Posts Tagged 'Depressão'



Beneficios do Sol 2013

Campanha-BENEFICIOS-DO-SOL-2013

O que Esconde o Suicídio?

Em São Paulo, em novembro de 2009, uma lamentável ocorrência invadiu os espaços da mídia brasileira: um rapaz de 30 anos, desesperado, arremessou o filho de 2 anos do 18º andar do edifício onde residia sua ex-mulher e em seguida se jogou. Segundo relatos de familiares e amigos a razão teria sido a separação da esposa ocorrida há poucos meses.

Não vai muito longe, com a diferença de poucas horas entre um fato e outro, 3 rapazes em países diferentes foram protagonistas de fatos semelhantes e estarrecedores: um jovem de 28 anos, desempregado, no Alabama, EUA, tentou a carreira policial sendo reprovado no exame. Montou uma lista de pessoas e deu início à chacina: armado de dois rifles e uma arma semiautomática disparou cerca de 200 tiros, matando a mãe, a avó, um tio, um sobrinho e um primo. Perseguido, suicidou-se.

Numa cidadezinha alemã, próxima de Stuttgart, um jovem de 17 anos considerado um adolescente normal e inofensivo, numa manhã, vestiu-se de preto, pegou uma pistola e foi até o ginásio onde estudava e deflagrou a arma 100 vezes. Matou 15 pessoas. Descobriu-se que gostava de uma garota que não correspondia ao seu amor. Perseguido pela polícia, ferido na perna, matou-se com um tiro.

E em Goiânia (GO), um cidadão de 31 anos, desempregado, certo dia convidou a mulher e a filha de 5 anos para experimentarem um vôo panorâmico. No caminho para o aeroclube atacou a companheira jogando-a na estrada com o carro em movimento. No aeroclube alugou um monomotor, conseguiu levantar vôo e ficou duas horas fazendo malabarismos perigosos até espatifar-se no estacionamento do principal shopping da cidade, morrendo com a filha.

Como explicar estas explosões de extrema violência contra si mesmos e contra os outros? Amores não correspondidos, desemprego, reprovação em concurso foram os desencadeadores destes terríveis dramas humanos, assim, anunciou a imprensa.

Entretanto, sabe-se que um ato suicida não se manifesta, salvo exceções, repentinamente e provocado por um único motivo. Por trás de cada gesto de quem pratica a autodestruição acumula-se uma grande quantidade de fatores que vai construindo, ao longo do tempo, a história de vida de quem acaba por optar por este doloroso caminho.

O nosso “Manual do Voluntário”, no tema II, mostra-nos com clareza que existem os fatores causais e os desencadeantes do ato suicida. Os fatores causais são também chamados de causas primárias do suicídio e as razões desencadeantes são as denominadas causas secundárias.

Perder um amor, o emprego, um familiar, ser reprovado num concurso podem ser os fatores desencadeantes do suicídio, mas as causas primárias, aquelas que se acumulam e crescem dentro de alguém são os verdadeiros responsáveis pelos motivos de saída de cena de alguém do espetáculo da vida.

Daí ser de extrema importância a atenção do voluntário para estar em permanente vigilância aos fatos que estão por trás do motivo que revela um indivíduo para não mais querer viver. Dentro dele há uma sofrida, antiga e complexa trama de problemas que, a qualquer momento, poderá impulsioná-lo para o desequilíbrio emocional ante uma dor imediata, recente, e levá-lo a deflagrar a “bala” que provocará a sua autodestruição.

Bartyra / Recife (PE)

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://www.cvv.org.br/

Os Fatores que podem levar Alguém ao Suicídio

O suicídio era, tradicionalmente, um tema de tabu nas sociedades ocidentais, o que o levou a ser omitido em várias situações, só piorando o problema. Mesmo após as suas mortes, as vítimas de suicídio não eram enterradas próximo das outras nos cemitérios.

Hoje é sabido que se pode dar grandes passos para a redução das taxas de suicídio, começando por aceitar as pessoas tais como são, acabando com os tabus sociais, falando sobre as ideias de suicídio que as acometem. Só o fato de falarem sobre o que sentem ajuda-as a atenuar o seu nível de angústia e sentimento de isolamento. Conscientes disso, estimular o desabafo é sempre a postura dos voluntários cevevianos.

Normalmente se consegue lidar razoavelmente bem com problemas de stress e isolamento ou acontecimentos e experiências traumáticas, mas quando há um acúmulo de tais situações essa capacidade é levada a um limite extremo de tolerância. A tensão ou trauma gerado por um dado acontecimento varia de pessoa para pessoa, dependendo da sua experiência e de como percebe esse fato em particular. Algumas pessoas são mais ou menos vulneráveis a acontecimentos particulares de trauma, e outras podem considerar determinadas situações dolorosas como uma vivência positiva para o crescimento.

Há diversos fatores que podem levar uma pessoa ao suicídio. São de ordem psicopatológica, pessoal, psicológica e social.

Psicopatológicas
1. Depressão endógena, esquizofrenia, alcoolismo, dependência de drogas e distúrbios de personalidade.
2. Modelos suicidas: familiares, pares sociais, histórias de ficção e/ou notícias veiculadas pela mídia.
3. Comportamentos suicidas prévios.
4. Ameaça ou ideação suicida com plano elaborado.
5. Distúrbios alimentares (bulimia).

Pessoais
1. Ter entre 15 e 24 anos ou mais de 45.
2. Morte do cônjuge ou de amigos íntimos.
3. Presença de doenças de prognóstico reservado (HIV, câncer, etc.).
4. Hospitalizações frequentes, psiquiátricas ou não.
5. Família desagregada: por separação, divórcio ou viuvez.

Psicológicas
1. Ausência de projetos de vida.
2. Desesperança contínua e acentuada.
3. Culpabilidade elevada por atos praticados em experiências passadas.
4. Perdas precoces de figuras significativas (pais, irmãos, cônjuge, filhos).
5. Ausência de crenças religiosas.

Sociais
1. Habitar em meio urbano.
2. Desemprego.
3. Migração.
4. Acesso fácil a agentes letais, tais como armas de fogo ou pesticidas.
5. Estar preso.

É evidente que alguns assuntos poderão nunca ser completamente resolvidos com o apoio, mas um voluntário poderá ajudar através da Abordagem Centrada na Pessoa, contribuindo para que a pessoa de ideação suicida descubra que viver ainda é a melhor saída.

Guido / São José dos Pinhais (PR)

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.cvv.org.br/

Suicídio: Porque Fracassamos Tanto?

No início da década de 1970, morriam pouco mais de 2000 suecos, tanto por suicídio, quanto por acidentes automobilísticos. Naquele mesmo período (não por mera coincidência ou intenção específica de comparação, mas pelo mesmo despertar de consciência social) foram desenvolvidas duas séries de estratégias para enfrentar os dois problemas. Na década seguinte, as mortes por acidentes tinham caído a menos da metade e as devidas a auto-extermínio continuavam nos mesmos patamares (Lars Jocobsson, 1986). Estavam os suecos diante de um sucesso e de um fracasso retumbantes.

Inútil dizer, como fazem muitos nesses casos, que, na ausência das intervenções, os números para o suicídio teriam sido ainda maiores. Eis um argumento que denuncia uma pequena honestidade intelectual e mais serve para “autotranquilização” do que para fazer avançar o entendimento!

Esse foi apenas o dado mais eloquente¹ que encontramos, diante do desafio de prevenir o suicídio, mas as sérias dúvidas quanto à efetividade de todos os esforços e investimentos, dispendidos para esse fim, atingem todos os que com ele trabalham. Medidas pontuais, como, por exemplo, modificações na composição de defensivos agrícolas ou no fornecimento de gas, dão algum resultado imediato, mas logo perdem qualquer efetividade na diminuição marcante das taxas nas diversas sociedades. O que podemos concluir, a partir dessa constatação?

Até hoje, apenas roçamos o problema dos dramas sociais e pessoais que levam as pessoas a dar fim às suas própias vidas.

O entendimento das razões para tanto fracasso pode brotar das observações (mais que centenárias) do primeiro pesquisador sério do assunto, E. Durckheim: há, em cada sociedade, uma “corrente suicidogênica” que faz com que o suicídio seja o fenômeno demográfico mais previsível dentre todos. O suicídio não é um problema originalmente médico e nem mesmo decorrente de simples dramas individuais. Antes do início de um ano qualquer, podemos dizer, com uma margem mínima de erro, quantos suecos, japoneses, húngaros ou alemães darão fim às suas próprias vidas nos doze meses seguintes. Ou seja: o suicídio é um problema eminentemente sociológico. Dessa constatação muito genérica, até o desenvolvimento de estratégias efetivas para atacar o problema, entretanto, quanta distância!

Do ponto de vista médico, os fracassos são até relativamente fáceis de explicar. Nossa intervenção mais específica somente se inicia depois do surgimento da ideação suicida mais permanente ou, pior ainda, depois de alguma tentativa. Desse ponto em diante, e da cristalização de certos perfis de personalidade, nossa possibilidade de modificar alguma coisa diminui sensivelmente (há que assinalar que, diante de qualquer caso específico, sempre investimos em uma expectativa de enorme esperança).

Outro engano grosseiro, que muitos cometem, é a hipervalorização das doenças mentais como causa específica para o suicídio. A simples observação de que cerca de 90% dos suicidas sofriam de alguma doença psiquiátrica, parece ser suficiente aos mais apressados (e menos cuidadosos) para o estabelecimento daquela relação. A constatação, porém, da enorme diferença nas taxas de suicídio encontradas entre os diversos países e culturas (até mais de dez vezes), enquanto a prevalência das doenças mentais é muito semelhante entre os vários países e culturas, deveria ser suficiente para um maior cuidado no estabelecimento de relações causais.

Só para efeito de raciocínio, se subdividíssemos os períodos de vida das pessoas adultas (deixemos de lado os suicídios entre adolescentes), até a chegada à ideação suicida, em cinco estágios (com suas vicissitudes): 1-primeira infância; 2-início da vida escolar; 3-surgimento da puberdade; 4-exigências da adultidade e; 5-seus fracassos repetidos, nossa intervenção iniciar-se-ia somente na última. Sejamos, então, mais humildes em relação aos nossos instrumentos e, ao lado de nossas ações mais propriamente terapêuticas, tentemos intervir junto à sociedade para que reflita quanto à maneira desumana com que muitos são tratados, especialmente do ponto de vista da intolerância e do estímulo à competição predatória entre as pessoas. Aquela mesma sociedade que divide as pessoas em “vencedoras e derrotadas” e transmite, às atiradas a essa última “classificação”, que devem se envergonhar e que talvez nem mereçam viver.

¹Por alguma razão, esse dado e trabalho, que recebemos em mãos do próprio autor, não é muito referido na literatura, talvez porque seja um tanto incômodo. Até a ciência é contaminada por interesses menos nobres.

Márcio Amaral, vice-diretor IPUB-UFRJ, Prof. Adjunto UFRJ e UFF.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.ipub.ufrj.br

Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio

Dia do Veterinário

Dados importantes sobre os malefícios do tabagismo

Constatações de 50.000 Estudos

A seguir temos uma pequena amostra do que preocupa os pesquisadores com relação ao fumo e à saúde:

• Câncer de Pulmão:

87% das mortes por câncer de pulmão ocorrem entre os fumantes.

• Doenças Cardíacas:

Os fumantes correm um risco de 70% maior de apresentar doenças cardíacas

• Câncer de Mama:

As mulheres que fumam 40 ou mais cigarros por dia têm uma probabilidade 74% maior de morrer de câncer de mama.

• Deficiências Auditivas:

Os bebês de mulheres fumantes têm maiores dificuldades em processar sons.

• Complicações da Diabetes:

Os diabéticos que fumam ou que mascam tabaco correm maior risco de ter graves complicações renais e apresentam retinopatia (distúrbios da retina) de evoluções mais rápidas.

• Câncer de Cólon:

Dois estudos com mais de 150.000 pessoas mostram uma relação clara entre o fumo e o câncer de cólon.

• Asma:

A fumaça pode piorar a asma em crianças

• Predisposição ao Fumo:

As filhas de mulheres que fumavam durante a gravidez têm quatro vezes mais probabilidade de fumar também.

• Leucemia:

suspeita-se que o fumo cause leucemia mielóide.

• Contusões em Atividades Físicas:

Segundo um estudo do Exército dos Estados Unidos, os fumantes têm mais probabilidades de sofrer contusões em atividades físicas.

• Memória:

Doses altas de nicotina podem reduzir a destreza mental em tarefas complexas.

• Depressão:

Psiquiatras estão investigando evidências de que há uma relação entre o fumo e a depressão profunda, além da esquizofrenia.

Fonte: AreaSEG:  Site de Segurança no Trabalho


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