do MP, mas que conte com psicólogos e assistentes sociais. Sem essa parceria, fica difícil combater um problema grave como esse”, diz a promotora da Infância e Adolescência do Ministério Público estadual, Ana Bernadete Andrade.

O coordenador executivo do  Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Yves de Roussan (Cedeca-Bahia), Waldemar Oliveira, atribui o grande número de denúncias ao sucesso das campanhas realizadas anualmente, mas afirma que pelo menos 50% ficam sem investigação.

“A apuração dessas denúncias precisa ser melhorada. Não é por falta de vontade dos delegados e investigadores, mas hoje o Estado não conta com uma estrutura capaz de fazer frente ao número de denúncias que são feitas e muitos crimes ficam impunes”, afirma.

Somente a Derca recebe, em média, 400 ocorrências por mês, de acordo com a titular da unidade, a delegada Ana Crícia Macedo.

“O  efetivo é pequeno diante da demanda, mas não podemos desconsiderar que muitas denúncias não passam de trote, são infundadas. A população precisa se conscientizar de que isso só dificulta o trabalho da polícia”, diz.
Também serão realizadas blitzes de cidadania na Ceasa-CIA (BA-526), no km 5,5, e no posto Garoupa, localizado no km 29 da BA-552, distrito de Caroba.

O objetivo é conscientizar os motoristas que trafegam pelas rodovias e ampliar a divulgação do canal de denúncia à exploração sexual de crianças e adolescentes, por meio da colagem de adesivos do Disque 100 em veículos.

Postos

De acordo com o secretário da Secopa, Ney Campello, as ações serão reforçadas nos 15 dias que antecedem o Mundial com a distribuição de cartilhas nos consulados, em diversos idiomas, e ações de conscientização nas sinaleiras da cidade.

“Também pretendemos unir forças com o Sindicato dos Combustíveis para realizar um trabalho de sensibilização com donos e funcionários de postos e reafirmar a importância de tê-los como parceiros nas denúncias dos casos de exploração sexual”, disse Campello.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://atarde.uol.com.br/

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Violência sexual infantil no País atinge crianças de até um ano

O Brasil teve o seu Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, ontem, 18 de maio.

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Um bom período para lembrar as chocantes estatísticas sobre violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil.

Vamos às principais, retiradas da mais recente pesquisa do Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA), do Ministério da Saúde:

– Praticamente um em cada quatro casos de violência sexual infantil (exatamente 22% dos 14.625 casos pesquisados pelo VIVA) envolve uma criança de até um ano de idade.

– Em três a cada quatro casos (77%), a vítima tem até nove anos. A agressão sexual é o segundo tipo de violência mais praticado nesta faixa etária, com 35% dos casos, contra 36% provocados por abandono ou negligência.

– Entre dez e 14 anos, 10,5% das notificações de violência infantil no Brasil são sexuais, o segundo tipo, atrás apenas da física (13,3%).

– De 15 a 19 anos, a agressão sexual fica em terceiro lugar, com 5,2% dos casos, seguida da psicológica (7,6%) e da física (28,3%).

A maior parte dos projetos criados no País para alterar essa realidade é lançada neste período do ano, embalada pela proximidade da data nacional.

Um deles é a Caminhada Contra a Violência, a ser realizada às 13h do próximo dia 15 de maio pela Liga Solidária. O objetivo mobilizar e convocar a sociedade para a luta contra a negligência e a exploração sexual, física e psicológica de crianças e adolescentes.

A violência por negligência (caso do assassinato do garoto Bernardo) foi responsável por 74% das  124.079 denúncias protocoladas no Disque 100 em 2013.

A caminhada será realizada pelas ruas do Distrito Raposo Tavares, o mais distante da zona oeste da cidade de São Paulo. A Liga Solidária é uma ONG que atende mais de 10 mil crianças, jovens e adultos em situação de alta vulnerabilidade social.

Desenvolve programas sociais de educação e cidadania nos distritos Raposo Tavares e Rio Pequeno, na periferia da zona oeste do município de São Paulo. Também está presente no Jardim Rosa Maria, com um abrigo, na região da Avenida Jornalista Roberto Marinho (bairro Cidade Monções), e na Saúde, com um Centro de Educação Infantil em cada bairro.

Outro projeto importante é a Caravana Siga Bem 2014, o maior evento itinerante do País. Em sua oitava edição, a Caravana, dividida em duas equipes, vai percorrer mais de 35 mil quilômetros de estradas. Seus integrantes visitarão 95 cidades de 25 estados levando a mensagem do combate ao abuso infantil.

A atração principal do projeto, patrocinado pela Petrobras e pela Volvo, é a peça teatral A Linda Rosa. O texto, escrito por Josemir Medeiros, busca conscientizar e incluir o público no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Conta a história de uma garotinha que sonhava em ser trapezista, mas é enganada pelo mágico Zoran, que a transforma em Linda Rosa e passa a explorá-la. A menina é salva pelo caminhoneiro Justiniano, o Justo, que liga para o Disque 100 e denuncia a violência.

O público-alvo da peça envolve caminhoneiros, profissionais de transportadoras, empresários do setor e comunidades próximas das rodovias utilizadas no projeto. Os atores são os próprios integrantes da Caravana, alguns deles caminhoneiros. “Nossa intenção é sensibilizar e conscientizar os caminhoneiros sobre a questão da exploração sexual e violência infantil”, explica o diretor artístico, Tito Teijido.

A Caravana envolverá diretamente mais de 70 profissionais durante nove meses em seus dois eixos: Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste; e Sudeste, Sul e outra parte do Centro-Oeste. Nas paradas, em postos e concessionárias, haverá atividades de recreação para caminhoneiros e familiares, massagem, corte de cabelo, shows de dança, coral, orquestra e palestras educativas da Polícia Rodoviária Federal.

Haverá também uma tenda da saúde, onde os caminhoneiros farão testes de glicemia, de verificação da pressão arterial e outros exames. A peça teatral será apresentada às 20h nos dias em que a caravana estiver estacionada nos pontos de parada.

A Caravana Siga Bem 2014 contará com várias carretas especiais. Uma será usada como lan house e spa. Nela serão realizados os testes para o “Caminhoneiro do Ano”, serviços de massagem e corte de cabelo. Outra servirá de palco para shows musicais, apresentações artísticas e de teatro. A terceira será dedicada a palestras e prestação de serviços aos caminhoneiros e a quarta, a convidados, reuniões e autoridades. A caravana terá ainda quatro caminhões-baú, dois ônibus e quatro veículos de apoio à produção e às reportagens.

A violência sexual contra crianças no Brasil destrói vidas, famílias e projetos.

Muitas vezes, é produzida por quem entra em casa sorrindo e livre, ou seja, alguém próximo da família e conhecido da criança. Teoricamente acima de qualquer suspeita. Padrasto, tio, amigo e, pasmem, até mesmo pai.

Qualquer esforço para inibir a ação desses desequilibrados deve ser elogiada e incentivada.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://noticias.r7.com/

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Gentileza no Trânsito

Um dos maiores problemas de quem enfrenta o trânsito nos centros urbanos brasileiros é o estresse. Os engarrafamentos, as imprudências e o mau comportamento de quem trafega pelas ruas das cidades podem tirar a concentração dos condutores de caminhões, automóveis, motos e bicicletas, e também de pedestres, causando acidentes que poderiam ser evitados.

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Segundo o último anuário estatístico do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), a frota de veículos no Brasil praticamente dobrou em 11 anos. Passou de 30,9 milhões de unidades em 1998 para 59,3 milhões em 2009. Tantos automóveis, ônibus e motos circulando por vias urbanas e estradas do País exigem colaboração dos condutores e pedestres.

A Coordenadora de Educação para o Trânsito do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Rita Cunha, alerta que tanto motoristas quanto pedestres precisam praticar o respeito ao próximo, a tolerância e a gentileza no trânsito. “Ser um cidadão significa adotar uma postura em favor do bem comum. Cada um tem que fazer a sua parte. A colaboração mútua entre condutores e pedestres ajuda a resolver muitos problemas do trânsito”, explica.

E são esses gestos simples que fazem toda a diferença. Para os motoristas, respeitar as regras do código de trânsito e sinalizar as manobras, regular os faróis, parar antes dos cruzamentos e não estacionar na faixa de pedestre são atitudes que devem fazer parte do dia a dia. Segundo o Denatran, em 2009, 51,8 milhões de pessoas estavam habilitadas a conduzir veículos ou motos no Brasil e o desafio é sensibilizar esses condutores para ter tolerância e promover a paz no trânsito. “As leis são reguladoras externas do comportamento humano e sua a obediência no trânsito gera gentileza e também cidadania”, explica Rita Cunha.

É importante lembrar que não são apenas as pessoas que estão ao volante as responsáveis pela segurança no trânsito. Os pedestres devem obedecer a regras, como esperar na calçada o momento certo para atravessar a rua, utilizar passarelas em locais sem sinalização e nunca atravessar em local proibido.

Veja algumas dicas para praticar a gentileza no trânsito:

Motoristas

– Você saiu e bateu aquela vontade de tomar uma cervejinha? Deixe o carro em casa e aproveite sem preocupação.

– Ao parar no semáforo, fique de olho e não pare em cima da faixa de pedestre.

-Usar o celular ao dirigir um veículo pode distrair o motorista. Que tal ligar antes de sair, ou depois de estacionar?

– Não se esqueça de acionar a seta antes de virar. Outros motoristas e pedestres precisam saber para que lado você vai.

– Mantenha os faróis regulados e mostre que você é educado no trânsito, acionando a luz baixa ao cruzar com outro veículo.

– Passe pelos cruzamentos com muito cuidado. Fique atento a pedestres que podem atravessar distraidamente.

– Em dias de chuva, muito cuidado com a pista molhada. Não ande em alta velocidade e evite freadas bruscas e o risco de derrapagem.

– Ao atravessar um cruzamento tenha certeza que você não vai bloquear a passagem de outros carros.

– Seja camarada e ofereça carona a quem precisa. Assim você ajuda a diminuir o número de carros na rua e a poluição em sua cidade.

– Fique atento ao sair de garagens ou postos de gasolina, pois a calçada é área comum com pedestres. Lembre-se, a preferência é sempre de quem está a pé!

Pedestres

– Tenha certeza de que você está vendo e sendo visto por todos à sua volta. Carros, motos e veículos precisam notar a sua presença!

– Ajude os idosos a atravessar a rua. Afinal, um dia você também pode precisar dessa mãozinha

– Faça contato visual com o motorista antes de atravessar a rua e colabore para prevenir acidentes

– Olhe sempre para os dois lados antes de atravessar a rua e não atravesse correndo.

–  Seja prudente. O lugar mais seguro para esperar o momento de atravessar é a calçada!

– Preste atenção quando passar por portas de garagem e postos de gasolina, pois são lugares comuns a carros e pedestres.

– Os adultos devem zelar pela segurança das crianças no trânsito. Segurá-las pelo punho é mais prudente que pela mão.

 

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://www.brasil.gov.br/

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Os Novos Velhos

Estou comemorando, nesta quinta-feira, 24 de março, 80 anos. Aliás, adotando maior rigor biológico, deveria ser 80 anos + 9 meses, pois meus pais, Antônio e Antônia, casaram-se no dia de Sto. Antônio,  13 de junho de 1930, na cidadezinha de Bonito de Santa Fé, nos confins do sertão paraibano, onde também nasci, nove meses depois, como mandavam as boas práticas da época.

Mas, tirando esse parágrafo inicial, não vim escrever biografia. O que quero é enaltecer a singularidade de pertencer a uma geração que pode visualizar, talvez, pela primeira vez, na história da humanidade, uma ampla paisagem cronológica, em três momentos distintos, mas complementares. Enxerga, com instigante nitidez o tempo passado, os princípios de tudo e o desenrolar da História, desde a incompreensível criação cósmica do big-bang. Assiste, em tempo real, quase sem subterfúgios, os causos e eventos do presente, tristes, ou alegres, perto, ou distantes. É capaz de prospectar o futuro, para construir cenários e avaliar – não sem temor e nostalgia – que haverá, aqui, um fim, mas outros começos e outras Terras. Assim, o octogenário, vindo do século XX para o XXI, diferentemente dos raros longevos, de outras existências – enganados pelos conhecimentos limitados, preconceituosos e obscurantistas, de suas épocas – tem uma visão clara e consciente do seu momento: concatenada, fundamentada e dinâmica.

De igual forma, mesmo no ambiente temporal mais curto da genealogia de sua estirpe, o octogenário, espiando para trás, identifica, com alguma intimidade, seus ancestrais, desde bisavós, ou tetravós, enquanto, voltando-se para a frente, encontra a descendência de bisnetos e, até, tetranetos. Acumula, de relance, uma memória familiar de 8 a 9  gerações!

Esse rico e buliçoso ambiente de tantas dimensões do tempo, captado e compreendido, criticamente, pelos longevos do século XXI, vem moldando os novos velhos,  homens e mulheres.  Isso é novo e se soma a tantas outras revoluções segmentadas, que mexem com a cabeça de todo mundo…

O simbolismo do idoso, na figura estilizada do simpático ancião alquebrado, apoiado na bengala, além do desenho preconceituoso, está na contra-mão de uma moderna visão da velhice.  Não minimizo a velhice. É a benfazeja condição do laborioso processo de viver e constitui uma atividade de alto risco… Mas, por ignorância, má fé ou fatalismo, são equivocados os conceitos que associam a velhice, apressadamente, à doença, à decrepitude, à alienação, ao isolamento e pior: às disfunções. No Brasil, o Estatuto do Idoso, ressalvada sua boa intenção e meia dúzia de mandamentos oportunos e apropriados, é, no todo, um preconceituoso e hipócrita manual classificatório, que separa, utopicamente, o idoso(acima de 60 anos) do resto dos indivíduos tidos como normais.

Num mundo, cuja população freia o seu crescimento, tende à maior longevidade, melhor se educa e interage com a velocidade da www , impõe-se interpretar e tratar, com prontidão e competência, as profundas  mudanças conseqüentes desse inusitado processo. No Brasil, onde essas tendências estão claramente delineadas, e temos o privilégio de observar o que outros países do chamado primeiro mundo já anteciparam, não devemos tratar, como mera curiosidade, as nossas peculiaridades de um mutante perfil antropológico. Não é mais uma previsão, para os próximos 20 ou 30 anos. Já está acontecendo! E os novos velhos, chegando, cada vez em maior número.

JOSÉ ARISTOPHANES PEREIRA

Octogenário – jaripe31@gmail.com


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