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Campanha – 10 de Outubro – Dia da Saúde Mental
Published outubro 6, 2009 Campanhas Leave a CommentTags:Dia da Saúde Mental

Comitê de qualidade de vida- Como organizar ???
Published outubro 3, 2009 Clippings Leave a CommentTags:Alberto Ogata, Qualidade de Vida
A participação dos empregados na elaboração e desenho do programa de qualidade de vida é fator essencial para o seu sucesso. A formação de um comitê de funcionários pode ser um mecanismo eficiente para garantir o envolvimento dos colaboradores na elaboração de atividades do programa. O grupo pode ainda ser de extrema ajuda para o planejamento das ações, oferecendo ideias, alternativas para o envolvimento de diferentes setores e auxiliando na escolha das melhores incentivos à participação.
Veja alguns critérios de como eleger os participantes:
1. Nível de interesse pessoal.
O principal critério de elegibilidade para participar do comitê;
2. Pessoas respeitadas por seus colegas.
Elas que dão credibilidade ao programa, suporte para os colegas que desejam participar e influenciam os mais céticos;
3. Indicação dos gerentes das áreas.
Essas indicações devem ser consideradas, pois, em geral, os gestores têm uma percepção daqueles que mais podem contribuir para a proposta do comitê. Além disso, a indicação significa que a pessoa é respeitada pelo seu gerente;
4. Pessoas articuladas e persuasivas.
O comitê deve ser composto por pessoas que estejam naturalmente em evidência por suas atitudes e sejam bastante ligadas aos seus colegas;
5. Pessoas entusiasmadas, cooperativas e criativas.
Essas características ajudam bastante quando é preciso motivar as pessoas para participar das atividades do programa;
6. Pessoas com boas habilidades na comunicação.
Essencial para a divulgação adequada do programa.
Fonte: Guia Pático de Qualidade de Vida – Como planejar e gerenciar o melhor programa para a sua empresa. Autor: Albertop Ogata e Sâmia Simurro
Ex-monge neurologista busca comprovar os benefícios da meditação
Published outubro 2, 2009 Notícias , Qualidade de Vida Leave a CommentTags:Alan Wallace, Ansiedade, benefícios a saúde, budista, Estresse, meditação, monge, Projeto Shamattha, Qualidade de Vida

Cada vez mais a ciência moderna busca maneiras de monitorar e descobrir os reais benefícios da meditação à saúde humana. Uma simples busca no site “PubMed”, que indexa artigos científicos sobre medicina, registra 1.700 textos com a palavra-chave meditação.
Um dos maiores desafios para a comunidade científica é provar a hipótese de que a meditação pode contribuir para a busca da felicidade e não somente combater altos níveis de estresse ou baixa estabilidade emocional.
Para comprovar todos os benefícios da prática meditante, o ex-monge budista e pesquisador de neurociência Alan Wallace, monitorou as respostas fisiológicas e comportamentais de 70 pessoas sem prática em meditação no ano de 2006. As reações coletadas por esse estudo – entitulado “Projeto Shamattha” – está apenas no começo (foram compilados pouco mais de 10% dos resultados), mas mostraram que os indivíduos tiveram melhoras na capacidade de controlar a atenção, redução dos níveis de ansiedade e ganharam mais bem-estar no dia-a-dia.
Está cada dia mais próximo a constatação da comunidade científica dos benefícios da meditação à saúde, se isso for realmente comprovado, é ponto para os monges budistas que há milhares de anos já propagam as vantagens da prática meditante ao corpo e a mente!
Postado por: Edson Fabrício
Arte: OUTED
twitter.com/edsonfabricio
O futuro é dos Alimentos Orgênicos!
Published outubro 2, 2009 Notícias , Qualidade de Vida Leave a CommentTags:Alimentos Orgânicos, Alimentos Orgênicos, Alimentos Transgênicos, nutrição saudável, Super Interessante, Tendências, Tomorrow´s Table

Segundo o pessoal da revista Super Interessante e os autores do livro “Tomorrow´s Table” (“A Mesa de Amanhã”), o alimento do futuro será geneticamente modificado e sem agrotóxicos ao mesmo tempo! Esses 2 tipos de alimentos já freqüentam a mesa do brasileiro há um bom tempo. O milho modificado geneticamente está presente nos supermercados tupiniquins desde sua liberação em 2008. Já os orgânicos se tornaram uma mania entre vegetarianos e a tribo dos politicamente saudáveis há alguns anos.
Estudos de tendências apontam que o futuro pertence às culturas “organotransgenicas”: “teremos uma planta geneticamente modificada resistente a pragas, na qual não é preciso aplicar inseticidas; ela será transgênica e orgânica ao mesmo tempo”, afirma o pesquisador Elíbio Rech, da Embrapa.
A geneticista Pamela Ronald e o agricultor orgânico Raoul Adamchak, os autores do livro “Tomorrow´s Table”, defendem que a união das técnicas de produção orgânicas aliadas à bioengenharia dos trangênicos é a chave para resolver problemas graves no mundo como a fome e a desnutrição global. Em breve essa revolução estará no prato dos brasileiros, servido?
Postado por Edson Fabrício
Arte: OUTED
twitter.com/edsonfabricio
Alcoolismo: a única forma de prevenir é não beber
Published outubro 2, 2009 Clippings Leave a CommentTags:Alcoolismo, Bebida Alcoolica, Prevenção

Ronaldo Correia de Brito
Do Recife (PE)
A revista Veja da semana passada trouxe uma matéria de capa sobre alcoolismo. As manchetes falam que é possível prevenir a doença sem cortar a bebida; como a medicina identifica o bebedor de risco; e que as estatísticas mostram que o perigo cresce mais rapidamente entre as mulheres. A matéria de oito páginas com ilustrações e gráficos termina com a seguinte frase: “Teremos cumprido nosso objetivo se ao acabar de ler esta reportagem você se reconhecer como um bebedor de risco e isso levá-lo ou levá-la a procurar ajuda profissional”. E no fim de tudo, um “Saúde!”, que lembra o tintim de copos ou taças de bebida.
Um artigo sobre alcoolismo numa revista de tiragem de mais de um milhão de exemplares é para se comemorar. Sobretudo, se levarmos em conta a estatística de que cada exemplar é lido por cerca de cinco pessoas, o que elevaria a cifra de leitores para cinco milhões. Dedicar oito das 148 páginas da revista ao assunto – embora quase metade de Veja seja ocupada por material publicitário – é bastante significativo. É um número duas vezes maior que as quatro páginas dedicadas à propaganda de cerveja, uma bebida alcoólica, que leva à doença.
O artigo se ocupa mais do bebedor de risco, esse que erradamente chamam de bebedor social, e do medicamento Bacoflen, testado na dependência, mas ainda sem eficácia comprovada e com efeitos colaterais severos. Também toca numa questão importante, o uso crescente entre os jovens de uma mistura adocicada de vodca e sucos de fruta ou refrigerantes, os ices, vendidos como se não se fosse bebida alcoólica, e que têm um largo consumo entre os jovens, induzindo ao alcoolismo.
Talvez faltem cores fortes à matéria de Veja. Ela não enfatiza o horror que é o alcoolismo – o mais grave problema de saúde pública no país -, as conseqüências sociais e econômicas do vício, como a desagregação familiar. Não diz que em mais de oitenta por cento dos acidentes de trânsito com morte, os motoristas estão embriagados. Que o alcoolismo está relacionado com a crescente violência dentro de casa e o assassinato de mulheres, além de outros homicídios.
A manchete de capa “É possível prevenir a doença sem cortar a bebida” é perigosa e falsa. Promete o impossível. Porque no alcoolismo diagnosticado só existe uma cura: a abstinência radical. Os indivíduos alcoólatras, que pararam de beber, não devem nunca mais tomar um único copo de bebida, pois isso desencadeia o retorno ao vício, ao ponto zero.
Algumas associações como os Alcoólicos Anônimos são bem radicais. Aconselham que os dependentes não tomem nem mesmo medicamentos que contenham o mais baixo teor de álcool e que os padres alcoólatras substituam o vinho da consagração na missa, pela água. Estão corretos; a memória do prazer alcoólico desperta aos mínimos estímulos e os viciados voltam a beber.
Possivelmente a manchete se refere aos bebedores de risco, mas ela não está clara. A leitura que fazemos do texto é a seguinte: Alcoolismo: é possível prevenir a doença sem cortar a bebida. E isso é uma publicidade falsa e perigosa, que parece estar a serviço dos fabricantes de medicamentos ou de bebidas. Repito o que todos os especialistas afirmam: só existe uma forma de prevenir o alcoolismo: jamais beber.
A matéria também não toca no assunto tabu quando se fala de alcoolismo: a propaganda do álcool. Em nome de uma suposta liberdade de imprensa, empresas de publicidade, televisões, rádios, jornais, revistas, etc., garantem seus lucros em campanhas para os fabricantes de bebida, aliciando novos bebedores, sobretudo os jovens e as mulheres. Há campanhas publicitárias escandalosas em que as mulheres são associadas à bebida como fetiche e objeto de sedução. Até peças íntimas do vestuário feminino entram num jogo perverso de instinto, erotismo, cheiro e sabor de cerveja. Um escândalo! E ninguém protesta. Nem mesmo as feministas.
A lei que controlaria esses abusos foi arquivada. Enquanto isso, somos obrigados a ler matérias paliativas sobre alcoolismo, financiadas pela propaganda de cervejas.
Ronaldo Correia de Brito é médico e escritor. Escreveu Faca, Livro dos Homens e Galiléia.
Consequências dos próprios atos……
Published outubro 1, 2009 Clippings Leave a CommentTags:Belisario Marques, Filhos responsáveis

Confiança no futuro
Se os pais não arcam com as consequências de educar os filhos, como esperar que os filhos assumam as consequências dos próprios actos? Como esperar dias melhores? Como confiar no futuro? Muitas pessoas preocupadas consigo mesmas parecem desesperadas com as condições actuais do mundo. Há muitas razões para isso, mas, se esquecermos o mundo e nos voltarmos para nós mesmos, talvez achemos um caminho. Como contribuir com a minha família para que as coisas melhorem? Que posso fazer para diminuir a confusão?
O casal deve ter objectivos comuns, direccionar os esforços no mesmo rumo, aplicar os recursos em metas que garantam a sua sobrevivência. Deve decidir cooperativamente para o bem comum e aplicar o princípio da reciprocidade em cada decisão. Afinal, para quê casar se não for para a satisfação mútua de necessidades? Casar para frustrar um ao outro, para tentar transformar o outro num autómato, é uma fórmula certa para a solidão, a angústia, o pânico e a depressão.
Não existe uma área de consequências mais graves pela falta de interdependência do que a educação dos filhos. Os resultados dos conflitos do casal projectam-se nos filhos e caem sobre eles como estigmas que passam para as gerações seguintes. Ensinar os filhos a assumir responsabilidade pelos seus actos não é tarefa fácil. Exige que os pais estejam integrados e unidos. Isso significa que amadureceram e estão prontos para assumir uma tarefa mais nobre: a de contribuir para a continuidade da raça humana e colaborar com a qualidade da cultura em que vivem. O casal dá essa contribuição pela qualidade dos filhos que apresentam ao mundo.
As pesquisas mostram que interdependência é um capital social com muitas variáveis apontando para o bem final do indivíduo que dela participa. Dois volumes do American Psychologist, de Dezembro de 2002 e Novembro de 2003, trazem artigos chamando a atenção para o valor social da interdependência. No primeiro, L. H. Rogler sugere que “capital social e interdependência social são virtualmente equivalentes”. No segundo, D. W. Johnson analisa o capital social em termos de interdependência e sugere que os objectivos das pesquisas na área foram tentativas de explicar a competição e cooperação entre os indivíduos. Algumas lições podem ser tiradas desse estudo de Johnson:
1. O esforço para agir dentro de um contexto de cooperação apresenta maior perseverança na execução da tarefa. Além disso, o discernimento do indivíduo é mais claro e usa estratégias morais e mentais mais elevadas.
2. O relacionamento é mais positivo e o apoio social maior. Dentro de um ambiente de cooperação, há maior atracção entre os indivíduos. Eles gostam mais e há maior respeito mútuo.
3. A interdependência contribui para a saúde física e mental do indivíduo.
4. Um contexto de cooperação favorece o desenvolvimento de auto-estima, como a crença no valor pessoal, na capacidade, na competência como pessoa.
O casamento é um contexto social onde o casal exerce uma influência poderosa um sobre o outro. Se a relação for má, eles acabam por usar os filhos para se combaterem um ao outro e prejudicam todos à sua volta. É mais prudente uma relação cooperativa, visando a um alvo positivo comum. Assim, o esforço será mais recompensador, a compreensão mais valorizada e o discernimento mais objectivo. Numa moldura de cooperação, a vida é muito mais agradável, harmoniosa e pacífica. Logo, a qualidade de vida é mais satisfatória. Cria-se um ambiente ideal para os filhos aprenderem com os pais, imitá-los e identificarem-se com eles.
Para construir responsabilidade nos filhos, antes de pensar em punir, castigar, ser firme ou deixar arcar com as consequências, é necessário que o ambiente do lar seja de cooperação entre os pais, e não de competição. Trata-se de uma tarefa árdua, mas compensadora.
Por: Dr. Belisário Marques – Psicólogo