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Dia Mundial da Água 2015
Published março 13, 2015 Campanhas Leave a CommentTags:Abastecimento, Abrir a Torneira, Agência Nacional das Águas, ANA, artigo, banho, Brasil, Campanha, Campanha Especial, Crise, Crise da Água, Crise na Água, Economizar, Entenda, Escovar os Dentes, Especialista, Evite, falta de água, Jornal Zero Hora, Lavar o carro, Racionamento, Regador, Reservatórios, Uso Consciente, Vamos fazer nossa parte, vivamelhor, vivamelhoronline
O Brasil conta gotas: A crise da Água
Published fevereiro 10, 2015 Notícias , Qualidade de Vida Leave a CommentTags:Abastecimento, Abrir a Torneira, Agência Nacional das Águas, ANA, artigo, banho, Brasil, Campanha, Campanha Especial, Crise, Crise da Água, Crise na Água, Economizar, Entenda, Escovar os Dentes, Especialista, Evite, falta de água, Jornal Zero Hora, Lavar o carro, Racionamento, Regador, Reservatórios, Uso Consciente, Vamos fazer nossa parte
Na virada do século, em 2001, o especialista em recursos hídricos Marcos Freitas, então diretor da Agência Nacional das Águas (ANA), foi convidado por uma revista a fazer projeções sobre o futuro do Brasil e como seria a vida dos brasileiros em 2015. À época, a resposta de Freitas pareceu um tanto esdrúxula: o país, mesmo tendo o maior volume de água doce do planeta, viveria uma grave crise hídrica.
Em São Paulo, a população já sofre com a pressão reduzida na rede, o que muitas vezes significa conviver com torneira seca por até 18 horas. E pior: pode ser obrigada em breve a enfrentar um rigoroso racionamento e ficar quatro ou até cinco dias por semana sem água.
A medida drástica tem uma razão. Se a chuva não vier e o consumo não for reduzido, os reservatórios podem ficar sem água ainda no primeiro semestre. A previsão mais pessimista fala em desabastecimento completo em março. O cenário faz serem cogitadas possibilidades como antecipação das férias escolares de julho para maio, uma maneira de incentivar que muitas famílias deixem o Estado e, assim, diminuam o uso de água.
Mas se o problema era conhecido há tantos anos, por que não foi evitado? A resposta é complexa. O fato é que a previsão de Freitas mais de uma década atrás não tinha nada de sobrenatural. Estava baseada em números:
– Entre 1998 e 2000, trabalhei na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), onde nos preocupávamos muito com a quantidade de água disponível. Quando fui transferido para a ANA, em 2001, e comecei a prestar atenção na qualidade. Fiquei estarrecido com a poluição de rios e a falta de tratamento. Era questão de tempo.
Mesmo comunicados, governos não tomaram providências
Hoje professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o técnico conta que a situação observada quase 15 anos atrás foi comunicada aos governos paulista e federal, mas não teve efeito. E atribui isso à “surdez pluripartidária”, já que obra de saneamento “não aparece” e, por isso, “não dá voto”.
– É impressionante que, até hoje, a ANA não consegue exercer poder de polícia e cuidar dos mananciais – observa Freitas.
O alerta da agência em 2001 não foi o único. Em 2009, o próprio governo paulista, com base na análise de mais de 200 especialistas, apontava risco de desabastecimento em 2015. E pior: a estiagem que afeta o Sudeste há pelo menos três verões foi apenas um dos fatores que intensificaram o problema. Não o gerou sozinho. É preciso incluir na conta o descuido com as fontes de água, a falta de investimento das empresas para evitar desperdício e a gestão inadequada, que tratou a água como fonte inesgotável quando era cada vez mais escassa.
Soma-se a isso outro ingrediente: a falta de diálogo com a população. Em ano eleitoral, como foi 2014, candidatos tucanos e petistas fizeram malabarismos retóricos para amenizar a dimensão do colapso e evitar a palavra racionamento. O resultado é a pior crise hídrica da história de São Paulo.
Racionamento e “guerra” à vista
Mesmo que a falta de chuva se concentre no Sudeste, é consenso que o impacto se espraiará pelo país. Se não por dificuldades no abastecimento, na alta do preço da luz e da comida e no enfraquecimento da economia. Analistas projetam que o Brasil crescerá 0,1% em 2015, só que o ajuste fiscal do governo e a falta de água podem levar a taxa para baixo de zero.
Em Minas Gerais, após sobretaxar o consumo, o governo sinalizou que pretende adotar racionamento para diminuir o uso em pelo menos 30%. Eventos tradicionais, como o Carnaval em Ouro Preto, terão de ser adaptados. Até as repúblicas de estudantes, que costumam receber milhares de turistas durante o feriado, limitarão o tempo de banho.
No vizinho Rio de Janeiro, pelo menos dois reservatórios que abastecem o Rio Paraíba do Sul, principal fonte de água do Estado, já atingiram o volume morto. Incapaz de evitar a escassez, o governo aventa a possibilidade de racionamento nos próximos meses.
Até onde a crise hídrica é capaz de chegar? Difícil dizer. Mas especialistas indicam que o cenário atual é só o início de uma “guerra hídrica” entre os Estados por rios que cortam o Sudeste do país.
A primeira trincheira já foi, inclusive, definida: o Paraíba do Sul, que nasce em São Paulo, mas também corta Minas e o Rio, ao longo de 1.137 quilômetros de extensão.
Aos cariocas, o rio é vital por abastecer 11 milhões de habitantes. Na sexta-feira, foi revelado o projeto da obra que interligará a Bacia do Paraíba do Sul ao Sistema Cantareira, que só deve ficar pronta em 2016. O uso dessa água gera divergências desde novembro e parou no Supremo Tribunal Federal, que fixou prazo até 28 de fevereiro – pouco antes do previsto para o colapso hídrico paulista – para cada governo apresentar propostas para resolver a crise.
– É uma escassez que se arrasta. E mesmo que chova muito acima da média durante cinco anos, e os reservatórios voltem a ficar totalmente cheios, nada vai ser como antes – sentencia Roberto Kirchheim, geólogo especializado em recursos hídricos.
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Crise da Água: Vamos Fazer Nossa Parte
Published fevereiro 10, 2015 Campanhas Leave a CommentTags:Abrir a Torneira, banho, Campanha, Campanha Especial, Crise da Água, Crise na Água, Economizar, Escovar os Dentes, Evite, Lavar o carro, Regador, Uso Consciente, Vamos fazer nossa parte, vivamelhor, vivamelhoronline
Conheça alguns cuidados na hora de consumir alimentos vendidos por ambulantes
Published janeiro 16, 2015 Notícias , Qualidade de Vida Leave a CommentTags:atenção, banho, bebidas, calor, cuidados, doenças, Estresse emocional, Exige, Fadiga, Febre, Herpes, higiene, Infecções, Ingerir, Ministério da Saúde, praia, PROTETOR SOLAR, Qualidade de Vida, Saúde, sol, sucos, verão
Na hora de comer alguma coisa vendida em carrocinhas de ambulantes é preciso ficar atento a alguns cuidados. Comida vendida na rua pode representar risco à saúde.
Durante uma viagem de férias, o estudante Pedro Vinícius Santos e a família comeram camarão vendido na praia por um ambulante e todos passaram muito mal. “Eu comi um camarão, que o ambulante passa vendendo, eu comi um camarão que me deu uma intoxicação alimentar muito forte, como eu nunca tinha sentido. Tanto que eu necessitei de atendimento médico na UPA, tomei soro, antibiótico e toda a minha família tiveram caso de intoxicação alimentar. Agora a gente tem que tomar mais cuidado com os alimentos que a gente ingere, principalmente na praia, como eles são preparados. Foi um pouquinho ruim, atrapalhou um pouco as nossas férias”.
A Consultora técnica da coordenação geral de alimentação e nutrição do Ministério da Saúde, Lorena Melo, explica quais cuidados são necessários na hora de fora de casa, principalmente em barracas, trailers e carrocinhas. “Sempre alguns vários cuidados são fundamentais compra, consumo, manipulação dos alimentos. A gente sempre tem que estar atento às condições de higiene do local que a gente compra o alimento, da pessoa que prepara e que vende esses alimentos também. Então sempre procurar os lugares limpos e organizados por serem opções de alimentos de boa qualidade, num bom estado de conservação. Se forem alimentos refrigerados, sempre ter também um cuidado de ver se ele está sob refrigeração e manter o menor tempo possível esse alimento exposto a temperatura ambiente”.
A Consultora técnica da coordenação geral de alimentação e nutrição do Ministério da Saúde, Lorena Melo, explica que comida preparada de maneira inadequada pode fazer muito mal à saúde e causar doenças. “Os microorganismos são os principais causadores de doenças quando presente nos alimentos. os sintomas mais comuns das doenças transmitidas por alimentos são vômito, diarreia, náuseas, dor abdominal, dor de cabeça, febre e pode ter também algum tipo de efeito mais grave em algumas situações como algum tipo de desidratação severa, insuficiência renal ou respiratória, ou diarreia com presença de sangue”.
Se você estiver na praia, prefira alimentos naturais como frutas frescas ou secas e sucos das próprias frutas, mas observando sempre se esses alimentos foram lavados na hora do preparo.
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Verão exige cuidados especiais
Published janeiro 14, 2015 Notícias , Qualidade de Vida Leave a CommentTags:atenção, banho, bebidas, calor, cuidados, doenças, Estresse emocional, Exige, Fadiga, Febre, Herpes, higiene, Infecções, Ingerir, Ministério da Saúde, praia, PROTETOR SOLAR, Qualidade de Vida, Saúde, sol, sucos, verão
Em época de verão e férias são comuns queixas relacionadas a doenças transmitidas em praias e piscinas. A pele costuma ser a principal afetada por micoses e por excesso de exposição ao sol, além de diarreias, desidratação e outros, que podem acometer homens e mulheres e crianças.
Para prevenir-se, a Coordenação Geral de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde recomenda sempre certificar-se de que a praia é própria para o banho, estar atento aos alimentos consumidos nestes ambientes, bem como a procedência da água, e não deixar de ingerir bastante líquido e fazer uso de protetor solar.
Uma das doenças mais comuns que afetam as mulheres neste período do ano é a candidíase, que se prolifera mais facilmente em meios quentes e úmidos, proporcionados pelos biquínis e roupas molhadas. Desta forma, de acordo com a Coordenação Geral de Saúde da Mulher, sua prevenção passa por evitar permanecer com as roupas úmidas por muito tempo, além de lavar roupas íntimas e de banho com sabão neutro, enxaguar abundantemente e deixar secar em local arejado. O tratamento para candidíase é um antifúngico oral ou vaginal, que deve ser prescrito pelo médico.
O herpes também pode se manifestar nestes períodos. A infecção é causada por vírus e sua reativação pode ocorrer devido a fatores como exposição à luz solar intensa, fadiga física e mental, estresse emocional, febre ou outras infecções que diminuam a resistência orgânica. Algumas pessoas têm maior possibilidade de apresentar os sintomas da doença.
Outras dicas podem proporcionar mais conforto para as mulheres durante o verão, como evitar usar calças apertadas e optar por vestidos ou saias e calcinhas de algodão. Manter a higiene íntima e optar por sabonete neutro, higiene das roupas íntimas e não compartilhar objetos de uso pessoal, como sabonetes e toalhas.
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Dietas sem indicação e acompanhamento médico trazem riscos à saúde
Published janeiro 12, 2015 Notícias , Qualidade de Vida Leave a CommentTags:acompanhamento, alimentação, atenção, banho, bebidas, calor, cuidados, dietas, doenças, emagrecer, exercícios físicos, Exige, hábitos, Indicação, Ingerir, médico, Ministério da Saúde, OMS, Pesquisa, praia, PROTETOR SOLAR, Qualidade de Vida, Regime, riscos, Saúde, sol, sucos, verão, Vigitel 2013
De acordo com a Organização Mundial de Saúde cerca de 1,4 bilhões de pessoas com mais de 21 anos em todo o mundo apresentam sobrepeso. Destes, cerca de 500 milhões representam casos de obesidade. No Brasil, dados da pesquisa Vigitel 2013 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) indicam que atualmente 50,8% dos brasileiros estão acima do peso ideal e 17,5% são obesos. A mudança de hábitos de alimentação e exercícios físicos são formas de obter resultados positivos contra este quadro global de saúde.
Todo início de ano os brasileiros fazem promessas de novos hábitos de vida, mudanças e planos, sempre em busca de um ano novo melhor que o anterior. Com isto, é comum a busca por atividades físicas e, também, por dietas. A obesidade tornou-se uma indústria lucrativa, com os mais diversos tipos de dietas que prometem a resolução rápida do quadro. As dietas de moda levam a uma perda de peso rápida, mas, assim que são interrompidas, provocam aumento ponderal de peso, muitas vezes superando o anterior.
De acordo com a Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, uma alimentação nutricionalmente equilibrada, baseada em alimentos in natura e minimante processados (como grãos, tubérculos e raízes, legumes e verduras, frutas, leite, ovos, peixes, carnes), sem restrições drásticas, adaptadas à cultura, condição socioeconômica e estilo de vida é o melhor caminho para promoção da saúde e prevenção de enfermidades. Situações específicas e orientações de dietas com restrição de algum alimento e/ou nutriente devem ser avaliadas e orientadas por profissional habilitado, como o nutricionista.
De acordo com a OMS, além de uma alimentação equilibrada, os adultos devem praticar pelo menos uma atividade física regular durante 150 minutos por semana.
Ações do Ministério da Saúde – Ações de incentivo, apoio e proteção da saúde, devem combinar iniciativas focadas em políticas públicas saudáveis, no desenvolvimento de habilidades pessoais, na criação de ambientes saudáveis e na reorientação dos serviços de saúde na perspectiva da promoção da saúde. Em novembro de 2014, o Ministério da Saúde lançou nova edição do Guia Alimentar para a População Brasileira, com cuidados e caminhos para alcançar uma alimentação saudável, saborosa e balanceada. O Guia orienta as pessoas a optarem por refeições caseiras e evitarem a alimentação em redes de fast food e produtos prontos que dispensam preparação culinária, como pratos congelados prontos para aquecer, molhos industrializados e misturas prontas para tortas, por exemplo. Outras recomendações são o uso moderado de óleos, gorduras, sal e açúcar ao temperar e cozinhar alimentos, e o consumo limitado de alimentos processados (queijos, embutidos, conservas), utilizando-os, preferencialmente, como ingredientes ou parte de refeições. Na hora da sobremesa, o ideal é preferir as caseiras, dispensando as industrializadas.
Com a alimentação, é possível prevenir enfermidades em ascensão como a obesidade, o diabetes e outras doenças crônicas, como AVC, infarto e câncer.
Comece o ano seguindo as principais dicas do Guia Alimentar:
1) Faça de alimentos in natura ou minimamente processados, em grande variedade e predominantemente de origem vegetal, a base de sua alimentação;
2) Utilize óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias;
3) Limite o uso de alimentos processados, consumindo-os, em pequenas quantidades, como ingredientes de preparações culinárias ou como parte de refeições baseadas em alimentos in natura ou minimamente processados;
4) Evite alimentos ultraprocessados.
As orientações do Guia Alimentar são para a escolha de alimentos para compor uma alimentação nutricionalmente balanceada, saborosa e culturalmente apropriada e, ao mesmo tempo, promotora de sistemas alimentares social e ambientalmente sustentáveis.
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10 medidas que aliviam a pele da garotada
Published julho 10, 2013 Férias , Qualidade de Vida Leave a CommentTags:Alergia, animais, antidermatite, atenção, banho, coçar, Coceira, cremes, crianças, cuidados, dermatite, dicas, doenças da pele, garotada, hidratação, imunidade, Imunologia, Imunologista, Prevenção, Saúde, sarna, tratamento
Pele seca, sensível e toda empipocada — se o seu filho vive se coçando e ainda tem histórico de rinite, bronquite ou asma na família, não é improvável que ele sofra de um distúrbio comum no mundo inteiro, mas pouco diagnosticado: a dermatite atópica. “Na verdade, as palavras atopia e alergia são sinônimas. Mas os médicos consideram o problema atópico quando ele é genético e de difícil controle”, explica a dermatologista Leandra Metsavaht, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Não estamos falando, portanto, daquelas irritações eventuais que aparecem depois do contato com um material que sensibiliza a pele, por exemplo.

A doença em questão costuma aparecer cedo, aos 3 meses de idade, e, embora possa persistir a vida inteira, desaparece em 60% dos casos até os 12 anos. Segundo Leandra, até 20% das crianças no planeta são atacadas pelo martírio, mas a tendência é que o organismo se adapte e os sintomas deixem de ser tão intensos com o passar do tempo. A coceira é marca registrada: nos bebês, afeta mais o rosto, o pescoço e as dobrinhas da perna e dos braços. Já nos adolescentes se manifesta em algumas regiões do tronco e das pernas. E o pior é que o prurido gera vermelhidão e até machucados.
O problema pode, inclusive, causar manchas e cicatrizes, mas as sequelas mais evidentes são psicológicas. “Apesar de a dermatite não ser contagiosa, algumas crianças sofrem preconceito e se tornam tímidas, retraídas ou agressivas”, afirma a dermatologista Nadia Almeida, do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, no Paraná. Daí a importância de o pequeno ser apoiado pela família e receber ajuda médica. Pensando em todos esses aspectos, a Associação de Familiares e Pacientes de Dermatite Atópica da Espanha se uniu a especialistas na doença para criar o primeiro decálogo europeu de manejo do problema. Vale a pena conferi-lo a seguir.
1- NADA DE SE COÇAR!
A dermatite atópica é um problema marcado por crises recorrentes. Há um período em que a criança sente muita coceira e as áreas afetadas soltam uma espécie de líquido e outra fase caracterizada pelo espessamento da pele. O esfrega-esfrega, no entanto, só piora as coisas. “Quanto mais o pequeno coloca as mãos no local, mais machucada fica a pele, o que desata mais coceira e cria um círculo vicioso difícil de ser quebrado”, observa a dermatologista Leandra Metsavaht. Além disso, infecções oportunistas podem aparecer em decorrência das lesões, o que, é claro, agrava a situação. Ensinar disciplina e autocontrole à garotada é fundamental. Para os bebês, aposte em luvinhas e banhos frescos com amido de milho ou aveia, que acalmam a irritação. E é imprescindível manter as unhas dos pequenos sempre aparadas.
2- ATENÇÃO ÀS ESTAÇÕES DO ANO
O frio ou o calor podem piorar ou desencadear os ataques da dermatite. É recomendável, portanto, fazer o possível para manter a temperatura amena em casa. “No inverno, o quadro piora porque a pele tende a ficar ressecada e os banhos são mais demorados e com água muito quente”, aponta o dermatologista Samar El Harati, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. “Por isso devemos redobrar os cuidados e a hidratação nesse período.” E, na hora de proteger os filhos do frio, prefira sempre casacos de algodão. O verão também exige atenção, já que as crianças transpiram mais e o suor facilita o ressecamento da pele — além disso, o próprio ar condicionado contribui para a secura. A hidratação continua indispensável, especialmente quando o menino ou a menina brincam no mar ou na piscina. Banhos de sol são bem-vindos, mas sem exageros e com protetor solar.
3- MODA ANTIDERMATITE
Como o problema é fruto de uma sensibilidade exagerada diante de tudo o que entra em contato com a pele, é importante ficar de olho nas roupas das crianças. Dê preferência aos tecidos 100% de algodão e evite lãs e fibras sintéticas. A medida, aliás, vale tanto para os pequenos com o problema quanto para quem cuida deles. “Também orientamos usar o mínimo de sabão em pó e dispensar amaciantes e outros produtos na lavagem”, diz Nadia Almeida. Tudo para evitar possíveis gatilhos do problema. Outra orientação é recortar a etiqueta das blusas, que costuma arranhar a pele. E, por favor, trate de aposentar as peças muito apertadas ou de tecido áspero.
4- ESCOLA SEM CRISE
A irritação crônica na pele também causa feridas psicológicas. É fundamental que os pais conversem com os professores e diretores no colégio, explicando a situação do filho. Isso ajudará os mestres a minimizar o estresse da doença. “Não é raro que haja preconceito das outras crianças, que pensam que a doença é contagiosa”, afirma Nadia. Professores e alunos precisam se conscientizar de que essa é uma visão equivocada e impedir brincadeiras que estigmatizem o pequeno. Assim ele não precisará mascarar seu problema sempre se vestindo com roupas de manga comprida.
5- O TRATAMENTO À RISCA
Só com a ajuda de um médico — e da terapia prescrita — dá para controlar a dermatite. E uma palavra terá de guiar a criança e sua família: comprometimento. É necessário estabelecer um pacto com o especialista e seguir recomendações como abolir bichos de pelúcia — redutos de pó e ácaro —, conservar o quarto do pequeno arejado e, claro, aderir a pomadas, comprimidos e companhia. Além de hidratantes, o tratamento conta com antialérgicos orais para acelerar o fim da crise. Também são receitadas pomadas ou cremes à base de corticoide, que atenua a inflamação na pele. Em casos mais graves, os médicos apelam para remédios imunomoduladores e, se houver infecção no pedaço, a antibióticos. Quando a autoestima da criança está comprometida, a psicoterapia pode ser convocada para resgatá-la.
6- HIDRATAR, HIDRATAR, HIDRATAR…
Não tem jeito: esse mantra terá que ser repetido hoje e sempre por quem tem dermatite. Afinal, o distúrbio anda lado a lado com a pele seca. Você já deve ter reparado que há centenas de hidratantes no mercado — existem até opções só para a garotada. Fique atento e escolha as loções sem fragrância. O ideal é optar por cremes mais espessos, capazes de restaurar a barreira de proteção natural da pele. A hidratação deve entrar em campo mais de uma vez ao dia e é importante caprichar no uso dos produtos logo depois do banho. Também vale incentivar o filho a levar sempre na mochila um potinho de creme para evitar as rachaduras aonde quer que ele vá.
7- CARDÁPIO SEGURO
“A maioria dos casos de dermatite atópica aparece aos 3 ou 4 meses de idade”, conta Nadia. “Esse período coincide com o desmame e a introdução do leite de vaca”, completa. Assim como algumas crianças têm alergia à proteína do leite, outros alimentos podem desencadear a aparição de lesões na pele. Enlatados, ovos, cítricos, chocolates, alguns corantes, conservantes e hormônios lideram a lista de desencadeadores. “Se houver suspeita, podemos solicitar exames de sangue e testes de contato para descobrir se a criança é alérgica a determinados alimentos”, diz El Harati.
8- DIÁRIO DE BORDO
O lápis e o caderno podem ser aliados da criança com dermatite. Como a doença é fruto de uma interação entre os genes e o meio ambiente, os médicos espanhóis acreditam que anotar em que momentos a crise apareceu é um meio eficiente de identificar os fatores desencadeantes. Se a criança é pequena, os pais devem preencher o diário; se ela já sabe ler e escrever, pode assumir sozinha essa tarefa. Afinal, será que a dermatite irrompeu depois de um dia de calor intenso? Manifestou-se após um prato de comida? Deu as caras no momento em que brincava no quarto?
9- A HORA DO BANHO
Esse cuidado se aplica sobretudo quando a temperatura baixa e a criança quer tomar banho com água pelando… Banhos quentes e prolongados estão proibidos para quem tem dermatite. Prefira água fria ou morna e não ultrapasse os 20 minutos debaixo do chuveiro. Os sabonetes devem ser de origem vegetal, sem corantes e conservantes, e usados somente nos genitais, nas mãos e nos pés. “Também pedimos para que se evitem as buchas”, acrescenta El Harati. No momento de secar, não esfregue a toalha na pele. Em seguida, você já sabe, dá-lhe hidratante. Dobre a atenção nas férias, quando as crianças não querem sair da piscina — aquecida ou não.
10- CONSCIENTE DO PROBLEMA
De acordo com o recém-criado decálogo europeu, à medida que a criança cresce, é essencial que ela assuma os cuidados diante da doença. Os pais devem explicar, sempre que possível, o que é a dermatite e ensinar, desde cedo, as medidas que ajudam a evitar os surtos. Os pequenos não devem jamais se sentir culpados pela situação. Se eles souberem, por exemplo, que um banho com água morna e um bom hidratante amenizam os sintomas, irão se sentir mais seguros para tratá-lo e aproveitar as atividades do dia a dia. Selar uma parceria com o dermatologista ou o alergista e afastar tudo o que estimula as crises são fórmulas para a criança, dona de si, subjugar a dermatite — até que, com sorte, a própria idade se encarregue de suprimi-la.
Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://saude.abril.com.br
O que um bom banho faz por você
Published setembro 15, 2009 Clippings , Qualidade de Vida 1 CommentTags:banho, O que um bom banho faz por você, Revista Viva é Saúde, Saúde

Fonte: Revista Viva é Saúde





