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Como a Internet está mudando a amizade

Qual é a primeira coisa que você faz quando entra na internet? Checa seu e-mail, dá uma olhadinha no Twitter, confere as atualizações dos seus contatos no Orkut ou no Facebook? Há diversos estudos comprovando que interagir com outras pessoas, principalmente com amigos, é o que mais fazemos na internet. Só o Facebook já tem mais de 1,19 bilhão de usuários, que juntos passam mais de 700 bilhões de minutos por mês conectados ao site – que chegou a superar o Google em número de acessos diários.

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A internet é a ferramenta mais poderosa já inventada no que diz respeito à amizade. E está transformando nossas relações: tornou muito mais fácil manter contato com os amigos e conhecer gente nova. Mas será que as amizades online não fazem com que as pessoas acabem se isolando e tenham menos amigos offline, “de verdade”? Essa tese, geralmente citada nos debates sobre o assunto, foi criada em 1995 pelo sociólogo americano Robert Putnam. E provavelmente está errada. Uma pesquisa feita pela Universidade de Toronto constatou que a internet faz você ter mais amigos – dentro e fora da rede. Durante a década passada, período de surgimento e ascensão dos sites de rede social, o número médio de amizades das pessoas cresceu. E os chamados heavy users, que passam mais tempo na internet, foram os que ganharam mais amigos no mundo real – 38% mais. Já quem não usava a internet ampliou suas amizades em apenas 4,6%. 

Então as pessoas começam a se adicionar no Facebook e no final todo mundo vira amigo? Não é bem assim. A internet raramente cria amizades do zero – na maior parte dos casos, ela funciona como potencializadora de relações que já haviam se insinuado na vida real. Um estudo feito pela Universidade de Michigan constatou que o 20 maior uso do Facebook, depois de interagir com amigos, é olhar os perfis de pessoas de gente que acabamos de conhecer. Se você gostar do perfil, adiciona aquela pessoa, e está formado um vínculo. As redes sociais têm o poder de transformar os chamados elos latentes (pessoas que frequentam o mesmo ambiente social que você, mas não são suas amigas) em elos fracos – uma forma superficial de amizade. Pois é. Por mais que existam exceções a qualquer regra, todos os estudos apontam que amizades geradas com a ajuda da internet são mais fracas, sim, do que aquelas que nascem e crescem fora dela. 

Isso não é inteiramente ruim. Os seus amigos do peito geralmente são parecidos com você: pertencem ao mesmo mundo e gostam das mesmas coisas. Os elos fracos não. Eles transitam por grupos diferentes do seu, e por isso podem lhe apresentar coisas e pessoas novas e ampliar seus horizontes – gerando uma renovação de ideias que faz bem a todos os relacionamentos, inclusive às amizades antigas. Os sites sociais como Orkut e Facebook tornam mais fácil fazer, manter e gerenciar amigos. Mas também influem no desenvolvimento das relações – pois as possibilidades de interagir com outras pessoas são limitadas pelas ferramentas que os sites oferecem. “Você entra nas redes sociais e faz o que elas querem que você faça: escrever uma mensagem, mandar um link, cutucar”, diz o físico e especialista em redes Augusto de Franco, que já escreveu mais de 20 livros sobre o tema. O problema, por assim dizer, é que a maioria das redes na internet é simétrica: se você quiser ter acesso às informações de uma pessoa ou mesmo falar reservadamente com ela, é obrigado a pedir a amizade dela, que tem de aceitar. Como é meio grosseiro dizer “não” a alguém que você conhece, mesmo que só de vista, todo mundo acabava adicionando todo mundo. E isso vai levando à banalização do conceito de amizade. “As pessoas a quem você está conectado não são necessariamente suas amigas de verdade”, diz o sociólogo Nicholas Christakis, da Universidade Harvard. É verdade. Mas, com a chegada de sites como o Twitter, a coisa ficou diferente. 

Amizade assimétrica

No Twitter, eu posso te seguir sem que você tenha de autorizar isso, ou me seguir de volta. É uma rede social completamente assimétrica. E isso faz com que as redes de “seguidores” e “seguidos” de alguém possam se comunicar de maneira muito mais fluida. Ao estudar, com um time de pesquisadores, a sua própria rede no Twitter, Christakis percebeu que seu grupo de amigos tinha começado a se comunicar entre si independentemente da mediação dele. Pessoas cujo único ponto em comum era o próprio Christakis acabaram ficando amigas entre si. “As redes sociais estão ficando maiores e mais diversificadas”, diz o sociólogo e pesquisador de redes Barry Wellman, da Universidade de Toronto. 

É o seguinte. Eu posso me interessar pelo que você tem a dizer e começar a te seguir. Nós não nos conhecemos. Mas você saberá quando eu o retuitar ou mencionar seu nome no site, e poderá falar comigo. Meus seguidores também podem se interessar pelos seus tuítes e começar a seguir você. Os seus seguidores podem ter curiosidade sobre mim e entrar na conversa que estamos tendo. Em suma: nós continuaremos não nos conhecendo, mas as pessoas que estão à nossa volta estabelecem vários níveis de interação – e podem até mesmo virar amigas entre si. 

Mas boa parte dos cientistas ainda acha que, mesmo estando em contato com qualquer pessoa mais facilmente e a todo o momento, a distância continuará prejudicando as amizades. “A internet faz com que você consiga desacelerar o processo, mas não salva as relações”, acredita o antropólogo Robin Dunbar. “No fim das contas, ainda precisamos estar próximos das pessoas de vez em quando.” É verdade. A maioria dos especialistas em relacionamento humano acredita que a proximidade física é essencial para sentirmos os efeitos benéficos das amizades profundas. Só que o cérebro pode estar começando a mudar de opinião. 

Um estudo que está sendo realizado na Universidade da Califórnia começou a desvendar o efeito que as redes sociais produzem no organismo. Mais precisamente, o que acontece com os níveis de ocitocina quando usamos o Twitter, por exemplo. É há um efeito. Os primeiros resultados mostraram que tuitar estimula a liberação desse hormônio, e consequentemente diminui os níveis de hormônios como cortisol e ACTH, associados ao estresse. 

Isso significa que o cérebro pode ter desenvolvido uma nova maneira de interpretar as conversas no Twitter. “O cérebro entende a conexão eletrônica como se fosse um contato presencial”, diz Paul Zak. Isso seria uma adaptação evolutiva ao uso da internet. “O sistema de ocitocina está sempre se ajustando ao ambiente em você está”, diz. “Pode ser que, de tanto interagir em redes sociais, as pessoas estejam se tornando mais sintonizadas para a amizade. E aí elas acabam fazendo mais amigos, inclusive presencialmente.” Ou seja: além de mudar as amizades, a internet também pode acabar modificando o próprio cérebro humano. Mas ainda é cedo para dizer se acabaremos nos tornando seres hiperssociais, com cérebros capazes de acomodar um número maior de amigos. O próprio Paul Zak diz que não é possível desconsiderar a importância do contato físico – um dos mais importantes estimulantes da liberação de ocitocina no organismo. “No máximo, vamos ter mais possibilidades de manter relações íntimas a distância por mais tempo”, diz. Outros, como Robin Dunbar, acham que a tecnologia ainda pode nos surpreender, e romper a última barreira da amizade online: “O Skype e outros serviços do tipo não são bons o suficiente, porque não nos permitem tocar um no outro em realidade virtual. Ainda.” 

AMIZADE PÓS-MODERNA
A internet e as redes sociais se baseiam em dois tipos de relação:

Amizade simétrica
É recíproca: se eu quiser ter você como amigo e acessar o seu perfil, você precisa autorizar o pedido e se tornar meu amigo também. 
Pró: Privacidade. Você decide quem terá acesso às suas informações.
Contra: Reduz a possibilidade de conhecer gente nova.
Exemplos: Facebook / Orkut / Flickr / Linkedin / Last.fm

Amizade assimétrica

Não é recíproca: eu posso adicionar ou seguir você sem precisar pedir permissão (e posso inclusive fazer isso sem que você saiba).
Pró: Torna muito mais fácil a formação de laços e comunidades. 
Contra: Mais difícil de virar amizade íntima, pois a interação é pública.
Exemplos: Twitter / Buzz / Tumblr / Blip.fm

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://super.abril.com.br/

Visite nosso site: http://www.vivamelhoronline.com.br

Empresas usam jogos para integrar funcionários

A velha apostila com as instruções básicas para integrar funcionários sobre visão, valores, missão e outros atributos tem sido deixada de lado em algumas empresas. O calhamaço de papel deu lugar ao método mais divertido dos jogos e quiz. Há cerca de cinco anos, a Redecard quis inovar na maneira de integrar os funcionários à empresa. Foi assim que procurou a agência de comunicação Ingrupo//chp.

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“Nós começamos a fazer games a partir da necessidade de nossos clientes de criar formatos diferenciados para fugir do básico”, conta André Santocchi, diretor de planejamento do Ingrupo//chp. Depois da primeira demanda da Redecard, a agência não parou mais de investir neste tipo de ferramenta, que mistura entretenimento para fixar as informações. De acordo com Santocchi, o Ingrupo//chp recebe pelo menos duas encomendas por ano de jogos corporativos, desde que a Redecard propôs o desafio, e recentemente passou a  investir na criação de aplicativos para iPhone e iPad.

Empresas como ESPN, grupo Ultra e SEBRAE-Paraná aderiram à ideia e criaram seus próprios games. Segundo o diretor da agência, a maioria dos clientes busca ferramentas que ajudem a integrar os funcionários à realidade da empresa, mas também há aquelas que usam o mecanismo para treinamentos, apresentação de regras, kit de boas vindas aos novatos e campanhas de comunicação. “É fácil adaptar o game para qualquer tipo de ação, ele dá a possibilidade de ser usado em vários segmentos, inclusive fora do âmbito dos funcionários. Hoje, há empresas que estão fazendo games para divulgarem suas marcas também”, diz Santocchi.

Referências

Para elaborar as regras, os ambientes virtuais e reais que aparecem na ferramenta, os recursos disponíveis aos funcionários e outros elementos, a equipe de criação usa referências de outros jogos da internet, de redes sociais e até mesmo de jogos tabuleiro. “O game que estamos criando agora é totalmente baseado em redes sociais e o funcionário também vai poder compartilhar seus resultados nas redes, como Twitter, Facebook, Orkut e MySpace”, afirma Santocchi.

Segundo ele, a maior parte dos games criados pelo Ingrupo//chp tem base no ambiente online, mas eles também podem combinar fases fora do computador, para aumentar a interação com os outros funcionários e com os ambientes da empresa. O projeto feito para o SEBRAE, por exemplo, usou vários recursos offline para ampliar o alcance do jogo.

Outra empresa optou por uma roupagem ainda mais tradicional: uma ferramenta no formato de jogo de tabuleiro virtual. “Isso porque é um formato conhecido. Todo mundo já jogou alguma vez, o que facilita muito para entender como funciona”, diz. Como a elaboração dos jogos depende bastante do que o cliente pede, os preços podem variar de 20.000 até 100.000 reais, de acordo com a complexidade e com o orçamento do cliente.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://exame.abril.com.br

Acessibilidade na Web

Acessibilidade à Web significa que pessoas portadoras de necessidades especiais sejam capazes de usar a Web. Mais concretamente, significa uma Web projetada de modo a que estas pessoas possam perceber, entender, navegar e interagir de uma maneira efetiva com a Web, bem como criar e contribuir com conteúdos para a Web.

Existem milhões de pessoas portadoras de necessidades especiais que tem o seu acesso a Web restrito. Atualmente a maioria dos Web sites têm barreiras de acessibilidade que dificultam ou mesmo tornam impossível para estas pessoas, acessar o site. Contudo, se os Web sites e Web software foram projetados acessíveis, estas pessoas poderão usar os sites efetivamente.

A acessibilidade à Web contempla todo tipo de necessidade especial, incluindo as visuais, auditivas, físicas, de fala, cognitivas e neurológicas.

A acessibilidade à Web pode trazer benefícios também organizações e pessoas sem qualquer tipo de restrição. Por exemplo, um dos princípios básicos de acessibilidade preconiza a flexibilidade para atender variados tipos de necessidades, situações e preferências. Esta flexibilidade acaba por beneficiar todas as pessoas que usam a Web, inclusive aquelas sem qualquer tipo de restrição em diferentes situações (tais como aqueles com uma conexão lenta), pessoas com restrições temporárias (com um braço quebrado) e pessoas idosas.

A Web exerce um papel crescentemente importante nas áreas de educação, negócios, comércio, governos e recreação. Uma Web acessível e que permita a participação de pessoas portadoras de necessidades especiais na sociedade é fundamental para proporcionar oportunidades iguais para todos nas diversas áreas.

A Web oferece possibilidade de acesso à informação e a interação de pessoas portadoras de necessidades especiais de forma inédita. A acessibilidade à Web em alguns casos, é regulamentada por lei.

Fonte: http://maujor.com/w3c/

Iniciativa de Acessibilidade na Web (W3C).

Fim de papo?

É só clicar nas imagens abaixo para conferir essa super matéria da Revista Vida Simples, afinal, como fica o bom e velho diálogo em tempos de twitter, facebooks e sms? A resposta nas páginas abaixo.

Tecnoestresse

A bateria do celular acaba e nos sentimos isolados do mundo,  a internet não funciona e entramos em desespero, o dia já não é mais o mesmo sem a trilha sonora do Mp3 player…O ritmo imposto pela era digital transformou nossa percepção do tempo e a ansiedade e irritação são crescentes!

Essa reação de angústia e suas conseqüências para o estado de saúde é chamado de estresse digital ou tecnoestresse. Noites mal dormidas, irritação e tensão muscular são muito comuns entre as pessoas que sofrem desse mal. No ambiente de trabalho, incapacidade de tomar decisões, ansiedade e perda de concentração são alguns dos sintomas.

Umas das grandes causas é o limite entre trabalho e lazer, que deveriam ser mais respeitados. Após o expediente, é cada vez mais comum ouvir a secretária eletrônica, continuar atendendo ao celular e checar os e-mails em casa.

O primeiro passo para controlar o tecnoestresse é estabelecer limites. Desligue o celular durante as refeições e na hora de dormir,  gerencie seu tempo on-line, substitua as horas extras na internet por um passeio ou atividade física, alongue o corpo e respire fundo quando o computador dá problema, a internet está fora do ar ou o celular está sem sinal… Lembre-se de que a tecnologia existe para servir e facilitar nosso cotidiano e não contrário, a sua saúde agradece!

Postado por Edson Fabrício
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Fonte: RevolutionHealth.com / Revista Vida Simples
Imagens: reprodução


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