Posts Tagged 'Bebes'

Doação de leite humano – um ato que salva vidas

Doar leite ajuda a salvar vidas de bebês que não puderam ser amamentados pelas mães. Logo depois do nascimento da filha, a doula Elisa Lorena, de 27 anos, embarcou na jornada da doação. “Pouco tempo depois que a minha filha nasceu, liguei no banco de leite do mesmo hospital em que eu fiz meu pré-natal, o Hospital Universitário de Brasília. O hospital mandou uma enfermeira na minha casa, coletou meu sangue, para saber se eu estava apta, me explicou sobre as normas de higiene para se extrair e armazenar leite”, conta.

tecnicas-de-amamentacao

Mesmo enfrentando dificuldades no início, com disciplina e muita vontade a moradora de Brasília chegou a doar mais de um litro por semana. “Não acho que tinha “muito leite”, tinha, na verdade, muita vontade de doar. Era uma forma de retribuir a generosidade de conseguir amamentar.”, relembra. Elisa doou leite por 8 meses e teve a oportunidade de conhecer a mãe de um dos bebês beneficiados. A experiência tocou a jovem. “Eu me sentia grata, feliz e orgulhosa daquele tanto de leite que conseguia doar. Eu doava porque me sentia bem, não havia pensado de fato qual o real valor para quem recebe. É muito especial saber que foi o amor de outra mãe que amparou o aquele pequeno recém-nascido, o amor da sua vida”, reflete a doula.

A amamentação é fundamental para os bebês. O leite materno é capaz de reduzir em 13% as mortes por causas evitáveis em crianças menores de 5 anos. Ele contém componentes e mecanismos capazes de proteger a criança de várias doenças. Como o leite não pode ser produzido artificialmente, a doação é importantíssima. Ela ajuda a nutrir crianças impossibilitadas de consumir o alimento da própria mãe. O leite doado é oferecido a bebês hospitalizados, geralmente aqueles que nasceram prematuros e com baixo peso. Cada litro pode atender até 10 recém-nascidos. Segundo a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (RBBLH) qualquer mulher que amamenta é uma possível doadora de leite humano, basta ser saudável e não tomar nenhum medicamente que interfira na amamentação.

O Ministério da Saúde recomenda que, até os seis meses de vida, o bebê seja alimentado exclusivamente com leite materno para ter um crescimento forte e um desenvolvimento saudável.

Para doar o leite, as lactantes precisam seguir alguns passos:

Preparo do frasco para guardar o leite:
Lave um frasco de vidro com tampa de plástico (do tipo maionese ou café solúvel), retirando o rótulo e o papel de dentro da tampa. Coloque o frasco e a tampa em uma panela, cobrindo-os com água. Ferva-os por 15 minutos, contando o tempo a partir do início da fervura. Escorra-os sobre um pano limpo até secar. Feche o frasco sem tocar com a mão na parte interna da tampa. O ideal é deixar vários frascos preparados.

Higiene pessoal antes de iniciar a coleta:
Use uma touca ou um lenço para cobrir os cabelos. Coloque uma fralda de pano ou uma máscara sobre o nariz e a boca. Lave as mãos e os braços até o cotovelo com bastante água e sabão.Lave as mamas apenas com água. Seque mãos e as mamas com toalha limpa.

Local adequado para retirar o leite:
Escolha um lugar confortável, limpo e tranquilo. Forre uma mesa com pano limpo para colocar o frasco e a tampa. Evite conversar durante a retirada do leite.

Saiba como retirar o leite das mamas:
Massageie as mamas com a ponta dos dedos, fazendo movimentos circulares no sentido da parte escura (aréola) para o corpo. Coloque o polegar acima da linha onde acaba a aréola. Coloque os dedos indicador e médio abaixo da aréola. Firme os dedos e empurre para trás em direção ao corpo. Aperte o polegar contra os outros dedos até sair o leite. Despreze os primeiros jatos ou gotas. Em seguida, abra o frasco e coloque a tampa sobre a mesa, forrada com um pano limpo, com a abertura para cima. Colha o leite no frasco, colocando-o debaixo da aréola. Após terminar a coleta, feche bem o frasco.

Como guardar o leite coletado?
Anote na tampa do frasco a data e a hora em que realizou a primeira coleta do leite e guarde o frasco fechado imediatamente no freezer ou no congelador. Se o frasco não ficou cheio, você pode completá-lo em outro momento. Para completar o volume de leite no frasco sob congelamento, utilize um copo de vidro previamente fervido por 15 minutos, e escorra-o sobre um pano limpo até secar. Coloque o leite recém-ordenhado sobre o que já estava congelado até faltarem dois dedos para encher o frasco. Guarde imediatamente o frasco no freezer ou no congelador. Após a ordenha em que o frasco de vidro esteja completo, a mãe deve ligar para o banco de leite humano. O frasco com o leite congelado deverá ser transportado adequadamente para o banco de leite humano, em até 10 dias da data da primeira coleta.

Como conservar o leite coletado?
O leite humano ordenhado pode ficar no freezer ou no congelador da geladeira por até 10 dias, quando deverá ser transportado ao banco de leite humano.

Estas instruções também podem ser usadas para mães que armazenam leite para os próprios filhos, em caso de ausência. Para doar procure o banco de leite mais próximo de sua casa e informe-se como funciona a coleta em sua região.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.blog.saude.gov.br/

Visite nosso site: http://www.vivamelhoronline.com.br

Alimentos que afetam o leite materno

Em princípio, a mulher que amamenta não precisa restringir nenhum alimento e deve manter uma dieta natural e saudável. Mas sabemos que assim como medicamentos, drogas e toxinas podem passar para o bebê através do leite, o mesmo acontece com os componentes da alimentação materna. Cada criança é única, e sempre existe a chance do seu filho apresentar alguma sensibilidade aos componentes de um alimento. A seguir veja alguns alimentos que podem afetar o leite materno:

627489-A-alimentação-saudável-é-essencial-para-produção-de-leite-materno.-Foto-divulgação

Chocolate: A maioria das mães podem comer chocolate sem exageros, mas devem sempre ficar atentas para possíveis efeitos negativos no comportamento do bebê. O chocolate contém teobromina, substância que pode provocar irritabilidade e diarreia no bebê se quantidades elevadas forem consumidas pela mãe.

Cafés, chás e refrigerantes: O café, chás, mate e refrigerante tipo cola em quantidade excessiva podem causar irritabilidade e padrão deficiente de sono. Mas se seu bebê for mais um que não tem o sono alterado pelo consumo de café pela mãe, existem outros bons motivos para não exagerar no consumo de cafeína. Nos primeiros meses de vida, a exaustão é grande e cada minuto de sono é valioso. Se a mãe utiliza o café para se manter acordada, pode ser que ela perca a oportunidade de descansar enquanto o bebê dorme a tarde. Além disso, a cafeína tem efeito diurético e durante a amamentação a hidratação adequada é essencial para uma boa produção de leite.

Bebidas alcoólicas: Enquanto os efeitos nocivos do consumo de bebida alcoólica durante a gestação estão bem estabelecidos, as consequências o álcool durante o período da amamentação foram pouco estudados. Mas alguns dados já foram identificados como: sabemos que metade das mulheres dos países ocidentais consomem álcool durante o período da amamentação; o consumo de bebida alcoólica pode reduzir a produção de leite; o etanol passa no leite materno nas mesmas concentrações presentes no sangue da mãe e quando comparados aos adultos, o recém nascidos tem a metade da capacidade de metabolizar, ou seja, eliminar o etanol de seu corpo. Como não existem recomendações especiais para mães que amamentam, é bom evitar qualquer tipo de bebida alcoólica durante esta fase de extrema importância para a saúde do bebê.

Leite e derivados: O bebê pode apresentar tanto intolerância à lactose como alergia a proteína do leite de vaca e seus derivados. A mãe ao consumir laticínios passa pelo leite proteínas que podem causar alergias no bebê, pois seu sistema digestivo não é capaz de digerir as proteínas e seu sistema imunológico entende que essa proteína é um agressor ao organismo do bebê. Na intolerância a lactose, um carboidrato do leite de vaca, o bebê não tem ou produz pouca lactase, uma enzima de digere a lactose que também é passada no leite materno. No bebê amamentado, tanto a intolerância como a alergia ao leite de vaca podem causar sintomas parecidos como sangue nas fezes, diarreia, cólicas, assaduras e choro intenso. Na alergia, a pele e o sistema respiratório também podem ser afetados e o grau de alergia pode variar de imediato e grave até uma forma mais crônica e branda de alergia.

Oleaginosas: Algumas crianças desenvolvem hipersensibilidades ou alergias a oleaginosas consumidas pela mãe. O grupo das oleaginosas é formado por nozes, castanhas, amêndoas, amendoim, pistache entre outros. Não é muito comum no Brasil, mas nos EUA, por exemplo, o amendoim é uma causa importante de alergia alimentar.

Outros alimentos

Os primeiros meses de vida da criança são de acelerado desenvolvimento e formação de tecidos e ainda não se sabe todos os fatores que interferem positivamente e negativamente na saúde da criança. Os estudos com aditivos alimentares durante a amamentação ainda são escassos. Mas sabe-se que corante artificial tartrazina (FD&C amarelo#5), sulfitos e glutamato monossódico são causadores de reações alérgicas. A tartrazina pode ser encontrada em produtos industrializados como sucos, gelatinas e balas enquanto o glutamato monossódico pode estar presente nos produtos salgados como temperos industrializados. Já os sulfitos são usados como preservativos em alimentos como frutas desidratadas, vinhos e sucos industrializados.

Se o bebê não apresenta sinal ou sintoma, não é recomendado excluir um alimento da alimentação. A retirada de um grupo de alimento da dieta sem orientação profissional pode causar desequilíbrio na qualidade nutricional do leite. Além disso, pode potencializar o aparecimento de alergias alimentares. Muitas mães acreditam que ao excluir da dieta alimentos potencialmente alergênicos como, leite de vaca, trigo, amendoim, soja, ovo e milho, previnem o aparecimento de alergias alimentares no bebê. Estudos mostram que o efeito pode ser oposto e em alguns casos predispor a criança a alergias no futuro. Mães que consomem alimentos potencialmente alergênicos transferem anticorpos para seu filho através do leite materno, tornando-os mais resistentes a alergias alimentares.

Se você acha que algum alimento pode estar perturbando o bem estar do seu bebê, pode-se retirar o alimento suspeito e observar a reação do bebê. E assim que possível, procurar um profissional capacitado, médico ou nutricionista, para identificar as verdadeiras causas do problema. Lembrando que, cólica, corisa, agitação e sono desregrado não são sintomas exclusivos de hipersensiblidade a componentes da dieta materna e podem ter outras causas não relacionadas a alimentação.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.minhavida.com.br/

Visite nosso site: http://www.vivamelhoronline.com.br

Aleitamento Materno: Confira os Benefícios

Campanha-Leite-Materno-2015

Leite materno é importante para a formação do cérebro dos bebês

O leite é o principal alimento nos nossos primeiros meses de vida, mas sua importância se estende ao longo dos anos – fonte de proteínas, vitaminas e minerais, como cálcio, magnésio, potássio e sódio, ele é parte importante da alimentação, como explicam a pediatra Ana Escobar e a nutricionista Raquel Francischi.

Aleitamento materno

Segundo as médicas, os bebês devem tomar leite materno exclusivamente até os 6 meses de vida – além de prevenir infecções, ele tem uma gordura que ajuda na formação do cérebro.

A pediatra Ana Escobar informa que essa gordura, a DHA, ajuda a “encapar” uma parte do neurônio, aumentando a velocidade dos impulsos nervosos e a capacidade de aprendizado e raciocínio da criança. Já o leite de vaca, por outro lado, não é ideal para os pequenos, como alertou a nutricionista Raquel Francischi, a não ser que a criança não possa mamar por algum motivo. A especialista acrescentou ainda que até mesmo as grávidas devem se preocupar em consumir mais cálcio, já que isso pode evitar complicações na gestação.

Depois que a criança cresce, o leite materno é substituído por outros, como o integral, semidestanado e desnatado, por exemplo. Eles têm quantidades diferentes de calorias e gordura, mas têm uma quantidade muito parecida de cálcio. Vale ressaltar, no entanto, que o cálcio está presente em vários outros alimentos, como iogurtes, queijos, sardinha e vegetais escuros, por exemplo, mas as principais fontes são mesmo os alimentos lácteos.

Quem não pode tomar leite, seja por intolerância ou alergia, pode recorrer a alternativas, como as bebidas vegetais, como mostrou a reportagem da Ana Brito. Preparadas em casa, essas bebidas podem não ter cálcio, mas se forem compradas no mercado, o consumidor precisa olhar no rótulo para verificar se são fortificadas com o nutriente.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://g1.globo.com/bemestar

Visite nosso site: http://www.vivamelhoronline.com.br

Dicas para tranquilizar as Mães

Não, amamentar não dói. A amamentação é um processo natural, o bebê já nasce sabendo sugar o leite e a mãe, ao perceber isso, já sabe o que fazer. O que pode doer é o bico do seio, dependendo da forma que o bebê pegar a mama, por isso as mães devem estar atentas à posição dos bebês durante a amamentação. Os mamilos são muito sensíveis, podem rachar ou ficar feridos com facilidade. Se houver dor, rachaduras nos mamilos e febre pode ser um quadro de mastite. A partir daí é preciso estar atenta e procurar o médico imediatamente.

UIPI-S1

A mãe precisa ter muita paciência, principalmente se o bebê não conseguir pegar o seio logo nos primeiros dias. A mãe precisa insistir e procurar novas formas do bebê se adaptar a esse processo. Pode parecer muita responsabilidade, mas só trará benefícios para o bebê e a mãe.

Não se preocupe com o seu leite, quanto mais estimulado, mais o organismo produzirá o leite, ou seja, quanto mais o bebê se alimentar através do leite materno, mais leite a mãe produzirá. O ato de sucção do bebê funciona como estimulante. O leite vai diminuindo quando a mãe amamenta com menos frequência, por exemplo:

  • Quando o bebê começar a se alimentar com outros alimentos como papinhas e frutas, a amamentação vai diminuir e consequentemente o leite também.

Somente 2% das mulheres têm dificuldade em produzir leite, mas nesse número estão inclusas as que têm alguma disfunção específica, como problemas com a tireoide ou sofreu intervenções cirúrgicas, como redução mamária.

O corpo muda para receber o bebê e o aumento dos seios é uma das mudanças mais marcantes das mulheres. A pele aumenta para se adaptar ao novo peso e formato dos seios, por isso quando os seios são “esvaziados” cria-se a impressão de seios caídos e flácidos. O que acontece é um acúmulo de pele na região e também a ilusão de ótica da própria mulher, pois a mãe acaba se acostumando com o tamanho exagerado dos seios durante a gravidez e amamentação e quando eles voltam ao normal ela nota a diferença. O processo de flacidez dos seios aconteceria com ou sem a amamentação. Se não por gravidez, por processo natural de envelhecimento.

Algumas mães decidem colocar próteses de silicone para preencher o espaço onde tem pele, porém ficam “com o pé atrás” a cerca de possivelmente terem outros filhos, com medo de que o silicone possa interferir na amamentação.

A prótese de silicone não influencia a amamentação, por isso é possível amamentar mesmo com a prótese. Já a redução mamária pode comprometer a amamentação. A diferença é que a prótese de silicone fica abaixo da glândula mamária, não entra em contato com o leite, porém no processo de redução mamária a mama sofre interferências que podem prejudicar as glândulas e o processo de amamentação.

O ideal é que a amamentação seja única e constante até os 6 meses de vida, após os 6 meses o bebê pode receber outros alimentos, mas a amamentação deve ser mantida até os 24 meses. A regra vale tanto para as meninas, quanto para os meninos.

Os filhos mudam muito e são diferentes, até mesmo quando são gêmeos, mas não por serem meninos ou meninas e sim por serem pessoas diferentes, cada um têm a sua personalidade. Porém, no caso da amamentação, ela deve ser mantida igualmente para ambos.

Para que a mãe se acostume a essa nova condição, é indicado que desde o Pré-Natal ela faça exercícios para estimular os seios e os mamilos. Assim a amamentação se torna um processo natural para ela e para o bebê.

É indicado que a mãe:

  • Tome sol nos mamilos por pelo menos 10 minutos entre às 8h e 10h, isso faz com que a pele do mamilo fique mais resistente e evita rachaduras;
  • Friccione uma toalha felpuda no mamilo, esse processo também dá mais resistência à pele, evitando fissuras ou ardências;
  • Lave os mamilos somente com água, os sabonetes podem retirar a hidratação natural;
  • Massageie os seios, a fim de estimular a descida do leite, fazendo movimentos de compressão com as mãos;
  • Estimule a saída da primeira secreção, assim facilita a passagem do leite e a sucção do bebê.

Além de ser importante para o desenvolvimento físico do bebê e protege-lo contra doenças, a amamentação também impede o mau crescimento e a flacidez dos músculos do rosto do bebê, pois o processo de “pegada” com o bico do seio da mãe o estimula a trabalhar essa área específica.

A pegada correta também estimula o bebê a respirar corretamente, pois como fica com a boca totalmente encaixada no seio da mãe o bebê precisa respirar pelo nariz, assim exercitando a maneira correta.

A amamentação só não é boa quando não é executada. Amamente!

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://onofre.com.br

Visite nosso site: http://www.vivamelhoronline.com.br

Ministério da Saúde e Fundação Gates financiam estudos sobre os Nascimentos Prematuros

O Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia e a Fundação Bill & Mellinda Gates abriram o edital de pesquisa Grandes Desafios Brasil: Prevenção e Manejo dos Nascimentos Prematuros. Serão investidos R$ 16 milhões em estudos inovadores que visem melhorar o cenário da prematuridade no Brasil: compreender mecanismos biológicos que contribuem para o nascimento prematuro e possam indicar tratamento para aliviar suas consequências.

logo_redecegonha_web

Também podem participar projetos de produtos para prevenir, detectar ou cuidar de bebês prematuros; e estudos que promovam mudanças de comportamento em relação a esta questão. Candidatos podem se inscrever até 7 de maio. Poderão se candidatar, além da comunidade científica e acadêmica (detentores de titulação de mestrado e doutorado), jovens empreendedores, empresários da iniciativa privada com fins lucrativos e organizações não governamentais.

O anúncio do edital foi feito nesta terça-feira (26), no Rio de Janeiro, durante a VII Conferência da Rede Global de Academias de Ciências (IAP), que acontece no Hotel Rio Othon Palace desde domingo, e reúne a comunidade científica internacional. O tema do evento é Ciência para a Erradicação da Pobreza e o Desenvolvimento Sustentável.

“As complicações relacionadas ao nascimento prematuro são a primeira causa da mortalidade neonatal e a segunda principal causa de morte em crianças menores de cinco anos no mundo. O Ministério da Saúde acredita que soluções desenvolvidas no Brasil podem ter grande impacto dentro e fora do país. Por isso a parceria com a Fundação Gates é um marco da politica de pesquisa do ministério”, afirmou o secretário de Ciência e Tecnologia, Carlos Gadelha, durante o principal encontro das academias nacionais de ciências do mundo.

A iniciativa Grandes Desafios Brasil está alinhada ao programa Rede Cegonha. Esta é a primeira ação da cooperação internacional entre o Ministério da Saúde e a Fundação Gates.

Assinada em abril do ano passado, a parceria visa apoiar a pesquisa e a inovação em áreas de interesse comum, como vacinas, nutrição, saúde materno-infantil e controle de doenças infecciosas.

RECURSOS – O investimento de R$16 milhões será disponibilizado em duas etapas de igual valor. Para a primeira etapa, a chamada terá o financiamento de R$8 milhões, sendo R$4 milhões da Fundação; R$2 milhões do Ministério da Saúde e outros R$2 milhões do CNPq/MCTI. A segunda etapa está condicionada ao desempenho dos estudos e corresponde a um financiamento com duração de dois anos.

Rede Cegonha – Criada em 2011, a estratégia fortalece a assistência integral à saúde de mães e filhos,  desde o planejamento reprodutivo, passando pela confirmação da gravidez, parto, pós-parto, até o segundo ano de vida do bebê. O objetivo é garantir acolhimento e captação precoce da gestante, além de ampliar o acesso aos serviços de saúde e melhorar a qualidade do pré-natal. Presente em mais de 4,9 mil municípios de todo o país, a Rede já atende cerca de 2,6 milhões de mulheres, ou seja, 96% do total de gestantes usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS).

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://portalsaude.saude.gov.br

As melhores praias do Brasil para bebês

Infra-estrutura é a palavra-chave na hora de escolher uma praia para curtir com o bebê. Isso quer dizer que o lugar deve contar com boas condições hoteleiras, alimentares e sanitárias para que a estada da família seja tranquila.

criana_praia
A verdade é que talvez este não seja o melhor momento da sua vida para escolher, por exemplo, uma praia isolada do resto da humanidade. Ninguém quer sair de férias ou passear pensando em emergências, mas com a presença de uma criança pequena na família não dá para descartar surpresas.

Por que tanta precaução? Porque o bebê pode sentir sono ou fome fora do horário, pode se sujar para além de uma simples troca de roupa ou até vir a ter, justo no meio das férias, um febrão repentino. Lembre-se de que seu filho estará vivendo uma situação diferente do cotidiano de casa e que seu corpo pode vir a se ressentir disso.

O mais cômodo para você — e para o bebê também — é se instalar numa faixa de areia que tenha uma “base de apoio” por perto, para trocas de fralda, alimentação e um soninho da tarde. Se conseguir chegar ao hotel, pousada ou casa de praia em uma rápida caminhada, melhor.

Alguns resorts voltados para famílias contam com facilidades como berçário e copas de bebê equipadas com frutas, microondas, geladeiras e cadeirões.

Caso não seja possível se hospedar tão perto do mar, escolha uma praia que tenha pelo menos um banheiro limpinho nas redondezas (pode ser o de um restaurante ou de uma barraca confiável e bem estruturada).

Evite praias sujas. Informe-se sobre a qualidade da água na imprensa local — as entidades estaduais costumam divulgar boletins com o nível de poluição de cada praia. E fuja daquelas onde se ouve música alta o dia inteiro. Não pense que “se eu gosto, meu filho vai gostar também” — bebês têm ouvidos sensíveis e podem se irritar facilmente.

Algumas praias brasileiras testadas e aprovadas por pais e mães de filhos pequenos

• Baleia, São Sebastião (SP) — Esta praia do litoral norte paulista é preservada e bem familiar, com uma areia mais durinha que permite até o trânsito de carrinhos de bebê à beira do mar, bastante calmo.

• Barra do Saí, São Sebastião (SP) — Neste local, você pode proporcionar a seu filho as primeiras experiências de brincadeiras na água salgada sem medo de o mar ficar agitado. Só é preciso ficar de olho nas pedras do canto direito da praia.

• Barra do Una, São Sebastião (SP) — Além do mar calmo semelhante ao da Barra do Saí, aqui você encontra um atrativo a mais para a família: passeios de barco que partem das marinas locais.

• Praia de Bombinhas, Bombinhas (SC) — As pousadas contam com quartos espaçosos e, às vezes, até com cozinha. Muitas delas têm um ar de casa de praia, deixando pais e filhos bem à vontade. O mar é calmo nesta região, e há várias piscinas naturais, motivo que talvez explique a presença de tantos bebês.

• Costa do Sauípe, distrito de Mata de São João (BA) — Os resorts do complexo têm uma infra-estrutura ótima para bebês, com berçário, baby-sitters, copa do bebê e até “pratos” especiais nos restaurantes.

• Enseada, Guarujá (SP) — A vantagem desta praia do Guarujá é ser recheada de hotéis, postos de salva-vidas com chuveiros e sanitários, além de quiosques que disponibilizam cadeiras e guarda-sóis. Aqui você encontra também um enorme aquário, o Acqua Mundo, que com certeza vai entreter toda a família (crianças até 2 anos não pagam). Só fique atento à superlotação da praia na altíssima temporada.

• Juqueí, São Sebastião (SP) — A faixa de areia plana e o mar calmo explicam por que o lugar é um dos favoritos de tantos pais e mães com filhos pequenos. Mas não é só isso. Além dos vários hotéis e pousadas bem estruturados (alguns até com clubinhos infantis), Juqueí conta com dois pequenos shoppings centers.

• Jurerê Internacional, Florianópolis (SC) — Localizada em um bairro residencial de alto padrão, a praia tem excelente infra-estrutura, incluindo parquinho, sombra e água fresca. Na alta temporada, há eventos para a família inteira, e os irmãos mais velhos dos bebês podem brincar com monitores.

• Lagoa da Conceição, Florianópolis (SC) — Trata-se de uma lagoa calminha, margeada por árvores frondosas com sombra para deixar o carrinho ou até estender uma canga para o bebê engatinhar à vontade. Tem ainda uma variedade de restaurantes, bares e pedalinho.

• Lagoinha do Norte, Florianópolis (SC) — O mar calmo permite que você entre na água com o bebê sem sustos. Os restaurantes e bares da área disponibilizam mesinhas na areia, e os vendedores ambulantes de bóias coloridas dão um charme extra ao lugar.

• Leblon, Rio de Janeiro (RJ) — O chamado “Baixo Bebê”, em frente à rua Venâncio Aires, tem uma das maiores concentrações de carrinhos por metro quadrado de areia do país. Este badalado point de bebês cariocas tem também um parquinho, o que ajuda a explicar por que atrai tantas babás, papais e mamães a qualquer dia da semana.

• Meaípe, Guarapari (ES) — Possui três itens que combinam bem com bebês: mar calmo para molhar os pés, sombras proporcionadas por castanheiras e infra-estrutura de barracas, bares e restaurantes.

• Porto das Dunas, Aquiraz (CE) — A praia abriga um grande parque aquático, o Beach Park, e possui resorts e pousadas muito bem estruturadas para acolher famílias.

• Porto de Galinhas, distrito de Ipojuca (PE) — Os vários resorts da região oferecem quartos espaçosos para famílias, berçários e copas especiais para as mamães prepararem papinhas ou mamadeiras a qualquer hora do dia e da noite. Para quem está com orçamento mais apertado, também possui pousadas bem estruturadas para acomodar as necessidades das crianças.

• Praia do Forte, distrito de Mata de São João (BA) — As boas opções de pousadas e os resorts ficam perto da praia, facilitando as idas e vindas para troca de fraldas ou um descanso da tarde.

• Stella Maris, Salvador (BA) — As várias barracas da praia quebram muitos galhos e evitam muitas idas e vindas dos pais. Na maré baixa, as piscinas naturais são perfeitas para molhar e refrescar os bebês um pouquinho.

• Veloso, Ilhabela (SP) — O mar não é agitado e as árvores da praia formam boa sombra para proteger a família toda do sol. Outra vantagem é que não é turística demais, o que garante um ambiente mais sossego para as crianças menores.

• Villas do Atlântico, Lauro de Freitas (BA) — Essa praia próxima a um condomínio residencial ao norte de Salvador, a caminho do aeroporto, tem piscinas fantásticas quando a maré está baixa.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://brasil.babycenter.com

Sem dinheiro para presentear no Dia das Crianças?

Com o Dia das Crianças acontecendo no próximo dia 12, é impossível evitar certa ansiedade, ainda mais se o presente dos pequenos ainda não foi providenciado. Por isso, para aqueles que ainda não foram às compras e não querem gastar muito, sugerimos que o papai troque as lojas de brinquedos habituais pelas chamadas feiras de trocas.
 
Para quem não conhece, as feiras de troca se resumem a feiras de intercâmbio de produtos: além de você se livrar de algo que não usa mais, sai de lá com algo em bom estado e novo, para você. A maioria das feiras também permite a troca de produtos por serviços, mas sempre sem envolver dinheiro: essa é a graça e a essência da feira de trocas. 
 
Os princípios básicos dessas feiras são substituir o lucro e a acumulação de capital pela cooperação e valorização do trabalho. Por isso é fácil encontrar opções viáveis e sem custo, visto que toda a negociação é feita à base de troca. Vale lembrar ainda que muitas dessas feiras adotam um sistema de pontos ou uma “falsa moeda”. Assim você só obtém um determinado objeto caso consiga juntar determinado número de pontos. Isso ocorre devido à dificuldade de determinar os valores de diferentes objetos.
 
O Instituto Alana recentemente lançou um grande movimento para a realização de feiras de troca de brinquedos por todo o Brasil. Ao invés de presentear os pequenos com brinquedos novos, o instituto convida as famílias a participar de uma feira de troca no dia 06 de outubro. É bastante simples: a criança leva aquele brinquedo que já não tem tanta graça pra ela, mas que pode ser uma novidade e tanto para outra criança. Ficou interessado? Veja aqui quem já está organizando suas feiras ou, caso não encontre a sua cidade no mapa, mobilize seus amigos e participe! 
 
E as feiras de troca podem ser encontradas por todo o Brasil. Além disso, as regras devem ser explicadas aos pequenos, que vendo que cuidar dos seus pertences pode lhe trazer frutos no futuro, logo irão valorizar e cuidar muito mais dos brinquedos, para que a possibilidade de troca exista. 
 
Para o caso do Dia das Crianças, é interessante levar o pequeno à feira para ver o que está disponível. Assim que ele se der conta de que seus brinquedos antigos podem ser trocados por alguns que nunca teve, verá o quão interessante é se desapegar de objetos esquecidos desde que bem cuidados. Acaba que a feira de trocas se torna uma opção divertida e educativa para todos, e não só no feriados das crianças.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.idec.org.br/

Prevenção contra Obesidade Infantil começa com Educação de Mães, diz pesquisa

Obesidade infantil é um assunto que, vira e mexe, está presente tanto na mídia quanto nas rodas de mães. Pudera! Afinal, existem hoje em todo o mundo 43 milhões de crianças obesas e acima do peso em idade pré-escolar. Os números são de pesquisadores da Universidade de Sidney e da Western South Sidney e Sidney Medical School, na Austrália, que defendem a educação das novas mães para combater o problema.


Se você tem receio de que o seu filho sofra com excesso de peso, fique de olho nas suas atitudes. Afinal, você bem sabe que ele aprende por meio do seu exemplo, assim será a partir dos seus hábitos que ele vai ter (ou não) uma boa relação com a comida. Realizada com 667 mães de primeira viagem e seus filhos de até 5 anos, a pesquisa, publicada no British Medical Journal, no Reino Unido, revelou que há três pontos fundamentais relacionados com a obesidade infantil: a introdução dos alimentos sólidoscomo as crianças são alimentadas e quanto tempo elas passam em frente à TV.

Para o primeiro ponto destacado pelos pesquisadores, vale reforçar que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o aleitamento materno exclusivo deve acontecer até os 6 meses. Segundo Rosangela Rea, endocrinologista do Hospital Pequeno Príncipe (PR), neste período são estabelecidas a experiência sensorial da criança e de suas preferências alimentares futuras. Como o sabor do leite materno se modifica de acordo com a alimentação da mãe, a criança aprende a aceitar diferentes gostos, inclusive de frutas, legumes e verduras.

Acontece que não são todas as mães que conseguem esse tempo todo de licença-maternidade. Assim, muitas vezes introduzem os alimentos sólidos mais cedo e nem sempre da maneira correta. Por medo de que fiquem ser nutrientes necessários, alguns pais podem exagerar e fazer com que a criança coma mais do que realmente precisa. Se você está aflita com a alimentação do seu filho, converse sempre com o pediatra.

Cuidados desde a primeira papinha 

Fique de olho no preparo dos primeiros alimentos sólidos que você dá ao seu filho. Um dos erros mais comuns, diz Rubens Feferbaum, pediatra e nutrólogo do Hospital Infantil Sabará (SP), é incluir alimentos muito energéticos e pouco protéicos na alimentação da criança.

“As mães costumam colocar muita batata, arroz e grãos em geral e pouca carne nas papinhas”, diz ele. E essa comida precisa estar bem balanceada: ou seja, ter uma fonte de carboidrato (arroz, macarrão), uma de proteína (carne, frango) e duas de legumes ou verduras. E fuja do sal. Se for usar, só uma pitada (mesmo!). Para Feferbaum, ele nem deveria ser acrescentado, já que os alimentos possuem a quantidade necessária de sal para o bebê. “É desde o início que se estabelece bons hábitos”, reforça. Abuse de temperos, como salsinha, cebolinha, por exemplo, que dão sabor à papa.

Assim como o cuidado com o sal, o açúcar também é outro vilão. Por isso, nada de adoçar sucos e o leite do seu filho. Esses alimentos, por exemplo, já trazem seu açúcar natural. E não se esqueça: variedade de frutas e muita água também devem fazer parte do cardápio diário.

Hábitos dos pais = hábitos dos filhos

O segundo fator que os cientistas australianos ressaltam como um risco de obesidade é a maneira como você alimenta seu filho. A rotina aqui é peça fundamental. Estabeleça horários para a criança fazer as refeições, e sentada à mesa. Nada de TV ligada ou prato em cima do colo no sofá da sala. Sempre que possível, faça uma das refeições do dia com o seu filho. Vai ser importante ele ver como você se porta (e o que come e bebe!) e ter o seu incentivo para que experimente novos sabores.

O terceiro item destacado na pesquisa é o tempo em que a criança passa na frente da TV. O mesmo vale para jogos de videogame e computadores. Ambos influenciam a quantidade de atividade física que a criança faz (como brincar de pega-pega com os amigos), sem contar que ela tende a comer mais besteiras enquanto fica na frente das telas. Um estudo anterior, realizado pela Universidade de Harokopio, na Grécia, já havia alertado que ter esses aparelhos no quarto da criança era um fator de risco para a obesidade, já que ela se acomoda ainda mais a ficar dentro em casa.

Agora, se você também fica horas na frente da TV e nunca se exercita, vai ser difícil convencer o seu filho do quanto é importante ter hábitos saudáveis. E não precisa muito: fazer caminhadas no quarteirão da sua casa, levar o cachorro para passear, andar de bicicleta com seu filho no parque sempre que possível, brincar no playground do prédio com ele e até dançar na sala de casa já são maneiras de fazer todo mundo se mexer.

Falar de obesidade

Um estudo no Reino Unido publicado no site da revista Children and Younk People Nowmostra que o maior medo dos pais ao conversar com os filhos que estão acima do peso é desencadear algum tipo de distúrbio alimentar no futuro. Dos 1.000 pais entrevistados pelos estudiosos, 37% disseram que temem diminuir a autoestima do filho ao falar sobre peso com ele e 32% revelaram sentir dificuldade para ajudar a criança a se manter saudável.

Você não precisa dizer que ele está gordo! Basta falar sobre a importância de uma alimentação e hábitos mais saudáveis de vida e mostre que você está junto com ele nessa mudança de rotina. O maior problema da obesidade infantil é educacional, é preciso que toda a família mude o estilo de vida. E todos vão ganhar com isso, acredite!

Dicas para ajudar seu filho a ser sempre saudável
– Dê muito carinho ao seu filho durante a amamentação. Escolha um local tranquilo para amamentar e, se preferir, coloque uma música suave para aconchegar este momento;
– Respeite seu apetite. Não o force a comer quando não está com muita fome e cuidado com as porções e/ou restrições exageradas;
– No copo, prefira água. Evite sucos de caixinha, ricos em sódio. Opte por água de coco e sucos naturiais.
– Estabeleça uma rotina para as refeições, com a família unida à mesa, sempre que possível, e ambiente agradável e tranquilo;
– Não engane e não faça chantagem para a criança comer. Nada de “aviãozinho” e doce especial de sobremesa se ela comer tudo o que está no prato. Seu filho precisa aprender a importância da boa alimentação. Converse com ele desde cedo sobre isso;
– Seja exemplo. Alimentação saudável e exercícios físicos devem fazer parte da sua rotina.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://revistacrescer.globo.com/

Grávidas, bebês e profissionais da saúde serão vacinados contra gripe

Data: 18/03/2011

Fonte: O Estado de São Paulo

Experiência com a pandemia de gripe suína leva o Ministério da Saúde a adicionar essas pessoas à campanha anual de imunização, ao lado de idosos e indígenas; serão 65 mil postos de vacinação e expectativa de imunizar 23,8 milhões de brasileiros

 

Gestantes, crianças de 6 meses a 2 anos e profissionais de saúde passam a integrar a partir deste ano a Campanha Nacional de Vacinação, ao lado de idosos e indígenas. A mudança, anunciada ontem pelo Ministério da Saúde, foi tomada com base na experiência da pandemia de gripe suína.

Na época, gestantes e crianças menores de 2 anos mostraram ser, ao lado dos idosos, os mais suscetíveis para desenvolver casos graves de infecção. Profissionais de saúde foram incluídos por razão semelhante. “Eles podem ser a porta de entrada do vírus quando tratam de crianças e idosos. Daí a necessidade da vacinação desse grupo”, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa. De acordo com a pasta, 75% das infecções respiratórias em idosos e menores de 2 anos ocorrem por vírus influenza.

A vacinação deste ano começa no dia 25 de abril e vai até 13 de maio. No primeiro sábado da campanha será realizado o Dia de Mobilização, quando postos de todo o País ficam abertos para vacinar o público-alvo da campanha. Neste ano, 65 mil postos de vacinação serão instalados.

A expectativa é imunizar 23,8 milhões de brasileiros. Pela primeira vez, parte das vacinas usadas na campanha será produzida pelo Instituto Butantã. Em 2011, foram adquiridos 33 milhões de doses, ao custo de R$ 229 milhões. A incorporação dos três novos grupos para vacinação contra gripe, de acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, é definitiva.

Região Norte. Nos próximos meses, outra mudança estratégica poderá ser definida: a alteração no calendário para vacinação na Região Norte do País. Alguns trabalhos demonstram que a população dessa região estaria mais vulnerável aos vírus circulantes no Hemisfério Norte. Além disso, o maior risco de aumento de casos de gripe naquela região seria nos primeiros meses do ano.

“Vamos aguardar a análise de vários trabalhos para verificar se a mudança é de fato necessária”, disse Barbosa. A expectativa é de que até julho a decisão seja tomada. “Mas, para este ano, o calendário está confirmado. O público-alvo, qualquer que seja a região em que mora, deverá procurar os postos entre 25 de abril e 13 de maio”, afirmou o secretário.

Três vírus. A vacina deste ano será feita com cepas dos três vírus que mais circularam no Hemisfério Sul em 2010, entre elas a do H1N1 (que causa a gripe suína). O ministro Padilha assegurou que a inclusão não está relacionada a um risco de retomada da infecção. “Esse foi um procedimento de rotina. Todos os anos são usadas para a vacina as cepas dos vírus mais comuns no inverno anterior”, explicou.

Para ficar imunizado contra a gripe, é preciso vacinação anual. Uma dose é suficiente. A exceção fica por conta das crianças com idade entre 6 meses e 2 anos. Esse grupo deve receber duas aplicações, com intervalo de 30 dias entre elas.

“A vacina é segura”, disse Barbosa. Apenas pessoas com alergia a ovo devem ficar longe do imunizante. Aqueles com problemas na produção de anticorpos, seja por problemas genéticos ou por uso de remédios, devem consultar o médico ou um centro de referência antes de se vacinar.

PARA LEMBRAR

Epidemia de gripe suína matou 18,4 mil

Os primeiros casos de gripe suína foram registrados em abril de 2009 nos EUA e no México. Duas semanas depois, havia doentes na Europa e na Ásia. A propagação do vírus H1N1 foi rápida e, em junho daquele ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a gripe suína havia se tornado pandêmica. Governos se mobilizaram para comprar vacinas e antivirais e imagens de milhares de pessoas em fila à espera do imunizante rodaram o mundo. Em muitos países houve sobra de vacinas. Grupos farmacêuticos tiveram lucros milionários e a OMS foi acusada de espalhar pânico desnecessário. Estima-se que em um ano o H1N1 tenha matado 18,4 mil pessoas.

CAMPANHA

Quem será vacinado
Pessoas com 60 anos ou mais, população indígena, crianças com idades entre 6 meses e 2 anos, gestantes e profissionais de saúde.

Doses
Crianças entre 6 meses a 2 anos devem tomar duas doses da vacina, com intervalo de 30 dias entre cada aplicação. Os demais grupos receberão apenas uma dose.

Duração da campanha
De 25 de abril a 13 de maio. No dia 30 de abrir ocorrerá o Dia de Mobilização Nacional.

Contraindicação
Pessoas com alergia a ovos não devem tomar a vacina. Pessoas com deficiência na produção de anticorpos devem consultar o médico antes de tomar a vacina.


Twitter @vivamelhor

Enter your email address to follow this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se aos outros seguidores de 2.164

Calendário

setembro 2020
S T Q Q S S D
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
282930  

Arquivos

Estatísticas do Blog

  • 998.344 hits

%d blogueiros gostam disto: