Arquivo para 9 de abril de 2014

Vírus ebola pode chegar ao Brasil durante a Copa? Especialistas respondem

Ebola é considerado por muitos o vírus mais perigoso que a humanidade conhece atualmente. Ele voltou às manchetes recentemente graças a um surto em Guiné que já causou a morte de 84 pessoas, e sete outras na Libéria. Sem contar casos suspeitos no Mali, todos países da África Ocidental. Trata-se de uma “epidemia sem precedentes”, segundo a organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF).

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“Enfrentamos uma epidemia de uma magnitude nunca vista antes em termos de distribuição de casos no país”, disse o coordenador da MSF em Conacri (capital de Guiné), Mariano Lugli, por meio de um comunicado.

O vírus foi batizado com esse nome por ter sido identificado pela primeira vez em 1976 na República Democrática do Congo (antigo Zaire), perto do rio Ebola. Desde então, causou cerca de 1.500 mortes na África e é considerado uma ameaça para a saúde global e até mesmo um possível agente de guerra biológica.

Nunca houve casos da doença em humanos fora do continente africano, mas agora, com a chegada da Copa do Mundo, quais seriam as chances do vírus imigrar para o Brasil?

Para o infectologista Celso Granato, diretor clínico do Fleury Medicina e Saúde, as chances de o vírus chegar ao país são muito remotas, mas não impossíveis, já que vivemos num mundo globalizado.

“O problema seria a pessoa vir da África, ou após ter visitado algum país do continente, com o vírus incubado. Isso porque é muito comum se confundir os sintomas da doença com os da malária, dengue e leptospirose, por exemplo. Também é comum que a equipe médica acabe se infectando, por não saber qual a real doença”.

Com ele concorda o infectologista José Ribamar Branco da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo: “Muito improvável que chegue aqui. Esses surtos costumam ocorrer em locais muito pobres, desprovidos de modelos de higiene”.

Gorilas e morcegos

Granato conta que o vírus pode ficar incubado por até duas semanas. Os principais sintomas são febre forte, dores de cabeça e musculares, conjuntivite e debilidade. Já na fase mais aguda, provoca vômitos, diarreia e hemorragias. A transmissão ocorre por vias respiratórias ou por contato com fluidos corporais das pessoas infectadas.

“O quadro é uma síndrome febril hemorrágica. Na grande parte das doenças que conhecemos, o vírus se adapta ao organismo. Não é um bom negócio o parasita matar o hospedeiro, mas no caso do ebola isso não acontece. É uma doença muito agressiva e bastante transmissível”.

O médico conta que, quando o vírus surgiu, os pesquisadores não sabiam quais eram os hospedeiros, não conseguiam descobri-lo. “Há cerca de cinco anos, chegou-se à conclusão que seria o morcego do tipo frugívoro, aquele que se alimenta de pequenas frutas”, diz Granato.

Anos atrás, porém, acreditava-se que o hospedeiro do ebola fosse o gorila, porque os surtos humanos começaram depois que as pessoas comeram esse animal. Após estudos mais elaborados, cientistas perceberam que os morcegos são os hospedeiros naturais do vírus e que os primatas talvez sejam infectados por meio da ingestão de frutas nas quais os morcegos salivaram ou defecaram.

Na África, é comum as pessoas comerem tanto gorilas como morcegos. Os cientistas presumem que foi desta forma que o filovírus (vírus particularmente mortal para o organismo humano) se alastrou pela região.

Bioterrorismo

Por ser uma doença muito local, até agora, a indústria farmacêutica não tem muito interesse em pesquisar possíveis vacinas ou medicamentos para o ebola. “A farmacêutica não se interessa, mas a medicina militar, sim. As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram em um congresso de medicina tempos atrás que estão buscando alternativas para esta doença”, conta Granato.

Ele cita o Walter Reed National Military Medical Center, em Maryland, onde estariam fazendo pesquisas estratégicas sobre o tema. “Creio que eles tenham interesse em desenvolver alguma vacina ou medicamento porque terroristas podem usar o ebola como uma arma bacteriológica muito letal e atacar uma embaixada americana, por exemplo”.

Branco acrescenta: “O ebola poderia se transformar em uma arma terrorista, sim. Por isso, os americanos têm estratégias em relação ao vírus. Costumam isolá-lo e monitorá-lo. Claro que são meio paranoicos, mas o contingente de soldados espalhados pelo mundo é muito grande”.

Sobre a doença estar se espalhando em família, como no caso de um homem que vive em Gueckedou, próximo das fronteiras com a Libéria e Serra Leoa, que perdeu dez parentes, inclusive a irmã, Granato afirma que se trata de caso co-primário (caso seguinte ao primário dentro de um período inferior ao de incubação). “São pessoas que moram na mesma região e tiveram contato entre si. É uma forma comum de o vírus se alastrar”.

Branco acredita que nos próximos dias a OMS (Organização Mundial da Saúde) irá criar um plano de contingência e até mesmo colocar os países que apresentaram casos da doença em quarentena.

“Países europeus e os Estados Unidos provavelmente vão juntar todas as forças para que o vírus não se espalhe. Aqui, creio que os órgãos de saúde também tomarão medidas especialmente em relação aos voos que chegarem vindos da África. Porém, repito, o perigo do vírus chegar aqui é muito remoto”.

Ministério da Saúde

Questionado se alguma medida seria tomada no período da Copa do Mundo, época que o país receberá muitos estrangeiros, o Ministério da Saúde informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que “o ebola é um surto localizado apenas na África e a OMS tem acompanhado a evolução do surto diariamente”.

O ministério lembrou ainda que a própria OMS não pediu, até agora, para que as pessoas evitem viajar àquela região africana, devido ao surto do vírus, e que não há razão para “causar nenhum alarde”.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://noticias.uol.com.br/

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Dia Mundial da Luta contra o Câncer – 08 de abril

O número de casos de câncer de próstata aumenta a cada ano. Segundo índices do Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2014 são estimados cerca de 69 mil novos casos da doença, o que faz com que esse tipo de tumor passe a ocupar o primeiro lugar no ranking de cânceres que mais atingem os homens no Brasil. Em países desenvolvidos, a incidência pode ser cerca de seis vezes maior.

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A próstata é uma glândula exclusiva do sistema genital masculino, que se localiza abaixo da bexiga. Sua função é produzir substâncias que vão ajudar a tornar o sêmen mais fluido, facilitando o deslocamento dos espermatozoides.

Ainda não se sabe todas as causas do câncer de próstata, que acomete cerca de 62% dos homens – a partir dos 65 anos – em todo o mundo, segundo informações do INCA. Até o momento, o único fator de risco bem estabelecido para o desenvolvimento da doença é a idade.

De acordo com o Dr. Fernando Maluf, Chefe do Centro Oncológico Antônio Ermírio de Moraes da Beneficência Portuguesa, em São Paulo, outros fatores podem contribuir para o surgimento da doença, como alimentação rica em gorduras ou predisposição genética. “Homens com histórico de câncer de próstata na família possuem maior propensão em desenvolver a doença. Além disso, a incidência deste tipo de câncer tende a ser maior em negros – por razões ainda não definidas – e pessoas obesas, que mantêm uma dieta rica em gorduras”, explica o especialista.

Segundo informações do INCA, entre as justificativas para o aumento da incidência do câncer de próstata pode-se destacar o aumento da expectativa de vida do brasileiro, a melhoria e a evolução dos métodos diagnósticos e da qualidade dos sistemas de informação do país.

No Brasil, a mortalidade por esse tipo de câncer apresenta um perfil ascendente semelhante ao da incidência, com aumento de cerca de 15% quando comparado aos índices de 2012. No entanto, quando diagnosticado precocemente pode apresentar bom prognóstico.

“O câncer de próstata pode crescer localmente ou disseminar-se pelos gânglios, vasos sanguíneos e, em casos mais graves, pode chegar a atingir os ossos. Por isso é importante que os homens comecem a fazer os exames preventivos a partir dos 50 anos, pois quanto mais cedo o problema for detectado, mais eficaz será o tratamento”, explica o Dr. Maluf.

Para diminuir os riscos de desenvolver câncer de próstata, os homens podem adotar uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais e com menor ingestão de gorduras, principalmente as de origem animal. Especialistas recomendam ainda a adoção de bons hábitos de vida como: realizar pelo menos 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar.

Homens a partir dos 50 anos devem realizar exames de rotina para a prevenção do câncer de próstata. Caso exista um histórico familiar desse tipo de tumor, recomenda-se a prevenção a partir dos 45 anos. Os sintomas mais comuns desse tipo de câncer são a dificuldade de urinar, frequência urinária alterada ou diminuição da força do jato da urina, dentre outros. Tudo depende do estágio em que se encontra a doença.

O toque retal é o teste mais utilizado, apesar de suas limitações: somente a porção posterior e lateral da próstata pode ser palpada. É recomendável fazer um exame de sangue específico, o PSA (antígeno prostático específico, na sigla em inglês), para identificar o aumento de uma proteína produzida pela próstata, o que seria um indício da doença, e, dependendo do caso, biópsia para finalizar o diagnóstico.

A cura do câncer de próstata dependerá do estágio, extensão e classificação das células malignas que há no tumor. Quando a doença é comprovada, o médico pode indicar radioterapia, cirurgia ou tratamento hormonal. Para a doença metastática (quando o tumor original já se espalhou para outras partes do corpo), geralmente o tratamento escolhido é a terapia hormonal e quimioterapia. A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após médico e paciente discutirem os riscos e benefícios de cada um.

O câncer de próstata resistente à castração (CPRC) também é conhecido como câncer de próstata hormônio-refratário (CPHR). A maioria dos homens com CPRC apresenta evidência radiológica de metástase óssea (CPRCm). Uma vez que as células cancerosas se instalam no osso, elas interferem em sua resistência, frequentemente causando dor, fratura ou outras complicações que podem prejudicar significativamente a saúde do homem. Metástases ósseas secundárias ao câncer de próstata geralmente atingem a coluna lombar, as vértebras e a pélvis, e são a principal causa de incapacidade e morte em pacientes com câncer de próstata metastático resistente à castração (CPRCm).

Nos próximos meses, deve chegar ao Brasil uma terapia alvo para as metástases ósseas do CPRCm, o Rádio-223 (Xofigo®), a ser comercializado pela Bayer HealthCare Pharmaceuticals, que apresentou aumento na sobrevida global destes pacientes com impacto positivo na qualidade de vida.

De acordo com o Dr. Fernando, o surgimento do medicamento Rádio-223 (Xofigo®) pode ser considerado de alto significado clínico e científico porque poderá ser utilizado no tratamento do câncer de próstata metastático. “Nesta fase o câncer torna-se refratário à medicação convencional e também provoca forte dor e fraturas ósseas, restringindo o paciente a seu leito (em casa ou no hospital). Esse é o primeiro radiofármaco que melhora os sintomas e proporciona mais qualidade de vida ao paciente com câncer de próstata metastático, além de ser excepcionalmente bem tolerado”, conclui o médico.

O Rádio-223 (Xofigo®) é um radiofármaco emissor de partículas alfa que aumenta a sobrevida de pacientes com câncer de próstata resistente à castração com metástases ósseas e atualmente já aprovado pelo FDA e EMA. Esse fármaco mimetiza o cálcio no osso.

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Massagem para o alívio de quem tem Câncer

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