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Zika Vírus – Perguntas e Respostas

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1. O que é a febre por Vírus Zika?

Resposta: É uma doença viral autolimitada, via de regra, de evolução benigna, caracterizada pelo quadro clínico de febre, hiperemia conjuntival não pruriginosa e não purulenta, artralgia e exantema maculo-papular.

2. Qual a distribuição dessa doença?

Resposta: O Zika virus (ZIKAV) é um arbovírus do gênero Flavivírus, família Flaviviridae. Este vírus foi isolado pela primeira vez em 1947, a partir de amostras de macaco Rhesus utilizados como sentinelas para detecção de febre amarela, na floresta Zika em Uganda. Por este motivo a denominação do vírus. mO ZIKAV é endêmico no leste e oeste do continente Africano e registro de mcirculação esporádica na África (Nigéria, Tanzânia, Egito, África Central, Serra mLeoa, Gabão, Senegal, Costa do Marfim, Camarões, Etiópia, Quénia, Somália e Burkina Faso), Ásia (Malásia, India, Paquistão, Filipinas, Tailândia, Vietnã, mCamboja, Índia, Indonésia) e Oceania (Micronésia, Polinésia Francesa, Nova Caledônia/França e Ilhas Cook). Nas Américas, o Zika Vírus somente foi identificado na Ilha de Páscoa, território mdo Chile no oceano Pacífico, 3.500 km do continente, no início de 2014. Casos importados de Zika vírus foram descritos no Canadá, Alemanha, Itália, Japão, Estados Unidos e Austrália.

3. Como é transmitida?

Resposta: A principal via de transmissão é vetorial, por meio da picada de mosquitos Aedes aegypti e após um período de incubação (período entre a picada do mosquito e o início de sintomas) de cerca de aproximadamente 4 dias, o paciente poderá iniciar os primeiros sinais e sintomas.

4. Quais são os principais sinais e sintomas?

Resposta: A febre pelo vírus Zika é uma doença pouco conhecida e sua descrição está embasada em um número limitado de relatos de casos e
investigações de surtos. Com base nessas publicações, os sinais e sintomas incluem exantema maculopapular de início agudo (erupção cutânea com pontos brancos ou vermelhos) e pode ser acompanhado de febre, hiperemia conjuntival não purulenta e sem prurido, artralgia ou artrite, mialgia, cefaleia e dor nas costas. Com menor frequência, há relatos também de edema, dor de garganta, tosse, vômitos e hematospermia. Segundo a literatura, apenas 18% das pessoas apresentarão manifestações clínicas da doença.

5. Qual o prognóstico?

Resposta: Segundo os relatos disponíveis, não há registro de óbitos por esta doença. A doença é considerada benigna e autolimitada, com os sinais e
sintomas durando, em geral, de 2 a 7 dias.

6. Há tratamento ou vacina contra o Zika vírus?

Resposta: O tratamento é sintomático e baseado no uso de acetaminofeno (paracetamol) para febre e dor, conforme orientação médica. Não está indicado o uso de ácido acetilsalicílico e drogas anti-inflamatórias
devido ao risco aumentado de complicações hemorrágicas, como ocorre com a dengue. Orienta-se procurar o serviço de saúde para orientação adequada. Não há vacina contra o Zika vírus.

7. Quais as medidas de prevenção e controle?

Resposta: As medidas de prevenção e controle são semelhantes às da dengue e chikungunya. Não existem medidas de controle específicas direcionadas ao homem, uma vez que não se dispõe de nenhuma vacina ou drogas antivirais. Dessa forma, o controle está centrado na redução da densidade vetorial, comopor exemplo, mantendo o domicílio sempre limpo, eliminando os possíveis criadouros. Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporciona alguma proteção às picadas dos mosquitos e podem ser adotadas principalmente durante surtos. Repelentes podem ser aplicados na pele exposta ou nas roupas.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.blog.saude.gov.br/

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Período de chuvas aumenta as chances de contaminação pela leptospirose

Durante o período das chuvas, cresce o perigo de infecção pela leptospirose, doença transmitida pela urina dos ratos, principalmente em regiões onde há alagamentos em decorrência das enxurradas. Somente em 2013, mais de quatro mil pessoas foram infectadas pela doença.

ALAGAMENTO NO JARDIM ROMANO

O comerciante, Gutemberg Gameiro, por exemplo, lutou bastante para vencer a leptospirose.”Basta você pisar na urina do rato, você estando descalço a possibilidade de você pegar a leptospirose é grande. Você começa a sentir inicialmente como se fosse gripar. Começa a doer os músculos da perna. Olha, é uma dor que você nem consegue nem botar os pés no chão para caminhar. Quando eu dei por mim, eu estava dentro de uma UTI. Passei 29 dias dentro de uma UTI. É a coisa pior que passou na minha vida até hoje.”

O diretor de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, explica o que fazer para evitar a contaminação pela leptospirose. “Essa é uma época do ano que nós temos tido várias regiões com alagamento. Esses alagamentos podem atingir alimentos, podem deixar resíduos de lama dentro de casa. Um alimento que teve contato com água do alagamento, esse alimento deve ser inutilizado, não deve ser aproveitado. A limpeza de casa que teve alagamento, também deve ser feita com cuidado. Com uso de luvas, uso de botas, e com uso de uma solução de água sanitária de aproximadamente um como de água sanitária para 20 litros de água, que dessa forma, matará as bactérias presentes naquele ambiente.”

O diretor de Vigilância das Doenças Transmissíveis, Cláudio Maierovitch, explica ainda o que deve ser feito em caso de suspeita de contaminação pela leptospirose.”Quando uma pessoa começa a apresentar sintomas como febre, dor de cabeça forte, mal estar, e ela tenha estado recentemente em contato com água de enchentes, alagamentos ou lama de alagamentos, que isso seja informado ao serviço de saúde, porque isso caracteriza suspeita de leptospirose. Ela deve procurar um serviço de saúde que faça o atendimento imediato, como uma UPA ou pronto socorro.”

Não existe uma vacina para uso humano contra a leptospirose, mas quando diagnosticada precocemente, o tratamento da doença é eficaz.

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57,4 milhões de brasileiros têm doença crônica

Cerca de 40% da população adulta brasileira, o equivalente a 57,4 milhões de pessoas, possui pelo menos uma doença crônica não transmissível (DCNT), segundo dados inéditos da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS).

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O levantamento, realizado pelo Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que essas enfermidades atingem principalmente o sexo feminino (44,5%) – são 34,4 milhões de mulheres e 23 milhões de homens (33,4%) portadores de enfermidades crônicas.

As doenças crônicas não transmissíveis são responsáveis por mais de 72% das causas de mortes no Brasil. A hipertensão arterial, o diabetes, a doença crônica de coluna, o colesterol (principal fator de risco para as cardiovasculares) e a depressão são as que apresentam maior prevalência no País.

A existência dessas doenças está associada a fatores de risco como tabagismo, consumo abusivo de álcool, excesso de peso, níveis elevados de colesterol, baixo consumo de frutas e verduras e sedentarismo.

O estudo classificou ainda a presença das doenças crônicas por região, mostrando que o Sul e o Sudeste obtiveram os maiores índices – com 47,7% e 39,8%, respectivamente. Em números absolutos, isso significa 10,3 milhões de habitantes do Sul e 25,4 milhões do Sudeste.

O Centro-oeste é a terceira região com maior prevalência – 4 milhões de pessoas (37,5%), seguido do Nordeste e o Norte, com 36,3% e 32% dos habitantes – sendo 14 milhões de nordestinos e 3,4 milhões dos que vivem na região Norte.

Em todas as regiões as mulheres tiveram maior prevalência quando comparadas aos homens. Isso ocorre pelo fato delas procurarem atendimento em saúde de forma espontânea com mais frequência do que os homens, facilitando assim o diagnóstico de alguma possível doença crônica.

Realizada entre agosto de 2013 a fevereiro de 2014, a PNS tem como objetivo servir de base para que o Ministério da Saúde possa traçar suas políticas públicas para os próximos anos.

Durante o levantamento, foram entrevistados 63 mil adultos em domicílio, escolhidos por meio de sorteio entre os moradores da residência para responder ao questionário. Essa é a primeira parte da pesquisa; uma segunda fase trará informações resultadas dos exames de sangue, urina e aferição da pressão arterial dos brasileiros. 

Ministério da Saúde atua na prevenção e no combate de doenças crônicas

As Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) se caracterizam como um grande problema de saúde dos brasileiros, conforme comprova a PNS. São importante causa de mortalidade no País, além causarem outras enfermidades que afetam a capacidade e a qualidade de vida da população adulta.

Por isso, o Ministério da Saúde (MS) lançou, em 2011, o Plano de Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil, com metas e ações previstas até 2022. Nesse contexto estão previstas a redução da mortalidade por DCNT em 25%, do consumo de sal em 30%, do tabaco em 30%, do álcool abusivo em 10%, da inatividade física em 10%, além do aumento da ingestão de frutas, legumes e verduras em 10% – com a expectativa de reduzir a hipertensão em 25% e frear o crescimento do diabetes e da obesidade.

Ainda com enfoque na prevenção e combate das doenças crônicas, o Ministério da Saúde tem investido no atendimento oferecido pela Atenção Básica, por meio da Estratégia Saúde da Família (ESF). O monitoramentorealizado pelo Ministério permitiu concluir que quanto maior a cobertura da (ESF) menor é a proporção de internações por condições sensíveis à atenção básica, como diabetes e hipertensão.

A cobertura da estratégia, que era de 49,2% em 2008, subiu para 55,3% em 2012. Já o número de internações por condições sensíveis à atenção básica, que era de 35,8% em 2008, caiu para 33,2% em 2012.

Nesse sentido, o Programa Mais Médicos levou mais de 14 mil profissionais para cerca de 3,7 mil municípios, beneficiando mais de 50 milhões de brasileiros em todo o país. Somente com esses médicos, o número geral de consultas realizadas em Unidades de Básicas de Saúde (UBS) cresceu quase 35% entre janeiro de 2013 e janeiro de 2014.

Entre os atendimentos, tiveram destaque os de pessoas com diabetes, que aumentaram cerca de 45%, e os de pacientes com hipertensão arterial, que aumentaram 5%. O encaminhamento a hospitais diminuiu em 20%, o que mostra um maior grau de resolubilidade da Atenção Básica.

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Por que fazemos amigos?

Tudo começou por puro interesse. Quando os primeiros macacos se tornaram amigos, fizeram isso por motivos bem objetivos – ajudar uns aos outros em lutas contra rivais, no caso dos machos, e cuidar melhor dos filhotes, no caso das fêmeas. A amizade não passava de uma troca de favores. Agora pense nos dias de hoje: com você e os seus amigos, não é assim. Você tem amigos simplesmente porque gosta de estar na companhia deles, certo? Errado. Você continua fazendo amizades por puro interesse – no caso, alimentar o seu cérebro com uma substância chamada ocitocina.

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Talvez você já tenha ouvido falar dela. É um hormônio que está relacionado ao instinto mais primordial do ser humano: a reprodução. O orgasmo libera ocitocina – e estimula a fêmea a contrair seu útero, o que leva o esperma do macho mais rapidamente até o óvulo e aumenta as chances de ela engravidar. Mas seus efeitos mais profundos acontecem no cérebro. A ocitocina é responsável pelo afeto que a fêmea desenvolve pelo macho, e pelo amor incondicional que ela tem pelos filhos. Ou seja: é a ocitocina que fez, e faz, a espécie se reproduzir com sucesso. Outros animais também produzem esse hormônio. Mas, entre os humanos, ela é muito mais potente. Tanto que influi até nos machos – fazendo com que assumam um comportamento carinhoso, o que é muito raro no mundo animal. “Só em 3% das outras espécies de mamífero os machos cuidam dos filhotes”, explica o neurologista Paul Zak, da Universidade da Califórnia.

Em algum momento da Pré-História, a relação com estranhos passou a ser necessária. Provavelmente, isso aconteceu no momento em que grupos de hominídeos começaram a se fixar em uma mesma região, e viver em grupos cada vez maiores. E foi aí que surgiu a forma mais primitiva de amizade. “Os amigos fornecem um suporte social para os primatas”, diz o antropólogo Robin Dunbar, da Universidade de Oxford.

Há cerca de 10 mil anos, a ocitocina ganhou um papel maior. O homem fez sua primeira grande invenção – a agricultura, que viria a revolucionar a relação da espécie com o alimento (e abrir espaço para todas as revoluções seguintes). Mas ela só dava certo se tivesse a colaboração de vários indivíduos. Aí, a ocitocina deixou de ser apenas uma coisa “de família” para agir em prol da sociedade – e facilitar a formação das alianças de que a humanidade precisava. Ela nos condicionou a fazer amigos.

Experiências feitas na Universidade da Califórnia comprovaram que, quando você conhece uma pessoa que lhe pareça confiável, o nível de ocitocina no seu cérebro aumenta. Isso faz com que você se sinta mais propenso a criar uma relação com aquela pessoa. Ou seja: graças à ocitocina, o cérebro aprendeu a transformar algo que era necessário à sobrevivência – a cooperação – em prazer.

Com a evolução, a amizade deixou de ser imprescindível à sobrevivência do indivíduo. No mundo atual, para obter comida, basta ir a um restaurante. Dá para fazer isso sozinho. Mas é muito desagradável – porque o seu cérebro está condicionado a fazer alianças (e também porque, como você verá na próxima matéria, a amizade tem uma série de efeitos importantes no organismo). É por isso que procuramos amigos, mesmo que tecnicamente não precisemos deles. “A ocitocina faz com que tratemos estranhos como se fossem nossa própria família. E a amizade é exatamente isso”, diz Zak.

Como tudo o que tem base biológica, a amizade afeta os sexos de maneiras diferentes. As mulheres produzem mais ocitocina do que os homens. E isso faz com que seu cérebro se organize para ter amizades profundas. Testes feitos no Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA apontaram que, nas mulheres, as áreas do cérebro ligadas a emoções e produção de hormônios se acendem quando existe a possibilidade de conhecer alguém novo. Nos meninos, isso não acontece. É por isso que as mulheres têm, sim, amizades mais intensas do que os homens. Mas, por isso mesmo, elas também são menos tolerantes – e suas amizades duram menos. Aliás, existe amizade (sem envolver sexo) entre homens e mulheres? Existe e não existe. Por um lado, a origem desse sentimento é inegavelmente sexual. A amizade entre homens e mulheres nasceu para facilitar a reprodução e a criação dos filhotes. E ela é alimentada pela ocitocina – que é liberada durante o sexo. Por outro lado, a evolução nos tornou capazes de separar as coisas. Isso porque, quando a ocitocina adquiriu sua função social (facilitar a criação de alianças entre as pessoas do mesmo sexo), o cérebro humano também mudou. Ele ganhou muito mais receptores de ocitocina, que foram se espalhando por várias regiões cerebrais – inclusive aquelas que nada têm a ver com o desejo sexual. Por isso, a ocitocina que é liberada quando você está com amigos (seja do mesmo sexo, seja do oposto) não produz o mesmo efeito do que a ocitocina que é liberada quando você está namorando ou fazendo sexo. É diferente.

Bem menos que 1 milhão 

Ter amigos só traz benefícios. Quanto mais, melhor. Mas há um limite. Um estudo feito na Universidade de Oxford comparou o tamanho do cérebro humano, mais precisamente do neocórtex (área responsável pelo pensamento consciente), com o de outros primatas. Ele cruzou essas informações com dados sobre a organização social de cada uma das espécies ao longo do tempo. E chegou a uma conclusão reveladora: 150 é o máximo de amigos que uma pessoa consegue ter ao mesmo tempo.

Para que você mantenha uma amizade com alguém, precisa memorizar informações sobre aquela pessoa (desde o nome até detalhes da personalidade dela), que serão acionadas quando vocês interagirem. Por algum motivo, o cérebro não comporta dados sobre mais de 150 pessoas. Os relacionamentos que extrapolam esse número são inevitavelmente mais casuais. Não são amizade. Outros pesquisadores foram além e constataram que, dentro desse grupo de 150, há uma série de círculos concêntricos de amizade: 5, 15, 50 e 150 pessoas, cada um com características diferentes (veja no infográfico).

O curioso é que esses círculos já haviam sido mencionados por filósofos como Confúcio, Platão e Aristóteles – e também estão presentes em várias formas de organização humana. Na Antiguidade clássica, 5 já era considerado o número máximo de amigos íntimos que alguém poderia ter. Tirando o futebol, 12 a 15 pessoas é a quantidade de jogadores na maioria dos esportes coletivos. Cinquenta é o número médio de pessoas nos acampamentos de caça em comunidades primitivas (como os aborígenes da Austrália, por exemplo). Cento e cinquenta é o tamanho médio dos grupos do período neolítico, dos clãs da sociedade pré-industrial, das menores cidades inglesas no século 11 e, até hoje, de comunidades camponesas tradicionais como os amish (que dividem uma comunidade em duas quando ela ultrapassa as 150 pessoas). Os 150 podem, inclusive, ser a chave do sucesso profissional. Como no caso da Gore-Tex, uma empresa têxtil americana que se divide (e abre uma nova sucursal) cada vez que seu número de funcionários passa de 150 pessoas. A vantagem disso é que todos os empregados se conhecem, têm relações amistosas e cooperam melhor. “As coisas ficavam confusas quando havia mais de 150 pes-soas”, explicou o fundador da empresa, William Gore, numa entrevista concedida alguns anos antes de morrer, em 1986. E a aposta nesse modelo de organização deu certo. A Gore-Tex virou uma multinacional com US$ 2,5 bilhões de faturamento anual – e é apontada pela revista Fortune como um dos 100 melhores lugares para trabalhar desde que esse ranking começou a ser compilado, em 1984.

Mas, mesmo com tantos exemplos práticos, ninguém sabe explicar por que nosso limite de amizades é de 150 pessoas. Para os cientistas, foi como o cérebro conseguiu construir e administrar o que viria a se tornar, ao longo do tempo, o bem mais importante da espécie humana: a rede social.

CÍRCULO FINITO

O cérebro comporta no máximo 150 amigos, divididos em grupos.

Do peito 
5 amigos – São os íntimos, com quem você mais fala – e não hesitaria em ligar de madrugada ou pedir dinheiro emprestado. Para Aristóteles, 5 era o número máximo de amigos verdadeiros.

Grupo de empatia 
15 amigos – São pessoas bastante importantes para você – se alguma delas morresse amanhã, você ficaria muito triste. Este grupo pode incluir gente do trabalho ou amigos de amigos.

Número típico 
50 amigos – É o número de amizades mantidas pela maioria das pessoas, e também o tamanho médio dos agrupamentos humanos primitivos (como bandos de caça).

Limite
150 amigos – Máximo que o cérebro consegue administrar ao mesmo tempo. São as pessoas cujos nomes, rostos e características você consegue memorizar e acionar caso seja necessário.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://super.abril.com.br/

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SACARINA ou ASPARTAME?

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10 dicas para aproveitar a Juventude

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Sabe aquela época da vida em que você não se considera mais adolescente, mas também não se enxerga como adulto? Podemos dizer que esse é um dos principais sentimentos dos jovens. Não que seja ruim, mas é confuso. Aliás, a confusão de ideias também é uma constante. São tantas oportunidades e opções de carreira que a escolha da profissão pode se tornar uma verdadeira crise. Para não deixar essas coisas atrapalharem essa fase maravilhosa e inesquecível, separamos algumas dicas que ajudam você a aproveitar ainda mais seus 20 e poucos anos. Confira:

1. Viva o presente

Isso é muito difícil, já que os jovens passam muito tempo pensando no futuro com decisões importantes como a profissão, lugar para morar, relacionamentos, etc. Mas você deve se concentrar no presente e não focar suas energias exclusivamente no futuro. É importante estabelecer metas e sonhos, mas isso não deve ser sua principal perspectiva.

2. Pare de comparar

Não olhe para as pessoas e determine seu valor a partir das escolhas dos outros. Sempre haverá alguém mais rico, bonito, bem-sucedido, magro e feliz para deixar você deprimido. Você deve olhar para suas próprias conquistas e considerá-las melhores do que quaisquer outras, já que elas são suas. Encontre indivíduos que são inspiradores para você não por causa da conta bancária ou capas de revista, mas sim por seus valores e diferenciais.

3. Pare de se preocupar com o que outros pensam

A opinião das outras pessoas sobre suas escolhas deve ser só isso – uma opinião, não a verdade. Você deve estabelecer critérios para que as opiniões dos outros sejam importantes para você. Não deixe que omedo das reações das outras pessoas fique no caminhe de seus objetivos. Seja gentil, mas seja você.

4. Valorize a intuição

Todas as pessoas possuem intuição. Algumas valorizam e usam com maior frequência, enquanto outros a ignoram. Com o tempo, você irá perceber que sua intuição é muito importante e não deve ser menosprezada. Quando você não consegue se ouvir, como ouvirá aos outros?

5. Não espere pela permissão

Muitos jovens cresceram na dependência exclusiva de seus pais ou responsáveis, tornando-se adultos incapazes de tomarem decisões sozinhos. Essa é hora de fazer suas próprias escolhas, já que as consequências delas serão vividas principalmente por você. Isso não significa rebeldia, mas sim o amadurecimento de sua independência.

6. Faça escolhas

A abundância de possibilidades faz com que as escolhas dos jovens tornem-se cada vez mais confusas ou impossíveis. Se sua capacidade de decisão está fraca, procure por maneiras de fortalecê-la. Resista à tentação de ligar para amigos e familiares para pedir o conselho ou instrução. Aprenda a trilhar seus próprios passos.

7. Aprenda com seus erros

É claro que você vai errar. E isso não é exclusivo da juventude. É uma característica que irá persegui-lo por toda a vida. A diferença é como você irá enfrentar essa constante. Aprender com suas falhas traz crescimentos incríveis, já que os erros são possivelmente um dos maiores catalisadores para as realizações.

8. Se valorize

Junto com o amadurecimento chegam novas situações. Uma delas é o compromisso amoroso com outra pessoa. Acontece que muitos indivíduos, jovens ou adultos, não sabem se amar antes de amar alguém. Antes de estabelecer esse tipo de relacionamento você deve aprender a estar sozinho, a valorizar sua própria companhia.

9. Tenha seu grupo

Além de sua família, procure construir o grupo de amigos de confiança. Aqueles que você deseja ter por perto sempre. Cultivar esses relacionamentos é muito importante em todas as áreas, tanto profissional quanto íntima. Essas pessoas serão amigos fiéis, mentores de carreira e uma possível “segunda família” para você.

10. Contribua

Se você sempre esteve na posição de receber ajuda e apoio, aprenda a contribuir para as outras pessoas também. Algo pouco falado, mas que acontece com praticamente todas as pessoas é ter que lidar com os erros dos outros, inclusive daqueles que você ama. Da mesma forma que eles, você também têm seus pontos negativos e difíceis de conviver, por isso a compreensão e paciência são essenciais. Aprenda a impor limites e a se preservar, mas não se esqueça de mudar de perspectiva para entender melhor as circunstâncias.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://noticias.universia.com.br

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Hipertensão e diabetes são doenças crônicas, mas podem ser controladas

Parece que exagerar virou regra… É rodízio de pizza, de carnes, de massas…  Muito molho e tudo com muito, muito sal.

Lembra do saquinho de pipocas? Virou um balde! Com o tempo, as garrafinhas de refrigerante também cresceram. Os sanduíches ganharam novos andares – uma perigosa engenharia gastronômica.

O Globo Repórter esteve no centro de São Paulo em frente a um dos prédios mais altos da cidade, o Edificio Italia. Quando ele foi inaugurado, em 1965, o Brasil lutava contra a desnutrição. De lá para cá a situação mudou de uma forma surpreendente. Hoje, o principal problema de São Paulo e de outras cidades brasileiras é a obesidade e suas consequências.

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O exagero na alimentação tem um preço. Doenças que antigamente atingiam idosos, hoje viraram epidemias e estão entre adolescentes e até crianças. Duas dessas doenças costumam caminhar juntas: hipertensão e diabetes.

Os números impressionam. Entre a população adulta, são mais de 30 milhões de hipertensos. E os diabéticos já passam a 12 milhões.

Em muitos casos, o chamado mau colesterol fica elevado. Um distúrbio perigoso e de nome comprido: hipercolesterolemia.

“Muitas pessoas têm hipertensão, diabetes tipo 2 e hipercolesterolemia, e precisam tomar remédio para as três doenças. Muitas vezes mais de um remédio para diabetes tipo 2, mais de um remédio para hipertensão, e um remédio para colesterol aumentado. Então é um problema de saúde pública”, declara o doutor Marcio Mancini, endocrinologista.

Tanto a hipertensão como o diabetes são doenças crônicas: elas não têm cura, mas podem ser controladas com medicamentos e bons hábitos de vida: exercícios físicos, alimentação regrada, sem cigarros e bebida alcoólica. Do contrário, as duas doenças costumam ter graves consequências.

No caso do diabetes, problemas renais, cardiovasculares e até cegueira e amputações. A hipertensão é igualmente perigosa.

“Hipertensão arterial é o principal fator de risco para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares, do tipo infarto do coração, derrame cerebral, insuficiência renal com necessidade de diálise, por isso hipertensão é tão perigosa e tão importante”, alerta o doutor Gil Fernando Salles, clínico geral do HUCFF.

É preciso também estar de olho na balança: quase metade dos brasileiros está acima do peso.

O mais recente levantamento do Ministério da Saúde mostra que o número de pessoas com excesso de peso aumentou muito nos últimos anos: de 42,7% em 2006 para 48,5% em 2011.

Fernando Thomé é vendedor. Jurandyr, engenheiro. Os dois moram em São Paulo há muitos anos. Não se conhecem, mas têm pelo menos uma coisa em comum: já numa idade madura, eles decidiram cuidar da saúde pra valer.

Fernando descobriu que tem diabetes há oito anos. Diz que nunca levou o diagnóstico a sério.  Recentemente decidiu mudar hábitos de vida e aprendeu a manter a doença sob controle.

“A mudança foi mais a partir de alimentação. Exercício eu já fazia e continuo fazendo”, diz o vendedor Fernando Thomé.

Jurandyr acaba de descobrir que está com a pressão alta. Foi por acaso neste evento, que a sociedade brasileira de hipertensão organiza pelo menos uma vez por ano, na Avenida Paulista.

A enfermeira viu logo que havia uma alteração. Ele não esperava, e ficou surpreso com o resultado do exame.

“Seu Jurandyr, nós acabamos de medir a sua pressão, medimos três vezes e nas três vezes a pressão do senhor deu alta, deu acima de 14 por nove”, diz a enfermeira e professora da USP Ângela Pierin.

Repórter: O senhor imaginava que o senhor pudesse sofrer de hipertensão?
Jurandyr: Não, porque o último check-up que eu fiz fazem dois anos. A pressão estava normal há dois anos atrás. Então alguma coisa deve ter acontecido e possivelmente deve ter sido o peso, né? Então, acho que devo me cuidar. Vou procurar um médico e vou tentar voltar a fazer exercício, né?

A hipertensão arterial acontece quando as artérias ficam mais estreitas e o sangue faz força para circular. Sem tratamento, com o passar dos anos, o paciente pode sofrer infarto, acidente vascular cerebral, também conhecido como derrame, lesões renais e outros problemas.

E um dos principais inimigos do hipertenso é o sal. Um mineral importante para o organismo, mas que deve ser consumido em pequenas quantidades, principalmente por quem tem pressão alta. O consumo máximo deve ser de cinco gramas por dia. Ou cinco pacotinhos, encontrados em restaurantes. Cada um tem um grama de sal.

“Então, o paciente com hipertensão arterial tem que ser instruído a diminuir a quantidade de sal da comida”, explica o doutor Gil Salles.

A hipertensão é uma doença silenciosa, não tem sintomas. Por isso, é importante medir a pressão arterial pelo menos uma vez por ano, principalmente na idade adulta.

O ideal é que a pressão esteja em 12 por oito. Se em três medições ela estiver igual ou acima de 14 por nove, é bem provável que a pessoa já esteja hipertensa.

Na hora de medir a pressão arterial é preciso tomar alguns cuidados. Nos últimos 30 minutos evitar café, cigarro, álcool e comida pesada. E descansar de cinco a dez minutos. Se tiver praticado algum exercício físico, é preciso esperar mais: pelo menos uma hora. Aí sim, a gente pode medir.

Repórter: E aí, quanto deu?
Enfermeira: Olha, sua pressão deu 12 e meio por oito e meio. A sua pressão está normal.

“Se o indivíduo tem um hábito de vida saudável, se tem um peso ideal, se ele ingere menos sal, se ele não fuma, esse indivíduo tem menos chance de se tornar um hipertenso. Então, porque é uma doença controlável, uma doença que o indivíduo precisa saber para ele se cuidar, é importante que ele saiba que é hipertenso”, declara o doutor Roberto Franco, presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão.

O controle é feito com mudanças nos hábitos de vida e com medicamentos. Além de se cuidar mais, Jurandyr já decidiu ficar longe da agitação de São Paulo.

Ele comprou uma casa na tranquila Paraty, no litoral do estado do Rio de Janeiro, onde passa os fins de semana. Há dois anos, abriu um pequeno restaurante na cidade. E pretende se mudar de vez. Jurandyr já procurou um médico, e está fazendo novos exames e caminhadas.

“Quando eu verifiquei que eu estava com 15 de pressão, eu falei: ‘daqui a pouco em vou ter um problema cardíaco, um problema de um aneurisma, alguma coisa assim’. E fatalmente o tempo ia trazer essas consequências. Se há tempo de reverte-las, e há, é só eu me dedicar um pouco agora não só às panelas, mas também a andar um pouco, né? E fazer as compras a pé, mais a pé ainda, né?”, diz Jurandyr Freire, engenheiro civil.

O vendedor Fernando Thomé, que é diabético, também precisou levar um susto para se cuidar melhor. Ele não se tratava corretamente. Tomava os remédios, mas comia de tudo.

“Eu sempre gostei muito de salada, mas eu comia o que tivesse. Feijoada, o que viesse eu traçava, não sou muito ruim de comida não”, diz Fernando Thomé.

Um dia, Fernando foi visitar um amigo que tinha em casa um glicosímetro, o aparelho que mede o nível de glicose ou açúcar no sangue. O ideal é que, em jejum, o nível esteja no máximo em 99 miligramas por decilitro.

“A gente estava batendo um papo e ele falou: ‘E você, como é que está?’ Eu: ‘Ah, de vez em quando eu vejo aí, eu vejo aí, eu não gosto de ficar muito vendo isso não, acho isso meio paranóico’. ‘Então, vamos ver como é que está’. 402! Quase cai para trás, meu Deus do céu”, conta Fernando Thomé.

Existem dois tipos de diabetes: o tipo 1 costuma se manifestar na infância ou adolescência. Nesse caso, o pâncreas para de produzir insulina, o hormônio que permite a transformação da glicose em energia. Já o diabetes tipo 2 costuma surgir na faixa dos 40 anos de idade e está muito ligado à alimentação inadequada, ao sedentarismo e à obesidade.

A doença vai se instalando aos poucos. Durante anos, o pâncreas passa a produzir cada vez mais insulina. Mas chega um momento em que ele já não consegue manter essa alta produção. E à medida que o nível de insulina vai baixando, a taxa de glicose começa a subir, levando ao diabetes.

“Muito antes do aparecimento do diabetes tipo 2 e do aparecimento da hipertensão arterial a pessoa já pode, melhorando os hábitos de vida, prevenir o aparecimento dessas doenças. Ela pode já ir aumentando a atividade física e melhorando a sua alimentação reduzindo a quantidade de gorduras, reduzindo a quantidade de açúcar na alimentação, que são medidas simples que ela pode implementar no seu dia a dia, fritar menos os alimentos e adoçar menos os líquidos principalmente”, alerta o doutor Marcio Mancini, endocrinologista.

Foi exatamente isso que Fernando fez. Mudou radicalmente os hábitos de vida. Procura fazer caminhadas, mesmo que seja nas ruas do bairro onde mora. Como sempre almoça fora, escolheu um restaurante com opções de verduras e legumes.

“Tem um problema também que é relativo à quantidade. Você não pode comer arroz, então você tem que pôr pouco arroz. Você pode comer banana, por exemplo, pode, mas não pode comer uma dúzia. Em cima disso, exercício. Não tem perdão, exercício a gente não pode deixar de fazer”, declara Fernando Thomé.

A prática de exercícios é uma arma importantíssima para controlar essas doenças, e o pessoal sabe disso. Pelo menos três vezes por semana eles começam o dia assim, aquecendo, alongando e esticando.

Quando se fala em fazer exercício, muita gente pensa logo em uma academia de ginástica. Mas atualmente atividades de graça e ao ar livre se multiplicam nos parques e praças de quase todas as cidades brasileiras.

O projeto “Exercício e Coração” é mantido pela Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo. As aulas de alongamento começaram no ano 2000 no Parque da Água Branca, na capital paulista. Primeiro os alunos são avaliados fisicamente, e, se preciso, orientados a procurar um médico.

O objetivo do projeto é estimular a prática de atividades físicas.  Fazer com que os alunos, depois das primeiras aulas, passem a fazer exercícios por conta própria. A professora de educação física Cláudia Forjaz é a coordenadora do projeto.

“Nós tivemos casos de várias pessoas que melhoram consideravelmente. As pessoas se sentem melhor, a glicemia delas diminui, a pressão arterial delas diminui. Nós temos vários casos assim”, declara Cláudia Forjaz.

Como Dona Anísia Silva, 70 anos. Ela é hipertensa e diabética. Mas em um ano e quatro meses, a pressão arterial dela caiu de 16 por oito para 13 por sete. E a taxa de glicemia baixou de 125 para 113.

“Tem que fazer, né. Tem que vir todos os dias e fazer muita caminhada. É a nossa saúde. O  que eu recomendo para todos os idosos que querem ter saúde, é fazer exercícios”, indica Dona Anísia, aposentada.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://g1.globo.com/


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