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Dicas de Verão

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O verão chega com força, muito calor, praia e folia. E para a alegria durar, é importante estar atento a alguns cuidados especiais que a estação pede.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de pele é a neoplasia mais frequente do Brasil e corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Apresenta alto percentual de cura, se detectado cedo. Estima-se que haverá 175.760 novos casos somente em 2016.

Alguns grupos de risco:

  • Histórico familiar
  • Ter sofrido mais de 6 queimaduras de sol
  • Ter feridas que não cicatrizam
  • Ter pintas no corpo que mudam de cor e/ou crescem
  • Ter pele clara

Dicas de Prevenção:

  • Tenha sempre consigo: filtro solar, chapéu, óculos escuros e prefira roupas de algodão, pois retém 90% da radiação UV.
  • Aumente a ingestão de líquidos, principalmente de água.
  • Aplique um bom hidratante na pele.
  • Inclua no cardápio alimentos que ajudam na prevenção dos danos que o sol causa a pele: cenoura, abóbora, mamão, maçã e beterraba, pois contém carotenóides, substância que se deposita na pele e retém as radiações ultravioletas.
  • Prefira carnes grelhadas, alimentos in natura ou cozidos.
  • Prefira banhos mornos ou frios para evitar ressecamento da pele.

Outras doenças de pele: Micoses, brotoejas, manchas e sardas brancas, acne

Micoses podem ocorrer na pele, no couro cabeludo e na unhas. São causadas por fungos que se alimentam da queratina presente nestes locais. Condições favoráveis ao seu surgimento: calor, umidade, baixa imunidade, uso de antibióticos sistêmicos em longo prazo.

Forma de prevenção:

  • Secar-se bem após o banho, principalmente nas dobras da pele, virilha, entre os dedos e axilas.
  • Use seu próprio material de manicure/pedicure.
  • Evite calçados fechados

Brotoejas ocorrem quando as glândulas sudoríparas entopem. Podem ser bolhas transparentes, coçar ou não.

Forma de prevenção:

  • As mesmas dicas de prevenção contra micoses
  • Evitar sudorese excessiva
  • Usar roupas frescas no calor

Manchas escuras (sardas) são conhecidas como manchas senis ou melanoses solares. Geralmente, são pequenas de cor castanho e marrom, surgem em áreas muito expostas ao sol como: face, dorso das mãos, braços, colo e ombros. Sardas Brancas são lesões benignas e aparecem em áreas da pele expostas ao sol de forma prolongada e repetida ao longo da vida.

A melhor forma de evitar manchas e sardas é não esquecendo do protetor solar. Um dermatologista especializado pode tratá-las.

Acne Solar é provocada pela mistura da oleosidade da pele com o uso do filtro solar.

Forma de prevenção:

  • Lave o rosto com sabonete ideal para o tipo de pele
  • Use tônicos mais adstringentes
  • Use filtros solares com base aquosa ou em gel

Consulte seu médico dermatologista para receber orientações específicas para a saúde da sua pele. E lembre-se: somente um especialista poderá diagnosticar possíveis doenças de pele e medicar corretamente.

E bora aproveitar o verão com tudo que ele traz de bom!

Informações parciais das fontes:

http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/pele_nao_melanoma

http://www.sbd.org.br/cuidados/cuidados-com-a-pele-no-verao/

http://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2016/11/dermatologistas-fazem-campanha-contra-cancer-de-pele-em-manaus.html

Fonte da imagem: Pixabay

Câncer de Pele

A pele é o maior órgão do corpo humano. É dividida em duas camadas: uma externa, a epiderme, e outra interna, a derme. A pele protege o corpo contra o calor, a luz e as infecções. Ela é também responsável pela regulação da temperatura do corpo, bem como pela reserva de água, vitamina D e gordura.

Embora o câncer de pele seja o tipo de câncer mais freqüente, correspondendo a cerca de 25% de todos os tumores malignos registrados no Brasil, quando detectado precocemente este tipo de câncer apresenta altos percentuais de cura.

As neoplasias cutâneas estão relacionadas a alguns fatores de risco, como o químico (arsênico), a radiação ionizante, processo irritativo crônico (úlcera de Marjolin), genodermatoses (xeroderma pigmentosum etc) e principalmente à exposição aos raios ultravioletas do sol.

Câncer de pele é mais comum em indivíduos com mais de 40 anos sendo relativamente raro em crianças e negros, com exceção daqueles que apresentam doenças cutâneas prévias. Indivíduos de pele clara, sensível à ação dos raios solares, ou com doenças cutâneas prévias são as principais vitimas do câncer de pele. Os negros normalmente têm câncer de pele nas regiões palmares e plantares.

Como a pele é um órgão heterogêneo, esse tipo de câncer pode apresentar neoplasias de diferentes linhagens. Os mais freqüentes são: carcinoma basocelular, responsável por 70% dos diagnósticos de câncer de pele, o carcinoma epidermóide com 25% dos casos e o melanoma, detectado em 4% dos pacientes. Felizmente o carcinoma basocelular, mais freqüente, é também o menos agressivo. Este tipo e o carcinoma epidermóide são também chamados de câncer de pele não melanoma, enquanto o melanoma e outros tipos, com origem nos melanócitos, são denominados de câncer de pele melanoma.

Câncer de pele melanoma

O melanoma cutâneo é um tipo de câncer que tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele) e tem predominância em adultos brancos. Embora só represente 4% dos tipos de câncer de pele, o melanoma é o mais grave devido à sua alta possibilidade de metástase.

Câncer de Pele – Não Melanoma 

O carcinoma basocelular  e o carcinoma epidermóide, também chamados de câncer de pele não melanoma, são os tipos de câncer de pele mais freqüentes (70% e 25%, respectivamente). Porém, apesar das altas taxas de incidência, o câncer de pele não melanoma apresenta altos índices de cura, principalmente devido à facilidade do diagnóstico precoce.

Os carcinomas basocelular são originários da epiderme e dos apêndices cutâneos acima da camada basal, como os pêlos, por exemplo. Já os carcinomas epidermóides têm origem no queratinócio da epiderme, podendo também surgir no epitélio escamoso das mucosas.

Como se Proteger

As pessoas que se expõem ao sol de forma prolongada e freqüente, por atividades profissionais e de lazer, constituem o grupo de maior risco de contrair câncer de pele, principalmente aquelas de pele clara.

Sob circunstâncias normais, as crianças se expõem anualmente ao sol três vezes mais que os adultos. Pesquisas indicam que a exposição cumulativa e excessiva durante os primeiros 10 a 20 anos de vida aumenta muito o risco de câncer de pele,mostrando ser a infância uma fase particularmente vulnerável aos efeitos nocivos do sol.

O clima tropical, a grande quantidade de praias, a idéia de beleza associada ao bronzeamento, principalmente entre os jovens, e o trabalho rural favorecem a exposição excessiva à radiação solar.

Para a prevenção não só do câncer de pele como também das outras lesões provocadas pelos raios UV é necessário evitar a exposição ao sol sem proteção. É preciso incentivar o uso de chapéus, guarda-sóis, óculos escuros e filtros solares durante qualquer atividade ao ar livre e evitar a exposição em horários em que os raios ultravioleta são mais intensos, ou seja, das 10 às 16 horas.

Grandes altitudes requerem cuidados extras. A cada 300 metros de altitude, aproximadamente, aumenta em 4% a intensidade da vermelhidão produzida na pele pela luz ultravioleta. A neve, a areia branca e as superfícies pintadas de branco são refletoras dos raios solares. Portanto, nessas condições, os cuidados devem ser redobrados.

Considerando-se que os danos provocados pelo abuso de exposição solar é cumulativo, é importante que cuidados especiais sejam tomados desde a infância mais precoce.

Filtros Solares – Recomendações

Os filtros solares são preparações para uso tópico que reduzem os efeitos deletérios da radiação ultravioleta.

Porém, cuidado! Nem todos os filtros solares oferecem proteção completa para os raios UV-B e raios UV-A. Além disso, suprimem os sinais de excesso de exposição ao sol, tais como as queimaduras, o que faz com que as pessoas se exponham excessivamente às radiações que eles não bloqueiam, como a infravermelha. Criam, portanto, uma falsa sensação de segurança e encorajam as pessoas a se exporem ao sol por mais tempo.

Devemos, portanto, entender que o uso do filtro solar não tem como objetivo permitir o aumento do tempo de exposição ao sol, nem estimular o bronzeamento. É importante lembrar, também, que o real fator de proteção varia com a espessura da camada de creme aplicada, a freqüência da aplicação, a perspiração e a exposição à água.

É recomendado que durante a exposição ao sol sejam usados filtros com FPS de 15 ou mais.Também devem ser tomadas precauções na hora de se escolher um filtro solar, no sentido de se procurarem os que protegem também contra os raios UV-A. Os filtros solares devem ser aplicados antes da exposição ao sol e reaplicados após nadar, suar e se secar com toalhas.

Fonte: http://www.inca.gov.br

USE FILTRO SOLAR

Implante sob a pele destrói melanoma

Poderosas estratégias de combate ao câncer podem estar em ideias criativas, ousadas e, até mesmo, geniais. Um exemplo veio dos laboratórios da Faculdade de Engenharia e Ciências Aplicadas da Universidade de Harvard, em Boston (Massachusetts), mais precisamente da imaginação do professor de bioengenharia David Mooney. A promissora arma contra o melanoma, câncer de pele que deve afetar pelo menos 2.960 homens e 2.970 mulheres no Brasil em 2010, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), é um pequeno disco de plástico colocado sob a pele. Com apenas 8mm de diâmetro, ele é composto de pequenas cavidades, por onde células do sistema imunológico do corpo humano se espalharão, atraídas pela citoquina ¿ a droga é liberada pelo próprio implante.

A peça traz ainda fragmentos de tumor, para incitar as células imunes a reconhecer o câncer. Também é revestida de pequenos pedaços de DNA, semelhantes aos encontrados em bactérias. As amostras de DNA levam as células de defesa a interpretarem a existência de uma infecção no organismo. Ao associarem os fragmentos do tumor com o perigo, elas potencializam a resposta imunológica. “O implante funciona como se fosse uma vacina”, explicou Mooney ao Correio, em entrevista por e-mail. “Ele pode prevenir a formação do tumor, mas o mais excitante de nosso estudo é que o disco de plástico consegue induzir uma resposta imunológica forte o bastante para levar o sistema de defesa do corpo a erradicar tumores existentes”, acrescentou.

Os resultados da pesquisa com ratos foram descritos pela revista científica Science Translational Medicine, na edição da última quarta-feira. Os cientistas apostam que a união entre bioengenharia e imunologia pode ser um grande passo rumo ao desenho de eficientes vacinas contra o câncer. O estudo de Mooney e sua equipe redireciona o sistema imunológico a alvejar os tumores e parece mais eficaz e menos invasivo que outras vacinas em fase de testes clínicos. Para tanto, trabalha com dois braços desse sistema: um que destrói o material estranho, e um que protege os tecidos nativos do corpo humano. “As células imunológicas atraídas pelo implante são as dendríticas (1), já existentes no corpo do paciente. Após interagirem com os pedaços do tumor no implante e com os pedaços de DNA que imitam uma bactéria, as células se espalham para os linfonodos e instruem o linfócito T a reconhecer e atacar o tumor”, afirma o líder da pesquisa.

Hoje

As atuais drogas em estudo removem as células imunológicas do corpo e reprogramam-nas para atacarem tecidos malignos, antes de retorná-las ao local de origem. No entanto, mais de 90% das células reinjetadas no organismo morrem antes de terem qualquer efeito direto sobre o câncer. O novo implante foi fabricado com um polímero biodegradável, já aprovado pela FDA ¿ a agência reguladora de drogas e medicamentos dos Estados Unidos. Pelo menos 90% da estrutura são formados pelo ar, tornando-a altamente permeável às células imunológicas e à liberação das citoquinas.

Segundo Mooney, a empresa de biotecnologia InCytu Inc. ¿ sediada na cidade de Lincoln, no estado norte-americano de Rhode Island ¿ já licenciou a tecnologia e espera iniciar os testes clínicos em humanos daqui a um ano. Enquanto a InCytu Inc. prepara terreno para tornar a nova terapia uma realidade, Mooney e seus colegas se esforçam para aprimorar o uso da técnica. “Estamos examinando se o implante pode ser usado contra outros tipos de câncer. Também queremos analisar se esses materiais poderiam ajudar a desligar uma resposta imunológica ¿ nociva a pacientes com doenças autoimunes (2), como, por exemplo, o diabetes”, afirmou o estudioso.

1 – Para forçar uma reação

Células dendríticas têm, como principal função, capturar e transportar os antígenos (substâncias que desencadeiam uma reação imunológica no organismo; ou seja, que forçam o combate a problemas identificados no sistema) para a drenagem dos linfonodos. Elas são cerca de 1% das células circulantes no sangue periférico. Costumam ser utilizadas nas pesquisas justamente por serem as responsáveis por esse combate interno aos males detectados no organismo.

2 – Ataque interno

Doenças autoimunes surgem quando o sistema que existe para nos defender, o imunológico, confunde células e tecidos saudáveis como inimigos ¿ e começa a atacar a si mesmo. A falha causa, por exemplo, males como artrite reumatoide, doença celíaca, síndrome de Sjögren e doença de Graves. Se consideradas em conjunto, calcula-se que essas doenças afetem até 10% da população no mundo industrializado.

Correio Braziliense (02/12/2009)
 

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