Prevenção de acidentes no trabalho: uma conquista da empresa e dos talentos

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o número de acidentes de trabalho registrados no Brasil teve um declínio de 7,2% entre os anos de 2008 e 2010. Em 17 das 27 unidades federativas, ocorreu uma queda no número de acidentes de trabalho registrados nesse mesmo período, acompanhando a tendência nacional. A taxa de incidências de acidentes no trabalho mais alta do país foi registrada no Estado de Alagoas (30,2 para cada mil vínculos), sendo também significativamente elevada em Santa Catarina (26,3) e no Rio Grande do Sul (24,6). As menores taxas de incidência em 2010 foram verificadas em Roraima (9,3 por mil vínculos), Amapá (9,7), Tocantins (10,0) e Sergipe (10,9).

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Observou, ainda, segundo a OIT uma diminuição de 3,7% dos óbitos decorrentes de acidentes de trabalho entre 2008 e 2010 (de 2.817 para 2.712). A taxa de mortalidade por acidentes do trabalho declinou em 21 das 27 unidades federativas, tendo aumentado nos Estados de Goiás, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Ceará e Piauí. Mato Grosso, destacando-se a incisiva redução na taxa (de 25,2 para 17,7 óbitos por 100 mil vínculos) observada entre os anos 2008 e 2010, apresentava a maior incidência do país de óbitos decorrentes de acidentes do trabalho.

Mesmo com a constatação da redução desses percentuais, as empresas devem permanecer atentas para que seus funcionários tenham consciência de que não a segurança deles depende tanto das ações corporativas quanto de cada pessoa que atua na organização. De acordo com Amanda Rocha, diretora da Amanda Rocha Consultoria em Gestão de Pessoas e Coaching, a área de Recursos Humanos precisa ser a guardiã do valor segurança no trabalho. “Juntos líder e a área de RH podem garantir que as pessoas da organização tenham interesse pelo tema segurança no trabalho. Na sequência podem reforçar comportamentos seguros, parabenizar, reconhecer, premiar bons exemplos dados pelos próprios profissionais no dia a dia da empresa”, assinala. Em entrevista ao RH.com.br, a consultora dá orientações relevantes para as empresa, caso ocorram acidentes com os profissionais durante as atividades laborais. Confira a entrevista na íntegra e avalie se sua empresa está dando a devida atenção à segurança dos colaboradores. Lembre-se do ditado popular: “É melhor prevenir do que remediar”.

RH.com.br – Quando se fala em instituir um programa direcionado à segurança do trabalho qual o entrave mais comum que a empresa encontra?
Amanda Rocha – A crença de que segurança do trabalho é uma responsabilidade apenas dos técnicos em segurança do trabalho da empresa. Nenhuma equipe de técnicos em segurança do trabalho pode ser tão boa quanto todos os funcionários da empresa juntos, focados em tornar a segurança no trabalho um hábito e um valor da organização. A vida e a integridade humana não podem ser responsabilidade somente de um departamento, tem que ser responsabilidade de todos aqueles que atuam na organização.

RH – A questão de vencer barreiras comportamentais dos profissionais também está sinalizada como obstáculo à segurança do trabalho?
Amanda Rocha – Sem dúvida alguma. A crença de que “Eu não! Comigo não! Acontece com os outros, não comigo!” é uma barreira que gera comportamentos inseguros e acidentes de trabalho. A análise de ocorrências de acidentes do trabalho nos mostra que mais de 80% dos acidentes são causados por comportamentos inseguros. Quando o indivíduo acha que com ele não vai acontecer, deixa de utilizar um equipamento de segurança individual, desrespeita as sinalizações, excede a velocidade e a consequência são os acidentes que podem até ser fatais ou deixarem sequelas graves por toda a vida do trabalhador.

RH – Em um programa de segurança do trabalho qual a importância da área de Recursos Humanos, para o êxito dessa iniciativa?
Amanda Rocha – A área de Recursos Humanos tem a missão de tornar o comportamento seguro e as condições seguras de trabalho parte da cultura da organização. É indispensável que o RH envolva todos os funcionários no valor chamado segurança.

RH – Então, não dá mais para se conceber a proposta de um Programa de Segurança do Trabalho sem a presença do RH?
Amanda Rocha – Entendo que não, pois o departamento de Recursos Humanos precisa ser o guardião do valor segurança no trabalho. É indispensável defender esta causa. Vale lembrar a importância de desenvolver não só uma equipe de técnicos em segurança do trabalho, mas garantir uma organização, cujo valor e cultura organizacional sejam a segurança em primeiro lugar.

RH – Como o RH deve trabalhar em conjunto com os líderes, para que esses se tornem agende disseminadores da segurança no trabalho?
Amanda Rocha – Juntos líder e RH podem garantir que as pessoas da organização tenham interesse pelo tema segurança no trabalho. Na sequência podem reforçar comportamentos seguros, parabenizar, reconhecer, premiar bons exemplos dados pelos próprios profissionais no dia a dia da empresa. E treinar, treinar e treinar os colaboradores para garantir comportamentos adequados diante dos riscos aos quais estes estão expostos. Essas ações, certamente, podem garantir que desvios no ambiente e no comportamento das pessoas possam ser observados, identificados e corrigidos não só pelos técnicos em segurança do trabalho, mas por qualquer funcionário da organização que esteja consciente da importância de preservar a segurança ao exercer suas atividades laborais.

RH – Quais os pontos considerados fundamentais em uma ação que tenha como objetivo a segurança no ambiente de trabalho?
Amanda Rocha – Destacaria dois pontos como fundamentais em uma ação com esse foco: o compromisso com as vidas dos profissionais e a integridade humana. Esse é o propósito de qualquer ação em segurança no trabalho.

RH – Geralmente, quais as falhas mais comuns que são evidenciadas nos programas direcionados à segurança do trabalho?
Amanda Rocha – Os programas trabalham situações especificas, não tratam a segurança do trabalho como sendo um valor organizacional. Em geral, os programas são atividades isoladas e não globais dentro da empresa. Segurança no trabalho exige multidisciplinaridade, consistência, constância, continuidade e, normalmente, isto não acontece nas organizações.

RH – Caso um profissional sofra um acidente durante as atividades laborais, qual a primeira ação de um profissional de RH diante dessa situação?
Amanda Rocha – Em primeiro lugar, garantir o pronto atendimento à vítima. Depois, cuidadosamente, comunicar à família. Acompanhar o reestabelecimento do acidentado e comunicar à Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT, que é o documento oficial de registro de acidentes. Havendo ou não afastamento do trabalhador, a Comunicação de Acidente do Trabalho deverá ser entregue ao Instituto Nacional do Seguro Social – INSS. O trabalhador que sofre acidente de trabalho tem direito a receber o benefício da Previdência Social enquanto estiver afastado de suas atividades, desde que este afastamento seja superior a 15 dias, vez que os primeiros 15 dias devem ser custeados pelo empregador. Por isso, é vital que a CAT seja transmitida ao Instituto Nacional do Seguro Social até o primeiro dia útil após a ocorrência do acidente. Em seguida, deve-se garantir a investigação do acidente. Entender as causas e garantir que novos acidentes similares sejam prevenidos.

RH – Se um trabalhador sofreu um acidente por imprudência como, por exemplo, deixar de usar o equipamento de segurança, isso isenta a empresa de responsabilidades sobre o caso?
Amanda Rocha – Excelente pergunta. Cabe aqui total atenção das empresas. As responsabilidades do empregador são não só quando há ocorrência do acidente do trabalho, mas também, para que estes sejam evitados, que a saúde do trabalhador seja preservada. Evitar a ocorrência dos acidentes é uma responsabilidade da empresa, por isso cabe aqui o alerta quanto à questão da imprudência. A empresa devera agir com medidas de conscientização e também disciplinares quando detectar comportamentos imprudentes. Porque ao sofrer um acidente mesmo que o colaborador tenha sido imprudente a responsabilidade será da organização.

RH – Que orientações a senhora daria para as empresas que desejam diminuir os índices ou os ricos de acidentes no trabalho?
Amanda Rocha – Levante os perigos e os riscos de sua organização em cada área. Elabore um plano preventivo para cada risco. Garanta que cada líder da sua organização esteja capacitado para agir, conscientizar e treinar sua respectiva equipe, prevenindo acidentes. Trabalhe de forma consistente, contínua e coerente.

RH – Quais os ganhos de uma empresa que valoriza a segurança?
Amanda Rocha – Ela ganha no aspecto humano e no aspecto financeiro. No aspecto humano: pessoas mais saudáveis e seguras, além um bom ambiente de trabalho. No aspecto financeiro: a empresa reduz o número de acidentes de trabalho. Portanto reduz o número de ações trabalhistas, absenteísmo relacionado a acidentes e o Fator Acidentário Previdenciário (FAP) que impacta diretamente no Seguro Acidente de Trabalho (SAT) que as empresas pagam mensalmente.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.rh.com.br/

 

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