Archive for the 'Qualidade de Vida' Category
Calendário Viva Melhor 2014: 4º Trimestre
Published setembro 29, 2014 Campanhas , Qualidade de Vida Leave a CommentTags:4º Trimestre, ABQV, calendário, datas comemorativas, dezembro, FGV, Fundação Getúlio Vargas, Ministério da Saúde, novembro, outubro, Qualidade de Vida, Saúde, Viva Melhor Online
Dia Mundial do Coração será celebrado
Published setembro 26, 2014 Longevidade , Qualidade de Vida Leave a CommentTags:alimentação, atividade física, AVC, bem-estar, Cardio, Cardiologista, colesterol, Coração, cuidados, dia mundial do coração, doenças, doenças cardiovasculares, exercícios, Hospital Federal de Bonsucesso, Infarto, Lazer, Ministério da Saúde, Mortes, Saúde, SUS, Triglicerídios
O Dia Mundial do Coração será celebrado, na segunda-feira (29), com o intuito de conscientizar a população a respeito dos problemas cardiovasculares que podem acontecer em qualquer idade. A data incentiva a modificação do estilo de vida, adotando hábitos mais saudáveis de alimentação, exercícios e lazer.
Segundo o cardiologista e Chefe do Serviço de Emergência do Hospital Federal de Bonsucesso, Leandro Duarte, a data serve para reforçar a importância e a necessidade de cuidar da saúde. “É necessário cuidar da saúde cardiovascular desde a infância, aprendendo a evitar o sedentarismo, obesidade, tabagismo e outros fatores que levam a problemas no coração”, afirma.
As doenças cardiovasculares são a maior causa de mortalidade no Brasil. De acordo com o cardiologista, o AVC isquêmico está liderando a lista de principais causas de morte. Segundo ele, “todas essas situações são favorecidas devido ao estilo de vida da pessoa, que incluem o sedentarismo, consumo de alimentos hipercalóricos, ritmo de vida acelerado e estressado, tabagismo e obesidade”.
O cabelereiro José Maria Nicácio, 55 anos, descobriu ter problemas cardiovasculares após excessos de um final de semana com direito a churrascos, feijoada e sobremesas. Nicácio sentiu-se mal, comunicou a esposa e foram para um hospital. Ele descobriu que estava com a pressão alta. Isso aconteceu há 2 anos e hoje em dia ele toma medicamentos para hipertensão e cuida bastante de sua alimentação, tanto é que já emagreceu 12kg. O cabelereiro faz acompanhamento com médicos e nutricionista de seis em seis meses.
Nicácio era apaixonado por refrigerantes e também não resistia a uma gordurinha. Cortou tudo isso. Atualmente ele, que parou de jogar bola aos 45 anos, investe em saladas, pães integrais, carnes grelhadas, pouco sal e poucos molhos e também faz caminhada para baixar os níveis de colesterol. Ele tem quatro filhos e três netos e, segundo ele, quer viver muito mais para acompanhar o crescimento da família, é preciso se cuidar.
Segundo os médicos, o fato de Nicácio nunca ter fumado e nunca ter gostado de tomar bebidas alcoólicas facilitaram para que ele se prevenisse de mais problemas cardíacos. “Eu não sinto mais picos de pressão, tomo meus medicamentos no horário correto e cortei muitas coisas da minha dieta alimentar. Não me fazem falta, é para meu bem. É tudo questão de costume e de querer cuidar da saúde”, afirma o cabelereiro.
Praticar exercícios físicos regularmente, manter o hábito de uma alimentação saudável, com horários para se alimentar e seleção de alimentos naturais são caminhos para prevenir uma doença cardiovascular, de acordo com o cardiologista Leandro.
Segundo o médico, atualmente os brasileiros têm se preocupado mais com as doenças do coração, mas, ainda assim, essa preocupação não é refletida na mudança de hábitos necessários. “Ainda há muito que mudar nos hábitos do nosso país. Consumir frituras, gorduras, doces em excesso faz com que o LDL colesterol aumente, formando gorduras nas artérias e levando ao entupimento”, explica o médico, que afirma que consumir esses alimentos esporadicamente não tem problema. O que não pode acontecer é o consumo sem moderação.
Dá para viver e cuidar da doença – Assim como o Dia Mundial do Coração, a criação de datas específicas para combater ou lembrar algumas doenças são importantes para que as pessoas reflitam sobre seus hábitos de vida, prevenção de doenças e melhorias na saúde. Segundo a nutricionista da Coordenação de Atenção a Saúde do Servidor do Ministério da Saúde, Nadia Amore, é interessante que as pessoas acompanhem periodicamente seus níveis de colesterol, através de exames, já que o aumento muitas vezes não é acompanhado de sintomas e está associado a problemas cardiovasculares.
De acordo com a nutricionista, problemas de colesterol são mais comuns na fase adulta e em pessoas que tenham fatores de risco associados. Isso não quer dizer que esses problemas estão descartados na infância. Podem sim aparecer em crianças porque, de acordo com ela, “podem ocorrer problemas de colesterol devido à herança genética e aumento de consumo de alimentos ricos em açúcares refinados e gorduras trans”.
A vendedora Marina Lima, 28 anos, descobriu uma doença genética aos 7 anos de idade. Ela sofre com prolapso na válvula mitral (o sopro no coração). Como ela descobriu a doença logo cedo, já fez tratamento medicamentoso, mas hoje em dia apenas faz o acompanhamento anual com cardiologistas. Grandes emoções e momentos de nervoso fazem Marina sentir-se mal e, por isso, ela costuma evita-los.
Marina já conversou com seu cardiologista e também com a pediatra da filha, Marisa, 4 anos, para realizar exames preventivos e descobrir se ela tem o mesmo problema da mãe, mas ainda não foram necessários. Para evitar maiores problemas, a vendedora cuida da sua saúde. “Não fumo, faço acompanhamento médico e tento manter uma alimentação saudável, investindo muito em saladas de verduras e legumes”, afirma.
Segundo o cardiologista Leandro, pessoas de qualquer idade que nunca tiveram problemas de coração devem tomar as devidas precauções e consultar-se com o médico uma vez ao ano, realizar exames de rotina e sempre manter hábitos saudáveis. “É importante que, sobretudo os homens que muitas vezes negligenciam a saúde, façam exames de rotina e se consultem periodicamente. Isso porque a população masculina está sob maior influencia de vários fatores de risco de doenças cardiovasculares, mas raramente vão ao médico”, explica.
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CORAÇÃO: Caminhar é Tudo de Bom
Published setembro 25, 2014 Campanhas , Qualidade de Vida Leave a CommentTags:alimentação, atividade física, AVC, bem-estar, caminhada, Caminhar, Campanha, Cardio, Cardiologista, colesterol, Coração, cuidados, Cuidados Prévios, dia mundial do coração, doenças, doenças cardiovasculares, exercícios, Hospital Federal de Bonsucesso, Infarto, Lazer, Ministério da Saúde, Mortes, Saúde, SUS, Triglicerídios, vivamelhor, vivamelhoronline
Dicas para quem quer começar a fazer Caminhadas
Published setembro 25, 2014 Longevidade , Qualidade de Vida 1 CommentTags:alimentação, atividade física, AVC, bem-estar, caminhada, Caminhar, Cardio, Cardiologista, colesterol, Coração, cuidados, Cuidados Prévios, dia mundial do coração, doenças, doenças cardiovasculares, exercícios, Hospital Federal de Bonsucesso, Infarto, Lazer, Ministério da Saúde, Mortes, Saúde, SUS, Triglicerídios
Para quem que não gosta de ir à academia, optar pela caminhada pode ser uma boa opção para abandonar o sedentarismo.
De acordo com o médico de família Gustavo Kerr, da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), caminhar é uma atividade física de baixo impacto e uma arma poderosa para combate e prevenção de diversas doenças, inclusive cardíacas. “Ela libera endorfinas que geram sensação de bem estar, além de auxiliar no controle dos níveis de pressão arterial. O condicionamento físico que ganhamos com esse exercício ajuda na execução de diversas funções diárias e aumenta a disposição no dia a dia. A prática também propicia o fortalecimento muscular, o que ajuda na prevenção de quedas”,.
Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), andar diariamente por dois quilômetros a 4km/h, um ritmo leve que faz a atividade durar em torno de 30 minutos, é suficiente para diminuir consideravelmente o risco de infarto, derrame ou desenvolver diabetes e hipertensão.
Cuidados prévios
Entretanto, o personal trainer Marcos Antônio de Arruda adverte que a pessoa sedentária deve realizar uma avaliação médica para saber se está apta a fazer exercícios e de que forma deverá começar. “Uma simples caminhada para quem nunca sai do sofá pode trazer complicações, pois a atividade aumenta a frequência cardíaca e pode até causar infarto”.
Kerr divide a orientação. “Para quem não está acostumado a fazer nenhuma atividade, é bom ir aos poucos. O sinal de que o corpo está sendo exigido além do limite pode ser uma dor no peito, falta de ar ou perda da sensibilidade nas extremidades. Mas se o indivíduo já fez algum exercício ou esforço semelhante, dificilmente irá apresentar alguma restrição. Na dúvida, o ideal é procurar um profissional de saúde antes de começar”.
Para os iniciantes, vale iniciar a atividade com cinco minutos de caminhada leve, seguidos de dez minutos de passos mais acelerados e outros cinco minutos finais de caminhada suave novamente. Esses 20 minutos iniciais de treinamento devem ser aos poucos ampliados, conforme o indivíduo se sentir confortável e não ficar sem fôlego.
Antes de começar o exercício, é importante fazer um aquecimento, além de alongar braços e pernas. “Vale lembrar que é preciso utilizar um tênis confortável e apto para a prática, pois aqueles que usam calçados inapropriados podem desenvolver problemas principalmente no tornozelo e nos joelhos”, afirma o personal.
Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://coracaoalerta.com.br/
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Executivos estão no limite do estresse
Published setembro 24, 2014 Notícias , Qualidade de Vida Leave a CommentTags:Aliado, ansiosidade, atividades, controle, cuidados, doenças, Estresse, globo, Globo Esporte, irritação, matéria, nervosismo, pressão, Problemas, Psicologico, Qualidade, Qualidade de Vida, refeições, rotina, Saúde, simples, stress, sucesso, Tempo, trabalho, vida pessoal, vida social, Vilão
Se a sua meta de carreira é a cadeira de direção de uma grande empresa é melhor você encontrar uma válvula de escape para o estresse.
Pesquisa realizada pela consultoria Talenses mostra que 39% de 115 diretores estão, assumidamente, estressados. Mas este percentual pode ser maior, porque muitas vezes o executivo não se dá conta de que está se sacrificando pelo trabalho.
“A questão é a sensação que o executivo tem em relação ao estresse. Por estar tão envolvido com o trabalho, muitas vezes não se dá conta de que isso acontece com ele”, diz Rodrigo Vianna, diretor executivo da Talenses.
No ano passado, a filial do Brasil da International Stress Management Association (ISMA) estimou que 70% da população economicamente ativa do país já tenham apresentado sintomas (físicos e emocionais) de estresse, tendo no trabalho o seu grande gatilho.
E a pesquisa com os diretores confirma o trabalho como o vilão da história. É que todos os motivos citados como causas do estresse estão relacionados ao expediente. Veja quais são:
1. Pressão na tomada de decisão
“O executivo brasileiro está sob pressão. O mercado hoje está sob pressão”, diz Vianna. Segundo ele, este é o principal fator estressante na rotina dos executivos do topo da hierarquia na empresa.
Dentre os entrevistados, 78% alegaram que se sentem expostos a situações de pressão na tomada de decisão. “À medida que um profissional cresce a sua tomada de decisão não diz mais respeito só ao negócio. Envolve uma série de outros fatores, como a equipe e cenário econômico”, explica.
2. Horas extras no escritório
As longas jornadas no escritório também apareceram na pesquisa. Passar do horário frequentemente ou sempre foi fator pontuado por 62% dos executivos.
“Tem uma questão que é o estilo do brasileiro de trabalhar, sempre em contato com as pessoas, conversando, tem a pausa para o café. Isso tudo faz com que no fim do dia ele fique no escritório uma carga horária maior”, diz Vianna.
3. Realizar tarefas fora do escopo
Com estruturas mais enxutas, o acúmulo de funções virou rotina nas empresas. “Não tem como fugir, a ordem é fazer mais com menos”, diz o diretor da Talenses.Na pesquisa, 58% citaram este fator, quando frequentem como gatilho do estresse.
4. Deixar a família para resolver problemas do trabalho
Segundo o estudo, 30% alegaram que se acionado e ter deixar a família para solucionar questões e problemas do trabalho influencia nesse estado. “Essa é uma questão que está ligada à maneira como o executivo faz a gestão do tempo”, diz Vianna.
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Estresse: vilão ou aliado?
Published setembro 23, 2014 Notícias , Qualidade de Vida Leave a CommentTags:Administradores, Aliado, ansiosidade, atividades, controle, cuidados, doenças, Estresse, globo, Globo Esporte, irritação, matéria, nervosismo, pressão, Problemas, Psicologico, Qualidade, Qualidade de Vida, refeições, rotina, Saúde, simples, stress, sucesso, Tempo, trabalho, vida pessoal, vida social, Vilão
O brasileiro é o povo mais estressado do mundo. Esse foi o resultado de uma pesquisa realizada pela empresa de recrutamento Robert Half, que diz que 40% dos trabalhadores sofrem com esse mal em seu ambiente de trabalho – bem acima da média mundial de 11%.
Trabalhar com prazos curtos, ter que tomar decisões rápidas e assertivas, atuar em longas jornadas, participar de reuniões exaustivas e ter a habilidade de gerir pessoas, cada uma com sua personalidade. Essa é a rotina de um líder na maioria das organizações, e são eles os maiores responsáveis pelo resultado da pesquisa.
Antes de qualquer coisa, que tal desconstruirmos a imagem tão negativa que temos do “estresse”? No mundo moderno, dizer que está estressado tornou-se uma situação normal. Se temos, por exemplo, um dia corrido, cheio de afazeres, já concluímos que passamos por um dia estressante. O mesmo termo é dado às pessoas grosseiras e sem educação.
O estresse, segundo Dráuzio Varela, é “um mecanismo fisiológico do organismo sem o qual nós, nem os outros animais, teríamos sobrevivido. Se nosso antepassado das cavernas não reagisse imediatamente ao se deparar com uma fera faminta, não teria deixado descendentes. Nós existimos porque nossos ancestrais se estressavam, isto é, liberavam uma série de mediadores químicos (o mais popular é a adrenalina), que provocavam reações fisiológicas para que, diante do perigo, enfrentassem a fera ou fugissem”.
Sim, o estresse nos fez chegar até aqui, e também é responsável por tantos problemas de saúde e relacionamentos. O acúmulo de obstáculos, o dia a dia repetitivo, e todos aqueles fatores citados anteriormente somados a tantas outras adversidades, são situações estressoras que desequilibram a quantidade de mediadores químicos. E é então que vem o desgaste, alterações do humor, tensão muscular, ansiedade e outros sintomas.
Para um líder é de suma importância entender e identificar os fatores estressantes em sua organização. Dependendo do caso, há necessidade de um profissional especializado para analisar em qual ambiente este profissional está inserido e assim trabalharem juntos, utilizando os elementos negativos como trampolim para o sucesso.
Quando entendemos quais fatores nos estressam é mais fácil lidar com eles. Não é possível controlar os fatores estressantes, mas mudar a maneira que reagimos diante deles, sim. Um líder desequilibrado influencia negativamente toda sua equipe. Ele pode contribuir significantemente para a famosa rádio peão, para faltas, conflitos de ideias, baixa produção, comunicação falha e clima de incerteza.
Portanto, o profissional deve ser consciente e orientado, pautado nos objetivos da organização, de sua equipe e principalmente seus próprios. O líder deve ser firme em seus propósitos, consciente de que gestão de pessoas não é apenas comandar um monte de subordinados e sim gerir seres únicos, diferentes em sua concepção.
Vivemos em um mundo onde os estímulos “estressantes” estão em tudo. Se não soubermos como enfrentar nosso dia a dia com mais leveza, ficaremos doentes e contribuiremos com a doença do outro.
Comece mudando as atitudes mais básicas. Durma direito, desligue-se por um momento dos problemas, alimente-se melhor, faça atividades físicas, crie e curta momentos de prazer. Arrume tempo para si e principalmente busque mudanças refletindo sobre a melhor maneira de enfrentar as adversidades. Resolva seus problemas, pare de empurrar com a barriga.
Por favor, não deixe de ser estressado, mas use toda a sua energia, para construir e contribuir. E que tal amanhã, quando estiver preso no trânsito, em vez de se estressar, aproveitar o momento e ouvir aquele CD de que tanto gosta? Se o estresse será um vilão ou aliado, quem decide é você!
Marcelo Cardoso é especialista em coaching, PNL (Programação Neuro Linguística) e fundador da Arco 7.
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Estresse prejudica a saúde, a pele, engorda e acelera o envelhecimento
Published setembro 22, 2014 Longevidade , Notícias , Qualidade de Vida Leave a CommentTags:ansiosidade, atividades, controle, cuidados, doenças, Estresse, globo, Globo Esporte, irritação, matéria, nervosismo, pressão, Problemas, Psicologico, Qualidade, Qualidade de Vida, refeições, rotina, Saúde, simples, stress, sucesso, Tempo, trabalho, vida pessoal, vida social
A conta é simples, mas o resultado raramente fecha. A rotina da maioria das mulheres incluem oito horas de sono, somadas a oito horas de trabalho, no mínimo uma hora no trânsito, mais em média duas horas para as refeições e uma hora para os cuidados pessoais básicos. Do total de 20 horas completamente preenchidas, quatro é o que resta para ser dividido entre cuidados com a casa, crianças, estudos, vida pessoal, social e atividades físicas. O problema é que nunca sobra tempo e, essa correria diária, somada à pressão interna para que tudo seja realizado em tempo e com sucesso gera um grande estresse.
– As múltiplas tarefas assumidas somadas a um alto grau de exigências consigo mesmas tem levado muitas mulheres ao estresse. E com toda essa pressão interna, é comum que elas se sintam irritadas, ansiosas e até mesmo tristes – diz Aretusa dos Passos Baechtold, psicóloga do Instituto Psicológico de Controle do Stress Dra. Marilda Lipp (IPCS).
A especialista explica ainda que o estresse prolongado pode levar a mulher a desenvolver distúrbios mais graves como anorexia, bulimia, ansiedade e depressão.
Mas as influências psicológicas do estresse não aparecem sozinhas. O físico também é bombardeado com a liberação de substâncias como adrenalina, cortisol e prostaglandinas que comprometem a imunidade e as funções corporais.
– É perfeitamente normal algum nível de estresse, o problema está no excesso. Quando ficamos “bombardeando” o corpo com um mecanismo de adaptação o tempo todo, e por muito tempo, geramos condições não saudáveis que podem acarretar diversas doenças graves como derrames, infartos, câncer e demências – exemplifica o Dr. Fábio Cardoso, médico especialista em anestesiologia, longevidade e antienvelhecimento.
O que começa no psicológico e passa pela parte física interna, logo se torna aparente do lado externo também. Aumento da oleosidade da pele, surgimento de acne,queda de cabelo e ocorrência de alterações nas unhas são os principais sinais de estresse emitidos pelo corpo.
– Situações de tensão extrema desencadeiam alterações do fluxo sanguíneo e a redução da nutrição da pele. Esse processo leva ao aumento da velocidade de deterioração das células – explica Dr. Fábio Cardoso.
O peso é outro fator que pode sofrer alterações decorrentes do estresse. Segundo o Dr. Fábio, por reduzir a capacidade do corpo de “queimar” calorias é comum que o estresse engorde.
– Outro dado importante é que níveis elevados de cortisol, o hormônio relacionado ao estresse, aumentam a retenção hídrica no corpo. Além do “inchaço”, esta retenção aumenta os espaços entre as células, dificultando as trocas e a passagens de informações entre elas, gerando um desequilíbrio no processo de manutenção da saúde do corpo. E, é óbvio que a beleza sofre junto – diz Dr. Fábio Cardoso.
A conta é simples, mas o resultado raramente fecha. A rotina da maioria das mulheres incluem oito horas de sono, somadas a oito horas de trabalho, no mínimo uma hora no trânsito, mais em média duas horas para as refeições e uma hora para os cuidados pessoais básicos. Do total de 20 horas completamente preenchidas, quatro é o que resta para ser dividido entre cuidados com a casa, crianças, estudos, vida pessoal, social e atividades físicas. O problema é que nunca sobra tempo e, essa correria diária, somada à pressão interna para que tudo seja realizado em tempo e com sucesso gera um grande estresse.
– As múltiplas tarefas assumidas somadas a um alto grau de exigências consigo mesmas tem levado muitas mulheres ao estresse. E com toda essa pressão interna, é comum que elas se sintam irritadas, ansiosas e até mesmo tristes – diz Aretusa dos Passos Baechtold,psicóloga do Instituto Psicológico de Controle do Stress Dra. Marilda Lipp (IPCS).
A especialista explica ainda que o estresse prolongado pode levar a mulher a desenvolver distúrbios mais graves como anorexia, bulimia, ansiedade e depressão.
Mas as influências psicológicas do estresse não aparecem sozinhas. O físico também é bombardeado com a liberação de substâncias como adrenalina, cortisol e prostaglandinasque comprometem a imunidade e as funções corporais.
– É perfeitamente normal algum nível de estresse, o problema está no excesso. Quando ficamos “bombardeando” o corpo com um mecanismo de adaptação o tempo todo, e por muito tempo, geramos condições não saudáveis que podem acarretar diversas doenças graves comoderrames, infartos, câncer e demências – exemplifica o Dr. Fábio Cardoso, médicoespecialista em anestesiologia, longevidade e antienvelhecimento.
O que começa no psicológico e passa pela parte física interna, logo se torna aparente do lado externo também. Aumento daoleosidade da pele, surgimento de acne,queda de cabelo e ocorrência de alterações nas unhas são os principais sinais de estresse emitidos pelo corpo.
– Situações de tensão extrema desencadeiam alterações do fluxo sanguíneo e a redução da nutrição da pele. Esse processo leva ao aumento da velocidade de deterioração das células – explica Dr. Fábio Cardoso.
O peso é outro fator que pode sofrer alterações decorrentes do estresse. Segundo o Dr. Fábio, por reduzir a capacidade do corpo de “queimar” calorias é comum que o estresse engorde.
– Outro dado importante é que níveis elevados de cortisol, o hormônio relacionado ao estresse, aumentam a retenção hídrica no corpo. Além do “inchaço”, esta retenção aumenta os espaços entre as células, dificultando as trocas e a passagens de informações entre elas, gerando um desequilíbrio no processo de manutenção da saúde do corpo. E, é óbvio que a beleza sofre junto – diz Dr. Fábio Cardoso.
Uma boa forma de prevenir esse estresse e suas influências psicológicas e físicas é a prática de exercícios físicos. Mas como acrescentar mais uma hora na rotina? Não seria esse mais um motivo de estresse? Não! Apesar de ser uma das atividades mais negligenciadas, os exercícios são fundamentais. Conforme os especialistas, a hora a mais que eles ocupam se transformam em horas a mais de qualidade de vida e beleza.
– A prática esportiva tem papel fundamental dentro do controle e tratamento de estresse. Além de melhora a condição de adaptação do organismo a situações de estresse, ela libera substancias que nos trazem sensação de prazer e relaxamento, melhorando inclusive a qualidade do sono – explica Aretusa Baechtold.
– Estar em movimento faz a pessoa respirar melhor, o que contribui para controlar ansiedade, e gera adaptações de melhora nos processos recuperativos dos tecidos corporais. Ou seja, podem melhorar a pele, o cabelo e as unhas, além de reduzir a celulite e emagrecer. Enfim, o exercício físico é uma terapia eficaz no combate ao estresse e ainda pode deixar a mulher mais bonita – conclui Dr. Fábio Cardoso.
Além de servirem como “terapia” contra o estresse, os exercícios físicos trazem consigo uma enxurrada de benefícios físicos, portanto inclua alguma atividade na sua rotina já!
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Acidentes de trânsito matam 43 pedestres por dia no Brasil
Published setembro 19, 2014 Notícias , Qualidade de Vida Leave a CommentTags:acidentes, Acidentes de Moto, Brasil, Campanha, Casos, CONTRAN, cuidados, Denatran, Flagrante, Mortes, Moto, Motorista, Pedestre, Pesquisas, piloto, Prevenção, Prioridade, proteção, Redução de Acidentes, Saúde, Semana Nacional de Trânsito, SUS, trânsito, Trânsito Brasileiro
Parte mais frágil do trânsito, o pedestre foi o segundo tipo de vítima que mais pediu indenizações do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (Dpvat) no primeiro semestre de 2014, depois dos motociclistas. De acordo com levantamento da Seguradora Líder-Dpvat, uma média diária de 370 pedestres se envolveram em acidentes de trânsito, entre os que pediram indenização por morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médicas.
Foram pagas 7.806 indenizações por morte de pedestre, uma média de 43 óbitos por dia, o que corresponde a 31% dos pagamentos por morte no período. Nos casos de invalidez permanente, foram mais de 50 mil indenizações para pedestres, 20% do total de casos desse tipo que acionaram o Dpvat.
O levantamento foi feito para alertar a sociedade sobre os perigos que o pedestre corre no trânsito, dentro da campanha da Semana Nacional do Trânsito, que começou hoje (18). A seguradora lançou a campanha “Viver seguro no trânsito”, com informações e dicas sobre convivência pacífica. Também foi feito um vídeo com alunos de autoescola, no qual os professores simulam ensinar absurdos no trânsito. O material pode ser visto no site www.viverseguronotransito.com.br.
O diretor de Relações Institucionais da Seguradora Líder-Dpvat, Marcio Norton, lembra que as campanhas costumam focar no motociclista, que continua sendo a principal vítima do trânsito, mas este ano a ideia é lembrar que todo mundo é pedestre em algum momento. “A gente tem chamado a atenção também que todos somos pedestres. Então, é para ter mais respeito com o pedestre, mais atenção, e também lembrar ao pedestre de se preocupar em atravessar na faixa, olhar para os dois lados, não ficar falando no celular, não se distrair. É criar uma reflexão”, disse ele.
As estatísticas do Dpvat incluem os ciclistas junto com os pedestres, mas, de acordo com Norton, a seguradora já começou a separar os dois tipos de vítima. “Nós já começamos a fazer o levantamento. A gente cadastra várias informações, sexo, horário de acidente, faixa etária, tipo de veículo, se é motorista, passageiro ou pedestre. Mas como pedestre entra todo mundo que não estava no veículo automotor. A bicicleta ficou junto com o pedestre, mas vamos começar a medir agora, ainda é muito pouco, não tem massa crítica, o ciclista não é muito não”, comentou.
Para requerer o seguro, é preciso registrar um boletim de ocorrência na polícia e procurar os postos de atendimento das seguradoras, sindicatos dos corretores de seguros ou uma agência dos Correios. Os locais podem ser consultados no site do seguro Dpvat. O benefício por morte tem o valor de R$ 13,5 mil e a indenização por invalidez permanente é de até R$ 13,5 mil. O Dpvat não discute culpa do acidente, e o valor é pago em até 30 dias após a entrega dos documentos. A vítima de acidente de trânsito ou parente da vítima tem prazo de três anos para fazer o pedido, mas, de acordo com o diretor, os pedidos têm chegado com média de 90 dias.
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Morre-se mais em acidentes de trânsito do que por câncer
Published setembro 18, 2014 Notícias , Qualidade de Vida Leave a CommentTags:acidentes, Acidentes de Moto, Brasil, Campanha, Casos, CONTRAN, cuidados, Denatran, Flagrante, Mortes, Moto, Motorista, Pedestre, Pesquisas, piloto, Prevenção, Prioridade, proteção, Redução de Acidentes, Saúde, Semana Nacional de Trânsito, SUS, trânsito, Trânsito Brasileiro
O mundo avança, o Brasil retrocede. Na Alemanha, as mortes em acidentes de trânsito caíram 81% nos últimos quarenta anos, e o governo tem como meta fechar um ano inteiro sem nenhuma vítima fatal. A Austrália reduziu a mortandade nas ruas e estradas em 40% ao longo de duas décadas.
A China precisou de apenas dez anos para reverter uma situação calamitosa em que os acidentes de trânsito haviam se tornado a principal causa de morte entre os cidadãos de até 45 anos de idade. Entre 2002 e 2011, o desperdício de vidas chinesas por colisões, quedas de moto ou bicicleta e atropelamentos diminuiu 43%.
O assombroso sucesso desses e de muitos outros países, ricos e emergentes, em combater a violência no trânsito deveria ser uma inspiração para o Brasil. Por enquanto, o êxito deles só amplifica o absurdo desta que é a maior tragédia nacional. Um levantamento feito pelo Observatório Nacional de Segurança Viária para VEJA, com base nos pedidos de indenização ao DPVAT, o seguro obrigatório de veículos, revela que o número de vítimas no trânsito é muito superior ao que fazem crer as estatísticas oficiais.
Em 2012, foram registrados mais de 60 000 mortos, um aumento de 4% em relação a 2011, e 352 000 casos de invalidez permanente. Morre-se mais em acidentes de trânsito do que por homicídio ou câncer. Ou seja, nós, brasileiros, temos mais motivos para temer um cidadão qualquer sentado ao volante ou sobre uma moto do que a possibilidade de deparar com um assaltante ou de enfrentar um tumor maligno.
Costumam-se apontar a precariedade das estradas, a infraestrutura deficiente, a falta de ciclovias e as falhas na sinalização como as causas para as tragédias no asfalto. Também se afirma que os carros vendidos por aqui, que não passam nos padrões de segurança europeus, são verdadeiras armadilhas letais sobre rodas. Todos esses fatores aumentam os riscos, mas a maior razão para o massacre no trânsito é que nós, brasileiros, dirigimos muito mal. Mais de 95% dos desastres viários no país são o resultado de uma combinação de irresponsabilidade e imperícia.
O primeiro problema está relacionado à ineficiência do poder público na aplicação das leis e à nossa inclinação cultural para burlar regras. O segundo tem sua origem no foco excessivo em soluções arrecadatórias para o trânsito – multas, essencialmente – e quase nenhuma atenção à formação de motoristas e pedestres.
Um estudo recente do Centro de Pesquisa Jurídica Aplicada da Fundação Getulio Vargas revelou que 82% dos brasileiros acham fácil desobedecer às leis no país. E o fazem mesmo quando os maiores prejudicados são eles próprios. Uma fiscalização eficiente e constante teria o poder de fazer os cidadãos abandonar as condutas de risco até que a postura responsável se tornasse automática. Foi o que ocorreu, em certa medida, com o uso do cinto de segurança. E é o que se tem tentado, até agora com pouco sucesso, com a embriaguez ao volante. Em 2008, quando entrou em vigor a Lei Seca, o impacto positivo foi imediato. Com medo de serem pegos no bafômetro, muitos motoristas deixaram de conduzir depois de beber. Como consequência, no ano seguinte houve uma redução de quase 4 000 pedidos de indenização por morte ao DPVAT. Bastou os motoristas descobrirem que não eram obrigados a soprar o bafômetro e que as blitze eram previsíveis para a curva de mortes retomar a trajetória ascendente.
A nova versão da Lei Seca, aprovada no fim do ano passado, permite a punição dos condutores embriagados mesmo sem o bafômetro. Em muitas capitais, porém, só são realizadas operações policiais durante a noite ou nos fins de semana. Em cidades pequenas, por sua vez, as autoridades frequentemente fazem vista grossa para as infrações de trânsito porque puni-las é considerado uma medida impopular – apesar de benéfica para a população. Esse paradoxo explica o aumento no número de vítimas envolvendo motos. A situação é mais grave no Nordeste, de onde vieram, em 2012, 27% dos pedidos de indenização por morte no trânsito, metade dos quais envolvendo motos. Para os cidadãos que deixaram de ser pobres recentemente, a estreia no mundo dos veículos motorizados se dá sobre duas rodas. Raros são os que se inscrevem em uma autoescola para tirar a carteira de habilitação. Os prefeitos são coniventes com essa irregularidade nas cidades pequenas ou nas periferias das metrópoles. “O resultado é que há muita gente conduzindo as motos como se fossem bicicletas ou jegues”, diz o economista Carlos Henrique Carvalho, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Uma cena comum é a da família inteira – pai, mãe e filhos pequenos – espremida sobre uma moto, sem capacetes.
Não por acaso, o Nordeste é campeão nacional em número de vítimas com menos de 7 anos sobre motocicletas. A maior unidade de emergência médica da região, o Hospital da Restauração, no Recife, chegou a ter neste ano 80% dos leitos ocupados por acidentados. “O perfil das cirurgias de urgência mudou. Nos anos 80 e 90, atendíamos principalmente feridos por peixeiras e tiros. Agora, as motos são o maior vetor. Trata-se de uma epidemia”, diz Miguel Arcanjo, diretor do hospital.
Um estudo coordenado por Carvalho, do Ipea, estimou em 40 bilhões de reais o prejuízo anual causado pelos acidentes. Esse valor é composto de despesas hospitalares, danos ao patrimônio, benefícios previdenciários pagos às vítimas ou a seus dependentes e perda do potencial econômico de cidadãos no auge de sua produtividade – nada menos que 58% dos mortos, segundo os dados do DPVAT, têm entre 18 e 44 anos.
O foco nas campanhas publicitárias de “conscientização”, como faz o governo federal, não é suficiente para frear a perda de vidas. É preciso treinar melhor os motoristas e forçá-los a respeitar as regras de trânsito, como demonstram as experiências bem-sucedidas mundo afora. A Austrália, por exemplo, tem um dos melhores sistemas de habilitação do mundo. Para tirarem carta, os australianos devem frequentar 120 horas de aulas práticas. No Brasil, são menos de vinte horas. Os australianos, depois de passar no teste, enfrentam inúmeras restrições até que se provem totalmente aptos a dirigir. Eles têm direito à habilitação a partir dos 16 anos, mas até os 18 só lhes é permitido dirigir de dia e acompanhados de um adulto, além de não poderem levar nenhum outro passageiro.
Dos 18 aos 22 anos, os australianos não podem jamais ser flagrados bêbados ao volante. Se isso acontecer, eles perdem a carteira e só podem obter outra depois de um ano. Assim, formam-se motoristas hábeis e prudentes. No Brasil, a primeira habilitação tem status de provisória durante um ano, mas as regras são frouxas. Mesmo que o motorista cometa uma infração grave ou duas médias nesse período, sua única punição é ter de voltar para a autoescola.
Se a Austrália se destaca na educação dos motoristas, do exemplo francês aprende-se a importância de tratar com rigor os crimes de trânsito. Quatro em cada dez condenações na Justiça francesa são relacionadas a crimes de trânsito – lá, negligência que resulta em acidente com morte dá cadeia. No Brasil, raros são condenados e presos por isso. Uma das exceções é o psicólogo Eduardo Paredes, da Paraíba, condenado a doze anos de prisão em março passado por homicídio doloso (com intenção de matar). Em 2010, Paredes, embriagado, matou a defensora pública Fátima Lopes ao avançar um sinal vermelho. O motorista chegou a ser preso, mas, por ser réu primário, foi solto. Cinco meses depois, atropelou e matou mais uma pedestre. Paredes cumpre pena em regime fechado e não poderá recorrer em liberdade. Sua condenação é um sinal de que a sociedade brasileira e, por extensão, a Justiça começam a avaliar que dirigir bêbado em alta velocidade não é muito diferente de dar tiros a esmo com um revólver em uma praça. Muitos amigos e familiares de vítimas não aceitam mais que a perda de seus entes queridos seja considerada uma fatalidade, um simples azar do destino.
Essa nova noção está sintetizada no nome da ONG Não Foi Acidente, criada em homenagem ao jovem administrador Vitor Gurman, que morreu atropelado numa calçada de São Paulo, em 2011. “Meu sobrinho nem sequer entrou nas estatísticas oficiais de vítimas do trânsito porque não faleceu na hora, mas cinco dias depois, no hospital”, diz Nilton Gurman, tio de Vitor, cujo atestado de óbito contém apenas a informação de que morreu de falência de múltiplos órgãos. Esse exemplo ajuda a entender por que os dados do governo não dão a real dimensão da tragédia no trânsito brasileiro. “O governo tem consciência dessa falha na base de dados e tentará corrigi-la”, diz o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, cuja pasta cuida das políticas de trânsito. O número de acidentados ou seus familiares que a cada ano pedem indenização ao DPVAT é uma fonte de dados mais precisa, e põe o trânsito como a segunda maior causa de morte no país, atrás de doenças circulatórias. Em dezesseis anos, a Guerra do Vietnã foi menos letal para as fileiras dos Estados Unidos do que o vai e vem de veículos e pedestres consegue ser em um ano para o Brasil. O trânsito é o nosso Vietnã.
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Número de mortos em acidentes de moto supera o de casos envolvendo carros
Published setembro 16, 2014 Notícias , Qualidade de Vida Leave a CommentTags:acidentes, Acidentes de Moto, Brasil, Campanha, Casos, CONTRAN, cuidados, Denatran, Flagrante, Mortes, Moto, Motorista, Pedestre, Pesquisas, piloto, Prevenção, Prioridade, proteção, Redução de Acidentes, Saúde, Semana Nacional de Trânsito, SUS, trânsito, Trânsito Brasileiro
Quando Bruno dos Santos Ferreira acordou, tinha perdido a perna esquerda e sete dedos das mãos. Era noite, num fim de semana de 2011. Ele pilotava sua moto na Avenida Brasil e tirou uma das mãos do guidom para coçar o olho, atingido por um inseto. Descuido suficiente para passar por um buraco, perder a direção, cair e ser atropelado por um caminhão que vinha atrás. Na época com 28 anos, Bruno foi levado inconsciente para o Hospital do Andaraí, onde teve a perna amputada. Por muito pouco não morreu. Mas viveu de perto uma trágica realidade das ruas e estradas do Rio, refletida em números que assustam: a gravidade dos acidentes com motocicletas.
Segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, nos últimos anos morreram mais motociclistas em acidentes de trânsito no Rio do que ocupantes de qualquer outro tipo de veículo. De 2008 a 2013, foram 3.097 óbitos de motociclistas no estado, contra 2.639 de ocupantes de automóveis (458 a mais). Só nos dois primeiros meses deste ano, foram 64 motociclistas mortos (contra 40 óbitos de ocupantes de carros). Uma tendência que era diferente até 2007, quando morriam mais ocupantes de carros do que pessoas em motos no estado (3.054 contra 2.337 entre 2002 e 2007).
ACIDENTADO VOLTA A USAR MOTO
Se consideradas as internações pelo SUS por acidentes de trânsito, os pedestres são a maior parte. Mas, fazendo-se um recorte dos feridos em veículos acidentados, os motociclistas são a ampla maioria. Segundo números do Datasus, foram 3.661 internados no Estado do Rio em 2012, mais que o triplo dos 1.031 ocupantes de carros.
Após o acidente na Avenida Brasil, Bruno enfrentou infecções, foi transferido para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) e, hoje, três anos depois, usa perna mecânica e ainda precisa fazer fisioterapia na unidade. Continua, porém, andando de moto.
— Depois da queda, fiquei muito triste. Pensei até em me matar. Ao voltar para casa, não queria saber da moto. Mas onde moro, numa comunidade da Tijuca, é o meio de transporte mais fácil. Tive de reaprender a usá-la. Hoje, dá para pilotar, devagar e com medo dos buracos — afirma ele, que era motoboy antes do acidente.
A declaração de Bruno aponta para uma tendência no uso das motocicletas no país. Nas grandes cidades, elas driblam o trânsito pesado, chegam a locais em que os carros não entram e são utilizadas para trabalhar. No interior, substituem tradicionais meios de transporte nas fazendas, como os cavalos, e dão mais agilidade nos deslocamentos. E, nesse compasso, aliado ao barateamento das motos e à facilitação do crédito, a frota oficial de motocicletas no Rio, segundo o Detran, ainda é um quinto da de carros: 833.482, contra 4.348.019 automóveis em maio deste ano. Mas elas se espalham mais rápido, com um crescimento de 195% da frota nos últimos dez anos, contra 58,7% da de carros.
Na região em que mora Thiago Alves dos Santos, de 23 anos, a Vila Íris, em São João de Meriti, ele conta que as motos são um símbolo de status — e proliferam. Thiago comprou a dele num leilão (uma moto de sucata que não poderia circular). Mesmo sem habilitação, trabalhava com ela como entregador de pizza. Mas, no mês passado, cansado, pediu a um amigo que a pilotasse. Estava na carona, sem capacete, quando um carro em alta velocidade entrou na contramão e os acertou.
— Quebrei o fêmur. Meus vizinhos pensam até que morri — conta Thiago, internado há um mês no Centro de Trauma Referenciado do Into.
Só ali, afirma o chefe do setor, Leonardo Rocha, mais de 70% dos casos atendidos são diretamente relacionados a acidentes de moto. Normalmente, diz ele, são pacientes de alta complexidade, politraumatizados, que ficam internados por longos períodos. Entre eles, o perfil mais comum é de homens (75%), na faixa etária entre 20 e 40 anos. Usam motocicletas de baixa cilindrada, são da Região Metropolitana e se envolveram em acidentes em vias de alta velocidade, como Avenida Brasil, Linha Vermelha, Via Dutra e Washington Luís.
— As sequelas para esses pacientes são, no mínimo, estéticas. Nos últimos dez anos, assisto a um aumento galopante dos casos de acidentes de moto, não só no número deles, como na complexidade. E o centro do problema, na minha opinião, é de educação para o trânsito. Tampouco há fiscalização a contento. As consequências disso são um custo muito elevado para o estado em áreas como saúde e previdência social — diz o médico.
FLAGRANTES DE IMPRUDÊNCIA NAS RUAS
Nas quatro grandes emergências municipais da cidade do Rio, em 2013 o panorama não foi muito diferente. No Miguel Couto, na Gávea, dos 3.893 atendimentos por acidente de trânsito, 53,7% (2.094) foram de pessoas que estavam em motos. No Lourenço Jorge, na Barra, o percentual foi de 47% (2.839 dos 6.028 atendimentos); no Salgado Filho, no Méier, de 39,4% (1.271 dos 3.224 atendimentos); e no Souza Aguiar, no Centro, de 20% (913 dos 4.545 atendimentos).
Nesse ritmo, de acordo com dados do Sistema de Informações Hospitalares do Ministério da Saúde, contidos no estudo “Mapa da violência 2013 — Acidentes de trânsito e motocicletas”, o custo das internações hospitalares por acidentes com motos no Brasil em 2012 foi de cerca de R$ 102 milhões. Esse total representa 48,4% dos gastos com vítimas de acidentes de trânsito na rede de saúde, contra 26% (R$ 54 milhões) com pedestres e 12,3% (R$ 25 milhões) com ocupantes de automóveis.
Para especialistas, um conjunto de fatores explica essa situação de tantos e tão graves acidentes: o aumento exponencial da frota, a imprudência dos motociclistas, a fiscalização incipiente ou a falta de sinalização nas estradas e ruas, entre outros. Algumas alternativas são debatidas, como a implantação de motofaixas ou centros de formação especializados para motoqueiros. Mas, enquanto as discussões continuam, são comuns flagrantes de irregularidades, como motociclistas trafegando na contramão numa engarrafada Rua Jardim Botânico ou fazendo retorno sobre a calçada na Rua Pinheiro Machado, em Laranjeiras. Mortes também seguem acontecendo, como a do motoboy Rodrigo Lopes Santiago, ontem, atingido por uma linha de pipa com cerol na Avenida Brasil. E as perspectivas não são muito otimistas.
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