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Dia Nacional da Luta Contra o Reumatismo

O termo reumatismo, a rigor, não trata de uma doença em particular, mas de um grande número delas. É atuante principalmente no sistema musculoesquelético e também pode acometer o sistema respiratório, gastrointestinal e a pele, por exemplo.

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O sistema musculoesquelético é o sistema que dá a sustentação (ossos) e mobilidade (músculos) ao nosso corpo. Sua estrutura é muito complexa, pois é composto por mais de 230 ossos e cerca de 639 músculos, que desempenham funções variadas, como proteger órgãos vitais (crânio e costelas), sustentar-nos na posição ereta e permitir atos como andar, pegar, pular, etc.

Ao movimentarem-se, os ossos e os músculos usam as articulações que, ao mesmo tempo em que os prendem na posição correta, permitem que executem os movimentos mais variados.

As doenças reumáticas se apresentam comumente como inflamações (crônicas ou não) em um ou mais componentes de uma articulação, gerando dores e incapacidade temporária ou permanente para sua movimentação adequada, mas algumas pessoas portadoras de reumatismo podem apresentar sinusites de repetição, acometimento do pulmão e pele, dentre outros, sem alterações nas articulações.

Artrose, artrite reumatoide, lúpus, fibromialgia, tendinites, bursite, gota, febre reumática e osteoporose são algumas das doenças reumáticas mais comuns. Apesar de afetar homens e mulheres, jovens e idosos, a maior prevalência é entre as mulheres com idade entre 30 e 40 anos.

Por esse motivo, elas devem ficar mais atentas a alguns fatores de risco, como idade avançada, obesidade, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas em excesso e ingestão de medicamentos que podem contribuir para o surgimento da doença.

Ao perceber dor nas articulações, principalmente por mais de seis semanas, acompanhada de vermelhidão, ‘inchaço’, calor ou dificuldade para movimentar as juntas (especialmente ao acordar pela manhã), a pessoa deve procurar o serviço de saúde mais próximo.

Doença

Ao contrário de algumas doenças ditas silenciosas (hipertensão e diabetes), em geral, o reumatismo pode ser mais facilmente percebido: o próprio paciente pode identificar os primeiros sintomas. Dores ao esticar os braços sobre a cabeça ou ao elevar os ombros até tocar o pescoço podem ser sinais de doença reumática. Se a enfermidade for descoberta logo nos primeiros sintomas e o paciente tiver tratamento adequado, ele pode levar uma vida normal, diminuindo assim os riscos de incapacidade física.

Tratamento

O tratamento às doenças reumáticas é garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A assistência aos pacientes com doenças reumáticas inclui desde o fornecimento de medicamentos até a realização de práticas integrativas (como acupuntura), associada à realização de exercícios que devem ter indicação de um profissional.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.brasil.gov.br/

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Tire 10 dúvidas sobre Reumatismo

Acompanhe a seguir como foi o bate-apo sobre reumatismo com a reumatologista Jaqueline Lopes, do Hospital Santa Catarina, em São Paulo.

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Aurea Tavares: O que é fibromialgia?
Dra Jaqueline Lopes: O termo fibromialgia refere-se a uma condição clínica de dores por todo corpo e fadiga. É considerada uma síndrome porque engloba uma série de manifestações clínicas além da dor e fadiga, como, indisposição e distúrbios do sono.

Claudia Mesquita: estou, há um mês, em uma crise de artrite. Quando será que poderei voltar a minha vida normal, malhando e caminhando? Tenho 41 anos e sou bem ativa!

Dra Jaqueline Lopes: O importante é fazer o diagnóstico. O tempo de tratamento vai depender do tipo de sua doença. E só poderemos saber após avaliação dos seus exames. Existem várias doenças que causam artrite, umas são de tratamento prolongado, outras mais curto.

Patricia Desanti: Tive raquitismo quando pequena, só andei com dois anos de idade. Isso pode ter me deixado com alguma consequência? Quais os cuidados que devo tomar?

Dra Jaqueline Lopes: Patrícia, o raquitismo na infância é tratável e causado por falta de vitamina D, provavelmente foi resolvido. Você precisa ter hábitos para uma boa saúde óssea, como não fumar, praticar atividade física e manter uma ingestão adequada de cálcio. Esta última é conseguida por ingestão de leite e derivados.

Rosenir Sousa: Sempre que o tempo está frio, sinto fortes dores nas pernas, mais exatamente nos ossos. Essas dores são quase insuportáveis, às vezes tenho que ficar quieta em algum lugar para que possa melhorar. Já fiz exames pra saber se tenho reumatismo, porém nunca deu nada. Pode ser um tipo de reumatismo mais específico? Meus exames estavam errados? O que pode ser isso?

Dra Jaqueline Lopes: De uma maneira geral, temos uma tendência a sentir mais dor no frio. No inverno o nosso organismo privilegia órgãos nobres como o cérebro e, para isso, diminui a circulação sanguínea dos membros. Geralmente isso causa uma dor articular leve. Se sua dor é insuportável, talvez você deva novamente procurar um reumatologista. Algumas doenças são difíceis de fazer o diagnóstico numa única avaliação.

Wanini Rodrigues: estou em tratamento com corticóides e tomo cálcio associado à vitamina D, pois o corticoide prejudica os ossos. Tomo leite, queijo etc., para também ajudar, pois somente esta vitamina não parece resolver. Não teria um remédio para não deixar que este tratamento prejudique meus ossos?

Dra Jaqueline Lopes: Wanini, algumas vezes precisamos fazer uso de medicações chamadas bisfosfonatos ou até mesmo, outra chamada teriparatida. Mas, para poder indicar essas medicações seu médico terá que considerar alguns fatores como: tipo de sua doença, qual a dose de corticóide você está tomando e por quanto tempo ainda será necessário tratar e se você tem outros fatores de risco para osteoporose.

Fabiana Andrade: Gostaria de saber sobre FAN positivo sem doenças confirmadas. Dores no corpo, neste caso, todo podem ser fibromialgia?
Dra Jaqueline Lopes: O FAN é apenas um marcador de autoimunidade. Cerca de 30% das pessoas tem FAN positivo e nunca desenvolvem nenhum tipo de doença. Quem tem FAN positivo tem a tendência a ter uma doença autoimune, mas manifestação da doença vai depender de outros fatores. Portanto, dores no corpo podem indicar fibromialgia, neste caso.

Suely Batista Canto: Reumatismo realmente não tem cura?
Dra Jaqueline Lopes: Reumatismo é um termo muito genérico e amplo, englobando inúmeras doenças – como gota, artrite reumatóide, artrose (osteoartrite), lúpus eritematoso, febre reumática, fibromialgia, etc. Algumas dessas doenças têm cura, outras são crônicas e tem controle, da mesma forma como o diabetes e hipertensão arterial.

Maria Tereza Oliveira: fazer caminhadas ou correr pode desgastar as articulações de pessoas que sofrem de artrose?
Dra Jaqueline Lopes: A caminhada é um exercício físico muito bom e está muito bem indicado para pessoas com artrose de joelhos. A caminhada não piora a artrose. O problema é que muitas pessoas têm um grau de artrose muito avançado e não conseguem caminhar. A corrida também pode estar indicada, mas vai depender do grau de artrose. O importante é tomar alguns cuidados, como evitar terrenos acidentados, caminhar com roupas leves e calçados adequados.

Cida Pereira: Fiz redução de estômago há seis anos. Tenho muitas dores no corpo e fui diagnosticada com fibromialgia, artrite e artrose. Mas, devido à redução, não posso tomar anti-inflamatórios e várias medicações fazem mal ao meu estômago. Já tomo omeprazol todos os dias, faço alongamento, hidroginástica e medicação só em último caso. Qual o melhor caminho para melhorar minhas dores?
Dra Jaqueline Lopes: Primeiro, é necessário saber qual é o seu diagnóstico. O termo artrite é muito genérico. Se a artrite foi decorrente da artrose, por exemplo, é necessário avaliar o grau de degeneração articular para avaliar se não há necessidade de algum procedimento cirúrgico.

Jussara Pereira de Andrade: Tenho artrite reumatóide há nove anos,me trato com muitos remédios,incluindo Metrotexato, e nos últimos meses eu venho sentindo dores terríveis nos rins, e meus pés e mãos estão descamando. Gostaria de saber se essas dores renais e a descamação têm a ver com este medicamento e quais exercícios ou esporte eu poderia praticar pra melhorar as dores e movimentos.
Dra Jaqueline Lopes: Você deve conversar com seu médico a respeito dos exercícios, pois eles devem ser individualizados. Dependem do grau de desenvolvimento da sua doença e se você está em atividade. É pouco provável que estes sintomas sejam decorrentes da medicação.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.minhavida.com.br/

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MITOS & VERDADES em Reumatologia

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Veja abaixo uma lista de mitos e as verdades sobre os fatos da Reumatologia:

Mito:

“Reumatismo é doença de velho”.

Fato:

Em primeiro lugar o termo “reumatismo” é um termo popular consagrado para se referir a alguma das muitas doenças que podem ter manifestações no sistema músculo esquelético. Além disso estas doenças podem ocorrer em qualquer faixa etária.

Mito:

“Reumatismo ataca no frio”.

Fato:

O ambiente mais frio apenas aumenta a sensibilidade e a percepção dolorosa levando o paciente a acreditar que a doença “atacou” por causa do frio.

Mito:

“Reumatismo no sangue”.

Fato:

Este é uma expressão criada há muitos anos pelos próprios médicos para aqueles pacientes com dor e alguma alteração nos exames laboratoriais (“exames de sangue”) sem que necessariamente houvesse doença.

Mito:

“Exames para reumatismo”.

Fato:

O termo “reumatismo” é vago como já foi mencionado acima. Os exames, quando solicitados, levam em consideração a queixa e o exame físico de cada paciente. A grande maioria deles é inespecífica e devem ser analisados com muito cuidado. Além disso muitos destes exames podem estar alterados em indivíduos saudáveis.

Mito:

“FAN positivo, o paciente tem lupus”.

Fato:

Este exame laboratorial geralmente é positivo no lupus eritematoso sistêmico. Contudo também pode estar presente em várias outras doenças, pelo uso de determinados medicamentos e até mesmo em pessoas saudáveis.

Mito:

“Fórmula para reumatismo”.

Fato:

Isto não exite. Cada doença tem seu esquema terapêutico definido. Esta tal “fórmula” geralmente consiste num coquetel de drogas com efeito paliativo e freqüentemente associado a uma grande quantidade de efeitos colaterais.

Mito:

“Dor nas articulações significa reumatismo”.

Fato:

Dor articular é uma manifestação clínica como outra qualquer. Pode estar presente em diversas patologias sem qualquer relação com “reumatismo”.

Mito:

“Alimentos ácidos aumentam o ácido úrico”.

Fato:

O ácido úrico é um produto do metabolismo de uma variedade de proteínas chamada purinas. Já os encontrados em frutas e alimentos são o ácido cítrico, o ácido ascórbico e o ácido acético. Tem em comum apenas o fato de serem ácidos.

Mito:

“ASLO elevado indica reumatismo”.

Fato:

Este exame laboratorial apenas indica presença de anticorpos contra uma bactéria chamada Streptococo. Pode estar elevado na maioria das infecções respiratórias, inclusive uma simples gripe, e permanecer elevado por muitos meses.

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Doenças reumáticas apresentam sintomas que vão além das dores ósseas

As doenças reumáticas, ao contrário do senso comum, não apresentam como sintomas apenas dores ósseas ou nas articulações, mas, também, em outros órgãos, como rins, olhos, pulmões e pele.

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No dia 30 é o Dia Nacional de Luta contra o Reumatismo. Presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, Walber Vieira, lembra que reumatismo é um termo genérico. “É um termo impreciso que não dá o diagnóstico de nenhuma doença” esclarece.

As causas, os tratamentos e também as consequências das doenças reumáticas podem ser muito diferentes. Por isso, é essencial o diagnóstico preciso para a indicação dos procedimentos adequados.

As doenças reumáticas podem atingir pessoas de todas as idades. Um exemplo é a artrite reumatoide, comum a partir dos 35 anos de idade, mas “também acomete crianças, às vezes na mais tenra idade”, diz Walber Vieira.

De acordo com Vieira, a doença crônica, que pode levar uma pessoa a invalidez, se manifesta com dores articulares, leve inchaço nas pequenas e médias articulações, além de quadros de isquemia e fadiga.

Pediatra do Hospital Universitário de Brasília, Zeneide Alves, cita casos em que a manifestação da artrite juvenil, que é a artrite reumatoide que acomete crianças, pode, a princípio, ser manifestada por uma inflamação no olho, chamada uveite.

“Algumas crianças podem apresentar uveite e, posteriormente, exibir os sintomas e sinais de uma artrite crônica” explica.

Walber Vieira alerta que qualquer infecção pode funcionar como elemento desencadeante de uma doença reumática. ”O paciente está num stand by, num limbo, ainda não tem manifestação de uma enfermidade, e sofrer uma infecção severa, uma virose e, de repente, a doença reumática se instala e começam a aparecer os sintomas”, explica. Algumas doenças, como a fibromialgia, podem ser desencadeadas por quadros de stress e depressão.

Entre as doenças reumáticas, Vieira diz que a artrose é a mais comum. “Mais ou menos 70% das pessoas após os 60 anos têm sua artrose de estimação”, brinca.

“Artrose é uma doença que se caracteriza por desgaste da cartilagem articular, levando a fissurações e, com o tempo, perda da função das articulações“, explica Vieira.

Outra doença reumática muito comum é a osteoporose, que não apresenta sintomas até que haja uma complicação. “É uma perda de massa óssea que leva a pessoa a um risco de fratura maior. Às vezes um pequeno trauma pode ocasionar a fratura da área afetada” explica Walber Vieira.

Ter a primeira menstruação tardiamente e menopausa precoce, fumar, abusar de bebidas alcoólicas, ser sedentário e utilizar medicamentos que podem levar a descalcificação dos ossos são fatores de risco para a osteoporose e que servem de alerta para se tomar os devidos cuidados.

Para algumas das doenças reumáticas, como fibromialgia e artrose, exercícios físicos são muito importantes para afastar as crises. “Não se trata fibromialgia sem exercícios, artrose também não”, diz Vieira.

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10 Dúvidas sobre Reumatismo

Um especialista tira todas as suas dúvidas sobre um assunto específico de saúde. Acompanhe a seguir como foi o bate-apo sobre reumatismo com a reumatologista Jaqueline Lopes, do Hospital Santa Catarina, em São Paulo. Todas as perguntas foram feitas através do Facebook do Portal Minha Vida.

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Áurea Tavares: O que é fibromialgia?
Dra Jaqueline Lopes: O termo fibromialgia refere-se a uma condição clínica de dores por todo corpo e fadiga. É considerada uma síndrome porque engloba uma série de manifestações clínicas além da dor e fadiga, como, indisposição e distúrbios do sono.

Claudia Mesquita: estou, há um mês, em uma crise de artrite. Quando será que poderei voltar a minha vida normal, malhando e caminhando? Tenho 41 anos e sou bem ativa!

Dra Jaqueline Lopes: O importante é fazer o diagnóstico. O tempo de tratamento vai depender do tipo de sua doença. E só poderemos saber após avaliação dos seus exames. Existem várias doenças que causam artrite, umas são de tratamento prolongado, outras mais curto.

Patricia Desanti: Tive raquitismo quando pequena, só andei com dois anos de idade. Isso pode ter me deixado com alguma consequência? Quais os cuidados que devo tomar?

Dra Jaqueline Lopes: Patrícia, o raquitismo na infância é tratável e causado por falta de vitamina D, provavelmente foi resolvido. Você precisa ter hábitos para uma boa saúde óssea, como não fumar, praticar atividade física e manter uma ingestão adequada de cálcio. Esta última é conseguida por ingestão de leite e derivados.

Rosenir Sousa: Sempre que o tempo está frio, sinto fortes dores nas pernas, mais exatamente nos ossos. Essas dores são quase insuportáveis, às vezes tenho que ficar quieta em algum lugar para que possa melhorar. Já fiz exames pra saber se tenho reumatismo, porém nunca deu nada. Pode ser um tipo de reumatismo mais específico? Meus exames estavam errados? O que pode ser isso?

Dra Jaqueline Lopes: De uma maneira geral, temos uma tendência a sentir mais dor no frio. No inverno o nosso organismo privilegia órgãos nobres como o cérebro e, para isso, diminui a circulação sanguínea dos membros. Geralmente isso causa uma dor articular leve. Se sua dor é insuportável, talvez você deva novamente procurar um reumatologista. Algumas doenças são difíceis de fazer o diagnóstico numa única avaliação.

Wanini Rodrigues: estou em tratamento com corticoides e tomo cálcio associado à vitamina D, pois o corticoide prejudica os ossos. Tomo leite, queijo etc., para também ajudar, pois somente esta vitamina não parece resolver. Não teria um remédio para não deixar que este tratamento prejudique meus ossos?

Dra Jaqueline Lopes: Wanini, algumas vezes precisamos fazer uso de medicações chamadas bisfosfonatos ou até mesmo, outra chamada teriparatida. Mas, para poder indicar essas medicações seu médico terá que considerar alguns fatores como: tipo de sua doença, qual a dose de corticóide você está tomando e por quanto tempo ainda será necessário tratar e se você tem outros fatores de risco para osteoporose.

Fabiana Andrade: Gostaria de saber sobre FAN positivo sem doenças confirmadas. Dores no corpo, neste caso, todo podem ser fibromialgia?

Dra Jaqueline Lopes: O FAN é apenas um marcador de autoimunidade. Cerca de 30% das pessoas tem FAN positivo e nunca desenvolvem nenhum tipo de doença. Quem tem FAN positivo tem a tendência a ter uma doença autoimune, mas manifestação da doença vai depender de outros fatores. Portanto, dores no corpo podem indicar fibromialgia, neste caso.

Suely Batista Canto: Reumatismo realmente não tem cura?

Dra Jaqueline Lopes: Reumatismo é um termo muito genérico e amplo, englobando inúmeras doenças – como gota, artrite reumatóide, artrose (osteoartrite), lúpus eritematoso, febre reumática, fibromialgia, etc. Algumas dessas doenças têm cura, outras são crônicas e tem controle, da mesma forma como o diabetes e hipertensão arterial.

Maria Tereza Oliveira: fazer caminhadas ou correr pode desgastar as articulações de pessoas que sofrem de artrose?

Dra Jaqueline Lopes: A caminhada é um exercício físico muito bom e está muito bem indicado para pessoas com artrose de joelhos. A caminhada não piora a artrose. O problema é que muitas pessoas têm um grau de artrose muito avançado e não conseguem caminhar. A corrida também pode estar indicada, mas vai depender do grau de artrose. O importante é tomar alguns cuidados, como evitar terrenos acidentados, caminhar com roupas leves e calçados adequados.

Cida Pereira: Fiz redução de estômago há seis anos. Tenho muitas dores no corpo e fui diagnosticada com fibromialgia, artrite e artrose. Mas, devido à redução, não posso tomar anti-inflamatórios e várias medicações fazem mal ao meu estômago. Já tomo omeprazol todos os dias, faço alongamento, hidroginástica e medicação só em último caso. Qual o melhor caminho para melhorar minhas dores?

Dra Jaqueline Lopes: Primeiro, é necessário saber qual é o seu diagnóstico. O termo artrite é muito genérico. Se a artrite foi decorrente da artrose, por exemplo, é necessário avaliar o grau de degeneração articular para avaliar se não há necessidade de algum procedimento cirúrgico.

Jussara Pereira de Andrade: Tenho artrite reumatoide há nove anos,me trato com muitos remédios,incluindo Metrotexato, e nos últimos meses eu venho sentindo dores terríveis nos rins, e meus pés e mãos estão descamando. Gostaria de saber se essas dores renais e a descamação têm a ver com este medicamento e quais exercícios ou esporte eu poderia praticar pra melhorar as dores e movimentos?

Dra Jaqueline Lopes: Você deve conversar com seu médico a respeito dos exercícios, pois eles devem ser individualizados. Dependem do grau de desenvolvimento da sua doença e se você está em atividade. É pouco provável que estes sintomas sejam decorrentes da medicação.

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Doenças reumáticas apresentam sintomas que vão além das dores ósseas

As doenças reumáticas, ao contrário do senso comum, não apresentam como sintomas apenas dores ósseas ou nas articulações, mas também em outros órgãos, como rins, olhos, pulmões e pele.

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Ontem, dia 30 foi o Dia Nacional de Luta contra o Reumatismo. Presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, Walber Vieira, lembra que reumatismo é um termo genérico. “É um termo impreciso que não dá o diagnóstico de nenhuma doença” esclarece.

As causas, os tratamentos e também as consequências das doenças reumáticas podem ser muito diferentes. Por isso, é essencial o diagnóstico preciso para a indicação dos procedimentos adequados.

As doenças reumáticas podem atingir pessoas de todas as idades. Um exemplo é a artrite reumatoide, comum a partir dos 35 anos de idade, mas que “também acomete crianças, às vezes na mais tenra idade”, diz Walber Vieira.

De acordo com Vieira, a doença crônica, que pode levar uma pessoa a invalidez, se manifesta com dores articulares, leve inchaço nas pequenas e médias articulações, além de quadros de isquemia e fadiga.

Pediatra do Hospital Universitário de Brasília, Zeneide Alves, cita casos em que a manifestação da artrite juvenil, que é a artrite reumatoide que acomete crianças, pode, a princípio, ser manifestada por uma inflamação no olho, chamada uveite.

“Algumas crianças podem apresentar uveite e, posteriormente, exibir os sintomas e sinais de uma artrite crônica” explica.

Walber Vieira alerta que qualquer infecção pode funcionar como elemento desencadeante de uma doença reumática. ”O paciente está num standby, num limbo, ainda não tem manifestação de uma enfermidade, e sofrer uma infecção severa, uma virose e, de repente, a doença reumática se instala e começam a aparecer os sintomas”, explica. Algumas doenças, como a fibromialgia, podem ser desencadeadas por quadros de stress e depressão.

Entre as doenças reumáticas, Vieira diz que a artrose é a mais comum. “Mais ou menos 70% das pessoas após os 60 anos têm sua artrose de estimação”, brinca.

“Artrose é uma doença que se caracteriza por desgaste da cartilagem articular, levando a fissurações e, com o tempo, perda da função das articulações“, explica Vieira.

Outra doença reumática muito comum é a osteoporose, que não apresenta sintomas até que haja uma complicação. “É uma perda de massa óssea que leva a pessoa a um risco de fratura maior. Às vezes um pequeno trauma pode ocasionar a fratura da área afetada” explica Walber Vieira.

Ter a primeira menstruação tardiamente e menopausa precoce, fumar, abusar de bebidas alcoólicas, ser sedentário e utilizar medicamentos que podem levar a descalcificação dos ossos são fatores de risco para a osteoporose e que servem de alerta para se tomar os devidos cuidados.

Para algumas das doenças reumáticas, como fibromialgia e artrose, exercícios físicos são muito importantes para afastar as crises. “Não se trata fibromialgia sem exercícios, artrose também não”, diz Vieira.

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Dia Nacional de Luta Contra o Reumatismo

De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, existem cerca de 130 tipos de doenças reumáticas como artrose, tendinite, bursite, lombalgia, gota, fibromialgia, artrite reumatoide, lúpus. A osteoartrite, conhecida popularmente como “bico de papagaio”, é uma das mais comuns e atinge até 60% da população. Diante do crescente número de diagnósticos por doenças reumatóides, o dia 30 de Outubro é dedicado à luta Nacional Contra o Reumatismo.

Reumatismo

Essas doenças estão geralmente associadas a um importante comprometimento da qualidade de vida, devido não só ao quadro de dor mas também limitação para a realização de diversas atividades do dia a dia.

O “Reumatismo” é um termo genérico utilizado para se referir a um grupo de doenças que acometem articulações, ossos, tendões e músculos e bursas, além de algumas doenças do sistema imunológico. Pode se manifestar em outros órgãos e acometer pessoas de todas as idades, inclusive crianças.

Como a causa da maioria das doenças reumatológicas é desconhecida, a população carece de informações para procurar ajuda médica.

Dra. Andrea Dantas, do setor de Clínica Médica do Hospital Miguel Arraes, Especialista em Reumatologia, afirma que os estudos sobre o assunto estão avançando. “Sabemos que a junção de fatores genéticos e ambientais, tais como estresse, poluição, utilização de determinados medicamentos e infecções, estão associados ao desenvolvimento de algumas doenças reumatológicas. Mas não existe um exame específico para detectá-las. Por isso, o diagnóstico de uma doença reumatológica é feito a partir da análise de sintomas apresentados pelo indivíduos, alterações observadas pelo médico ao examinar o paciente, em conjunto com exames laboratoriais solicitados de acordo com a suspeita clínica. Dor nas articulações é um dos sintomas mais frequentes, mas comprometimento de outros órgãos, como pele, pulmão, coração ou rins, também podem ser sintomas de uma doença reumatológica”, afirmou.

De uma maneira geral, medidas para prevenção e tratamento de doenças reumatológicas envolvem mudanças no estilo de vida: prática de atividades físicas, controle de peso e diminuição do consumo de álcool e cigarro. Ela ressalta que a colaboração do paciente é fundamental para o sucesso do tratamento. “O primeiro passo é orientá-lo e educá-lo, bem como seus familiares, sobre a importância dessas medidas.” Quando necessário, o tratamento pode incluir medicamentos, que, segundo a reumatologista, evoluíram muito nos últimos anos.

Para Dra. Andrea, a data Nacional de Luta Contra o Reumatismo é importante para educar a população e sensibilizar a classe médica e o setor público para a necessidade de implantar programas que envolvam as doenças deste tipo. “A população brasileira vive cada vez mais e determinados tipos de doenças reumáticas atingem principalmente os idosos. Além disso, geralmente são doenças crônicas, tão importantes quanto a hipertensão e o diabetes, por exemplo.”

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://www.imip.org.br

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Osteoporose e Tendinite

Ao contrário do que a maioria das pessoas acredita, o reumatismo não é uma doença única. Trata-se de um grupo de enfermidades que atingem articulações, músculos e esqueleto e que, em geral, se caracteriza por dores e restrições dos movimentos. São mais de 100 doenças com características diferentes. Entre as mais populares estão artrites, mialgias, neurites e gota.

Osteoporose

Trata-se de uma doença metabólica que provoca fragilidade dos ossos e facilidade de fratura. É mais frequente em mulheres após a menopausa e na terceira idade e menos comum em homens. Pessoas com histórico familiar de osteoporose e indivíduos sedentários ou que fazem uso de corticóides também devem ficar atentos.

Sintomas

Normalmente, a osteoporose não apresenta sintomas. O paciente não percebe a sua presença até a ocorrência das primeiras fraturas.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica associada a exames de densidade óssea (densitometria óssea).

Tratamento

O tratamento varia de caso para caso e inclui atividade física, medidas preventivas para quedas, suplementação alimentar de cálcio e vitamina D e vários tipos de medicamentos.

Prevenção

É possível prevenir com a prática regular de atividades físicas e com uma alimentação rica em cálcio.

Tendinite

É caracterizada por uma inflamação e degeneração do tendão. Na crise aguda, normalmente existe um fator desencadeante, como um esforço feito de maneira errada e repetidamente ou uma situação ergonômica inadequada. Casos não bem tratados na fase inicial podem evoluir de forma crônica e mais resistente ao tratamento.

Sintomas

O principal sintoma é dor no local afetado.

Diagnóstico

O diagnóstico deve ser feito pelo médico no consultório.

Tratamento

A tendinite é uma doença curável e o tratamento depende do grau da lesão, sendo feito por meio de medicamentos, fisioterapia, uso de talas, medidas de melhoria ergonômicas e, em casos mais extremos, cirurgia.

Prevenção

Para evitar a tendinite linkar para o info de postura, é importante ter atenção aos movimentos errados e repetitivos do cotidiano. Uma simples mudança no modo de digitar ao computador ou algum movimento repetido no trabalho pode fazer toda a diferença.

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Reumatismo em Crianças

A maioria das pessoas pensa que as doenças reumáticas são exclusivas da população adulta. De fato, muitas das condições ditas “reumáticas” são associadas a doenças degenerativas, como o desgaste de cartilagens, o enfraquecimento muscular e a perda de massa óssea. No entanto, existe um número grande de reumatismos que também pode afetar a população infantil. Essas doenças geram nas crianças sintomas semelhantes aos que afetam os adultos, como dor e rigidez nas articulações e algumas delas podem levar a dano e limitação permanentes comprometendo o futuro do pequeno paciente.

Acredita-se que cerca de 25% das doenças reumáticas, em geral ocorram em menores que 16 anos de idade nos países desenvolvidos e estima-se que este percentual seja ainda maior nos países do 3º mundo como o nosso, devido a grande associação com baixo nível sócio-econômico de algumas patologias. No Brasil, assim como em outros países subdesenvolvidos, a Febre Reumática (FR) é a doença reumatológica mais frequente seguida da Artrite Reumatoide Juvenil (ARJ). Outras patologias inflamatórias como o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), a Dermatopolimiosite (DMP), a Esclerodermia (ESP), as vasculites, etc., são também causas importantes de visitas ao reumatologista pediátrico, lembrando ainda das doenças não inflamatórias, como a “Dor de Crescimento”, a Fibromialgia, e a Síndrome da Hipermobilidade. Além disto, não é raro o reumatologista pediátrico ser chamado para opinar em doenças não reumatológicas, como leucemias, anemias, problemas de tiróide, que comumente também afetam o sistema músculo-esquelético.

De uma hora para a outra, a criança cai repetidamente, tropeça ou caminha com dificuldade deixando de fazer atividades rotineiras e comuns como correr ou jogar bola. Ou então sente algum tipo de dor que pode ser constante e não melhora com analgésicos, até mesmo em repouso e incomodando o sono à noite. Isso pode ser sinal de algum problema reumatológico, inflamação nas juntas causada por fatores diversos, como má postura e infecções na garganta além de predisposição genética. Se não for tratado adequadamente, o mal pode provocar deformidades articulares e até invalidez. Desta forma, na presença de queixas deste tipo, recomenda-se ir ao pediatra o mais rápido possível, evitando adiar a consulta e havendo necessidade, este encaminhará a criança para nós especialistas em reumatologia pediátrica. Deve-se evitar o uso de medicamentos por conta própria ou “simpatias” e remédios caseiros. É importante ressaltar que a cada 100 crianças, duas vão a consultas médicas devido a queixas reumatológicas. Muitas vezes, a doença demora a ser identificada e a criança passa por no mínimo quatro especialistas diferentes o que pode atrasar o diagnóstico por cerca de até um ano. A depender da causa, o tratamento requer o uso de anti-inflamatórios  antibióticos, e drogas para prevenir a progressão da doença, além de fisioterapia e até mesmo psicoterapia.

Portanto a avaliação do especialista é indispensável já que há potencial para que estas doenças deixem sequelas permanentes, mas se forem precocemente bem tratadas, possibilita-se à criança uma vida praticamente normal. Assim, a divulgação destes conhecimentos para a população e os profissionais de saúde, facilitam o acesso dos pacientes ao atendimento especializado. Isto por que a detecção e tratamento precoce desses problemas possibilitam a prevenção de danos permanentes e uma vida integrada para a criança.

Ao contrário da crença popular, a artrite acomete crianças e adolescentes. A artrite reumatóide juvenil é uma doença relativamente rara, mas é apenas uma das centenas de tipos de artrites que podem afetar crianças, e a mais comum – é, de fato, duas vezes mais comum que o diabetes, ocorrendo na proporção de 3 meninas para cada menino afetado. A doença acomete qualquer raça e qualquer idade antes dos 16 anos, mas os picos de maior incidência estão entre 1 a 5 e de 10 a 14 anos de idade.

Na Inglaterra a incidência varia de 0.06% a 0.1% e nos Estados Unidos de 0.01% a 0.11% da população infantil até 16 anos. Seis a oito casos novos para uma população de 100.000 crianças abaixo de 16 anos aparecem anualmente na Finlândia. Além das juntas, a Artrite Reumatoide Juvenil pode afetar outras partes do corpo como coração, olhos, músculos, tendões, fígado e pele. É uma doença que pode durar anos, com períodos eventuais de remissão e atividade, quando o paciente tem dores e febre. Não é fatal, mas sem tratamento adequado pode causar complicações para a vida da criança como deixar de utilizar normalmente um membro do corpo como um braço ou uma perna, ou ainda deixar de andar e tornar-se totalmente dependente da família. No entanto, quando tratada de forma adequada a maior parte das crianças afetadas tem uma vida independente e de boa qualidade.

Toda criança com inchaço ou dificuldade de movimentar alguma articulação ou que tenha febre prolongada sem causa evidente, deve procurar o médico.

  • Uso correto das medicações prescritas e atividade física é necessário para manter a função articular.
  • A ajuda e o amor dos pais, amigos e da escola são os apoios essenciais para que se sinta segura e capaz de superar a doença e as limitações por ela atribuídas.

Profª. Dra. Cláudia Goldenstein Schainberg

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.hospitalsiriolibanes.org.br

Artrite Reumatoide

Qual a causa da artrite reumatoide?

A artrite reumatoide é definida como uma doença crônica que se caracteriza pela inflamação de várias articulações. Essa inflamação é provocada por alterações importantes no sistema de defesa do corpo, também chamado de sistema imune.

O sistema imune, formado por uma rede de órgãos, tecidos e células especializadas, tem como função manter a integridade do nosso organismo, protegendo-o de agressões, como, por exemplo, de uma infecção. Algumas vezes, ocorre um desequilíbrio e o sistema imune ataca o próprio organismo, provocando uma inflamação que pode danificar vários órgãos. As doenças nas quais o sistema imune promove lesões no próprio organismo são chamadas de doenças autoimunes, e a artrite reumatoide é uma delas. Na artrite reumatoide, a inflamação provocada pelo desequilíbrio do sistema imune começa em uma membrana que envolve parcialmente as juntas, chamada de membrana sinovial.

O processo inflamatório na membrana sinovial não desaparece, como seria normal, pois o desequilíbrio do sistema imune mantém a inflamação, que, dessa forma, se torna crônica ou persistente, liberando várias substâncias ou mediadores, que contribuem para a destruição da cartilagem que envolve a articulação e o osso. A membrana sinovial cronicamente inflamada recebe o nome de pannus, e pode contribuir também para a lesão das estruturas articulares.

Outras estruturas que estão perto das articulações, como tendões e ligamentos, também podem ser atingidas. O que ainda não se sabe é qual a causa inicial do desequilíbrio do sistema imune.

A artrite reumatoide não é uma doença herdada, ou seja, não passa diretamente dos pais para os filhos. O que pode ser herdada é uma tendência a ter artrite reumatoide, ou melhor, existem famílias onde genes que transmitem essa tendência passam de geração a geração, de modo que, em algumas pessoas, esses genes se manifestam e a doença aparece, enquanto em outras, embora a tendência exista, a doença nunca chega a se desenvolver.

Atualmente, muitos médicos e pesquisadores tentam melhorar nossos conhecimentos sobre esses genes e os fatores que podem ativá-los, fazendo a artrite reumatoide aparecer. Fatores como infecção, variação dos níveis de alguns hormônios e alterações do meio ambiente estão em estudo. Recentemente, foi descoberto que o hábito de fumar aumenta a chance de uma pessoa com tendência genética à artrite reumatoide vir a desenvolver essa doença. Embora alguns pesquisadores acreditem que a artrite reumatoide possa ser “disparada” por uma infecção, não existe uma prova definitiva de que isso seja verdade.

A artrite reumatoide não é contagiosa e, portanto, não é transmitida de uma pessoa para outra. Talvez, um vírus ou uma bactéria comum, aos quais a maioria da população esteja exposta, possa fazer com que o sistema imune seja ativado de forma irregular, provocando, assim, o aparecimento da doença em pessoas que já possuam uma tendência latente.

O que sente uma pessoa com artrite reumatoide?

Os principais sintomas da artrite reumatoide são dor e inchaço nas juntas. A inflamação pode aparecer em várias articulações, como nos dedos das mãos, punhos, cotovelos, ombros, quadris, joelhos, tornozelos e dedos dos pés. A coluna vertebral só é atingida pela doença na região do pescoço (coluna cervical).

Outra junta que pode ficar inflamada e dolorida é a articulação temporomandibular. Essa articulação é responsável pela abertura e fechamento da boca, e situa-se um pouco à frente dos ouvidos. Devido à sua localização, a dor nessa articulação pode ser confundida com dor de ouvido.

Geralmente, a dor começa em uma ou duas juntas e “se espalha”. Podem aparecer outros sinais de inflamação, como inchaço e calor. Muitos pacientes queixam-se de rigidez matinal (mãos duras), que, quanto maior a inflamação, maior a demora para passar.

Como é feito o diagnóstico da artrite reumatoide?

Para fazer o diagnóstico da artrite reumatoide, o médico primeiro conversa com o paciente, a fim de conhecer a história dos sintomas e, depois, realiza um exame físico à procura de sinais que caracterizem a doença. A história é muito importante, pois os diagnósticos da artrite reumatoide, em sua maioria, são feitos apenas pela descrição dos sintomas.

A presença de rigidez matinal prolongada, de artrite simétrica, ou seja, dos dois lados do corpo (as duas mãos, os dois ombros, etc), de artrite em várias articulações, bem como a persistência de dor intensa, causando sofrimento e impedindo a realização das atividades cotidianas, são, em conjunto, características importantes da história de um paciente com artrite reumatoide.

O exame físico permite a observação de quais juntas estão inflamadas e doloridas. Se a doença já está instalada no organismo há algum tempo e se a inflamação não foi abolida adequadamente pelo tratamento, o médico pode observar a presença de deformidades nas articulações.

Algumas deformidades existentes nos dedos das mãos são características da artrite reumatoide e têm designações próprias como dedo em pescoço de cisne ou dedo em botoeira. No exame físico, também pode ser observada a presença de outros sinais fora das articulações, como os nódulos reumatoides, ou, mais raramente, alterações nos olhos, indicando a presença de uveíte.

O médico também pode solicitar exames de laboratório. Alguns desses exames servem para avaliar o grau de inflamação e são chamados provas de atividade inflamatória. Os mais utilizados são a velocidade de hemossedimentação (VHS) e a proteína C reativa (PCR).

Cerca de 80% dos pacientes com artrite reumatoide têm uma proteína circulando no sangue chamada de fator reumatoide. A presença dessa proteína no sangue ajuda o médico a fazer o diagnóstico de artrite reumatoide, porém, sua ausência não elimina a possibilidade do diagnóstico ser positivo. Geralmente, quanto maior a quantidade de fator reumatoide no sangue, mais intensa é a doença.

Mais recentemente, surgiu um novo exame de laboratório para ajudar no diagnóstico da artrite reumatoide. Esse exame de sangue chama-se anticorpo anti-peptídeo citrulinado cíclico (anti-CCP) e tem como vantagem o fato de ser mais específico que o fator reumatoide para o diagnóstico de artrite reumatoide.

A artrite reumatoide em atividade (durante uma crise) pode provocar anemia, que é observada pelo médico em um exame de sangue chamado hemograma. O tratamento bem sucedido da doença faz reverter a anemia, normalizando o hemograma.

Radiografias das articulações podem ajudar bastante no diagnóstico da artrite reumatoide. No início da doença, as radiografias podem ser normais ou mostrar apenas que a articulação está inchada. Mais tarde, aparece uma diminuição da densidade dos ossos perto das articulações, que é denominada desmineralização periarticular. Se a inflamação não for contida pelo tratamento, haverá destruição da cartilagem, com diminuição da distância entre os ossos da junta, provocando uma alteração na radiografia, que é chamada de estreitamento articular.

A inflamação persistente, além de causar lesões na cartilagem, pode provocar lesões nos ossos, que podem ser vistas na radiografia e são chamadas de erosões ósseas.

Dr. Cristiano A. F. Zerbini / Dra. Andrea B. V. Lomonte

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.hospitalsiriolibanes.org.br/


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