Posts Tagged 'SUS'



Verão exige mais cuidados com exposição ao Sol

Quem planeja aproveitar o verão para pegar um bronzeado e curtir o litoral deve estar alerta para os riscos da exposição excessiva ao sol. Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam o câncer de pele como o mais incidente no Brasil em 2005. O principal vilão desse tipo de câncer são os raios ultravioleta do sol. O inca, ligado ao Ministério da Saúde, prevê em torno de 118.840 mil casos novos da doença este ano. Alguns cuidados básicos podem garantir o lazer e evitar problemas de saúde.

226733-3008x2000
O câncer de pele ocorre com mais freqüência nos homens e, nas mulheres, já supera o de mama. Acredita-se que o aumento do número de casos de câncer de pele no País tem a ver com a localização na orla de boa parte das grandes cidades brasileiras. Para agravar o problema, segundo o Inca, muitas pessoas conhecem os riscos da exposição aos raios solares, mas ignoram as recomendações de proteção.

Para o chefe do serviço de dermatologia do Inca, Carlos Eduardo dos Santos, a melhor forma de proteção contra o câncer de pele é a própria roupa, usada como barreira para os raios ultravioletas. O uso de bonés e blusas leves de manga são uma boa pedida para o verão.  “Para profissionais expostos diariamente ao sol, como os marinheiros e os vendedores ambulantes das praias, é essencial a utilização de roupas leves para cobrir o corpo”, ressalta Carlos Eduardo. O uso de óculos escuros também é importante, pois o sol não faz somente mal à pele, mas também aos olhos.

Filtro – A radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento dos tumores, principalmente a dos raios ultravioleta B, com maior incidência entre 10h e 16h. Por isso, as pessoas que têm como lazer a prática de atividades no sol precisam evitar a exposição nesse período. Quem vai para a praia ou para outro lugar aberto nesse intervalo de tempo não pode esquecer de carregar o protetor solar. O produto deve ser aplicado em todas as áreas da pele expostas e reaplicado após cada mergulho e nos casos em que as pessoas suam muito. O uso do filtro solar é recomendado para todas as pessoas inclusive nos dias nublados, pois os raios solares atravessam as nuvens e atingem a pele. “A maioria aplica o filtro só no rosto, mas toda a pele deve ser revestida”, destaca Carlos Eduardo. “É preciso lembrar que o protetor solar dura apenas duas horas na pele”, frisa.

As crianças são as que mais necessitam do filtro solar. Aquelas que ainda não aprenderam a andar não devem nem mesmo ir à praia. A mãe ou a babá pode se distrair e deixar a criança exposta. Nessas circunstâncias, ela não terá como se defender e fugir do sol. “Hoje, existem filtros solares coloridos que, depois de aplicados em crianças, dão às mães noções das áreas do corpo onde o protetor não foi passado”, diz Carlos Eduardo.

Mesmo com a previsão de maior incidência este ano no Brasil, o câncer de pele não está entre os mais letais. Geralmente, a doença causa deformidades desagradáveis como feridas próximas aos olhos e cicatrizes que permanecem mesmo após o tratamento. Esse tipo de câncer é mais comum após os 40 anos de idade, pois o efeito do sol é acumulativo. Pessoas de pele e olhos claros são as mais vulneráveis ao desenvolvimento da doença. “Não existe bronzeamento saudável. O bronzeado é apenas uma demonstração de que o organismo está tentando se defender contra a agressão do sol à pele”, alerta Carlos Eduardo.

Campanha – Para tentar conter o avanço nos números de casos de câncer de pele, o Inca escolheu o cartão postal mais famoso do País e um dos roteiros favoritos de turistas do Brasil e do mundo para uma intensa campanha. No verão do Rio de Janeiro, o Inca distribui folhetos educativos, com informações sobre a doença e os hábitos de prevenção, como parte da Campanha de Prevenção ao Câncer de Pele. A ação do instituto acontece todos os sábados, até o dia cinco de março, nas principais praias da capital carioca. Além disso, profissionais de saúde do Inca estão disponíveis nas praias do Rio, das 10h às 15h, para esclarecer dúvidas sobre a prevenção. A mobilização também ocorre por meio da distribuição de folhetos em vôos de companhias aéreas com destino ao litoral brasileiro.

Diagnóstico precoce: importante forma de prevenção
Em 90% dos casos, o câncer de pele é provocado pela exposição excessiva ao sol. No entanto, existem outras causas como viroses, infecções de um modo geral, contato com o elemento conhecido como arsênico (usado como defensivo agrícola) e alterações genéticas que favorecem o aparecimento da doença.

O câncer de pele se caracteriza pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Essas células se dispõem formando camadas. Conforme a camada afetada, provocam-se diferentes tipos de câncer. Os principais são os carcinomas basocelulares, os espinocelulares e os melanomas. Dos três tipos comuns, o melanoma é o mais perigoso, embora represente apenas 5% dos casos. O melanoma é o tumor com maior probabilidade de ocasionar uma metástase, ou seja, de se espalhar por outras partes do corpo. Se o melanoma é descoberto no início, há grandes chances de cura.

O ideal de exposição ao sol recomendado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) são três sessões semanais de quinze minutos cada, dose suficiente para desencadear a produção de vitamina D no organismo. Essa vitamina serve para absorver o cálcio que atua nos nervos, nos músculos e, principalmente, nos ossos. A falta de cálcio deixa os ossos fracos. “O sol que você pega, ao sair na rua para fazer suas atividades cotidianas, é o bastante para esse estímulo” considera o chefe do serviço de dermatologia do Inca, Carlos Eduardo dos Santos. “Existem pessoas com 18 anos já tomaram 80% do sol que poderiam pegar a vida inteira”, alerta.

O diagnóstico precoce é uma importante forma de prevenção da doença. É necessário estar atento aos principais sinais, como lesões que sangram e não cicatrizam com facilidade, feridas que aumentaram de tamanho e pintas de um modo geral. Deve-se suspeitar também de lesões que crescem rápido e apresentam sangramento. Ao identificar sinais de câncer de pele, é preciso procurar as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Os dermatologistas estão aptos para confirmar o diagnóstico e encaminhar o paciente aos Centros de Atendimento do Câncer (Cacon).

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://portal.saude.gov.br/

Uma em cada cinco vítimas de acidente de trânsito atendidas pelo SUS ingeriu álcool

Uma em cada cinco vítimas de acidente de trânsito que buscam atendimento de emergência pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ingeriu bebida alcoólica antes de chegar à unidade. Foi o que apontou um novo levantamento do Ministério da Saúde divulgado nesta terça-feira. O estudo mostrou ainda que o álcool tem outros impactos significativos nos atendimentos de urgência dos hospitais públicos. De acordo com o trabalho, quase metade dos pacientes atendidos em hospitais do SUS que sofreram alguma agressão física bebeu antes do atendimento.

alcoolismo254

Esses dados fazem parte do VIVA (Vigilância de Violências e Acidentes), estudo feito pela Secretaria de Vigilância em Saúde em 71 hospitais que realizam atendimentos de urgência e emergência pelo SUS. Ao todo, foram ouvidas 47.000 pessoas em todas as capitais do país e no Distrito Federal. Os dados foram coletados em 2011 e analisados no ano passado.

Segundo o levantamento, entre as vítimas de acidente de trânsito atendidas em hospitais do SUS em 2011, 22,3% dos condutores, 21,4% dos pedestres e 17,7% dos passageiros do veículo apresentavam sinais de embriaguez ou assumiram ter consumido álcool antes do acidente. Entre esses pacientes, 39,9% tinham de 20 a 39 anos de idade — a faixa etária mais prevalente nesses casos.

Essa idade também foi a mais comum (56%) entre as pessoas que procuraram uma unidade de urgência ou emergência do SUS devido a uma agressão física em 2011. Nesse ano, 8.352 homens com idade entre 20 a 39 anos foram assassinados e 16.460 morreram em acidente de trânsito — número que corresponde a quase metade dos óbitos totais registrados nessa faixa etária em 2011.

Os dados do estudo mostram que o consumo de álcool é mais elevado entre pacientes do sexo masculino. Entre os homens que procuraram atendimento emergencial no SUS em 2011, 54,3% dos que sofreram violência física e 24,9% dos que estiveram envolvidos em acidente de trânsito tinham ingerido bebida alcoólica. Essa prevalência entre as mulheres foi de 31,5% e 10,2%, respectivamente.

Recuperação lenta — Ainda segundo o estudo, a bebida alcóolica parece ser um fator negativo para a recuperação dos pacientes de unidades de emergência e está ligada a casos mais graves de acidentes e agressões. Das pessoas que foram atendidas em unidades do SUS em 2011 e que não haviam ingerido álcool, 72,3% receberam alta logo após o atendimento. Entre indivíduos que haviam bebido, esse número foi de 66,2%. “Quando olhamos para os números de internação, acontece o contrário: bem mais pessoas que tinham ingerido bebida alcoólica (24,9%) têm como desfecho a hospitalização, comparado com quem não consumiu bebida alcoólica (14,8%)”, disse Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, durante a apresentação dos dados.

“As informações apresentadas têm papel decisivo para que tenhamos, nós e todos os demais órgãos federais, estaduais e municipais, mais segurança para agir. Também vamos utilizá-las em nossas campanhas de conscientização de motoristas, passageiros e pedestres”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://veja.abril.com.br

Medicamento pode ser receitado para evitar sintomas da Hemofilia

O Ministério da Saúde recomendou  que portadores adultos de hemofilia grave façam o tratamento profilático da doença com o uso de Fator VIII de Coagulação. Para isso, o órgão repassou às secretarias de saúde de todo o País mais de 150 milhões de Unidades Internacionais (UIs) deste medicamento. O objetivo é incentivar o uso preventivo de Fator VIII (plasmático) para evitar que o portador da doença tenha sangramentos nas articulações, principal característica da doença.

1242944997402_101

“A ampliação do tratamento profilático da hemofilia grave para jovens e adultos é um avanço porque, entre outros benefícios à saúde, certamente vai melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, observa o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A recomendação para a chamada “profilaxia secundária” da hemofilia grave está de acordo com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Documento com as recomendações para a ampliação do tratamento profilático de portadores de hemofilia grave foi enviado, para os  hemocentros da Hemorrede nos 26 estados e no Distrito Federal. “Para ter acesso ao tratamento e receber o hemoderivado (Fator VIII), os pacientes precisam estar cadastrados em um dos 35 Centros de Tratamento de Hemofilia (CTH), onde têm orientação e acompanhamento médico para a obtenção e o uso do medicamento”, explica Helder Teixeira Melo, da Coordenação de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde. A adesão ao tratamento está condicionada à avaliação clínica, social e psicológica.

Atualmente, cerca de 10 mil  hemofílicos são atendidos pelo Sistema Único de Saúde. Desse total, 3.421 são portadores da forma grave da doença, caracterizada por sangramentos em uma mesma articulação, que pode levar ao dano articular e em alguns casos à invalidez.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.brasil.gov.br

Dia Nacional do Hemofílico: tratamentos avançam no SUS

Hemofílicos assistidos pelo Sistema Único de Saúde têm garantida a chamada Terapia de Indução de Imunotolerância para o tratamento da hemofilia do tipo A. O procedimento consiste no uso de medicamentos que eliminam os inibidores de Fator VIII, que atua na coagulação sanguínea.  Nesta sexta-feira (4) é comemorado o Dia Nacional do Hemofílico. Para lembrar a data, o Ministério da Saúde homenageia 12 portadores da doença, assistidos pela rede pública de saúde, vencedores do Concurso de Redação promovido pela Coordenação Nacional de Sangue e Hemoderivados. A homenagem é realizada no Hotel Naoum, em Brasília (DF) h.

hemofilia

A Terapia de Indução de Imunotolerância passa a ser oferecida no SUS respaldada por protocolo clínico discutido desde 2006 pelo Comitê Nacional de Coagulopatias, coordenado pelo Ministério da Saúde. Os medicamentos utilizados neste procedimento agem sobre os inibidores de Fator VIII e se desenvolvem frequentemente em pacientes com hemofilia grave ou moderada e após as primeiras aplicações de fator de coagulação. Com isso, o organismo do paciente adquire resistência aos medicamentos utilizados nos tratamentos convencionais. A Terapia de Indução de Imunotolerância é indicada para pacientes com até dez anos de idade e que tenham tido este tipo de ocorrência por mais de seis meses ou, ainda, identificado o chamado “inibidor de alta resposta” por meio de exame laboratorial.

ASSISTÊNCIA– Para garantir a oferta pelo SUS de 150 milhões de unidades de UI (Unidades Internacionais) de Fator VIII utilizados na Terapia de Indução de Imunotolerância, o Ministério da Saúde investiu R$ 26 milhões na aquisição dos produtos. Para ter acesso ao tratamento, os pacientes precisam estar cadastrados em um dos 35 Centros de Tratamento de Hemofilia (CTH) do país, onde recebem orientação e acompanhamento médico para a obtenção e utilização do medicamento. Do total de CTHs implementados, 32 são vinculados a hemocentros coordenadores de redes estaduais e regionais e unidades de menor porte em hemocentros e hemonúcleos nos estados.

A hemofilia não tem cura e a base do tratamento da doença é por meio da infusão do concentrado de fator de coagulação deficiente, que pode ser de origem plasmática ou recombinante. “Uma das complicações mais temíveis em pacientes com hemofilia refere-se ao aparecimento de inibidores. Neste caso, os pacientes acometidos passam a não responder à infusão do fator deficiente e apresentam episódios hemorrágicos de difícil controle”, explica o coordenador-geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez.  “Os medicamentos usados no momento certo contribuem para o desaparecimento de inibidores, fazendo com que a doença se normalize e, com isso, o paciente tenha a oportunidade de receber a dose domiciliar, ganhando mais independência para aumentar sua qualidade de vida”, acrescenta Genovez.

AÇÔES –Outra medida direcionada à melhoria da saúde e da qualidade de vida dos hemofílicos assistidos pelo SUS foi coordenada pelo Ministério da Saúde no último mês de dezembro, quando o governo federal passou a oferecer a chamada Profilaxia Primária para o tratamento de hemofilia grave dos tipos A e B.

O procedimento preventivo à doença é indicado para pacientes com até 3 anos de idade que tenham tido até uma ocorrência de sangramento ou hemorragia da articulação (hemartrose). O tratamento profilático é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e que consiste no uso de medicamento (hemoderivado) para a reposição do Fator de Coagulação VIII no organismo, previne lesões nas articulações (artropatias) como também diminui a possibilidade de sangramentos.

Atualmente, 15 mil portadores da doença são assistidos pela rede pública de saúde (recebem medicamentos pelo SUS, incluindo aqueles que possuem convênios e planos de saúde ou que recorrem ao sistema privado de saúde). Deste total de pacientes, 10.464 mil são cadastrados como hemofílicos A e B.

HEMOFILIA – A hemofilia é uma doença hemorrágica, de herança genética, que leva à perda de mobilidade do paciente. Ela se caracteriza pela deficiência quantitativa e/ou qualitativa de Fator VIII (hemofilia A) ou de Fator IX (Hemofilia B). O tratamento profilático corresponde à reposição destes fatores no organismo, de maneira periódica e ininterrupta a longo prazo, iniciada antes ou após ocorrência do primeiro sangramento ou hemorragia da articulação (hemartrose) e antes dos 3 anos de idade, por período superior a 45 semanas por ano.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://portalsaude.saude.gov.br/

Hemofílicos e famílias lutam para conseguir remédio que salva vidas

É um drama: 11 mil pacientes hemofílicos estão sem um remédio preventivo no Brasil. São pessoas que precisam desse remédio toda semana. Senão, podem passar o resto da vida com sequelas graves. O Ministério da Saúde promete resolver essa questão até o fim do ano com uma mudança radical no tratamento.

429535-blood_6

O governo promete adotar e disponibilizar o tratamento profilático ou preventivo, que é considerado uma das principais medidas para garantir a integridade física, psíquica e social dos hemofílicos.

Um corte e uma queda banal – e o pior aconteceu com os irmãos do aposentado Edileno Moreira. “Um caiu da bicicleta, se machucou e morreu no hospital com hemorragia. O outro também morreu por causa da hemofilia”, lamenta. O estudante Jeremias Cavalcante perdeu os irmãos de sua mãe. “Três tios meus morreram por falta de tratamento”, lembra.

Edileno e Jeremias são hemofílicos. Eles quase não têm o fator de coagulação do sangue, uma proteína que nosso organismo produz para conter hemorragias. As articulações é que são as mais atingidas. Se o tratamento demora, as sequelas são inevitáveis. “Eu tive os dois joelhos comprometidos e o tornozelo esquerdo”, aponta Jeremias.

Os casos mais graves acabam em aposentadoria por invalidez. “Eu aposentei devia ter uns 25 anos”, lembra Edileno.

De acordo com o Ministério da Saúde, existem 11 mil hemofílicos no Brasil. Eles têm de repor o fator de coagulação, remédio importado que só o governo pode distribuir.

“E o medo de perder a medicação? Mas é um medo, é um pânico. Tem mãe que usa um artifício assim: mesmo quando não tinha o medicamento em outras épocas, ela punha a caixinha vazia para o menino saber que tinha, porque isso era uma segurança. Então, para que eu vou limitar?”, indaga a hematologista Jussara Santa Cruz de Almeida.

Há dez anos a doutora Jussara Santa Cruz de Almeida participou do comitê científico do Ministério da Saúde que propôs o chamado tratamento profilático, preventivo, em que o hemofílico toma o remédio antes de sangrar.

“É uma conta matemática. Se eu tenho tantos hemofílicos, eu preciso, no mínimo, de tanto de quantidade de fator. Ponto. Não tem dificuldade”, disse a hematologista Jussara Santa Cruz de Almeida.

Mas o Brasil nunca adotou esse tratamento. Em vez disso, os hemocentros atendem por demanda e fornecem apenas o mínimo necessário para uma emergência.

“É uma dose para um ou para outro. O que machucar vai usar essa dose só para eu não ter de correr para o Hemorio. Aí ele fica guardado para uma emergência”, informa a operadora de telemarketing Vanderlúcia da Silva Lopes. Ela mora no Rio de Janeiro. Tem dois filhos hemofílicos. O mais velho teve uma calcificação na bacia por causa da doença e precisou ser operado.

“Se eu dependesse só do hospital do governo, que não autorizou a cirurgia, que a médica não autorizou. Como ela disse: não tinha nada na literatura médica que indicasse a cirurgia dele. E ele hoje está perfeito, porque eu briguei por isso”, afirma Vanderlúcia da Silva Lopes.

O plano de saúde cobriu a cirurgia, mas o garoto teve de ser operado em Brasília. “Tudo a gente tem de brigar. Assim como eu estou brigando para conseguir fator profilático em casa. Estou há um ano na Justiça”, conta a operadora de telemarketing.

Brasília é a nova casa de outra carioca. “Esperar o hemofílico sangrar é colocar fogo na floresta para depois tentar apagar”, diz a moça, que não quer se identificar porque acha que os dois filhos são discriminados por serem hemofílicos. “Eu descobri que Brasília fazia profilaxia e vim para Brasília”, diz.

Até o começo deste ano, o Distrito Federal distribuía indistintamente o fator coagulante a todos os hemofílicos que precisassem, mas um novo protocolo do Ministério da Saúde limitou as remessas.

Há sete anos que Patrícia vem da Bahia, de dois em dois meses, para pegar os remédios do filho pequeno. Desta vez, deu com a cara na porta. “Eu só posso liberar conforme o protocolo do Ministério da Saúde, que são as três doses”, diz a atendente. “Não quero nem pensar nele ficar sem esse remédio. Nunca ficou. Sempre que está acabando o remédio dele, eu venho buscar. Nunca deixei faltar o remédio dele”, afirma Patrícia.

O que dizer de quem mora e, uma fazenda e teve o remédio negado depois de viajar o dia inteiro? “Eu não quero que meu filho sofra igual ao meu irmão sofreu. Eu vi ele morrendo aos poucos”, conta a produtora rural Ivanilce Gomes. Para não se cortar na fazenda, Tiago está proibido de brincar. “Ele gosta de brincar com pau, esses ‘trens’. Não pode para evitar se machucar”, comenta a produtora rural.

O tratamento profilático com a aplicação preventiva do fator coagulante é considerado pela comunidade científica como de padrão 1-A. Ou seja, de eficiência máxima, que levaria o hemofílico a ter uma vida absolutamente normal. Pelas leis brasileiras, não se pode comprar esse tipo de medicamento em farmácia. O Estado detém o monopólio da distribuição. O Ministério Público quer saber, então, o que está acontecendo.

“O Estado assina uma sentença de morte aos hemofílicos”, Marinus Marsico, procurador do Ministério Público no Tribunal de Contas da União (TCU). Ele diz que o Brasil teria condições imediatas de salvar todos os hemofílicos.

“Hoje o Ministério da Saúde já finalizou diversos pregões, diversas licitações e tem remédio mais do que suficiente. Entretanto, não sei por que, essa política pública não é implementada. O remédio não chega na ponta. O remédio não chega nas pessoas. Eu entendo que isso é ineficiência da gestão”, aponta o procurador Marinus Marsico.

O Ministério da Saúde alega que teve dificuldades para comprar o remédio no exterior, mas acena com uma mudança radical no sistema de tratamento. O Sistema Único de Saúde (SUS) vai passar a receber 50 milhões de doses por mês.

“Nós estamos, a partir de dezembro, garantindo para todos os hemofílicos do Brasil o tratamento profilático. Estamos garantindo. Estou dizendo isso por quê? Porque eu tenho licitado e, dessa licitação de 680 milhões de unidades, 400 milhões contratadas com a indústria”, garantiu Guilherme Genovez, coordenador de sangue e hemoderivados do Ministério da Saúde.

Será, finalmente, a realização de um sonho de menino? “Eu me imagino um jogador bem-sucedido jogando no meu time do coração, o Palmeiras”, comenta o estudante Daniel Vieira da Silva.

O campinho da esquina ainda está longe do Estádio do Palmeiras, mas para o hemofílico Daniel e a mãe dele, a costureira Marisnete Vieira da Silva, nada pode ser mais distante do que a lentidão do Estado.

“A gente não está pedindo nada por governo. A gente está querendo que ele retribua o que a gente paga de imposto. Nós não estamos pedindo favor para eles. Nós estamos reivindicando pelos nossos direitos como cidadão”, declarou Marisnete Vieira da Silva.

A Federação Brasileira de Hemofilia lembra que o tratamento preventivo desde a infância garante às crianças a inserção social e as condições necessárias para um desenvolvimento completo.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://g1.globo.com

Os sintomas para identificar a Dengue

A dengue é uma doença causada por um arbovírus, ou seja, aquele que é transmitido por um artrópode (inseto). O mosquito Aedes aegypti é o hospedeiro intermediário do vírus, mas ele só passa a ser um agente transmissor quando pica uma pessoa infectada. Não há transmissão de pessoa para pessoa ou por meio de objetos.

Segundo a clínica geral e infectologista Lígia Raquel Brito Francisco da Silva, o vírus passa por um período de incubação de quatro a 10 dias. “Esse é o período que o vírus se multiplica no corpo. Após isso, a pessoa começa a apresentar os primeiros sintomas”, explica.

É importante ficar alerta para os sintomas, pois eles podem ser confundidos com os de outras doenças, como a gripe. Os primeiros sinais são febre alta, dor nas articulações e músculos, fraqueza, falta de apetite, manchas avermelhadas pelo corpo, fortes dores de cabeça e dor no fundo dos olhos.

A dengue é identificada pelo médico apenas pela observação dos sintomas. De acordo com o clínico geral e infectologista Paulo Olzon, o exame de sangue pode dar negativo em relação ao vírus quando a doença se encontra no estágio inicial. “O exame de sangue deve ser feito depois de duas semanas para que os anticorpos possam ser detectados na amostra”, explica.

A chamada dengue clássica cura-se naturalmente, quando o organismo livra-se do vírus através de anticorpos. A forma hemorrágica, no entanto, requer mais cuidados, pois é esta que pode matar. “A dengue hemorrágica é extremamente rara”, afirma Olzon.

Quando o paciente apresenta o quadro hemorrágico existe sangramento da gengiva, das narinas e de órgãos internos, o que ocasiona as dores abdominais. Apesar de trazer maior risco, este tipo da doença tem cura desde que os cuidados sejam tomados logo após os primeiros sintomas. É mais fácil acometer pessoas com organismo enfraquecido, como alguém com desnutrição ou sistema imunológico debilitado.

Tratamento
Não existe um tratamento específico para a dengue. Por esta razão, são tratados somente os sintomas, ou seja, antitérmicos auxiliam a controlar a febre e os analgésicos amenizam as dores musculares e de cabeça, por exemplo.

“Dengue é uma doença benigna e que se trata em casa. O principal é a pessoa se manter em repouso”, afirma Paulo Olzon.

Cura
A dengue é uma doença de cura definitiva e espontânea. Isso quer dizer que a pessoa estará sã quando o ciclo do vírus se completar no organismo. “O organismo se livra da doença quando se livra dos vírus”, explica Paulo.

Medicamentos que devem ser evitados
Quando há suspeita de dengue, todos os medicamentos que sejam feitos à base de ácido acetil salicílico têm de ser evitados. “O ácido acetil salicílico diminui o número de plaquetas e interfere na coagulação”, explica Olzon. Portanto, este tipo de remédio aumenta a chance de a doença evoluir para o quadro hemorrágico.

“Não se deve utilizar AAS, aspirina e melhoral, entre outros medicamentos com ácido acetil salicílico. Para a dor, deve ser utilizado dipirona ou paracetamol”, afirma Lígia.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://saude.terra.com.br

Doenças Reumáticas atingem 12 milhões de brasileiros

Poucos brasileiros sabem, mas as doenças reumáticas não acometem apenas a população idosa, elas podem ser identificadas muito antes da fase adulta e do avanço da doença. O Ministério da Saúde alerta para a necessidade de conscientização sobre o reumatismo, doença que afeta aproximadamente 12 milhões de brasileiros. Na terça (30), será comemorado o Dia Nacional de Luta contra a doença.

A recomendação é para que surgidos os primeiros sintomas de reumatismo, o paciente procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da sua residência. “Ao perceber dor nas articulações, principalmente por mais de seis semanas,  acompanhada de vermelhidão, “inchaço”, calor ou dificuldade para movimentar as juntas (especialmente  ao acordar pela manhã), a pessoa deve procurar o serviço de saúde mais próximo da sua casa”, orienta Carlos Maia, subcoordenador nacional de Saúde do Homem.

DOENÇA – As doenças reumáticas atingem pessoas de qualquer idade e têm maior incidência em mulheres. Ao contrário de algumas doenças ditas silenciosas (hipertensão e diabetes), o reumatismo pode ser facilmente diagnosticado: o próprio paciente pode identificar os primeiros sintomas. Se sentir dores ao esticar os braços sobre a cabeça ou ao elevar os ombros até tocar o pescoço, atenção, pode ser um sinal de doença reumática.  Se a enfermidade for descoberta logo nos primeiros sintomas e o paciente tiver tratamento adequado, ele pode levar uma vida normal, diminuindo assim os riscos de incapacidade física.

TRATAMENTO –O tratamento ao reumatismo é garantido no Sistema Único de Saúde (SUS). A assistência aos pacientes com doenças reumáticas inclui desde o fornecimento de medicamentos até a realização de práticas integrativas (como acupuntura), associada à realização de exercícios que devem ter indicação do médico. “Por isso, é fundamental a combinação de cuidados básicos de saúde, feitos nos serviços da Atenção Básica, com a atenção de especialistas do SUS”, completa Carlos Maia.

INCIDÊNCIA –Entre as doenças reumáticas, a artrite reumatóide é o tipo mais comum da doença. Somente entre 2010 e setembro de 2011, 33.852 pacientes foram internados em decorrência da doença. O valor empregado para custear estes tratamentos somou R$ 24 milhões neste período.

No Brasil, as doenças reumáticas constituem a segunda causa de gastos em benefícios de auxílio-saúde concedidos à população (dados 2008).

Apesar de afetar homens e mulheres, jovens e idosos, a maior prevalência é entre as mulheres entre 30 e 40 anos. Por esse motivo, elas devem ficar mais atentas a alguns fatores de risco, como idade avançada, obesidade, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas em excesso e ingestão de medicamentos que podem contribuir para o surgimento da doença.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://portalsaude.saude.gov.br/

Cartão Nacional de Saúde OBRIGATÓRIO

SUS mantém epidemia de AIDS estabilizada no Brasil

O investimento do Sistema Único de Saúde na prevenção e na ampliação da testagem e do acesso ao tratamento antirretroviral, além da capacitação dos profissionais de saúde, mantém sob controle a epidemia de AIDS no Brasil. De acordo com o Boletim Epidemiológico AIDS/DST 2011, divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Ministério da Saúde, a prevalência (estimativa de pessoas infectadas pelo HIV) da doença permanece estável em cerca de 0,6% da população, enquanto a incidência (novos casos notificados) teve leve redução de 18.8/100 mil habitantes em 2009 para 17,9/100 mil habitantes em 2010. (veja a apresentação)

Confira a apresentação do Boletim Epidemiológico Aids/DST 2011

“O Brasil segue a tendência mundial de redução de casos e óbitos ao longo dos anos. As pessoas estão vivendo mais e melhor com a doença, graças ao acesso aos medicamentos”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele reforçou que o Ministério da Saúde está investindo na expansão da testagem rápida para garantir que o diagnóstico seja o mais breve possível, com ações do Fique Sabendo. “Quanto mais cedo o vírus é descoberto, mais cedo tem início o tratamento, proporcionando qualidade de vida para quem vive com a doença”, destaca.

Em alguns grupos, o avanço no combate à epidemia é mais marcante. Entre os menores de cinco anos de idade, casos relacionados à transmissão vertical, ou seja, da mãe para o bebê durante a gravidez, o parto ou pelo leite materno, a taxa de incidência (número de casos por 100 mil habitantes), caiu 41% de 1998 a 2010. “A redução vertical, mesmo num período muito curto, já demonstrou um impacto positivo da ampliação do acesso das mulheres ao diagnóstico no pré-natal”, destacou Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

Em relação à taxa de mortalidade, o Boletim também sinaliza queda. Em 12 anos, a taxa de incidência baixou de 7,6 para 6,3 a cada 100 mil pessoas. A queda foi de 17%.

O boletim, no entanto, chama a atenção para públicos específicos, que têm tido comportamento diverso e ampliado o número de casos.  Ao longo dos últimos 12 anos, a porcentagem de casos na população de 15 a 24 anos caiu. Já entre os gays a mesma faixa houve aumento de 10,1% entre os gays da mesma faixa. No ano passado, para cada 16 homossexuais dessa faixa etária vivendo com AIDS, havia 10 heterossexuais. Essa relação, em 1998, era de 12 para 10.

Na população de 15 a 24 anos, entre 1980 e 2011, foram diagnosticados 66.698 casos de AIDS, sendo 38.045 no sexo masculino (57%) e 28.648 no sexo feminino (43%). O total equivale a 11% do total de casos de AIDS notificados no Brasil desde o início da epidemia ocorre entre jovens.

O quadro levou o Ministério da Saúde a priorizar este público na campanha do Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, que acontece em 1 de dezembro.

A campanha do Dia Mundial deste ano, por meio do slogan “A AIDS não tem preconceito. Previna-se”, reforça a necessidade de se discutirem questões relacionadas à vulnerabilidade à AIDS entre jovens gays de 15 a 24 anos e entre pessoas vivendo com HIV/AIDS. Também busca uma sociedade mais solidária, sem preconceito e tolerante à diversidade sexual.

Fonte: http://www.aids.gov.br/


Enter your email address to follow this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 772 outros assinantes

Calendário

fevereiro 2026
S T Q Q S S D
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
232425262728  

Arquivos

Estatísticas do Blog

  • 1.076.878 hits

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora