Posts Tagged 'Surdez'

Perda Auditiva

 

happy young woman listening

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que 1,1 bilhão de jovens, em todo mundo, correm risco de sofrer perda auditiva por causa da exposição ao barulho.

Em países desenvolvidos, estima-se que mais de 43 milhões de pessoas, entre 12 e 35 anos, já sofrem de surdez incapacitante. 50% dessa faixa etária está exposta aos riscos pelo uso excessivo de tocadores de MP3 e smartphones, e 40% pelos níveis de ruído prejudiciais de discotecas e bares.

Seguem algumas recomendações da OMS para proteger a audição:

  • Mantenha o volume baixo: o tocador de mp3 não deve exceder 60% do volume total. Use tampões de ouvido em ambientes barulhentos.
  • Limite o tempo gasto em atividades barulhentas: a exposição prolongada ao ruído é um dos principais motivos da perda de audição. É aconselhável breves descansos auditivos e limitar para 1 hora diária o uso de fones de ouvido.
  • Preste atenção aos níveis seguros de exposição ao ruído. Use a tecnologia dos smartphones para ajudá-lo nisso.
  • Preste atenção aos primeiros sinais de perda de audição.

Procure imediatamente um médico se for difícil:

  • ouvir sons agudos, como campainha, telefone ou despertador;
  • entender a conversa por telefone.

 

Fontes:

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/03/150306_ruido_audicao_lgb

http://www.ambep.org.br/saude-auditiva-e-tema-de-palestra-na-ambep-rio/

Imagem: Freepik

Cuide da sua Saúde Auditiva

Você sabia que a exposição diária a níveis intensos de ruído pode fazer com que, no futuro, você apresente algum tipo de perda auditiva? Utilizar fones de ouvido com alto volume por longos períodos de tempo e morar ou trabalhar em regiões com alto índice de poluição sonora são apenas alguns dos fatores que podem, sim, prejudicar a sua saúde auditiva.

Assista e saiba o que fazer para evitar que isso aconteça, neste vídeo de 1 minuto.

Informações parciais da fonte: http://deficienciaauditiva.com.br

Dia Nacional da Surdez – 10 de novembro

Como diz a música, é preciso saber viver… e também envelhecer. Manter uma atitude saudável perante a vida está cada vez mais difícil com a rotina frenética dos dias modernos. Mas buscar alegria e relaxamento, através do convívio com familiares e amigos, é essencial. Para isso, precisamos nos manter conectados ao mundo, precisamos escutar bem os sons das músicas, das conversas, seja em casa ou em restaurantes e casas de show.

dia_surdez2

Entre todas as dificuldades que afetam a vida de um idoso, uma das piores é a perda auditiva. A surdez pode isolar o indivíduo de sua família, de seus amigos e até criar dificuldades no ambiente de trabalho.
Pesquisa realizada pelo site Heart-it comprova que pessoas que sofrem de surdez têm problemas de relacionamento. O que ocorre muitas vezes é um constrangimento, de ambas as partes, devido à dificuldade na comunicação, o que acaba por afastar os deficientes auditivos do convívio em sociedade, podendo acarretar isolamento, tristeza e até mesmo depressão.

“Falar sobre deficiência auditiva nunca é fácil, por causa da resistência que as pessoas têm em admitir a surdez. Mas trazer à tona o problema é a melhor coisa a fazer. Estudos comprovam que o tratamento da perda auditiva, geralmente com o uso de aparelhos auditivos, resulta em melhoras significativas na qualidade de vida do idoso”, afirma a fonoaudióloga Marcella Vidal, da Telex Soluções Auditivas.

Segundo especialistas, muitas pessoas já experimentam algum grau de perda da audição a partir dos 40 anos, por causa do envelhecimento natural do corpo. O processo é diferente em cada um, mas aproximadamente uma em cada dez pessoas nesta faixa etária tem um tipo ou grau de perda auditiva. Depois dos 65 anos, a perda auditiva, conhecida como presbiacusia, tende a ser mais severa. Por isso, o melhor é procurar um especialista aos primeiros sinais de surdez.

“O uso diário do aparelho e o apoio da família são essenciais para que o indivíduo resgate sua autoestima. Infelizmente, muitas vezes, quando se procura tratamento, o caso já está grave. A perda se dá de maneira lenta e progressiva e, com o decorrer dos anos, a deficiência atinge um estágio mais avançado”, explica a fonoaudióloga, especialista em audiologia.

A maioria das pessoas com presbiacusia começa a perder audição quando há um declínio na sua capacidade de ouvir sons de alta frequência (uma conversação contém sons de alta freqüência). Portanto, o primeiro sinal de presbiacusia pode ser a dificuldade de ouvir o que as pessoas dizem para você. Os sons da fala com mais alta freqüência são as consoantes, como o S, T, K, P e F.

Cabe aos médicos otorrinolaringologistas examinar os pacientes e aos fonoaudiólogos indicar qual tipo e modelo de aparelho atende às necessidades do deficiente auditivo.

Atualmente, há uma diversidade de modelos de aparelhos auditivos, com design moderno, discretos, alguns até mesmo invisíveis no ouvido – ficam dentro do canal auditivo -, adequados para diferentes graus de perda auditiva e que não ofendem a vaidade de quem usa. Então, por que não procurar logo uma ajuda?

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.jornaldiadia.com.br/

Visite nosso site: http://www.vivamelhoronline.com.br

Previna-se contra a SURDEZ

Mensagem-Surdez-2013

Poluição Sonora é problema das Metrópoles

O crescimento desordenado das cidades faz com que as pessoas fiquem expostas cada vez mais a elevados índices de ruídos. A poluição sonora é constituída de qualquer ruído capaz de produzir incômodo ou malefícios à saúde. Além disso, ele é um dos principais problemas ambientais dos grandes centros urbanos.

som2

Segundo a Organização Mundial da Saúde(OMS), a poluição sonora é hoje, depois do ar e da água, o problema ambiental que afeta o maior número de pessoas. O mal passou a ser considerado uma das três prioridades ecológicas para a próxima década.

O excesso de ruído pode afetar o indivíduo sob vários aspectos, podendo causar perda auditiva, alterações orgânicas, emocionais e sociais. Todos esses prejuízos dependem do nível de barulho ao qual a pessoa está exposta, bem como o tempo de exposição.

O ruído pode causar problemas como distúrbios cardiovasculares e gastrointestinais, dor de cabeça, cansaço, irritabilidade, estresse, distúrbios do sono, diminuição da atenção/concentração, aumento do risco de acidentes de trabalho (pela falta de concentração), redução da potência sexual, distúrbios da comunicação, entre outros.

O nível de intensidade sonora se expressa habitualmente em decibéis (db) e é apurado com a utilização de um aparelho chamado decibelímetro. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) possui recomendações visando o conforto auditivo. Uma sala de estar, por exemplo, pode ter no máximo 50 decibéis (db), e um dormitório, 45db. Acima disso, pode haver desconforto.

Segundo a professora do curso de Fonoaudiologia do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Alessadra Giannella Samelli, um indivíduo que mora em frente ao Minhocão, em São Paulo, está exposto, em média, a 75 db com a janela aberta, o trânsito não congestionado e fora do horário do rush. Quando o fluxo de veículos é intenso, o nível de ruído pode chegar, em média, de 90 db a 130 db. “Seria o equivalente a ficar próximo de uma decolagem de um avião ou a assistir a uma orquestra sentado na primeira fileira”, afirmou o diretor da Sociedade Paranaense de Otorrinolaringologia Eduardo Baptistella.

O índice é acima do recomendado pela OMS, a qual considera que o nível de barulho não deva ultrapassar 70 db e, acima de 85 db, ele pode começar a danificar o mecanismo de audição. Na natureza, poucos ruídos atingem essa marca, com exceção das trovoadas, das grandes cachoeiras e das explosões vulcânicas.

Muitas vezes as pessoas estão expostas também ao ruído no local de trabalho, como é o caso de garçons, operários e músicos. Para esses casos, é recomendado o uso de protetores auditivos. A exposição a níveis prejudiciais à saúde é regulamentada por lei.

Conforme Norma Regulamentada nº15, do Ministério do Trabalho, o tempo máximo permitido de exposição a um determinado nível de trabalho é de 85 dB por 8 horas, 90 dB por 4 horas, 95 dB por 2 horas e 100 dB por 1 hora. “Mesmo seguindo essas regras, o trabalhador exposto a mais de 85 dB deve utilizar constantemente protetor auditivo, para evitar perdas futuras”, ressaltou Alessandra.

A professora da USP recomenda que os motoristas andem com as janelas fechadas e não utilizem rádio em volume intenso. Já os profissionais de telemarketing devem alternar o fone entre as orelhas a cada 1 hora e meia. “Para todos os profissionais expostos a ruídos, durante o descanso, faça repouso acústico! Fique em silêncio! Suas orelhas precisam disso”, falou.

Baptistella disse ainda que os trabalhadores devem exigir que o estabelecimento tenha um médico do trabalho ou um profissional de segurança no trabalho, que afira a quantidade de ruído a que estão expostos e então cumpra-se o período de exposição máximo recomendado pelas normas do Ministério do Trabalho.

Após perda de audição causada pelo ruído, não há como reverter os seus efeitos. O aparelho pode ser utilizado em alguns casos, dependendo do grau de comprometimento, mas ele não restaurará o dano. A única solução indicada para perda auditiva causada pelo excesso de barulho é a prevenção.

Por isso, é importante que as pessoas fiquem atentas a alguns sintomas causados pela poluição sonora, como dificuldade em ouvir ou entender a fala, principalmente na presença de ruídos de fundo; zumbido, tontura, desconforto com sons elevados, entre outros.

Esses sintomas podem indicar início de perda auditiva ou que o prejuízo já está instalado. Neste caso, deve-se consultar um fonoaudiólogo para realização de audiometria – exame que mede a audição, e consultar um otorrinolaringologista.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://www.metodista.br/

Visite nosso site: http://www.vivamelhoronline.com.br

Surdez Ocupacional

Perda da audição, por lesão do ouvido interno, provocada pela exposição ao ruído ou à vibração existentes nos ambientes de trabalho.

andre_mansur_surdez_atestada_apos_dez_anos_da_rescisao_e_acidente_de_trabalho-

A surdez induzida pelo ruído é, atualmente, uma das doenças profissionais mais freqüentes no Brasil, respondendo por cerca de metade dos casos de doenças profissionais registradas no país. Embora o ruído ocorra nas mais variadas atividades produtivas, a maior exposição ocupacional ocorre nos setores metalúrgico, mecânico, gráfico, têxtil, químico-petroquímico, alimentos, bebidas e de transportes.

Notificação da Surdez profissional

Considera-se doença profissional, com obrigatoriedade de notificação à Previdência Social através da emissão da Comunicação de Acidentes de Trabalho – CAT, toda alteração do limiar auditivo que supere o valor de 25 decibéis, desde que apresente história ocupacional e traçado audiométrico compatíveis: exposição a ruído e alterações no audiograma que se iniciam e são mais acentuadas nas freqüências altas (6000, 4000 e 3000).

Sintomas principais

Diminuição gradual da audição, decorrente da exposição continuada a níveis elevados de ruído;

a instalação da surdez profissional é influenciada, principalmente, pelos seguintes fatores: tempo de exposição, susceptibilidade individual e características físicas do ruído (tipo, espectro e nível de pressão sonora);

a perda da audição é sempre decorrente de lesão do nervo auditivo, em razão do dano causado às células do órgão de Corti localizado no ouvido interno, e pode ser agravada pela exposição simultânea a produtos químicos e às vibrações. Uma vez instalada, a perda auditiva é irreversível e quase sempre atinge os dois ouvidos;

manifesta-se, primeira e predominantemente, nas freqüências altas (sons agudos de 6000, 4000 e 3000 Hertz ) e, com o agravamento da lesão, estende-se às freqüências baixas (sons graves de 2000, 1000, 500 e 250 Hertz);

raramente leva à perda auditiva profunda pois, geralmente, não ultrapassa os 40 decibéis nas baixas  freqüências e os 75 decibéis nas freqüências altas, atingindo o seu nível máximo após cerca de 10 a 15 anos de exposição sob condições estáveis de ruído. Uma vez cessada a exposição ao ruído intenso, não deverá haver progressão da surdez profissional;

além da perda auditiva podem ocorrer intolerância a sons intensos, zumbidos, dificuldades na comunicação social e outros comprometimentos orgânicos, tais como estresse, distúrbios da atenção, do sono e do humor, alterações transitórias na pressão arterial, distúrbios gástricos, entre outros sintomas.

Tratamento

A perda auditiva induzida pelo ruído é de natureza nervosa (neurossensorial) e, portanto, irreversível, pois as células sensoriais do órgão de Corti não se regeneram depois de destruídas. Não existe tratamento clínico para restaurar a audição e os aparelhos de amplificação sonora individual (aparelhos de surdez) são de difícil adaptação. O melhor procedimento diante da surdez profissional ainda é a prevenção.

Programa de Conservação Auditiva – PCA

O Programa de Conservação Auditiva – PCA é um conjunto de medidas a serem desenvolvidas pela empresa com o objetivo de prevenir a instalação ou a evolução de perdas da audição, devendo contemplar, pelo menos, a avaliação ambiental do ruído, o monitoramento da exposição ao ruído, medidas de proteção coletiva e individual, um programa de controle médico e um programa educativo.

Avaliação ambiental (mapeamento de área)

Utiliza-se um medidor portátil de nível de pressão sonora (decibelímetro), sendo que as medições devem ser realizadas por profissionais habilitados. As medições devem ser realizadas em condições operacionais normais, juntamente à zona auditiva do trabalhador. No mapeamento de cada área, os pontos de medição deverão corresponder às intersecções de uma malha de 3 x 3 metros. Os tempos de exposição aos níveis de ruído não devem exceder os limites de tolerância fixados nos Anexos Nº 1 e 2 da NR-15 da Portaria 3214/78. De acordo com essa legislação, 85 dB é a máxima exposição permissível para uma jornada de trabalho de 8 horas. Nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam solicitação intelectual e atenção constante, são recomendados níveis de ruído de até 65 dB(A).

Monitoramento da exposição ao ruído

Utiliza-se um dosímetro com critério de 85 dB(A) como limite de tolerância para 8 horas de trabalho. A caracterização da exposição deve ser realizada de maneira individual, buscando definir a dose de ruído recebida por cada um dos trabalhadores do ambiente. Em certas situações, é indicado a utilização da metodologia de “Grupos Homogêneos de Exposição” (AIHA-American Industrial Hygiene Association). As dosimetrias devem ser realizadas em condições operacionais normais e as amostragens devem cobrir toda jornada de trabalho.

Medidas de Proteção Coletiva

Medidas Organizativas

Têm como objetivo alterar o esquema de trabalho ou das operações, produzindo redução da exposição. Exemplos:

redução da jornada de trabalho;

introdução de pausas durante o trabalho;

mudança de setor de trabalho ou alternância para funções compatíveis;

alternância do funcionamento de máquinas e equipamentos ruidosos.

Medidas de Controle Ambiental

São medidas de engenharia que, introduzindo modificações ou mudanças nos equipamentos, provocam alterações na emissão de ruído na fonte ou na transmissão, reduzem o nível de ruído que atinge o ouvido do trabalhador. Exemplos:

implantação e/ou otimização do programa de manutenção preventiva e corretiva em máquinas e equipamentos;

reorganização do “lay-out” da empresa;

introdução de modificações em máquinas e equipamentos (silenciosos);

enclausuramento de máquinas e equipamentos;

isolamento de setores da empresa;

construção de anteparos;

tratamento acústico em paredes e tetos e,

construção de cabines isolantes para pausas durante o trabalho.

Medidas de Proteção Individual: Protetores Auriculares

Os protetores auriculares devem ser fornecidos quando o empregador comprovar a inviabilidade técnica da adoção de medidas de proteção coletiva ou, ainda, em caráter complementar ou emergencial. Os trabalhadores devem ser treinados quanto a correta utilização e manutenção dos protetores auriculares, devendo ser orientados sobre as limitações de proteção que eles oferecem.

Tipos de protetores auriculares

tipo concha: reduz a transmissão aérea e óssea do ruído ambiental;

de inserção: reduz apenas a transmissão aérea, não interferindo na transmissão óssea do ruído ambiental. Podem ser:

moldados: de borracha ou plástico, de forma definida e tamanhos pequeno, médio e grande e são reaproveitáveis;

moldáveis: de algodão, papel, cera ou fibras sintéticas, adotam a forma do canal auditivo e são usados somente uma vez.

Programa de Controle Médico

Monitoramento dos trabalhadores expostos a ruído através de audiometrias realizados por ocasião do exame admissional, seis meses após a admissão e, posteriormente, a cada ano. As diretrizes e os parâmetros mínimos para avaliação e acompanhamento da audição em trabalhadores expostos a níveis de pressão sonora elevados estão estabelecidos no Anexo I do Quadro da NR-7 da Portaria 3214/78.

Programa Educativo

Um programa educativo deve ser desenvolvido com o objetivo de levar ao conhecimento, tanto de trabalhadores como de empregadores, os riscos à exposição ao ruído e as medidas de proteção que podem ser adotadas.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.grupoprevine.com.br

Visite nosso site: http://www.vivamelhoronline.com.br

Dormiu ouvindo, acordou surdo

Aos 17 anos, Dennis Brandão foi dormir ouvindo. Quando acordou, estava surdo. “Foi desesperador”, lembra o hoje assessor comercial, de 36 anos. Na época, a primeira coisa foi imaginar que o problema pudesse ser consequência de um quadro gripal que teria afetado o ouvido. Com o passar dos dias, sem regressão do problema, ele foi internado e tiveram início as investigações. Foi então que os médicos constataram que se tratava de um quadro grave de surdez bilateral, mas não souberam precisar as causas. No caso de Dennis, a surdez súbita tornou-se definitiva.

 

Acredita-se que a surdez súbita – que pode ser leve, moderada, profunda ou total – acometa de 5 a 20 indivíduos a cada 100 mil. Estudos alemães recentes relatam incidência de até 300 em cada 100 mil pessoas. “No Brasil não temos dados epidemiológicos oficiais. Mas apesar de parecer uma incidência baixa, a surdez súbita tem grande importância pela alta morbidade causada, pois ela afeta a audição e envolve aspectos emocionais, sociais e profissionais na vida do paciente”, diz médica Ana Cristina Kfouri, otorrinolaringologista e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Causas diversas

Não se trata exatamente de uma doença. “A perda auditiva repentina é um sintoma que pode denunciar a presença das mais diversas patologias. Algumas vezes descobrimos a razão do problema, mas na maioria dos casos ela é considerada idiopática, ou seja, não tem causa aparente”, explica a otorrino Norma Penido, chefe de clínica do Setor Interdisciplinar de Otologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Entre as principais causas conhecidas (cerca de 10 a 15% dos casos, em estágio inicial) tem-se drogas ototóxicas, trauma acústico, trauma mecânico, fístula labiríntica, acometimentos neurológicos (neurinoma do nervo cocleovestibular, acidente vascular cerebral, esclerose múltipla), causas neoplasicas (tumores, carcinomatoses meníngeas, mieloma múltiplo, leucemia) e radioterapia. “O restante supõem-se que sejam casos provocados por problemas virais, vasculares, autoimunes e psicossomáticos”, diz Ana Kfouri.

Quando se conhece a raiz da enfermidade, as chances de recuperação aumentam. “A partir do momento em que encontro a etiologia – um tumor, por exemplo –, irei direcionar o tratamento a ela. Assim estarei tratando também a surdez súbita. Muitas vezes, porém, apesar da medicação e até do uso de aparelhos auditivos, não há o que se fazer para restabelecer a audição”, diz a médica da Unifesp.

Em casos de surdez súbita idiopática, a recuperação pode ser total em 25% dos casos, parcial em 50%, mas 25% dos pacientes não restauram a audição.

Quando existe melhora (espontânea ou seguida de tratamento medicamentoso) ela acontece, geralmente, nas duas primeiras semanas. Mas também pode demorar até cerca de seis meses. “Há fatores prognósticos que dão indícios quanto à maior ou menor chance de recuperação do paciente, tais como intensidade da perda auditiva, tipo da curva audiométrica, exame vestibular alterado e demora para início do tratamento”, argumenta a médica da Santa Casa.

Quando procurar o médico

O indivíduo pode se perceber surdo de repente ou notar perda progressiva em até 72 horas. Em 70% dos casos, o quadro pode estar associado a zumbidos e, em 40%, tonturas. É o que geralmente leva a pessoa a procurar o médico.

Segundo as especialistas, fatores sócio-econômico-culturais influenciam a busca por ajuda. “Muitas pessoas não procuram o médico por desconhecerem os possíveis problemas que podem afetar o ouvido além de dor; outros, porque não querem faltar ao trabalho (já que não dói, depois passa). Muitos até tentam, mas não conseguem vagas no serviço público de saúde. E, por fim, o indivíduo até chega ao clínico geral – mas alguns colegas, por despreparo, mal examinam o paciente ou acham que se trata de uma simples rolha de cera e não fazem o encaminhamento ao especialista. Por isso não conseguimos estabelecer a incidência desta afecção em nosso País e temos tanta dificuldade para pesquisas clínicas sobre o assunto”, analisa Ana Cristina Kfouri.

Tratamentos propostos

Em uma fase inicial, os especialistas indicam o uso de corticóides sistêmicos (desde que não haja contra-indicação expressa), podendo-se associar vasodilatadores (pentoxifilina ou betahistina ou até ginkgo biloba). “O uso de antivirais é contraditório: alguns estudos relatam melhora; outros, dizem que seu efeito é o mesmo de um placebo. Atualmente, tratamentos ‘alternativos’ como câmara hiperbárica e corticóide intratimpânico têm sido estudados, mas com eficácia ainda discutível. Em uma deficiência auditiva refratária, alguns colegas têm indicado também a acupuntura, porém os resultados não são significativos”, explica a otorrino Ana Kfouri.

Os aparelhos auditivos – e até mesmo o implante coclear – são indicados em casos em que não existem mais chances de recuperação com uso de medicação e quando há condições para tal utilização.

Final feliz para Dennis

O assessor comercial Dennis Brandão ficou sem ouvir por quase 15 anos. “Foi um choque perder a audição. Apesar disso, procurei levar uma vida normal, fiz faculdade, me formei em administração. Mas não escapei de períodos mais difíceis, sofrendo discriminação no trabalho – exercendo uma função inferior à minha capacidade pelo fato de ser surdo – e até mergulhando na depressão”, conta.

Em 2005, depois de experimentar aparelhos auditivos sem sucesso, ele se submeteu a uma cirurgia de implante coclear. “Mesmo sem a garantia de que voltaria a ouvir, arrisquei. Meu sonho era escutar uma buzina, um apito”.

O procedimento foi um sucesso e aos poucos ele foi resgatando a memória auditiva. E não esquece a primeira música que ouviu. “Foi uma canção do Wando, com aquele refrão ‘meu iaiá, meu ioiô’”, cantarola.

O implante foi feito no lado esquerdo – convênios médicos cobrem a cirurgia, mas só autorizam em um dos ouvidos e Dennis ainda batalha para realizar a operação no outro lado. Mas o fato mudou sua vida. “Progredi profissionalmente e até me casei. Voltar a ouvir me reintegrou à sociedade”, finaliza.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://saude.ig.com.br

Visite nosso site: http://www.vivamelhoronline.com.br


Twitter @vivamelhor

Enter your email address to follow this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 2.199 outros seguidores

Calendário

janeiro 2020
S T Q Q S S D
« out    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Arquivos

Estatísticas do Blog

  • 979.945 hits

%d blogueiros gostam disto: