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Alimentos que fortalecem a imunidade

Bacterias Pixabay

Mantenha sempre a imunidade em alta para que seu corpo esteja pronto para reagir, principalmente, devido à ocorrência antecipada de gripes e o aumento alarmante de casos da Gripe H1N1, conhecida como Gripe Suína. Informe-se também sobre a campanha de vacinação, em seu estado, que deverá ocorrer ainda este mês.

Ter um estilo de vida saudável associado a uma alimentação balanceada é primordial para o desempenho do sistema imunológico, que atua contra agentes agressores como os vírus e as bactérias, causadores de diversas doenças.

Mesmo as pessoas que têm fatores genéticos que aumentem as chances de determinadas doenças podem também se beneficiar da mudança dos hábitos alimentares. Confira os sete grupos de alimentos que aumentam a imunidade:

Grupo 1

Laranja, limão, goiaba, melão, mamão e morango são fontes alimentares da vitamina C, a qual tem a propriedade antioxidante, ou seja, evita a oxidação das células do sistema imunológico. Isto significa que ao impedir a morte das células do sistema imunológico, permite ao organismo estar mais preparado quando exposto aos agentes agressores.

Grupo 2

Carne bovina, amêndoas e nozes, são alimentos que possuem zinco, que age no funcionamento de diferentes enzimas, as quais atuam na resposta imune aumentando a capacidade das células de defesa no combate às bactérias. É recomendado ingerir o suplemento de zinco, para a redução do quadro de infecção em idosos.

Grupo 3

Alho age melhorando a função das células do sistema imunológico, logo tornando resfriados e gripes menos graves.

Grupo 4

Cogumelos podem estimular a ação dos linfócitos (células do sistema imune) no organismo, de forma a fortalecer o sistema imunológico.

Grupo 5

Iogurte é portador de bactérias, as quais agem sobre mediadores da resposta inflamatória no organismo, assim pode ajudar a combater doenças inflamatórias do intestino.

Grupo 6

Peixes, castanha do Pará, algas e caju possuem as gorduras ômega 3 e ômega 6 que melhoram a resposta imunológica quando associadas a uma alimentação balanceada.

Grupo 7

Cenoura, manga, goiaba, ou vegetais e frutas nas cores amarela, laranja e vermelha ativam o sistema imunológico.

Lembrando que estas dicas não substituem orientações médicas.

Informações parciais da fonte: http://www.blogdasaude.com.br/saude-fisica/2013/09/18/20-alimentos-para-fortalecer-a-imunidade/

Alivie os sintomas da rinite alérgica

Rinite é a inflamação aguda ou crônica, infecciosa, alérgica ou irritativa da mucosa nasal. Os casos agudos são, em sua maioria, causado por vírus, ao passo que os casos crônicos ou recorrente são geralmente determinados pela rinite alérgica, induzida pela exposição a alérgenos, substâncias que induzem reação alérgica com resposta inflamatória, entre eles os ácaros da poeira domiciliar, barata, os fungos, epitélio, urina e saliva de animais (cão e gato).

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Os principais irritantes são a fumaça do cigarro e compostos voláteis utilizados em produtos de limpeza e construção, desencadeando os sintomas por mecanismos não imunológicos.

A arquiteta Luciana Jobim, 28 anos, enfrenta diariamente as possibilidades de crise de rinite alérgica. “Por ser arquiteta e visitar muitas obras com poeira e cheiros fortes de tinta e outros materiais, tenho que lutar contra isso diariamente”, conta. Como toda afecção alérgica, a rinite pode apresentar duas fases: a primeira, chamada imediata, ocorre minutos após o estímulo; e a segunda, denominada fase tardia ou inflamatória, ocorre quatro a oito horas após o estímulo.

Os sintomas mais comuns são corrimento nasal, obstrução ou prurido nasal e espirros sequenciais. Muitas vezes acompanham sintomas oculares como coceira, vermelhidão e lacrimejamento. Esses sintomas podem melhorar espontaneamente. Nos casos crônicos, pode ocorrer perda do paladar e do olfato. Luciana Jobim explica que procura manter a casa sempre limpa e arejada para ajudar no controle da doença. “Eu já acordo como se meu nariz estivesse entupido e qualquer alérgeno desencadeia minhas crises, por isso eu não tenho tapete e nem cortinas de tecido no meu quarto e é tudo muito limpo para não acumular poeira. Também evito ficar em locais empoeirados”, afirma.

 

O diagnóstico de rinite alérgica é clínico, com base nos dados de história e exame físico. Classificada atualmente com base na intensidade dos sintomas e seu impacto sobre a qualidade de vida do paciente, a doença pode ser intermitente leve; intermitente moderada ou grave; persistente leve; persistente moderada ou grave. Essa classificação é importante porque implica diretamente na conduta terapêutica.

É importante procurar um médico que irá pesquisar as causas de alergia e recomendar o tratamento mais adequado para controlar a doença, promover a prevenção e o alívio dos sintomas de forma segura e eficaz.
Medidas para evitar as crises de rinite:

• Parar de fumar
• Perda de peso (quando indicado) e prevenção do sobrepeso e obesidade.
• Realizar atividades físicas.
• Reduzir a exposição a fatores desencadeantes, como exposição a ácaros ou alérgenos relacionados a mofo, tabagismo passivo, animais domésticos se comprovada sensibilização , odores fortes e locais de poluição atmosférica.

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Portadores do vírus HIV têm mais defesa contra a gripe A

Estudo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), publicado nesta segunda (30) na revista científica Plos One, mostra que pessoas infectadas pelo vírus HIV são menos suscetíveis ao vírus H1N1, causador da gripe A. É como se o HIV se protegesse para que aquele organismo não fosse infectado por outro vírus, que iria competir com ele pela mesma célula, explicou o pesquisador Thiago Moreno.

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“Durante a pandemia de 2009, foi surpreendente observar que indivíduos infectados pelo HIV não tiveram uma maior gravidade quando infectados pelo H1N1. É surpreendente porque, pela condição deles de imuno comprometimento devido à infecção pelo HIV, era esperado o contrário, que foi o que ocorreu com outros indivíduos imunocomprometidos, como os portadores de câncer e os transplantados”, disse o pesquisador.

Os estudos sugerem que o efeito da pandemia em indivíduos infectados pela aids não foi diferente do observado na população em geral. A explicação científica é que o HIV, ao responder à defesa da célula que ele ataca, usa uma proteína (IFITM3) capaz de inibir a replicação do vírus H1N1. Com isso, a capacidade do influenza de infectar as células é prejudicada.

Após constatarem o efeito do HIV sobre a replicação do vírus influenza, os pesquisadores querem agora detectar qual é o efeito do influenza sobre o vírus da aids. Testes são feitos no IOC. Thiago Moreno admitiu que a ideia, no futuro, é buscar novos tratamentos para a gripe.

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Vacinação 2014: Mantenha Em Dia

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Você conhece todas as vacinas oferecidas pelo SUS?

As primeiras ações de imunizações no Brasil datam de 1804. Mas foi no ano de 1973 que foi criado o Programa Nacional de Imunizações (PNI) doMinistério da Saúde. E por meio do PNI o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza todos os anos mais de 300 milhões de doses de vacinas. Ao todo, são oferecidos gratuitamente 42 tipos de imunobiológicos e 25 vacinas. Mas você sabe quais são as vacinas e quem deve tomá-las?

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Antes do PNI, as ações de imunização eram caracterizadas pela descontinuidade e pela baixa área de cobertura. Criado com o objetivo de coordenar essas ações, o Programa – em 40 anos – transformou o Brasil em um dos países que oferece o maior número de vacinas do mundo.

A coordenadora do PNI, Carla Domingues, destaca que o calendário de vacinação beneficia toda a família. “Nós temos um calendário para o adolescente, adulto e idoso, além da criança que já é rotineiramente vacinada. Então é importante que todas as pessoas conheçam o calendário de vacinação para que ele esteja sempre atualizado”, explica. Conheça abaixo o calendário nacional de vacinação atualizado e não deixe passar nenhuma vacina!

Todo esse esforço para imunizar a população está dando resultados. O Brasil alcançou a erradicação da poliomielite e da varíola, e a eliminação da circulação do vírus autóctone do sarampo, desde 2000, e da rubéola, desde 2009. Também foi registrada queda acentuada nos casos e incidências das doenças imunopreveníveis, como as meningites por meningococo, difteria, tétano neonatal, entre outras.

Das vacinas disponíveis hoje no SUS, 96% são produzidas no Brasil ou estão em processo de transferência de tecnologia. Isso só é possível porque existe no país um parque produtor de vacinas e imunobiológicos. É um importante patrimônio que deixa o Brasil em situação privilegiada em relação a outros países do mundo e possibilita o desenvolvimento científico e tecnológico.

Novas vacinas – Nos últimos quatro anos, o Ministério da Saúde introduziu sete novas vacinas. Em 2010, foi a vacina pneumocócica 10 valente e meningocócica C conjugada. Em 2012, incluiu a vacina penta (difteria, tétano, pertussis, Haemophilus influenza tipo b e hepatite B) e a vacina inativada poliomielite (VIP). Já em 2013, o PNI ampliou a oferta da vacina hepatite B, de 29 para 49 anos de idade.

Recentemente, o SUS passou a oferecer a vacina tetra viral, que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela, e é exclusiva para crianças com 15 meses que tenham tomado a primeira dose da tríplice viral. Em 2014, o Ministério já incluiu a vacina contra o HPV, e vai lançar ainda a vacina contra a hepatite A e a dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) para gestantes.

Vacinação em Dia – O Ministério da Saúde lançou um aplicativo, o objetivo do Vacinação em Dia é estar no dia-a-dia da população em dispositivo móvel, com informações necessárias para garantir vacinação do cidadão e sua família. O aplicativo gerencia cadernetas de vacinação cadastradas pelo usuário. Além de ter informações sobre as vacinas disponibilizadas pelo SUS e função com lembretes sobre as campanhas sazonais de vacinação.

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Links para fazer o download do aplicativo “Vacinação em Dia” para dispositivos com Android e iOS

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10 Benefícios da Amamentação para o seu Bebê

Desde a confirmação da gravidez, nenhum episódio é capaz de chamar mais atenção do que a saúde do bebê prestes a chegar. Os cuidados necessários para o desenvolvimento da criança despertam o interesse como nenhum outro assunto e a mãe faz de tudo para garantir que o bebê passe os dias longe de infecções e alergias. “Felizmente, a melhor proteção para o bebê está, justamente, nas mãos da mãe: crianças que recebem leite materno como alimento exclusivo nos primeiros seis meses de vida são mais resistentes a infecções, alergias, doenças e até mesmo complicações mais simples, como a cólica e o estresse”, afirma o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, da Sociedade Brasileira de Pediatria.

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A amamentação, de tão importante, tem até semana especial no calendário: o Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde (OMS) promovem, em agosto, a Semana Mundial da Amamentação, lembrando o quanto o leite materno pode fazer diferença na vida da criança, estimulando as mães a praticarem esse gesto de amor e esclarecendo as principais dúvidas sobre o tema. Se você quer saber tudo o que seu bebê ganha a cada mamada, veja os benefícios que os especialistas destacam.

Fortalece a imunidade

O leite materno possui um importante papel na imunidade dos bebês, pois contém células de defesa e fatores anti-infecciosos capazes de proteger o organismo do recém-nascido. “As infecções comuns dos primeiros seis meses, como a otite, afetam menos as crianças que são amamentadas”, diz a pediatra Natasha Slhessarenko, do Laboratório Pasteur, em Brasília.

Contato com a mãe

A amamentação tem papel importante no sistema nervoso da mãe, diminuindo o estresse. “Além disso, o contato com a mãe faz com que o bebê se sinta mais seguro e tranquilo, evitando o choro e a ansiedade na criança”, afirma o obstetra e especialista em Medicina Fetal Jurandir Piassi, do Lavoisier Medicina Diagnóstica, em São Paulo. 

Melhor alimento para o intestino

A pediatra Ana Gabriela Pavanelli Roperto, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, em São Paulo explica que o leite humano contém enzimas já conhecidas pelo organismo da criança. “Os componentes do leite de vaca ou leites artificiais são estranhos para o bebê e, por isso, podem causar alergias intestinais e deficiência de ferro”, diz. “Crianças que mamam no peito podem inclusive ficar até oito dias sem evacuar, justamente porque todos os componentes do leite materno são aproveitamos pelo organismo, não havendo necessidade de evacuação.” 

Diminui o risco de alergias

Um estudo publicado no European Respiratory Journal revelou que bebês alimentados exclusivamente com leite materno nos primeiros menos seis meses têm menos chances de desenvolver sintomas de asma na infância, como chiados no peito e catarro persistente. Outra pesquisa, desenvolvida pela Universidade de Southampton, na Inglaterra e pelas Universidades do Estado de Michigan e Carolina do Sul, nos Estados Unidos, descobriu que crianças que foram amamentadas por pelo menos quatro meses tinham um funcionamento melhor dos pulmões. 

O esforço do bebê para sugar o leite ajuda no desenvolvimento dos pulmões, fortalecendo o órgão contra alergias. “Outros estudos mostram que as alergias começam no primeiro ano de vida, e quase sempre estão associadas à proteína do leite de vaca”, diz a pediatra Natasha. ‘O leite de vaca está associado a irritações no organismo no bebê, podendo levar ao surgimento de dermatite, rinite, sinusite, bronquite asmática e amigdalite.” 

Evita cólicas

A grande razão para o leite materno prevenir cólicas no bebê são as proteínas presentes em sua composição. Sylvio Monteiro de Barros explica que existem dois tipos de proteínas: as de difícil digestão (caseínas), e as de fácil digestão (globulinas). “O leite de vaca tem muito mais proteínas do que o leite materno, porém a proteína que o leite de vaca tem é basicamente caseína, e o leite humano é constituído de globulinas”, diz o pediatra. Por conter esse tipo de proteína, o leite materno não fermenta tanto para ser digerido, produzindo menos gases e evitando as cólicas. “Outro fator para cólicas é a ingestão de ar pelo bebê, que é muito maior com a mamadeira do que no peito.” 

Previne doenças futuras

Ao usar a mamadeira para alimentar seu filho, você está retirando a primeira parte da digestão do alimento, que fica na boca. “A mamadeira faz com que o leite vá direto para a garganta do bebê, comprometendo tanto o processo digestivo quanto de saciedade”, diz o pediatra Sylvio. Isso fará com que a criança coma mais do que o necessário e ela tenha predisposição ao acúmulo de gordura. Segundo o especialista, mesmo o leite materno, quando oferecido na mamadeira, pode favorecer esses problemas. 

Além disso, a quantidade de sódio, potássio, magnésio e proteínas presente nos outros leites é maior que no leite da mãe, fator que pode sobrecarregar o sistema da criança, causando alterações no processo de digestão e favorecendo o surgimento de doenças no futuro, como síndrome metabólica, obesidade, diabetes, hipertensão e doença celíaca.  

Combate à anemia

O leite materno possui muito mais de ferro e concentrações menores de cálcio, quando comparado ao leite de vaca. “O ferro presente nos outros leites não é suficiente para o bebê, sendo necessária a suplementação”, diz o obstetra Jurandir Piassi, especialista em Medicina Fetal do Lavoisier Medicina Diagnóstica. “Já o cálcio em abundância nos outros leites pode inibir a absorção de ferro, diminuindo ainda mais a presença desse nutriente no organismo do bebê e favorecendo a anemia ferropriva”, completa. 

A pediatra Ana Gabriela declara que a presença de ferro no leite da mãe diminui com o tempo por um processo natural, como se o leite materno preparasse o bebê para a alimentação. A partir dos seis meses, é preciso introduzir alimentos ricos em ferro, como as carnes, na dieta da criança. “Como o bebê ainda não consegue mastigar direito, o melhor a fazer é colocar a carne na sopa e servir apenas o caldo, que possui os nutrientes da carne diluídos no cozimento.”

Ajuda no desenvolvimento cognitivo

Um estudo feito com 12 mil bebês e publicado no The Journal of Pediatricsrevelou que crianças amamentadas desenvolvem mais rapidamente o cérebro, apresentando melhor desempenho de vocabulário e raciocínio. A análise foi liderada por cientistas do Institute for Social and Economic Research at the University of Essex, na Inglaterra. O pediatra Sylvio conta que a gordura presente no leite materno é constituída por ácidos graxos poli-insaturados, responsáveis por formar os neurônios da criança e favorecer as sinapses nervosas. “O desenvolvimento de cerca de 80% do cérebro acontece nos primeiros dois anos de vida, por isso a importância dessa gordura no leite da mãe”, diz. O especialista reforça a importância da alimentação da mãe para que a criança consiga todos esses nutrientes: “Se a mãe tiver uma dieta rica em peixes de água fria, como salmão e cavalinha, a criança irá obter mais gorduras por meio da amamentação e isso irá facilitar seu desenvolvimento cognitivo.”  

Desenvolve a arcada dentária

O movimento de amamentação é excelente para a dentição e para a fala do bebê. ‘Há estímulo para o desenvolvimento dos ossos do crânio e da face, fazendo com que os dentes se encaixem de forma adequada”, diz a fonoaudióloga Andrea Motta, da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. “Amamentar também promove estímulos favoráveis ao desenvolvimento da musculatura da boca e da face, o que futuramente irá refletir na respiração, fala, mastigação e deglutição.” 

Ajuda no crescimento de prematuros

Os bancos de leite existentes hoje no Brasil são basicamente para o desenvolvimento de bebês prematuros. “Quanto mais prematuro é o bebê, mais imaturo é o seu sistema digestivo e maior a probabilidade de desenvolver alergias”, diz pediatra Natasha. “Além disso, o prematuro precisa dos nutrientes do leite materno para desenvolver melhor todos os seus sistemas, mais imaturos do que deveriam.”

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10 medidas que aliviam a pele da garotada

Pele seca, sensível e toda empipocada — se o seu filho vive se coçando e ainda tem histórico de rinite, bronquite ou asma na família, não é improvável que ele sofra de um distúrbio comum no mundo inteiro, mas pouco diagnosticado: a dermatite atópica. “Na verdade, as palavras atopia e alergia são sinônimas. Mas os médicos consideram o problema atópico quando ele é genético e de difícil controle”, explica a dermatologista Leandra Metsavaht, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Não estamos falando, portanto, daquelas irritações eventuais que aparecem depois do contato com um material que sensibiliza a pele, por exemplo.

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A doença em questão costuma aparecer cedo, aos 3 meses de idade, e, embora possa persistir a vida inteira, desaparece em 60% dos casos até os 12 anos. Segundo Leandra, até 20% das crianças no planeta são atacadas pelo martírio, mas a tendência é que o organismo se adapte e os sintomas deixem de ser tão intensos com o passar do tempo. A coceira é marca registrada: nos bebês, afeta mais o rosto, o pescoço e as dobrinhas da perna e dos braços. Já nos adolescentes se manifesta em algumas regiões do tronco e das pernas. E o pior é que o prurido gera vermelhidão e até machucados.

O problema pode, inclusive, causar manchas e cicatrizes, mas as sequelas mais evidentes são psicológicas. “Apesar de a dermatite não ser contagiosa, algumas crianças sofrem preconceito e se tornam tímidas, retraídas ou agressivas”, afirma a dermatologista Nadia Almeida, do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, no Paraná. Daí a importância de o pequeno ser apoiado pela família e receber ajuda médica. Pensando em todos esses aspectos, a Associação de Familiares e Pacientes de Dermatite Atópica da Espanha se uniu a especialistas na doença para criar o primeiro decálogo europeu de manejo do problema. Vale a pena conferi-lo a seguir.

1- NADA DE SE COÇAR!
A dermatite atópica é um problema marcado por crises recorrentes. Há um período em que a criança sente muita coceira e as áreas afetadas soltam uma espécie de líquido e outra fase caracterizada pelo espessamento da pele. O esfrega-esfrega, no entanto, só piora as coisas. “Quanto mais o pequeno coloca as mãos no local, mais machucada fica a pele, o que desata mais coceira e cria um círculo vicioso difícil de ser quebrado”, observa a dermatologista Leandra Metsavaht. Além disso, infecções oportunistas podem aparecer em decorrência das lesões, o que, é claro, agrava a situação. Ensinar disciplina e autocontrole à garotada é fundamental. Para os bebês, aposte em luvinhas e banhos frescos com amido de milho ou aveia, que acalmam a irritação. E é imprescindível manter as unhas dos pequenos sempre aparadas.

2- ATENÇÃO ÀS ESTAÇÕES DO ANO
O frio ou o calor podem piorar ou desencadear os ataques da dermatite. É recomendável, portanto, fazer o possível para manter a temperatura amena em casa. “No inverno, o quadro piora porque a pele tende a ficar ressecada e os banhos são mais demorados e com água muito quente”, aponta o dermatologista Samar El Harati, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. “Por isso devemos redobrar os cuidados e a hidratação nesse período.” E, na hora de proteger os filhos do frio, prefira sempre casacos de algodão. O verão também exige atenção, já que as crianças transpiram mais e o suor facilita o ressecamento da pele — além disso, o próprio ar condicionado contribui para a secura. A hidratação continua indispensável, especialmente quando o menino ou a menina brincam no mar ou na piscina. Banhos de sol são bem-vindos, mas sem exageros e com protetor solar.

3- MODA ANTIDERMATITE
Como o problema é fruto de uma sensibilidade exagerada diante de tudo o que entra em contato com a pele, é importante ficar de olho nas roupas das crianças. Dê preferência aos tecidos 100% de algodão e evite lãs e fibras sintéticas. A medida, aliás, vale tanto para os pequenos com o problema quanto para quem cuida deles. “Também orientamos usar o mínimo de sabão em pó e dispensar amaciantes e outros produtos na lavagem”, diz Nadia Almeida. Tudo para evitar possíveis gatilhos do problema. Outra orientação é recortar a etiqueta das blusas, que costuma arranhar a pele. E, por favor, trate de aposentar as peças muito apertadas ou de tecido áspero.

4- ESCOLA SEM CRISE
A irritação crônica na pele também causa feridas psicológicas. É fundamental que os pais conversem com os professores e diretores no colégio, explicando a situação do filho. Isso ajudará os mestres a minimizar o estresse da doença. “Não é raro que haja preconceito das outras crianças, que pensam que a doença é contagiosa”, afirma Nadia. Professores e alunos precisam se conscientizar de que essa é uma visão equivocada e impedir brincadeiras que estigmatizem o pequeno. Assim ele não precisará mascarar seu problema sempre se vestindo com roupas de manga comprida.

5- O TRATAMENTO À RISCA
Só com a ajuda de um médico — e da terapia prescrita — dá para controlar a dermatite. E uma palavra terá de guiar a criança e sua família: comprometimento. É necessário estabelecer um pacto com o especialista e seguir recomendações como abolir bichos de pelúcia — redutos de pó e ácaro —, conservar o quarto do pequeno arejado e, claro, aderir a pomadas, comprimidos e companhia. Além de hidratantes, o tratamento conta com antialérgicos orais para acelerar o fim da crise. Também são receitadas pomadas ou cremes à base de corticoide, que atenua a inflamação na pele. Em casos mais graves, os médicos apelam para remédios imunomoduladores e, se houver infecção no pedaço, a antibióticos. Quando a autoestima da criança está comprometida, a psicoterapia pode ser convocada para resgatá-la.

6- HIDRATAR, HIDRATAR, HIDRATAR…
Não tem jeito: esse mantra terá que ser repetido hoje e sempre por quem tem dermatite. Afinal, o distúrbio anda lado a lado com a pele seca. Você já deve ter reparado que há centenas de hidratantes no mercado — existem até opções só para a garotada. Fique atento e escolha as loções sem fragrância. O ideal é optar por cremes mais espessos, capazes de restaurar a barreira de proteção natural da pele. A hidratação deve entrar em campo mais de uma vez ao dia e é importante caprichar no uso dos produtos logo depois do banho. Também vale incentivar o filho a levar sempre na mochila um potinho de creme para evitar as rachaduras aonde quer que ele vá.

7- CARDÁPIO SEGURO
“A maioria dos casos de dermatite atópica aparece aos 3 ou 4 meses de idade”, conta Nadia. “Esse período coincide com o desmame e a introdução do leite de vaca”, completa. Assim como algumas crianças têm alergia à proteína do leite, outros alimentos podem desencadear a aparição de lesões na pele. Enlatados, ovos, cítricos, chocolates, alguns corantes, conservantes e hormônios lideram a lista de desencadeadores. “Se houver suspeita, podemos solicitar exames de sangue e testes de contato para descobrir se a criança é alérgica a determinados alimentos”, diz El Harati.

8- DIÁRIO DE BORDO
O lápis e o caderno podem ser aliados da criança com dermatite. Como a doença é fruto de uma interação entre os genes e o meio ambiente, os médicos espanhóis acreditam que anotar em que momentos a crise apareceu é um meio eficiente de identificar os fatores desencadeantes. Se a criança é pequena, os pais devem preencher o diário; se ela já sabe ler e escrever, pode assumir sozinha essa tarefa. Afinal, será que a dermatite irrompeu depois de um dia de calor intenso? Manifestou-se após um prato de comida? Deu as caras no momento em que brincava no quarto?

9- A HORA DO BANHO

Esse cuidado se aplica sobretudo quando a temperatura baixa e a criança quer tomar banho com água pelando… Banhos quentes e prolongados estão proibidos para quem tem dermatite. Prefira água fria ou morna e não ultrapasse os 20 minutos debaixo do chuveiro. Os sabonetes devem ser de origem vegetal, sem corantes e conservantes, e usados somente nos genitais, nas mãos e nos pés. “Também pedimos para que se evitem as buchas”, acrescenta El Harati. No momento de secar, não esfregue a toalha na pele. Em seguida, você já sabe, dá-lhe hidratante. Dobre a atenção nas férias, quando as crianças não querem sair da piscina — aquecida ou não.

10- CONSCIENTE DO PROBLEMA
De acordo com o recém-criado decálogo europeu, à medida que a criança cresce, é essencial que ela assuma os cuidados diante da doença. Os pais devem explicar, sempre que possível, o que é a dermatite e ensinar, desde cedo, as medidas que ajudam a evitar os surtos. Os pequenos não devem jamais se sentir culpados pela situação. Se eles souberem, por exemplo, que um banho com água morna e um bom hidratante amenizam os sintomas, irão se sentir mais seguros para tratá-lo e aproveitar as atividades do dia a dia. Selar uma parceria com o dermatologista ou o alergista e afastar tudo o que estimula as crises são fórmulas para a criança, dona de si, subjugar a dermatite — até que, com sorte, a própria idade se encarregue de suprimi-la.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://saude.abril.com.br

Alergia a Animais

Quando se fala em alergia a animais, muitos associam a causa do problema aos pelos ou às penas. Mas isso não é 100% verdade. Na realidade, o maior vilão desse problema é o grande aumento de ácaros no ambiente causado pela presença dos bichos de estimação. Isso ocorre porque, além de pelos, os bichinhos soltam muita pele – e o ácaro, que se alimenta desses fragmentos, procria aceleradamente.

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De acordo com o dr. Hélio Schainberg, médico do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) e especialista no assunto, 95% dos casos, na cidade de São Paulo são causados por ácaros, e não por pelos ou penas.

Os outros 5% têm como uma das causas o pelo dos animais. “Já com os gatos, a causa pode estar também na saliva do animal. O bichano se lambe muito e as partículas (proteínas) alergênicas presentes na saliva ficam impregnadas na pele e no pelo, provocando reações alérgicas nas pessoas sensíveis”, explica o dr. Schainberg.

Primeiros sinais

Para que os sintomas se manifestem, não é preciso contato direto com o bicho. Um encontro com seu dono ou com pessoas que brincam com ele pode ser suficiente para disparar os primeiros sinais de irritação. “Quem tem predisposição à alergia, com o tempo de contato pode se sensibilizar e então passar a ter sintomas”, afirma a dra. Cristina Kokron, alergista do HIAE. Além disso, no caso dos gatos, o dono pode levar o alérgeno na roupa e desencadear ou acentuar a crise em quem sofre do problema.

De modo geral, esse tipo de mal tem componente genético. Os médicos afirmam que, se um membro da família é alérgico, os descendentes têm 50% de probabilidade de ter o problema. “Se forem dois familiares, o risco dos demais parentes diretos sobe para 75%”, afirma o dr. Schainberg.

Quanto aos sintomas, podem ocorrer alergia na pele, congestão nasal, coceira, espirros, coriza, rinite, asma e conjuntivite. Há também a possibilidade, embora rara, de desencadear anafilaxia – reação alérgica rápida e grave, com sintomas cutâneos, respiratórios, digestivos ou circulatórios – e até choque anafilático, decorrente de queda da pressão arterial, taquicardia e distúrbio de circulação sanguínea, podendo ser acompanhado do fechamento das vias respiratórias.

“Quem tem alergia crônica e intensa deve ter sempre o contato de um especialista de confiança ou um clínico geral, pois caso ocorra uma crise aguda grave poderá ser necessário tomar atitudes rápidas e até encaminhar o paciente ao pronto-socorro”, afirma o dr. Schainberg.

A importância do controle

É possível a convivência entre bichos de estimação e pessoas alérgicas. Basta, é claro, verificar a gravidade do problema e tomar algumas medidas preventivas. “O animal é importante para o desenvolvimento da criança e faz as vezes de companheiro para adultos e idosos. Simplesmente tirá-lo da vida da pessoa nem sempre é a melhor saída”, alerta o dr. Schainberg. Para começar, é preciso dar banho no bichinho pelo menos uma vez por semana. Assim você diminui a quantidade de pele e de pelos que caem no ambiente e de saliva (no caso dos gatos).

Outro ponto essencial é deixar o bicho de estimação dormindo no quintal ou na área de serviço. Ele deve ficar por pouco tempo nas áreas comuns. Vale, nesse caso, aderir aos passeios pela vizinhança, para que o animal tenha espaço e faça exercícios. E, o mais importante, varrer ou aspirar o pó diariamente e higienizar a casa, uma ou duas vezes por mês, com aspirador de pó – os melhores são equipados com filtro de água – para eliminar ácaros.

Para fazer o diagnóstico de alergia, é preciso ter em mente o histórico familiar. É fundamental também realizar teste cutâneo e exame de sangue para identificar o agente causador. E, como parte do tratamento, são recomendados pelos médicos apenas métodos tradicionais, como corticoide nasal, descongestionante oral e antialérgico. “Em alguns casos, pode ser indicada a imunoterapia específica, ou seja, vacina contra o fator desencadeante”, afirma a dra. Cristina.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.einstein.br

Alergias atingem 40% da População Mundial

Hoje, 8, é o Dia Mundial da Alergia, data criada para  alertar sobre as doenças alérgicas, que atingem 40% da população mundial, segundo a  Organização Mundial da Saúde (OMS).

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A alergia  é  uma resposta imunológica exagerada, que se desenvolve após a exposição a determinada  substância estranha ao organismo (antígeno), explica  Ana Paula Moschioni Castro, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia e médica da Unidade de Alergia e Imunologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da USP.

Segundo ela,  a crise alérgica acomete  indivíduos geneticamente suscetíveis.  Há diversos  tipos de alergia, como a rinite alérgica, a conjuntivite alérgica, a dermatite atópica (bolhas na pele seguidas de coceira)  e a urticária.

A rinite alérgica, contudo, é tida como um problema de saúde pública mundial, pois, segundo o estudo Allergic Rhinitis and Its Impact on Asthma (ARIA),  atinge cerca de 20% das pessoas no planeta.

A médica cita dados da OMS segundo os quais 400 milhões de indivíduos desenvolvem  rinite anualmente.

Inflamação – A rinite alérgica ocorre em função de um processo inflamatório da mucosa nasal decorrente de uma reação exagerada a um ou mais alérgenos. Essas substâncias  são interpretadas pelo sistema imunológico como  agressoras. Em decorrência, o organismo  reage causando os sintomas da rinite: crises de espirros, coriza, obstrução nasal (nariz entupido), dor de cabeça, lacrimejamento, coceira no nariz, nos olhos, na garganta e no céu da boca.

“Vale ressaltar que a rinite alérgica não é uma infecção, mas um processo de hipersensibilidade da mucosa que reveste o nariz. Não é contagiosa, não causa febre, não compromete o estado geral do paciente e costuma ter duração variável, dependendo da intensidade e frequência de exposição aos alérgenos”, explica o médico Dirceu Solé, alergologista e imunologista, professor titular da disciplina alergia, imunologia clínica e reumatologia do Departamento de Pediatria da Unifesp – EPM.

Apesar de ter origem genética, as crises alérgicas podem ser controladas com medicação orientada pelo médico, além de cuidados com o ambiente onde se vive, uma vez que os fatores desencadeantes mais comuns da rinite  são os ácaros,  pelos, saliva, urina e fezes de animais domésticos; fungos e polens das flores.

“Na casa dos pacientes, a limpeza deve ser constante, utilizando panos úmidos, pois vassouras e espanadores só espalham a poeira”, recomenda a médica Ana Paula Moschioni Castro.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://atarde.uol.com.br/

Infecção Hospitalar

O hospital funciona como um centro onde bactérias, vírus e muitos outros microrganismos podem ser transmitidos de uma pessoa para outra. Volta e meia, temos notícia de casos de infecções adquiridas durante a internação hospitalar, ou mesmo após a alta. São considerados pacientes de risco , além das crianças e os idosos, portadores de diabetes, pacientes com o sistema imunológico deprimido, os que usaram antibióticos por prazo longo, ou foram submetidos a procedimentos invasivos como cirurgias, colocação de sondas ou de cateteres, entubação, etc. O número de infecções hospitalares, e das outras infecções também, pode ser reduzido em grande escala se for posto em prática um hábito simples de higiene: a lavagem das mãos. Profissionais de saúde, visitas, parentes, acompanhantes devem ter o cuidado de lavar bem as mãos para não servirem de veículos dos agentes de contaminação.

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INFECÇÕES ASSOCIADAS AO CUIDAR DA SAÚDE

Drauzio  Você poderia explicar em que consistem essas doenças que chamamos genericamente de infecção hospitalar?

Beatriz Souza Dias – As infecções hospitalares são efeitos adversos que podem estar relacionadas com a admissão do paciente no hospital. Elas foram contextualizadas no universo hospitalar, porque, durante os últimos 40 anos, talvez um pouco mais, o atendimento médico centralizou-se nessas instituições. Veja um exemplo: pacientes com câncer em tratamento quimioterápico passavam a maior parte do tempo dentro do hospital e era comum desenvolverem infecções que pareciam relacionadas ao ambiente hospitalar ou com a proximidade de outras pessoas doentes. Infecções respiratórias, que acometiam pacientes em coma ou com nível de consciência diminuído, infecções que entravam pelos acessos venosos através dos cateteres ou mesmo pelas veias periféricas, infecções do trato urinário, quando era introduzida uma sonda vesical, flebites, tudo isso era chamado de infecção hospitalar. O curioso é que o custo alto da medicina, de certa forma, afastou os pacientes dos hospitais. Sempre que possível, eles passaram a ser cuidados em suas casas, nas clínicas de seus médicos, ou permaneceram no ambulatório do hospital apenas o tempo suficiente para receber o tratamento. Mesmo assim, quando caíam os leucócitos, esses pacientes desenvolveram infecções não mais hospitalares, mas associadas ao tratamento e que têm relação com a flora intestinal do indivíduo ou com o cateter em cuja conexão pode entrar um pouco de água do banho, por exemplo. Em vista disso, a tendência é chamá-las de “infecções associadas ao cuidar da saúde” e não mais infecções hospitalares.

BACTÉRIAS RESISTENTES

Drauzio – O que diferencia os germes comuns, que a gente pega dentro do ônibus, por exemplo, dos germes que provocam as infecções hospitalares ou domésticas?

Beatriz Souza Dias – Em geral, indivíduos que contraem infecção no hospital ou no tratamento em domicílio são campo fértil para que os germes se desenvolvam, porque estão enfraquecidos por uma doença de base. São ótimos hospedeiros. Tanto isso é verdade, que nós, médicos, transitamos pelos hospitais e raramente temos uma infecção desse tipo. Por outro lado, as bactérias que costumam acometer esses pacientes, na maioria dos casos, são mais resistentes aos antibióticos, porque eles já receberam essa classe de medicamentos em grande quantidade e por muito tempo ou estiveram internados na UTI perto de doentes que foram medicados com doses altas de antibiótico e podem ter colonizado bactérias mais resistentes. O fato de serem mais resistentes, porém, não significa que sejam mais patogênicas, mais agressivas em termos da lesão que podem causar. São mais difíceis de tratar, porque existem menos opções de remédios para combatê-las.

FATORES DE RISCO PARA INFECÇÃO

Drauzio – Esse conceito é muito importante. Nos hospitais, apenas se infectam com os germes agressivos, as pessoas que estão debilitadas, enfraquecidas e fica difícil tratá-las porque eles são resistentes à ação dos antibióticos. Como se explica que médicos e enfermeiros não se infectem com essas bactérias resistentes?

Beatriz Souza Dias – Imagine uma terra maravilhosa, plana e agriculturável, fértil e desocupada. Em pouco tempo, aparecerá alguém que se interesse por cultivá-la. No organismo, ocorre mais ou menos a mesma coisa. Nossa pele, boca, esôfago e intestino, por exemplo, contêm uma flora bacteriana imensa. Se não me falha a memória, só no intestino, existe um bilhão de bactérias classificadas em 400 espécies diferentes. Quando antibióticos e quimioterápicos atingem esses seres vivos, a flora desaparece e sobra um terreno fértil e desabitado, extremamente favorável para a colonização de bactérias e fungos, muitos fungos, que são resistentes aos medicamentos que a pessoa está ou esteve tomando. Antes de causar infecção, as bactérias mais resistentes colonizam tanto a pele quanto as superfícies internas dos órgãos ocos, que são quentinhos, úmidos, adocicados e, portanto, funcionam como nutrientes excepcionais para sua proliferação.

O paciente que está na UTI, invadido por sondas e cateteres, com mecanismos de defesa e movimentos ciliares debilitados, flora intestinal alterada pelo uso atual ou pregresso de antibióticos, é um prato cheio para a colonização e, eventualmente, para ser infectado por elas.

RESISTÊNCIA À CONTAMINAÇÃO

Drauzio – O que acontece com a enfermeira que cuida desses pacientes e não adoece?

Beatriz Souza Dias – A enfermeira pode ter as mãos colonizadas pela flora do paciente, mas estará livre de colonizar bactérias resistentes e de adoecer por causa delas, se cuidar da higiene criteriosa das mãos e passar álcool-gel. Desse modo, suas mãos e mucosas estarão ocupadas pela flora própria do seu organismo e que desenvolverá resistência à colonização de microrganismos estranhos (colonization resistance).

HIGIENE DAS MÃOS

Drauzio – O cuidado mais importante para evitar a transmissão de infecções inter-humanos talvez seja mesmo lavar as mãos.

Beatriz Souza Dias – As mãos têm flora própria, em geral cocos gram-positivos que são muito patogênicos. Bactérias como o estafilococo coagulase negativo, também presente nas mãos, são menos patogênicas e só provocam infecções quando a pessoa tem próteses, está com cateteres, etc.
É bom pensar que usamos as mãos praticamente para tudo o que fazemos. Quando atendemos um paciente colonizado por bactéria resistente, ficamos com ela nas mãos por algum tempo. Se, logo em seguida, formos atender um doente com a flora lesada por antibióticos ou outros medicamentos, podemos infectá-lo com a bactéria que se alojou em nossas mãos
Não é apenas nessas situações que pode ocorrer o contágio. O vírus do resfriado, por exemplo, pode passar da mão da pessoa com coriza, que secou o nariz, para as mãos de outra, que também será infectada. Basta que se deem ou apertem as mãos. Isso prova que nossas mãos são veículo eficiente para a transmissão de infecções e bactérias, resistentes ou não, dentro do hospital ou fora dele.

Drauzio – A preocupação com a higiene das mãos não é coisa nova na medicina, mas parece que ainda não se incorporou aos hábitos de todas as pessoas.

Beatriz Souza Dias – A primeira pessoa que atinou que as mãos poderiam transmitir infecções foi o médico húngaro Ignaz Phillip Semmelweiss, em meados do século XIX. Trabalhando em Viena, constatou que as parturientes tinham febre puerperal e acabavam morrendo quando eram examinadas por estudantes de medicina depois que faziam autópsias. Curiosamente, esse conhecimento era de domínio público e as mulheres faziam de tudo para serem atendidas por parteiras que, por não trabalharem nas salas de autópsia, não transmitiam infecções.
Se me lembro bem, Semmelweiss instituiu a higienização das mãos com fenol e cloro antes de os estudantes de medicina examinarem as parturientes, mas quase ninguém acreditava nele e o levou a sério. No entanto, esse conceito de higienização das mãos defendido por Semmelweiss, há mais de um século, é bandeira que se ergue até hoje no controle das infecções hospitalares.

Drauzio – Tecnicamente, como as mãos devem ser lavadas?

Beatriz Souza Dias – As mãos devem ser umedecidas antes de colocar o sabão, de preferência líquido, para evitar que se toque no reservatório. Em seguida, esfregam-se bem o dorso, a palma, os dedos e os interdígitos, isto é, o vão dos dedos. É preciso tomar cuidado também com a área embaixo das unhas. Se a pessoa tem unhas mais longas, deve colocar sabão e esfregar embaixo delas. Nos hospitais, existem espátulas que ajudam a limpar essa região.
Na hora de enxaguar, os dedos devem ser virados para cima, na direção da água que cai. Não devem ser usadas toalhas de pano para secar as mãos e, sim, toalhas de papel que servirão também para fechar a torneira. De que adiantará lavar bem as mãos se, depois, tocarmos na torneira contaminada? Por incrível que pareça, essa técnica elementar que a enfermagem aprende não é ensinada nas faculdades de medicina.

CONDIÇÕES DESFAVORÁVEIS

Drauzio  Por que nem sempre essas regras são observadas?

Beatriz Souza Dias – Eu que trabalho em hospital público (já trabalhei em vários) pude observar que há cartazes espalhados por todo o canto recomendando a lavagem das mãos, mas o sabão é de má qualidade, resseca a pele – muitos sequer fazem espuma – e a tolha de papel é péssima, esfarela-se toda. A falta de equipamento adequado torna desagradável o ato de lavar as mãos e desestimula as pessoas.

Drauzio – É difícil convencer um profissional de que ele deve lavar as mãos cada vez que examina um paciente?

Beatriz Souza Dias – Não é que seja só difícil. Em algumas circunstâncias, mesmo convencido, o profissional não consegue fazê-lo, porque é obrigado a atender um número exagerado de pacientes. Estudos americanos provaram que número maior de pacientes atendidos está diretamente ligado ao aumento da incidência de infecções hospitalares.
Em Boston, onde trabalhei com modelos animais de infecção, observei que as pessoas faziam fila para lavar as mãos numa pia que tinha um sabão delicioso, e não se aproximavam das outras com sabão de pior qualidade. Levei essa experiência para o Hospital Sírio-Libanês e, com a ajuda das senhoras da sociedade beneficente, conseguimos colocar sabão e toalhas de papel de primeira linha nas pias dos lavabos, equipamento simples que estimulou os profissionais a lavarem as mãos.

INFECÇÃO TRANSMITIDA POR VISITAS

Drauzio – Quando se fala em infecção hospitalar, pouco se menciona a infecção que os visitantes levam para dentro dos hospitais. Quais são os cuidados que as pessoas devem tomar quando vão visitar um parente ou amigo hospitalizado?

Beatriz Souza Dias – No Brasil, existe o hábito reconfortante, mas um pouco exagerado da visita social ao paciente internado. Às vezes, juntam-se no quarto dez ou doze pessoas para visitar um doente que, se estivesse se sentindo bem, não estaria ali.
Às vezes, é muito difícil controlar essa aglomeração, mas é importante evitar que pessoas gripadas ou com outro tipo de infecção qualquer, por mais banal que seja (piodermite, furúnculos, diarreia), visitem pessoas doentes, quer estejam hospitalizadas ou não.
Em certos aspectos, é desaconselhável até a visitação de crianças, que podem estar no período de incubação de doenças exantemáticas, comuns nessa faixa de idade. Antes de manifestarem as lesões da catapora, por exemplo, elas já estarão transmitindo a doença, o que pode representar verdadeira desgraça numa enfermaria de pacientes oncológicos.

Drauzio – Os visitantes deveriam lembrar-se de que lavar as mãos é a primeira coisa que devem fazer ao entrar num quarto de hospital. 

Beatriz Souza Dias – Em geral, nos corredores dos hospitais existem pias onde a pessoa pode lavar as mãos antes de entrar no quarto do doente. Estudos mostraram que o problema de infecção cruzada foi em parte resolvido pelo uso de álcool-gel. Álcool é um excelente desinfetante, mas resseca a pele. Diluído em gel, perde esse efeito, mas continua eficaz para diminuir a flora bacteriana das mãos e têm a vantagem de a pessoa poder aplicá-lo e sair andando. Nos prontos-socorros, nos lugares onde as pias ficam distantes ou em que há muitos pacientes para atender em curto espaço de tempo, o álcool-gel representa uma alternativa bem interessante.

Drauzio – A regra básica é lavar as mãos antes de nos aproximarmos de algum doente.

Beatriz Souza Dias – Lavar as mãos é muito importante para não transmitir doenças. Em alguns casos, porém, o respeito a essa recomendação apresentou resultados desapontadores. Por exemplo: filmaram os banheiros masculinos nos Congressos de Infectologistas e foi raro encontrar um infectologista que lavasse as mãos após usar ao banheiro. Essa atitude básica que deve fazer parte da educação na família não é obedecida pelos profissionais que deveriam estar preocupados com o problema.

CUIDADOS COM OS RECÉM-NASCIDOS

Drauzio – Quais são os cuidados que as pessoas devem tomar quando vão visitar recém-nascidos?

Beatriz Souza Dias – Ao nascer, o bebê está livre da flora que será normal para ele. Depois, vai adquirindo a flora da mãe e do ambiente. Quem vai visitá-lo não pode estar doente. Pessoas gripadas, com furúnculos, impetigos ou paroníquias, isto é, pequenas infecções em volta das unhas que acometem, principalmente, as mulheres que vão à manicure, não devem visitar e muito menos carregar o recém-nascido. As outras podem pegá-lo no colo, desde que lavem as mãos e ele pese mais do que 2,5kg. Com menos peso, o risco de infecções é maior. Beijar recém-nascidos também não é conduta aconselhável. Eles ainda não tiveram tempo para desenvolver a flora que irá protegê-los contra as bactérias alheias.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://drauziovarella.com.br/


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