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Outubro ROSA 2017

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Este é o mês de vestir todos os tons de rosa. Finalmente, outubro chegou e voltamos a falar sobre o Câncer de Mama.

Sendo a 2a maior causa de morte entre mulheres, este assunto ainda será levantado muitas vezes.

No post de hoje, abordaremos exclusivamente os fatores de risco, pois a partir deles, podemos nos antecipar, controlar e, muitas vezes, evitar o câncer.

Ter um fator de risco representa o aumento da sua chance de ter a doença. Não quer dizer que você a terá, necessariamente.

Há pessoas que não apresentam  fator de risco mas tem a enfermidade. E também não se sabe ao certo, qual o percentual de contribuição de cada fator de risco no surgimento do câncer.

Mas ter o conhecimento de tudo aquilo que aumentaria a chance de ficar doente, lança luz sobre o caminho da prevenção. Principalmente, ao separarmos entre os Fatores de Risco Não-Mutáveis e os Fatores de Risco relacionados ao Estilo de Vida (estes podemos mudar). Muitas ações podem ser tomadas, a partir de agora, como por exemplo: praticar atividades físicas e evitar bebida alcoólica.

As duas listas abaixo são da American Câncer Society e seguem parcialmente. Lembrando que este post não substitui a consulta médica. Converse e tire suas dúvidas sobre este assunto sempre com um profissional da área.

Fatores de Risco para Câncer de Mama Não Mutáveis

  • Gênero. Ser mulher é o principal fator de risco para o desenvolvimento de câncer de mama.
  • Idade. O risco aumenta com a idade. A maioria dos cânceres de mama são diagnosticados em mulheres acima de 55 anos.
  • Fatores Genéticos.  De 5 a 10% dos casos de câncer de mama são hereditários, o que significa que resultam diretamente de defeitos genéticos herdados de um dos pais.
  • BRCA1 e BRCA2. A causa mais comum do câncer de mama hereditário é uma mutação nos genes BRCA1 e BRCA2. Em células normais, esses genes previnem o câncer, criando proteínas que evitam que as células cresçam anormalmente.
  • Testes Genéticos. Os testes genéticos podem ser realizados para verificar mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 (menos comumente em outros genes, como PTEN e TP53). Embora os testes possam ser úteis em alguns casos, os prós e contras precisam ser considerados cuidadosamente. É importante entender o que o teste genético pode (ou não) dizer e pesar cuidadosamente os benefícios e riscos antes de fazer qualquer exame genético.
  • Histórico Familiar. O risco de câncer de mama é maior entre as mulheres com parentes em primeiro grau (mãe, irmã ou filha) que tiveram a doença. Nesses casos o risco da doença praticamente dobra. Ter dois parentes de primeiro grau aumenta o seu risco cerca de 3 vezes.
  • Histórico Pessoal. Uma mulher com câncer de mama tem um risco de desenvolver um novo câncer de mama. Diferente de uma recidiva. Este risco é maior para mulheres mais jovens.
  • Raça e Etnia. As mulheres brancas são ligeiramente mais propensas a desenvolver câncer de mama do que as negras. No entanto, em mulheres com menos de 45 anos, o câncer de mama é mais comum em mulheres negras.
  • Mamas Densas. Mulheres com mamas densas têm um risco 1,2 a 2 vezes maior de câncer de mama em relação as mulheres com densidade média de mama. Uma série de fatores pode afetar a densidade da mama, como idade, estado menopausal, uso de medicamentos, gravidez e genética.
  • Doenças Benignas da Mama. Mulheres diagnosticadas com determinadas condições benignas da mama podem ter um risco aumentado de câncer de mama. Essas doenças benignas são classificadas em 3 grupos gerais, de acordo com o risco.
  • Lesões Proliferativas com Atipia. Nestas condições, existe um crescimento excessivo das células dos ductos ou lobos, com algumas das células normais não aparecendo. Eles têm um forte efeito sobre o risco de câncer de mama, elevando-o de 3 a 5 vezes. Estes tipos de lesões incluem: hiperplasia ductal atípica e hiperplasia lobular atípica.
  • Carcinoma Lobular In Situ. As s células que se parecem com células cancerosas crescendo nos lobos das glândulas produtoras de leite. As mulheres com carcinoma lobular in situ têm um risco aumentado de desenvolver câncer em qualquer uma das mamas.
  • Menarca antes dos 12 anos. As mulheres que tiveram mais ciclos menstruais porque tiveram menarca precoce (antes dos 12 anos) têm um risco ligeiramente aumentado de câncer de mama. O aumento do risco pode ser devido a uma exposição mais longa a hormônios femininos.
  • Menopausa após os 55 anos. As mulheres que tiveram mais ciclos menstruais porque tiveram a menopausa mais tarde (após os 55 anos) têm um risco ligeiramente aumentado de câncer de mama. O aumento do risco pode ser devido a uma exposição prolongada aos hormônios femininos.
  • Exposição ao Dietilestilbestrol. Mulheres grávidas que receberam dietilestilbestrol (DES) têm um risco ligeiramente maior de desenvolver câncer de mama. Mulheres cujas mães tomaram DES durante a gravidez também podem ter um risco maior de câncer de mama.

Fatores de Risco para Câncer de Mama relacionados ao Estilo de Vida

  • Alcoolismo. O consumo de álcool está claramente associado a um aumento do risco de desenvolver câncer de mama. Esse risco aumenta com a quantidade de álcool consumida.
  • Obesidade. Estar acima do peso ou obesa após a menopausa aumenta o risco de câncer de mama. Mas a ligação entre o peso e o risco da doença é complexa. Por exemplo, o risco parece ser maior em mulheres que ganharam peso na idade adulta, e não para aquelas que sempre estiveram acima do peso desde a infância.
  • Atividade Física. Crescem as evidências de que a atividade física na forma de exercício reduz o risco de câncer de mama. A principal questão é a qual quantidade de exercício necessário!
  • Ter filhos. As mulheres que não tiveram filhos ou que tiveram o primeiro filho após os 30 anos têm um risco aumentado de câncer de mama. Ter muitas gestações e engravidar jovem reduz o risco de câncer de mama. Entretanto, o efeito da gravidez é diferente para diferentes tipos de câncer de mama. Para o câncer de mama triplo negativo, a gravidez parece aumentar o risco.
  • Controle da Natalidade com Anticoncepcionais. O uso de pílulas anticoncepcionais aumenta o risco de câncer de mama em relação as mulheres que nunca usaram. Esse risco volta ao normal após a interrupção do uso dos contraceptivos. Mulheres que pararam de usar os anticoncepcionais há mais de 10 anos não parecem ter qualquer aumento no risco.
  • Controle da Natalidade com Injeção Depo-Provera. É uma forma injetável de progesterona administrada trimestralmente para o controle da natalidade. Alguns estudos analisaram o efeito dessa medicação sobre o risco de câncer de mama. Atualmente, as mulheres usando esse anticoncepcional parecem ter um aumento no risco de câncer de mama, mas esse risco diminui após 5 anos que a mulher parou de usar.
  • Controle da Natalidade com DIU. Essa forma de controle de natalidade também usa hormônios que podem aumentar o risco de câncer de mama. Alguns estudos mostraram uma ligação entre o uso do DIU que libera hormônio e o risco de câncer de mama.
  • Reposição Hormonal após a Menopausa. A terapia hormonal com estrogênio, muitas vezes combinada com progesterona, tem sido usada por muitos anos para aliviar os sintomas da menopausa e prevenir a osteoporose. Existem dois tipos principais de terapia hormonal. Para mulheres que ainda têm útero, geralmente é prescrito estrogênio e progesterona (terapia hormonal combinada). A progesterona é necessária porque o estrogênio sozinho pode aumentar o risco do câncer de colo do útero. Para mulheres que já fizeram histerectomia pode ser usado apenas o estrogênio. Isso é conhecido como terapia de reposição de estrogênio ou apenas terapia de estrogênio.
  • Terapia Hormonal Combinada. O uso da terapia hormonal combinada após a menopausa aumenta o risco de câncer de mama. Esse aumento no risco pode ser observado apenas após 2 anos de uso. Também aumenta a probabilidade de que o câncer seja diagnosticado em estágio avançado.
  • Terapia de Estrogênio. O uso de estrogênio isolado após a menopausa não parece aumentar o risco de câncer de mama. Mas, quando utilizado a longo prazo (mais de 10 anos), alguns estudos mostraram um aumento no risco de câncer de ovário e câncer de mama. Atualmente, existem poucas razões para usar a terapia hormonal pós-menopausa, além de possivelmente o alívio a curto prazo dos sintomas da menopausa. A terapia de estrogênio não parece aumentar o risco de câncer de mama, mas aumenta o risco de acidente vascular cerebral.

 

Informações Parciais das Fontes:

http://www.oncoguia.org.br/conteudo/cancer-de-mama/1411/31/

https://www.cancer.org/cancer/breast-cancer/risk-and-prevention/lifestyle-related-breast-cancer-risk-factors.html

Fonte da imagem: Pixabay

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Outubro Rosa 2016

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Há 8 anos realizamos a Campanha Outubro Rosa, falamos sobre novidades que surgem todo ano para dar continuidade ao principal objetivo deste movimento mundial: Conscientizar sobre o Câncer de Mama.

Os números continuam aumentando e, em 2016, são estimados 57.960 novos casos, segundo o Ministério da Saúde e o INCA (Instituto Nacional de Câncer).

Não existe uma razão única. Diversos fatores estão relacionados ao câncer de mama e a maioria das mulheres ainda pode redesenhar seu futuro, apenas melhorando seus hábitos.

Fatores de Risco

1 – Comportamentais / Ambientais: modificáveis

  • Obesidade e sobrepeso após a menopausa
  • Sedentarismo
  • Consumo de bebida alcoólica
  • Exposição frequente a radiações ionizastes (raio X, mamografia e tomografia)

2 – Histórico Hormonal:

  • Menarca antes de 12 anos
  • Não ter tido filhos
  • Primeira gravidez após os 30 anos
  • Não ter amamentado
  • Parar de menstruar após os 55 anos
  • Ter feito uso de contraceptivos orais por tempo prolongado
  • Ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de 5 anos

3 – Hereditários/genéticos – História familiar de:

  • Câncer de ovário
  • Câncer de mama em homens
  • Câncer de mama em mulheres, principalmente antes dos 50 anos.

Apenas 5 a 10 % dos casos da doença estão relacionados aos fatores hereditários.

Recentemente, a IARC (Agência Internacional de Pesquisa em Câncer) lançou a publicação IARC Handbook os Breast Cancer Screening que avalia diferentes métodos de rastreamento do câncer de mama. As evidências apresentadas no livro possuem vários pontos em comum com as Diretrizes do INCA / Ministério da Saúde para a Detecção Precoce do Câncer de Mama, publicado em 2015.

Nestas diretrizes, entende-se que:

  • a mamografia em mulheres com idade entre 50 e 69 anos reduz a mortalidade do câncer de mama
  • o rastreamento através do autoexame das mamas não garante a redução da mortalidade

Isto é, tenha sempre um médico de sua confiança e visite-o regularmente. Exames preventivos não devem ser substituídos pelo autoexame.

O Ministério da Saúde e o INCA lançaram uma Cartilha sobre o Câncer de Mama, com conteúdo de fácil entendimento e com informações atualizadas sobre a doença. Quem tiver interesse, vale a pena conferir.

Feliz Outubro Rosa!

Fontes:

http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivos/livro_deteccao_precoce_final.pdf

http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/e03b508046404270b86dfa2d43a04cdb/Cartilha_câncer_de_mama_vamos_falar_sobre_isso2016_web.pdf?MOD=AJPERES&CACHEID=e03b508046404270b86dfa2d43a04cdb

Dia Mundial de Combate ao Câncer

Hoje, 8 de abril, é lembrado o Dia Mundial de Combate ao Câncer, data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Trata-se de um momento muito importante no calendário médico oncológico, pois marca um dia que, na verdade, o oncologista clínico vivencia diuturnamente na sua luta pela melhoria de vida do paciente portador de tumor maligno. É uma doença debilitante, tanto do ponto de vista patológico, quanto do ponto de vista terapêutico, pois pode trazer muitas repercussões no cotidiano de quem as enfrenta e que certamente reverberam em todos com os quais convivem.
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Os tratamentos médicos direcionados a tal doença têm evoluído bastante, especialmente com o advento de uma melhor compreensão da biologia tumoral, que permite o desenvolvimento de drogas mais dirigidas a alterações tumorais específicas, chamadas de terapia alvo, que reduzem a toxicidade agregada e otimizam a eficácia. A imunoterapia, que utiliza o sistema imunológico individual para atacar a doença, tem tido uma recente releitura por meio do surgimento de novas classes de medicamentos com um poder maior de manipulação deste aparato orgânico constitutivo, com um padrão bastante distinto de para-efeitos, mas com alguns resultados impressionantes em longo prazo.
Ainda assim, não podemos esquecer de regras básicas, como recém-divulgado pela mídia de que os tumores são mais derivados do “azar”. Tal termo se deve ao fato de que a maior parte dos tumores são aleatórios ou esporádicos, sendo que os hereditários constituem a menor parte nesta incidência epidemiológica. Esta informação não se trata de algo novo na prática geral, mas deixou transparecer a ideia de que não haveria o que ser feito e que seria apenas uma fatalidade a ocorrência dos tumores. Lógico que alguns deles são assim mesmo, mas não nos esqueçamos que os tabagistas têm muito mais “azar” que os não-fumantes, bem como os obesos, os imunodeprimidos e os sedentários em relação aos seus antagonistas salutares.
Este estudo somente reforça a relevância de uma prática médica muito comum: a do rastreamento. Se não sabemos que terá câncer, devemos investigar regularmente pessoas saudáveis a fim de detectar precocemente uma neoplasia quando ela ainda é mais curável, com tratamentos menos mórbidos e custosos. Portanto, devemos continuar rastreando adequadamente aqueles sob maior risco de desenvolvimento de tumores, “nichando” corretamente aqueles que merecem ser seguidos através de exames e fazendo acompanhamento clínico nos demais.
Não podemos também nos esquecer que a doença é grave e às vezes debilitante e as terapias em algumas circunstâncias não são menos agressivas, portanto, ter a assistência de um profissional oncologista desde o início do tratamento de forma multidisciplinar é de extrema importância para definição do grau de disseminação da doença (estadiamento), objetivos terapêuticos e claro, tratamento e cuidados suportivos. Nunca devemos subestimar a importância de tratamento de uma equipe multidisciplinar envolvendo enfermeiros, farmacêuticos, nutricionistas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, clínicos de dor, radioterapeutas, cirurgiões, e toda uma gama de especialidades que contribuem fortemente para trazer uma melhor qualidade de vida peritratamento e ajudando o paciente a se adaptar a uma nova realidade de sobrevivente.
Portanto, neste sentido, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica luta incessantemente para obtenção de mais direitos, de mais suporte, informação, tecnologia (e seu consequente acesso à mesma) e inovação – seja no âmbito público quanto no suplementar da saúde -, tentando garantir a todos o melhor tratamento possível, com toda a qualidade de suporte que a ciência possa prover. Claro que não estamos alheios aos custos incrementais que tal questão agrega à prática clínica e, da mesma forma, lutamos para uma avaliação custo-efetiva, baseada em evidências científicas, mas sem nunca perder a perspectiva de uma medicina centrada no indivíduo, dado que nunca trataremos uma doença igual a outra, bem como entendendo que cada pessoa tenha uma demanda diferente em cada situação, não importa o quão grave ou indolente seja sua doença.
O oncologista clínico é o profissional adequado para responder aos questionamentos, esclarecendo as dúvidas e, com bom senso, avaliando a melhor relação custo/benefício terapêutica, oferecendo ao paciente a terapia mais individualizada para seu caso, bem como ajudando no rastreamento, seguimento, orientações a familiares e cuidadores. Neste ano, estaremos realizando o Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, onde diversos profissionais renomados tanto nacional quanto internacionalmente estarão congregados, estudando, discutindo e compartilhando ciência no sentido de um aprimoramento da classe.
Dr. Evanius Garcia Wiermann é oncologista clínico, chefe do serviço de Oncologia do Hospital VITA Curitiba e presidente nacional da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica.
Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.segs.com.br/

Dez sinais de câncer frequentemente ignorados

Uma pesquisa da organização Cancer Research UK listou dez sintomas de câncer que muitas vezes são ignorados pelos cidadãos britânicos. A ONG diz que isso pode atrasar possíveis diagnósticos da doença.

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Veja abaixo os sintomas e a que tipo de câncer eles podem estar relacionados:

  • Tosse e rouquidão (câncer de pulmão)
  • Aparição de caroços pelo corpo (dependendo da região do corpo, pode indicar câncer)
  • Mudança na rotina intestinal (câncer no intestino)
  • Alteração no hábito de urinar (câncer na bexiga)
  • Perda de peso inexplicável (pode estar ligada a diversas variações da doença)
  • Dor inexplicável (pode indicar vários tipos de câncer)
  • Sangramento inexplicável (pode estar ligado a cânceres no intestino, na medula ou na vulva)
  • Ferida que não cicatriza (por estar ligada a diversas variações da doença)
  • Dificuldade de engolir (câncer no esôfago)
  • Mudança na aparência de uma verruga (câncer de pele)

De acordo com a Cancer Research UK, muitas pessoas tendem a achar que sintomas como esses são triviais e, por isso, não procuram seus médicos.

Outro fator que motivaria os britânicos a não procurar ajuda seria o receio de “desperdiçar” o tempo dos médicos com esse tipo de suspeitas.

Os pesquisadores da entidade entrevistaram 1.700 pessoas com mais de 50 anos de idade. Mais da metade (52%) afirmou ter sentido ao menos um dos sintomas nos três meses anteriores à pesquisa.

Em um estudo qualitativo mais aprofundado, a Cancer Research UK se concentrou no caso de 50 das pessoas que tiveram os sintomas. Foi constatado que 45% delas não procuraram ajuda médica após senti-los.

Uma das pacientes relatou não ter ido fazer exames após sentir dores abdominais. “Algumas vezes eu pensei que era grave… mas depois, quando a dor melhorou, você sabe, pareceu não valer a pena investigar”, disse ela.

Um homem, que percebeu mudanças na rotina na hora de urinar, disse aos pesquisadores: “Você só tem que seguir em frente. Ir muito ao médico pode ser visto como um sinal de fraqueza e podem pensar que você não é forte o suficiente para lidar com seus problemas”.

A pesquisadora Katrina Whitaker, ligada à University College London, afirmou: “Muitas das pessoas que entrevistamos tinham os sintomas que dão o alerta vermelho, mas elas pensavam que os sintomas eram triviais e por isso não precisavam de assistência médica, especialmente se não sentiam dor ou se ela era intermitente.”

Segundo ela, outros disseram que não queriam criar caso ou desperdiçar recursos do sistema de saúde público. O autocontrole e o estoicismo dos britânicos contribuem para esse tipo de atitude, e a persistência dos sintomas fazem com que as pessoas passem a considerá-los normais, de acordo com a pesquisadora.

Ela disse ainda que muitos pacientes só procuraram médicos depois que tiveram contato com campanhas de conscientização ou receberam conselhos de amigos ou de familiares.

Segundo o médico Richard Roope, na dúvida, é sempre melhor procurar um médico. Ele disse que muitos desses sintomas não são causados pelo câncer – mas se forem, o rápido diagnóstico aumenta as chances do paciente no tratamento da doença.

Ele afirmou que atualmente cerca da metade dos pacientes diagnosticados conseguiriam sobreviver por mais de dez anos.

Alarme falso

Uma outra pesquisa, também financiada pela Cancer Research UK, constatou que um “alarme falso” pode desestimular os britânicos a continuarem investigando possíveis sintomas da doença.

Para essa pesquisa, a University College London analisou 19 estudos científicos pré-existentes.

A pesquisa constatou que cerca de 80% das pessoas que são submetidas a exames para checar a existência do câncer após a manifestação de sintomas descobrem que não sofrem da doença.

Esse grupo tenderia a ficar desestimulado a voltar a investigar eventuais novos sintomas. Entre as principais razões para isso, segundo a organização, estariam a falta de orientação recebida dos médicos durante os exames anteriores e o temor de ser visto como “hipocondríaco”.

“Pacientes que vão a seus médicos com os sintomas obviamente ficam aliviados ao saber que não têm câncer. Mas como nosso levantamento mostra, é importante que eles não sintam uma falsa sensação de segurança e entendam que ainda devem procurar ajuda se perceberem sintomas novos ou recorrentes”, afirmou Cristina Renzi, uma das pesquisadoras envolvidas no estudo.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.bbc.co.uk/

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Brasil tem estimativa de mais de 570 mil novos casos de câncer para este ano

O câncer é um conjunto de doenças que se desenvolvem de maneira desordenada no organismo, causa tumores nos órgãos do corpo e pode levar a morte. No Brasil, a estimativa para o ano de 2015, é de aproximadamente 576 mil casos novos de câncer em homens e mulheres. Para controlar a doença, o SUS oferece tratamentos como cirurgias, quimioterapia e radioterapia para a população.

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A dona de casa, Lúcia Soutelinho, por exemplo, fez tratamento na rede pública de saúde. Ela descobriu que tinha câncer de pulmão e foi encaminhada para o Instituto Nacional de Câncer ( INCA ), vinculado ao SUS. Ela conta que se sente muito bem depois do tratamento da doença. “Fumei uns 30 anos, não comia, eu só fumava. Eu descobri indo numa consulta comum, o médico pediu uns exames mais concretos, foi onde veio que eu estava com câncer. Ai eu fui para o INCA. O Tratamento dado ali dentro do hospital é um carinho tão grande que a gente até esquece o tratamento, é o que nos dá força, porque o tratamento ali é triste, mas o carinho que a gente recebe é muito grande e isso nos fortalece muito”.

A coordenadora geral de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas, Patrícia Chueiri, explica como acontece o procedimento desde o diagnóstico até o tratamento da doença. “O paciente que tem uma hipótese diagnóstica de câncer ele entra no Sistema Único de Saúde por duas portas de entradas. A mais comum é através de uma Unidade Básica de Saúde dependendo dos sinais ou do exame que ele fizer. Passa por um serviço ambulatorial especializado para confirmar esse diagnóstico ou ele vai direto para um hospital especializado na área da oncologia e lá ele tem acesso então ao tratamento cirúrgico, quimioterápico, radioterápico e cuidados paliativos”.

Para orientar a população sobre prevenção e tratamento do câncer, o SUS oferece assistência para todos os tratamentos da doença em mais de 280 unidades hospitalares em todo o país.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.blog.saude.gov.br/

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Incidência de câncer cresce em 20% na última década

Hoje é o Dia Mundial do Câncer, doença que representa um problema de saúde pública mundial e cuja incidência registrou um crescimento de 20% na última década. A data é importante para alertar a população sobre os cuidados e a prevenção ao câncer, uma vez que de acordo com últimas informações do INCA, apenas para 2014, foram esperados 576 mil novos casos no Brasil.

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De acordo com a hematologista sócia-diretora do IHOBA (Instituto de Hematologia e Oncologia da Bahia), Dra. Karla Mota, além dos tumores sólidos, que são os de maior incidência, como o de mama e de próstata, é importante dar atenção também aos popularmente conhecidos “cânceres de sangue”, como o linfoma e a leucemia que são doenças hematológicas.  “As pessoas em geral ainda não reconhecem os sintomas muito bem, porque são sutis, o que pode levar a busca do atendimento médico em outras áreas, retardando o diagnóstico, por isso é importante educarmos a população em relação a isso”, alerta a hematologista.

Outro fator que reforça a necessidade de dar atenção às doenças hematológicas é que, apenas para o ano de 2014 foram previstos para homens e mulheres, no total, 21.340 novos casos de doenças hematológicas o que provavelmente não deve ser muito diferente em 2015. No caso do linfoma especificamente, a cada ano, são registrados 10 mil casos cuja incidência  dobrou últimos anos.   O linfoma  pode se manifestar em qualquer lugar do corpo, pois são cânceres que atingem as células do sistema imunológico espalhadas em todo o organismo.  ”O linfoma pode começar em qualquer local onde existem os linfócitos(células do sistema linfático), principalmente nos gânglios linfáticos, em nódulos no pescoço, axilas e região da virilha, por isso é importante estar bem informado”, explica a médica do IHOBA.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.tribunadabahia.com.br/

 

Críticas ao SUS vão de lentidão do diagnóstico de câncer a demora nos exames

Além da demora na aprovação de medicamentos no Brasil, os pacientes com câncer enfrentam outras dificuldades para se tratarem no Brasil. Muitas vezes, há lentidão no diagnóstico do câncer e demora para realização de exames e acesso a medicamentos modernos.

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O oncologista Rafael Kaliks, diretor clínico da ONG Oncoguia, ONG voltada a dar assistência a pacientes com essa doença, entende que várias questões são ainda mais prioritárias do que a demora na questão dos medicamentos.

— Hoje o que se pratica no SUS (Sistema Único de Saúde) está 20 anos atrasado em relação aos avanços da medicina. O número de casos de câncer está aumentando e vai continuar.

Segundo o especialista, exames preventivos não são realizados pela maioria dos brasileiros, como mamografia e o papanicolau. E ele afirma que, na rede pública, a situação é ainda pior. E se refere à colonoscopia, exame relacionado ao câncer de intestino.

— Se este exame fosse feito em todo adulto (homens e mulheres) acima de 50 anos, a cada cinco anos, conseguiríamos diminuir em 90% a incidência da doença. O SUS tem esse exame, mas não o promove como estratégia de rastreamento, o faz apenas após o teste de sangue oculto nas fezes indicar a necessidade.

O médico garante que o ideal é fazer a colonoscopia também para o rastreamento da doença.

— Mas não existem colonoscópios [aparelhos] em número suficiente. Além disso, o Ministério da Saúde não faz nem campanha para a realização do exame de sangue oculto, muito menos pela colonoscopia.

Ele ressalta, porém, que o problema maior é o fato de o SUS não estar acompanhando a evolução da medicina.

— O buraco é bem mais embaixo, não é apenas restrito à demora de aprovação de medicamentos e pesquisas. É a estrutura de atendimento. 40% dos pacientes teriam de receber radioterapia e não recebem. A aprovação de drogas não vai substituir atrasos determinantes que existem no processo de diagnóstico, que permitem que um tumor evolua e prejudicam o tratamento.

A psicóloga Luciana Holtz, presidente da Oncoguia, teme que uma epidemia de câncer assole o Brasil em um prazo de 10 anos, sem que o País esteja preparado para encarar esta situação.

— Vários fatores, como envelhecimento da população, aumento da obesidade, dificuldades estruturais, problemas para acesso rápido a tratamento, demora no diagnóstico, além de burocracia de instituições vão fazer o câncer chegar pertinho de todos os brasileiros em pouco tempo.

Ministério e Anvisa rebatem

Por meio de sua assessoria de imprensa, o Ministério da Saúde informou ao R7 que o investimento da pasta na assistência oncológica cresceu quase 40% entre 2010 e 2013, totalizando R$ 2,8 bilhões em 2013.

Para a instituição, a expansão dos recursos resultou no maior acesso ao diagnóstico precoce e tratamento, bem como inclusão de medicamentos mais modernos.

O ministério também rebate as críticas de Kaliks, afirmando que houve um aumento de mais de 20% na realização de radioterapia e quimioterapia entre 2010 e 2013, chegando a 10 milhões de procedimentos radioterápicos e 2,7 milhões de quimioterapia.

Segundo o ministério, atualmente, o SUS oferece tratamento oncológico em 283 unidades hospitalares em todo País.

Em nota oficial ao R7, a Anvisa também declarou estar atenta aos perigos de uma epidemia no país. E deixa claro que, mesmo em nível mundial, as pesquisas correm contra o tempo.

“A Anvisa tem adotado medidas que priorizem o registro daquilo que é mais importante e que represente um inovação real para a saúde da população. O aumento do intercâmbio de informações com outras agências do mundo e a consolidação de regras seguras para o registro de medicamentos no país, são sinalizações importantes para que os laboratórios tragam mais novidades para o país. Há uma questão do tratamento do câncer que é o próprio limite da pesquisas atuais.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://noticias.r7.com/

Visite nosso site: http://www.vivamelhoronline.com.br


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