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Artrite Reumatoide

Qual a causa da artrite reumatoide?

A artrite reumatoide é definida como uma doença crônica que se caracteriza pela inflamação de várias articulações. Essa inflamação é provocada por alterações importantes no sistema de defesa do corpo, também chamado de sistema imune.

O sistema imune, formado por uma rede de órgãos, tecidos e células especializadas, tem como função manter a integridade do nosso organismo, protegendo-o de agressões, como, por exemplo, de uma infecção. Algumas vezes, ocorre um desequilíbrio e o sistema imune ataca o próprio organismo, provocando uma inflamação que pode danificar vários órgãos. As doenças nas quais o sistema imune promove lesões no próprio organismo são chamadas de doenças autoimunes, e a artrite reumatoide é uma delas. Na artrite reumatoide, a inflamação provocada pelo desequilíbrio do sistema imune começa em uma membrana que envolve parcialmente as juntas, chamada de membrana sinovial.

O processo inflamatório na membrana sinovial não desaparece, como seria normal, pois o desequilíbrio do sistema imune mantém a inflamação, que, dessa forma, se torna crônica ou persistente, liberando várias substâncias ou mediadores, que contribuem para a destruição da cartilagem que envolve a articulação e o osso. A membrana sinovial cronicamente inflamada recebe o nome de pannus, e pode contribuir também para a lesão das estruturas articulares.

Outras estruturas que estão perto das articulações, como tendões e ligamentos, também podem ser atingidas. O que ainda não se sabe é qual a causa inicial do desequilíbrio do sistema imune.

A artrite reumatoide não é uma doença herdada, ou seja, não passa diretamente dos pais para os filhos. O que pode ser herdada é uma tendência a ter artrite reumatoide, ou melhor, existem famílias onde genes que transmitem essa tendência passam de geração a geração, de modo que, em algumas pessoas, esses genes se manifestam e a doença aparece, enquanto em outras, embora a tendência exista, a doença nunca chega a se desenvolver.

Atualmente, muitos médicos e pesquisadores tentam melhorar nossos conhecimentos sobre esses genes e os fatores que podem ativá-los, fazendo a artrite reumatoide aparecer. Fatores como infecção, variação dos níveis de alguns hormônios e alterações do meio ambiente estão em estudo. Recentemente, foi descoberto que o hábito de fumar aumenta a chance de uma pessoa com tendência genética à artrite reumatoide vir a desenvolver essa doença. Embora alguns pesquisadores acreditem que a artrite reumatoide possa ser “disparada” por uma infecção, não existe uma prova definitiva de que isso seja verdade.

A artrite reumatoide não é contagiosa e, portanto, não é transmitida de uma pessoa para outra. Talvez, um vírus ou uma bactéria comum, aos quais a maioria da população esteja exposta, possa fazer com que o sistema imune seja ativado de forma irregular, provocando, assim, o aparecimento da doença em pessoas que já possuam uma tendência latente.

O que sente uma pessoa com artrite reumatoide?

Os principais sintomas da artrite reumatoide são dor e inchaço nas juntas. A inflamação pode aparecer em várias articulações, como nos dedos das mãos, punhos, cotovelos, ombros, quadris, joelhos, tornozelos e dedos dos pés. A coluna vertebral só é atingida pela doença na região do pescoço (coluna cervical).

Outra junta que pode ficar inflamada e dolorida é a articulação temporomandibular. Essa articulação é responsável pela abertura e fechamento da boca, e situa-se um pouco à frente dos ouvidos. Devido à sua localização, a dor nessa articulação pode ser confundida com dor de ouvido.

Geralmente, a dor começa em uma ou duas juntas e “se espalha”. Podem aparecer outros sinais de inflamação, como inchaço e calor. Muitos pacientes queixam-se de rigidez matinal (mãos duras), que, quanto maior a inflamação, maior a demora para passar.

Como é feito o diagnóstico da artrite reumatoide?

Para fazer o diagnóstico da artrite reumatoide, o médico primeiro conversa com o paciente, a fim de conhecer a história dos sintomas e, depois, realiza um exame físico à procura de sinais que caracterizem a doença. A história é muito importante, pois os diagnósticos da artrite reumatoide, em sua maioria, são feitos apenas pela descrição dos sintomas.

A presença de rigidez matinal prolongada, de artrite simétrica, ou seja, dos dois lados do corpo (as duas mãos, os dois ombros, etc), de artrite em várias articulações, bem como a persistência de dor intensa, causando sofrimento e impedindo a realização das atividades cotidianas, são, em conjunto, características importantes da história de um paciente com artrite reumatoide.

O exame físico permite a observação de quais juntas estão inflamadas e doloridas. Se a doença já está instalada no organismo há algum tempo e se a inflamação não foi abolida adequadamente pelo tratamento, o médico pode observar a presença de deformidades nas articulações.

Algumas deformidades existentes nos dedos das mãos são características da artrite reumatoide e têm designações próprias como dedo em pescoço de cisne ou dedo em botoeira. No exame físico, também pode ser observada a presença de outros sinais fora das articulações, como os nódulos reumatoides, ou, mais raramente, alterações nos olhos, indicando a presença de uveíte.

O médico também pode solicitar exames de laboratório. Alguns desses exames servem para avaliar o grau de inflamação e são chamados provas de atividade inflamatória. Os mais utilizados são a velocidade de hemossedimentação (VHS) e a proteína C reativa (PCR).

Cerca de 80% dos pacientes com artrite reumatoide têm uma proteína circulando no sangue chamada de fator reumatoide. A presença dessa proteína no sangue ajuda o médico a fazer o diagnóstico de artrite reumatoide, porém, sua ausência não elimina a possibilidade do diagnóstico ser positivo. Geralmente, quanto maior a quantidade de fator reumatoide no sangue, mais intensa é a doença.

Mais recentemente, surgiu um novo exame de laboratório para ajudar no diagnóstico da artrite reumatoide. Esse exame de sangue chama-se anticorpo anti-peptídeo citrulinado cíclico (anti-CCP) e tem como vantagem o fato de ser mais específico que o fator reumatoide para o diagnóstico de artrite reumatoide.

A artrite reumatoide em atividade (durante uma crise) pode provocar anemia, que é observada pelo médico em um exame de sangue chamado hemograma. O tratamento bem sucedido da doença faz reverter a anemia, normalizando o hemograma.

Radiografias das articulações podem ajudar bastante no diagnóstico da artrite reumatoide. No início da doença, as radiografias podem ser normais ou mostrar apenas que a articulação está inchada. Mais tarde, aparece uma diminuição da densidade dos ossos perto das articulações, que é denominada desmineralização periarticular. Se a inflamação não for contida pelo tratamento, haverá destruição da cartilagem, com diminuição da distância entre os ossos da junta, provocando uma alteração na radiografia, que é chamada de estreitamento articular.

A inflamação persistente, além de causar lesões na cartilagem, pode provocar lesões nos ossos, que podem ser vistas na radiografia e são chamadas de erosões ósseas.

Dr. Cristiano A. F. Zerbini / Dra. Andrea B. V. Lomonte

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.hospitalsiriolibanes.org.br/

Coma A Fruta Não Proibida

O que é Anemia Falciforme?

Maioria das Brasileiras desconhece quantidade Ingestão de Cálcio para prevenir Osteoporose

Seis em cada dez brasileiras acreditam que apenas um copo de leite por dia é suficiente para prevenir a osteoporose, aponta pesquisa divulgada nesta quarta-feira (17) pela Associação Brasileira de Avalição Óssea e Osteometabolismo (Abrasso). Mas a quantidade necessária de consumo de leite e derivados, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é maior: tem que ser pelo menos três porções diárias.

O levantamento da Abrasso, que avalia o nível de informação da população sobre a doença, mostra que houve avanço no conhecimento sobre a osteoporose, mas as medidas de prevenção ainda não são adotadas como deveriam.

“Na comparação com uma pesquisa feita em 2007, o grau de consciência aumentou muito, considerando que apenas 30% conheciam a doença e as medidas de prevenção. Agora, 60% sabem do que se trata e como prevenir, mas isso ainda não foi transformado em atitudes”, avalia o diretor da Abrasso, Marcelo Pinheiro. Para essa pesquisa, encomendada ao Ibope, foram entrevistadas 2 mil pessoas em todas as regiões metropolitanas do país.

O estudo mostra que menos de 20% das mulheres com mais de 45 anos consomem as três porções de leite e derivados recomendadas diariamente. Entre as que têm menos de 45 anos, o percentual não chega a 10%. O cálcio presente nesses alimentos previne a perda de massa óssea que caracteriza a osteoporose, conhecida como doença dos ossos porosos.

A aposentada Lucy Caldonazzi, de 90 anos, convive há 17 anos com a doença e, só depois do diagnóstico, passou a se preocupar com um consumo adequado de produtos que contêm cálcio. “Agora, como bastante leite, queijo e iogurte”, disse.

Lucy conta que, apesar de ter trabalhado como massagista com especialidade em coluna, nunca atentou para os cuidados com os ossos na juventude. “Fazia atividade física quando dava”, destaca como uma das medida que poderiam ter ajudado a prevenir a osteoporose. Dentre as entrevistadas pela pesquisa, 72% das que têm mais de 45 anos são sedentárias.

A pesquisa da Abrasso aponta que 70% das mulheres com mais de 45 anos desconhecem a necessidade de que a prevenção tenha início na infância. “Essa ação deveria ser pensada como política pública para ampliar a prevenção à doença, tendo em vista que hábitos adquiridos na infância costumam ser adotados por toda a vida”, defende Marcelo Pinheiro. Ele explica que o pico ósseo ocorre por volta dos 30 anos, quando, a partir de então, há uma perda óssea natural.

Outro resultado que preocupa os especialistas é que quase a totalidade das entrevistadas, 96%, associa a doença à dor, fazendo com que muitas dessas mulheres façam exames diagnósticos tardiamente. “É uma doença silenciosa. Muitas vezes, ela só é identificada com a primeira fratura”, explica Marcelo Pinheiro.

Apenas 39% das mulheres com mais de 45 anos lembram de ter feito o exame de densitometria óssea (aparelho que diagnostica a doença) alguma vez na vida. A maior parte dessas mulheres (89%) também não relaciona a menopausa como fator de risco para a osteoporose.

Lucy, por exemplo, descobriu a doença quando cumpria exames de rotina. “O médico olhou para as minhas mãos e viu que elas estavam tortas. Como eu não sentia dor, não sabia do que se tratava”, relembra. No caso da aposentada , as fraturas vieram depois do diagnóstico. Foram pelo menos sete desde então. “Os remédios não tiveram muito efeito, mas poderia estar pior se não fizesse o tratamento. Estou em um nível avançado, mas não sinto dor normalmente. A única coisa que faço é andar com muita cautela”, explica.

De acordo com a Internacional Osteoporosis Foudation (IOF), as fraturas em decorrência da osteoporose devem crescer 32% até 2050, considerando o processo de envelhecimento da população brasileira. Para Pinheiro, esse dado ganha destaque ainda maior diante dos resultados da pesquisa da Abrasso, tendo em vista que as medidas de prevenção ainda não são adotadas de forma generalizada pela população. “Se a gente não tomar uma atitude, esse quadro pode ser ainda mais grave”, destaca.

Dentre as medidas que seriam necessárias, ele aponta a ampliação do acesso ao exame de densitometria óssea e uma melhor qualificação dos médicos para o diagnóstico precoce da doença. Outro levantamento da Abrasso mostra que dos 1.717 equipamentos para o exame em funcionamento atualmente, apenas 367 estão Sistema Único de Saúde (SUS). Também há grande disparidade do ponto de vista regional, já que a maior parte dos aparelhos, 1.222 do total, está localizada nas regiões Sul e Sudeste.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.dci.com.br

Dia do Médico: o Dia-a-Dia e a paixão pela Vida Humana

18 de outubro foi escolhido o dia do médico em homenagem a São Lucas, padroeiro da medicina. São Lucas exercia a profissão de médico e também tinha vocação para a pintura. Escreveu o terceiro evangelho e o “Ato dos Apóstolos” da Bíblia Sagrada. Acredita-se que veio de família abastada pelo seu estilo literário. Nasceu na Turquia no século I, quando ainda se chamava Antioquia. Discípulo de São Paulo, o seguiu em missão, sendo chamado por ele de “colaborador” e “médico amado”.

Em homenagem a data, entrevistamos alguns médicos:

O cirurgião plástico, Dr. Eduardo Lintz, O ginecologista e cirurgião geral Dr. Ramiro Gialuisi, O urologista e
diretor médico da Casa de Saúde São José, Dr. Eduardo Gouvêa e o Dr. Alexandre C. do Amaral – Diretor Médico do Centro Multidisciplinar da Dor (C.M.D).

Há quanto tempo exercem a medicina e o que ela lhes proporcionou neste período?
Dr. Alexandre Amaral: Exerço a medicina de maneira integral há doze anos. Isto significa que sou médico 24 horas por dia. A medicina me proporcionou o prazer de ajudar as pessoas, salvar vidas e ver que meu esforço pessoal se transformou num grande benefício. É uma grande satisfação ver o sorriso no rosto de meu paciente ao ser curado ou mesmo aliviado daquilo que o afetava. Este é um prazer inenarrável.
Dr. Eduardo Gouvêa: Eu me formei em 1971. Portanto, exerço a Medicina há quase 33 anos. Nesse tempo todo de trabalho, eu, como a maioria dos médicos que trabalha com seriedade e dedicação, devo quase tudo à Medicina, desde grandes alegrias até alguns dissabores.
Dr. Eduardo Lintz: Formei-me em 1995 e o que a medicina mais me proporcionou, e me proporciona, é a satisfação e realização profissionais que torneiam minha realidade.
Dr. Ramiro Gialuisi: São 40 anos de profissão, completados no ano que vem. A medicina me proporciona o que eu consigo proporcionar aos meus pacientes, que é a cura e amenizar o seu sofrimento. A medicina é a satisfação pela solução dos problemas das pessoas.

Como conseguiram conciliar a vida pessoal com a profissional?
Dr. Amaral: Na realidade, deveria responder esta pergunta com um sonoro “Não consigo”. Nunca consegui conciliar ou mesmo separar estas duas vidas. Exercendo a medicina 24 horas por dia, não se consegue separar a vida pessoal da profissional, e isto se deve ao tipo de envolvimento que tenho com minha profissão. Tenho um caso de amor com a medicina.
Dr. Gouvêa: Quando se ama aquilo que se faz e se trabalha com alegria, é fácil conciliar, pois até sua mulher e seus filhos passam a se orgulhar da sua profissão. É claro que alguns interesses acabam sendo comprometidos, mas nada que não possa ser compensado depois.
Dr. Lintz: Sem dúvida, quando fazemos o que gostamos fica tudo mais fácil. Acredito que pode-se conciliar perfeitamente a vida pessoal e a profissional, desde que o bom senso prevaleça.
Dr. Gialuisi: Apesar de correr de um lado para o outro, eu não prejudicava a minha vida social. No início da carreira, eu trabalhava em cinco lugares diferentes. Dava plantão no Hospital Miguel Couto (Rio de Janeiro), INPS, consultórios e, também, cheguei a trabalhar no clube Botafogo de Futebol e Regatas. Formei-me com 23, 24 anos de idade, cheio de energia nessa época. Aos 30 anos, estava em três empregos. Hoje, atendo em um hospital e no consultório. Estou no segundo casamento, me sinto realizado e feliz.

Houve algum acontecimento especial em suas vidas ao qual não puderam estar presentes por causa do trabalho?
Dr. Amaral: Muitos, desde o simples convívio com a minha família em almoços de domingo até a reclusão em escritórios para estudar. A medicina requer muito estudo e atualização. O ritmo das descobertas se acelera e o número de revistas médicas se avoluma e, a partir disto, torna-se imperioso dedicar horas de estudo em reclusão dentro de seu próprio lar. Este tipo de convívio que pareceria simples para maioria das pessoas, para mim já poderia se chamar um acontecimento muito especial. Entretanto, poderia citar uma noite de Natal, por exemplo. Já fui privado de algumas noites.
Dr. Gouvêa: Ocorreram diversas vezes, mas, como já disse, nada que não possa ser compensado depois.
Dr. Lintz: Não me recordo de ter deixado de viver algo especial por causa do trabalho. Evidentemente, não posso estar em todos os eventos que gostaria, porém com organização posso priorizar determinados momentos.
Dr. Gialuisi: Não, nenhuma data em especial. Claro, perdi festas e reuniões por causa do trabalho.

Como vocês avaliam o papel do médico atualmente?
Dr. Amaral: Infelizmente sou um pouco pessimista sobre o atual papel do médico em nossa sociedade. Acredito que houve um grande enfraquecimento na relação médico-paciente. Havia um enorme respeito de ambas as partes. Já houve época em que éramos confidentes, amigos e conselheiros, por vezes muito importantes na vida de um paciente e de toda sua família. Hoje, com a massificação do atendimento pelas seguradoras de saúde e com o empobrecimento do setor público, os médicos têm pouco tempo e com isso se torna desatento, perdendo os detalhes, as entrelinhas que muitas vezes são a chave de um diagnóstico. Perdemos o compromisso com aqueles pacientes e passamos a estar preocupados com as doenças que lhes afligem. Damos mais importância aos exames complementares que ao nosso próprio exame clínico. Devo reconhecer que era parte disto tudo e que foi um professor, ou mesmo um pai, que apontou o caminho e fez com que eu retomasse estes antigos ideais.
Dr. Gouvêa: O papel atual do médico é o mesmo de antes: evitar as doenças, curar sempre que possível e minimizar o sofrimento sempre.
Dr. Lintz: Um tanto quanto desvalorizado. Perdeu-se o mesmo respeito de outrora. Em que pesem as dificuldades atuais de atuação e oportunidades, o médico também sofre com o momento financeiro atual. Porém, acredito que o melhor modo de trabalharmos para uma realidade mais digna é atuarmos com determinação e respeito próprio e, principalmente, respeito ao paciente.
Dr. Gialuisi: Eu me mantenho fiel às coisas em que sempre acreditei na profissão. Hoje, diferentemente da minha época, o médico está deteriorado, se submete ao sistema, aos convênios. Os médicos, bem como as enfermeiras e os auxiliares, perderam o respeito que existia antigamente. As clínicas particulares praticamente desapareceram, pois aqueles que têm dinheiro pagam um plano de saúde.

Como era a graduação na época de vocês e como é hoje?
Dr. Amaral: Minha graduação ainda trazia a beleza do maior comprometimento com o paciente e não com a doença. O avanço tecnológico foi de tal forma que já se pode fazer diagnósticos cada vez mais celulares (precoces), que muitas vezes não apresentavam manifestação clínica. O fato é que a classe médica passou a acreditar mais nos exames ditos complementares que ao seu exame clínico. Conseqüentemente, estamos supervalorizando achados e tratando os resultados destes exames e não nossos pacientes. Volto a agradecer este professor citado anteriormente, que me fez estudar e com isto ter consciência do meu conhecimento médico e, a partir daí, dar o valor real aos exames que por definição são complementares.
Dr. Gouvêa: Acredito que na minha época de faculdade (não faz tanto tempo assim), a graduação se baseava muito em história, exame físico e conhecimento anatômico, já que os estudos de imagem e laboratório não eram tão avançados. Hoje, com as modernas técnicas que aparecem cada vez mais rápido, descuida-se um pouco do humanismo em função da tecnologia . Isto não quer dizer que a medicina tenha piorado, pelo contrário, melhorou muito, mas com certeza perdeu um pouco do romantismo. A grande vantagem nossa, dos mais antigos, é que podemos aliar as duas coisas e conseqüentemente somos muito mais felizes.
Dr. Lintz: Ingressei na universidade em 1990. O curso se desenvolvia em seis anos, o mesmo que hoje. O que mudou foi a estrutura de relação entre as especialidades e as áreas básicas como anatomia, histologia, bioquímica, fisiologia que hoje são associadas desde o início.
Dr. Gialuisi: Na minha época, o médico tinha aquela áurea, era respeitado. Hoje, não. O número de faculdades de medicina multiplicou e a qualidade do ensino ficou péssima.

Quais são os maiores inimigos da saúde no país?
Dr. Amaral: Os maiores inimigos são, em primeiro lugar, a política na medicina, ou seja, decisões políticas dentro da saúde deste país. Em segundo e último lugar, as empresas que desenvolvem tecnologia médica, escravizando os colegas menos avisados, em detrimento das experiências pessoais de cada médico.
Dr. Gouvêa: O grande problema da saúde no país é que ela não dá voto em curto prazo e é muito cara. Como os nossos políticos são muito apressados e o país é pobre, ela sempre é relegada a segundo plano. Essa combinação de pressa e pobreza é mortal para a saúde.
Dr. Lintz: De forma geral, a própria condição social e de educação. As dificuldades gerais da população se refletem nas dificuldades da saúde.
Dr. Gialuisi: A pobreza, que impede uma qualidade de vida satisfatória, o saneamento básico, a prevenção, a falência dos hospitais públicos e os comerciantes dos planos de saúde que nivelam a uma remuneração irreal, fazendo com que os médicos sejam obrigados a trabalhar por volume, por grande quantidade.

O que fazem nas horas de lazer?
Dr. Amaral: No momento tenho tido pouco tempo para o lazer, o meu trabalho me consome 24 horas por dia. Entretanto, ao contrário do que dizem os especialistas em qualidade de vida, encontro lazer em coisas simples que me dão prazer, como ler um bom livro.
Dr. Gouvêa: Nas horas de lazer faço o que todo mundo deve fazer, me divirto com a minha família e, quando posso, viajo.
Dr. Lintz: Leio, pratico esportes e fico com a família e amigos.
Dr. Gialuisi: Eu faço atividade física desde adolescente, musculação e cooper na praia. Gosto de tirar fotografias e de ouvir uma boa música. Um engenheiro construiu um estúdio na minha casa e eu fico até de madrugada escutando música.

Qual é o maior desafio da vida? E a recompensa?
Dr. Amaral: Especialmente para mim, que milito no tratamento de dores crônicas de difícil controle, seria conseguir encontrar a fórmula para erradicar a dor, que tanto atinge nossa população. E a recompensa seria poder aplicar esta fórmula a fim de erradicar este sofrimento.
Dr. Gouvêa: O maior desafio é não errar nunca. E a recompensa é saber que acertou a maioria das vezes.
Dr. Lintz: Acredito que o desafio da vida é ter realizações, manter o respeito a si próprio e ao próximo, buscando deixar bons exemplos e aprender a cada dia.
Dr. Gialuisi: A minha vida foi estável até o falecimento do meu pai, quando eu tinha 16 anos. Nesta época, mamãe tinha sete filhos e minha irmã menor não tinha nem um ano. Eu sempre quis ser médico e com 10 anos de idade, já abria barriga de sapo e costurava com fita adesiva. Com a morte de meu pai, lancei um desafio a mim próprio: me formar aos 23 anos, sem repetir um período na faculdade. E esta foi a minha recompensa. Além de me formar na idade certa, pude ter uma vida mais tranqüila e comprar um carro e a casa própria com o meu salário.

Qual é a grande lição que a profissão lhes proporcionou?
Dr. Amaral: A grande, a maior das lições é que tratamos pessoas e não doenças.
Dr. Gouvêa: No dia que eu achar que a profissão já me proporcionou a maior lição, é sinal de que acho que não tenho mais nada de importante a aprender e, daí então, é melhor parar.
Dr. Lintz: Que a dor do ser humano não deve nunca ser menosprezada. Que a dor pode extrapolar o próprio entendimento humano, mas que se deve sempre ter a certeza de ter feito o melhor possível. Que possamos ter sempre Deus ao nosso lado, entendendo que sua ajuda e orientação são o que de mais importante existe em nossa existência.
Dr. Gialuisi: Ser ético na profissão, mesmo sem ganhar dinheiro e sem pensar nos honorários, me proporciona, a cada dia, o reconhecimento do paciente. Para mim, essa é a maior satisfação e a maior lição.

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Obesidade deve matar 10 milhões de Brasileiros até 2012, diz Estudo

Hipertensão e outras doenças ligadas ao excesso de peso atingem mulheres, homens e crianças em todo o mundo.

A obesidade possui relação estreita com a hipertensão. Estima-se que seja responsável por 30% dos casos da doença. Cerca de 75% dos homens e 65% das mulheres brasileiras apresentam pressão alta diretamente ligada ao sobrepeso. Um estudo da Organização Mundial da Saúde afirma que o sedentarismo, a alimentação irregular e compulsiva, inclusive em crianças, resulta em índices alarmantes de obesidade: São 55% dos homens e 62% das mulheres, além de 5% dos 70 milhões de crianças e adolescentes. A projeção, segundo a OMS, é ainda pior: Até 2015, 10 milhões de brasileiros morrerão em decorrência de doenças crônicas originadas pela obesidade. O Brasil está entre os recordistas mundiais desses casos.

Cerca de 30% dos óbitos são ocasionados por doenças cardiovasculares. São aproximadamente 300 mil mortes por ano. A principal causa é o acidente vascular cerebral (AVC), sendo a hipertensão arterial responsável por 40% destes casos. A elevação da pressão arterial aumenta progressivamente a mortalidade cardiovascular. A hipertensão e as doenças a ela relacionadas geram um contingente significativo de internações. Em 2005, foram mais de R$ 1,1 milhão de internações, com um custo que passa de R$ 1,3 bilhões, segundo o Ministério da Saúde.

Números que assustam

Segundo o Ministério da Saúde, a taxa de incidência de hipertensão varia entre 20% e 30% na população brasileira, alcançando 50% em faixas etárias mais avançadas. O mais grave é que dos 43 milhões de adultos hipertensos, 15 milhões (35%) desconhecem a existência do problema e apenas 7 milhões estão em tratamento. Crianças e adolescentes não estão ilesos. São 3,5 milhões de crianças e adolescentes que precisam de tratamento no Brasil.

Anualmente, cerca de 300 mil brasileiros morrem por doenças cardiovasculares, mais da metade em decorrência de pressão alta. Entre essas enfermidades, a principal causa de morte é o acidente vascular cerebral (AVC), que tem como principal fator de risco a hipertensão – responsável por 40% desses óbitos. A hipertensão é também causa direta de aproximadamente 25% das mortes por doença coronariana.

No Brasil, a prevalência hipertensão é de 26,6% nos homens e 26,1 nas mulheres. A doença é mais freqüente em mulheres afrodescendentes com risco 130% mais elevado em relação às mulheres brancas. Outro agravante é o sedentarismo que aumenta o risco de hipertensão em 30%.

O alerta quanto à pressão alta não é menos importante do que o referente à obesidade. No Brasil, 40% da população está acima do peso e 15% tem obesidade. Segundo relatório da OMS sobre doenças crônicas (2005), no país, 55% dos homens e 62% das mulheres estão acima do peso. A projeção para 2015 é de que chegue a 67% no sexo masculino e 74% no feminino, com um total de 10 milhões de mortes por doenças crônicas ocasionadas por obesidade.

Em busca da solução

A medicina mundial está lutando para reverter o quadro. Na América Latina importantes sociedades de cardiologia e endocrinologia se reúnem com esse objetivo. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e seu Departamento de Hipertensão Arterial e outros grupos brasileiros e internacionais realizarão o I Congresso Latino-Americano de Hipertensão e Obesidade, de 29 de novembro a 1º de dezembro, no Rio de Janeiro, no Hotel Intercontinental. O objetivo é criar uma estratégia eficiente para reduzir esses males. “Tratamento, medicação e os métodos cirúrgicos mais eficazes e atuais estarão em pauta no congresso” diz Andréa Araújo Brandão, presidente da Comissão organizadora e do Departamento de Hipertensão Arterial da SBC.

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Práticas Saudáveis para Crianças e Adolescentes

Para se desenvolver, todo ser humano precisa de atenção, carinho e condições saudáveis de vida. Isso envolve alimentação, sono e estímulos adequados.

Desde a gestação, a boa nutrição é fundamental para o organismo funcionar corretamente. Nos seis primeiros meses, o bebê precisa ser alimentado somente com leite materno. Nada mais, nem mesmo água, pois leite contém todos os nutrientes necessários. Sugar o peito da mãe ainda exercita a musculatura da face e fortalece o vínculo entre mãe e filho.

Dormir bem também é imprescindível. Segundo o médico Marcelo Masruha, professor de Neurologia Infantil na Universidade Federal de São Paulo e secretário geral da Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil (SBNI), desde o início os pais devem treinar a criança a dormir no próprio quarto e sem interrupções. Nada de mamadeira ou água durante a noite.

Segundo o especialista, bebês não devem dormir de barriga para baixo, mas, acordados, devem passar alguns minutos nessa posição, pois ela estimula a musculatura em volta da coluna. Para uma boa estimulação motora, coloque o bebê em diferentes posições ao longo do dia.

O que jamais pode faltar na vida da criança são amor, carinho e atenção às suas necessidades. Nos primeiros três meses fora do útero, o chamado quarto trimestre da gestação, o conforto do corpo da mãe faz falta. Segundo a pediatra Honorina de Almeida, especialista em desenvolvimento e consultora internacional em aleitamento materno, o bebê tem temperamento próprio e precisa de tempo para se adaptar a esse novo mundo. Mas não há receita. “É uma relação puramente afetiva, sem regras. Os pais não devem ter medo de tomar decisões guiadas pelo que dita o coração”, diz.

O afeto é tão importante que interfere até o desempenho escolar. Estudos mostram que as crianças que mantêm um forte vínculo com a família são mais curiosas e tendem a se interessar mais pelos estudos. “A afetividade é o motor do aprendizado”, diz a pedagoga Silvia Colello, professora de psicologia da educação na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.

Televisão e videogame não substituem afeto e ainda aumentam o sedentarismo. A OMS recomenda passar no máximo duas horas por dia na frente da tela e aumentar a quantidade de brincadeiras e atividades que movimentem o corpo. Segundo o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional de 2009, 13% da população de 10 a 19 anos estão com sobrepeso e 3% com obesidade.

Atividade física regular e uma alimentação saudável, rica, variada e equilibrada em proteínas, fibras e carboidratos e o mínimo possível de doces, refrigerantes, frituras e alimentos industrializados, são uma ótima receita de saúde.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.brasil.gov.br

Obesidade Infantil

Foi-se o tempo que criança saudável era criança gordinha.

Hoje o cenário é assustador: a obesidade atinge 15% dos pequenos, que estão expostos a riscos de gente grande. A falta de exercícios e a alimentação inadequada são os grandes culpados pelos quilos a mais. Só para se ter uma idéia, quando o pequeno devora um pacote de bolacha na hora do lanche, está ingerindo o equivalente a uma refeição completa em calorias.

Os prejuízos são enormes: além do impacto na auto-estima, aumenta a chance de problemas ortopédicos, de infecções respiratórias e de pele, de cirrose hepática por excesso de gordura depositada no fígado – a chamada esteatose. Pior: uma criança obesa em idade pré-escolar tem 30% de chances de virar um adulto rechonchudo. O risco sobe para 50% caso ela entre na adolescência gorda. Explica-se: as células adiposas vão ficando cada vez mais recheadas de gordura até que estouram e se multiplicam, fenômeno mais comum justamente no primeiro ano de vida e na adolescência.

Reverter o quadro depende basicamente de uma coisa: reeducação alimentar.


Ele tem tendência à obesidade?

Os cientistas identificaram oito fatores que podem levar à obesidade a partir dos 7 anos:

1. Mães que engordam demais durante a gravidez podem gerar bebês com mais tendência à obesidade

2. Crianças com peso e altura acima da média entre 8 e 18 meses têm maior propensão ao problema

3. Ao completar um ano, o bebê não deve pesar mais do que o triplo do que tinha ao nascer

4. Também não deve crescer mais do que 25 centímetros no primeiro ano.

5. Bebês que dormem pouco ficam mais cansados e fazem menos atividades durante o dia, facilitando o acúmulo de gordura.

6. Crianças com mais de três anos que ficam mais de oito horas por semana na frente da TV

7. Aparecimento de gordurinhas localizadas antes dos quatro anos

8. Pais gordos: além da genética contra, os filhos podem imitar seus hábitos


Como anda a balança do seu filho?

Nas crianças, o IMC isolado não é o melhor parâmetro pois o rápido crescimento e as oscilações de peso e altura não permitem uma avaliação precisa. Mas estes valores servem de referência.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://saude.abril.com.br

Alimentação Saudável contribui com a Saúde Bucal

Ontem foi Dia Mundial do Dentista. E para comemorar esta data, nada mais justo que cuidar do nosso maior cartão de visitas. Um sorriso bonito e saudável pode abrir portas para amizades, relacionamentos e até mesmo para o trabalho.

Dados do Ministério da Saúde mostram que 89% da população, entre 15 e 19 anos, sofre com problemas de cáries – o que é reflexo do exagero em alimentos que contém açúcar.

A maioria das pessoas se preocupa apenas com os dentes, se esquecendo que a gengiva e a mucosa oral também fazem parte da saúde bucal. Uma boca saudável é aquela que permite uma mastigação correta e leva a uma melhor digestão e absorção dos nutrientes.

Grande parte das doenças dentárias pode ser influenciada pela alimentação. Além de uma higiene correta e visita periódica ao dentista, manter uma dieta saudável, com uma ingestão considerável de vegetais, frutas e grãos integrais, pode evitar muitos problemas de saúde bucal.

Os tecidos orais, como a gengiva, dentes e músculos de mastigação têm a mesma exigência nutricional que o restante do organismo e precisam de uma quantidade suficiente de nutrientes para se manterem saudáveis. Essa suficiência é alcançada através de uma alimentação balanceada e rica em vitaminas e minerais.

Seguem algumas dicas para manter sempre um sorriso bonito e saudável:

  • Opte por alimentos nutritivos, como frutas, verduras, legumes e produtos de origem animal, como carnes, leite e ovos;
  • Mantenha os dentes fortes, consumindo a quantidade adequada de cálcio, potássio e fósforo;
  • Ingira alimentos ricos em fibras e grãos;
  • A Vitamina C ajuda previne doenças da gengiva, por isso a inclua na sua dieta;
  • Evite alimentos gordurosos, café, refrigerantes, molhos, doces, condimentos fortes e cigarros, pois eles podem prejudicar o esmalte dos dentes e provocar cáries.
  • Uma alimentação adequada NÃO dispensa uma higienização correta. Abuse da escova e do fio dental.

Aí vão algumas dicas que irão lhe ajudar a cuidar bem dos seus dentes:

  • · Visite seu dentista a cada seis meses, mesmo não sentindo dor;
  • · Alimentação saudável, rica em cálcio, contribui para uma dentição perfeita;
  • · A escova de dente ideal deve alcançar os dentes do fundo;
  • · Use fio dental antes da escovação, assim, seus dentes ficarão livres dos resíduos mais difíceis de alcançar;
  • · Os dentes dos bebês devem ser limpos com cotonete, gaze ou ponta de fralda umedecida; com isto evita-se cáries que, por mais incrível que seja, podem aparecer nos primeiros dentinhos causadas por mamadeiras ou alimentação doce;
  • Após as refeições escove sempre seus dentes, pois com os restos alimentares transformam-se em ácidos que podem destruir o esmalte.

Informações parciais. Confira os textos na íntegra, acessando os sites: http://mundoverde.com.br e http://www.unimedvsf.com.br

Dia Mundial do Dentista

O dia mundial do dentista é comemorado em 03 de outubro.

A primeira escola dentária, para formar dentistas, surgiu em 1840, em Baltimore, nos Estados Unidos.

Os dentistas são profissionais capacitados para tratar das gengivas, da boca, dos ossos da face e dos dentes, estruturas duras que utilizamos para mastigar os alimentos. É importante visitar esses profissionais de seis em seis meses, a fim de cuidar da integridade e higiene dos dentes, fazendo limpeza e profilaxia.

Os dentes variam de acordo com os hábitos alimentares de cada espécie. Os humanos têm capacidade para rasgar, prender e triturar os alimentos, para que os mesmos passem pelo tubo digestivo em tamanhos menores, aproveitando seus nutrientes e facilitando o processo digestivo.

Os seres humanos possuem 32 dentes, divididos em duas dentições. A primeira delas, durante a infância, é chamada de provisória ou “dentes de leite” e é constituída de apenas 20 dentes. O nascimento dos primeiros dentes acontece por volta dos seis meses de idade, indo até os trinta meses. Essa dentição é trocada, variando com a idade e o tipo de dente, até que todos eles sejam definitivos.

Os dentes humanos possuem diferentes funções. Os incisivos (dentes da frente) e os caninos (os pontudos) servem para morder os alimentos, fazendo a divisão dos mesmos; os pré-molares e os molares servem para triturar, cortar e esmagar os alimentos.

Por volta dos 17 anos de idade, nascem os dentes sisos, bem ao final das gengivas. Porém, esses não têm muita utilidade para o processo de mastigação e normalmente são extraídos para não causarem problemas, como entortar os outros dentes por falta de espaço. É difícil encontrar pessoas que possuam esses dentes.

A formação para o exercício dessa profissão tem duração de cinco anos, terminando o curso como clínico geral, capacitado para tratar cáries, fazer restaurações, projetar e instalar próteses, etc.. É um curso que requer muita dedicação e estudo, pois possui disciplinas como anatomia, patologia e fisiologia. Ao término da faculdade, o profissional poderá se especializar em áreas específicas, como cirurgião dentista, odontopediatria, periodontia, traumatologia (quando se machuca a boca), saúde coletiva, além de cuidar da parte estética da boca, dentre várias outras.

Antigamente os dentistas eram chamados de dentistas práticos, sem formação ou com pouco conhecimento, que não tratavam os dentes, mas faziam apenas a extração daqueles que estavam muito estragados. Normalmente eram barbeiros ou ambulantes, que trabalhavam em locais precários e sem a higiene necessária.

Hoje em dia a consciência sobre os tratamentos dentários mudou muito. Sabe-se da importância dos trabalhos preventivos, motivo pelo qual a saúde bucal deve começar ainda no recém-nascido, com o uso de cotonetes molhados em água limpa.

Os primeiros cursos de odontologia do Brasil surgiram no Rio de Janeiro e na Bahia, determinados pelo decreto nº 9.311, em 25 de outubro de 1884. Em nosso país, o dia do dentista é comemorado nessa data.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.brasilescola.com


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