Asma na Infância

Não há nada mais triste e assustador do que presenciar uma criança com tosse seca, chiado no peito e falta de ar, praticamente sem fôlego, pique e ânimo para participar de brincadeiras.

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O problema é que o risco dos futuros papais precisarem enfrentar e presenciar cenas como essas está cada vez maior.

Estima-se que existam 300 milhões de pessoas com as ma no mundo e que uma a cada 250 mortes seja atribuída a este processo inflamatório crônico que atinge os pulmões e brônquios. Hoje é a enfermidade mais comum em crianças.

Um estudo mundial sobre alergias e asma na infância a pre sentado no 14º Congresso Latino-americano de Pediatria, realizado há poucas semanas, em Punta Cana, República Dominicana, mostrou que os índices dessa doença respiratória continuam aumentando entre os escolares e que ela já pode ser considerada um problema de saúde pública. De acordo com o International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) – que nos últimos oito anos avaliou meninos e meninas na faixa etária dos seis e sete anos -, na América La tina, o aumento do número de casos de asma variou de 19,9% em 1997 para 21,4% em 2006. A região, aliás, no contexto mundial, é a que apresenta a terceira maior taxa de asma na população (20,10%), só perdendo para a América do Norte (20,3%) e Oceania (24,25%). No Brasil, 21,3% das crianças apresentavam algum grau de asma em 1997. Em 2006, este índice pulou para 24,4%.

Fatores de risco
 Histórico familiar, presença de parentes de primeiro grau com alergias, especialmente se for a mãe.

Bebês que não foram submetidos a aleitamento materno.

Introdução precoce a alimentos que podem causar alergias, como leite de vaca, ovos, amendoim, nozes, peixes. Recomenda-se que o leite de vaca seja introduzido só após um ano de idade; ovos, após os dois anos; e peixes, nozes e amendoim, após os três anos.

Exposição freqüente ao cigarro.

Quanto às razões para estes números, os especialistas ainda não sabem precisar. Mas sugerem fatores ambientais como os culpados, além de uma predisposição genética (bebês com algum parente alérgico, especialmente a mãe). “Acreditamos que a pobreza, a poluição, a industrialização e a umidade no clima dos países tropicais possam interferir, favorecendo o contato com os alérgenos (os agentes desencadeantes das crises asmáticas, como poeira e mofo)”, explica o médico mexicano Ma nuel Baeza, pesquisador da Universidade Autônoma de Yucatán e coordenador do ISAAC no México.

Segundo os especialistas, as armas para barrar esse avanço da asma no mundo, e especialmente na infância, são mais simples do que as pessoas imaginam. Segundo o especialista mexicano, a primeira recomendação é o investimento na prevenção primária, antes que o bebê desenvolva os primeiros sinais de que poderá ser uma vítima futura da asma.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://revistavivasaude.uol.com.br

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