Posts Tagged 'Brasil'



Apenas 2 entre 10 doadores de sangue são voluntários

Um levantamento do Banco de Sangue do Hospital A.C.Camargo, em São Paulo, aponta que somente 2 a cada 10 doadores de sangue compatíveis procuram pelo serviço sem ter histórico pessoal com pacientes que necessitam de doação. A preocupação com o baixo estoque de sangue aumenta com a chegada das férias de julho e do inverno, quando o número de voluntários costuma ser ainda menor.

sangue(1)

No Brasil, a realidade não é diferente. De acordo com a Fundação Pró-Sangue, a cada dois minutos, um paciente necessita de transfusão sanguínea no Brasil. Apesar disso, o número de doadores no país não atinge 2% da população. Nesta sexta-feira, é celebrado o Dia Mundial do Doador de Sangue.

Para doar, o candidato tem que ter entre 16 e 68 anos – menores de 18 precisam de autorização dos pais ou responsáveis; estar em boas condições de saúde, pesar 50 kg ou mais. Antes da doação, é feita uma triagem clínica, com entrevistas e teste de anemia, medição de peso e identificação. Além disso, o voluntário não pode estar em jejum, mas deve consumir uma refeição leve. Dormir pelo menos seis horas na noite anterior e não ingerir bebida alcóolica nas 12 horas antes.

Doador voluntário

O Banco do Hospital A.C.Camargo opera atualmente com apenas dois terços de sua capacidade total de armazenamento e há falta mais acentuada de alguns tipos sanguíneos, principalmente os de fator Rh negativo. Um levantamento feito pela instituição identificou que o principal fator para o baixo volume de doação está na pequena procura pelos chamados voluntários, pessoas que se candidatam à doação sem ter qualquer vínculo afetivo com algum paciente. “Recebemos uma média de 60 a 70 doadores por dia e, infelizmente, apenas 20% deles são voluntários. Os outros 80% são fruto de ação interna que fazemos junto aos familiares e amigos com a proposta de sensibilizá-los”, destaca a hematologista Rivânia Almeida de Andrade.

Ainda segundo Rivânia, é válido ressaltar que a busca espontânea pelo Banco de Sangue torna-se ainda mais primordial nesta época do ano, pois a sazonalidade é, historicamente, um fator que limita o interesse por fazer a doação. “Não podemos repetir o fato de haver queda do número de doadores durante as férias escolares de julho e chegada do inverno. A solidariedade precisa aquecer a boa vontade de todos”, destaca.

Diagnóstico de doenças

Ao ter o sangue coletado, o voluntário tem seu sangue criteriosamente avaliado por uma equipe especializada. Em até 30 dias, recebe em seu domicílio informações relevantes como a tipagem sanguínea e resultados dos testes de Hepatites B e C, HIV, HTLVI/II, doença de chagas, sífilis, dentre outras. Caso apresente algum resultado positivo, ele pode iniciar imediatamente o tratamento contra a doença em questão. Hepatites B e C, por exemplo, quando não tratadas podem levar a severos quadros de cirrose ou ao câncer de fígado. Para o HIV (vírus da AIDS) há tratamentos que oferecem grande controle da doença e aumentam a expectativa e qualidade de vida do paciente. Os vírus HTLVI/II oferecerem um risco aumento de desenvolvimento de uma doença chamada leucemia-linfoma de células T ou para uma doença neurológica conhecida como paraplegia espástica tropical.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://vivabem.band.uol.com.br

Conscientização das empresas para a doação de sangue

O meio corporativo percebeu que a responsabilidade social não é apenas uma questão de Marketing, mas sim um compromisso para com a sociedade. Para tal, as organizações começaram a trabalhar seu capital intelectual e, com isso, a conscientizar melhor seus funcionários. “Quando fazemos uma campanha com empresas, se conseguimos, 30, 50 ou 100 bolsas de coleta, o mais importante é a fidelização e conscientização que levamos para as pessoas. Não só para estes profissionais, mas também para seus familiares e amigos”, conta o Dr. George Crivoi, diretor de Administração da Fundação Pró-Sangue, órgão vinculado à Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.

doar-sangue

A falta de tempo das pessoas ainda é a grande justificativa para a baixa procura nas doações de sangue. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o número de doadores de um país seja de 3% a 5% do total da população. Contudo, segundo dados do Ministério da Saúde, este índice no Brasil está bem distante, não chegando a 2%.

A Pró-Sangue monta estruturas para a coleta dentro das empresas, chamada de campanha externa. A companhia deve ter, no mínimo, 100 funcionários, e é levada uma equipe durante parte do dia onde é realizada a coleta. O material é transportado até a sede da Fundação e é colocado em estoque. Este trabalho corresponde a 5% da coleta total da insitituição. “Também trabalhamos com a chamada coleta interna, em postos fixos, funcionando 12 horas por dia, em diversos pontos de São Paulo”, explica Crivoi.

Atualmente grandes empresas como Klabin, Dupont, Ericsson, Grupo Gerdau, Siemens e Linhas Correntes apoiam a causa e são parceiras da Pró-Sangue. As pequenas e médias organizações também participam, e a fundação disponibiliza uma Van que busca os profissionais em seus escritórios e os levam até a central de doações, localizado no Hospital das Clínicas de São Paulo. “É importante que as pessoas se conscientizem, pois nós, hoje, precisamos de 3,5% da população doando. Estamos buscando cada vez mais estas campanhas de conscientização para a manutenção dos estoques. A faixa etária de 20 a 35 anos é nosso maior nicho”, relata Crivoi.

Se as empresas querem ser protagonistas neste sentido para apoiar a sociedade, devem incentivar seus colaboradores nesta missão. As parcerias de instituições como a Pró-sangue e o Hemosc são fundamentais, pois as organizações são grandes alavancadores da causa.

Confira, abaixo, os pré-requisitos para doadores. Os homens devem respeitar o intervalo de 60 dias para cada doação, podendo doar até 4 vezes ao ano; já as mulheres com espaçamento de 90 dias, 3 vezes a cada 365 dias:

Requisitos básicos para a doação de sangue

  • Estar em boas condições de saúde
  • Ter entre 16 e 67 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (menores de 18 anos verificar no site, documentos necessários e formulários de autorização)
  • Pesar no mínimo 50kg
  • Estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas) e alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem à doação).
  • Apresentar documento original com foto, emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Cartão de Identidade de Profissional Liberal, Carteira de Trabalho e Previdência Social ou Carteira de Habilitação)

Impedimentos temporários

  • Resfriado: aguardar 7 dias após desaparecimento dos sintomas.
  • Gravidez
  • 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana
  • Amamentação (se o parto ocorreu há menos de 12 meses)
  • Ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem à doação
  • Tatuagem nos últimos 12 meses
  • Situações nas quais há maior risco de adquirir doenças sexualmente transmissíveis, aguardar 12 meses.

Impedimentos definitivos

  • Hepatite após os 11 anos de idade
  • Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue hepatites B e C, AIDS (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e doença de Chagas
  • Uso de drogas injetáveis ilícitas
  • Malária

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://www.catho.com.br

Dê a vida de presente: doe sangue

No ano em que é celebrado o 10º aniversário do Dia Mundial do Doador de Sangue (14/06), a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) apoia a campanha global encabeçada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que institui como mote desta edição a doação como um dom de dar a vida ao próximo, sendo o slogan adotado “Dê a vida de presente: doe sangue” (Give the gift of life: donate blood).

1 a 1 sa doesangue
Agradecer aos doadores, promover 100% das doações voluntárias e não remuneradas e convencer os ministérios de saúde a se comprometerem a alcançar a autossuficiência nas doações são as principais bandeiras desta iniciativa. Hoje a OMS registra um total de 62 países que coletam sangue de maneira totalmente voluntária, sendo o Brasil um deles.

Nesse sentido, a ABHH chama a atenção da população brasileira para a importância da doação de sangue regular e voluntária no País, como forma de salvar e garantir a manutenção da vida de pacientes que necessitam de transfusões contínuas. “Doar sangue é fundamental para aqueles pacientes atendidos em emergências com grande perda sanguínea, que sofrem de doenças hematológicas ou doentes transplantados que necessitam de sangue continuamente para viver”, explica o diretor da ABHH, o hematologista e hemoterapeuta Dante Langhi Jr.

Dados da OMS apontam que a média de doadores de sangue está entre 3% e 5% em relação à população de todo o mundo. A média brasileira é de 1,9% nos últimos cinco anos; destes, 40% o fizeram pelo menos duas vezes ao ano. Segundo Langhi Jr., há alguns anos os doadores eram denominados de “reposição”, pois só doavam quando algum membro da família ou amigo precisava de sangue. Hoje, esse modelo ainda existe, mas, de acordo com o diretor da ABHH, está ultrapassado. “O pior momento para sensibilizar as pessoas para a importância da doação é em meio a uma situação de urgência ou emergência, por isso buscamos conscientizar a população pela opção de doar periodicamente, um presente à vida”, pontua Langhi Jr.

S.O.S. segurança transfusional

Muitos pacientes que necessitam de transfusão não têm acesso a sangue seguro. A OMS recomenda que todas as atividades relacionadas à doação do sangue – coleta, análise, processamento, armazenamento e distribuição – devem ser coordenadas em âmbito nacional, por meio de uma organização eficaz e uma política pública que possa garantir acesso universal e consistência na qualidade e segurança do sangue e seus derivados.

Brasil – Apesar de não haver no mundo doação de sangue 100% segura, no Brasil hematologistas e hemoterapeutas alertam para a importância de acelerar o processo de adoção do teste NAT (sigla em inglês para Teste de Ácido Nucleico), tanto na rede pública de saúde quanto na cobertura pela saúde suplementar, como medida para controlar as transfusões no País e prevenir a transmissão dos vírus HIV (imunodeficiência humana) e HCV (hepatite C).

Comparado ao atual teste ELISA, o NAT encurta o prazo de detecção no sangue doado dos vírus HIV de 22 para sete dias e, da hepatite C, de 70 para 11 dias em média e já é adotado pela Europa Ocidental, América do Norte e Ásia.

A ABHH defende a obrigatoriedade imediata do teste NAT na triagem sorológica do doador de sangue e alerta ainda que o procedimento não é diagnóstico e sim preventivo. “Ainda há no Brasil a cultura de doar sangue como forma de fazer um teste gratuito para detectar doenças. Este não é o objetivo do NAT, há testes específicos para isto”, explica Langhi Jr.

O NAT está liberado para comercialização no Brasil há mais de uma década, entretanto apenas serviços da rede privada fazem uso do exame, enquanto na rede pública o teste desenvolvido em âmbito nacional não possui a sensibilidade a que se propõe na detecção da janela imunológica, que compreende o período de contaminação pelo HIV ou vírus da hepatite C, até suas manifestações.

No primeiro trimestre deste ano, a Associação reiterou sua preocupação com a segurança transfusional brasileira por meio de ofício enviado ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Langhi Jr. lamenta que o Ministério da Saúde continue com uma posição indefinida, apesar de toda a preocupação manifestada publicamente pela ABHH e a afirmação de que a segurança transfusional está comprometida por conta da não realização dos testes.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://www.huwc.ufc.br/

No Brasil, só 1,9% da população doa sangue regularmente

Dados do Ministério da Saúde indicam que 1,9% dos brasileiros doa sangue regularmente. A taxa está dentro do parâmetro de 1% a 3% definido pela OMS (Organização Mundial da Saúde), mas, de acordo com a pasta, ainda precisa melhorar.

doador-sangue-hg-20091120

Para doar sangue é preciso ter entre 18 e 67 anos, pesar mais de 50 quilos e comparecer a um hemocentro com documento com foto e válido em todo território nacional. O Dia Mundial do Doador de Sangue é lembrado nesta sexta-feira (14).

Nadson Leandro, 28, doa sangue para ajudar os que mais precisam. “Penso bem assim: se eu não doar, é menos uma vida que poderia estar salvando. Não me custa nada tirar um dia de trabalho para fazer um gesto de amor.”

Para Maria da Conceição, 43, toda pessoa com a saúde em dia deveria doar sangue regularmente. Doadora voluntária há mais de dez anos, a secretária também destacou como maior motivador a ajuda ao próximo. “Deveria existir uma lei que obrigasse todo cidadão a doar sangue”, cobrou.

O universitário Gabriel Carlos Mendes, 21, foi a um hemocentro pela primeira vez nesta semana para ajudar uma tia internada e com cirurgia marcada. Depois da doação, ele garantiu que vai repetir o gesto a cada seis meses. “Foi muito significativo. Aprendi que doar sangue é salvar vidas.”

O ministério orienta que o doador não esteja em jejum, tenha dormido pelo menos seis horas e não tenha ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação.
É necessário também evitar o cigarro por pelo menos duas horas e o consumo de alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação.

Não podem doar sangue pessoas que tiveram diagnóstico de hepatite após os dez anos de idade; mulheres grávidas ou amamentando; pessoas expostas a doenças transmissíveis pelo sangue como aids, hepatite, sífilis e doença de chagas; usuários de drogas; e pessoas que tiveram relacionamento sexual com parceiro desconhecido ou eventual sem uso de preservativos.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://www.folha.uol.com.br

Brasil gasta R$ 21 bi com tratamento de doenças relacionadas ao tabaco

O Brasil gastou no ano passado R$ 21 bilhões no tratamento de pacientes com doenças relacionadas ao cigarro, revela estudo inédito financiado pela Aliança de Controle do Tabagismo (ACT). O valor equivale a 30% do orçamento do Ministério da Saúde em 2011 e é 3,5 vezes maior do que a Receita Federal arrecadou com produtos derivados ao tabaco no mesmo período.

tributo cigarro

A divulgação foi feita na véspera do Dia Mundial sem Cigarro, criado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O estudo demonstra ainda que o tabagismo é responsável por 13% das mortes no País. São 130 mil óbitos anuais (350 por dia). Os resultados são fruto da análise de dados de 15 doenças relacionadas ao cigarro. Quatro delas – cardíacas, pulmonar obstrutiva crônica, câncer de pulmão e acidente vascular cerebral – responderam por 83% dos gastos.

Os custos, segundo uma das coordenadoras do estudo, a economista da Fundação Oswaldo Cruz Márcia Teixeira Pinto, são referentes às despesas tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto na saúde suplementar.

“Há tempos buscamos números que indiquem o impacto do tabagismo na economia do País”, diz a diretora executiva da ACT, Paula Johns. Um dos argumentos da indústria do fumo para frear medidas de prevenção é a alta arrecadação de impostos, além da alta quantidade de empregos concentrada na atividade.

No debate mais recente, feito durante a discussão da resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para proibição de aditivos ao cigarro, a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) apontou que em 2010 a indústria recolheu R$ 9,3 bilhões de tributos e gerou receita de R$ 4,1 bilhões. “Não concordamos com o número apresentado por eles de arrecadação. Mesmo assim, é mais do que a metade do gasto com doenças”, afirma Paula.

Segundo ela, os números mostram que ainda há muito o que ser feito no combate ao tabagismo. Entre reivindicações está a regulamentação da lei que proíbe fumo em locais públicos fechados e a da proibição de propaganda nos locais de venda.

Em 2005, a pesquisadora Márcia Pinto já havia feito um estudo mostrando que os gastos com o tratamento de doenças eram de R$ 338 milhões. “A metodologia era diferente.” Ela lembra que foram avaliados gastos apenas no setor público do Rio.

Paula diz que não se espantou com resultados. “A estimativa é de que a cada US$ 1 arrecadado com impostos de cigarro sejam gastos US$ 3 no tratamento.”

Diferenças. Márcia, que conduziu o trabalho com André Riviere, do Instituto de Efectividad Clinica y Sanitaria, da Argentina, afirma que fumantes no Brasil vivem pelo menos cinco anos a menos do que os não fumantes. Mulheres dependentes do cigarro têm, em média, 4,5 anos a menos de vida do que as não fumantes e 1,32 a menos do que as ex-fumantes. Entre homens, a perda é de 5,03 anos em relação ao tempo médio de vida dos não fumantes e de 2,05 dos ex-fumantes.

Ao saber da pesquisa, Romeu Schneider, da Câmara Setorial do Tabaco, afirmou que os números não refletem a realidade. “Eles são campeões de chute. Durante 20 anos falaram que o cigarro causava 200 mil mortes. Não há como saber o que foi provocado pelo cigarro, o que foi causado por outras doenças.”

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://www.estadao.com.br

Em 20 anos, leis antifumo reduziram o tabagismo no Brasil pela metade

O número de fumantes no Brasil caiu pela metade nos últimos 20 anos graças às leis anti-fumo implementadas no país, concluiu um estudo feito pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, em parceria com a Universidade de Georgetown, em Washington, Estados Unidos. De acordo com a pesquisa, medidas como impostos sobre o cigarro e restrições cigarro em ambientes fechados evitaram cerca de 420.000 mortes decorrentes de tabagismo entre 1989 e 2010. Esses resultados foram publicados nesta terça-feira na revista PLoS Medicine.

os-maleficios-do-cigarro-4-113

De acordo com o levantamento, feito a partir de um modelo matemático desenvolvido nos Estados Unidos e com dados epidemiológicos do Brasil, quase metade (46%) da redução do número de fumantes brasileiros entre 1989 e 2008 ocorreu devido ao aumento dos impostos sobre os produtos derivados de tabaco. Os outros responsáveis por essa queda foram as leis de restrição do cigarro em ambientes fechados (14%) e de publicidade desse tipo de produto (14%), além dos programas de tratamento contra o tabagismo (10%) e de advertências dos problemas de saúde nas embalagens (8%) — contrariando conclusões recentes da Anvisa.

A pesquisa ainda estimou que, caso essas leis antifumo sejam mantidas, o tabagismo no Brasil cairia mais 39% nos próximos 40 anos e o número de mortes decorrentes do cigarro que poderiam ser evitadas saltaria para sete milhões entre 1989 e 2050. Se essas políticas forem incrementadas e se tornarem mais rígidas ao longo dos anos, indicou o estudo, esse número poderia chegar a 8,3 milhões de mortes evitadas.

Método — O levantamento foi feito com base no SimSmoke, um modelo matemático criado pelo pesquisador americano David Levy, da Universidade de Georgetown, que já foi aplicado em mais de 30 países. O método, que usa dados como a quantidade de fumantes de um país em um determinado ano e as leis antitabagistas aplicadas nessa região desde essa data, consegue estimar informações como as taxas de redução do número de fumantes e de mortes causadas pelo cigarro e o quanto as medidas contribuíram para a queda.

No caso dessa pesquisa, Levy partiu da taxa de fumantes no Brasil no ano de 1989, que era de 43,3% entre os homens acima de 18 anos de idade e 27% entre as mulheres da mesma faixa etária, segundo a Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição (PNSN). Depois, o pesquisador levou em consideração todas as medidas antifumo aplicadas no país desde então.

Levy, então, fez uma estimativa da redução de tabagismo que deveria ter ocorrido no Brasil no período de 1989 a 2008 com a implementação das medidas antifumo caso elas tivessem sido eficazes. Ele concluiu que, até 2008, essa diminuição deveria ter sido de 47,7% entre os homens e 48,6% entre as mulheres. O número ao qual o pesquisador chegou foi praticamente igual ao registrado pelo Global Adult Tobacco Survey (GATS) de 2008, que indicou a redução de 47,1% e 48,5% para homens e mulheres, respectivamente, no mesmo período.

“O Brasil apresenta uma das histórias de maior sucesso de saúde pública na redução de mortes devido ao fumo, e isso serve como modelo para outros países de renda baixa e média. No entanto, vimos que um conjunto de políticas mais rigorosas poderiam reduzir ainda mais o tabagismo no país e salvar muito mais vidas”, escreveram os autores no artigo.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://veja.abril.com.br

ÚLTIMA CHAMADA – Encontro da ABQV

ABQV-2013-cartões-convite-AMANHA

CPH Ajuda a Entender o Comportamento do Internauta

Campanha-CPH-2013

Iº Encontro dos Associados ABQV-PE em Recife

ABQV-2013-com-tema

Dia Mundial de Combate ao Câncer

Estudo do Instituto Nacional de Câncer – José Alencar Gomes da Silva (Inca) – aponta que o câncer representa a segunda causa de morte no Brasil, atrás apenas das doenças do coração. Para chamar a atenção de todas as nações sobre importância da discussão sobre a doença e instituir políticas de prevenção,  foi instituído o Dia Mundial do Combate ao Câncer, 8 de abril.

No Brasil, no ano passado, foram descobertos mais de 52.680 casos de câncer da mama, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. Em relação ao câncer da próstata, foram registrados mais 60.180 casos entre brasileiros em 2012. Em 2013 são esperados mais de 500 mil novos casos.

Que-es-el-cancer_0BEF-620x360 (1)

Para diminuir esta incidência, o Ministério da Saúde intensificou estratégias para ampliar o acesso da população aos serviços públicos de diagnóstico e tratamento de câncer. No caso das mulheres, por exemplo, a oferta do serviço de mamografia móvel contribui para ampliar o número de mulheres, na faixa etária prioritária (50 a 69 anos), que devem se submeter ao exame de mamografia e que vivem, preferencialmente, em áreas remotas e de difícil acesso.

Vale destacar que todos os pacientes com a doença podem obter tratamento gratuito na rede pública de saúde, incluindo novas terapias.  O paciente tem direito de se submeter ao primeiro tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS), no prazo de até 60 (sessenta) dias contados a partir do dia em que for confirmado o diagnóstico em laudo médico ou em prazo menor, conforme a necessidade. Pacientes com câncer também têm acesso privilegiado para a obtenção de remédios para tratar a doença.

Números do câncer no mundo

A cada ano, o câncer provoca cerca de 8 milhões de mortes no mundo. Estima-se que um terço dessas mortes poderia ter sido evitado com mais prevenção, detecção precoce e acesso aos tratamentos existentes.

A doença

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células que invadem tecidos e órgãos. Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos, que podem espalhar-se para outras regiões do corpo. As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo.

As causas externas referem-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de uma sociedade. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, e estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas.

Tratamento

Existem várias modalidades de tratamentos. A principal é a cirurgia, que pode ser empregada em conjunto com radioterapia, quimioterapia ou transplante de medula óssea. O médico vai escolher o tratamento mais adequado de acordo com a localização, o tipo do câncer e a extensão da doença. Todas as modalidades de tratamento são oferecidas pelo SUS.

Lei 12.732

Lei 12.732  fixa  prazo de até 60 dias para o tratamento de câncer maligno pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O prazo vale a partir do diagnóstico da doença.

De acordo com a publicação, o prazo de 60 dias será considerado cumprido quando o tratamento for efetivamente iniciado, seja por meio de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Em casos mais graves, o prazo poderá ser inferior ao estabelecido.

Prevenção

A prevenção do câncer nem sempre é possível, mas há fatores de risco que estão na origem de diferentes tipos de tumor. O principal é o tabagismo. O consumo de bebidas alcoólicas e de gorduras de origem animal, dieta pobre em fibras, vida sedentária e obesidade também devem ser evitados para prevenir os tumores malignos.

Instituto Nacional de Câncer (Inca)

Desde 1938, o Inca presta assistência médico-hospitalar gratuita a pacientes diagnosticados com câncer.

Vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS), possui cinco unidades hospitalares na cidade do Rio de Janeiro. Para ser atendido, o médico deve encaminhar o paciente já com diagnóstico confirmado de câncer ou com grande suspeita da doença (exame de radiografia, tomografia ou ressonância magnética).

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.brasil.gov.br


Enter your email address to follow this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 772 outros assinantes

Calendário

fevereiro 2026
S T Q Q S S D
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
232425262728  

Arquivos

Estatísticas do Blog

  • 1.076.839 hits

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora