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Você conhece os níveis do seu colesterol?

Das doenças modernas que afetam a população, a principal causa de morte no Brasil são as doenças cardiovasculares que, estima-se, sejam responsáveis por 350 mil mortes no país. O colesterol elevado é um importante fator que colabora para o aparecimento das doenças cardiovasculares. Porém, muitas pessoas desconhecem esse problema e cerca de 50% da população no Brasil não sabe que tem colesterol alto. Normalmente a elevação dos níveis do colesterol não provoca sintomas e o primeiro sinal já pode apresentar um resultado irreversível.

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Presente no organismo, o colesterol é um tipo de gordura encontrada em todas as células do nosso corpo e circula pelo sangue por meio do LDL (‘ruim’) e do HDL (‘bom’). Má alimentação, sedentarismo e estresse são alguns dos fatores que aumentam o colesterol ‘ruim’, o LDL, e o excesso do mesmo pode afetar a saúde cardiovascular.

Segundo Lais Aliberti, nutricionista da Unilever Brasil, conhecer o número do colesterol é imprescindível para o cuidado com a saúde. “Por ser conhecida como uma doença silenciosa, é essencial que cada um se informe sobre o número através de um exame de sangue que mede o nível total, LDL e HDL”. Uma vez detectado altos índices, em acompanhamento médico, deve-se iniciar medidas saudáveis para tentar reverter a situação, ou seja, adotar uma alimentação equilibrada, praticar exercícios físicos, manter o peso adequado. Uma alternativa para auxiliar na redução da absorção do colesterol é a introdução de alimentos com fitoesteróis.

Alguns alimentos podem ser prejudiciais à saúde do coração quando consumidos em excesso, como os alimentos ricos em gordura saturada, como bacon, chantilly, creme de leite, linguiça, mortadela, peles de aves, salsicha, vísceras e aqueles ricos em gordura trans, como alguns biscoitos recheados, massas folhadas, entre outros. Por outro lado, frutas, verduras, legumes e cereais integrais são alguns dos alimentos aliados do coração.

Fernando Oliveira, 41 anos, teve que mudar sua dieta e hábitos de vida para diminuir os níveis de colesterol alto. “Eu desconfiava que estava com colesterol alto, apesar de não apresentar nenhum sintoma. Me alimentava mal, estava acima do peso e ficava muito tempo em jejum”, diz Fernando.

Com a ajuda de um médico, um nutricionista, bons hábitos e uma dieta saudável, Fernando conseguiu reduzir os níveis em até 10%. “Uma dica imprescindível que o nutricionista me deu foi tomar café da manhã todos os dias, com pão integral, frutas, cereais e creme vegetal com fitoesteróis. Incluí também exercícios físicos, o que não foi nada fácil, pois não praticava nada. Comecei substituindo o elevador pelas escadas e muitas vezes ia até o supermercado ou padaria de bicicleta”, finaliza Fernando.

Segredo dos fitoesteróis

Presente naturalmente em pequenas quantidades nos óleos vegetais, nozes, sementes, grãos, frutas e vegetais, os fitoesteróis são uma substância comprovadamente eficaz na redução do colesterol, pois inibem a absorção do mesmo no intestino. “Como é praticamente impossível o consumo dessa quantidade diariamente, atualmente podemos contar com alimentos funcionais enriquecidos com fitoesteróis, como os cremes vegetais, que possuem a quantidade adequada para oferecer o benefício da redução de até 10% do LDL-colesterol com apenas duas porções diárias”, afirma Laís.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://exame.abril.com.br

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Como controlar colesterol e triglicérides sem remédios

Apesar de serem vistos como vilões, o colesterol e os triglicérides são dois tipos de gorduras essenciais para o organismo.

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O primeiro é necessário para a produção de novas células, sais biliares, vitamina D e de hormônios esteróides – como testosterona e progesterona. Já o segundo tem como principal função regular a reserva de energia.

O problema é que em excesso ambos trazem prejuízos à saúde.

De acordo com a nutricionista Joana Lucyk, da Clínica Saúde Ativa, de Brasília (DF), a primeira medida para barrar a evolução dessa dupla é modificar a dieta. “Essa é a forma preferencial de tratamento”, afirma.

A psicopedagoga Márcia Cristina da Silva Neves Luciano, 42 anos, de São Paulo, SP, é uma das que conseguiu reduzir as taxas de colesterol e triglicérides, que estavam no limite, só com a mudança de hábitos. “Optei por não tomar remédios. Por isso, passei a controlar a dieta fazer exercícios, como caminhada e Pilates”, diz.

Um dos principais desafios enfrentados por Márcia foi diminuir o consumo de massas – ela é fã confessa de pãezinhos e bolos. Para tornar o pecado mais saudável, ela trocou o pão francês tradicional por um feito com farinha integral e aveia. Nos pratos preparados em casa, também substituiu a farinha de trigo por sua versão integral. Com a ajuda de uma nutricionista ensinou a substituir o óleo de soja pelo azeite nas preparações, assim como a aumentar o consumo de frutas e legumes.

O café-da-manhã, que antes era feito às pressas, hoje é um momento sagrado para Márcia. “Aprendi que preciso fazer essa refeição em casa, tranquilamente. Assim não ataco a cesta de pães e as guloseimas servidas no trabalho pela manhã”, observa. Com esses pequenos ajustes, a psicopedagoga conseguiu, em aproximadamente 90 dias, fazer os índices de colesterol e triglicérides voltarem ao normal. Para seguir seu exemplo, aprenda mais sobre as duas substâncias e descubra quais alimentos são aliados na empreitada.

Colesterol

Enquanto uma parte dessa gordura é produzida pelo fígado, a outra chega por meio da alimentação. No sangue, ela circula ligada a proteínas, formando partículas – as que mais se destacam são a LDL e HDL. “A principal diferença entre elas é que a LDL carrega o colesterol para os tecidos do organismo, enquanto a HDL o despacha para o fígado, onde acontece sua eliminação sobre a forma de sais biliares”, conta a nutricionista Fernanda Serpa, membro da diretoria do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional (CBNF).

É daí que vem a má fama da LDL: quando aparece em grandes quantidades, ele contribui para a formação de placas de gordura (ateromas). Essas, por sua vez, podem obstruir a circulação de um órgão importante, como o coração, levando a eventos como o infarto. Segundo Joana, há casos em que a genética do paciente leva a desequilíbrios nos níveis de colesterol. Nos outros, a alimentação costuma ser o grande gatilho para o surgimento do problema.

Portanto, para não ter surpresas desagradáveis ao se submeter ao exame de sangue (que deve ser realizado anualmente), é bom ficar de olho naquilo que coloca no prato. Alimentos de origem animal, por exemplo, são campeões em colesterol. Por outro lado, há aqueles que são verdadeiros aliados, pois ajudam a reduzir as taxas dessa substância no sangue. Veja as orientações:

Não exagere em…

Carnes, especialmente as gordurosas, vísceras (fígado, miolo, miúdos), embutidos, peles de aves e asa de frango
Laticínios (leite integral, queijos amarelos, creme de leite, molhos gordurosos)
Frutos do mar (camarão, lula, etc.)
Manteiga (bolos prontos, tortas, massa folheada, biscoitos amanteigados)
Banha de porco
Sorvete, biscoitos recheados, leite condensado, chocolate (o branco é o pior) fast food e salgados (principalmente os folheados)

Inclua na dieta

Aveia: ela contém uma fibra que auxilia na redução do colesterol LDL. Segundo a diretora da Nutconsult, estudos demonstraram que pacientes que consumiam 3 gramas dessa fibra conseguiram uma redução de 8 a 23% no colesterol total. Para consumir esse valor, é preciso comer cerca de duas colheres de sopa cheias de farelo de aveia. “É no farelo que encontramos a maior concentração dessa fibra”, explica Fernanda.

Soja: a agência reguladora de alimentos e medicamentos FDA (Food and Drug Administration) sugere o consumo de 25 gramas de proteína de soja ao dia para evitar o aparecimento de doenças do coração, já que auxilia na redução dos níveis de LDL e colesterol total.

Fitoesteróis: essas substâncias são encontradas nos vegetais (como semente de girassol) e também barram a absorção de gordura da dieta, o que favorece a redução do colesterol. “É preciso consumir 1,6 gramas de fitoesteróis diariamente para observar uma diminuição de 8 a 15% nas taxas de colesterol”, informa Fernanda. Como eles não são tão abundantes assim nos vegetais, a indústria alimentícia decidiu isolá-los. Sendo assim, podem ser encontrados em produtos como margarinas e iogurtes.

Antioxidantes: eles (e aqui se destacam os flavonóides) podem inibir a oxidação das partículas LDL, diminuindo seu poder de obstrução de vasos sanguíneos. Os flavonóides são encontrados principalmente em vegetais verde-escuros, frutas (como cereja, amora, uva, morango, jabuticaba e maçã), grãos (linhaça, soja, etc), sementes, castanhas, condimentos e ervas (cúrcuma, orégano, cravo e alecrim) e também em bebidas, como vinho, suco de uva e chás.

Triglicérides

A nutricionista de Brasília comenta que o consumo elevado de carboidratos simples e refinados e bebidas alcoólicas pode fazer as taxas de triglicérides irem às alturas. Quando isso acontece, além de complicações cardiovasculares e diabetes, a pessoa fica mais sujeita a desenvolver pancreatite e sofrer redução dos níveis de HDL, aquela partícula considerada benéfica por facilitar a eliminação do colesterol pelo organismo.

A boa notícia é que ao adotar uma dieta uma dieta equilibrada, os efeitos positivos sobre os níveis de triglicérides não demoram a aparecer. “A resposta à modificação alimentar é muito mais rápida e fácil nesses casos do que naqueles de colesterol elevado”, compara Fernanda Serpa.

Aprenda como montar o cardápio:

• Não exagere no açúcar: dependendo do caso, vale substituí-lo por adoçantes

• Limite a quantidade de carboidratos: não consuma em uma mesma refeição arroz, macarrão, batata e farofa. “Opte por apenas uma fonte de carboidrato e, se possível, em sua versão integral”, sugere a diretora da Nutconsult, do Rio de Janeiro.

• Controle a ingestão de doces em geral, como refrigerantes, sucos em caixa já adoçados, sobremesas, balas, etc.

Inclua na dieta

Alimentos ricos em ômega 3. Fernanda conta que essa substância auxilia no controle e redução dos triglicérides e, por isso, deve fazer parte da alimentação. Para obtê-la, basta apostar em peixes, como cavala, sardinha, salmão, atum, bacalhau e arenque.

A recomendação, segundo a nutricionista, é de 180 gramas do alimento durante a semana. “Pode-se optar também por cápsulas contendo óleo de peixe. Mas, nesse caso, é importante procurar por um nutricionista ou médico para prescrição do suplemento”, observa.

Mão na massa

Muitas pessoas têm dúvidas de como incluir os alimentos citados no dia-a-dia. Por isso, Fernanda Serpa, diretora da Nutconsult Consultoria Nutricional, preparou algumas dicas práticas.

Prefira o farelo de aveia, pois é nele que está concentrada a maior parte da fibra solúvel responsável pelos efeitos redutores da absorção da gordura da dieta. A dose? Duas colheres de sopa ao dia podem ser usadas em cima de frutas (como a banana picada), da salada de frutas ou com feijão (substituindo a farinha). Outra alternativa é misturar o farelo a vitaminas.

A soja pode ser utilizada como proteína texturizada de soja (PTS). Assim, é possível usá-la no lugar da carne moída, depois de hidratada e refogada, ou em conjunto com a carne bovina para fazer a carne moída.

A quantidade de peixe recomendada é de 180 gramas por semana, o que corresponde a três porções pequenas ou duas porções grandes de peixe (sardinha, anchova, arenque, salmão, atum, etc).

Os fitosteróis são encontrados em margarinas e iogurtes enriquecidos. Nesses casos, a recomendação é de 20 gramas de margarina (1 colher de sopa) ou um pote de iogurte.

Os antioxidantes devem ser adquiridos por meio do consumo de quatro frutas ao dia e de vegetais e legumes no almoço e jantar (várias cores para adquirir diferentes fitoquímicos). Além disso, vale apostar em chá verde, suco de uva integral e farelo de linhaça.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://saude.ig.com.br/

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Campanha de vacinação contra HPV tem baixa procura este ano

A vacina contra o HPV é capaz de prevenir 70% dos casos de câncer de colo do útero e está disponível na rede pública de saúde, desde o ano passado, para meninas e adolescentes entre 9 e 13 anos. As com HIV podem se vacinar até os 26 anos. No Dia Nacional da Imunização, lembrado hoje (9), a Sociedade Brasileira de Imunização alerta para a importância da vacinação, e para a queda na procura em 2015 em relação ao ano passado.

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Para a presidenta da entidade, a pediatra Isabella Ballalai, a queda é consequência da interpretação equivocada às reações adversas que 11 adolescentes tiveram em São Paulo, no ano passado, após terem tomado a vacina na primeira fase de imunização. Ela admitiu que havia motivo para as famílias se assustarem, a princípio, mas disse que as reações foram analisadas, e ficou comprovado que não foram efeito da primeira etapa da vacina.

“Nenhuma dessas meninas ficou paralítica, todas estão bem, não houve nenhuma doença neurológica, todos os exames foram feitos, e a conclusão é que foi uma situação de estresse coletivo, uma reação esperada quando se vacina adolescentes”, disse a médica, em entrevista à Agência Brasil.

Ela lembrou que, mesmo com as explicações sobre os efeitos positivos da vacina, o impacto da reação inicial prejudicou a adesão. “Quando o problema foi resolvido, isso não chegou com a mesma intensidade com que chegou para as famílias quando aconteceu [o incidente], e a gente ainda não sabia o que estava acontecendo.”

Isabella indicou ainda um outro fator para a redução na procura. De acordo com ela, no ano passado a primeira etapa foi ao encontro das meninas e adolescentes, com a vacinação sendo realizada nas escolas, diferentemente deste ano, quando elas precisam ir aos postos de saúde para tomar a vacina em quase todos os municípios do país.

“Em outros países, em que a vacinação de adolescentes acontece com sucesso, a vacina vai até o adolescente. Isso [ir aos postos para tomar a vacina] faz diminuir a adesão. A mãe trabalha, o pai trabalha, o adolescente não vai sozinho, sábado é complicado. São vários os motivos da rotina que fazem com que a gente não veja o adolescente indo para um posto de saúde. Vários fatores, somados, fazem com que a gente hoje tenha uma triste realidade, que é uma adesão baixa, de menos de 50% [na primeira dose] das meninas que gostaríamos de vacinar”, afirmou.

A pediatra esclareceu que é preciso manter o esquema de vacinação de três doses. Nas meninas acima de 13 anos, a segunda dose tem que ser dada dois meses após a primeira, e a terceira, quatro meses depois da segunda. Já para as menores de 13 anos, o esquema vacinal é de seis meses entre a primeira e segunda doses, e de 60 meses para a terceira. “Se não tomar o mínimo de doses, e não respeitar o intervalo mínimo entre as doses, não há proteção. Para qualquer vacina, se a pessoa não cumprir o número de doses necessárias, não há proteção.”

A médica lembrou que, se por acaso a adolescente perder o prazo, não precisa começar tudo de novo. “Se alguém esqueceu de tomar, ou atrasou, tem que voltar ao posto ou à clínica e continuar, mas tem que completar, senão, não há proteção”, disse.

As autoridades de saúde também recomendam a vacina para os meninos, mas nesse caso, segundo a médica, a vacinação só está disponível na rede privada. Na avaliação dela, essa é uma escolha de política de saúde pública.

Isabella Ballalai explicou que o HPV é a principal causa de câncer de colo do útero e, no Brasil, ocorrem 15 mil novos casos por ano.

A médica afirma que é prioridade do Ministério da Saúde vacinar as meninas para prevenir o câncer do colo de útero. “Nos meninos, temos o câncer de pênis e, em meninas e meninos, o câncer de ânus e o câncer de boca. Mas, com certeza, o impacto de meninos atingidos não é igual ao do câncer de colo do útero das meninas. Então, o governo tem que ter uma prioridade, e a prioridade são as meninas”, destacou.

Ela lembra ainda que a mulher adulta também pode procurar a vacinação na rede privada. Ela acredita que, mais que os estudos, a prática comprova que a vacina é segura e eficaz.

“Não é uma vacina nova. É uma vacina aplicada desde 2007 na Austrália, e sem evento adverso grave. É o que a gente vê nos Estados Unidos, na Austrália e na Inglaterra, enfim, em todos os países que adotaram a vacina. São mais de 200 milhões de doses aplicadas”, destacou, ao indicar ainda que as autoridades veem um horizonte favorável no combate ao câncer de útero. “A gente já vê resultado concreto e segurança, sim. E a gente vê uma boa perspectiva para daqui a 20 anos poder dizer que o número de mulheres com câncer de útero caiu”, completou.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://agenciabrasil.ebc.com.br/

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Vacinas: parcerias são caminho para inovação

O Brasil se orgulha de ter, em seu Programa Nacional de Imunizações (PNI), uma referência internacional de política pública. Surtos recentes de poliomelite e sarampo, inclusive na Europa e nos EUA, não chegam a afetar os cerca de 200 milhões de brasileiros espalhados pelo país.

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Pouco se fala, entretanto, do papel fundamental do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) e de suas parcerias para que essas conquistas se materializassem. E ainda menos do trabalho desenvolvido pela unidade para que novas vitórias sejam alcançadas, muitas delas a partir de novas parcerias.

A luta contra o sarampo no Brasil tem um capítulo ímpar, maior, quando o governo brasileiro começou a apoiar projetos voltados para o desenvolvimento de imunobiológicos visando reduzir a dependência externa no fornecimento da vacina. Por meio de acordo de Cooperação Técnica entre a Universidade de Osaka (Fundação Biken), a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) e a Fiocruz, no já longínquo ano de 1980, estabeleceu-se a criação de uma planta de produção da vacina sarampo em Bio-Manguinhos. O projeto foi implementado em quatro anos e o Comitê de Coordenação com o atual presidente do Conselho Político e Estratégico de Bio-Manguinhos, Akira Homma, como chefe. Representando a parte japonesa, estava Konosuke Fukai, professor da Universidade de Osaka. Dezenas de peritos japoneses vieram para colaborar e acelerar o desenvolvimento do projeto. “Fazemos menção específica para o perito Terumassa Otsuka que ficou entre nós, com a família, por três anos, tendo inclusive aprendido português, possibilitando uma boa comunicação com os profissionais da casa”, declarou Akira.

Pelo acordo, cabia ao governo japonês o envio de peritos, a participação técnica do planejamento e montagem dos laboratórios, treinamento dos técnicos brasileiros no Japão, fornecimento de máquinas, equipamentos e insumos para preparo da vacina e participação na avaliação de campo. A equipe liderada por Konosuke Fukai visitou o Brasil de 13 a 22 de julho de 1983, com o propósito de avaliar as realizações da cooperação no período de extensão. No mesmo ano, a demanda do Ministério da Saúde para o PNI era de 15 milhões de doses de vacina sarampo. Cinco lotes experimentais consecutivos foram produzidos com sucesso e aprovados pelo Controle de Qualidade em 1982, avaliados em crianças de 6 a 12 meses, em nove cidades do norte e nordeste. A cooperação permitiu a completa transferência de tecnologia para a produção da vacina contra o sarampo.

Outro marco da saúde pública brasileira é a erradicação da poliomelite. Ela gerou, inclusive, um personagem reconhecido e querido pela população, o “Zé Gotinha”. Foi através de um acordo envolvendo Bio-Manguinhos que essa história se deu. Nos corredores de Bio, não é difícil achar quem diga: “o Zé Gotinha trabalha aqui”. Em 1981, foi firmado um acordo de cooperação técnica entre os governos do Brasil e do Japão, tendo como objetivo a transferência de tecnologia de produção das vacinas contra sarampo (Fundação Biken) e poliomielite (Japan Poliomyelitis Research Institute) para o Instituto. Como parte fundamental do processo, Bio recebeu a colaboração do Departamento de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), para o estabelecimento e a organização do Laboratório de Controle de Qualidade da vacina oral da poliomielite (OPV).

Esse acordo colaborou inclusive com a erradicação dos vírus selvagens da poliomielite nas Américas, um marco notável da saúde pública. A Fiocruz contribuiu de forma decisiva para este resultado com o apoio laboratorial do Centro Nacional de Enteroviroses, do Departamento de Virologia do IOC/Fiocruz, a formulação e o fornecimento da vacina oral por Bio-Manguinhos, o apoio laboratorial e epidemiológico da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) e o controle das vacinas pelo Instituto Nacional de Controle da Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz).

Sendo a poliomielite ainda um problema mundial, é importante ressaltar o trabalho realizado pela Fiocruz para a erradicação da doença no Brasil e nas Américas. Ainda mais após a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter decretado em meados de 2014 emergência de saúde pública pelos casos da doença na Ásia, África e Oriente Médio. O maior risco de propagação, no Paquistão, Camarões e Síria, fez com que a OMS convocasse as autoridades locais a agir com campanhas de vacinação.

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Ações do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde

Em 1973, foi formulado o Programa Nacional de Imunizações – PNI, por determinação do Ministério da Saúde, com o objetivo de coordenar as ações de imunizações que se caracterizavam, até então, pela descontinuidade, pelo caráter episódico e pela reduzida área de cobertura.

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Consolidando o trabalho realizado nos anos anteriores, foi na década de 1990 que o Programa Nacional de Imunizações (PNI) passou a trabalhar em articulação com entidades de defesa dos direitos da criança – Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Pastoral da Criança, Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Organização Pan-Americana da Saúde(Opas). Em 1991, foi criado o Comitê Técnico Assessor em Imunizações (CTAI), que passou a respaldar o PNI técnica e cientificamente.

A década de 1990 foi repleta de marcos importantes para a saúde brasileira e para o PNI. A vacina Bacillus Calmette-Guérin Intra Dérmica (BCG-ID) começou a ser distribuída em grandes maternidades. Na Amazônia Ocidental, implantava-se a vacina contra hepatite B e introduzia-se a imunização contra a febre amarela nas áreas endêmicas. Ainda em 1991, cerca de 42 mil casos de sarampo foram registrados.

Por isso, no ano seguinte, foi instituído o Plano Nacional de Controle e Eliminação de sarampo, tendo como marco a realização da campanha de vacinação indiscriminada do grupo de nove meses a 14 anos de idade. O resultado não podia ser outro: redução de 81% no número de casos. Após este período, a tríplice vital – contra sarampo, caxumba e rubéola – foi introduzida gradualmente no País.

Em 1992, também foi implantado o Plano de Eliminação do Tétano Neonatal, priorizando a vacinação das mulheres em idade fértil, entre 15 e 49 anos, com a vacina dupla adulto (tétano e difteria). No ano seguinte, os povos indígenas que residem em locais isolados no País foram beneficiados pela “Operação Gota”.

Em 1994, ficou estabelecida pela 24ª Conferência Sanitária Pan-Americana a erradicação do sarampo até o ano 2000. Com o intuito de corrigir falhas primárias da vacinação contra a doença, o programa promoveu a primeira de cinco campanhas nacionais contra o sarampo para crianças menores de cinco anos. Dois anos depois, a vacina contra hepatite B passou a ser produzida no Brasil e, em 1998, já era aplicada em crianças com menos de um ano em todos os municípios.

Por conta da redefinição das áreas de risco para febre amarela em 1998, uma imunização massiva aconteceu até 2001. Ao todo, 55,5 milhões de doses foram aplicadas. No último ano da década, as campanhas de vacinação contra a gripe em pessoas com mais de 60 anos também foram marcantes.

Anos 2000

Logo no início do século XXI, o último caso autóctone de sarampo foi confirmado. Em 2001, foi iniciada a campanha contra a rubéola, utilizando a vacina dupla viral. A meta era vacinar 15 milhões de mulheres em idade fértil, visando ao controle da rubéola e da síndrome da rubéola congênita (SRC). Ainda nesse ano, a vacinação contra febre amarela tornou-se obrigatória em áreas portuárias, aeroportuárias, de terminais e passagens de fronteira.

Em 2003, a vacina combinada tetravalente (DTP + Hib) substituiu as vacina tríplice bacteriana e Hib monovalente. A vacina monovalente sarampo também foi definitivamente trocada pela tríplice viral. Neste mesmo ano, surgiu a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), responsável pelas ações nacionais de vigilância, prevenção e controle de doenças – inclusive pelo gerenciamento do Programa Nacional de Imunizações, no âmbito do Ministério da Saúde.

Os calendários de vacinação da criança, do adolescente e do idoso – com nove imunobiológicos – foram instituídos em 2004. Dois anos depois, a imunização oral de rotavírus humano (VORH) foi introduzida no calendário da criança. Na mesma época, o tétano neonatal deixou de ser problema de saúde pública no País.

O ano de 2008 foi marcado por uma megaoperação contra a rubéola: 67,8 milhões de homens e mulheres com idade entre 20 e 39 anos foram vacinados. A campanha contou com um sistema de informação online que permitiu aos gestores e técnicos monitorarem o avanço das coberturas. Uma comissão foi criada com o intuito de acompanhar a eliminação do sarampo e da rubéola.

A pandemia causada pelo influenza A H1N1, declarada como emergência de saúde pública de importância internacional, resultou em uma campanha nacional de vacinação contra o vírus em 2010. Noventa milhões de doses foram aplicadas em gestantes, crianças, indígenas, trabalhadores de saúde, portadores de doenças crônicas e adultos com idade entre 20 e 39 anos. No mesmo período, a vacina meningocócica C conjugada e pneumocócica 10 valente foi introduzida no calendário de vacinação da criança.

O PNI continua avançando. Em 2012, as vacinas poliomielite inativada (VIP) e penta (DTP+Hib+hepatite B) foram introduzidas no calendário da criança. Já em 2013, foi a vez da tetraviral (tríplice viral + varicela) e da incorporação da vacina varicela, que passou a substituir a segunda dose da vacina tríplice viral para as crianças de 15 meses de idade.

Destaca-se ainda as novas incorporações realizadas em 2014: a vacina hepatite A para crianças de um ano de idade, a vacina dTpa (tétano, difteria e coqueluche acelular) para gestantes e a vacina contra o HPV (papiloma vírus humano), para meninas de 9 a 13 anos, que serão protegidas contra os principais vírus que causam o câncer de colo de útero.

O PNI ainda terá muitos desafios para enfrentar para continuar contribuindo com manutenção da saúde da população brasileira, aprimorando cada vez mais as ações ofertadas pelo Sistema Único de Saúde.

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O continente americano é o primeiro a erradicar a rubéola

Prisca Elias, uma garota de quatro anos vestindo um imaculado vestido branco olha para a câmera. É 1974. A seu lado, observando-a, posa também um homem de avental. O seu foi o último caso de varíola registrado em Botsuana. Como essa terrível doença, para a qual não existia cura e que matava um em cada três infectados, era transmitida somente de pessoa para pessoa, a última infectada transformou-se no elo final da cadeia de transmissão. De modo que o Programa de Erradicação da Varíola da Organização Mundial da Saúde (OMS) guarda em seus arquivos a recordação fotográfica de cada um desses casos. Em Bangladesh, em 1976, foi outra garotinha, Rahima Banu. Na Etiópia, em 1976, Amina Salat, um bebê.

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Com Ali Maow Maalin, cozinheiro em um hospital da Somália, a doença se extinguiu em 1978. Foi a última pessoa contaminada pela varíola no mundo. Depois de décadas de luta, a humanidade conseguiu erradicar uma doença infecciosa, a única até o momento. O mundo ficou livre de um mal que, segundo alguns especialistas, causou mais mortes do que todas as outras doenças contagiosas juntas, com 300 milhões de mortos somente no século XX. O esforço de países de todo o mundo, com campanhas massivas de vacinação e medidas de prevenção, conseguiu algo que o continente americano havia realizado alguns anos antes. A OMS declarou a região das Américaslivre da varíola em 1971.

Hoje o continente americano volta a liderar a luta contra as doenças prevenidas por vacinação. Conseguiu um novo marco da saúde pública. Poucas semanas atrás a OMS a declarou a primeira região a eliminar a rubéola. É uma infecção viral contagiosa, geralmente leve, mas que quando contamina mulheres grávidas pode causar a morte do feto ou graves defeitos congênitos como cegueira, surdez e problemas cardíacos. Não são detectados casos endêmicos (sem vir de outros lugares) desde 2009, de maneira que era somente questão de tempo para que a OMS confirmasse oficialmente o sucesso dos países americanos. É o terceiro feito da região, visto que além da varíola em 1971 foi também a primeira região geográfica a eliminar a pólio em 1994. Ainda que essa última doença seja uma recordação remota em boa parte do mundo, ainda deixa centenas de crianças paralíticas em países como o Afeganistão, Nigéria e Paquistão.

Método modelo

Desirée Pastor, assessora da Organização Pan-americana de Saúde (OPS) em sarampo e rubéola, está convencida de que a região pode ensinar muito as outras áreas do mundo que ainda tentam eliminar doenças que podem ser prevenidas e afetam milhões de pessoas. A extensão das campanhas de vacinação aos lugares mais remotos do continente explica boa parte do sucesso. A vacina combinada contra sarampo, rubéola e caxumba (MMR ou tríplice viral) figura no programa rotineiro de imunização infantil desde os anos oitenta em quase toda a região, e nas campanhas de vacinação desde o final dos anos noventa. Somente em uma década (entre 1998 e 2008) 250 milhões de adolescente e adultos em 32 países foram imunizados em campanhas massivas de vacinação.

“Um fator decisivo tem sido o alto nível de compromisso político de todos os países, nos quais os ministérios da Saúde têm uma função preponderante para liderar as campanhas com orçamento eminentemente nacional”, diz Pastor. As campanhas são planejadas com tempo e recursos, seguindo as diretrizes feitas pela OPS em 1994. E o mais importante: “A vacinação é um bem público, já que é gratuita a toda a população às quais as campanhas são dirigidas”, frisa. O acesso à imunização é fundamental. Deve existir informação, por um lado, e disponibilidade, por outro. Algo que nem sempre acontece em regiões com pouca cobertura sanitária.

Para chegar às populações com acesso limitado aos serviços de saúde regulares, como as periferias urbanas, zonas rurais e fronteiriças e comunidades indígenas, a OPS criou em 2003 a Semana de Vacinação das Américas. A iniciativa partiu do pedido dos ministros da Saúde da região Andina, depois de um surto de sarampo na fronteira entre a Venezuela e a Colômbia em 2002. Desde então, todos os anos, entre abril e maio, essa iniciativa, que é vivenciada como uma festa, informa e vacina centenas de milhares de pessoas. Mais de 519 milhões de crianças e adultos foram imunizados contra a tuberculose, a hepatite A e B, o tétano, a poliomielite, o sarampo, a difteria e a rubéola desde sua criação, segundo dados da OPS. O slogan da última semana, realizada no começo de junho, foi “Reforce seu poder! Vacine-se!”.

Susan Reef, epidemiologista do CDC (Centro para o Controle e a Prevenção de Doenças, na sigla em inglês) norte-americano e especialista em imunizações, destaca os pontos vitais que acredita que deveriam ser copiados em outras regiões: “o compromisso político e financeiro de todos os países e serem capazes de mostrar às comunidades a importância da vacinação”. Mas ainda existem muitos lugares no mundo nos quais sistemas de saúde frágeis, e até mesmo Governos frágeis, impedem a criação das estratégias adequadas. Estimativas apontam que mais de 100.000 crianças no mundo ainda nascem com as sequelas da síndrome de rubéola congênita, acrescenta a especialista.

Falta de reconhecimento

“Em alguns países a rubéola e a síndrome de rubéola congênita não são reconhecidas como problemas de saúde pública”, diz Reef. E acrescenta outras dificuldades existentes: “O custo de acrescentar essa vacina aos programas nacionais de imunização e que existam outros problemas de saúde mais urgentes”. E isso apesar dos baixos preços conseguidos pela Unicef: a vacina de sarampo e rubéola custa 1,80 real, a tríplice viral oscila entre 3,40 e 10,25 reais por dose, dependendo do laboratório que a produz, a cepa de caxumba utilizada e o número de doses por ampola, diz a epidemiologista norte-americana.

Os programas de vacinação são financiados pelos próprios países das Américas, destaca Desirée Pastor, ainda que existam doadores como o CDC, a Unicef, a United Nations Fund que destinam fundos e “complementam os esforços nacionais”. É preciso financiar não só as campanhas de vacinação, mas também a vigilância epidemiológica (compra de reativos e sistemas informáticos para vigiar o sarampo, a rubéola e a pólio) e os materiais educativos, as publicações, etc. Além disso, em 1978 os ministros da Saúde da região acertaram a compra das vacinas através de um mecanismo chamado Fundo Rotatório. Ao aproveitar a “economia de escala” obtém-se “os preços mais baixos do mercado com fornecimento oportuno e sistemático a todos os países da região”, afirma a assessora da OPS.

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Doação de leite humano – um ato que salva vidas

Doar leite ajuda a salvar vidas de bebês que não puderam ser amamentados pelas mães. Logo depois do nascimento da filha, a doula Elisa Lorena, de 27 anos, embarcou na jornada da doação. “Pouco tempo depois que a minha filha nasceu, liguei no banco de leite do mesmo hospital em que eu fiz meu pré-natal, o Hospital Universitário de Brasília. O hospital mandou uma enfermeira na minha casa, coletou meu sangue, para saber se eu estava apta, me explicou sobre as normas de higiene para se extrair e armazenar leite”, conta.

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Mesmo enfrentando dificuldades no início, com disciplina e muita vontade a moradora de Brasília chegou a doar mais de um litro por semana. “Não acho que tinha “muito leite”, tinha, na verdade, muita vontade de doar. Era uma forma de retribuir a generosidade de conseguir amamentar.”, relembra. Elisa doou leite por 8 meses e teve a oportunidade de conhecer a mãe de um dos bebês beneficiados. A experiência tocou a jovem. “Eu me sentia grata, feliz e orgulhosa daquele tanto de leite que conseguia doar. Eu doava porque me sentia bem, não havia pensado de fato qual o real valor para quem recebe. É muito especial saber que foi o amor de outra mãe que amparou o aquele pequeno recém-nascido, o amor da sua vida”, reflete a doula.

A amamentação é fundamental para os bebês. O leite materno é capaz de reduzir em 13% as mortes por causas evitáveis em crianças menores de 5 anos. Ele contém componentes e mecanismos capazes de proteger a criança de várias doenças. Como o leite não pode ser produzido artificialmente, a doação é importantíssima. Ela ajuda a nutrir crianças impossibilitadas de consumir o alimento da própria mãe. O leite doado é oferecido a bebês hospitalizados, geralmente aqueles que nasceram prematuros e com baixo peso. Cada litro pode atender até 10 recém-nascidos. Segundo a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (RBBLH) qualquer mulher que amamenta é uma possível doadora de leite humano, basta ser saudável e não tomar nenhum medicamente que interfira na amamentação.

O Ministério da Saúde recomenda que, até os seis meses de vida, o bebê seja alimentado exclusivamente com leite materno para ter um crescimento forte e um desenvolvimento saudável.

Para doar o leite, as lactantes precisam seguir alguns passos:

Preparo do frasco para guardar o leite:
Lave um frasco de vidro com tampa de plástico (do tipo maionese ou café solúvel), retirando o rótulo e o papel de dentro da tampa. Coloque o frasco e a tampa em uma panela, cobrindo-os com água. Ferva-os por 15 minutos, contando o tempo a partir do início da fervura. Escorra-os sobre um pano limpo até secar. Feche o frasco sem tocar com a mão na parte interna da tampa. O ideal é deixar vários frascos preparados.

Higiene pessoal antes de iniciar a coleta:
Use uma touca ou um lenço para cobrir os cabelos. Coloque uma fralda de pano ou uma máscara sobre o nariz e a boca. Lave as mãos e os braços até o cotovelo com bastante água e sabão.Lave as mamas apenas com água. Seque mãos e as mamas com toalha limpa.

Local adequado para retirar o leite:
Escolha um lugar confortável, limpo e tranquilo. Forre uma mesa com pano limpo para colocar o frasco e a tampa. Evite conversar durante a retirada do leite.

Saiba como retirar o leite das mamas:
Massageie as mamas com a ponta dos dedos, fazendo movimentos circulares no sentido da parte escura (aréola) para o corpo. Coloque o polegar acima da linha onde acaba a aréola. Coloque os dedos indicador e médio abaixo da aréola. Firme os dedos e empurre para trás em direção ao corpo. Aperte o polegar contra os outros dedos até sair o leite. Despreze os primeiros jatos ou gotas. Em seguida, abra o frasco e coloque a tampa sobre a mesa, forrada com um pano limpo, com a abertura para cima. Colha o leite no frasco, colocando-o debaixo da aréola. Após terminar a coleta, feche bem o frasco.

Como guardar o leite coletado?
Anote na tampa do frasco a data e a hora em que realizou a primeira coleta do leite e guarde o frasco fechado imediatamente no freezer ou no congelador. Se o frasco não ficou cheio, você pode completá-lo em outro momento. Para completar o volume de leite no frasco sob congelamento, utilize um copo de vidro previamente fervido por 15 minutos, e escorra-o sobre um pano limpo até secar. Coloque o leite recém-ordenhado sobre o que já estava congelado até faltarem dois dedos para encher o frasco. Guarde imediatamente o frasco no freezer ou no congelador. Após a ordenha em que o frasco de vidro esteja completo, a mãe deve ligar para o banco de leite humano. O frasco com o leite congelado deverá ser transportado adequadamente para o banco de leite humano, em até 10 dias da data da primeira coleta.

Como conservar o leite coletado?
O leite humano ordenhado pode ficar no freezer ou no congelador da geladeira por até 10 dias, quando deverá ser transportado ao banco de leite humano.

Estas instruções também podem ser usadas para mães que armazenam leite para os próprios filhos, em caso de ausência. Para doar procure o banco de leite mais próximo de sua casa e informe-se como funciona a coleta em sua região.

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Alimentos que afetam o leite materno

Em princípio, a mulher que amamenta não precisa restringir nenhum alimento e deve manter uma dieta natural e saudável. Mas sabemos que assim como medicamentos, drogas e toxinas podem passar para o bebê através do leite, o mesmo acontece com os componentes da alimentação materna. Cada criança é única, e sempre existe a chance do seu filho apresentar alguma sensibilidade aos componentes de um alimento. A seguir veja alguns alimentos que podem afetar o leite materno:

627489-A-alimentação-saudável-é-essencial-para-produção-de-leite-materno.-Foto-divulgação

Chocolate: A maioria das mães podem comer chocolate sem exageros, mas devem sempre ficar atentas para possíveis efeitos negativos no comportamento do bebê. O chocolate contém teobromina, substância que pode provocar irritabilidade e diarreia no bebê se quantidades elevadas forem consumidas pela mãe.

Cafés, chás e refrigerantes: O café, chás, mate e refrigerante tipo cola em quantidade excessiva podem causar irritabilidade e padrão deficiente de sono. Mas se seu bebê for mais um que não tem o sono alterado pelo consumo de café pela mãe, existem outros bons motivos para não exagerar no consumo de cafeína. Nos primeiros meses de vida, a exaustão é grande e cada minuto de sono é valioso. Se a mãe utiliza o café para se manter acordada, pode ser que ela perca a oportunidade de descansar enquanto o bebê dorme a tarde. Além disso, a cafeína tem efeito diurético e durante a amamentação a hidratação adequada é essencial para uma boa produção de leite.

Bebidas alcoólicas: Enquanto os efeitos nocivos do consumo de bebida alcoólica durante a gestação estão bem estabelecidos, as consequências o álcool durante o período da amamentação foram pouco estudados. Mas alguns dados já foram identificados como: sabemos que metade das mulheres dos países ocidentais consomem álcool durante o período da amamentação; o consumo de bebida alcoólica pode reduzir a produção de leite; o etanol passa no leite materno nas mesmas concentrações presentes no sangue da mãe e quando comparados aos adultos, o recém nascidos tem a metade da capacidade de metabolizar, ou seja, eliminar o etanol de seu corpo. Como não existem recomendações especiais para mães que amamentam, é bom evitar qualquer tipo de bebida alcoólica durante esta fase de extrema importância para a saúde do bebê.

Leite e derivados: O bebê pode apresentar tanto intolerância à lactose como alergia a proteína do leite de vaca e seus derivados. A mãe ao consumir laticínios passa pelo leite proteínas que podem causar alergias no bebê, pois seu sistema digestivo não é capaz de digerir as proteínas e seu sistema imunológico entende que essa proteína é um agressor ao organismo do bebê. Na intolerância a lactose, um carboidrato do leite de vaca, o bebê não tem ou produz pouca lactase, uma enzima de digere a lactose que também é passada no leite materno. No bebê amamentado, tanto a intolerância como a alergia ao leite de vaca podem causar sintomas parecidos como sangue nas fezes, diarreia, cólicas, assaduras e choro intenso. Na alergia, a pele e o sistema respiratório também podem ser afetados e o grau de alergia pode variar de imediato e grave até uma forma mais crônica e branda de alergia.

Oleaginosas: Algumas crianças desenvolvem hipersensibilidades ou alergias a oleaginosas consumidas pela mãe. O grupo das oleaginosas é formado por nozes, castanhas, amêndoas, amendoim, pistache entre outros. Não é muito comum no Brasil, mas nos EUA, por exemplo, o amendoim é uma causa importante de alergia alimentar.

Outros alimentos

Os primeiros meses de vida da criança são de acelerado desenvolvimento e formação de tecidos e ainda não se sabe todos os fatores que interferem positivamente e negativamente na saúde da criança. Os estudos com aditivos alimentares durante a amamentação ainda são escassos. Mas sabe-se que corante artificial tartrazina (FD&C amarelo#5), sulfitos e glutamato monossódico são causadores de reações alérgicas. A tartrazina pode ser encontrada em produtos industrializados como sucos, gelatinas e balas enquanto o glutamato monossódico pode estar presente nos produtos salgados como temperos industrializados. Já os sulfitos são usados como preservativos em alimentos como frutas desidratadas, vinhos e sucos industrializados.

Se o bebê não apresenta sinal ou sintoma, não é recomendado excluir um alimento da alimentação. A retirada de um grupo de alimento da dieta sem orientação profissional pode causar desequilíbrio na qualidade nutricional do leite. Além disso, pode potencializar o aparecimento de alergias alimentares. Muitas mães acreditam que ao excluir da dieta alimentos potencialmente alergênicos como, leite de vaca, trigo, amendoim, soja, ovo e milho, previnem o aparecimento de alergias alimentares no bebê. Estudos mostram que o efeito pode ser oposto e em alguns casos predispor a criança a alergias no futuro. Mães que consomem alimentos potencialmente alergênicos transferem anticorpos para seu filho através do leite materno, tornando-os mais resistentes a alergias alimentares.

Se você acha que algum alimento pode estar perturbando o bem estar do seu bebê, pode-se retirar o alimento suspeito e observar a reação do bebê. E assim que possível, procurar um profissional capacitado, médico ou nutricionista, para identificar as verdadeiras causas do problema. Lembrando que, cólica, corisa, agitação e sono desregrado não são sintomas exclusivos de hipersensiblidade a componentes da dieta materna e podem ter outras causas não relacionadas a alimentação.

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Aleitamento Materno: Confira os Benefícios

Campanha-Leite-Materno-2015

Leite materno é importante para a formação do cérebro dos bebês

O leite é o principal alimento nos nossos primeiros meses de vida, mas sua importância se estende ao longo dos anos – fonte de proteínas, vitaminas e minerais, como cálcio, magnésio, potássio e sódio, ele é parte importante da alimentação, como explicam a pediatra Ana Escobar e a nutricionista Raquel Francischi.

Aleitamento materno

Segundo as médicas, os bebês devem tomar leite materno exclusivamente até os 6 meses de vida – além de prevenir infecções, ele tem uma gordura que ajuda na formação do cérebro.

A pediatra Ana Escobar informa que essa gordura, a DHA, ajuda a “encapar” uma parte do neurônio, aumentando a velocidade dos impulsos nervosos e a capacidade de aprendizado e raciocínio da criança. Já o leite de vaca, por outro lado, não é ideal para os pequenos, como alertou a nutricionista Raquel Francischi, a não ser que a criança não possa mamar por algum motivo. A especialista acrescentou ainda que até mesmo as grávidas devem se preocupar em consumir mais cálcio, já que isso pode evitar complicações na gestação.

Depois que a criança cresce, o leite materno é substituído por outros, como o integral, semidestanado e desnatado, por exemplo. Eles têm quantidades diferentes de calorias e gordura, mas têm uma quantidade muito parecida de cálcio. Vale ressaltar, no entanto, que o cálcio está presente em vários outros alimentos, como iogurtes, queijos, sardinha e vegetais escuros, por exemplo, mas as principais fontes são mesmo os alimentos lácteos.

Quem não pode tomar leite, seja por intolerância ou alergia, pode recorrer a alternativas, como as bebidas vegetais, como mostrou a reportagem da Ana Brito. Preparadas em casa, essas bebidas podem não ter cálcio, mas se forem compradas no mercado, o consumidor precisa olhar no rótulo para verificar se são fortificadas com o nutriente.

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