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Diabetes e Hipertensão são Fatores de Risco para a Saúde dos Rins

O processo de filtragem de todo o sangue que temos no nosso corpo é encabeçado por dois pequenos órgãos que ficam situados nas costas. Os rins, que pesam entre 150 e 300 gramas cada chegam a filtrar até 180 litros de sangue durante o dia.

O programa Bem Estar desta segunda-feira (13) falou sobre a saúde desses órgãos, que são tão importantes para o corpo humano, com a participação da pediatra Ana Escobar e do nefrologista José Osmar Medina Pestana.

Além de filtrar o sangue, os rins são importantes para manter o equilíbrio de líquidos e sais do organismo – é o mecanismo de controle mais elaborado que o corpo tem.

Com isso, eles controlam a pressão arterial, eliminam o excesso de substâncias químicas, como o sódio, produzem um hormônio que interfere na produção de células de sangue e ativam a vitamina D, essencial para a absorção de minerais no intestino.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, cerca de 10 milhões de pessoas no país tem alguma disfunção renal, mas poucas sabem. Os sintomas de problemas no rim não são de fácil identificação. Um deles é a retenção exagerada de líquido, que leva a inchaço e aumento da pressão arterial. Acordar várias vezes durante a noite para urinar também pode ser sinal de que algo está errado.

A hipertensão e, principalmente, a diabetes, estão normalmente associadas com as disfunções renais. Cerca de 100 mil brasileiros precisam fazer diálise – tratamento no qual alguma máquina ou líquido de fora do corpo é usado para filtrar o sangue – e, desses, 60% têm diabetes.

Os danos que essas duas doenças provocam nos rins são permanentes e, por isso, é importante mantê-las sob controle. A hipertensão machuca os rins porque o sangue passa com mais dificuldade pelos vasos. Já os diabéticos costumam perder proteína pela urina, o que também acarreta em lesões.

As pedras nos rins – ou cálculo renal – são formadas por substâncias que o rim elimina normalmente, como o cálcio ou o ácido úrico. A urina é formada por cristais, e algum distúrbio de metabolismo ou alimentação pode causar a formação das pedras. Elas podem sair pela urina ou com cirurgia.

Em geral, essa é uma alteração transitória e o funcionamento dos rins volta logo ao normal. A formação das pedras não está ligada à ingestão de minerais, como o cálcio, mas sim ao hábito de beber pouca água.

Uma enquete realizada pelo site do Bem Estar indicou que 49% dos leitores bebem até cinco copos d’água por dia. Outros 34% ingerem entre cinco e dez copos, e 17% tomam mais de dez por dia.

Um problema mais grave é a nefrite, uma inflamação no rim, precedida por algum outro problema. Por exemplo, uma infecção de garganta pode formar anticorpos que se juntam a algumas proteínas e formam um complexo proteico. Isso é depositado nos rins, que o enxergam como um corpo estranho, e isso provoca uma inflamação.

Existe ainda a doença renal policística, que é hereditária e atinge cerca de 3% da população. O rim cresce, fica cheio de cistos e perde a capacidade de filtrar. Existem casos em que o órgão cresce tanto que chega a pesar até 8 kg.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://g1.globo.com/bemestar

Açaí, a Superfruta

Considerada uma Superfruta por causa dos nutrientes, o açaí deixou de ser apenas um alimento. Muito consumida no Brasil, a fruta típica dos ribeirinhos do norte do País também previne contra o câncer, controla o colesterol e preserva os neurônios. É o que aponta um estudo da Universidade Tufts, nos Estados Unidos.

A nutricionista do Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, ligado ao Ministério da Saúde, Rossana Gibson, destaca os benefícios do açaí. “É um alimento que além de nutrir, pode agir em outros benefícios para a saúde. Ele reduz o colesterol e tem uma grande composição de gorduras mono e saturada. E isso é importantíssimo para baixar o colesterol ruim. Então ele ajuda nas doenças cardiovasculares, ele tem uma propriedade muito importante com anti-inflamatório, você ajuda a combater diarreia, a combater alguns tipos de câncer, a prevenção. Então ele tem vários nutrientes que transforma ele, como ultimamente ele tem se chamado, em uma superfruta”, explica.

A nutricionista conta que a fruta do açaí não é calórica, tem em média 60 calorias por cada cem gramas.

O açaí é rico em cálcio, ferro, potássio e zinco, essenciais para o organismo. O açaí tem muita antocianina, um pigmento roxo do grupo dos flavonoides, substância química encontrada nas plantas que funciona como antioxidante. Isso significa que a fruta ajuda a combater os radicais livres, retardar o envelhecimento e evitar doenças do coração e células cancerígenas.

Os radicais livres são uma espécie de “ferrugem” que se espalha pelas artérias. Já os antioxidantes são substâncias com poder de limpeza, para retirar essa “sujeira” das nossas células.

A gordura contida no açaí traz benefícios comparáveis ao azeite de oliva. Se consumido puro, in natura, pode ser aproveitado até por pessoas diabéticas, pelo alto teor de gordura monoinsaturada. Também ajuda quem tem colesterol alto ou intestino preguiçoso. Cem gramas da fruta têm cerca de 260 kcal, segundo o endocrinologista.

Para aumentar o teor de energia antes ou depois da atividade física, o açaí pode ser associado a tapioca, guaraná, banana, morango e outras frutas.

No Pará, o açaí faz parte da refeição principal; no restante do país, vai bem no lanche ou como sobremesa.

Halpern e a nutricionista Andréia Naves citaram frutas “irmãs” do açaí: morango, amora, framboesa, ameixa e uva, que também contêm flavonoides.

Receita de Açaí na Tigela

Ingredientes:

  • 400 gr de açaí
  • 2 unidade(s) de banana
  • 60 gr de granola
  • 5 colher(es) (sopa) de xarope de guaraná
Modo de Preparo
Leve todos os ingredientes ao liqüidificador . Bata até formar um creme homogêneo. Sirva em uma tigela e polvilhe a granola. Dica: a banana pode ser substituída por outras frutas, como por exemplo, mamão papaya e abacate. Além disso, para acompanhar, pode-se optar por aveia ou tapioca; o xarope de guaraná pode ser encontrado em lojas de produtos naturais.

Informações parciais. Confira o texto e a receita na íntegra, acessando os sites: http://www.blog.saude.gov.brhttp://g1.globo.com/bemestar e http://cybercook.terra.com.br

Estudo diz que Leite Materno é Melhor Opção

Um estudo realizado por especialistas do Conselho de Pesquisa Médica da Grã-Bretanha indica que mães devem continuar a amamentar seus bebês no peito, apesar de eles ficarem mais chorões do que os alimentados com mamadeira.

Segundo os médicos, é preciso deixar mais claro às novas mães que a irritação dos bebês alimentados dessa forma é algo normal.

“Bebês alimentados com mamadeiras podem parecer mais calmos, mas as pesquisas sugerem que estas crianças podem estar supernutridas e ganhar peso mais rapidamente”, disse Ken Ong, que liderou a pesquisa.

“Nossas descobertas são essencialmente parecidas com (outras descobertas em) outras fases da vida, de que a comida é reconfortante”, acrescentou.

Insatisfeitos

O motivo mais comum alegado pelas mães que param de amamentar seus filhos é que o bebê não fica satisfeito apenas com o leite materno.

De acordo com os cientistas do Conselho de Pesquisa Médica da Grã-Bretanha, isto reflete uma percepção de que a irritação do bebê é algo negativo.

Mas eles acrescentam que esta irritação é normal, é apenas a forma de o bebê comunicar suas necessidades à mãe e não deve ser motivo de preocupação.

No estudo, os pesquisadores britânicos pediram que mais de 300 mães falassem sobre o temperamento de seus bebês e declarassem também se eles eram alimentados com leite materno ou ou outro tipo de leite.

No total, 137 crianças eram alimentas exclusivamente com leite materno, 88 eram alimentadas apenas com outro tipo de leite e 91 eram alimentadas das duas formas.

Os bebês que eram amamentados foram classificados pelas mães como tendo um “temperamento mais desafiador” e tendência a chorar mais.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://www.bbc.co.uk/portuguese

Bebês Alimentados apenas de Leite Materno ‘Têm Melhor Imunidade’

Bebês alimentados exclusivamente com leite materno até os seis meses de idade ganham proteção extra contra infecções, dizem cientistas gregos.

O efeito observado independe de fatores como acesso à saúde e programas de vacinação, eles explicam.

Segundo os especialistas da Universidade de Creta, o segredo estaria na composição do leite materno.

As conclusões do estudo, que envolveu pouco mais de 900 bebês vacinados, foram publicadas na revista científica Archives of Diseases in Childhood.

A equipe ressalta, no entanto, que o benefício só ocorre quando o bebê é alimentado com leite da mãe apenas. Ou seja, acrescentar fórmulas ao leite materno não produz o mesmo efeito.

Especialistas em todo o mundo já recomendam que bebês sejam alimentados somente com leite materno pelo menos durante os seis primeiros meses de vida.

Estudo

Os pesquisadores gregos monitoraram a saúde de 926 bebês durante 12 meses, registrando quaisquer infecções ocorridas em seu primeiro ano de vida.

Entre as infecções registradas estavam doenças respiratórias, do ouvido e candidíase oral (sapinho).

Os recém-nascidos receberam todas as vacinas de rotina e tinham acesso a tratamentos de saúde de alto nível.

Quase dois terços das mães amamentaram seus filhos durante o primeiro mês, mas o número caiu para menos de um quinto (menos de 20%) seis meses depois.

Apenas 91 bebês foram alimentados exclusivamente com o leite da mãe durante os seis primeiros meses.

Os pesquisadores constataram que esse grupo apresentou menos infecções comuns durante seu primeiro ano de vida do que os bebês que foram parcialmente amamentados ou não amamentados.

E as infecções que os bebês contraíram foram menos severas, mesmo levando-se em conta outros fatores que podem influenciar os riscos de infecção, como número de irmãos e exposição à fumaça de cigarro.

O pesquisador Emmanouil Galanakis e sua equipe disseram que a composição do leite materno explica os resultados do estudo.

O leite materno contém anticorpos recebidos da mãe, assim como outros fatores imunológicos e nutricionais que ajudam o bebê a se defender de infecções.

“As mães deveriam ser avisadas pelos profissionais de saúde de que, em adição a outros benefícios, a amamentação exclusiva ajuda a prevenir infrecções em bebês e diminui a frequência e severidade das infecções”, os especialistas dizem.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://www.bbc.co.uk

Sedentarismo Mata Tanto Quanto Cigarro, segundo Estudo

Um estudo divulgado a poucos dias do início das Olimpíadas diz que a falta de exercícios tem causado tantas mortes quanto o tabagismo.

A pesquisa, publicada na revista médica Lancet, estima que um terço dos adultos não têm praticado atividades físicas suficientes, o que tem causado 5,3 milhões de mortes por ano em todo o mundo.

A inatividade física é responsável por uma em cada dez mortes por doenças como problemas cardíacos, diabetes e câncer de mama e do cólon, diz o estudo.

Os pesquisadores dizem que o problema é tão grave que deve ser tratado como uma pandemia.

Eles afirmam que a solução para o sedentarismo está em uma mudança generalizada de mentalidade, e sugerem a criação de campanhas para alertar o público dos riscos da inatividade, em vez de lembrá-lo somente dos benefícios da prática de esportes.

Segundo a equipe de 33 pesquisadores vindos de centros de vários países diferentes, os governos deveriam desenvolver formas de tornar a atividade física mais conveniente, acessível e segura.

Um dos coordenadores da pesquisa é Pedro Hallal da Universidade Federal de Pelotas. “Com as Olimpíadas 2012, esporte e atividade física vão atrair uma tremenda atenção mundial, mas apesar do mundo assistir a competição de atletas de elite de muitos países, a maioria dos espectadores será de sedentários,” diz ele.

“O desafio global é claro: tornar a prática de atividades físicas como uma prioridade em todo o mundo para aumentar o nível de saúde e reduzir o risco de doenças”.

No entanto, a comparação com o cigarro é contestada por alguns especialistas.

Se o tabagismo e a inatividade matam o mesmo número de pessoas, o número de fumantes é bem menor do que o de sedentários, tornando o tabaco muito mais perigoso.

Para Claire Knight, do Instituto de Pesquisa de Câncer da Grã-Bretanha, “quando se trata de prevenção de câncer, parar de fumar é de longe a coisa mais importante que você pode fazer”.

América Latina

Na América Latina e no Caribe, o estudo mostra que o estilo de vida sedentário é responsável por 11,4% de todas as mortes por doenças como problemas cardíacos, diabetes e câncer de mama e do cólon. No Brasil, esse número sobe para 13,2%.

Os países com as populações mais sedentárias da região são Argentina, Brasil e República Dominicana. O com a população menos sedentária é a Guatemala.

A inatividade física na América Latina seria a causa de 7,1% dos casos de doenças cardíacas, 8,7% dos casos de diabetes tipo 2, 12,5% dos casos de câncer de mama e 12,6% dos casos de câncer de cólon.

No Brasil, ela é a causa de 8,2% dos casos de doenças cardíacas, 10,1% dos casos de diabetes tipo 2, 13,4% dos casos de câncer de mama e 14,6% dos casos de câncer de cólon.

A doutora I-Min Lee, do Hospital Brigham e da Escola Médica da Universidade de Harvard, que dirigiu o estudo, assinalou que todos esses casos poderiam ter sido prevenidos se a população de cada país e cada região fosse mais fisicamente ativa.

Ela diz que na região das Américas poderiam ser evitadas cerca de 60 mil mortes por doenças coronárias e 14 mil mortes por câncer de cólon.

Desafio global

É recomendado que adultos façam 150 minutos de exercícios moderados, como caminhadas, ciclismo e jardinagem, toda a semana.

O estudo indica que as pessoas que vivem em países com alta renda per capita são as menos ativas. Entre os piores casos está a Grã-Bretanha, onde dois terços da população não se exercitam regularmente.

A presidente da Faculty of Public Health, órgão que formula políticas e normas de saúde pública da Grã-Bretanha, professora Lindsey Davies, diz que “precisamos fazer o possível para que as pessoas cuidem da sua saúde e façam atividade física como parte da vida cotidiana”.

“O ambiente em que vivemos tem um papel importante. Por exemplo, pessoas que se sintam inseguras no parque mais próximo vão evitar de usá-lo.”

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://www.bbc.co.uk

Dia Mundial de Combate à Alergia

Criança pobre pega doença infecciosa; as ricas sofrem de alergia. Nos países industrializados, as crianças e os adolescentes têm mais asma e doenças alérgicas. O aumento da frequência é proporcional à renda da família, à melhora das condições gerais de habitação e de saúde e à redução do número de pessoas na família.

Crianças criadas com muitos irmãos e as que frequentam creches adquirem infecções corriqueiras, essenciais para o desenvolvimento harmonioso dos mecanismos de imunidade. Na ausência delas, instalam-se doenças alérgicas, porque o sistema imunológico desregulado agride os próprios tecidos do organismo. É o caso dos brônquios na asma e da pele nos eczemas, por exemplo.

Pesquisadores da Universidade do Arizona publicaram na revista “The New England Journal of Medicine” um estudo no qual acompanharam 1.035 crianças a partir do nascimento e avaliaram o aparecimento de asma no período dos 6 aos 13 anos de idade. Os resultados mostraram que a convivência com outras crianças durante os seis primeiros meses de vida de fato reduz a incidência de asma no futuro.

A hipótese de que as alergias das crianças mais ricas sejam devidas à falta de exposição aos germes do ambiente também foi testada por investigadores finlandeses. Os autores partiram da teoria de que a variedade da flora comensal presente no intestino das crianças poderia ativar mais adequadamente o sistema imunológico e proteger melhor contra doenças alérgicas do que as infecções esporádicas da infância (geralmente de natureza respiratória).

Num estudo publicado na revista “Lancet”, os autores acompanharam 132 crianças do nascimento aos dois anos de idade. Durante a gravidez, as mães foram divididas em dois grupos: metade recebeu placebo (produto inerte) e a outra foi tratada por via oral de duas a quatro semanas com culturas de lactobacilos, germes componentes da flora intestinal não patogênica. Era exigência do estudo que todas as mulheres participantes tivessem pelo menos um parente em primeiro grau que sofresse de alergia. Durante os primeiros seis meses de vida, as crianças receberam o mesmo tratamento das mães (placebo ou lactobacilos). O grupo tratado com os germes apresentou um número de casos de eczema 50% menor.

Se o sistema imunológico humano precisa mesmo ser estimulado por germes transmitidos aos bebês para se desenvolver em plenitude e como as sociedades afluentes cada vez isolam mais seus filhos entre cortinas e carpetes abarrotados de alérgenos, devemos esperar um número crescente de pessoas de imunidade mais frágil no futuro.
Isso nos tornará mais dependentes de desinfetantes e de antibióticos. Teremos de viver na limpeza obsessiva: qualquer contaminação poderá causar doença e haverá necessidade de antibióticos para combatê-la.

Acontece que as bactérias não são idiotas. Durante 3,5 bilhões de anos, foram habitantes exclusivas do planeta. E predominam até hoje: constituem mais da metade da biomassa terrestre – a soma das massas de todos os seres vivos, incluindo árvores, elefantes e mosquitos.

Tanto sucesso evolucionista deve-se a uma estratégia simples: dividir-se freneticamente. No microscópio, é fácil ver: elas adquirem a forma de um oito, copiam o material genético e mandam uma cópia para cada parte do oito. Então a parte de cima se separa da de baixo e surgem duas bactérias-filhas, cópias xerox da mãe.

Como a divisão muitas vezes acontece numa fração de minuto, as bactérias aprenderam a fazer cópias do próprio material genético em velocidade vertiginosa: são máquinas de copiar DNA.

A pressa é inimiga da perfeição, como é sabido. Por causa dela, as bactérias-filhas nascem com diferenças sutis em relação à mãe, produtos de erros pontuais da maquinaria copiadora. Muitas morrem por isso, outras levam vantagem à custa deles. Os erros de cópia provocam diversidade entre as bactérias.

Para complicar e aumentar mais a versatilidade genética, as bactérias são mestras numa segunda arte: a de transmitir informação genética de uma para outra. Há 30 anos, quase todas as cepas de estafilococo respondiam à penicilina. Hoje é necessário sorte para encontrar uma que o faça. Os estafilococos disseminaram os genes da resistência à penicilina entre eles.

A existência de cepas rebeldes exige a criação de novos desinfetantes e de antibióticos mais poderosos. A velocidade com a qual conseguimos gerar informação científica para inventá-los, entretanto, é bem menor do que a das bactérias em gerar diversidade genética para resistir a eles. Enquanto a humilde penicilina reinou durante décadas, o antibiótico de hoje custa uma fortuna e fica obsoleto em pouco tempo.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://drauziovarella.com.br

Alerta para os Cuidados com a Rinite Alérgica

No próximo dia 08, todo o planeta se volta para o Dia Mundial da Alergia – data definida em 2005 pela Organização Mundial da Alergia (WAO, em inglês).

Um levantamento da entidade, feito em 30 países, com uma população estimada de 1,2 milhões de indivíduos, revelou que 22% (ou 250 milhões de pessoas) sofrem de algum tipo de alergia, definida como uma reação exagerada do organismo frente a estímulos comuns do meio ambiente, como alimentos, medicamentos, cosméticos, poeira, ácaros, pólen e fungos.

O problema pode se manifestar de várias formas e levar a várias doenças – entre elas, a rinite alérgica, definida como uma inflamação do revestimento interno da cavidade nasal (mucosa nasal) que é desencadeada pelo contato com os alérgenos (ácaros, pelos de animais e fungos, além de outros).

É a danada da inflamação que determina os quatro principais sintomas da rinite alérgica: nariz entupido, coceira, espirros e coriza excessiva. Intriga o fato de esses sinais geralmente serem ignorados. Esse comportamento leva ao prolongamento do quadro e consequentemente a uma complicação da doença.

Quem tem uma frequente congestão nasal sabe que o problema obriga a respiração pela boca, o que pode ocasionar irritação na garganta, voz anasalada, ronco e outros distúrbios respiratórios do sono. É por isso que aqueles com rinite alérgica não controlada estão sujeitos a desenvolver outras doenças, como otite, sinusite, faringite, amigdalite e asma.

Tanto distúrbio interfere na qualidade de vida. Não é raro os pacientes com rinite alérgica apresentarem limitação nas atividades diárias, além de produtividade reduzida no trabalho e na escola. Um levantamento realizado na América Latina, em 2009, conhecido pela sigla Aila (Allergies in Latin America), mostrou que a maioria dos pacientes (79%) com a doença apresenta algum tipo de impacto no cotidiano.

Para a médica Shirley Pignatari, chefe da disciplina de otorrinolaringologia pediátrica da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são fundamentais. Afinal, quando tratado, o paciente pode evitar as crises decorrentes da rinite alérgica.

“Para alguns indivíduos, o ar poluído da cidade ou alérgenos respiratórios como a poeira doméstica são suficientes para engatar espirros e sentir coceira no nariz. O tratamento adequado possibilita o controle da rinite alérgica e permite uma melhor qualidade de vida”, afirma a especialista.

Ela faz questão de frisar que o fato de a pessoa ter rinite alérgica não significa que ela deve sofrer por causa dos sintomas. “Entender como é possível manter o problema sob controle e impedir que as crises interfiram na sua rotina fazem parte do primeiro passo para que o paciente se sinta bem”, ressalta a médica.

Conforta saber que o tratamento da doença nem sempre é complicado. Os medicamentos mais frequentemente usados são os anti-histamínicos e os corticoides nasais – entre esta última classe, está a ciclesonida, um corticoide intranasal de ação rápida que atua especificamente no foco da rinite alérgica. Dessa forma, é possível combater a inflamação e os sintomas associados.

A rinite alérgica também exige que o paciente tenha alguns cuidados. As principais recomendações são manter os ambientes de casa e do trabalho limpos, trocar os lençóis de cama uma vez por semana, lavar antes de usar as roupas guardadas por muito tempo, deixar as janelas abertas para ventilar o ambiente, evitar sair de espaços quentes e ir para outros muito frios.

Além disso, o paciente deve evitar locais fechados, não fumar, evitar cheiros fortes, ficar longe de mofo e dos agentes que desencadeiam a crise. De qualquer forma, nunca é demais frisar que a rinite alérgica també tem caráter hereditário.

“Se um casal de alérgicos tem um filho, a chance de a criança ser alérgica é de aproximadamente 50%. Mesmo que nenhum dos pais apresente alergia, contudo, a criança ainda assim pode ter manifestações da doença”, finaliza Shirley Pignatari.

* Com informações da Burson-Marsteller e da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://casasaudavel.com.br/

Leite Materno Humano Bloqueia Transmissão do HIV

Um experimento realizado na Universidade da Carolina do Norte mostrou que, em ratos “humanizados”, o leite materno humano impede a transmissão oral do vírus HIV, informa a revista “Public Library of Science Pathogens”.

“Primeiro, entre os ratos reconstituídos para se tornassem suscetíveis a doenças humanas como a Aids e que foram expostos ao vírus HIV, 100% foram infectados”, disse à Agência Efe o autor principal do estudo, J. Víctor García, graduado em 1979 pelo Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey (México).

Já quando os cientistas administraram HIV misturado com leite materno humano saudável, 100% ficaram livres da infecção, destacou o pesquisador.

As estatísticas indicam que mais de 15% das novas infecções com o vírus HIV ocorrem em bebês e, sem tratamento, apenas 65% deles sobrevive mais de um ano, enquanto menos da metade chega aos dois anos de vida.

O artigo indica que, embora se atribua ao aleitamento um número significativo dessas infecções, a maioria dos bebês amamentados pelas mães soropositivas não tem a infecção, apesar da exposição prolongada e repetida.

Para resolver a questão sobre se o aleitamento transmite o vírus ou protege contra ele, os cientistas da Escola de Medicina da UNC recorreram a um modelo de rato “humanizado” em laboratório.

“Os ratos são, por essência, resistentes à maioria das doenças que afetam os humanos”, ressaltou García. “Para usá-los neste tipo de estudos, é preciso torná-los parcialmente humanos”.

“Estes ratos são trabalhados um por um, introduzindo-lhes células-tronco da medula óssea humana às seis semanas de idade”, acrescentou o pesquisador. “As células humanas vão a todos os órgãos e áreas similares dos humanos como boca, esôfago, pulmões, intestino, fígado e sistemas reprodutivos que se enchem de células humanas”.

O HIV infecta somente os chimpanzés e os humanos, mas só deixa os humanos doentes. Com a reconfiguração de células humanas, os ratos tornam-se suscetíveis à infecção com o HIV.

Em seguida, a equipe de García, que trabalhou com mais de 50 ratos “humanizados”, administrou em alguns deles o leite de mães saudáveis misturado com HIV, e a outros apenas o HIV, em ambos os casos por via oral. “Os ratos sensíveis à infecção e que receberam só o vírus adoeceram. Já os que receberam o vírus com leite materno não adoeceram”.

“A próxima etapa do estudo é determinar se o leite de mães infectadas tem o mesmo efeito”, anunciou o cientista. Mas, segundo ele, o que já foi estabelecido pela primeira parte do estudo dá novas pistas sobre o isolamento de produtos naturais que poderiam ser usados para combater o vírus.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://www.estadao.com.br/

Menor Consumo de Sal Pode Reduzir em até 3% as Mortes por Doenças Cardiovasculares

Um relatório elaborado na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, indicou que a redução do teor de sal e a implementação de taxas sobre os produtos que contenham o composto poderiam reduzir em até 3% as mortes por doenças cardiovasculares. Os dados preliminares deste trabalho, que será publicado integralmente ainda este ano, foram apresentados neste sábado no Congresso Mundial de Cardiologia, em Dubai.

O estudo analisou o impacto desses dois tipos de intervenção — ou seja, da redução voluntária por parte das indústrias no teor de sal dos alimentos e da criação de taxas sobre esses produtos — em 19 países em desenvolvimento, que representam metade da população mundial. A pesquisa ressalta que o consumo de sal pode elevar a pressão arterial, um importante fator de risco para doenças cardiovasculares evitáveis e prematuras em todo o mundo.

Os autores do trabalho concluíram que ambas as estratégias implicariam a redução do dinheiro gasto com o tratamento de pessoas com hipertensão e problemas cardiovasculares, como ataque cardíaco e acidente cardiovascular cerebral (AVC). Além disso, essas intervenções, de acordo com o relatório, poderiam causar uma diminuição da taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares de 2% a 3% nesses países. A incidência de ataques cardíacos poderia ser reduzida em até 1,7% e 1,47% na China e na Índia, respectivamente, e os casos de AVC em 4,7% e 4% nesses dois países, respectivamente.

“Esses resultados mostram que estratégias para redução de consumo de sódio, mesmo de pequenas quantidades, podem levar a uma diminuição significativa de mortalidade por evento cardiovascular em países em desenvolvimento, além de reduzir os custos de saúde pública associados a essas doenças”, diz Thomas Gaziano, um dos autores do estudo. Segundo o pesquisador, o peso dos problemas cardiovasculares é maior em nações em desenvolvimento e, por isso, medidas simples como as estudadas podem ter um impacto significativo a longo prazo.

Pressão arterial — Nesse mesmo trabalho, os pesquisadores também buscaram identificar o impacto de medir mais vezes a pressão arterial sobre a saúde da população. Os dados mostraram que um aumento de 25% nas triagens de pressão do sangue nesses mesmos 19 países poderiam desencadear uma redução de até 3% na incidência de doenças cardiovasculares. Além disso, esse maior rastreamento poderia aumentar em até 10% a taxa de tratamento adequado para hipertensão. Segundo os autores do relatório, um programa que aumentasse o acompanhamento da pressão arterial dos indivíduos teria custos adequados ao Produto Interno Bruto (PIB) desses países em desenvolvimento.

De acordo com o estudo, 900 milhões de pessoas em países em desenvolvimento têm pressão alta, mas somente um terço delas têm consciência sobre o problema e apenas 100 milhões recebem tratamento adequado.

A redução do consumo de sal é indicada oficialmente em diversos países desenvolvidos. No Brasil, o Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, orienta que o consumo diário de sal deve ser de, no máximo, cinco gramas (uma colher rasa de chá).

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://veja.abril.com.br

Prevenção do Câncer de Pulmão

Dados do Inca revelam que o câncer de pulmão é o mais comum de todos os tumores no homem, apresentando aumento de 2% ao ano na sua incidência no Brasil. Essa doença que deve acometer mais de 220 mil norte-americanos em 2012 sendo que mais de 160 mil morrerão de câncer no pulmão neste ano naquele país.

Claudia Henschke e colaboradores do Departamento de Radiologia do Mount Sinai School of Medicine, em Nova York fazem um estudo que comprova que a tomografia computadorizada (TC) tem se mostrado muito eficaz na detecção precoce do câncer de pulmão, num estágio com maiores chances de cura, bem como no acompanhamento do paciente. Em média, o nódulo do câncer dentro do pulmão dobra de volume dentro de 98 dias. Essa monitoração é muito importante para desenvolver um tratamento personalizado e eficaz para cada paciente no grupo de risco, aqueles com histórico de tabagismo pesado, tosse frequente, dificuldade respiratória e emagrecimento alem de dores no tórax. A tomografia computadorizada é um exame preciso e bastante eficiente na detecção e acompanhamento do câncer pulmonar.

O exame possibilita uma visão de todo o pulmão, permitindo detectar e medir as dimensões de um nódulo, sua posição e relação com as demais estruturas ao redor. A TC também pode ser utilizada, quando indicado, como alternativa para guiar biópsias de lesões pulmonares, que auxiliam a fazer o diagnóstico de tumores ainda em estágio inicial, aumentando as chances de cura.

Os autores afirmaram que em 111 casos de pacientes de risco num intervalo de 7-18 meses antes a tomografia foi normal . Numa segunda TC surgiu um nodulo do câncer em 98 dias que dobrou de tamanho. Para 56 (50%) dos casos esse aumento foi inferior a 100 dias, e em três casos (3%) o nodulo dobrou em 400 dias. Adenocarcinoma foi o tipo de célula mais frequente (50%), seguido do carcinoma de células escamosas (19%), carcinoma de células pequenas (19%), e outros (12%). Câncer de pulmão que se manifestam como nódulos sub sólido teve aumento de tamanho significativamente maiores do que aqueles que se manifesta como nódulos sólidos.

Os autores concluem que casos de risco de câncer de pulmão devem fazer exames anuais de derastreio com tomografia. Tumores de localização pulmonar central podem provocar tosse, ronco e falta de ar. Os que estão instalados no ápice pulmonar podem desencadear dores nos ombros e braços. Mas, há tumores de pequenas dimensões e tipos silenciosos de câncer que não dão sinais clínicos pois estão localizados em uma região mais periférica do pulmão, ou têm dimensões tão pequenas que ainda não produzem sintomas. É justamente nessa fase inicial que as chances de cura seriam maiores se a lesão tivesse sido detectada.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra acessando o site: http://intramed.uol.com.br


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