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Fiocruz atua no combate à tuberculose no Brasil

Redução em 95% o número de mortes e em 90% a taxa de incidência da tuberculose até 2035. As duas metas ousadas, aprovadas em maio de 2014 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como parte de uma nova estratégia global de combate à tuberculose, já encontram resposta positiva no Brasil com o desenvolvimento de um programa integrado de pesquisa, ensino e desenvolvimento tecnológico em tuberculose e a promessa cada vez mais real de novos medicamentos, que tornarão o tratamento mais rápido e eficiente.

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Nos últimos dez anos, o Brasil teve uma redução de 12,5% de novos casos de tuberculose registrados, passando de 77.694, em 2004, para 67.966 em 2014. Os dados preliminares de 2014 foram divulgados pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, nesta segunda-feira (23/3), em sessão solene pelo Dia Mundial de Combate à Tuberculose, celebrado em 24 de março. Na ocasião, Chioro destacou que o país já atingiu as metas dos Objetivos do Milênio (ODM) de combate à tuberculose, três anos antes do previsto e afirmou o compromisso do Ministério com a nova estratégia global da OMS.

Apesar dos avanços observados no controle da tuberculose (TB), estima-se que, somente em 2013, tenha havido 9 milhões de novos casos e 1,5 milhão de mortes em todo o mundo. No Brasil, a tuberculose ainda é a quarta causa de mortes por doenças infecciosas e a primeira quando se trata de pacientes infectados pelo vírus HIV.

“O sucesso da resposta do país e os desafios que ainda teremos que responder só terão êxito se tivermos a capacidade de constituir uma ampla aliança em torno de ações concretas de vários setores, não apenas os gestores e trabalhadores da saúde, mas também de atores de outras áreas da sociedade que se associam no enfrentamento da tuberculose”, avaliou o ministro durante a solenidade.
Essa resposta vem com a criação, pela Fiocruz, do Programa Integrado de Pesquisa, Ensino e Desenvolvimento Tecnológico em Tuberculose e Outras Micobacterioses (Fio-TB), iniciativa que pretende construir uma ampla rede para o combate à doença. Segundo o secretário-executivo do Programa, Miguel Hijjar, o FioTB é uma “resposta institucional da Fiocruz à necessidade de organização de uma rede formada por suas diversas unidades técnico-científicas e parceiros externos para possibilitar a otimização e priorização dos recursos, tendo como foco o desenvolvimento de novos conhecimentos, evidências científicas e tecnologias inovadoras, adequação de tecnologias existentes e treinamento de recursos humanos, para que possamos contribuir efetivamente para o controle desta doença no país e, eventualmente, em outras regiões endêmicas do mundo”.

O Fio-TB prevê atuação da Fiocruz em todas as frentes de combate à doença: prevenção, diagnóstico, tratamento, formação de recursos humanos e mobilização social. Na área de diagnóstico, a meta do Programa é ousada: obter autonomia nacional para diagnósticos de tuberculose ativa e latente. Para prevenção, ganha destaque a busca pelo desenvolvimento de novas vacinas e, na formação de recursos, há previsão de novos cursos de pós-graduação lato e stricto senso.

“Serão realizadas oficinas de trabalho, com participação de especialistas nacionais e internacionais, em abril deste ano para definição de projetos prioritários. A partir dessa definição, a proposta é estabelecer, num primeiro momento, uma rede interna na Fiocruz e, conforme a demanda desses projetos prioritários, buscaremos também parcerias internacionais”, explicou Hijjar.

Há muitos anos, um dos grandes desafios no combate à doença tem sido a adesão ao tratamento. Atualmente, o tratamento envolve um custo elevado e a administração de vários medicamentos por um período longo de tempo, que pode variar de seis meses a dois anos. Esta é mais uma frente em que a Fiocruz participa ativamente. Desde 2010, a Fundação é uma das instituições-membro da Aliança Global de Desenvolvimento de Drogas para Tuberculose – Aliança TB (Global Alliance for TB Drug Development – TB Alliance, em inglês), organização internacional sem fins lucrativos com sede em Nova York, que busca curas mais eficientes, rápidas e acessíveis para a doença. Em 2013, o diretor do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), Carlos Morel, foi eleito e nomeado presidente do Conselho de Diretores da TB Alliance.

Este ano, o Relatório Anual da TB Alliance traz notícias animadoras: a organização mostra enormes avanços na busca por um tratamento simples, de baixo custo e rápido. Um dos maiores avanços, segundo o relatório, trata-se do lançamento de dois ensaios. Um deles ocorreu ainda em 2014 e consiste na fase 3 de um ensaio clínico, envolvendo 50 localidades em 15 países. Esta fase testa um regime terapêutico com uma nova droga que, em combinação com outras duas já existentes, tem se mostrado eficiente para encurtar o tratamento de pacientes com TB ativa, sensíveis às drogas e com TB multirresistente. Este é o primeiro ensaio a testar um regime terapêutico simples e capaz de tratar tanto pacientes sensíveis às drogas, como aqueles portadores de TB multirresistente.

Outro ensaio foi lançado este ano, utilizando duas novas drogas para um regime terapêutico com potencial de encurtar ainda mais o tratamento da doença para um número ainda maior de pacientes. Além disso, a TB Alliance já está preparando um estudo, chamado NiX-TB, que irá testar três novas drogas para as quais não haverá qualquer resistência, ou seja, um passo definitivo ao encontro de um regime terapêutico que ofereça uma cura rápida, de baixo custo e eficiente para qualquer paciente com TB ativa.

Tuberculose está entre as dez principais causas de mortalidade infantil –Uma novidade que também promete revolucionar o tratamento da doença está relacionada às crianças portadoras de tuberculose. Segundo os diretores da TB Alliance, ainda este ano será lançado o primeiro tratamento voltado especialmente para as crianças, seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde.

A vacina conhecida como BCG, descoberta na década de 1920, é responsável hoje pela imunização de quase a totalidade das crianças nascidas no mundo em desenvolvimento. No entanto, a tuberculose ainda está entre as dez doenças que mais matam crianças. Mais de 550 mil crianças sofrem da doença e, a cada ano, morrem 74 mil. Atualmente, não existem doses formuladas especialmente para as crianças. O tratamento infantil consiste no uso de drogas para adultos que devem ser divididas ou esmagadas para compor um regime terapêutico infantil.

Leia na íntegra o Relatório Anual da TB Alliance.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.blog.saude.gov.br/

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Diagnóstico detecta em duas horas a presença do bacilo responsável pela tuberculose

Em apenas duas horas, já é possível saber se o paciente tem tuberculose. O resultado é dado a partir dos testes rápidos disponíveis em todas as capitais do país e nos municípios com maior número de casos da doença. O equipamento que realiza o teste rápido faz parte da estratégia para o controle da tuberculose do Ministério da Saúde.

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Cerca de 640 mil testes são realizados por ano. É o que explica o coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde, Dráurio Barreira. “Chegaram ao Brasil em março do ano passado essas máquinas e ao longo do ano distribuímos essas máquinas para 94 municípios que concentram mais de 55% de todos os casos de tuberculose do país.

E hoje, nesses municípios, nós já temos o diagnóstico em cerca de duas horas, a partir do momento que o paciente deixa o material usado para o diagnóstico, já se tem o resultado se a pessoa tem ou não tem a tuberculose e se tem alguma forma resistente. Porque a máquina também detecta a resistência à rifampicina, que a principal droga no tratamento da tuberculose.”

A técnica de laboratório do Centro Municipal de Saúde Hélio Pelegrino, no Rio de Janeiro, Fernanda Campos, conta que a alta sensibilidade do exame para detectar a tuberculose tem contribuído para que os diagnósticos da doença no município sejam feitos rapidamente. “Devido à sensibilidade ser maior que o exame que vinha sendo utilizado, isso ganha tempo no tratamento e o diagnóstico preciso em qualquer estágio da doença, ou paciente que está no início do contágio você consegue detectar. A aceitação a nível clínico foi ótimo, porque você tem um resultado em duas horas do microorganismo e um resultado pertinente a uma resistência ou sensibilidade ao uso do antibiótico.”

O coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Dráurio Barreira, faz um alerta para os sintomas da doença. “A tuberculose pulmonar, primeiro e mais importante sintoma é a tosse. É uma tosse insistente, normalmente é acompanhada de expectoração, mas não necessariamente, ela pode ter ou não expectoração.

Geralmente acompanhada de um emagrecimento importante, a pessoa perde mais de 10% do seu peso. Um cansaço muito grande, falta de apetite, desânimo, sudorese noturna e febre baixa, geralmente no final da tarde e começo da noite. São sintomas clássicos, mas que nem sempre vêm todos acompanhados, mas qualquer um deles, especialmente a tosse por mais de três uma semana, são sinais de alerta que devem ser investigados.”

O teste rápido da tuberculose está disponível em todas as capitais do país e em 94 municípios.

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Dia Mundial da Voz

Anualmente, em 16 de abril, comemoramos o “Dia Mundial da Voz”. Celebração que temos o orgulho de ter sido iniciada no Brasil, em 1999, e que a partir de 2003 passou a ter expressão internacional, com diversos eventos organizados também nos Estados Unidos, Europa e Ásia.

VOZES

O objetivo da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia neste dia e na semana que o circunda é promover a conscientização da população sobre a importância da voz humana para a promoção da saúde, bem como realizar conscientização de sinais e sintomas que favoreçam o diagnóstico precoce de doenças, como o câncer de laringe, que podem comprometer a qualidade de vida e a própria sobrevida dos indivíduos.

A celebração do “Dia Mundial da Voz” é de extrema importância e representa uma oportunidade única de disseminar conhecimento, orientar a população, promover ações de saúde e auxiliar no encaminhamento adequado de problemas potenciais ou reais.

Nosso slogan: Seja Amigo da sua Voz!”.

HISTÓRICO DA CAMPANHA 

Unam-se para fortalecer a corrente em favor de vozes saudáveis!A primeira grande Campanha da Voz no Brasil se deu em virtude das comemorações da Semana Nacional da Voz, comemorada entre 12 e 16 de Abril de 1999. O evento foi resultado de uma parceria entre a Sociedade Brasileira de Laringologia e Voz e a Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia, além do apoio institucional de diversas sociedades, associações, conselhos e entidades como, Sociedade Brasileira de Endoscopia, Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Associação Brasileira de Canto e o Conselho Regional de Fonoaudiologia – 4ª região. Nos anos subsequentes comemorou-se em um ano a Semana da Voz e no seguinte o Dia da Voz, sendo que a cada ano as comemorações giraram em torno de um tema central.

O tema da Campanha da Voz de 1999, “Não arrisque sua voz – cuide da sua saúde”, centrou-se na prevenção de doenças relacionadas à voz, principalmente o câncer de laringe. Em 2000 o tema “Afine a sua saúde – cuide da sua voz” abordou a voz numa perspectiva voltada à saúde. “Voz é vida, cuide da sua voz” foi o tema de 2001 e indicava uma perspectiva mais ampla que relaciona voz à vida como um todo.

Em 2002, 2003 e 2004 foi a vez do enfoque nos profissionais da voz, com os temas “A voz como instrumento de trabalho” e “Voz educada, saúde cuidada”.

No ano de 2005 foi criado o slogan “SEJA AMIGO DA SUA VOZ!” e a partir de então o objetivo da campanha é conclamar a população, profissionais da voz ou não, para ações que visem à conscientização da sociedade quanto à importância da saúde da voz em suas várias dimensões.

Fale sem esforço e articule bem as palavras

DICAS PARA VOCÊ SER AMIGO DA SUA VOZ! 

Mantenha uma boa postura corporal ao falar ou cantar
  • Beba 2 litros de água diariamente
  • Durma bem
  • Tenha uma alimentação saudável rica em frutas e proteínas
  • Use vestuário confortável
  • Procure reduzir a quantidade de fala durante quadros gripais, crises alérgicas e período pré-menstrual
  • Evite falar por longos períodos, principalmente em ambientes ruidosos
  • Evite pigarrear, gritar e dar gargalhadas exageradas
  • Evite ingerir leite e derivados, bebidas gasosas, chocolate antes de utilizar a voz continuamente
  • Evite ingerir álcool em excesso, bem como outras drogas
  • Cuidado ao cantar inadequadamente ou abusivamente
  • Esteja atento aos primeiros sintomas de alteração vocal como cansaço, ardor ou dor ao falar, falhas na voz, mudança de tom, pigarro e rouquidão
  • No caso de problemas vocais, procure um fonoaudiólogo e um médico otorrinolaringologista

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Brasil gasta R$ 21 bi com tratamento de doenças relacionadas ao tabaco

O Brasil gastou no ano passado R$ 21 bilhões no tratamento de pacientes com doenças relacionadas ao cigarro, revela estudo inédito financiado pela Aliança de Controle do Tabagismo (ACT). O valor equivale a 30% do orçamento do Ministério da Saúde em 2011 e é 3,5 vezes maior do que a Receita Federal arrecadou com produtos derivados ao tabaco no mesmo período.

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A divulgação foi feita na véspera do Dia Mundial sem Cigarro, criado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O estudo demonstra ainda que o tabagismo é responsável por 13% das mortes no País. São 130 mil óbitos anuais (350 por dia). Os resultados são fruto da análise de dados de 15 doenças relacionadas ao cigarro. Quatro delas – cardíacas, pulmonar obstrutiva crônica, câncer de pulmão e acidente vascular cerebral – responderam por 83% dos gastos.

Os custos, segundo uma das coordenadoras do estudo, a economista da Fundação Oswaldo Cruz Márcia Teixeira Pinto, são referentes às despesas tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto na saúde suplementar.

“Há tempos buscamos números que indiquem o impacto do tabagismo na economia do País”, diz a diretora executiva da ACT, Paula Johns. Um dos argumentos da indústria do fumo para frear medidas de prevenção é a alta arrecadação de impostos, além da alta quantidade de empregos concentrada na atividade.

No debate mais recente, feito durante a discussão da resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para proibição de aditivos ao cigarro, a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) apontou que em 2010 a indústria recolheu R$ 9,3 bilhões de tributos e gerou receita de R$ 4,1 bilhões. “Não concordamos com o número apresentado por eles de arrecadação. Mesmo assim, é mais do que a metade do gasto com doenças”, afirma Paula.

Segundo ela, os números mostram que ainda há muito o que ser feito no combate ao tabagismo. Entre reivindicações está a regulamentação da lei que proíbe fumo em locais públicos fechados e a da proibição de propaganda nos locais de venda.

Em 2005, a pesquisadora Márcia Pinto já havia feito um estudo mostrando que os gastos com o tratamento de doenças eram de R$ 338 milhões. “A metodologia era diferente.” Ela lembra que foram avaliados gastos apenas no setor público do Rio.

Paula diz que não se espantou com resultados. “A estimativa é de que a cada US$ 1 arrecadado com impostos de cigarro sejam gastos US$ 3 no tratamento.”

Diferenças. Márcia, que conduziu o trabalho com André Riviere, do Instituto de Efectividad Clinica y Sanitaria, da Argentina, afirma que fumantes no Brasil vivem pelo menos cinco anos a menos do que os não fumantes. Mulheres dependentes do cigarro têm, em média, 4,5 anos a menos de vida do que as não fumantes e 1,32 a menos do que as ex-fumantes. Entre homens, a perda é de 5,03 anos em relação ao tempo médio de vida dos não fumantes e de 2,05 dos ex-fumantes.

Ao saber da pesquisa, Romeu Schneider, da Câmara Setorial do Tabaco, afirmou que os números não refletem a realidade. “Eles são campeões de chute. Durante 20 anos falaram que o cigarro causava 200 mil mortes. Não há como saber o que foi provocado pelo cigarro, o que foi causado por outras doenças.”

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Em 20 anos, leis antifumo reduziram o tabagismo no Brasil pela metade

O número de fumantes no Brasil caiu pela metade nos últimos 20 anos graças às leis anti-fumo implementadas no país, concluiu um estudo feito pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, em parceria com a Universidade de Georgetown, em Washington, Estados Unidos. De acordo com a pesquisa, medidas como impostos sobre o cigarro e restrições cigarro em ambientes fechados evitaram cerca de 420.000 mortes decorrentes de tabagismo entre 1989 e 2010. Esses resultados foram publicados nesta terça-feira na revista PLoS Medicine.

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De acordo com o levantamento, feito a partir de um modelo matemático desenvolvido nos Estados Unidos e com dados epidemiológicos do Brasil, quase metade (46%) da redução do número de fumantes brasileiros entre 1989 e 2008 ocorreu devido ao aumento dos impostos sobre os produtos derivados de tabaco. Os outros responsáveis por essa queda foram as leis de restrição do cigarro em ambientes fechados (14%) e de publicidade desse tipo de produto (14%), além dos programas de tratamento contra o tabagismo (10%) e de advertências dos problemas de saúde nas embalagens (8%) — contrariando conclusões recentes da Anvisa.

A pesquisa ainda estimou que, caso essas leis antifumo sejam mantidas, o tabagismo no Brasil cairia mais 39% nos próximos 40 anos e o número de mortes decorrentes do cigarro que poderiam ser evitadas saltaria para sete milhões entre 1989 e 2050. Se essas políticas forem incrementadas e se tornarem mais rígidas ao longo dos anos, indicou o estudo, esse número poderia chegar a 8,3 milhões de mortes evitadas.

Método — O levantamento foi feito com base no SimSmoke, um modelo matemático criado pelo pesquisador americano David Levy, da Universidade de Georgetown, que já foi aplicado em mais de 30 países. O método, que usa dados como a quantidade de fumantes de um país em um determinado ano e as leis antitabagistas aplicadas nessa região desde essa data, consegue estimar informações como as taxas de redução do número de fumantes e de mortes causadas pelo cigarro e o quanto as medidas contribuíram para a queda.

No caso dessa pesquisa, Levy partiu da taxa de fumantes no Brasil no ano de 1989, que era de 43,3% entre os homens acima de 18 anos de idade e 27% entre as mulheres da mesma faixa etária, segundo a Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição (PNSN). Depois, o pesquisador levou em consideração todas as medidas antifumo aplicadas no país desde então.

Levy, então, fez uma estimativa da redução de tabagismo que deveria ter ocorrido no Brasil no período de 1989 a 2008 com a implementação das medidas antifumo caso elas tivessem sido eficazes. Ele concluiu que, até 2008, essa diminuição deveria ter sido de 47,7% entre os homens e 48,6% entre as mulheres. O número ao qual o pesquisador chegou foi praticamente igual ao registrado pelo Global Adult Tobacco Survey (GATS) de 2008, que indicou a redução de 47,1% e 48,5% para homens e mulheres, respectivamente, no mesmo período.

“O Brasil apresenta uma das histórias de maior sucesso de saúde pública na redução de mortes devido ao fumo, e isso serve como modelo para outros países de renda baixa e média. No entanto, vimos que um conjunto de políticas mais rigorosas poderiam reduzir ainda mais o tabagismo no país e salvar muito mais vidas”, escreveram os autores no artigo.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://veja.abril.com.br

Tuberculose: Fique Alerta com a Tosse Persistente

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