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Aplicativos de Saúde – NO L.E.R.
Published março 12, 2013 Aplicativos , Campanhas Leave a CommentTags:Aplicativo, Campanha, cuidados, Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo, dica, esforço, IOS, Iphone, L.E.R, lesão, Lesão por Esforço Repetitivo, Prevenção, programa, Qualidade de Vida, Repetitivo, Saúde, Sedentarismo, trabalho, Viva Melhor, Windows
Sedentarismo já ameaça reduzir Expectativa de Vida
Published março 11, 2013 Notícias , Qualidade de Vida Leave a CommentTags:American College of Sports Medicine, Brasil, cardiologia, Carlos Alberto Machado, cuidado, Estadão, EUA, Lisa MacCallum Carter, Nike, Pesquisa, Prevenção, Saúde, Sedentarismo, Sedentário
Um estudo que analisa dados de Brasil, Estados Unidos, Grã-Bretanha, China e Índia alerta que o crescente sedentarismo nestes países ameaça formar a primeira geração de jovens que viverá menos que seus pais. O trabalho, que tem o American College of Sports Medicine como coautor, conclui que em 2030 a inatividade física pode abreviar em até cinco anos a expectativa de vida, caso seja mantido o ritmo atual.
As projeções, que tiveram a participação de 70 especialistas ligados às áreas de saúde e educação física, indicam que em 18 anos o Brasil terá diminuído em cerca de 34% os níveis de atividade física desde o começo da década passada. Somente entre 2002 e 2007, a queda foi de 6%.
Segundo Lisa MacCallum Carter, executiva global da Nike, que também é coautora da pesquisa, o País começa a sofrer os males que já são sentidos há algumas décadas pelos países mais desenvolvidos – de 1965 a 2009, a queda da atividade física nos Estados Unidos foi de 32%.
“As máquinas e carros têm feito as atividades físicas por nós, e isso é uma coisa boa, pois apreciamos o padrão de vida moderno. Mas é preciso observar a quantidade de movimento que é perdida por isso e buscar formas de compensar”, afirma a executiva. “Se uma criança está ameaçada de viver uma vida mais curta que seus pais, este é o oposto do progresso humano.”
Segundo Lisa, as estatísticas levam em conta outros fatores, como nutrição, mas o sedentarismo tem papel central, especialmente em países desenvolvidos ou em desenvolvimento. Ela lembra que as dez doenças que mais matam nos 50 países mais ricos do mundo estão relacionadas à falta de atividade física.
“À medida que as economias crescem, os níveis de atividade física diminuem”, explica. “No Brasil, cuja economia teve um forte crescimento nos últimos anos, esperamos que isso ocorra em um período bem menor de tempo. Mas ainda há tempo de evitar isso”, acrescenta.
Mobilidade. Entre os países em desenvolvimento, os problemas são diferentes entre si. Na China, que nos últimos 20 anos teve uma queda de 45% nos níveis de atividade física, o principal vilão tem sido o excesso de pessoas que trocaram a vida rural pelas cidades. No país, os pesquisadores apontam as deficiências das grandes metrópoles, que estimulam o transporte motorizado.
O estudo também aponta um viés econômico: a avaliação é de que a inatividade física traz gastos diretos e indiretos de quase US$ 150 bilhões por ano, apenas nos Estados Unidos.
Segundo o médico Carlos Alberto Machado, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a associação com a obesidade é o fator mais preocupante do sedentarismo. Nos EUA, o índice de americanos obesos mais que dobrou nas últimas três décadas e deve atingir 42% da população até 2030. Além disso, cerca de um terço dos americanos estará com sobrepeso, fazendo com que as pessoas com peso ideal ou magras se tornem uma minoria no país.
Machado relaciona uma pesquisa da SBC, que mostrou que 49% dos brasileiros são sedentários, com dados do Ministério da Saúde que revelam que 64% da população do País está com excesso de peso. “O obeso que faz atividade física diminui o risco. E quem sai da situação de sedentário para pouco ativo (30 minutos de exercícios em 5 dias da semana) reduz em 66% o risco cardiovascular”, lembra ele.
No Estado de São Paulo, de 2004 até este ano, o Núcleo de Estudos da Obesidade da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) fez um trabalho com 300 adolescentes obesos e concluiu que metade deles tinha tendência à diabete e 32% sofriam de síndrome metabólica (pressão alta, diabete e colesterol elevado). “Esses adolescentes têm fortes fatores de riscos mórbidos. Ou seja: têm grande chances de morrer cedo”, afirma Ana Dâmaso, coordenadora do Núcleo.
Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.estadao.com.br/
Sedentarismo MATA
Published março 11, 2013 Campanhas Leave a CommentTags:10 de março, Campanha, cigarro, cuidados, Dia do Sedentarismo, dicas, Golden Stern, Mata, Prevenção, QR Code, Sedentarismo, Viva Melhor, Você sabia
Feliz Dia da Mulher 2013
Published março 8, 2013 Campanhas Leave a CommentTags:25 anos, 8 de março, bem-estar, Campanha, carinho, comemoração, cuidados, Dia da Mulher, Dia Internacional da Mulher, Filha, Golden Stern, mãe, Mensagem, Mulher, parabéns
ONU celebra Dia Internacional da Mulher com música especial
Published março 8, 2013 Notícias Leave a CommentTags:adolescentes, Ana Bacalhau, Bebel Gilberto, comemoração, Compromisso, dados, Dia Internacional da Mulher, esforço, Especial, Gravação, informações, jovens, leis, mães, Música, Mulher, One Woman, ONU, portugal, Refugiadas, Renovação, Susan Sarandon
Gravação, “One Woman” teve participação de artistas de todo o mundo incluindo a brasileiras Bebel Gilberto e Ana Bacalhau, de Portugal; cerimônia na sede da ONU será co-apresentada pela atriz Susan Sarandon entre outros nomes.
Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.
As Nações Unidas marcam o Dia Internacional da Mulher, neste 8 de março, com vários eventos pelo mundo, e a apresentação, em Nova York, de uma música tema especial. A canção “One Woman”, ou Uma Mulher contou com a participação de artistas do mundo todo, entre eles a brasileira Bebel Gilberto, e a portuguesa, Ana Bacalhau.
Elas se organizaram para enviar uma mensagem de união e solidariedade. O foco da celebração é o fim da violência contra as mulheres, violação dos direitos humanos que atinge sete em cada 10 pessoas do sexo feminino em todo o globo. Segundo a ONU Mulheres, a canção relembra que juntos, todos podem superar a violência e a discriminação.
Adolescentes
Em mensagem para marcar o Dia, o Secretário-Geral da ONU citou um “ano de crimes chocantes de violência contra mulheres e meninas”.
Ban Ki-moon fez referência à jovem que morreu na Índia após ser estuprada por um bando de homens, e a “adolescentes que levaram tiros porque buscavam ter acesso à educação”.
Renovação
Para Ban, “essas atrocidades foram parte de um problema muito maior, que permeia todas as sociedades”. O Secretário-Geral destacou que a ONU “renova seu compromisso em combater essa ameaça” em todos os locais: casas, escritórios, zonas de guerra e países pacíficos.
Ban Ki-moon afirmou às vítimas de violência “que as Nações Unidas estão com elas”. Já a diretora-geral da ONU Mulheres, pediu à comunidade internacional que garanta o direito ás mulheres de viverem livres da violência.
Leis
Michelle Bachelet lembrou que no mundo, sete em cada 10 mulheres são vítimas de vários tipos de atos violentos. Ela fez um apelo aos governos para que acelerem progressos e ações políticas concretas que ponham um fim na violência de gênero.
Apesar de “ver sinais de mudança”, Bachelet sente-se “ultrajada” porque meninas e mulheres sofrem altos índices de discriminação, violência e exclusão. Segundo a chefe da ONU Mulheres, 160 países têm leis que tratam a violência de gênero.
Refugiadas
O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, lança uma nova fase da campanha “Amplifique Suas Vozes”, desta vez, por toda a América Latina.
O objetivo é dar voz às mulheres refugiadas vítimas de violência e conscientizar a opinião pública sobre o problema.
Esforço
A chefe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, Helen Clark, pediu um aumento do esforço global para acabar com a violência contra as mulheres.
Segundo ela, a prática é usada como uma arma de guerra e representa um dos maiores obstáculos à igualdade e ao desenvolvimento.
Compromisso
O diretor-executivo do Fundo de População das Nações Unidas, Babatunde Osotimehin, renovou o compromisso do Unfpa de fortalecer e expandir os esforços para acabar com a violência de gêneros.
Segundo ele, nenhum desenvolvimento poderá ser alcançado enquanto mulheres e meninas continuarem sofrendo com a violência ou vivendo com medo dela.
ONU
Aqui em Nova York, no início da tarde desta sexta-feira, vai acontecer uma caminhada liderada por Ban Soon-taek, mulher do Secretário-Geral, Ban Ki-moon.
O evento foi organizado com a ajuda da ONU Mulheres e vai servir para alertar sobre a campanha de violência.
A caminhada vai começar em frende ao prédio da Assembleia Geral e seguirá até o parque Dag Hammarskjold.
Vários artistas e celebridades de Hollywood vão participar da cerimônia, entre eles, estão Susan Sarandon, Michael Bolton, Christy Turlington e Monique Coleman.
Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.unmultimedia.org/
Exercício e Reposição Hormonal para mulheres
Published março 7, 2013 Notícias , Qualidade de Vida 1 CommentTags:atividade física, bem-estar, Brasil, Dia Internacional da Mulher, Disposição, Estudo, exercícios, Hormônios, Mulher, Pesquisa, Qualidade de Vida, revista, Saúde, terapia, Terapia de reposição hormonal, Veja
Entre os distúrbios hormonais femininos, a baixa taxa de produção de estrogênio é um dos mais preocupantes. Além do papel protetor contra fatores de risco, como problemas cardiovasculares, ele exerce funções importantes para o funcionamento do fígado, para o metabolismo da gordura e para os músculos. Níveis baixos de estrogênio provocam, por exemplo, o acúmulo de gordura visceral, um quadro perigoso para a saúde.
A medicina já estuda esse problema há anos e o combate com reposição hormonal, embora esse tipo de terapia possa apresentar efeitos colaterais ruins, como aumento do risco para câncer de mama e para acidente vascular cerebral, por exemplo. A boa notícia é que uma revisão recente1de diversos estudos mostra que a atividade física pode ajudar a proteger as mulheres contra os efeitos negativos da baixa taxa de estrogênio.
Os dados são animadores. Basta aumentar um pouco o nível de atividade física em baixa intensidade para diminuir as consequências danosas da baixa hormonal. Mesmo na menopausa é possível conseguir esse resultado.
E o que seria indicado como atividade física?
Como sugestão de atividades, recomendo caminhadas e/ou pedalar em velocidade baixa a moderada, em terreno plano. São exemplos com intensidade leve e que podem ser realizadas por um grande número de pessoas.
É importante alertar, porém, que embora as pesquisas não mostram os exercícios como alternativa para a reposição de estrogênio. O quadro de baixa taxa hormonal é sério e requer acompanhamento médico. Consultar um especialista para avaliar a sua saúde hormonal.
Fonte: Metabolic Dysfunction Under Reduced Estrogen Levels: Looking to Exercise for Prevention. Espen E. Spangenburg, Lindsay M. Wohlers, e Ana P. Valencia. Exerc. Sport Sci. Rev., Vol. 40, No. 4, pp. 195Y203, 2012.
Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://veja.abril.com.br
Câncer de mama aumenta entre as mais jovens, diz estudo
Published março 6, 2013 Campanhas , Notícias , Qualidade de Vida Leave a CommentTags:30 anos, Cancer, doença, Estados Unidos, Incidencia, Jama, Jovens. Mulher, Mama, mulheres, mulheres 25 a 39 anos, Prevenção, Saúde, Seattle
A incidência do câncer de mama avançado em mulheres de 25 a 39 anos nos Estados Unidos aumentou nos últimos 30 anos, segundo um estudo publicado no último dia (27).
A pesquisa publicada no “JAMA”, a revista da Associação Médica Americana, descobriu que os casos passaram de 1,53 por 100 mil habitantes em 1976 para 2,9 por 100 mil habitantes em 2009.
Segundo os pesquisadores, isto representa um aumento médio ponderado de 2,07% por ano durante o período de 34 anos.
“A tendência não mostra sinais de diminuição e pode indicar um aumento da importância epidemiológica e clínica”, escreveram os autores do estudo, dirigido por Rebecca Johnson, do Hospital Infantil de Seattle e da Universidade de Washington.
As estatísticas utilizadas para o estudo são provenientes dos registros de três institutos nacionais de vigilância, epidemiologia e resultados finais de câncer.
“A trajetória da tendência da incidência prevê que um número cada vez maior de mulheres jovens nos Estados Unidos apresentará câncer de mama metastático em um grupo de idade que já tem o pior prognóstico, rotinas de detecção não recomendadas, um seguro mínimo de saúde e a maior quantidade de potenciais anos de vida”, segundo os autores.
Os pesquisadores descobriram que o maior aumento ocorreu entre as mulheres de 25 a 34 anos, com progressões cada vez menores nas mulheres mais velhas, medidas em intervalos de cinco anos. “Não houve aumento estatisticamente significativo da incidência em mulheres com mais de 55 anos”, escreveram.
Para as mulheres de 25 a 39 anos, o aumento foi “estatisticamente significativo” em mulheres negras e brancas não hispânicas desde 1992, quando as informações de raça e origem étnica começaram ser disponibilizadas nos dados utilizados.
“Quaisquer que sejam as causas — e é provável que exista mais de uma — a evidência observada do aumento da incidência do câncer de mama avançado em mulheres jovens exige corroboração e pode ser melhor confirmada com os dados de outros países”, afirmaram os autores.
Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://g1.globo.com/
Entenda a REDE CEGONHA
Published março 6, 2013 Campanhas Leave a CommentTags:136, 25 anos, Assistência, Brasil, Campanha, Cegonha, crianças, Dia Internacional da Mulher, Golden Stern, governo, mães, Ministério da Saúde, Mulher, mulheres, rede cegonha, Viva Melhor
Ministério da Saúde e Fundação Gates financiam estudos sobre os Nascimentos Prematuros
Published março 5, 2013 Notícias , Qualidade de Vida 1 CommentTags:Bebes, Bill e Melinda Gates, Brasil, CNPq, Estudos, Filhos, Fundação Gates, mães, Ministério da Saúde, nascimentos, noticia, parto, pós parto, Pesquisa, pré-natal, Prematuros, recursos, rede cegonha, Saúde
O Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia e a Fundação Bill & Mellinda Gates abriram o edital de pesquisa Grandes Desafios Brasil: Prevenção e Manejo dos Nascimentos Prematuros. Serão investidos R$ 16 milhões em estudos inovadores que visem melhorar o cenário da prematuridade no Brasil: compreender mecanismos biológicos que contribuem para o nascimento prematuro e possam indicar tratamento para aliviar suas consequências.
Também podem participar projetos de produtos para prevenir, detectar ou cuidar de bebês prematuros; e estudos que promovam mudanças de comportamento em relação a esta questão. Candidatos podem se inscrever até 7 de maio. Poderão se candidatar, além da comunidade científica e acadêmica (detentores de titulação de mestrado e doutorado), jovens empreendedores, empresários da iniciativa privada com fins lucrativos e organizações não governamentais.
O anúncio do edital foi feito nesta terça-feira (26), no Rio de Janeiro, durante a VII Conferência da Rede Global de Academias de Ciências (IAP), que acontece no Hotel Rio Othon Palace desde domingo, e reúne a comunidade científica internacional. O tema do evento é Ciência para a Erradicação da Pobreza e o Desenvolvimento Sustentável.
“As complicações relacionadas ao nascimento prematuro são a primeira causa da mortalidade neonatal e a segunda principal causa de morte em crianças menores de cinco anos no mundo. O Ministério da Saúde acredita que soluções desenvolvidas no Brasil podem ter grande impacto dentro e fora do país. Por isso a parceria com a Fundação Gates é um marco da politica de pesquisa do ministério”, afirmou o secretário de Ciência e Tecnologia, Carlos Gadelha, durante o principal encontro das academias nacionais de ciências do mundo.
A iniciativa Grandes Desafios Brasil está alinhada ao programa Rede Cegonha. Esta é a primeira ação da cooperação internacional entre o Ministério da Saúde e a Fundação Gates.
Assinada em abril do ano passado, a parceria visa apoiar a pesquisa e a inovação em áreas de interesse comum, como vacinas, nutrição, saúde materno-infantil e controle de doenças infecciosas.
RECURSOS – O investimento de R$16 milhões será disponibilizado em duas etapas de igual valor. Para a primeira etapa, a chamada terá o financiamento de R$8 milhões, sendo R$4 milhões da Fundação; R$2 milhões do Ministério da Saúde e outros R$2 milhões do CNPq/MCTI. A segunda etapa está condicionada ao desempenho dos estudos e corresponde a um financiamento com duração de dois anos.
Rede Cegonha – Criada em 2011, a estratégia fortalece a assistência integral à saúde de mães e filhos, desde o planejamento reprodutivo, passando pela confirmação da gravidez, parto, pós-parto, até o segundo ano de vida do bebê. O objetivo é garantir acolhimento e captação precoce da gestante, além de ampliar o acesso aos serviços de saúde e melhorar a qualidade do pré-natal. Presente em mais de 4,9 mil municípios de todo o país, a Rede já atende cerca de 2,6 milhões de mulheres, ou seja, 96% do total de gestantes usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS).
Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://portalsaude.saude.gov.br
10 “probleminhas” Femininos
Published março 5, 2013 Notícias , Qualidade de Vida 1 CommentTags:8 de março, Cancer, câncer de mama, cãncer de colo do útero, colica menstrual, Corrimento Vaginal, Dia Internacional da Mulher, Endometriose, Menopausa, Menstruação, mioma, Mulher, ovários, Saúde, síndrome, Sindrome dos ovários Policísticos, Terra, TPM, vaginal
“Mulher é bicho esquisito. Todo mês sangra”. Esse trecho da música Cor de Rosa Choque, interpretada por Rita Lee, deixa claro que o sexo feminino é cheio de particularidades. Além da menstruação, sofre com a TPM (sigla de tensão pré-menstrual), passa pela menopausa e ainda pode adquirir doenças como endometriose e síndrome dos ovários policísticos.
No Dia Internacional da Mulher (8 de março), confira curiosidades e explicações sobre 10 itens relacionados à sua saúde. Você sabia, por exemplo, que só a TPM tem mais 170 sintomas? E que cólica menstrual tem o complicado, e não menos dolorido, nome de disminorreia? Os dados são do ginecologista Eliano Pellini, chefe do setor de saúde e medicina sexual da Faculdade de Medicina do ABC, e do Instituto Nacional de Câncer (Inca).
1 – TPM
Ela é um verdadeiro pesadelo na vida de muitos homens, que têm de lidar mensalmente com a instabilidade emocional de suas parceiras. A famosa TPM, hoje classificada como síndrome pré-menstrual, também traz inconvenientes a até 30% das mulheres, como dor de cabeça, vontade de comer açúcar e inchaço. Existem mais de 170 sintomas físicos e emocionais.
O incômodo surge por volta de 12 a 10 dias antes da menstruação e a ideia de que é causado apenas pela flutuação hormonal mudou. “É uma reação inadequada ao estresse. A perda da capacidade de algumas pacientes de captação de serotonina, um mediador cerebral, favorece o fenômeno, porque o corpo entende que a variação de líquidos e de hormônios femininos, por exemplo, são fatores estressantes e reage a eles”, disse o ginecologista.
As que sofrem com o problema são divididas em quatro grupos, de acordo com os sintomas: A (ansiedade, agitação, agressividade), C (cefaleia, aumento de apetite, desejo por doces), D (em estado depressivo, como desinteresse, desânimo) e H (retenção de líquido, ganho de peso).
Cada um deles tem um tipo de tratamento específico. De maneira geral, atividades físicas, dieta balanceada e bloqueio da menstruação (por meio de anticoncepcionais contínuos) são algumas das possibilidades.
Vale dizer que alimentos específicos podem colaborar com a situação ou prejudicá-la. Por exemplo, o café é bom para as com sinais depressivos, mas ruim para as ansiosas. Muito açúcar para depressivas pode levar à síndrome do pânico. Leite e queijo são um alívio para as com deficiência de magnésio e cálcio.
2 – Corrimento vaginal
Os corrimentos vaginais podem ser causados por bactérias, fungos e protozoários. Apresentam odor desagradável, causam coceira e têm coloração variada (amarela, cinza, esverdeada). O que os favorece são uso de antibiótico, ingestão excessiva de chocolate, atividade sexual muito intensa com parceiro ejaculando sempre dentro da vagina, lubrificar a vagina com saliva durante o sexo, biquíni molhado, contato com areia. O tratamento é medicamentoso, prescrito pelo médico.
O ginecologista Pellini acrescentou que algumas pacientes podem ter produção excessiva de líquido pela vagina por conta de abafar a região genital, o que causa irritação. Portanto, permita a ventilação usando saias e calcinhas de algodão. Não aposte em depilações excessivas, porque podem diminuir as defesas.
3 – Síndrome dos ovários policísticos
A síndrome dos ovários policísticos é um problema metabólico. Cerca de 50% das mulheres vão apresentá-la, segundo o ginecologista.
A doença pode ter duas origens. Na primeira, a pessoa nasce com dificuldade de ovulação, o que diminui os hormônios femininos e aumenta os masculinos. Assim, surgem os sintomas típicos: crescimento de pelos, queda de cabelo, falhas menstruais, dificuldade para engravidar e aumento de peso. “Engordar torna as mulheres candidatas ao aumento da taxa de açúcar do sangue e, portanto, ao diabetes”.
A segunda possibilidade de adquirir a síndrome é quando se desentende com a balança ao longo do tempo, fica diabética por conta disso e, então, surge o problema. Engana-se quem pensa que a presença de cistos nos ovários é obrigatória. Algumas têm todos os indícios da enfermidade, mas apresentam os órgãos normais. “O cisto não é a causa, mas a consequência de não ovular”.
O tratamento gira em torno de anticoncepcionais para proteger o cabelo e a pele, que fica oleosa e com acne, exercícios físicos, dieta balanceada, perda de peso, remédios antidiabéticos. Para engravidar, talvez seja necessário estimulante de evolução.
4 – Endometriose
A endometriose ocorre quando o endométrio (pele que reveste o útero e descama na menstruação) vai para outras partes do organismo e adere aos órgãos vizinhos, causando dor. Cerca de metade das mulheres que não conseguem engravidar têm o problema.
Segundo o ginecologista, pessoas com cólicas fortes e grande quantidade de fluxo menstrual são candidatas a desenvolver a doença no futuro. “Hoje, a mulher engravida tarde e menos, menstruando mais. Quanto mais menstrua, libera mais substâncias inflamatórias que predispõem à endometriose”.
O tratamento é bloquear a menstruação, por meio de pílula anticoncepcional contínua, injeções ou outras alternativas. Cirurgias são necessárias em alguns casos. Para engravidar, muitas precisam investir em fertilização in vitro.
5 – Mioma
Mioma é um tumor benigno do tecido muscular que forma o útero. Se você tem um e está preocupada com a possibilidade de se tornar um câncer, fique calma! Essa chance não existe.
O incômodo pode ocorrer do lado externo ou interno do órgão, sendo a segunda opção causadora de sangramentos e cólicas. “O grande problema é o crescimento deles, porque modificam muito o desenho do útero, o que pode fazer com que a mulher não consiga engravidar”, afrimou Pellini.
O tratamento depende do caso. Vai de controle menstrual por meio de pílulas anticoncepcionais à cirurgia. Vale lembrar que diabetes e pressão alta também são associados à enfermidade.
6 – Menstruação
A menarca (primeira menstruação) tende a ocorrer entre 11 e 12 anos e marca o início da vida fértil feminina. Se for precoce, antes dos 10, além do desenvolvimento do corpo mais adiantado, as meninas tendem a crescer menos e a ter a menopausa antes do ideal, envelhecendo mais cedo.
O médico Pellini afirmou que o corpo da mulher foi preparado para menstruar menos e engravidar mais. “Como a maioria das mulheres modernas demoram mais para engravidar e têm menos filhos, menstruam mais e abrem espaço maior para mioma, cólica, síndrome pré-menstrual. Nessa situação, vale a pena usar pílula anticoncepcional por longo tempo para proteger os ovários”.
7 – Menopausa
Em média, as mulheres param de menstruar aos 50 anos. Quando a menopausa ocorre precocemente, antes dos 45, a falta de hormônios femininos leva ao envelhecimento mais rápido. Se for tardia, depois dos 55, pode aumentar as chances de câncer de mama e de útero, devido ao maior tempo de exposição aos hormônios.
Os incômodos comuns do fim do período fértil são os famosos calorões, perda de massa óssea, ressecamento vaginal, queda de cabelo, variação de humor. Segundo o ginecologista Pellini, a reposição hormonal pode, sim, ser uma grande aliada de quem tem muitas queixas nesse período. “Se começa o tratamento no momento em que a menopausa começa, só traz benefícios. Caso a mulher procure por ele anos depois do fim da menstruação, traz riscos, o mais comum é o de câncer mamário”.
8 – Cólica menstrual
A cólica menstrual, que também atende pelo complicado nome dismenorreia, é um incômodo e tanto na vida de muitas mulheres. Em alguns casos, pode ser tão forte que chega a atrapalhar até o andamento das tarefas normais do dia a dia.
O problema é classificado em primário e secundário. No primeiro, não há lesões nos órgãos pélvicos e o “martírio” começa a se manifestar nas primeiras menstruações. “O endométrio descama e libera uma série de substâncias que promovem inflamação e a dor”, acrescentou Pellini. Anti-inflamatórios podem ajudar e o tratamento consiste no uso de anticoncepcionais.
A dismenorreia secundária pode surgir por uma lista de fatores e os mais frequentes são endometriose, miomas, cicatrizes no útero. O tratamento varia de acordo com o problema que leva à dor.
9 – Câncer de mama
O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres (é raro em homens), segundo o Inca. Quando diagnosticado precocemente, há até 95% de chance de cura. Por isso, é importante que quem tem de 50 a 69 anos faça mamografia regularmente.
Na maioria dos casos, não há uma causa específica. Há alguns fatores que estão associados ao aumento do risco de desenvolver a doença. A própria idade é um deles, pois a chance aumenta na medida em que se envelhece, o que não significa que mulheres mais jovens estejam isentas da doença.
Menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade (não ter filhos), primeiro filho em idade avançada, não amamentação e uso de terapia de reposição hormonal são outros motivos. Consumo excessivo de álcool, obesidade na pós-menopausa e sedentarismo também. Hereditariedade é responsável por menos de 10% dos cânceres de mama. A probabilidade é maior quando os parentes acometidos são de primeiro grau (pai, mãe, irmãos, filhos).
O sintoma mais habitual é o aparecimento de nódulo, geralmente indolor. Outros sinais menos frequentes são edemas semelhantes à casca de laranja, irritação ou irregularidades na pele, dor, inversão ou descamação no mamilo e descarga papilar (saída de secreção pelo mamilo). Podem também surgir nódulos palpáveis na axila. Habitualmente, o tratamento pede cirurgia e é complementado pela radioterapia e quimioterapia/hormonioterapia.
10 – Câncer do colo do útero
O câncer do colo do útero é o segundo tumor mais frequente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil, segundo o Inca.
As alterações das células que podem desencadeá-lo são descobertas facilmente no exame preventivo (Papanicolaou). O diagnóstico precoce e tratamento adequado levam a praticamente 100% de chance de cura.
A principal alteração que abre espaço para essa doença é a infecção pelo papilomavírus humano, o HPV, transmitido em relações sexuais. Portanto, a prevenção consiste no uso de camisinha.
Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://saude.terra.com.br









