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Infecção Hospitalar deve ser prevenida por todos os envolvidos

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Infectologia, as Infecções Hospitalares são as mais frequentes complicações ocorridas em pacientes hospitalizados. No Brasil, de 5% a 15% dos pacientes internados contraem algum tipo de Infecção Hospitalar.

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Esse quadro pode levar o paciente a uma nova intervenção cirúrgica ou ocasionar efeitos colaterais causados pela administração do tratamento, que é feito com antibióticos por um período entre duas a quatro semanas. Pode ser necessária também a manutenção do paciente por mais tempo no hospital ou a reinternação, caso ele tenha recebido alta.

Qualquer tipo de infecção contraída pelo paciente dentro do hospital, ou mesmo depois da alta, é chamada de Infecção Hospitalar. Para diagnosticar a Infecção, os médicos observam se o paciente por acaso não chegou ao hospital durante o período de incubação do agente causador. Em seguida observam as informações do prontuário e analisam os resultados de exames laboratoriais.

Uma visão mais recente da Infecção Hospitalar substitui o termo por Infecção Relacionada à Assistência à Saúde, que é bem mais abrangente. Inclui infecções relacionadas a procedimentos ambulatoriais, cuidados em domicílio e até as adquiridas por profissionais da saúde durante o desempenho de suas funções.

Agentes causadores – Os microrganismos causadores das Infecções Hospitalares são bactérias, fungos, vírus e protozoários. Essas formas de vida, invisíveis a olho nu, podem estar presentes no ambiente hospitalar, em outros ambientes e até no próprio organismo. Podem ser transmitidos por meio de água ou alimentos contaminados, de pessoa para pessoa por gotículas de saliva ou pelo ar com pó ou poeira contaminados.

Para que a infecção se manifeste é preciso que haja uma interação entre esses agentes causadores e o paciente. A quantidade de microrganismos presentes, o potencial infeccioso desses micróbios e a capacidade imunológica do paciente é que vão ser decisivos para o desenvolvimento ou não da infecção.

Qualquer pessoa que precise se internar ou fazer algum procedimento ambulatorial está sujeita a contrair uma Infecção Hospitalar. Alguns grupos de pessoas possuem alterações no sistema imunológico e por isso são mais suscetíveis às infecções. Entre eles estão recém-nascidos, idosos, portadores de diabetes, pessoas com câncer e transplantados.

Prevenção – A prevenção é a melhor maneira de reduzir os casos de pacientes que apresentam o quadro de Infecção Hospitalar. Medidas preventivas devem ser tomadas tanto pelas instituições de saúde, quanto pelos seus profissionais e até mesmo pelos e visitantes.

Os hospitais e ambulatórios possuem regras de higiene e procedimentos que visam a prevenção do contágio do ambiente por bactérias e vírus que podem causar infecções e a segurança do paciente. Mas os profissionais que prestam assistência à saúde devem tomar alguns cuidados pessoais, como manter as unhas limpas e os cabelos presos, além de cuidar do jaleco para não usá-lo em outras instituições ou fora do ambiente hospitalar.

A medida de prevenção que deve ser praticada por visitantes, cuidadores domésticos e todos os envolvidos no tratamento é a higiene das mãos. Essa medida simples evita a forma mais comum de contágio por bactérias, germes e vírus. O correto é fazer a lavagem com água e sabão ou utilizando o álcool gel. É indicado lavar sempre as mãos quando for visitar um paciente, antes e depois das refeições e de usar o banheiro e sempre que for fazer um curativo ou administrar medicamentos.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.vivalle.com.br

CPH Ajuda a Entender o Comportamento do Internauta

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Cuidados durante visitas ao hospital

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Tendo em vista que não há como erradicar a infecção hospitalar, mesmo nos melhores hospitais do mundo acontecem infecções hospitalares, é muito importante que sejam tomados alguns cuidados preventivos por quem realiza visitas no hospital:

– Higienizar as mãos ao chegar no hospital, antes de tocar o paciente e ao sair do hospital, com água e sabão ou quando visivelmente limpas, pode ser realizada higiene rápida das mãos com álcool-gel que se encontra distribuído por todo hospital em dispensadores fixados nas paredes dos corredores;
– Preferencialmente deixe em casa anéis, relógios e pulseiras, mantenha unhas curtas e limpas;
– Não levar alimentos, pois cada paciente recebe o número de refeições suficientes e adequadas ao seu estado de saúde, controlado por profissionais qualificados;
– Evite levar flores e/ou plantas para o quarto do paciente;
– Preferencialmente não levar crianças para realizar visitas no hospital;
– Não sentar na cama do paciente, nem em camas vagas ao lado;
– Não levar chimarrão ao hospital;
– Se houver alguma placa ou orientação na porta do quarto, procurar a enfermagem antes de entrar;
– Não aproximar o rosto ou beijar a face de recém-nascidos;
– Seguir rigorosamente as orientações recebidas, pois assim você também estará cooperando para o controle das infecções.

Conforme legislação vigente e preocupados com a qualidade de seus serviços o Hospital Bruno Born possui uma CCIH organizada, que conta com um Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), que realiza atividades e treinamentos para as diversas áreas, com o intuito de prevenir e controlar as infecções hospitalares, almejando sempre o bem estar do paciente.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.hbb.com.br

Infecção Hospitalar

A infecção hospitalar é aquela adquirida no hospital e que não estava presente ou em incubação quando da admissão do paciente. Ela pode manifestar-se durante a internação ou mesmo após a alta.

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Quais os agentes causadores?

A infecção é causada por microrganismos ou micróbios – organismos vivos invisíveis a olho nu – que podem ser classificados em: bactérias, fungos, vírus e protozoários, existentes no ambiente hospitalar, em outros ambientes e mesmo no próprio organismo.

Como se transmite?

A infecção é resultante da interação entre: os microrganismos, sua fonte de transmissão e o hospedeiro. Em outras palavras, a infecção depende da quantidade de microrganismos que atinge o indivíduo, da capacidade deste germe em causar infecção, do seu modo de transmissão e da resistência imunológica do indivíduo (como ele responderá a esta agressão).

Os microrganismos podem ser transmitidos de pessoa para pessoa, especialmente pelas mãos; por isso, é fundamental a higiene das mãos. Há também outras maneiras de transmissão: por meio de água e alimentos contaminados; das gotículas que saem da boca quando falamos; ou pelo ar, quando respiramos pó e poeira que contém microrganismos.

Os riscos de aquisição desta infecção podem ser agrupados em:

  • Relacionados aos cuidados prestados: associada aos microrganismos presentes nas mãos dos profissionais de saúde, no ambiente ou no organismo do paciente. Geralmente estão relacionadas a procedimentos invasivos (por exemplo, intubação para auxiliar a respiração, passagem de cateteres venosos, cateteres no sistema urinário, cirurgias etc.). Em algumas situações essas infecções, especialmente as que ocorrem após cirurgias, podem ser prevenida com o uso de antibióticos.
  • Relacionados à organização: sistemas de ventilação de ar e de água, disponibilidade de profissionais (por exemplo, a relação entre número de enfermeiras dedicadas a atender um determinado número de leitos), e estrutura física (mais de um leito no mesmo quarto, a distância entre estes leitos, presença de pias, papel toalha, gel alcoólico para higiene das mãos etc.).
  • Relacionados à condição clínica do paciente: infecção associada à gravidade da doença, o comprometimento da imunidade do paciente, a tempo da internação etc.

Quem está mais exposto ao risco de adquirir a infecção hospitalar?

Recém-nascidos, idosos, diabéticos, pessoas com câncer e transplantados apresentam maiores riscos, pois estes possuem alterações em seu sistema de defesa contra os microrganismos.

Como são tratadas essas infecções e quais as suas complicações?

O tratamento da infecção hospitalar geralmente é feito com antibióticos.

A maior complicação da infecção hospitalar é o fato de poder acarretar problemas médicos adicionais, como a necessidade de re-intervenção cirúrgica ou a ocorrência de efeito colateral relacionado ao antibiótico administrado. Além disso, pode ser necessária a re-internação do paciente no hospital ou seu tempo de permanência ser maior do que o planejado inicialmente.

O que podem fazer pacientes e visitantes para minimizar o risco de transmissão da infecção hospitalar?

É importante lembrar que a prevenção pode reduzir o número de pacientes acometidos por esta infecção e, com isso, diminuir o uso de antibióticos, o tempo de permanência destes pacientes no hospital e os danos associados à infecção. Por isso, este deve ser um esforço de todos: profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas etc.), visitantes e pacientes.

A higiene das mãos – que devem ser lavadas com água e sabão ou utilizando o gel alcoólico – é uma medida simples, mas muito efetiva para reduzir este risco. Portanto, o paciente pode colaborar observando e lembrando os profissionais e visitantes a realizarem este ato. Pessoas resfriadas, gripadas, crianças com infecções próprias da infância não devem visitar pacientes internados.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.einstein.br

Infecção Hospitalar

O hospital funciona como um centro onde bactérias, vírus e muitos outros microrganismos podem ser transmitidos de uma pessoa para outra. Volta e meia, temos notícia de casos de infecções adquiridas durante a internação hospitalar, ou mesmo após a alta. São considerados pacientes de risco , além das crianças e os idosos, portadores de diabetes, pacientes com o sistema imunológico deprimido, os que usaram antibióticos por prazo longo, ou foram submetidos a procedimentos invasivos como cirurgias, colocação de sondas ou de cateteres, entubação, etc. O número de infecções hospitalares, e das outras infecções também, pode ser reduzido em grande escala se for posto em prática um hábito simples de higiene: a lavagem das mãos. Profissionais de saúde, visitas, parentes, acompanhantes devem ter o cuidado de lavar bem as mãos para não servirem de veículos dos agentes de contaminação.

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INFECÇÕES ASSOCIADAS AO CUIDAR DA SAÚDE

Drauzio  Você poderia explicar em que consistem essas doenças que chamamos genericamente de infecção hospitalar?

Beatriz Souza Dias – As infecções hospitalares são efeitos adversos que podem estar relacionadas com a admissão do paciente no hospital. Elas foram contextualizadas no universo hospitalar, porque, durante os últimos 40 anos, talvez um pouco mais, o atendimento médico centralizou-se nessas instituições. Veja um exemplo: pacientes com câncer em tratamento quimioterápico passavam a maior parte do tempo dentro do hospital e era comum desenvolverem infecções que pareciam relacionadas ao ambiente hospitalar ou com a proximidade de outras pessoas doentes. Infecções respiratórias, que acometiam pacientes em coma ou com nível de consciência diminuído, infecções que entravam pelos acessos venosos através dos cateteres ou mesmo pelas veias periféricas, infecções do trato urinário, quando era introduzida uma sonda vesical, flebites, tudo isso era chamado de infecção hospitalar. O curioso é que o custo alto da medicina, de certa forma, afastou os pacientes dos hospitais. Sempre que possível, eles passaram a ser cuidados em suas casas, nas clínicas de seus médicos, ou permaneceram no ambulatório do hospital apenas o tempo suficiente para receber o tratamento. Mesmo assim, quando caíam os leucócitos, esses pacientes desenvolveram infecções não mais hospitalares, mas associadas ao tratamento e que têm relação com a flora intestinal do indivíduo ou com o cateter em cuja conexão pode entrar um pouco de água do banho, por exemplo. Em vista disso, a tendência é chamá-las de “infecções associadas ao cuidar da saúde” e não mais infecções hospitalares.

BACTÉRIAS RESISTENTES

Drauzio – O que diferencia os germes comuns, que a gente pega dentro do ônibus, por exemplo, dos germes que provocam as infecções hospitalares ou domésticas?

Beatriz Souza Dias – Em geral, indivíduos que contraem infecção no hospital ou no tratamento em domicílio são campo fértil para que os germes se desenvolvam, porque estão enfraquecidos por uma doença de base. São ótimos hospedeiros. Tanto isso é verdade, que nós, médicos, transitamos pelos hospitais e raramente temos uma infecção desse tipo. Por outro lado, as bactérias que costumam acometer esses pacientes, na maioria dos casos, são mais resistentes aos antibióticos, porque eles já receberam essa classe de medicamentos em grande quantidade e por muito tempo ou estiveram internados na UTI perto de doentes que foram medicados com doses altas de antibiótico e podem ter colonizado bactérias mais resistentes. O fato de serem mais resistentes, porém, não significa que sejam mais patogênicas, mais agressivas em termos da lesão que podem causar. São mais difíceis de tratar, porque existem menos opções de remédios para combatê-las.

FATORES DE RISCO PARA INFECÇÃO

Drauzio – Esse conceito é muito importante. Nos hospitais, apenas se infectam com os germes agressivos, as pessoas que estão debilitadas, enfraquecidas e fica difícil tratá-las porque eles são resistentes à ação dos antibióticos. Como se explica que médicos e enfermeiros não se infectem com essas bactérias resistentes?

Beatriz Souza Dias – Imagine uma terra maravilhosa, plana e agriculturável, fértil e desocupada. Em pouco tempo, aparecerá alguém que se interesse por cultivá-la. No organismo, ocorre mais ou menos a mesma coisa. Nossa pele, boca, esôfago e intestino, por exemplo, contêm uma flora bacteriana imensa. Se não me falha a memória, só no intestino, existe um bilhão de bactérias classificadas em 400 espécies diferentes. Quando antibióticos e quimioterápicos atingem esses seres vivos, a flora desaparece e sobra um terreno fértil e desabitado, extremamente favorável para a colonização de bactérias e fungos, muitos fungos, que são resistentes aos medicamentos que a pessoa está ou esteve tomando. Antes de causar infecção, as bactérias mais resistentes colonizam tanto a pele quanto as superfícies internas dos órgãos ocos, que são quentinhos, úmidos, adocicados e, portanto, funcionam como nutrientes excepcionais para sua proliferação.

O paciente que está na UTI, invadido por sondas e cateteres, com mecanismos de defesa e movimentos ciliares debilitados, flora intestinal alterada pelo uso atual ou pregresso de antibióticos, é um prato cheio para a colonização e, eventualmente, para ser infectado por elas.

RESISTÊNCIA À CONTAMINAÇÃO

Drauzio – O que acontece com a enfermeira que cuida desses pacientes e não adoece?

Beatriz Souza Dias – A enfermeira pode ter as mãos colonizadas pela flora do paciente, mas estará livre de colonizar bactérias resistentes e de adoecer por causa delas, se cuidar da higiene criteriosa das mãos e passar álcool-gel. Desse modo, suas mãos e mucosas estarão ocupadas pela flora própria do seu organismo e que desenvolverá resistência à colonização de microrganismos estranhos (colonization resistance).

HIGIENE DAS MÃOS

Drauzio – O cuidado mais importante para evitar a transmissão de infecções inter-humanos talvez seja mesmo lavar as mãos.

Beatriz Souza Dias – As mãos têm flora própria, em geral cocos gram-positivos que são muito patogênicos. Bactérias como o estafilococo coagulase negativo, também presente nas mãos, são menos patogênicas e só provocam infecções quando a pessoa tem próteses, está com cateteres, etc.
É bom pensar que usamos as mãos praticamente para tudo o que fazemos. Quando atendemos um paciente colonizado por bactéria resistente, ficamos com ela nas mãos por algum tempo. Se, logo em seguida, formos atender um doente com a flora lesada por antibióticos ou outros medicamentos, podemos infectá-lo com a bactéria que se alojou em nossas mãos
Não é apenas nessas situações que pode ocorrer o contágio. O vírus do resfriado, por exemplo, pode passar da mão da pessoa com coriza, que secou o nariz, para as mãos de outra, que também será infectada. Basta que se deem ou apertem as mãos. Isso prova que nossas mãos são veículo eficiente para a transmissão de infecções e bactérias, resistentes ou não, dentro do hospital ou fora dele.

Drauzio – A preocupação com a higiene das mãos não é coisa nova na medicina, mas parece que ainda não se incorporou aos hábitos de todas as pessoas.

Beatriz Souza Dias – A primeira pessoa que atinou que as mãos poderiam transmitir infecções foi o médico húngaro Ignaz Phillip Semmelweiss, em meados do século XIX. Trabalhando em Viena, constatou que as parturientes tinham febre puerperal e acabavam morrendo quando eram examinadas por estudantes de medicina depois que faziam autópsias. Curiosamente, esse conhecimento era de domínio público e as mulheres faziam de tudo para serem atendidas por parteiras que, por não trabalharem nas salas de autópsia, não transmitiam infecções.
Se me lembro bem, Semmelweiss instituiu a higienização das mãos com fenol e cloro antes de os estudantes de medicina examinarem as parturientes, mas quase ninguém acreditava nele e o levou a sério. No entanto, esse conceito de higienização das mãos defendido por Semmelweiss, há mais de um século, é bandeira que se ergue até hoje no controle das infecções hospitalares.

Drauzio – Tecnicamente, como as mãos devem ser lavadas?

Beatriz Souza Dias – As mãos devem ser umedecidas antes de colocar o sabão, de preferência líquido, para evitar que se toque no reservatório. Em seguida, esfregam-se bem o dorso, a palma, os dedos e os interdígitos, isto é, o vão dos dedos. É preciso tomar cuidado também com a área embaixo das unhas. Se a pessoa tem unhas mais longas, deve colocar sabão e esfregar embaixo delas. Nos hospitais, existem espátulas que ajudam a limpar essa região.
Na hora de enxaguar, os dedos devem ser virados para cima, na direção da água que cai. Não devem ser usadas toalhas de pano para secar as mãos e, sim, toalhas de papel que servirão também para fechar a torneira. De que adiantará lavar bem as mãos se, depois, tocarmos na torneira contaminada? Por incrível que pareça, essa técnica elementar que a enfermagem aprende não é ensinada nas faculdades de medicina.

CONDIÇÕES DESFAVORÁVEIS

Drauzio  Por que nem sempre essas regras são observadas?

Beatriz Souza Dias – Eu que trabalho em hospital público (já trabalhei em vários) pude observar que há cartazes espalhados por todo o canto recomendando a lavagem das mãos, mas o sabão é de má qualidade, resseca a pele – muitos sequer fazem espuma – e a tolha de papel é péssima, esfarela-se toda. A falta de equipamento adequado torna desagradável o ato de lavar as mãos e desestimula as pessoas.

Drauzio – É difícil convencer um profissional de que ele deve lavar as mãos cada vez que examina um paciente?

Beatriz Souza Dias – Não é que seja só difícil. Em algumas circunstâncias, mesmo convencido, o profissional não consegue fazê-lo, porque é obrigado a atender um número exagerado de pacientes. Estudos americanos provaram que número maior de pacientes atendidos está diretamente ligado ao aumento da incidência de infecções hospitalares.
Em Boston, onde trabalhei com modelos animais de infecção, observei que as pessoas faziam fila para lavar as mãos numa pia que tinha um sabão delicioso, e não se aproximavam das outras com sabão de pior qualidade. Levei essa experiência para o Hospital Sírio-Libanês e, com a ajuda das senhoras da sociedade beneficente, conseguimos colocar sabão e toalhas de papel de primeira linha nas pias dos lavabos, equipamento simples que estimulou os profissionais a lavarem as mãos.

INFECÇÃO TRANSMITIDA POR VISITAS

Drauzio – Quando se fala em infecção hospitalar, pouco se menciona a infecção que os visitantes levam para dentro dos hospitais. Quais são os cuidados que as pessoas devem tomar quando vão visitar um parente ou amigo hospitalizado?

Beatriz Souza Dias – No Brasil, existe o hábito reconfortante, mas um pouco exagerado da visita social ao paciente internado. Às vezes, juntam-se no quarto dez ou doze pessoas para visitar um doente que, se estivesse se sentindo bem, não estaria ali.
Às vezes, é muito difícil controlar essa aglomeração, mas é importante evitar que pessoas gripadas ou com outro tipo de infecção qualquer, por mais banal que seja (piodermite, furúnculos, diarreia), visitem pessoas doentes, quer estejam hospitalizadas ou não.
Em certos aspectos, é desaconselhável até a visitação de crianças, que podem estar no período de incubação de doenças exantemáticas, comuns nessa faixa de idade. Antes de manifestarem as lesões da catapora, por exemplo, elas já estarão transmitindo a doença, o que pode representar verdadeira desgraça numa enfermaria de pacientes oncológicos.

Drauzio – Os visitantes deveriam lembrar-se de que lavar as mãos é a primeira coisa que devem fazer ao entrar num quarto de hospital. 

Beatriz Souza Dias – Em geral, nos corredores dos hospitais existem pias onde a pessoa pode lavar as mãos antes de entrar no quarto do doente. Estudos mostraram que o problema de infecção cruzada foi em parte resolvido pelo uso de álcool-gel. Álcool é um excelente desinfetante, mas resseca a pele. Diluído em gel, perde esse efeito, mas continua eficaz para diminuir a flora bacteriana das mãos e têm a vantagem de a pessoa poder aplicá-lo e sair andando. Nos prontos-socorros, nos lugares onde as pias ficam distantes ou em que há muitos pacientes para atender em curto espaço de tempo, o álcool-gel representa uma alternativa bem interessante.

Drauzio – A regra básica é lavar as mãos antes de nos aproximarmos de algum doente.

Beatriz Souza Dias – Lavar as mãos é muito importante para não transmitir doenças. Em alguns casos, porém, o respeito a essa recomendação apresentou resultados desapontadores. Por exemplo: filmaram os banheiros masculinos nos Congressos de Infectologistas e foi raro encontrar um infectologista que lavasse as mãos após usar ao banheiro. Essa atitude básica que deve fazer parte da educação na família não é obedecida pelos profissionais que deveriam estar preocupados com o problema.

CUIDADOS COM OS RECÉM-NASCIDOS

Drauzio – Quais são os cuidados que as pessoas devem tomar quando vão visitar recém-nascidos?

Beatriz Souza Dias – Ao nascer, o bebê está livre da flora que será normal para ele. Depois, vai adquirindo a flora da mãe e do ambiente. Quem vai visitá-lo não pode estar doente. Pessoas gripadas, com furúnculos, impetigos ou paroníquias, isto é, pequenas infecções em volta das unhas que acometem, principalmente, as mulheres que vão à manicure, não devem visitar e muito menos carregar o recém-nascido. As outras podem pegá-lo no colo, desde que lavem as mãos e ele pese mais do que 2,5kg. Com menos peso, o risco de infecções é maior. Beijar recém-nascidos também não é conduta aconselhável. Eles ainda não tiveram tempo para desenvolver a flora que irá protegê-los contra as bactérias alheias.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://drauziovarella.com.br/

Degeneração Macular

O que é?

DEGENERAÇÃO MACULAR é uma lesão que acomete a mácula, uma pequena área no fundo do olho que permite enxergar claramente pequenos detalhes. Quando a mácula não funciona de maneira correta, experimentamos embaçamento ou escuridão no centro de nossa visão. A degeneração macular afeta tanto a visão de longe como a de perto, podendo dificultar ou impedir algumas atividades, tais como leitura e trabalhos manuais.

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Fatores de risco

Não se conhece a causa da doença, mas sabe-se que alguns fatores de risco aumentam a probabilidade de desenvolvê-la. Entre eles destacam-se: predisposição genética, exposição à luz solar, em especial, aos raios ultravioleta, hipertensão, obesidade, ingestão de grandes quantidades de gorduras vegetais e dietas pobres em frutas, verduras e zinco. Fumantes ativos e passivos também estão mais sujeitos a manifestar essa alteração.

A prevalência varia de acordo com a predisposição genética e aumenta com a idade.

Sintomas

Nas fases mais precoces, a perda visual costuma ser pouco perceptível. À medida que a enfermidade evolui, aparecem os seguintes sintomas: visão borrada, pontos luminosos, manchas no centro da visão (escotomas), diminuição da sensibilidade aos contrastes de luz, dificuldade de adaptação ao escuro, linhas distorcidas e tortuosas, necessidade de iluminação mais intensa para ler.

Diagnóstico

O exame de fundo de olho pode sugerir a degeneração macular, mas a confirmação do
diagnóstico depende de exames específicos como a retinografia e a
angiofluoresceinografia.

Como é tratada a Degeneração Macular?

Há várias modalidades de tratamento para a degeneração macular. Na degeneração macular “seca”, o uso de uma combinação adequada de vitaminas e sais minerais pode impedir ou retardar a perda da visão.
Já a degeneração macular “úmida”, nos estágios iniciais, pode ser tratada com raios laser. O tratamento é realizado no consultório, apenas com o uso de colírios anestésicos, e normalmente é indolor. A fotocoagulação a laser emprega um feixe de luz altamente focalizado para ocluir os vasos sangüíneos que lesam a mácula. Esse tratamento é realizado nos casos em que os vasos anormais não afetam o centro da mácula.
Nos últimos anos, novos tratamentos têm sido utilizados para a Degeneração Macular Relacionada à Idade:

Terapia Fotodinâmica (PDT), que utiliza um corante especial – Visudyne – o qual injetado em uma veia do braço, irá localizar-se nos vasos anormais no fundo do olho. Um laser especial ativa, então, esse corante, o que resulta na oclusão dos vasos anormais, sem lesão da retina sobrejacente. Esse tratamento é utilizado quando os vasos anormais estão localizados no centro da mácula.
Outros pacientes podem se beneficiar da cirurgia denominada Translocação Macular. Nela, a retina é descolada e mudada para uma nova posição. A mácula sensorial fica, assim, em uma posição diferente dos vasos anormais, localizados abaixo da retina, os quais, dessa forma, podem ser ocluídos com o laser tradicional, sem danos para a mácula.

Os antiangiogênicos, modernos medicamentos que, injetados em torno do globo ocular ou no seu interior, têm proporcionado a paralisação ou mesmo a regressão dos vasos anormais, permitindo, assim, a estabilização e até a melhora da visão. A fim de controlar bem a doença, frequentemente é necessário repetir esse tratamento.
Os pacientes que apresentam baixa de visão acentuada poderão ser beneficiados com prescrição de lentes especiais e dispositivos ópticos tais como lupas, telelupas, circuito fechado de TV, entre outros.
Todos esses modernos tratamentos, assim como os dispositivos ópticos, estão disponíveis no Instituto da Visão, e têm beneficiado milhares de pacientes do Brasil e do exterior.

Recomendações

* Não fume;

* Use óculos com lentes com proteção contra raios ultravioleta;

* Dê atenção especial à escolha dos alimentos que fazem parte de sua dieta e escolha aqueles ricos em vitaminas e sais minerais;

* Peça orientação sobre o uso de suplementos vitamínicos com propriedade antioxidante;

* Controle a pressão arterial e evite o ganho de peso;

* Não se descuide. Consulte o oftalmologista periodicamente. Quanto mais precoce o diagnóstico, maiores as chances de retardar a evolução da doença.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.oftalmofoz.com.br e http://drauziovarella.com.br

7 doenças de olhos que podem ter diagnósticos precoces

Eles nos apresentam as cores, as formas, as paisagens, as pessoas. Apesar de serem tão importantes, os olhos costumam ser deixados de lado quando o assunto é saúde. É mais do que comum as pessoas procurarem um oftalmologista apenas ao perceberem que não estão enxergando tão bem de longe ou de perto, quando o ideal é que isso ocorra periodicamente. Só assim há a possibilidade de diagnósticos precoces, evitando que possíveis problemas se agravem e evoluam até mesmo para a cegueira.

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O primeiro exame oftalmológico deve ser realizado logo que a criança nasce e pelo próprio pediatra. “É o exame do reflexo vermelho, que pode detectar, por exemplo, tumores, catarata congênita (opacificação do cristalino), glaucoma congênito (aumento da pressão nos olhos), leucocoria (reflexo pupilar branco) e infecções, como a toxoplasmose, que a mãe contaminada pode passar ao filho e causar uma cicatriz no fundo do seu olho”, afirma Rodrigo Angelucci, professor de oftalmologia da Faculdade de Medicina do ABC. De forma geral, os pequenos têm de visitar o médico especialista em olhos a cada seis meses até completar 10 anos. A partir de então, as consultas passam a ser anuais.

No caso dos adultos, os oftalmologistas ficam atentos às ametropias (miopia, hipermetropia e astigmatismo), catarata, glaucoma, retinopatia diabética e hipertensiva (alterações no fundo do olho relacionadas a diabetes e a hipertensão arterial) doenças degenerativas, entre outras. “Se o paciente notar qualquer problema no olho, mesmo sendo leve, deve procurar um médico também”, ressalta Angelucci.

Como prevenir é sempre a melhor alternativa, o professor lista algumas dicas para colaborar com os olhos. Uma delas é evitar coçá-los, porque o ato possibilita o surgimento de lesões na córnea e retina, levando à cegueira em casos mais graves. Sempre que receitado, use óculos ou lentes, caso contrário os resultados são dores de cabeça, olhos cansados e secos. Mantenha também uma dieta balanceada e invista em alimentos com ômega-3, zinco, selênio e vitaminas A e E. Portanto, inclua no cardápio carnes vermelhas, peixes, verduras escuras (como couve e espinafre), cenoura e frutas.

Doenças

Confira sete doenças que podem ser detectadas com exames periódicos, de acordo com Rodrigo Angelucci, professor de oftalmologia da Faculdade de Medicina do ABC:

Ametropia:

erro de refração ocular, como miopia (não enxerga claramente de longe), hipermetropia (não enxerga claramente de perto) e astigmatismo (visão distorcida de longe e de perto). Os problemas de visão podem ser corrigidos com o uso de óculos, lentes e cirurgias a laser.

Catarata:

é a opacificação do cristalino, que geralmente acontece após os 60 anos, mas algumas crianças podem já nascer com o problema. “Todas as pessoas terão catarata algum dia, umas mais cedo e outras mais tarde. É um desgaste natural”, afirma o médico. O tratamento é cirúrgico e consiste em remover a catarata e implantar uma lente intraocular.

Estrabismo:

a criança pode nascer estrábica (vesga, como é chamada popularmente) e, em alguns casos, isso tem relação com alguma doença ocular, como tumor e glaucoma congênito. Há também a chance de aparecer após os seis meses de vida. Se notar qualquer sinal de desvio dos olhos dos filhos, procure um médico. O tratamento consiste em usar tampão e óculos. Se não resolver, a solução é a cirurgia. Caso não cuide, o incômodo estético permanece, além da possibilidade de prejudicar a visão.

Glaucoma:

é o aumento da pressão nos olhos, que, se não for tratado, pode levar à perda gradual e irreversível da visão. “Os fatores de risco para desenvolver a doença são hipertensão, idade acima de 40 anos, diabetes, histórico familiar, raça negra, longo tratamento com esteroides e/ou altos graus de miopia”, de acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia. Há a possibilidade de bebês nascerem com a doença. O tratamento consiste no uso de colírios. Ainda há como alternativas o laser e a realização de cirurgias.

Leucocoria (reflexo pupilar branco):

o exame do reflexo vermelho possibilita a identificação do problema, que é o reflexo branco da pupila. Em crianças maiores, há a possibilidade de perceber o reflexo branco em fotos comuns. Pode ser sinal de tumor ou de retinopatia da prematuridade (alteração no crescimento da retina), por exemplo. O tratamento depende da avaliação do oftalmologista e pode ser clínico, com laser ou cirurgia. Se não tratar precocemente, há chances de levar à cegueira.

Olho saltado (exoftalmia e proptose):

há alguns motivos que podem fazer com que o olho se projete para fora. Entre eles estão doenças da tireóide e tumores. Se notar qualquer assimetria no tamanho e distância dos olhos, procure um médico. O tratamento consiste em solucionar os problemas que causaram os olhos saltados. Em alguns casos, há a necessidade de cirurgia para corrigir também as suas posições.

Olho seco:

pode estar associado a ametropias ou ao olho saltado, por exemplo, e consiste no ressecamento dos olhos, levando à vermelhidão e irritação crônica. O tratamento é baseado, geralmente, no uso de lubrificantes oculares. Se não seguir as recomendações médicas, a pessoa pode desenvolver conjuntivite (inflamação na conjuntiva) e ceratite (inflamação da córnea).

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://saude.terra.com.br/

Sete alimentos que ajudam a proteger a saúde dos olhos

A alimentação é tida por especialistas de diversas áreas como chave para deixar a saúde em dia. Segundo a oftalmologista Lara Murad Bichara, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, vários estudos já comprovaram que a escolha de nutrientes pode prevenir o aparecimento de doenças oculares , como a degeneração macular e olho seco, por exemplo.

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Ovo é indicado por ser fonte de luteína e zeaxantina, auxiliares na prevenção da evolução da degeneração macular.

Laranja é rica em carotenoides, nutrientes aliados da saúde ocular, que previnem um tipo de cegueira noturna.

Peixes, como salmão, sardinha e atum, são excelentes fontes de antioxidantes (como ômega 3) que ajudam a combater a formação de radicais livres prejudiciais aos olhos.

Cenoura é rica em carotenoides, nutrientes aliados da saúde ocular, que previnem um tipo de cegueira noturna.

Linhaça é fonte de vitamina E e de ômega 3, 6 e 9, todos de extrema importância para tratamento do olho seco, uma alteração comum e desconfortável.

Mamão é rico em carotenoides, nutrientes aliados da saúde ocular, que previnem um tipo de cegueira noturna.

Azeite de oliva outra fonte de omega 3, vitamina E e polifenóis, também é um alimento indicado para prevenir degeneração macular.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://saude.ig.com.br

7 de maio – Dia do Oftalmologista

A visão é um dos principais sentidos do Homem, sendo responsável por cerca de 80% das informações que recebemos. Por isso, merece atenção e cuidados especiais.
Doctor Checking Patient's Eyes

A visão é um dos principais sentidos do Homem, sendo responsável por cerca de 80% das informações que recebemos. Por isso, merece atenção e cuidados especiais. Além de visitas regulares ao oftalmologista para avaliação da acuidade visual e detecção precoce de qualquer outra alteração, é importante também procurar um especialista em caso de qualquer sintoma. Controlar a pressão arterial e o diabetes, também, são medidas importantes para evitar doenças como retinopatias, catarata, glaucoma e outras.

Muitos dos problemas de visão podem ser evitados com bons hábitos como, por exemplo, usar óculos de sol com proteção para raios ultravioleta, utilizar o computador de maneira adequada com bom posicionamento do monitor, piscando frequentemente, e iluminação correta do ambiente, que é importante também para a leitura, vídeo game e televisão. Além disso, “as maquiagens não podem estar com data de validade vencida e devem ser dermatologicamente testada”, afirma a oftalmologista do Hospital Samaritano de São Paulo, Dra. Simone Pezzutti.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.einstein.br

1º Fórum de Qualidade de Vida – SESI/PE

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