Surdez Ocupacional

Perda da audição, por lesão do ouvido interno, provocada pela exposição ao ruído ou à vibração existentes nos ambientes de trabalho.

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A surdez induzida pelo ruído é, atualmente, uma das doenças profissionais mais freqüentes no Brasil, respondendo por cerca de metade dos casos de doenças profissionais registradas no país. Embora o ruído ocorra nas mais variadas atividades produtivas, a maior exposição ocupacional ocorre nos setores metalúrgico, mecânico, gráfico, têxtil, químico-petroquímico, alimentos, bebidas e de transportes.

Notificação da Surdez profissional

Considera-se doença profissional, com obrigatoriedade de notificação à Previdência Social através da emissão da Comunicação de Acidentes de Trabalho – CAT, toda alteração do limiar auditivo que supere o valor de 25 decibéis, desde que apresente história ocupacional e traçado audiométrico compatíveis: exposição a ruído e alterações no audiograma que se iniciam e são mais acentuadas nas freqüências altas (6000, 4000 e 3000).

Sintomas principais

Diminuição gradual da audição, decorrente da exposição continuada a níveis elevados de ruído;

a instalação da surdez profissional é influenciada, principalmente, pelos seguintes fatores: tempo de exposição, susceptibilidade individual e características físicas do ruído (tipo, espectro e nível de pressão sonora);

a perda da audição é sempre decorrente de lesão do nervo auditivo, em razão do dano causado às células do órgão de Corti localizado no ouvido interno, e pode ser agravada pela exposição simultânea a produtos químicos e às vibrações. Uma vez instalada, a perda auditiva é irreversível e quase sempre atinge os dois ouvidos;

manifesta-se, primeira e predominantemente, nas freqüências altas (sons agudos de 6000, 4000 e 3000 Hertz ) e, com o agravamento da lesão, estende-se às freqüências baixas (sons graves de 2000, 1000, 500 e 250 Hertz);

raramente leva à perda auditiva profunda pois, geralmente, não ultrapassa os 40 decibéis nas baixas  freqüências e os 75 decibéis nas freqüências altas, atingindo o seu nível máximo após cerca de 10 a 15 anos de exposição sob condições estáveis de ruído. Uma vez cessada a exposição ao ruído intenso, não deverá haver progressão da surdez profissional;

além da perda auditiva podem ocorrer intolerância a sons intensos, zumbidos, dificuldades na comunicação social e outros comprometimentos orgânicos, tais como estresse, distúrbios da atenção, do sono e do humor, alterações transitórias na pressão arterial, distúrbios gástricos, entre outros sintomas.

Tratamento

A perda auditiva induzida pelo ruído é de natureza nervosa (neurossensorial) e, portanto, irreversível, pois as células sensoriais do órgão de Corti não se regeneram depois de destruídas. Não existe tratamento clínico para restaurar a audição e os aparelhos de amplificação sonora individual (aparelhos de surdez) são de difícil adaptação. O melhor procedimento diante da surdez profissional ainda é a prevenção.

Programa de Conservação Auditiva – PCA

O Programa de Conservação Auditiva – PCA é um conjunto de medidas a serem desenvolvidas pela empresa com o objetivo de prevenir a instalação ou a evolução de perdas da audição, devendo contemplar, pelo menos, a avaliação ambiental do ruído, o monitoramento da exposição ao ruído, medidas de proteção coletiva e individual, um programa de controle médico e um programa educativo.

Avaliação ambiental (mapeamento de área)

Utiliza-se um medidor portátil de nível de pressão sonora (decibelímetro), sendo que as medições devem ser realizadas por profissionais habilitados. As medições devem ser realizadas em condições operacionais normais, juntamente à zona auditiva do trabalhador. No mapeamento de cada área, os pontos de medição deverão corresponder às intersecções de uma malha de 3 x 3 metros. Os tempos de exposição aos níveis de ruído não devem exceder os limites de tolerância fixados nos Anexos Nº 1 e 2 da NR-15 da Portaria 3214/78. De acordo com essa legislação, 85 dB é a máxima exposição permissível para uma jornada de trabalho de 8 horas. Nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam solicitação intelectual e atenção constante, são recomendados níveis de ruído de até 65 dB(A).

Monitoramento da exposição ao ruído

Utiliza-se um dosímetro com critério de 85 dB(A) como limite de tolerância para 8 horas de trabalho. A caracterização da exposição deve ser realizada de maneira individual, buscando definir a dose de ruído recebida por cada um dos trabalhadores do ambiente. Em certas situações, é indicado a utilização da metodologia de “Grupos Homogêneos de Exposição” (AIHA-American Industrial Hygiene Association). As dosimetrias devem ser realizadas em condições operacionais normais e as amostragens devem cobrir toda jornada de trabalho.

Medidas de Proteção Coletiva

Medidas Organizativas

Têm como objetivo alterar o esquema de trabalho ou das operações, produzindo redução da exposição. Exemplos:

redução da jornada de trabalho;

introdução de pausas durante o trabalho;

mudança de setor de trabalho ou alternância para funções compatíveis;

alternância do funcionamento de máquinas e equipamentos ruidosos.

Medidas de Controle Ambiental

São medidas de engenharia que, introduzindo modificações ou mudanças nos equipamentos, provocam alterações na emissão de ruído na fonte ou na transmissão, reduzem o nível de ruído que atinge o ouvido do trabalhador. Exemplos:

implantação e/ou otimização do programa de manutenção preventiva e corretiva em máquinas e equipamentos;

reorganização do “lay-out” da empresa;

introdução de modificações em máquinas e equipamentos (silenciosos);

enclausuramento de máquinas e equipamentos;

isolamento de setores da empresa;

construção de anteparos;

tratamento acústico em paredes e tetos e,

construção de cabines isolantes para pausas durante o trabalho.

Medidas de Proteção Individual: Protetores Auriculares

Os protetores auriculares devem ser fornecidos quando o empregador comprovar a inviabilidade técnica da adoção de medidas de proteção coletiva ou, ainda, em caráter complementar ou emergencial. Os trabalhadores devem ser treinados quanto a correta utilização e manutenção dos protetores auriculares, devendo ser orientados sobre as limitações de proteção que eles oferecem.

Tipos de protetores auriculares

tipo concha: reduz a transmissão aérea e óssea do ruído ambiental;

de inserção: reduz apenas a transmissão aérea, não interferindo na transmissão óssea do ruído ambiental. Podem ser:

moldados: de borracha ou plástico, de forma definida e tamanhos pequeno, médio e grande e são reaproveitáveis;

moldáveis: de algodão, papel, cera ou fibras sintéticas, adotam a forma do canal auditivo e são usados somente uma vez.

Programa de Controle Médico

Monitoramento dos trabalhadores expostos a ruído através de audiometrias realizados por ocasião do exame admissional, seis meses após a admissão e, posteriormente, a cada ano. As diretrizes e os parâmetros mínimos para avaliação e acompanhamento da audição em trabalhadores expostos a níveis de pressão sonora elevados estão estabelecidos no Anexo I do Quadro da NR-7 da Portaria 3214/78.

Programa Educativo

Um programa educativo deve ser desenvolvido com o objetivo de levar ao conhecimento, tanto de trabalhadores como de empregadores, os riscos à exposição ao ruído e as medidas de proteção que podem ser adotadas.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.grupoprevine.com.br

Visite nosso site: http://www.vivamelhoronline.com.br

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