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Diabetes, uma verdadeira epidemia

Embora o termo epidemia tenha sido utilizado, ao longo dos tempos, para a rapidez com que doenças infectocontagiosas se espalham pelo mundo, essa palavra também tem sido utilizada para explicar a velocidade espantosa do alcance do diabetes nos últimos anos. Atualmente, somos 366 milhões de pessoas com diabetes no mundo. A continuar o ritmo atual, seremos 552 milhões em 2030.

Ainda hoje, a maioria das pessoas desconhece a nítida correlação do diabetes com obesidade e sedentarismo, e também os inúmeros agravos à saúde que o diabetes produz, se não controlado a tempo: amputações de membros inferiores, cegueira, insuficiência renal, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral. Portanto, se não forem tomadas medidas de alerta à população quanto a essa associação sedentarismo-obesidade-diabetes, a curva continuará em ascensão. Apenas com intervenções culturais apropriadas conseguiremos reduzir o enorme gasto econômico e sofrimento pessoal daí advindos.

No dia 14 de novembro, escolhido como Dia Mundial do Diabetes por ser a data do nascimento de Frederick Banting, descobridor da insulina, monumentos e prédios históricos do mundo serão iluminados com canhões de luzes circulares azuis, símbolo da campanha deste evento internacional. Países se engajarão, representando a união de todos na luta contra o diabetes.

O Instituto da Criança com Diabetes, ligado ao Grupo Hospitalar Conceição, que hoje assiste a cerca de 2.500 crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 (insulinodependentes)  pelo Sistema Único de Saúde, já conseguiu reduzir, ao longo dos seus oito anos de funcionamento, em 80% o índice de internações hospitalares, utilizando medidas simples, mas efetivas e continuadas, como a educação diária através de temas relacionados ao diabetes. Por isso, façamos nossa parte, e pensemos um pouco nesse problema, que é de todos, e em como combatê-lo.

Médico endocrinologista, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes.

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Saúde Pública deve considerar dados sobre o clima para prevenir Doenças, diz OMS

A OMS (Organização Mundial da Saúde), no estudo Atlas da Saúde e do Clima, divulgado no último dia (29), alerta que a saúde humana está ameaçada pelas mudanças climáticas.

A publicação destaca que as secas, as inundações e os ciclones geram surtos epidêmicos de doenças, como diarreia, malária, dengue e meningite.

No Atlas da Saúde e do Clima, há exemplos práticos de como adotar ações em saúde pública para prevenir os problemas causados pelas mudanças climáticas. A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, disse que é fundamental prevenir e preparar a população. Segundo ela, as ações conjugadas dão vida “ao coração da saúde pública”.

“Informações sobre a variabilidade e mudanças climáticas são ferramentas poderosas que auxiliam as nossas tarefas”, disse.

A diretora-geral observou que, por enquanto, os dados dos serviços de informações sobre clima têm sido “subutilizados” na saúde pública. Para ela, a falta de atenção a esses dados acaba aumentando a incidência de doenças infecciosas, como malária, dengue, meningite e cólera. Segundo o estudo, a situação se agrava principalmente entre crianças e idosos.

O Atlas da Saúde e do Clima analisa os efeitos das mudanças climáticas em todos os continentes. Ao mencionar a América do Sul, a publicação destaca as inundações no Sul do Brasil, principalmente em Santa Catarina, e a seca no Norte, especialmente na Amazônia.

BRASIL

Em 68 páginas, o estudo mostra que as preocupações no Brasil se concentram no Sul em decorrência das inundações e dos deslizamentos de terras, considerados constantes, e no Norte devido à seca.

Uma série de problemas de saúde, segundo o estudo, são gerados pelas mudanças no clima atingem milhões de brasileiros e provocam surtos epidêmicos de doenças, como diarreia, malária, dengue e meningite. O relatório informa que de 2000 a 2010 foram registrados 1.320 casos de inundações. O período apontado como a “pior seca dos últimos 60 anos” foi de 2004 a 2010, na Amazônia.

O estudo revela também que as doenças mais comuns causadas pelas alterações climáticas têm relação direta com uma série de fatores, como poluição e infraestrutura local. A maior parte das mortes, segundo o relatório, é entre bebês recém-nascidos. Há registros também de levados número de casos, nem sempre fatais, de pneumonia, diarreia e malária.

Os especialistas advertem ainda para que as pessoas redobrem os cuidados com a exposição ao sol, pois há estudos que demonstram que as elevadas temperaturas e os raios de sol podem causar problemas à saúde. O alerta é para limitar a exposição ao sol, procurar lugares à sombra, usar roupas que protejam, chapéus e óculos. Também é recomendado o uso de protetor solar.

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Os sintomas para identificar a Dengue

A dengue é uma doença causada por um arbovírus, ou seja, aquele que é transmitido por um artrópode (inseto). O mosquito Aedes aegypti é o hospedeiro intermediário do vírus, mas ele só passa a ser um agente transmissor quando pica uma pessoa infectada. Não há transmissão de pessoa para pessoa ou por meio de objetos.

Segundo a clínica geral e infectologista Lígia Raquel Brito Francisco da Silva, o vírus passa por um período de incubação de quatro a 10 dias. “Esse é o período que o vírus se multiplica no corpo. Após isso, a pessoa começa a apresentar os primeiros sintomas”, explica.

É importante ficar alerta para os sintomas, pois eles podem ser confundidos com os de outras doenças, como a gripe. Os primeiros sinais são febre alta, dor nas articulações e músculos, fraqueza, falta de apetite, manchas avermelhadas pelo corpo, fortes dores de cabeça e dor no fundo dos olhos.

A dengue é identificada pelo médico apenas pela observação dos sintomas. De acordo com o clínico geral e infectologista Paulo Olzon, o exame de sangue pode dar negativo em relação ao vírus quando a doença se encontra no estágio inicial. “O exame de sangue deve ser feito depois de duas semanas para que os anticorpos possam ser detectados na amostra”, explica.

A chamada dengue clássica cura-se naturalmente, quando o organismo livra-se do vírus através de anticorpos. A forma hemorrágica, no entanto, requer mais cuidados, pois é esta que pode matar. “A dengue hemorrágica é extremamente rara”, afirma Olzon.

Quando o paciente apresenta o quadro hemorrágico existe sangramento da gengiva, das narinas e de órgãos internos, o que ocasiona as dores abdominais. Apesar de trazer maior risco, este tipo da doença tem cura desde que os cuidados sejam tomados logo após os primeiros sintomas. É mais fácil acometer pessoas com organismo enfraquecido, como alguém com desnutrição ou sistema imunológico debilitado.

Tratamento
Não existe um tratamento específico para a dengue. Por esta razão, são tratados somente os sintomas, ou seja, antitérmicos auxiliam a controlar a febre e os analgésicos amenizam as dores musculares e de cabeça, por exemplo.

“Dengue é uma doença benigna e que se trata em casa. O principal é a pessoa se manter em repouso”, afirma Paulo Olzon.

Cura
A dengue é uma doença de cura definitiva e espontânea. Isso quer dizer que a pessoa estará sã quando o ciclo do vírus se completar no organismo. “O organismo se livra da doença quando se livra dos vírus”, explica Paulo.

Medicamentos que devem ser evitados
Quando há suspeita de dengue, todos os medicamentos que sejam feitos à base de ácido acetil salicílico têm de ser evitados. “O ácido acetil salicílico diminui o número de plaquetas e interfere na coagulação”, explica Olzon. Portanto, este tipo de remédio aumenta a chance de a doença evoluir para o quadro hemorrágico.

“Não se deve utilizar AAS, aspirina e melhoral, entre outros medicamentos com ácido acetil salicílico. Para a dor, deve ser utilizado dipirona ou paracetamol”, afirma Lígia.

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Cientistas detectam Anticorpo capaz de ‘sufocar’ e Matar vírus da Dengue

Cientistas isolaram em um paciente de Cingapura um poderoso anticorpo capaz de “sufocar” e matar o vírus da dengue, e esperam que isso possa resultar em uma nova arma para o combate à doença.

Não existe atualmente cura para a dengue, que mata 20 mil pessoas por ano, muitas delas crianças. O tratamento se restringe a combater os sintomas.

O anticorpo isolado estava entre 200 mil exemplares colhidos junto a cem pacientes que tiveram a doença e se recuperaram. Ele parecia capaz de matar todas as cepas conhecidas do subtipo 1 do vírus da dengue, segundo estudo publicado nesta quinta-feira (21) pela revista “Science Translational Medicine”.

Há quatro subtipos diferentes do vírus da dengue, doença que provoca febre e dores intensas. Lok Shee-Mei, da Escola de Pós-Graduação Médica Duke-NUS e integrante da equipe responsável pela pesquisa, disse que o anticorpo “mata o vírus da dengue antes mesmo que ele tenha a chance de infectar qualquer célula”.

Em experimentos com ratos, os pesquisadores viram que o anticorpo se estica sobre as proteínas superficiais do vírus, sufocando-o e isolando-o.

“Quando o vírus quer infectar células, precisa respirar e se expandir, então suas proteínas superficiais passam por ligeiras mudanças (…), mas esse anticorpo se amarra às proteínas superficiais, de modo que as proteínas não conseguem mudar de forma alguma. O vírus é incapaz de contaminar”, disse Lok por telefone, de Cingapura.

Em comparação a outros compostos químicos que estão sendo desenvolvidos contra a dengue, o anticorpo matou mais vírus e agiu mais rapidamente, segundo Paul MacAry, autor principal do estudo, que é professor-associado de microbiologia da Universidade Nacional de Cingapura.

Os pesquisadores planejam em breve realizar testes clínicos em Cingapura com o anticorpo em pessoas contaminadas com a dengue tipo 1. Enquanto isso, a equipe está vasculhando sua biblioteca e espera encontrar anticorpos igualmente poderosos, especialmente contra os subtipos 2, 3 e 4.

MacAry disse que sua equipe já achou o anticorpo contra o subtipo 2, mas que ele ainda está em fase preliminar de testes.

Segundo ele, “90% de toda a dengue em Cingapura é do tipo 1 ou 2. Isso significa que, dentro de seis meses a um ano, teremos dois anticorpos que nos permitirão tratar a maioria dos pacientes no país”.

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Brasil tem Queda de 44% nos Casos de Dengue

Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (17) que, nos primeiros quatro meses deste ano, foram registrados 286.011 casos confirmados de dengue no Brasil. O número representa queda de 44% em relação ao mesmo período de 2011, quando foram registrados 507.798 casos. No entanto, sete estados brasileiros ainda registraram alta no número total de casos confirmados: Tocantins, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Roraima e Mato Grosso.

A dengue é causada por um vírus, que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. A doença pode ser apresentada em duas formas: a clássica, que causa febre e dores na cabeça e nas articulações, e a hemorrágica, que, além desses sintomas, provoca sangramentos e pode levar à morte.

O governo ainda informou que houve diminuição de 87% nos casos graves da doença  – os que requerem hospitalização, geralmente pela dengue hemorrágica. Neste ano, foram registrados 1.083 casos graves e em 2011, foram 8.630 entre janeiro e abril.

Em relação à mortalidade, foi constatada redução de 80% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nos quatro primeiros meses de 2012, 74 pessoas morreram de dengue, enquanto no mesmo período do ano passado houve 374 mortes.

Já em comparação a 2010, o Ministério constatou queda de 91% dos casos graves da doença — naquele ano houve 11.845 notificações. A mortalidade em 2012, se comparada ao mesmo período de 2010, diminuiu 84% — foram constatadas 467 mortes. Os casos confirmados em todo país registraram queda de 58% frente 2010, ano que teve 682.130 casos registrados.

O número de mortes de 2012, no entanto, ainda pode ser maior. Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, pode haver um aumento de até 20% até que o balanço seja finalizado — no final de maio. Segundo ele, há casos de mortes que ainda faltam ser confirmados pelo Ministério. Os quatro primeiros meses do ano são considerados o período de maior incidência da doença.

Vírus tipo 4
O vírus tipo 4 da dengue, que era raro até 2011, já é o que mais circula no país. Foi ele que causou 59,3% dos casos registrados nesses quatro meses. Em segundo lugar, aparece o tipo 1, com 36,4% dos casos. Os vírus tipo 2 e tipo 3 também foram registrados.

A presença dos quatro tipos diferentes do vírus é uma ameaça a mais para a saúde pública. Cada pessoa só pode ter dengue uma vez por cada tipo do vírus. Em outras palavras, quem já teve dengue devido ao vírus tipo 1 só pode ter a doença novamente se for infectado pelos tipos 2, 3 ou 4.

A possibilidade da reincidência da doença é preocupante. Caso ocorra um segundo episódio da dengue, os sintomas se manifestam com mais severidade, o que é um problema. Pode causar inflamações e, por isso, aumenta o risco de lesões nos vasos sanguíneos, o que levaria à dengue hemorrágica. Um terceiro episódio poderia ser ainda mais grave, e um quarto seria mais perigoso que o terceiro.

O Ministério reconheceu que o surgimento do novo tipo de vírus representa um “risco real” de aumento de casos, mas explicou que não há ações específicas para combater este vírus no Brasil.

Por regiões
De acordo com o Secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa, 81,6% dos casos – 233.488 – notificados neste ano ficaram concentrados em dez estados. O Rio de Janeiro foi o estado com maior número de casos notificados, com 80.160 notificações. Em segundo lugar, ficou a Bahia, com 28.154 casos, e em seguida vem Pernambuco, com 27.393.

A cidade do Rio de Janeiro foi a que teve mais por dengue em 2012 foi o Rio de Janeiro, com 15 óbitos confirmados. Em 2011, foram 43 mortes, enquanto em 2008 foram 161. Barbosa explicou que mais de 90% dos casos de dengue acontecem nos primeiros quatro meses do ano.

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ainda há uma situação de epidemia de dengue em alguns municípios do país. O Ministério da Saúde considera cidades em situação epidêmica aquelas que tenham acima de 300 casos para 100 mil pessoas. Padilha afirmou que alguns municípios que ainda vivem nesta situação são Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Palmas, Cuiabá e Aparecida de Goiânia.

Amazonas e Acre foram os estados que tiveram maior queda de casos da dengue. Em 2012, foram registrados no Amazonas 3.009 casos, enquanto em 2011 foram 56.176 casos. No Acre, foram 2.051 casos neste ano e 17.431 no ano passado. “Amazonas e Acre tiveram maior queda porque tiveram grande epidemia no ano passado, grande circulação do vírus tipo 4. Foram os primeiros estados com circulação do novo vírus”, disse o ministro.

Prevenção
De acordo com o Ministério, a diminuição dos números relativos à dengue é resultado de ações do governo. Neste ano foram repassados R$ 92,8 milhões a 1.158 municípios para ações de prevenção e controle da doença.

O ministro afirmou que a decisão do governo de criar incentivos aos municípios de acordo com o desempenho das equipes nas ações de vigilância e controle à dengue pode ter ajudado a diminuir os números. “No ano passado decidimos colocar 20% a mais de recurso nos municípios desde que fossem cumpridas as exigências na vigilância da saúde”, disse.

Padilha também acredita que o conceito de que se enfrenta a dengue ao matar os mosquitos transmissores é ultrapassado. “É preciso integrar as equipes, reduzir tempo de espera para tratamento, para diagnóstico e para início do cuidado de identificação dos riscos dos casos graves. O controle do mosquito é uma das ações”, explicou.

O governo prometeu continuar combatendo a dengue, principalmente no segundo semestre do ano, período em que a epidemia não se manifesta. Ele ainda alertou aos municípios que passarão por período eleitoral para que não haja desmobilização ou redução do trabalho contra a dengue.

Para o ministro, mudanças na quantidade de chuvas não justificariam a queda, pois têm pouca influência sobre as grandes cidades, que registram a maioria dos casos. “Provavelmente não foram mudanças climáticas que tiveram a maior influência no número de casos no país”, apontou.

Padilha também falou sobre as pesquisas para desenvolver a vacina contra a dengue. “Vamos continuar investindo para desenvolver uma vacina contra a dengue. Nós temos três estudos em andamento e vamos realizar um seminário no segundo semestre deste ano sobre o assunto”.

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Reumatismo em Crianças

A maioria das pessoas pensa que as doenças reumáticas são exclusivas da população adulta. De fato, muitas das condições ditas “reumáticas” são associadas a doenças degenerativas, como o desgaste de cartilagens, o enfraquecimento muscular e a perda de massa óssea. No entanto, existe um número grande de reumatismos que também pode afetar a população infantil. Essas doenças geram nas crianças sintomas semelhantes aos que afetam os adultos, como dor e rigidez nas articulações e algumas delas podem levar a dano e limitação permanentes comprometendo o futuro do pequeno paciente.

Acredita-se que cerca de 25% das doenças reumáticas, em geral ocorram em menores que 16 anos de idade nos países desenvolvidos e estima-se que este percentual seja ainda maior nos países do 3º mundo como o nosso, devido a grande associação com baixo nível sócio-econômico de algumas patologias. No Brasil, assim como em outros países subdesenvolvidos, a Febre Reumática (FR) é a doença reumatológica mais frequente seguida da Artrite Reumatoide Juvenil (ARJ). Outras patologias inflamatórias como o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), a Dermatopolimiosite (DMP), a Esclerodermia (ESP), as vasculites, etc., são também causas importantes de visitas ao reumatologista pediátrico, lembrando ainda das doenças não inflamatórias, como a “Dor de Crescimento”, a Fibromialgia, e a Síndrome da Hipermobilidade. Além disto, não é raro o reumatologista pediátrico ser chamado para opinar em doenças não reumatológicas, como leucemias, anemias, problemas de tiróide, que comumente também afetam o sistema músculo-esquelético.

De uma hora para a outra, a criança cai repetidamente, tropeça ou caminha com dificuldade deixando de fazer atividades rotineiras e comuns como correr ou jogar bola. Ou então sente algum tipo de dor que pode ser constante e não melhora com analgésicos, até mesmo em repouso e incomodando o sono à noite. Isso pode ser sinal de algum problema reumatológico, inflamação nas juntas causada por fatores diversos, como má postura e infecções na garganta além de predisposição genética. Se não for tratado adequadamente, o mal pode provocar deformidades articulares e até invalidez. Desta forma, na presença de queixas deste tipo, recomenda-se ir ao pediatra o mais rápido possível, evitando adiar a consulta e havendo necessidade, este encaminhará a criança para nós especialistas em reumatologia pediátrica. Deve-se evitar o uso de medicamentos por conta própria ou “simpatias” e remédios caseiros. É importante ressaltar que a cada 100 crianças, duas vão a consultas médicas devido a queixas reumatológicas. Muitas vezes, a doença demora a ser identificada e a criança passa por no mínimo quatro especialistas diferentes o que pode atrasar o diagnóstico por cerca de até um ano. A depender da causa, o tratamento requer o uso de anti-inflamatórios  antibióticos, e drogas para prevenir a progressão da doença, além de fisioterapia e até mesmo psicoterapia.

Portanto a avaliação do especialista é indispensável já que há potencial para que estas doenças deixem sequelas permanentes, mas se forem precocemente bem tratadas, possibilita-se à criança uma vida praticamente normal. Assim, a divulgação destes conhecimentos para a população e os profissionais de saúde, facilitam o acesso dos pacientes ao atendimento especializado. Isto por que a detecção e tratamento precoce desses problemas possibilitam a prevenção de danos permanentes e uma vida integrada para a criança.

Ao contrário da crença popular, a artrite acomete crianças e adolescentes. A artrite reumatóide juvenil é uma doença relativamente rara, mas é apenas uma das centenas de tipos de artrites que podem afetar crianças, e a mais comum – é, de fato, duas vezes mais comum que o diabetes, ocorrendo na proporção de 3 meninas para cada menino afetado. A doença acomete qualquer raça e qualquer idade antes dos 16 anos, mas os picos de maior incidência estão entre 1 a 5 e de 10 a 14 anos de idade.

Na Inglaterra a incidência varia de 0.06% a 0.1% e nos Estados Unidos de 0.01% a 0.11% da população infantil até 16 anos. Seis a oito casos novos para uma população de 100.000 crianças abaixo de 16 anos aparecem anualmente na Finlândia. Além das juntas, a Artrite Reumatoide Juvenil pode afetar outras partes do corpo como coração, olhos, músculos, tendões, fígado e pele. É uma doença que pode durar anos, com períodos eventuais de remissão e atividade, quando o paciente tem dores e febre. Não é fatal, mas sem tratamento adequado pode causar complicações para a vida da criança como deixar de utilizar normalmente um membro do corpo como um braço ou uma perna, ou ainda deixar de andar e tornar-se totalmente dependente da família. No entanto, quando tratada de forma adequada a maior parte das crianças afetadas tem uma vida independente e de boa qualidade.

Toda criança com inchaço ou dificuldade de movimentar alguma articulação ou que tenha febre prolongada sem causa evidente, deve procurar o médico.

  • Uso correto das medicações prescritas e atividade física é necessário para manter a função articular.
  • A ajuda e o amor dos pais, amigos e da escola são os apoios essenciais para que se sinta segura e capaz de superar a doença e as limitações por ela atribuídas.

Profª. Dra. Cláudia Goldenstein Schainberg

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Artrite Reumatoide

Qual a causa da artrite reumatoide?

A artrite reumatoide é definida como uma doença crônica que se caracteriza pela inflamação de várias articulações. Essa inflamação é provocada por alterações importantes no sistema de defesa do corpo, também chamado de sistema imune.

O sistema imune, formado por uma rede de órgãos, tecidos e células especializadas, tem como função manter a integridade do nosso organismo, protegendo-o de agressões, como, por exemplo, de uma infecção. Algumas vezes, ocorre um desequilíbrio e o sistema imune ataca o próprio organismo, provocando uma inflamação que pode danificar vários órgãos. As doenças nas quais o sistema imune promove lesões no próprio organismo são chamadas de doenças autoimunes, e a artrite reumatoide é uma delas. Na artrite reumatoide, a inflamação provocada pelo desequilíbrio do sistema imune começa em uma membrana que envolve parcialmente as juntas, chamada de membrana sinovial.

O processo inflamatório na membrana sinovial não desaparece, como seria normal, pois o desequilíbrio do sistema imune mantém a inflamação, que, dessa forma, se torna crônica ou persistente, liberando várias substâncias ou mediadores, que contribuem para a destruição da cartilagem que envolve a articulação e o osso. A membrana sinovial cronicamente inflamada recebe o nome de pannus, e pode contribuir também para a lesão das estruturas articulares.

Outras estruturas que estão perto das articulações, como tendões e ligamentos, também podem ser atingidas. O que ainda não se sabe é qual a causa inicial do desequilíbrio do sistema imune.

A artrite reumatoide não é uma doença herdada, ou seja, não passa diretamente dos pais para os filhos. O que pode ser herdada é uma tendência a ter artrite reumatoide, ou melhor, existem famílias onde genes que transmitem essa tendência passam de geração a geração, de modo que, em algumas pessoas, esses genes se manifestam e a doença aparece, enquanto em outras, embora a tendência exista, a doença nunca chega a se desenvolver.

Atualmente, muitos médicos e pesquisadores tentam melhorar nossos conhecimentos sobre esses genes e os fatores que podem ativá-los, fazendo a artrite reumatoide aparecer. Fatores como infecção, variação dos níveis de alguns hormônios e alterações do meio ambiente estão em estudo. Recentemente, foi descoberto que o hábito de fumar aumenta a chance de uma pessoa com tendência genética à artrite reumatoide vir a desenvolver essa doença. Embora alguns pesquisadores acreditem que a artrite reumatoide possa ser “disparada” por uma infecção, não existe uma prova definitiva de que isso seja verdade.

A artrite reumatoide não é contagiosa e, portanto, não é transmitida de uma pessoa para outra. Talvez, um vírus ou uma bactéria comum, aos quais a maioria da população esteja exposta, possa fazer com que o sistema imune seja ativado de forma irregular, provocando, assim, o aparecimento da doença em pessoas que já possuam uma tendência latente.

O que sente uma pessoa com artrite reumatoide?

Os principais sintomas da artrite reumatoide são dor e inchaço nas juntas. A inflamação pode aparecer em várias articulações, como nos dedos das mãos, punhos, cotovelos, ombros, quadris, joelhos, tornozelos e dedos dos pés. A coluna vertebral só é atingida pela doença na região do pescoço (coluna cervical).

Outra junta que pode ficar inflamada e dolorida é a articulação temporomandibular. Essa articulação é responsável pela abertura e fechamento da boca, e situa-se um pouco à frente dos ouvidos. Devido à sua localização, a dor nessa articulação pode ser confundida com dor de ouvido.

Geralmente, a dor começa em uma ou duas juntas e “se espalha”. Podem aparecer outros sinais de inflamação, como inchaço e calor. Muitos pacientes queixam-se de rigidez matinal (mãos duras), que, quanto maior a inflamação, maior a demora para passar.

Como é feito o diagnóstico da artrite reumatoide?

Para fazer o diagnóstico da artrite reumatoide, o médico primeiro conversa com o paciente, a fim de conhecer a história dos sintomas e, depois, realiza um exame físico à procura de sinais que caracterizem a doença. A história é muito importante, pois os diagnósticos da artrite reumatoide, em sua maioria, são feitos apenas pela descrição dos sintomas.

A presença de rigidez matinal prolongada, de artrite simétrica, ou seja, dos dois lados do corpo (as duas mãos, os dois ombros, etc), de artrite em várias articulações, bem como a persistência de dor intensa, causando sofrimento e impedindo a realização das atividades cotidianas, são, em conjunto, características importantes da história de um paciente com artrite reumatoide.

O exame físico permite a observação de quais juntas estão inflamadas e doloridas. Se a doença já está instalada no organismo há algum tempo e se a inflamação não foi abolida adequadamente pelo tratamento, o médico pode observar a presença de deformidades nas articulações.

Algumas deformidades existentes nos dedos das mãos são características da artrite reumatoide e têm designações próprias como dedo em pescoço de cisne ou dedo em botoeira. No exame físico, também pode ser observada a presença de outros sinais fora das articulações, como os nódulos reumatoides, ou, mais raramente, alterações nos olhos, indicando a presença de uveíte.

O médico também pode solicitar exames de laboratório. Alguns desses exames servem para avaliar o grau de inflamação e são chamados provas de atividade inflamatória. Os mais utilizados são a velocidade de hemossedimentação (VHS) e a proteína C reativa (PCR).

Cerca de 80% dos pacientes com artrite reumatoide têm uma proteína circulando no sangue chamada de fator reumatoide. A presença dessa proteína no sangue ajuda o médico a fazer o diagnóstico de artrite reumatoide, porém, sua ausência não elimina a possibilidade do diagnóstico ser positivo. Geralmente, quanto maior a quantidade de fator reumatoide no sangue, mais intensa é a doença.

Mais recentemente, surgiu um novo exame de laboratório para ajudar no diagnóstico da artrite reumatoide. Esse exame de sangue chama-se anticorpo anti-peptídeo citrulinado cíclico (anti-CCP) e tem como vantagem o fato de ser mais específico que o fator reumatoide para o diagnóstico de artrite reumatoide.

A artrite reumatoide em atividade (durante uma crise) pode provocar anemia, que é observada pelo médico em um exame de sangue chamado hemograma. O tratamento bem sucedido da doença faz reverter a anemia, normalizando o hemograma.

Radiografias das articulações podem ajudar bastante no diagnóstico da artrite reumatoide. No início da doença, as radiografias podem ser normais ou mostrar apenas que a articulação está inchada. Mais tarde, aparece uma diminuição da densidade dos ossos perto das articulações, que é denominada desmineralização periarticular. Se a inflamação não for contida pelo tratamento, haverá destruição da cartilagem, com diminuição da distância entre os ossos da junta, provocando uma alteração na radiografia, que é chamada de estreitamento articular.

A inflamação persistente, além de causar lesões na cartilagem, pode provocar lesões nos ossos, que podem ser vistas na radiografia e são chamadas de erosões ósseas.

Dr. Cristiano A. F. Zerbini / Dra. Andrea B. V. Lomonte

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Coma A Fruta Não Proibida

Reumatismo

Tradicionalmente, reumatismo é considerado uma doença das articulações, músculos, ligamentos e tendões, de caráter não traumático, que acomete pessoas mais velhas.

Na verdade, a palavra reumatismo serve para designar inúmeras enfermidades, mais de duzentas. Provavelmente, as mais conhecidas são a artrite reumatoide e a artrose, ou osteoartrose, que afetam cartilagens e articulações e provocam dor, deformação e limitação de movimentos. No entanto, as doenças reumáticas acometem não só as articulações e cartilagens, mas também órgãos internos, como coração e rins e, para a grande maioria delas, existem fundamentos imunológicos bem definidos.

Descritos por Hipócrates, séculos antes de Cristo, os diversos tipos de reumatismo podem manifestar-se em pessoas de qualquer idade: crianças, jovens, adultos e idosos. Foi só nos últimos anos, entretanto, que surgiram drogas capazes de revolucionar o tratamento clássico da doença feito até então apenas com anti-inflamatórios.

CONCEITUAÇÃO

Drauzio – Como você define o reumatismo?

Isidio Calich – A palavra reumatismo vem do grego (rheuma), mas seu significado foi-se modificando com o passar do tempo. Atualmente, quando se fala reumatismo, estamos nos referindo a um grupo bastante extenso de doenças que acometem não só as articulações, músculos, ligamentos e tendões. Estamos nos referindo também a doenças em que o sistema imunológico está envolvido e atacam órgãos como cérebro, rins, coração, por exemplo.

Portanto, por englobar grupo tão grande de enfermidades, é muito importante caracterizar o tipo de reumatismo a fim de propor tratamento efetivo e adequado.

Drauzio – Mais ou menos quantas doenças estão classificadas como reumatismo?

Isidio Calich – Mais de 250, 300 doenças diferentes. Algumas acometem primeiro os órgãos internos. Um exemplo é o lúpus eritematoso sistêmico que, às vezes, começa pela inflamação do rim. Nesse caso, os primeiros sintomas são alterações na urina (presença de sangue e de proteína). Depois, o quadro vai se completando (as juntas incham, inflamam os músculos) e a doença adquire características reumáticas.

Outro exemplo é a febre reumática, doença que acomete principalmente crianças e pode começar pelo coração e não pelas articulações. Aliás, quanto menor a idade da criança, maior a probabilidade de comprometimento cardíaco.

Portanto, embora não seja fácil fazer o diagnóstico exato desde o início, atualmente, podemos contar com exames laboratoriais e um conhecimento maior das doenças, o que torna possível caracterizar e tratar corretamente cada tipo de reumatismo.

ARTRITE REUMATOIDE e ARTROSE

Drauzio – O reumatismo pode acometer articulações, músculos, ligamentos e tendões. Um dos principais sintomas da doença é a dor. Todavia, dores articulares podem ocorrer por diversas razões. Às vezes, a pessoa pisa de mau jeito ou exagera nos exercícios, e as articulações ficam doloridas. O que diferencia a dor reumática da dor ocasional provocada por traumatismos ou pela prática inadequada de exercícios? 

Isidio Calich – Na verdade, nos dois casos, a dor não é muito diferente. Por isso é importante levantar a história clínica do paciente para determinar se a origem da dor é mecânica ou inflamatória. Se a pessoa torceu o tornozelo, que inchou e continua inflamado, obviamente a causa é mecânica e a dor é provocada por inflamação, porque líquido se formou dentro das articulações. Em outras palavras: a membrana sinovial que forra o interior da articulação começa a produzir um líquido que determina o processo inflamatório. Nos casos de reumatismo, a dor é causada por inflamação sem história de entorse, traumatismos ou esforço repetitivo.

Drauzio – Talvez a doença reumática mais conhecida seja mesmo a artrite reumatoide. Especialmente, nas pessoas de idade, essa doença provoca deformidades nas articulações e as mãos adquirem características típicas do reumatismo, que não é uma doença apenas dos idosos…

Isidio Calich – Reumatismo é uma doença que acomete crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, e existem tipos preferenciais de acordo com a idade. A febre reumática, por exemplo, acomete principalmente crianças. O lúpus eritematoso sistêmico, uma doença autoimune, em geral se manifesta no sexo feminino, durante a puberdade, quando ocorrem alterações hormonais em virtude da transformação do sistema endócrino. Já nas pessoas de mais idade, os tipos predominantes são, sem dúvida, a artrose e a artrite reumatoide.

Drauzio – Qual a diferença entre artrose e artrite reumatoide?

Isidio Calich – Em geral, a artrose aparece depois dos 50 anos e evolui progressivamente a ponto de, aos 80 anos, todas as pessoas (100%) terem uma alteração da cartilagem que, no decorrer dos anos, vai deformando as articulações. Por que algumas pessoas sentem dor e outras não, não é bem conhecido. Há quem descubra que tem bico-de-papagaio na coluna, quando tira uma radiografia por outro motivo qualquer. Do mesmo modo, pequenas deformidades nas mãos (nódulos de Heberden) próprias da artrose podem provocar muita dor ou dor nenhuma dependendo do paciente.

Já a artrite reumatoide é uma doença autoimune que se caracteriza por inflamação que pode provocar também pequenas deformidades nas mãos. Como o sistema imunológico está envolvido no aparecimento da doença, de acordo com as características genéticas do indivíduo, sua intensidade varia para mais ou para menos.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://drauziovarella.com.br/

Cerca de 27 milhões de Brasileiros nunca foram ao Dentista

Após o Dia Nacional do Cirurgião-Dentista e da Saúde Bucal, o presidente da Associação Brasileira de Odontologia (ABO), Newton Miranda de Carvalho, diz que gostaria de voltar ao sistema antigo em que, em vez de o profissional estar apenas no consultório, ele atuava nas escolas primárias. “Nós reduzimos muito o número de cáries com esse sistema”, afirma.

“O problema básico é que a educação para a saúde ainda é deficiente. A ação governamental ainda é insuficiente” acrescenta. De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil tem 22.139 equipes de saúde bucal em atuação. Mesmo assim, Carvalho conta que ainda há 27 milhões de brasileiros que nunca foram a um dentista, por falta de informação ou por falta de acesso. “As 22 mil equipes de saúde bucal que existem no Brasil são um grande avanço, mas insuficientes para colocar o problema da saúde bucal em patamares aceitáveis”, diz Carvalho.

Aline Lopes, dentista de um núcleo de saúde da família em Samambaia, cidade do Distrito Federal, destaca a importância da atuação de uma equipe como essa na comunidade. “A grande vantagem é que a gente consegue ficar próxima do paciente. Eu conheço as famílias que atendo. Consigo rastreá-las, acompanhá-las desde a raiz dos seus problemas”, conta.

O Brasil concentra o maior número de dentistas do mundo, mas “a má distribuição geográfica é o problema”, diz o presidente da ABO. Newton de Carvalho explica que em um simples exame o dentista pode detectar o início de problemas que vão de uma simples cárie até algo mais sério, como o câncer de boca.

“O câncer bucal esta aumentando de forma absurda. Em 2012, estimamos que cerca de 7 mil pessoas foram diagnosticadas com a doença. Para 2013, estimamos 14 mil. Isso é um índice muito alto, está dobrando em pouco espaço de tempo. É o fumo, o álcool, o sol sem proteção, a radiação ataca o lábio”, alerta Carvalho.

Além disso, o presidente da ABO explica que a literatura científica médica e odontológica é rica em exemplos de relações comprovadas entre a boca e doenças cardíacas e pulmonares, diabetes, hipertensão e até o nascimento de bebês prematuros.

Newton de Carvalho recomenda a ida ao dentista de seis em seis meses. “Que escovem os dentes de três a quatro vezes por dia e não deixem de ir ao dentista. Não é só quando o dente dói que devemos ir ao dentista. Muitas vezes, quando o dente dói o problema já está avançado”. Para ele, o Dia Nacional do Cirurgião-Dentista “não é só de comemorações, é para lembrar que existem doenças bucais”.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://noticias.terra.com.br


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