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Dia Nacional da Surdez – 10 de novembro

Como diz a música, é preciso saber viver… e também envelhecer. Manter uma atitude saudável perante a vida está cada vez mais difícil com a rotina frenética dos dias modernos. Mas buscar alegria e relaxamento, através do convívio com familiares e amigos, é essencial. Para isso, precisamos nos manter conectados ao mundo, precisamos escutar bem os sons das músicas, das conversas, seja em casa ou em restaurantes e casas de show.

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Entre todas as dificuldades que afetam a vida de um idoso, uma das piores é a perda auditiva. A surdez pode isolar o indivíduo de sua família, de seus amigos e até criar dificuldades no ambiente de trabalho.
Pesquisa realizada pelo site Heart-it comprova que pessoas que sofrem de surdez têm problemas de relacionamento. O que ocorre muitas vezes é um constrangimento, de ambas as partes, devido à dificuldade na comunicação, o que acaba por afastar os deficientes auditivos do convívio em sociedade, podendo acarretar isolamento, tristeza e até mesmo depressão.

“Falar sobre deficiência auditiva nunca é fácil, por causa da resistência que as pessoas têm em admitir a surdez. Mas trazer à tona o problema é a melhor coisa a fazer. Estudos comprovam que o tratamento da perda auditiva, geralmente com o uso de aparelhos auditivos, resulta em melhoras significativas na qualidade de vida do idoso”, afirma a fonoaudióloga Marcella Vidal, da Telex Soluções Auditivas.

Segundo especialistas, muitas pessoas já experimentam algum grau de perda da audição a partir dos 40 anos, por causa do envelhecimento natural do corpo. O processo é diferente em cada um, mas aproximadamente uma em cada dez pessoas nesta faixa etária tem um tipo ou grau de perda auditiva. Depois dos 65 anos, a perda auditiva, conhecida como presbiacusia, tende a ser mais severa. Por isso, o melhor é procurar um especialista aos primeiros sinais de surdez.

“O uso diário do aparelho e o apoio da família são essenciais para que o indivíduo resgate sua autoestima. Infelizmente, muitas vezes, quando se procura tratamento, o caso já está grave. A perda se dá de maneira lenta e progressiva e, com o decorrer dos anos, a deficiência atinge um estágio mais avançado”, explica a fonoaudióloga, especialista em audiologia.

A maioria das pessoas com presbiacusia começa a perder audição quando há um declínio na sua capacidade de ouvir sons de alta frequência (uma conversação contém sons de alta freqüência). Portanto, o primeiro sinal de presbiacusia pode ser a dificuldade de ouvir o que as pessoas dizem para você. Os sons da fala com mais alta freqüência são as consoantes, como o S, T, K, P e F.

Cabe aos médicos otorrinolaringologistas examinar os pacientes e aos fonoaudiólogos indicar qual tipo e modelo de aparelho atende às necessidades do deficiente auditivo.

Atualmente, há uma diversidade de modelos de aparelhos auditivos, com design moderno, discretos, alguns até mesmo invisíveis no ouvido – ficam dentro do canal auditivo -, adequados para diferentes graus de perda auditiva e que não ofendem a vaidade de quem usa. Então, por que não procurar logo uma ajuda?

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.jornaldiadia.com.br/

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“Amizade é quando me abro ao outro”, diz cientista social

Respeito, lealdade, presença, aceitação, carinho, amor, afeto, compreensão. No que consiste uma amizade verdadeira? A professora e diretora da Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde da PUC-SP, Márcia Almeida Batista, 62 anos, diz que muitas vezes “nós temos uma concepção ideal do amor que rompe todas as barreiras, que está sempre disponível e que compreende tudo o que acontece com o outro, o que não é uma verdade”. “Amizade é quando eu de fato me abro para o outro, para as necessidades do outro, no sentido de poder compreender a posição em que o outro está colocado.”

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Amigos há 20 anos, o fotógrafo Thiago Mello, 28 anos, e o auxiliar de cartório Beto Stoler, 30 anos, compartilham interesses, afinidades e acreditam que a amizade verdadeira “é feita de respeito e reciprocidade”. “É você abrir mão de certas coisas, esquecer alguns defeitos e querer estar com aquela pessoa porque ela te entende, te ouve e tenta te ajudar”, diz Mello. Ser (e estar) presente é essencial. “Sempre que posso, ligo para saber das novidades, ver se ele está bem e conversar um pouco”, conta Stoler. “Apoiar, dar uma palavra de conforto, ou de repente não falar nada, só estar ali presente”, completa Mello.

Para as melhores amigas Diana Della Nina Malimpensa, 25 anos, psicóloga, e Maiara Bianchi Maia, 24 anos, estudante de Administração, não é diferente. “Às vezes, estamos com a vida muito corrida, mas qualquer tempinho que sobra, eu uso para ligar pra ela ou até mandar um oi, perguntar se está tudo bem. Tentando estar presente de alguma forma, deixando claro que não é porque não estamos nos vendo com tanta frequência que a consideração mudou ou diminuiu”, explica Diana. Maiara conta que nessas horas a tecnologia é uma grande aliada: “A gente se fala, no mínimo, umas cinco vezes por semana por telefone ou Whatsapp”.

No entanto, muitas vezes, é possível embarcar nas mudanças dos amigos, mantendo as afinidades independentemente da fase da vida. Quando Maiara engravidou do pequeno Luca, Diana foi muito presente durante toda a gestação e acredita que as duas até se uniram mais: “Não senti que a nossa amizade mudou, estive por perto durante toda a gravidez e, quando o bebê nasceu, acho que virei uma tia e aprendi a ser tia, assim como ela foi aprendendo a ser mãe. Nós fomos compartilhando momentos e crescendo juntas”.

Mello e Stoler acreditam que a amizade não precisa ser deixada de lado quando a vida de cada um parece tomar rumos diferentes. “Coloquei na cabeça que, independente da fase que eu estiver vivendo, vou tentar incluir o Beto e outros grandes amigos nesse momento. Quero poder compartilhar dessas experiências com eles e estar presente em suas vidas”, conta Mello. Stoler tem a mesma opinião, a de que “amizade verdadeira é aquela em que não importa quanto tempo passe, a gente sempre vai conseguir dar um jeito de se ver ou de se falar”.

Embarque nas mudanças
Márcia Almeida Batista, da PUC-SP, explica que, geralmente, “nossos amigos são eleitos por afinidade, no entanto, nossas vidas mudam diversas vezes e nossas expectativas também”. “Quando você começa a ter experiências diferentes das de um amigo – como casar, por exemplo –, os assuntos e diversões ficam mais incompatíveis e as afinidades diminuem, o que não quer dizer necessariamente uma mudança de afeto, mas talvez não seja mais tão fácil eleger aquele amigo para um programa ou para conversar porque o amigo é esse, aquele com quem a gente compartilha a vida no momento em que está vivendo.”

No entanto, muitas vezes, é possível embarcar nas mudanças dos amigos, mantendo as afinidades independentemente da fase da vida. Quando Maiara engravidou do pequeno Luca, Diana foi muito presente durante toda a gestação e acredita que as duas até se uniram mais: “Não senti que a nossa amizade mudou, estive por perto durante toda a gravidez e, quando o bebê nasceu, acho que virei uma tia e aprendi a ser tia, assim como ela foi aprendendo a ser mãe. Nós fomos compartilhando momentos e crescendo juntas”.

Mello e Stoler acreditam que a amizade não precisa ser deixada de lado quando a vida de cada um parece tomar rumos diferentes. “Coloquei na cabeça que, independente da fase que eu estiver vivendo, vou tentar incluir o Beto e outros grandes amigos nesse momento. Quero poder compartilhar dessas experiências com eles e estar presente em suas vidas”, conta Mello. Stoler tem a mesma opinião, a de que “amizade verdadeira é aquela em que não importa quanto tempo passe, a gente sempre vai conseguir dar um jeito de se ver ou de se falar”.

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Repensando o Dia Mundial do Meio Ambiente

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Ontem, dia 05 de junho foi comemorado o dia mundial do meio ambiente. Mas, será que temos mesmo algo a comemorar? Ou esta é apenas uma oportunidade que nós, preocupados com a questão ambiental, temos para repensar as nossas atitudes e ações perante a natureza? Se fizermos uma análise de maneira consciente e criteriosa acerca da degradação que temos causado de forma progressiva ao meio ambiente, iremos perceber que não haveria necessidade de comemorar o dia mundial do meio ambiente, e sim considerar que todos os dias precisam ser dedicados às lutas em defesa do meio ambiente.

Na velocidade que estamos destruindo o Planeta retirando dele os recursos naturais para transformação em riqueza materiais, estamos contribuindo para que em poucos anos o Planeta Terra entre em colapso. Ou seja, iremos receber o troco pela exaustiva exploração do nosso meio ambiente. Pois quando estamos utilizando dos recursos naturais para produção de matéria-prima fomentando as indústrias, estamos destruindo algo que a Natureza levou anos, geologicamente falando, para produzir. Atualmente em nossa sociedade dado os padrões de consumo, a poluição e produção de lixo que se amplia a cada dia; estamos consumindo além da capacidade que o Planeta tem de suportar. É como enfatiza o nosso renomado ambientalista Washington Novais: “estamos vivendo uma crise de padrão civilizatório”.

Em 2006, com a publicação do Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas IPCC (ONU), a questão ambiental passou a ter maior repercussão. Na oportunidade estiveram reunidos centenas de cientistas, os quais participaram do processo de elaboração e divulgação do relatório onde pela 1ª vez, o homem foi citado como um dos agentes propulsores do aquecimento global. Esta publicação na época causou um grande alvoroço na mídia e insignificante ação das autoridades, principalmente das que representa as nações que mais polui o meio ambiente. É claro que houve um pouco de sensibilização de algumas autoridades com relação a este tema, só que de maneira tímida. Contudo, de modo geral, fez surgir maior número de pessoas preocupado com relação ao futuro da humanidade.

De acordo com esta publicação, as expectativas para o nosso Planeta não é nada boa, caso não tomemos medidas consistentes. Pois com o aquecimento global, a tendência é ocorrer o derretimento das calotas polares e consequentemente, o aumento nos níveis dos oceanos, fazendo com que as cidades litorâneas possam até desaparecer. Sem falar nas partes continentais em que os rios poderão secar, ocorrendo inclusive, a escassez de água. A pesar de haver poucas ações de forma plausível por parte das autoridades com relação a prevenção e correção dos problemas ambientais, a publicação do IPCC, foi considerada um avanço para os ambientalistas e assim para toda a humanidade. Pois é o reconhecimento de um órgão importante principalmente, no tocante a política mundial, a ONU. Além disso não devemos esquecer que infelizmente, é a partir do momento em que o ser humano toma consciência de que está sendo prejudicado é que toma as providências para contornar a situação.

Quando analisamos a postura dos EUA que é a maior potência mundial, o maior consumidor proporcional e o maior poluidor, responsável por 25% de toda poluição do planeta, percebemos que a solução para os problemas ambientais estão intimamente ligados a questões de natureza econômica e principalmente, geopolíticas. Sabemos que o presidente dos EUA, Sr. George W. Bush não assinou o Tratado de Quioto em 1997, e não deu explicações concretas sobre este assunto. Fica claro que os americanos não querem pagar um preço, para garantir a preservação do meio ambiente, muito menos desacelerar sua economia. Convém salientar que a matriz energética dos EUA está baseada no carvão mineral, uma das maiores fontes poluidoras.

Finalmente, governo de Barack Obama anunciou um plano para reduzir as emissões de carbono em cerca de 30% até 2030 nas centrais termoelétricas do país. Com a proposta, o governo espera “liderar” as negociações internacionais sobre o tema. A proposta foi apresentada pela agencia ambiental americana, e apesar de tardia é um reconhecimento formal do governo americano acerca da importância desta medida.

No Brasil, uma das maiores bandeiras do governo Lula em 2006 foi a criação do programa de incentivo a produção do Biodiesel um combustível que propunha como carro chefe o plantio de mamona, principalmente no Nordeste através de pequenos produtores. Na época com a vinda do presidente norte-americano George W. Bush ao Brasil, todas as atenções viraram para cana de açúcar. Hoje, oito anos depois, quase nada mudou neste cenário. Haja vista que a produção de etanol permanece tímida e atrelada ao aumento ou não do consumo da gasolina.

O objetivo era a produção de etanol para vender para os EUA, só que a preços baixos, como eles querem. Entretanto, será que vale a pena degradar os nossos biomas para atender quem não se preocupa com a preservação do meio ambiente? Observa-se que atualmente está surgindo uma espécie de generalização de provável utilização de combustíveis vegetais. Até a soja está sendo cogitada como mais uma fonte de biodiesel. E se isto realmente for concretizado, além da expansão da cana de açúcar que já ocorre atualmente, teremos ampliação do plantio da soja com finalidade de produção de combustível. Se isto ocorrer com ambas culturas, seguindo os ditames capitalistas, em poucos anos estaremos com problemas sérios tanto de devastação da nossa vegetação quanto do assoreamento, perda da perenidade dos rios e esgotamento do lençol freático ou até mesmo falta de água. Situação que já ocorre no estado de São Paulo, atualmente.

Em se tratando do Brasil, apesar de termos uma das melhores legislações no que diz respeito a proteção do meio ambiente, persiste ainda, a falta de vontade política no sentido de aplicar estas leis. Ausência de mecanismos de implementação efetivamente eficazes, é o que tem ocorrido. Por fim, falar em dia mundial do meio ambiente considerando apenas um dia no contexto em que vivemos, seria fazer uma analogia representativa ao pouco que temos feito com relação a preservação da Natureza.

Autor: Osvaldo Sousa Galvão, geógrafo, especialista em educação ambiental PUC/GO, Graduando em Direito FACLIONS/GOIÂNIA

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Cuidados simples podem prevenir doenças oculares

A conjuntivite é uma das doenças que mais acometem os olhos. Porém, se a pessoa tiver uma boa conduta com o órgão da visão diariamente, há uma grande chance de evitar ou transmitir este tipo de enfermidade, que inflama a conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras. Não usar objetos comuns, ter a própria toalha de rosto, usar lenço de papel, não levar as mãos aos olhos, manter as mãos higienizadas, podem impedir que a pessoa dissemine a infecção ocular.

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Existem várias formas de conjuntivite, e, geralmente, são altamente contagiosas. Os sintomas são coceira, irritação, dor, fotofobia, mal-estar e, às vezes, até febre. As principais causas de conjuntivites são as bactérias, fungos, vírus e reações alérgicas. “Nas conjuntivites virais, praticamente todos os tipos são contagiosos”, alerta o especialista em oftalmologia e professor da Faculdade de Medicina da Pontíficia Universidade Católica (PUC-Sorocaba), João de Campos Aguiar Filho. 

Há as que acontecem normalmente em municípios mais ligados à produção rural, onde o pólen das plantas circula livremente e atinge as pessoas sensíveis. Porém, os casos alérgicos são mais variados, porque há como ter alergia sem saber, como por animais domésticos e maquiagem. 

De acordo com Aguiar Filho, as alternativas a fim de curar o olho são enormes. “Leite de mulher, água do sereno, vale do não sei o que; parece brincadeira, mas é verdade. No leite realmente há anticorpos, mas não o suficiente.” Cada conjuntivite tem o tratamento adequado, de acordo com sua natureza. Nas bacterianas são utilizados colírios antibióticos. Já com os virais esses antibióticos não funcionam. “É muito comum ir à farmácia e pegar este colírio antibiótico. Às vezes, é caro e não tem ação nenhuma”, explica. Segundo o médico, o tratamento do viral é lavar os olhos com frequência com água ou soro fisiológico e também utilizar colírios mais simples. Na alérgica, é preciso evitar entrar em contato com a substância causadora da alergia.

A frequência com que se deve ir ao oftalmologista é uma vez por ano, de acordo com Aguiar Filho. Porém, no Brasil, é raro ver pessoas seguindo esse cronograma. Então, pelo menos a cada cinco anos já é interessante. “As causas mais comuns de cegueira estão relacionadas com vários assuntos, como a catarata não operada, que é uma cirurgia simples.” Ou seja, exames rotineiros podem evitar diversas enfermidades.

Outros problemas

Para o estrabismo existem oftalmologistas que cuidam apenas da motricidade ocular. “”Quando olhamos a uma distância superior a 5 metros, os olhos devem estar paralelos. O movimento é feito por músculos que atuam em conjunto, contudo, quando há desequilíbrio, ocorre o estrabismo. Deve ser corrigido por correção ótica ou até mesmo cirurgia”, elucida. 

De acordo com o médico, é comum encontrar pessoas com olho vermelho com hemorragia subconjuntival. “Ficam altamente apreensivas, porque o olho está vermelho. Porém, é mais feio do que grave.” A atenção deve focar na hemorragia interna do olho, que não se vê, mas perde a visão. Portanto, o exame de rotina é essencial – que verifica se há hemorragia.

Já a “viuvinha” é uma inflamação da raiz dos cílios. A pálpebra fica ligeiramente inflamada, com coceira e ardência. Outra que acomete os olhos é a retenção da secreção sebácea dentro das glândulas do interior da pálpebra. “Esta não tem problema, a não ser quando cresce e passa a incomodar.” 

É preciso também ter cuidado com algum corpo estranho que invada a córnea. “Se o trabalhador teimar em não usar os óculos de segurança recomendados. Assim, os olhos podem ser atingidos por faíscas, fagulhas. O corpo estranho mergulha na córnea, fica preso e necessita de intervenção cirúrgica.”

A lágrima limpa e protege o olho das substâncias estranhas ou micro-organismos. A falta de vitamina A no organismo pode fazer com que o olho fique seco, assim produzindo pouca lágrima (ou não tenha). Assim, recomenda-se os colírios lubrificantes e o soro fisiológico. 

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Deficiência Auditiva – Surdez

Surdez é um distúrbio que pode acometer pessoas de todas as idades. Algumas crianças já nascem com perdas auditivas que variam de grau e intensidade, e o decréscimo da audição parece ser regra nas pessoas que teimam em viver muito tempo.
O ouvido (ou orelha, nome proposto pela nova nomenclatura médica), é uma estrutura complexa, dividida em três partes: externa, média e interna.

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O som é captado pelo ouvido externo, que é constituído pelo pavilhão, canal auditivo e tímpano. O pavilhão é uma espécie de concha acústica cartilaginosa, com formato especial para captar as ondas sonoras e conduzi-las ao canal auditivo. As vibrações que essas ondas produzem na membrana do tímpano progridem pela ouvido médio e pelo interno até alcançar as células sensitivas que as transformam em sinais nervosos a serem transmitidos ao cérebro.

É com o cérebro que ouvimos o canto dos pássaros, a voz da pessoa amada, o riso dos filhos, os noturnos de Chopin, a sirene de alarme, o grito de socorro, o toque do telefone e da campanha.

Infelizmente, essa estrutura preparada para receber as ondas sonoras e transformá-las em impulsos elétricos para serem codificados e decodificados pelo cérebro pode apresentar lesões que interferem no mecanismo da audição.

FISIOLOGIA DA AUDIÇÃO

Doris Ruthy Lewis é fonoaudióloga, professora de Saúde Auditiva na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (SP).

Drauzio – Para entender a natureza dos problemas que levam à surdez, vamos começar explicando a fisiologia da audição?

Doris Lewis – O som chega à orelha externa (imagem 1), é captado pelo pavilhão, entra no conduto auditivo e faz vibrar o tímpano, uma membrana bem fininha que separa o ouvido externo do ouvido médio. Essa vibração movimenta três ossículos – martelo, bigorna e estribo – conectados um ao outro, que funcionam como uma alavanca e conduzem as ondas sonoras até a cóclea, uma das partes do ouvido interno.  Na cóclea, existem células ciliadas capazes de reconhecer se o som é forte ou fraco, agudo ou grave, e de conduzi-lo ao nervo auditivo de onde é enviado, sob a forma de ondas elétricas, para o cérebro. O cérebro é que codifica aquele som e o interpreta.

Drauzio Poderíamos dizer, grosseiramente, que a audição é constituída por um sistema de canais que conduz as ondas mecânicas (o som é uma onda mecânica) até o ouvido interno. Ali essas ondas são transformadas em estímulos elétricos que são enviados ao cérebro e é ele que reconhece se ouvimos o latido de um cachorro ou o choro de uma criança? 

Doris Lewis – Exatamente. A fisiologia da audição depende do bom funcionamento de todas essas estruturas para que o som seja interpretado corretamente no cérebro.

PROBLEMAS DE AUDIÇÃO

Drauzio  Você poderia caracterizar cada uma das três partes que constituem o ouvido? 

Doris Lewis – O ouvido externo é constituído pelo pavilhão, pelo conduto, ou meato auditivo, e pela membrana timpânica. Essa membrana separa o ouvido externo do médio, que vai dos três ossículos (martelo, bigorna e estribo) até as janelas oval e redonda.
O ouvido interno é formado pela cóclea, onde estão as terminações do nervo auditivo, e pelo labirinto, que é constituído pelos canais semicirculares e pelo vestíbulo. O labirinto é muito conhecido por conta de uma disfunção que provoca tonturas e vertigens chamada labirintite.
A surdez pode instalar-se por deficiência na condução das ondas sonoras em qualquer uma dessas partes e também por problemas no cérebro.

DEFICIÊNCIA AUDITIVA NA INFÂNCIA

Drauzio  Como é feito o diagnóstico de problemas de audição nas crianças recém-nascidas?

Doris Lewis – Existe um aparelho que ajuda a fazer essa avaliação (imagem 2). Um som emitido por ele movimenta as células ciliadas normais que produzem um ruído fraquinho, mas possível de ser captado pelo microfone. Caso isso não aconteça, aplica-se um segundo teste, quinze dias ou um mês depois, tempo suficiente para eliminar toda a sobra de líquido que possa ter ficado retido no ouvido da criança após o parto. Se essas células continuarem imóveis, a criança será encaminhada para diagnóstico médico.

Drauzio – Deficiências de audição são muito frequentes em crianças?

Doris Lewis – Os dados de que dispomos hoje indicam que de uma a seis crianças em cada mil nascimentos têm deficiência de audição. Se calcularmos uma média de três crianças em cada mil, só na cidade de São Paulo nascem 1.800 crianças por ano com algum tipo de deficiência congênita.

Drauzio – Não necessariamente uma deficiência absoluta.

Doris Lewis – Não. A deficiência auditiva pode ter diferentes graus. Vai desde leve até profunda e poucas vezes chega à narcosia, caracterizada pela ausência total do som. Criança com perda leve escuta vozes e vários sons do ambiente, o que torna o problema difícil de ser percebido pela mãe. Perda profunda é mais fácil de ser observada, pois a criança não reage diante de ruídos, como o bater de uma porta ou o latido de um cachorro, que assustariam as crianças que escutam bem.

Drauzio – Quando o teste feito na maternidade não revela problemas de audição, os pais podem ficar sossegados ou devem prestar atenção no desenvolvimento desse sentido na criança?

Doris Lewis – Devem prestar atenção, porque as perdas auditivas podem ser progressivas. Embora não tenham aparecido na maternidade, podem instalar-se aos seis, sete meses de vida da criança. Além disso, existem as perdas adquiridas. As otites, por exemplo, aparecem mais quando a criança deixa de ser amamentada no seio materno ou quando começa a frequentar a escola, e são responsáveis por perda de audição que só será percebida e diagnosticada mais tarde.

Drauzio – Existe alguma outra doença que possa estar associada à perda adquirida da audição?

Dorris Lewis – A meningite é uma das principais causas de perda de audição adquirida, tanto na infância quanto nas outras faixas etárias. Por isso, qualquer pessoa que tenha tido meningite precisa passar por uma avaliação auditiva.

DEFICIÊNCIA NOS JOVENS E NOS ADULTOS

Drauzio – Na faixa que vai da adolescência à idade adulta, a prevalência dos problemas de audição é menor?

Doris Lewis – É menor, exceção feita às pessoas continuamente expostas a ruídos ou a certos produtos químicos no trabalho. Essas devem passar por testes de audição pelo menos uma vez por ano. Existe legislação que lhes garante esse direito, assim como existem programas que visam a evitar tais perdas.

Drauzio – Fico impressionado com o volume do som que os jovens escutam dentro dos automóveis. Muitas vezes me pergunto como conseguem aguentar um som tão alto, fechados dentro dos carros, se é difícil suportá-lo a vinte metros de distância. Esses adolescentes correm risco de desenvolver surdez? 

Doris Lewis – Se a exposição for muito frequente, sim. Com o passar do tempo, o som produzido pelo diskman, pelo walkman ou pelos aparelhos instalados nos carros pode gerar um problema auditivo. Há músicos que apresentam esse tipo de problema em virtude do excesso de ruídos ao qual estão expostos.

Drauzio – O pior é que essa perda se instala gradativamente e a pessoa nem percebe.

Doris Lewis – Exatamente. A perda gradativa da audição pode ocorrer sem que a pessoa se dê conta do que está acontecendo. Não é evidente como um ferimento ou uma catarata no olho. É invisível. Por isso, depois de algumas horas numa discoteca expostos a um som muito alto, é comum os frequentadores saírem com a sensação de ouvido tapado ou com um zumbido no ouvido. Isso é sintoma de uma lesão nas células auditivas que, aos poucos, pode levar à surdez.

Drauzio – Uma vez assisti a um ensaio num barracão de uma escola de samba onde o som era tão alto que voltei para casa levemente atordoado, sensação que perdurou por mais um dia. Uma única exposição a um som intenso pode causar um problema de audição irreversível? 

Doris Lewis – Pode. Os fogos de artifício são uma das principais causas de surdez súbita e repentina. Trata-se de uma perda irreversível que ocorre não só nas festas juninas, mas em outros eventos, porque o impacto do som muito forte destrói as células sensitivas.

DECLÍNIO DA AUDIÇÃO NOS IDOSOS

Drauzio – O declínio da audição acontece sempre com a idade?
Doris Lewis –
 A perda pode ser precoce e começar aos 40 anos, mas o mais comum é cerca de 60% das pessoas apresentarem algum problema auditivo a partir dos 60 anos. Isso acarreta o afastamento social do idoso – sentado à mesa com a família, não consegue participar da conversa; vai à igreja e não escuta o que o padre está falando -, porque ninguém tem muita paciência ao lidar com gente que não ouve bem. Em 35% dos casos, porém, essa situação desagradável poderia ser evitada com o uso de aparelhos para surdez.

Drauzio – O que pode fazer uma pessoa com 60 anos para retardar o declínio da audição?

Doris Lewis – Não deve expor-se a ruídos, nem a sons agudos, nem automedicar-se. De resto, só a vida vai dizer qual é o ritmo da perda da audição de cada um, uma vez que ela faz parte do envelhecimento.

Drauzio – Existem pessoas mais predispostas a apresentar declínio da audição quando ficam mais velhas?

Doris Lewis – Pessoas de olhos azuis têm mais tendência a apresentar perdas auditivas. É uma predisposição genética que leva ao chamado “ouvido de cristal”, um ouvido mais frágil e mais susceptível ao declínio da audição.
Além dessas, pessoas expostas a muito ruído no trabalho também correm maior risco de perda da audição.

Drauzio  Adolescentes que escutam música num volume muito alto também se enquadram nesse grupo?

Doris Lewis – Provavelmente são candidatos a perder a audição mais cedo, porque a perda das células ocorre precocemente.

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