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Fiocruz atua no combate à tuberculose no Brasil

Redução em 95% o número de mortes e em 90% a taxa de incidência da tuberculose até 2035. As duas metas ousadas, aprovadas em maio de 2014 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como parte de uma nova estratégia global de combate à tuberculose, já encontram resposta positiva no Brasil com o desenvolvimento de um programa integrado de pesquisa, ensino e desenvolvimento tecnológico em tuberculose e a promessa cada vez mais real de novos medicamentos, que tornarão o tratamento mais rápido e eficiente.

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Nos últimos dez anos, o Brasil teve uma redução de 12,5% de novos casos de tuberculose registrados, passando de 77.694, em 2004, para 67.966 em 2014. Os dados preliminares de 2014 foram divulgados pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, nesta segunda-feira (23/3), em sessão solene pelo Dia Mundial de Combate à Tuberculose, celebrado em 24 de março. Na ocasião, Chioro destacou que o país já atingiu as metas dos Objetivos do Milênio (ODM) de combate à tuberculose, três anos antes do previsto e afirmou o compromisso do Ministério com a nova estratégia global da OMS.

Apesar dos avanços observados no controle da tuberculose (TB), estima-se que, somente em 2013, tenha havido 9 milhões de novos casos e 1,5 milhão de mortes em todo o mundo. No Brasil, a tuberculose ainda é a quarta causa de mortes por doenças infecciosas e a primeira quando se trata de pacientes infectados pelo vírus HIV.

“O sucesso da resposta do país e os desafios que ainda teremos que responder só terão êxito se tivermos a capacidade de constituir uma ampla aliança em torno de ações concretas de vários setores, não apenas os gestores e trabalhadores da saúde, mas também de atores de outras áreas da sociedade que se associam no enfrentamento da tuberculose”, avaliou o ministro durante a solenidade.
Essa resposta vem com a criação, pela Fiocruz, do Programa Integrado de Pesquisa, Ensino e Desenvolvimento Tecnológico em Tuberculose e Outras Micobacterioses (Fio-TB), iniciativa que pretende construir uma ampla rede para o combate à doença. Segundo o secretário-executivo do Programa, Miguel Hijjar, o FioTB é uma “resposta institucional da Fiocruz à necessidade de organização de uma rede formada por suas diversas unidades técnico-científicas e parceiros externos para possibilitar a otimização e priorização dos recursos, tendo como foco o desenvolvimento de novos conhecimentos, evidências científicas e tecnologias inovadoras, adequação de tecnologias existentes e treinamento de recursos humanos, para que possamos contribuir efetivamente para o controle desta doença no país e, eventualmente, em outras regiões endêmicas do mundo”.

O Fio-TB prevê atuação da Fiocruz em todas as frentes de combate à doença: prevenção, diagnóstico, tratamento, formação de recursos humanos e mobilização social. Na área de diagnóstico, a meta do Programa é ousada: obter autonomia nacional para diagnósticos de tuberculose ativa e latente. Para prevenção, ganha destaque a busca pelo desenvolvimento de novas vacinas e, na formação de recursos, há previsão de novos cursos de pós-graduação lato e stricto senso.

“Serão realizadas oficinas de trabalho, com participação de especialistas nacionais e internacionais, em abril deste ano para definição de projetos prioritários. A partir dessa definição, a proposta é estabelecer, num primeiro momento, uma rede interna na Fiocruz e, conforme a demanda desses projetos prioritários, buscaremos também parcerias internacionais”, explicou Hijjar.

Há muitos anos, um dos grandes desafios no combate à doença tem sido a adesão ao tratamento. Atualmente, o tratamento envolve um custo elevado e a administração de vários medicamentos por um período longo de tempo, que pode variar de seis meses a dois anos. Esta é mais uma frente em que a Fiocruz participa ativamente. Desde 2010, a Fundação é uma das instituições-membro da Aliança Global de Desenvolvimento de Drogas para Tuberculose – Aliança TB (Global Alliance for TB Drug Development – TB Alliance, em inglês), organização internacional sem fins lucrativos com sede em Nova York, que busca curas mais eficientes, rápidas e acessíveis para a doença. Em 2013, o diretor do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), Carlos Morel, foi eleito e nomeado presidente do Conselho de Diretores da TB Alliance.

Este ano, o Relatório Anual da TB Alliance traz notícias animadoras: a organização mostra enormes avanços na busca por um tratamento simples, de baixo custo e rápido. Um dos maiores avanços, segundo o relatório, trata-se do lançamento de dois ensaios. Um deles ocorreu ainda em 2014 e consiste na fase 3 de um ensaio clínico, envolvendo 50 localidades em 15 países. Esta fase testa um regime terapêutico com uma nova droga que, em combinação com outras duas já existentes, tem se mostrado eficiente para encurtar o tratamento de pacientes com TB ativa, sensíveis às drogas e com TB multirresistente. Este é o primeiro ensaio a testar um regime terapêutico simples e capaz de tratar tanto pacientes sensíveis às drogas, como aqueles portadores de TB multirresistente.

Outro ensaio foi lançado este ano, utilizando duas novas drogas para um regime terapêutico com potencial de encurtar ainda mais o tratamento da doença para um número ainda maior de pacientes. Além disso, a TB Alliance já está preparando um estudo, chamado NiX-TB, que irá testar três novas drogas para as quais não haverá qualquer resistência, ou seja, um passo definitivo ao encontro de um regime terapêutico que ofereça uma cura rápida, de baixo custo e eficiente para qualquer paciente com TB ativa.

Tuberculose está entre as dez principais causas de mortalidade infantil –Uma novidade que também promete revolucionar o tratamento da doença está relacionada às crianças portadoras de tuberculose. Segundo os diretores da TB Alliance, ainda este ano será lançado o primeiro tratamento voltado especialmente para as crianças, seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde.

A vacina conhecida como BCG, descoberta na década de 1920, é responsável hoje pela imunização de quase a totalidade das crianças nascidas no mundo em desenvolvimento. No entanto, a tuberculose ainda está entre as dez doenças que mais matam crianças. Mais de 550 mil crianças sofrem da doença e, a cada ano, morrem 74 mil. Atualmente, não existem doses formuladas especialmente para as crianças. O tratamento infantil consiste no uso de drogas para adultos que devem ser divididas ou esmagadas para compor um regime terapêutico infantil.

Leia na íntegra o Relatório Anual da TB Alliance.

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Diagnóstico detecta em duas horas a presença do bacilo responsável pela tuberculose

Em apenas duas horas, já é possível saber se o paciente tem tuberculose. O resultado é dado a partir dos testes rápidos disponíveis em todas as capitais do país e nos municípios com maior número de casos da doença. O equipamento que realiza o teste rápido faz parte da estratégia para o controle da tuberculose do Ministério da Saúde.

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Cerca de 640 mil testes são realizados por ano. É o que explica o coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde, Dráurio Barreira. “Chegaram ao Brasil em março do ano passado essas máquinas e ao longo do ano distribuímos essas máquinas para 94 municípios que concentram mais de 55% de todos os casos de tuberculose do país.

E hoje, nesses municípios, nós já temos o diagnóstico em cerca de duas horas, a partir do momento que o paciente deixa o material usado para o diagnóstico, já se tem o resultado se a pessoa tem ou não tem a tuberculose e se tem alguma forma resistente. Porque a máquina também detecta a resistência à rifampicina, que a principal droga no tratamento da tuberculose.”

A técnica de laboratório do Centro Municipal de Saúde Hélio Pelegrino, no Rio de Janeiro, Fernanda Campos, conta que a alta sensibilidade do exame para detectar a tuberculose tem contribuído para que os diagnósticos da doença no município sejam feitos rapidamente. “Devido à sensibilidade ser maior que o exame que vinha sendo utilizado, isso ganha tempo no tratamento e o diagnóstico preciso em qualquer estágio da doença, ou paciente que está no início do contágio você consegue detectar. A aceitação a nível clínico foi ótimo, porque você tem um resultado em duas horas do microorganismo e um resultado pertinente a uma resistência ou sensibilidade ao uso do antibiótico.”

O coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Dráurio Barreira, faz um alerta para os sintomas da doença. “A tuberculose pulmonar, primeiro e mais importante sintoma é a tosse. É uma tosse insistente, normalmente é acompanhada de expectoração, mas não necessariamente, ela pode ter ou não expectoração.

Geralmente acompanhada de um emagrecimento importante, a pessoa perde mais de 10% do seu peso. Um cansaço muito grande, falta de apetite, desânimo, sudorese noturna e febre baixa, geralmente no final da tarde e começo da noite. São sintomas clássicos, mas que nem sempre vêm todos acompanhados, mas qualquer um deles, especialmente a tosse por mais de três uma semana, são sinais de alerta que devem ser investigados.”

O teste rápido da tuberculose está disponível em todas as capitais do país e em 94 municípios.

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Suspensão de tratamento da tuberculose pode fortalecer doença, diz especialista

Especialistas alertam, no Dia Mundial de Combate à Tuberculose, lembrado ontem (24), que o paciente diagnosticado deve fazer o tratamento até o fim. “O bacilo da tuberculose é difícil de matar completamente. Se você começa o tratamento e para no meio, o bacilo vai criando mutações mais resistentes. O especialista acaba tendo que mudar os antimicrobianos, o tratamento fica mais demorado, mais difícil”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família, Thiago Trindade.

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Em 2014, a incidência de tuberculose no Brasil foi 33,5 casos por 100 mil habitantes. A doença é causada pela mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch, que afeta principalmente os pulmões.

A infecção ocorre a partir da inalação de gotículas contendo bacilos, expelidos pela tosse, fala ou pelo espirro.

Em locais cobertos pela Estratégia Saúde da Família, os agentes são orientados a buscar os pacientes que não vão pegar os remédios no dia certo, já que é comum o doente se sentir melhor depois de algumas semanas tomando os remédios e, por isso, não completar o esquema. O tratamento da doença dura seis meses e está disponível gratuitamente pela atenção básica da rede pública de saúde.

A tuberculose está diretamente associada a situações de vulnerabilidade social, afetando pessoas que moram em lugares com más condições de saneamento básico, principalmente presidiários, indígenas, moradores de rua. Devido ao sistema imunológico mais frágil, idosos, crianças e pessoas com o HIV também têm maior facilidade de contrair a doença.

Dados do Ministério da Saúde mostram que os índios têm três vezes mais riscos de contrair a doença, em relação à população em geral. Na população carcerária, o índice aumenta para 27 vezes, na população com HIV a incidência sobe para 38 vezes e na população de rua, para 44 vezes.

O principal sintoma da tuberculose é a tosse por mais de três semanas, com ou sem catarro. Qualquer pessoa com esse sintoma deve procurar uma unidade de saúde para fazer o diagnóstico. Trindade ressalta que pessoas próximas de pacientes contaminados também devem buscar o diagnóstico e o tratamento preventivo.

O Brasil conta com a vacina BCG, que combate formas mais graves da tuberculose, mas nem sempre evita a contaminação pelo bacilo. “O que a vacina faz é diminuir os casos graves e a letalidade da doença. Mesmo com a imunização, pode continuar havendo casos, mas com menos mortes”, explica o especialista.

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Taxa de mortalidade por tuberculose cai 20,7% em 10 anos

Os novos números foram anunciados pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, ontem (23), em sessão solene pelo Dia Mundial de Combate à Tuberculose, celebrado hoje, 24 de março.

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O Ministério da Saúde assumiu o compromisso de reduzir em 95% os óbitos e em 90% o coeficiente de incidência da tuberculose até 2035.

A iniciativa acontece após a instituição já ter batido as metas dos Objetivos do Milênio (ODM) de combate à doença com três anos de antecedência.

Nos últimos dez anos, o Brasil reduziu em 22,8% a incidência de casos novos de tuberculose e em 20,7% a taxa de mortalidade da doença. Em 2014, a incidência da doença no Brasil foi de 33,5 casos por 100 mil habitantes, contra 43,4/100 mil em 2004. A taxa de mortalidade de 2013 foi de 2,3 óbitos por 100 mil habitantes, abaixo dos 2,9 óbitos por 100 mil habitantes registrados em 2003.

Além dos dados, o ministro apresentou as ações desenvolvidas pelo Ministério da Saúde que resultaram na antecipação, em três anos, das metas dos Objetivos do Milênio da Organização Mundial de Saúde (OMS) para 2015. O número de casos novos teve redução de 12,5%, passando de 77.694, em 2004, para 67.966 casos novos registrados em 2014. “A estratégia de eliminação da tuberculose pós-2015, que o Brasil lidera junto à OMS, é a visão de que podemos viver em um mundo livre de tuberculose, com o objetivo de eliminar epidemia global da doença”, informou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Ferramentas para redução

A descentralização do tratamento para a Atenção Básica pode ser apontada como uma das causas da redução nos índices da doença. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente o tratamento contra a tuberculose. Para atingir a cura, o paciente deve realizá-lo durante seis meses, sem interrupção. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, atualmente, existam no mundo nove milhões de casos novos da doença.

O principal sintoma da tuberculose é a tosse por mais de três semanas, com ou sem catarro. Qualquer pessoa com esse sintoma deve procurar uma unidade de saúde para fazer o diagnóstico. São mais vulneráveis à doença as populações indígenas, presidiários, moradores de rua – estes devido à dificuldade de acesso aos serviços de saúde e às condições específicas de vida -; além das pessoas vivendo com o HIV.

“O sucesso da resposta do País e os desafios que ainda teremos que responder só terão êxito se tivermos a capacidade de constituir uma ampla aliança em torno de ações concretas de vários setores, não apenas os gestores e trabalhadores da saúde, mas também de atores de outras áreas da sociedade que se associam no enfrentamento da tuberculose”, avaliou o ministro.

Teste rápido

O teste rápido da tuberculose já está disponível em 94 municípios, alcançado todos os estados e o Distrito Federal. Eles estão distribuídos em cidades estratégicas para o controle da tuberculose, onde se concentram 60% dos casos novos do País, o que engloba todas as capitais e os municípios com mais de 130 casos novos de tuberculose.

Denominado “Gene Xpert”, o teste detecta a presença do bacilo causador da doença em duas horas e identifica se há resistência ao antibiótico rifampicina, usado no tratamento. Ao todo, o Ministério da Saúde distribuiu 160 máquinas, com capacidade de realizar, juntas, 640 mil testes por ano.

O investimento do Ministério da Saúde para a implantação do teste no SUS é de R$ 15 milhões. Os recursos são destinados à aquisição de testes, máquinas (computadores de última geração com leitor de código de barras) e para o treinamento dos profissionais de saúde. A técnica já foi testada nas cidades de Manaus (AM) e Rio de Janeiro (RJ), com aumento da taxa de detecção e de satisfação dos usuários e profissionais de saúde com a nova tecnologia.

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Doenças raras ainda representam desafio para saúde pública

Celebrado no último dia 28 de fevereiro, o Dia Mundial de Doenças Raras tem o objetivo de alertar a população sobre a incidência destas enfermidades e as dificuldades que seus portadores enfrentam no cotidiano. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 400 milhões de pessoas no mundo sofrem com doenças raras (DR). O desafio torna-se ainda maior considerando que 95% delas não possuem tratamento específico e dependem de uma rede de cuidados paliativos bem estruturada, que assegure uma melhor qualidade de vida aos pacientes atendidos. Mas, a questão reside também no significado do termo, não havendo unanimidade em torno do conceito “doença rara”.

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A maioria dos especialistas afirma que DR é aquela que afeta apenas uma pequena parcela da população. Por outro lado, algumas já se tornaram mais incidentes e o termo “rara” passou a ser questionado.

Analisando os conceitos adotados em diversos países, é possível situar as doenças raras na faixa das que possuem prevalência máxima variável de 0,5 a 7 por 10.000 habitantes. Apesar da denominação geral, algumas doenças podem ser consideradas “menos” raras em uma população do que na outra, como por exemplo a mucoviscidose, mais frequente nas populações caucasianas, explica a professora titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Magda Carneiro Sampaio. “Por outro lado, a doença falciforme (também conhecida como anemia falciforme) não é uma doença rara na nossa população, porque é mais comum em descendentes de africanos como somos a maior parte dos brasileiros”, pondera.

De acordo com Sampaio, as distrofias musculares, hemofilias, neurofibromatose, angioedema hereditário, erros Inatos do metabolismo e imunodeficiências primárias já configuram como doenças nem tão “raras” no Brasil.

Histórico – Até o início dos anos 80, havia poucas iniciativas no sentido de encarar as doenças raras como uma questão de saúde pública. Graças à atuação das organizações de pacientes e movimentos sociais, alguns avanços podem ser citados, como a criação, em janeiro de 2014, da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com médica geneticista e coordenadora clínica do Centro de Genética Médica do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF), Dafne Horovitz, existem mais de 7 mil doenças raras, sendo que 80% delas são de origem genética: as demais podem ser ocasionadas por infecções bacterianas, virais ou causas degenerativas.

Elas afetam, sobretudo, crianças de 0 a 5 anos, contribuindo para a morbimortalidade nos primeiros 18 anos de vida. “Lidamos com estas doenças no dia-a-dia. Algumas já são tão frequentes que não mais podem ser consideradas raras, como a Síndrome de Down”, pondera.

A especialista explica que para ser considerada rara, uma doença deve atingir 1,3 pessoas a cada duas mil. De acordo com dados da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), há 13 milhões de pessoas com doenças raras no Brasil.

A geneticista do IFF conta que as discussões a respeito do tema se fortaleceram em 2012, quando foi criado um Grupo de Trabalho (GT) para elaborar a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com doenças raras, envolvendo técnicos que trabalham com doenças raras, usuários do SUS, profissionais do Ministério da Saúde e da Coordenação Geral de Média e Alta Complexidade (CGMAC). “Esta portaria tem importância estratégica ao reconhecer os pacientes com doenças raras com um grupo importante, prevendo atenção integral e instituindo a necessidade da presença de um geneticista nos centros que tratam estas enfermidades, além do aconeselhamento genético”, acrescenta.

Avanços e perspectivas – Madga Sampaio destaca que os grandes progressos da genética molecular têm permitido a identificação das mutações gênicas que causam muitas dessas enfermidades. “Com isso, o aconselhamento genético, fundamental para a prevenção do aparecimento de novos casos, pode ser feito de forma mais segura”, afirma.

A professora, que também é presidente do Conselho Diretor do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC FMUSP), aponta que, em determinadas doenças, a identificação de portadores de mutações pode ser importante.

Por outro lado, em algumas doenças, o avanço da genética já tem permitido a terapia gênica, na qual se insere o gene “sadio” no DNA do paciente portador de determinadas mutações, em especial quando se trata de doenças ligadas ao cromossoma X. “Algumas imunodeficiências primárias constituem exemplo de boas perspectivas de terapia gênica, com resultados bem sucedidos para algumas formas de imunodeficiência combinada grave”, conclui.

O diagnóstico precoce e preciso, a qualificação de profissionais, a existência de infraestrutura adequada e o acesso garantido a medicamentos e tratamentos seguros são alguns dos caminhos que podem contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes com doenças que, em alguns casos, não são mais tão raras e demandam políticas específicas de atenção, prevenção e promoção da saúde.

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Dez sinais de câncer frequentemente ignorados

Uma pesquisa da organização Cancer Research UK listou dez sintomas de câncer que muitas vezes são ignorados pelos cidadãos britânicos. A ONG diz que isso pode atrasar possíveis diagnósticos da doença.

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Veja abaixo os sintomas e a que tipo de câncer eles podem estar relacionados:

  • Tosse e rouquidão (câncer de pulmão)
  • Aparição de caroços pelo corpo (dependendo da região do corpo, pode indicar câncer)
  • Mudança na rotina intestinal (câncer no intestino)
  • Alteração no hábito de urinar (câncer na bexiga)
  • Perda de peso inexplicável (pode estar ligada a diversas variações da doença)
  • Dor inexplicável (pode indicar vários tipos de câncer)
  • Sangramento inexplicável (pode estar ligado a cânceres no intestino, na medula ou na vulva)
  • Ferida que não cicatriza (por estar ligada a diversas variações da doença)
  • Dificuldade de engolir (câncer no esôfago)
  • Mudança na aparência de uma verruga (câncer de pele)

De acordo com a Cancer Research UK, muitas pessoas tendem a achar que sintomas como esses são triviais e, por isso, não procuram seus médicos.

Outro fator que motivaria os britânicos a não procurar ajuda seria o receio de “desperdiçar” o tempo dos médicos com esse tipo de suspeitas.

Os pesquisadores da entidade entrevistaram 1.700 pessoas com mais de 50 anos de idade. Mais da metade (52%) afirmou ter sentido ao menos um dos sintomas nos três meses anteriores à pesquisa.

Em um estudo qualitativo mais aprofundado, a Cancer Research UK se concentrou no caso de 50 das pessoas que tiveram os sintomas. Foi constatado que 45% delas não procuraram ajuda médica após senti-los.

Uma das pacientes relatou não ter ido fazer exames após sentir dores abdominais. “Algumas vezes eu pensei que era grave… mas depois, quando a dor melhorou, você sabe, pareceu não valer a pena investigar”, disse ela.

Um homem, que percebeu mudanças na rotina na hora de urinar, disse aos pesquisadores: “Você só tem que seguir em frente. Ir muito ao médico pode ser visto como um sinal de fraqueza e podem pensar que você não é forte o suficiente para lidar com seus problemas”.

A pesquisadora Katrina Whitaker, ligada à University College London, afirmou: “Muitas das pessoas que entrevistamos tinham os sintomas que dão o alerta vermelho, mas elas pensavam que os sintomas eram triviais e por isso não precisavam de assistência médica, especialmente se não sentiam dor ou se ela era intermitente.”

Segundo ela, outros disseram que não queriam criar caso ou desperdiçar recursos do sistema de saúde público. O autocontrole e o estoicismo dos britânicos contribuem para esse tipo de atitude, e a persistência dos sintomas fazem com que as pessoas passem a considerá-los normais, de acordo com a pesquisadora.

Ela disse ainda que muitos pacientes só procuraram médicos depois que tiveram contato com campanhas de conscientização ou receberam conselhos de amigos ou de familiares.

Segundo o médico Richard Roope, na dúvida, é sempre melhor procurar um médico. Ele disse que muitos desses sintomas não são causados pelo câncer – mas se forem, o rápido diagnóstico aumenta as chances do paciente no tratamento da doença.

Ele afirmou que atualmente cerca da metade dos pacientes diagnosticados conseguiriam sobreviver por mais de dez anos.

Alarme falso

Uma outra pesquisa, também financiada pela Cancer Research UK, constatou que um “alarme falso” pode desestimular os britânicos a continuarem investigando possíveis sintomas da doença.

Para essa pesquisa, a University College London analisou 19 estudos científicos pré-existentes.

A pesquisa constatou que cerca de 80% das pessoas que são submetidas a exames para checar a existência do câncer após a manifestação de sintomas descobrem que não sofrem da doença.

Esse grupo tenderia a ficar desestimulado a voltar a investigar eventuais novos sintomas. Entre as principais razões para isso, segundo a organização, estariam a falta de orientação recebida dos médicos durante os exames anteriores e o temor de ser visto como “hipocondríaco”.

“Pacientes que vão a seus médicos com os sintomas obviamente ficam aliviados ao saber que não têm câncer. Mas como nosso levantamento mostra, é importante que eles não sintam uma falsa sensação de segurança e entendam que ainda devem procurar ajuda se perceberem sintomas novos ou recorrentes”, afirmou Cristina Renzi, uma das pesquisadoras envolvidas no estudo.

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Brasil tem estimativa de mais de 570 mil novos casos de câncer para este ano

O câncer é um conjunto de doenças que se desenvolvem de maneira desordenada no organismo, causa tumores nos órgãos do corpo e pode levar a morte. No Brasil, a estimativa para o ano de 2015, é de aproximadamente 576 mil casos novos de câncer em homens e mulheres. Para controlar a doença, o SUS oferece tratamentos como cirurgias, quimioterapia e radioterapia para a população.

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A dona de casa, Lúcia Soutelinho, por exemplo, fez tratamento na rede pública de saúde. Ela descobriu que tinha câncer de pulmão e foi encaminhada para o Instituto Nacional de Câncer ( INCA ), vinculado ao SUS. Ela conta que se sente muito bem depois do tratamento da doença. “Fumei uns 30 anos, não comia, eu só fumava. Eu descobri indo numa consulta comum, o médico pediu uns exames mais concretos, foi onde veio que eu estava com câncer. Ai eu fui para o INCA. O Tratamento dado ali dentro do hospital é um carinho tão grande que a gente até esquece o tratamento, é o que nos dá força, porque o tratamento ali é triste, mas o carinho que a gente recebe é muito grande e isso nos fortalece muito”.

A coordenadora geral de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas, Patrícia Chueiri, explica como acontece o procedimento desde o diagnóstico até o tratamento da doença. “O paciente que tem uma hipótese diagnóstica de câncer ele entra no Sistema Único de Saúde por duas portas de entradas. A mais comum é através de uma Unidade Básica de Saúde dependendo dos sinais ou do exame que ele fizer. Passa por um serviço ambulatorial especializado para confirmar esse diagnóstico ou ele vai direto para um hospital especializado na área da oncologia e lá ele tem acesso então ao tratamento cirúrgico, quimioterápico, radioterápico e cuidados paliativos”.

Para orientar a população sobre prevenção e tratamento do câncer, o SUS oferece assistência para todos os tratamentos da doença em mais de 280 unidades hospitalares em todo o país.

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Incidência de câncer cresce em 20% na última década

Hoje é o Dia Mundial do Câncer, doença que representa um problema de saúde pública mundial e cuja incidência registrou um crescimento de 20% na última década. A data é importante para alertar a população sobre os cuidados e a prevenção ao câncer, uma vez que de acordo com últimas informações do INCA, apenas para 2014, foram esperados 576 mil novos casos no Brasil.

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De acordo com a hematologista sócia-diretora do IHOBA (Instituto de Hematologia e Oncologia da Bahia), Dra. Karla Mota, além dos tumores sólidos, que são os de maior incidência, como o de mama e de próstata, é importante dar atenção também aos popularmente conhecidos “cânceres de sangue”, como o linfoma e a leucemia que são doenças hematológicas.  “As pessoas em geral ainda não reconhecem os sintomas muito bem, porque são sutis, o que pode levar a busca do atendimento médico em outras áreas, retardando o diagnóstico, por isso é importante educarmos a população em relação a isso”, alerta a hematologista.

Outro fator que reforça a necessidade de dar atenção às doenças hematológicas é que, apenas para o ano de 2014 foram previstos para homens e mulheres, no total, 21.340 novos casos de doenças hematológicas o que provavelmente não deve ser muito diferente em 2015. No caso do linfoma especificamente, a cada ano, são registrados 10 mil casos cuja incidência  dobrou últimos anos.   O linfoma  pode se manifestar em qualquer lugar do corpo, pois são cânceres que atingem as células do sistema imunológico espalhadas em todo o organismo.  ”O linfoma pode começar em qualquer local onde existem os linfócitos(células do sistema linfático), principalmente nos gânglios linfáticos, em nódulos no pescoço, axilas e região da virilha, por isso é importante estar bem informado”, explica a médica do IHOBA.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.tribunadabahia.com.br/

 

Críticas ao SUS vão de lentidão do diagnóstico de câncer a demora nos exames

Além da demora na aprovação de medicamentos no Brasil, os pacientes com câncer enfrentam outras dificuldades para se tratarem no Brasil. Muitas vezes, há lentidão no diagnóstico do câncer e demora para realização de exames e acesso a medicamentos modernos.

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O oncologista Rafael Kaliks, diretor clínico da ONG Oncoguia, ONG voltada a dar assistência a pacientes com essa doença, entende que várias questões são ainda mais prioritárias do que a demora na questão dos medicamentos.

— Hoje o que se pratica no SUS (Sistema Único de Saúde) está 20 anos atrasado em relação aos avanços da medicina. O número de casos de câncer está aumentando e vai continuar.

Segundo o especialista, exames preventivos não são realizados pela maioria dos brasileiros, como mamografia e o papanicolau. E ele afirma que, na rede pública, a situação é ainda pior. E se refere à colonoscopia, exame relacionado ao câncer de intestino.

— Se este exame fosse feito em todo adulto (homens e mulheres) acima de 50 anos, a cada cinco anos, conseguiríamos diminuir em 90% a incidência da doença. O SUS tem esse exame, mas não o promove como estratégia de rastreamento, o faz apenas após o teste de sangue oculto nas fezes indicar a necessidade.

O médico garante que o ideal é fazer a colonoscopia também para o rastreamento da doença.

— Mas não existem colonoscópios [aparelhos] em número suficiente. Além disso, o Ministério da Saúde não faz nem campanha para a realização do exame de sangue oculto, muito menos pela colonoscopia.

Ele ressalta, porém, que o problema maior é o fato de o SUS não estar acompanhando a evolução da medicina.

— O buraco é bem mais embaixo, não é apenas restrito à demora de aprovação de medicamentos e pesquisas. É a estrutura de atendimento. 40% dos pacientes teriam de receber radioterapia e não recebem. A aprovação de drogas não vai substituir atrasos determinantes que existem no processo de diagnóstico, que permitem que um tumor evolua e prejudicam o tratamento.

A psicóloga Luciana Holtz, presidente da Oncoguia, teme que uma epidemia de câncer assole o Brasil em um prazo de 10 anos, sem que o País esteja preparado para encarar esta situação.

— Vários fatores, como envelhecimento da população, aumento da obesidade, dificuldades estruturais, problemas para acesso rápido a tratamento, demora no diagnóstico, além de burocracia de instituições vão fazer o câncer chegar pertinho de todos os brasileiros em pouco tempo.

Ministério e Anvisa rebatem

Por meio de sua assessoria de imprensa, o Ministério da Saúde informou ao R7 que o investimento da pasta na assistência oncológica cresceu quase 40% entre 2010 e 2013, totalizando R$ 2,8 bilhões em 2013.

Para a instituição, a expansão dos recursos resultou no maior acesso ao diagnóstico precoce e tratamento, bem como inclusão de medicamentos mais modernos.

O ministério também rebate as críticas de Kaliks, afirmando que houve um aumento de mais de 20% na realização de radioterapia e quimioterapia entre 2010 e 2013, chegando a 10 milhões de procedimentos radioterápicos e 2,7 milhões de quimioterapia.

Segundo o ministério, atualmente, o SUS oferece tratamento oncológico em 283 unidades hospitalares em todo País.

Em nota oficial ao R7, a Anvisa também declarou estar atenta aos perigos de uma epidemia no país. E deixa claro que, mesmo em nível mundial, as pesquisas correm contra o tempo.

“A Anvisa tem adotado medidas que priorizem o registro daquilo que é mais importante e que represente um inovação real para a saúde da população. O aumento do intercâmbio de informações com outras agências do mundo e a consolidação de regras seguras para o registro de medicamentos no país, são sinalizações importantes para que os laboratórios tragam mais novidades para o país. Há uma questão do tratamento do câncer que é o próprio limite da pesquisas atuais.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://noticias.r7.com/

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Dia Mundial do Câncer 2015: Ao nosso alcance

A campanha do INCA/MS para o Dia Mundial do Câncer 2015 segue o tema sugerido pela União Internacional para Controle do Câncer (UICC), Ao nosso alcance”: pessoas, comunidades e governos precisam se mobilizar em torno de soluções para a questão.

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A campanha de 2015 tem quatro eixos:

Escolhas saudáveis

Reduzir os fatores de risco sociais e ambientais para o câncer e capacitar as pessoas a fazer escolhas saudáveis são componentes essenciais para reduzir as mortes prematuras por doenças crônicas não transmissíveis e atingir as metas da Declaração Mundial do Câncer. O compromisso é que o número de mortes por essas doenças, entre as quais está o câncer, caia 25% até 2025.

O desafio

As pessoas e as comunidades precisam estar informadas de que cerca de um terço dos cânceres mais comuns podem ser evitados por meio de comportamentos saudáveis, como não fumar, reduzir o consumo de álcool, adotar alimentação rica em frutas, legumes, verduras e grãos e praticar atividades físicas regularmente.

O tabagismo responde sozinho por, pelo menos, 22% de todas as mortes por câncer, e o álcool está fortemente associado ao risco aumentado de câncer de boca, faringe, laringe, esôfago, intestino, fígado e mama. A obesidade já afeta entre 20 a 40% dos adolescentes em todo o mundo. O excesso de peso e a obesidade estão fortemente ligados ao aumento do risco de câncer do intestino, mama, útero, pâncreas, esôfago, rins e vesícula biliar na idade adulta.

A proteção contra a radiação ultravioleta (UV) também é fundamental para a prevenção do câncer de pele. Além disso, a exposição ocupacional e exposições ambientais contribuem substancialmente para o desenvolvimento de vários tipos de câncer. A poluição do ar é um importante fator de risco ambiental para o câncer de pulmão.

Para os países de renda baixa e média, os programas de prevenção de câncer devem ir além de abordar a mudança de comportamento. No mundo, infecções crônicas são a causa de cerca de 16% de todos os cânceres. Nos países de baixa e média rendas, esse índice chega a quase 23%. Os tumores malignos de fígado e do colo do útero são exemplos de câncer associados a infecções, respectivamente o HBV (vírus da hepatite B) e o HPV (papilomavirus humano).

Enfrentando o desafio

O direito à saúde é uma garantia da Constituição Federal brasileira. Esse direito inclui o acesso a serviços oportunos e de qualidade por toda a linha de cuidado, ou seja, acesso a estratégias eficazes de promoção da saúde e prevenção do câncer, exames para detecção precoce e, em caso de diagnóstico confirmado da doença, tratamento adequado.

Reduzir o nível de exposição das pessoas a fatores de risco modificáveis é a principal estratégia de prevenção primária para vários tipos de câncer. Essa abordagem deve ser feita desde a infância e a adolescência, e prosseguir por toda a vida. A adoção de comportamentos saudáveis reduz o risco de câncer e outras doenças crônicas não transmissíveis (DNT), como diabetes e doenças cardíacas na vida adulta.

É fundamental que os jovens sejam informados sobre a importância de escolhas saudáveis e incluídos nas estratégias de promoção da saúde e prevenção do câncer.

Detecção precoce

Garantir a oferta e o acesso a programas de detecção precoce de câncer pode reduzir significativamente a mortalidade pela doença. Na Declaração Mundial de Câncer está previsto que até 2025 deverão ser implementados universalmente programas de rastreamento e de detecção precoce. Para que esses programas atinjam seu objetivo, é fundamental aumentar a conscientização sobre sinais e sintomas de alerta da doença entre a população em geral e os profissionais de saúde.

O desafio

Nem todos os tipos de câncer apresentam sinais e sintomas no início, dificultando a detecção precoce. Mas, para muitos, incluindo os de mama, do colo do útero, colorretal, da pele, oral, e alguns tipos de câncer na infância, os benefícios de abordagens sistemáticas para a detecção precoces são conclusivos, reduzindo significativamente a mortalidade e as possíveis sequelas da doença.

Falta de informação é um obstáculo ao controle da doença e a cuidados eficazes em países de rendas baixa e média, especialmente para a detecção em fases mais precoces e mais facilmente tratáveis. Estratégias integradas para aumentar a conscientização sobre o câncer e sobre a importância de buscar atendimento quando os primeiros sintomas forem notados, juntamente com intervenções práticas e comprovadas para o diagnóstico precoce, aumentam as chances de melhorar os resultados.

Enfrentando o desafio

Programas abrangentes de detecção precoce devem incluir estratégias para melhorar o conhecimento sobre o câncer entre a população em geral comunidades, profissionais de saúde e gestores, e aumentar a conscientização em torno das opções para a detecção precoce de alguns tipos de câncer, independentemente da definição de recursos.
Compreender e responder às crenças e práticas culturais é essencial, particularmente em contextos onde há preconceitos associado ao câncer e desigualdades sociais e de gênero que podem levar os pacientes a atrasar o início do tratamento ou, até mesmo, impedir que procurem ajuda.

Igualmente importante é o desenvolvimento de estratégias para incentivar a procura por auxílio, incluindo a conscientização e educação para reconhecer os sinais e sintomas de alguns tipos de câncer, além da compreensão que a detecção precoce de sintomas irá aumentar as oportunidades para a cura e melhorar a qualidade de vida.

Para cânceres infantis, uma maior consciência dos sinais e sintomas da doença entre pais e profissionais de saúde pode ajudar a reduzir o atraso no diagnóstico e, consequentemente, do início do tratamento.

A sensibilização para a detecção precoce é possível em muitos contextos. O local de trabalho pode ser um canal eficaz para a divulgação de mensagens educativas, por meio de boletins informativos, vídeos e até da comunicação interpessoal. Os empregadores também podem ajudar, liberando os funcionários para realização de exames de rastreamento.

Tratamento para todos

É direito de todos terem acesso a tratamento de câncer eficaz e de qualidade, com serviços em condições de igualdade, independentemente do local de moradia e dificuldades econômicas. A Declaração Mundial do Câncer prevê que os sistemas de saúde serão reforçados para garantir tratamento a todas as pessoas que dele precisarem, em qualquer idade, incluindo o acesso ao diagnóstico preciso, o tratamento de qualidade (cirurgia, radioterapia, quimioterapia, incluindo medicamentos e tecnologia essenciais), reabilitação e cuidados paliativos (controle da dor e apoio psicológico).

O desafio

Apesar de os governos reconhecerem que seus cidadãos têm direito à saúde, em muitos países os sistemas de saúde não recebem recursos suficientes para prover serviços oncológicos adequados. A falta de investimento em ações de controle do câncer no nível de atenção primário (Atenção Básica) afeta negativamente o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce, resultando em altos níveis de mortalidade por câncer, principalmente em países de baixa e média rendas. O resultado é que as taxas de sobrevivência caem a cerca de 10% em comparação com aproximadamente 80% em países de alta renda.

Para grande parte da população do mundo são negados atendimentos de radioterapia, devido à escassez estimada de 5 mil máquinas, bem como falta de mão de obra especializada.

Enfrentando o desafio

Planos nacionais de controle de câncer devem considerar a linha completa e multidisciplinar do cuidado oncológico. O tratamento de alta qualidade do câncer não é possível sem o investimento em cada um dos componentes essenciais da abordagem multidisciplinar. Isso deve incluir esforços específicos para prestar cuidados de apoio, entre eles o apoio psicossocial para pacientes, familiares e cuidadores.

Os planos de controle também têm papel vital no fortalecimento dos sistemas de saúde que abordarão os principais nós para a prestação de serviços oncológicos eficazes, o que envolve o fornecimento de mão de obra especializada em saúde, infraestrutura, financiamento adequado e concentração de esforços na investigação onde ela é mais necessária para que o conhecimento existente seja traduzido em resultados práticos para os pacientes.

O investimento em sistemas de saúde fortes também vai garantir o acesso e a disponibilidade de serviços para os tumores raros, que representam cerca de 20% da carga global total, incluindo todos os tipos de câncer que afetam crianças e adolescentes.

Na definição do Plano Nacional, devem ser levados em consideração a taxa de incidência de câncer no país em questão e as condições políticas e sociais, entre outros fatores. Em países de baixos recursos, pode-se lançar mão de alternativas eficazes que fornecem serviços sustentáveis e equitativos que abrangem toda linha de cuidado do câncer. Um exemplo é a Iniciativa Global de Saúde da Mama, que vem liderando esforços para desenvolver, implementar e estudar diretrizes economicamente viáveis baseadas em evidências e culturalmente apropriados para o cuidado, rastreamento, detecção e tratamento do câncer de mama em países em desenvolvimento.

Aumentar a qualidade de vida

Compreender e responder a todo o impacto da doença no bem estar emocional, mental e físico de modo a melhorar a qualidade de vida de pacientes, familiares e cuidadores. Um dos compromissos da Declaração Mundial do Câncer é reduzir o estigma associado ao câncer e dissipar mitos e preconceitos acerca da doença. Paralelamente, devem estar assegurados o acesso ao correto diagnóstico, ao tratamento multidisciplinar de qualidade, a reabilitação e serviços de apoio e cuidados paliativos. Dessa forma, pretende-se garantir uma melhor qualidade de vida às pessoas que vivem com câncer.

O desafio

Em muitas sociedades, o câncer continua sendo um assunto tabu, e pessoas vivendo com a doença estão sujeitas ao estigma e à discriminação que podem fazê-las deixar de buscar tratamento.
Até mesmo em comunidades altamente engajadas, a percepção negativa do câncer pode impedir o debate público, e a consciência do impacto total no bem-estar emocional, mental e físico provocados pela doença não serão totalmente compreendidos.

Uma forte reação emocional é vivida pela maioria das pessoas ao receber um diagnóstico de câncer. Medo, raiva, solidão e ansiedade são comuns, especialmente no momento do diagnóstico, durante o tratamento, ao se readaptar à vida após o tratamento e na transição para os cuidados paliativos. Sobreviventes de câncer estão em risco de diminuição da qualidade de vida até vários anos após o diagnóstico, e muitas vezes têm necessidades não satisfeitas relacionadas a questões de imagem corporal, saúde sexual, função cognitiva e medo de recorrência.

Os efeitos fisiológicos de alguns tratamentos de câncer, tais como perda da fertilidade, disfunção sexual, perda de cabelo e ganho de peso também pode resultar em estigma e discriminação e, em alguns casos, ser a causa da rejeição do parceiro. As consequências psicológicas de cuidar de uma pessoa que vive com câncer também podem ser enormes, com muitos cuidadores experimentando estresse e declínios em sua saúde física e mental.

A dor do câncer como resultado da falta de acesso a analgésicos adequados tem enormes implicações para a qualidade de vida de pacientes, e está relacionada a distúrbios psicológicos, como níveis elevados de depressão, ansiedade e medo. Embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) considere a morfina um medicamento essencial, existem disparidades inaceitáveis no mundo no uso de opioides para o tratamento da dor, com os países de alta renda consumindo 93% da oferta de morfina do mundo, enquanto 65% das mortes por câncer ocorrem em países de baixa e média rendas.

Enfrentando o desafio

Manter redes de apoio social e falar sobre o câncer são estratégias potencialmente importantes para lidar com o impacto emocional da doença, tanto para o paciente como seu cuidador. O apoio pode vir de várias fontes – parceiros, amigos, familiares, profissionais de saúde e conselheiros. Algumas pessoas escolhem se juntar a grupos de apoio.

Esses grupos podem proporcionar um ambiente de carinho e aceitação nos quais o paciente expressa seus sentimentos e reduz a ansiedade e o medo. Mesmo entre pacientes, nem sempre é fácil discutir questões relacionadas à doença. E encontrar ambientes descontraídos e informais fora do espaço hospitalar para compartilhar histórias ajuda.

Para alguns pacientes, cuidar da aparência física pode ser uma maneira de recuperar o controle e preservar um grau de normalidade. O acesso a serviços de apoio podem melhorar a autoestima dos pacientes e construir a confiança para enfrentar o câncer.

O câncer pode também ter impacto sobre a saúde sexual de homens e mulheres. Isso inclui fatores adversos de algumas terapias, como falha prematura dos ovários resultante de quimioterapia contra o câncer de mama, ou dano no nervo que garante a ereção, que pode ocorrer durante a cirurgia ou radioterapia contra o câncer de próstata.

Além disso, efeitos colaterais do tratamento, como fadiga, dor e ganho de peso, podem contribuir para o estresse e respostas emocionais negativas, incluindo não se sentirem sexualmente atraentes. Buscar a ajuda de profissionais de saúde para se adaptarem às alterações na função sexual e melhorar a intimidade pode reduzir o estresse e aumentar a qualidade de vida dos pacientes e seus parceiros.

Pacientes com câncer e seus familiares devem ser encorajados a exercer o poder de decisão acerca das escolhas que influenciam sua saúde e bem-estar e a preservar sua dignidade em todos os estágios da doença.

Profissionais de saúde devem se comunicar de forma compreensível ao falar com os pacientes. Dessa forma, o paciente torna-se ativo na tomada de decisões ao longo da linha de cuidado do câncer. Por exemplo, a preservação da fertilidade é uma grande preocupação para mulheres jovens com câncer. Profissionais de saúde devem assegurar que estas mulheres estejam informadas de que preservar a fertilidade é possível em boa parte dos casos. E as diferentes abordagens devem ser discutidas antes do início do tratamento.

Para pacientes com câncer avançado, decisões sobre cuidados paliativos são primordiais. Por exemplo, permitir que o doente possa morrer com dignidade no local de sua escolha.

Pessoas vivendo com câncer devem também ser estimuladas a fazer escolhas individuais que vão melhorar sua qualidade de vida, como se alimentar bem todos os dias, repousar o suficiente, tentar manter um padrão de sono regular e vida social, e aceitar ofertas de ajuda.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://www.inca.gov.br/

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