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Todo dia é dia de cuidar das águas
Published junho 4, 2015 Notícias , Qualidade de Vida Leave a CommentTags:Contribuição, Defesa da Vida, Dia Mundial do Meio Ambiente, Manifestações, meio ambiente, natureza, ONG, População, Segs, Sociedade, Sustentabilidade, Tecendo as Águas, vivamelhor, vivamelhoronline
Meio Ambiente: O momento é de ação
Published junho 3, 2015 Notícias , Qualidade de Vida Leave a CommentTags:Contribuição, Defesa da Vida, Dia Mundial do Meio Ambiente, Manifestações, meio ambiente, natureza, ONG, População, Sociedade, Sustentabilidade, vivamelhor, vivamelhoronline, wwf, wwf brasil
Todos temos como contribuir – direta ou indiretamente – para que as sociedades caminhem rumo à sustentabilidade e para que a harmonia entre o desenvolvimento socioeconômico e a conservação da natureza deixe de ser mera utopia.
Atitudes individuais e coletivas, como o consumo consciente no dia a dia e a exigência, pela população, do cumprimento das leis por órgãos governamentais em todos os níveis são fundamentais.
À iniciativa privada cabe não somente investir em conservação do meio ambiente, mas, principalmente, assumir uma postura de responsabilidade socioambiental, trabalhando de dentro para fora, com adequação de suas cadeias produtivas e meios de produção, distribuição etc.
À sociedade civil organizada, em especial às ONGs socioambientalistas como o próprio WWF-Brasil, cabe conceber e aplicar soluções, realizar campanhas, mobilizar e facilitar o engajamento de indivíduos, governos e iniciativa privada num esforço conjunto para o bem comum das gerações de agora e do futuro.
E tudo isto tem que ser feito agora. A Natureza já nos envia seus sinais de alerta.
Expectativa de vida aumenta em todo o mundo
Published dezembro 18, 2014 Notícias , Qualidade de Vida Leave a CommentTags:alimentação, aposentados, avós, Brasil, CFM, cuidados, dia internacional do Idoso, doenças, envelhecimento, Expectativa de Vida, geriatria, idoso, Idosos, Líderes, Longevidade, Medicina, mundo, necessidade, ONU, Pesquisa, População, proteção, Proteger, respeito, sabedoria, São Paulo, Sociedade, The Lancet, trabalhadores
As pessoas estão vivendo mais em todo o mundo quando comparado há duas décadas. Isso se deve, em parte, à queda do número de mortes provocadas por doenças cardiovasculares em países de alta renda e à redução da mortalidade infantil em países de baixa renda.
Estudo publicado nesta quinta-feira (18) pelo periódico The Lancet, feito em 188 países – inclusive no Brasil – mostra que a expectativa de vida global para ambos os sexos passou de 65,3 anos em 1990 para 71,5 anos em 2013. As mulheres alcançaram resultados ligeiramente melhores que os homens – a expectativa de vida entre elas aumentou 6,6 anos e, entre eles, 5,8 anos. A previsão do documento é que, se as tendências registradas nos últimos 23 anos se mantiverem, até 2030 a expectativa de vida das mulheres será 85,3 anos e a dos homens, 78,1 anos.
O estudo revela ainda que as principais causas de morte variam de país para país mas, em nível global, transtornos relacionados ao uso de drogas e doenças crônicas dos rins respondem por parte considerável do aumento de óbitos prematuros registrado desde 1990. As mortes provocadas por alguns tipos de câncer, como pâncreas e rins, também aumentaram.
Ao mesmo tempo, segundo o relatório, foram identificados grandes avanços na redução da mortalidade decorrente de doenças como sarampo e diarreia, com quedas de 83% e 51%, respectivamente, entre 1990 e 2013. Ainda de acordo com o levantamento, três condições respondem por quase 32% do total de mortes registradas no ano passado em todo o mundo: doença isquêmica do coração, derrame e doença pulmonar obstrutiva crônica.
A pesquisa identificou também que, mesmo diante de melhorias na longevidade de países de baixa renda, os desafios na saúde enfrentados por nações como a Bolívia, o Nepal e a Nigéria são bem diferentes dos registrados no Japão, na Espanha e nos Estados Unidos.
Os desafios de diversos países de renda média, como a China e o Brasil, se aproximam mais dos de países ricos. A idade média com que as pessoas morrem aumentou de 46,7 em 1990 para 59,3 em 2013. O estudo indica que, devido ao crescimento da população global, entre outros fatores, o número de mortes em ambos os sexos e em todas as faixas etárias combinadas aumentou de 47,5 milhões para 54,9 milhões no mesmo período.
O número de pessoas que morreram em razão de condições como doença do coração aumentou conforme a população foi crescendo, mas caiu entre faixas etárias específicas propensas a essas condições, um sinal, segundo o relatório, de progresso. Os índices de morte por câncer, incluindo câncer de mama, cervical e de cólon, caíram, enquanto o câncer de pâncreas, o de rim e o linfoma de não-Hodgkin registraram aumento de óbitos.
O documento destaca como “tendência encorajadora” o fato de as pessoas viverem mais atualmente, mas ressalta que é preciso garantir políticas públicas capazes de preparar para os desafios da saúde e os custos associados que estão por vir.
Confira as principais causas de morte em todo o mundo (acompanhadas do número de óbitos):
2013
1. Doença isquêmica do coração (8.139.900)
2. Derrame (6.446.900)
3. Doença pulmonar obstrutiva crônica (2.931.200)
4. Pneumonia (2.652.600)
5. Mal de Alzheimer (1.655.100)
6. Câncer de pulmão (1.639.600)
7. Ferimentos em acidentes de trânsito (1.395.800)
8. HIV/aids (1.341.000)
9. Diabetes (1.299.400)
10. Tuberculose (1.290.300)
1990
1. Doença isquêmica do coração (5.737.500)
2. Derrame (4.584.800)
3. Pneumonia (3.420.700)
4. Doenças diarreicas (2.578.700)
5. Doença pulmonar obstrutiva crônica (2.421.300)
6. Tuberculose (1.786.100)
7. Complicações neonatais decorrentes de parto prematuro (1.570.500)
8. Ferimentos em acidentes de trânsito (1.058.400)
9. Câncer de pulmão (1.050.000)
10. Malária (888.100)
Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.blog.saude.gov.br/
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Dia Nacional do Idoso pede atenção e respeito
Published outubro 1, 2014 Longevidade , Notícias Leave a CommentTags:1º de outubro, alimentação, aposentados, avós, CFM, cuidados, dia internacional do Idoso, envelhecimento, geriatria, idoso, Líderes, Longevidade, Medicina, necessidade, ONU, População, proteção, Proteger, respeito, sabedoria, São Paulo, Sociedade, trabalhadores, ]
Instituído em 1991 pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Internacional do Idoso – comemorado em 1° de outubro – tem como objetivo sensibilizar a sociedade para as questões do envelhecimento e da necessidade de proteger e cuidar da população mais idosa. Atualmente, o idoso tem um papel importante em todas as sociedades. Eles são líderes, trabalhadores, aposentados, detentores de sabedoria, avós, cuidadores e voluntários.
Na nossa sociedade, o papel do idoso vem ganhando cada vez mais espaço, pois a taxa de natalidade vem diminuindo nos últimos anos, e a expectativa de vida só tem aumentado( Hoje, está em torno de 72 anos). Nossa população está envelhecendo e é necessário dar mais atenção às pessoas desta faixa etária. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o número de idosos que era de pouco mais de 14 mil em 2000, já alcançou quase 23 mil em 2014 e deve dobrar até 2030. De acordo com a estimativa do Instituto, em 2060, a população com idade acima de 60 anos deve ultrapassar a casa dos 70 mil – número que representará aproximadamente 33,7% da população do País.
Atualmente, a população idosa no Brasil representa pouco mais de 11% da nossa sociedade. Destes, quase 13 mil são mulheres e pouco mais de 10 mil são homens. Em contrapartida, enquanto o número aumenta ano a ano, existem apenas 1000 geriatras no Brasil, uma média de apenas um geriatra para cada 20 mil idosos, conforme dados do Conselho Federal de Medicina (CFM).
Para Renata Freitas Nogueira Salles, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia da seccional de São Paulo, o fato de viver mais foi uma conquista, mas acredita que é necessário dar qualidade de vida ao idoso que alcança idade avançada. “Existe uma carência enorme de profissionais especializados para atender as demandas dos idosos”, relata.
Renata explica que a atenção ao idoso não pode ser fragmentada. “É necessário fazer um atendimento por completo, abordando aspectos sociais, de família, condições financeiras, além de tratar o problema de saúde”, explica. Para ela, todos os aspectos, desde a promoção da saúde (campanhas de conscientização), prevenção (alimentação, atividade física, vacinação), e o diagnóstico eficiente e precoce são essenciais para atender bem o público desta faixa etária. Para a doutora, ainda falta muito para o Páis respeitar e conseguir fazer o que está colocado na lei de atendimento ao idoso.
Delma Pucci, aposentada de 76 anos, diz ter muita sorte com pessoas que não conhece que a ajudam em suas atividades na rua. “No meu bairro sempre tive a sorte das pessoas pararem para me ajudar a atravessar uma rua, a passar por algum buraco etc”, conta.
Um dos problemas citados pela idosa de São Bernardo foi o comportamento dos ônibus. “Às vezes os motoristas não param para o idoso. É complicado ficar no ponto muito tempo”, reclama Delma. Para ela, o pior problema para os idosos são as calçadas. “São todas péssimas, estão totalmente destruídas. Já cai várias vezes porque não enxerguei buraco”, relata. A solução para este problema, infelizmente, foi andar na rua. “Prefiro andar na rua do que cair, mas tenho medo, é perigoso”, opina.
Quanto à saúde, a queixa da aposentada está relacionada ao tempo de espera. “Sei que tem muita gente para atender, mas três meses para agendar um exame é muita coisa”, exclama.
Marlene Giaconi, 78, também adotou métodos para fugir dos problemas de mobilidade do idoso. Para ela, a pessoa de idade necessita do apoio da família para conseguir fazer as coisas. “O idoso é muito dependente, não consegue fazer as coisas sozinho”, opina.
Marlene também reclama da qualidade das calçadas. “Tenho problema de visão e não tenho coragem de andar na calçada, prefiro me arriscar na rua do que cair e me ralar inteira”, afirma.
Para ela, um fator positivo é a atenção ao idoso nos postos de saúde. “Sou muito bem atendida e, como tenho cadastro lá, um agente de saúde vem à minha casa de três em três meses para fazer acompanhamento. Isso funciona bem”, aponta.
Marlene frequenta a faculdade da terceira idade, oferecida no espaço da Faculdade de Direito de São Bernardo. Conta que os alunos escolhem as matérias a serem lecionadas no semestre. “Isso é muito bom para os idosos. Distrai e nos tira de casa um pouco”, diz. As aulas acontecem duas vezes por semana, no período da tarde.
Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.reporterdiario.com.br/
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Drogas o que fazer a respeito
Published junho 24, 2014 Notícias , Qualidade de Vida Leave a CommentTags:Bill Clinton, Condições, cuidados, Demanda, Discriminação, Drogas, Experts, Investimentos, Pesquisas, Polícia, Polícia Federal, Problema, Psicólogos, Qualidade de Vida, Saúde, Saúde Pública, Sociedade, SOS, tratamento, Tráfico, Uso de drogas, vícios
Bálsamo ou veneno? Comida dos deuses ou maldição do diabo? Hábito natural ou desvio da sociedade moderna? Não há resposta certa ou fácil quando o assunto são as drogas. As pesquisas de opinião refletem essa ambiguidade. Quando abordam o tema, em geral mostram que estamos longe de um consenso. Mas as pesquisas revelam algo mais. Em meio aos números, nota-se que quase não há indecisos sobre o assunto. Ou seja, não importa de que lado as pessoas estejam, o fato é que todas elas têm opinião formada – e arraigada – sobre o uso de drogas.
Surpreende encontrar esse grau de convicção em um assunto tão complexo, com aspectos médicos, econômicos, sociais, históricos e morais tão sinuosos. Quem examina esse vespeiro percebe que a coisa mais rara de achar são respostas 100% seguras.
“Só há uma coisa certa sobre as drogas: é preciso haver informação. Informação de qualidade, desvinculada da moral, do poder econômico e das forças políticas”, diz o juiz aposentado Wálter Fanganiello Maierovitch, ex-secretário nacional antidrogas e um dos maiores experts no tema no Brasil.
É isso que tentamos oferecer a você nas próximas páginas: informação. Ao longo da leitura, você encontrará questões que raramente são formuladas a respeito das drogas. E outras que, apesar de formuladas há muito tempo, seguem sem resposta definitiva. Verá que os conceitos mais simples revelam contornos inéditos quando examinados à luz do debate. E conhecerá os interesses que até agora ditaram as regras do jogo.
Como estamos lidando com o problema?
O modelo atual de combate às drogas busca nada mais nada menos que a abstinência completa das substâncias ilegais. Qualquer outro resultado que não passe pelo abandono dessas substâncias de uma vez por todas é considerado um fracasso. O argumento para chegar lá é forte: quem não largar o baseado ou a seringa vai para a cadeia.
Essa guerra tem três frentes de batalha. A primeira é tentar acabar com a oferta, ou seja, combater os fornecedores, os narcotraficantes. A Polícia Federal brasileira, que apreende toneladas de entorpecentes todo ano, trabalha nessa frente. Outro exemplo saído desse front foi a substituição de cultivo realizada na Bolívia e no Peru, pela qual os agricultores receberam incentivos para trocar a lavoura de coca por outras culturas.
A segunda frente de combate é a redução da demanda. Há duas maneiras de convencer o sujeito a não usar drogas, ou seja, de prevenir o uso das drogas. Além de ameaçar prendê-lo, processá-lo e condená-lo – ou seja, reprimi-lo –, pode-se tentar educá-lo: ensinar-lhe os riscos que determinada substância traz à sua saúde e colocá-lo em contato com pessoas que já foram dependentes.
A terceira frente de batalha é o tratamento. Chegar à eliminação das drogas não pelo ataque à oferta ou ao consumo, mas tratando aqueles que já estão dependentes da droga como vítimas que precisam de ajuda médica em vez de algozes que merecem repressão policial.
Das três estratégias, a que tem recebido mais atenção e recursos é, disparado, o combate ao tráfico.
Após sucessivos aumentos do orçamento destinado à guerra contra as drogas, os Estados Unidos são hoje o país que mais gasta com isso. Há 18 anos, o país dispendia 2 bilhões de dólares nesse combate. No ano 2000, o governo federal, sozinho, torrou 20 bilhões nessa guerra – outros 19 bilhões foram gastos por Estados e prefeituras. Desse total, 13,6 bilhões (68%) foram usados no combate ao tráfico de drogas e 6,4 bilhões (32%) destinaram-se a ações de redução da demanda. Destes últimos, porém, mais da metade acabou financiando a repressão: prisão, investigação e processo de usuários. As campanhas educativas receberam 3 bilhões.
Em 1998, houve uma tentativa de correção de rumos. Em uma reunião da assembléia geral da ONU (com a presença do então presidente americano Bill Clinton e de Fernando Henrique Cardoso), a entidade fez uma recomendação, que todos os países membros assinaram, de que deveria haver mais equilíbrio entre os recursos destinados à redução da oferta e da demanda. Mas isso ainda não aconteceu.
A abordagem atual funciona?
Os burocratas resistem a admitir, mas o mundo já perdeu a guerra contra as drogas. É essa a opinião unânime dos estudiosos do assunto, desde a conservadora e prestigiada revista inglesa The Economist até o ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, um dos mais liberais dentre os que já ocuparam a cadeira. Um bom resumo da opinião desses experts é a declaração de Bruce Michael Bagley, Ph.D. em Ciência Política na Universidade da Califórnia e consultor sobre tráfico e segurança pública: “A política antidrogas é um fracasso. As drogas estão mais baratas, mais puras e mais acessíveis do que nunca. E o consumo de drogas aumenta ao redor do mundo”.
Traduzindo suas palavras em números: no combate à oferta, as forças policiais apreendem apenas 20% da droga em circulação. Já pelo flanco da demanda, os tratamentos que visam a abstinência curam só 30% dos usuários. “Eu não sustentaria por um dia sequer uma campanha de vacinação que fracassasse em 70% dos casos”, diz o médico Fábio Mesquita, coordenador do programa de DST/Aids da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo e vice-presidente da Associação Internacional de Redução de Danos.
De fato, se estivéssemos vencendo, o inimigo não estaria tão viçoso. A ONU estima que o tráfico movimenta 400 bilhões de dólares no mundo, equivalente ao PIB do México. Para comparar, a indústria farmacêutica global fatura 300 bilhões; a do tabaco, 204 bilhões; a do álcool, 252 bilhões.
O irônico é que a própria repressão sustenta esse vigor, graças a uma famosa lei de mercado – “quanto maior o risco, maior o lucro”. No caso da heroína, essa margem chega a ser de 322 000%. Um quilo de ópio custa 90 dólares no Afeganistão e 290 000 dólares nas ruas americanas. E 90% do preço final fica com os traficantes do país consumidor.
Correndo subterrâneo, esse rio de dinheiro vira uma fonte inesgotável de corrupção. No Brasil, a CPI do Narcotráfico calculou que o tráfico emprega pelo menos 200 000 pessoas no país, mais que o Exército, cujo efetivo é de 190 000 pessoas. Exercendo o trabalho para o qual é paga, essa gente causa outros problemas, como o aumento da criminalidade. É evidente: quem se dispõe a enfrentar a lei atrás de lucros enormes não vai se prender a outras convenções sociais.
Na Inglaterra, um estudo da Universidade de Cambridge calculou que dependentes de drogas são responsáveis por 32% dos crimes. “Mas, ao contrário do que se pensa, a violência não é decorrente do uso da droga, mas do comércio ilegal”, diz Mesquita. Sua opinião é confirmada por pesquisa da Universidade de Columbia, em Nova York: 21% dos presos por atos violentos em 1999 nos Estados Unidos cometeram seus crimes apenas sob o efeito do álcool, 3% haviam usado crack ou cocaína e 1%, heroína. Os demais estavam sóbrios.
Por outro lado, há nas cadeias uma multidão de pessoas pouco violentas presas por envolver-se com drogas. Nos Estados Unidos, são 400 000 pessoas (20% da população carcerária), sendo 180 000 por posse e 220 000 por tráfico. Detalhe: só em 12% dos casos houve arma de fogo envolvida. Ou seja, há 340 000 presos por envolvimento não-violento com drogas.
Enfim, são altos os custos da atual abordagem sobre as drogas. Mas os benefícios compensam? Nem de longe. Há, hoje, 180 milhões de usuários de drogas no mundo, segundo a ONU. Pior: dados de 112 países divulgados no mês passado pela entidade mostram que o consumo de maconha, cocaína, heroína e anfetamina aumentou em 60% das nações entre 1996 e 2001. Além disso, triplicou a produção mundial de ópio e dobrou a de coca, entre 1985 e 1996.
Exceção à regra, os Estados Unidos reportam uma redução de consumo desde os anos 70, mas são poucos os que atribuem essa redução à ação oficial. “A repressão tem mais a ver com o ritmo natural de uma epidemia: as pessoas vêem que quem usa tem problemas e, então, não usam”, diz o economista Peter Reuter, professor do Departamento de Criminologia na Universidade de Maryland, consultor do governo americano e considerado um dos maiores especialistas do mundo no tema.
Restaria uma justificativa moral para a manutenção da atual política: se a maioria acha que a guerra vale a pena, que se respeite a democracia. Mas nem nos Estados Unidos isso acontece: mais de 75% dos americanos acreditam que a guerra contra as drogas está sendo perdida.
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Redução de danos é alternativa no combate as Drogas
Published junho 23, 2014 Notícias , Qualidade de Vida Leave a CommentTags:AIDs, Condições, cuidados, Demanda, Discriminação, Drogas, DST, Experts, Pesquisas, Polícia, Polícia Federal, Problema, Psicólogos, Qualidade de Vida, Saúde, Saúde Pública, Sociedade, SOS, tratamento, Tráfico, Uso de drogas, vícios
O relógio marca 19 horas e a noite é fria em Sorocaba, interior de São Paulo. Começa a aglomeração de moradores de rua em frente à catedral da cidade, no centro, local onde são distribuídos sanduíches diariamente para a população carente. O redutor de danos Caetano de Campos Fontão, psicólogo de 25 anos, prepara sua mochila e se dirige ao espaço para ganhar confiança dessas pessoas. Ele dá expediente na ONG Pode Crer, vinculada à Secretaria de Saúde (SES), que realiza trabalho de redução de danos aos moradores de rua em estado de vulnerabilidade social.
Nos bolsos de Fontão, dezenas de preservativos e um cartão da ONG. Ele tem a missão de abordar os moradores de rua, usuários de droga ou não, e apenas conversar. Oferece a camisinha para iniciar uma conversa e depois, se necessário, leva conselhos para que não sofram os pesados efeitos do crack, mesmo que não deixem de usá-lo. “É uma alternativa ao combate. Nosso objetivo não é a abstinência total, mas pensamos que a pessoa pode fazer uso da droga de forma mais segura. Ela pode até usar, mas não precisa comprometer todas as esferas da vida”, explica o psicólogo.
A aproximação é lenta e gradual, assim como conquistar a amizade de um desconhecido. “A gente se aproxima pelo diálogo e pelo respeito. Não somos da polícia ou da igreja. Não estamos lá para tirar a pessoa das drogas, só queremos oferecer algo que foi negado a elas”, diz Fontão. Para ele, como as pessoas não têm companhia, o simples diálogo facilita o vínculo. O redutor de danos aconselha, por exemplo, a deixar de usar latas para consumir o crack, substituindo o recipiente pelo cachimbo.
A maioria dos moradores parece empolgada com a presença da reportagem e de Fontão, que está acompanhado de mais um redutor de danos da ONG, Otávio Machado. Só dois deles preferem se esconder – estão fazendo uso de maconha. E começam a contar a vida das ruas. Um deles pede para ser filmado cantando uma música de funk (veja vídeo abaixo). Outro garante ter sido um famoso jogador de futebol, embora não revele o nome nem a história – ele diz ter abandonado a vida “de conforto” após a morte do pai, quando se tornou usuário, e recusa contar o episódio.
O recomeço. Os diálogos terminam sempre com a entrega de um pequeno cartão com o endereço da ONG. Lá, uma equipe de sete pessoas oferece oito camas para que alguns possam passar a noite, além de promover atividades durante o dia. O serviço é parcialmente custeado pela prefeitura de Sorocaba por meio do Programa Municipal de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids). De lá, os usuários podem ser encaminhados aos serviços competentes do governo municipal para realizar exames e obter documentos. No município, moradores de rua contam apenas com um albergue, o Serviço de Obras Sociais (SOS), que recebe cerca de 45 pessoas diariamente.
Em um imóvel alugado, com quintal, cozinha, dois quartos e um escritório, a Pode Crer recebe qualquer morador de rua que quiser um espaço para dormir e se alimentar. Lá, eles têm aconselhamento de psicólogos, realizam atividades artesanais, participam de oficinas artísticas e são encaminhados a providenciar documentos como RG e CPF. Algumas marcas no local mostram que nem todos conseguem fazer bom uso do serviço – uma das portas estava com o trinco estourado, sinal de um roubo que ocorrera algumas semanas antes da entrevista, por ex-frequentadores do espaço.
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O Biólogo e sua Influência na Sociedade
Published setembro 3, 2013 Qualidade de Vida Leave a CommentTags:amor a profissão, animais, Aprender, artigo, biologia, biologo, ciência, ciências biológicas, cuidados, cuidar, deveres, dia do biólogo, dicas, educar, estudar, importância, influência, meio ambiente, natureza, Prevenção, profissão, registro, Sociedade
Hoje é o Dia do Biólogo. A biologia é uma ciência ampla e complexa que envolve múltiplas linhas de pesquisa, tão numerosas que vão das aplicações médicas ao comportamento de organismos unicelulares. Embora os conhecimentos biológicos, como ciência pura, pareçam desconexos, quando aplicados ou combinados com outras ciências fornecem subsídios para o desenvolvimento destas. Recentemente, a multidisciplinaridade tem forçado as diversas áreas do conhecimento humano, antes separadas para fins didáticos, a se unirem para produzirem novos conhecimentos, pois muitas questões somente são resolvidas com a colaboração de diversas ciências. Entretanto, este movimento para uma compreensão holística das disciplinas fica seriamente prejudicado quando a compreensão das mesmas está incompleta.
Os conhecimentos das ciências biológicas, a pesar de amplos, possuem aplicações muito restritas ao mundo acadêmico diretamente. Como resultada disto, boa parte do conhecimento biológico é conhecida devido a sua aplicação em outras ciências, medicina principalmente. Somente recentemente, com as questões ecológicas levantadas e com o advento da genética moderna é que a biologia como ciência pura ganhou destaque na sociedade não só com suas aplicações em na área da saúde, mas como uma das ciências naturais.
Neste momento, a importância desta ciência cresce continuamente e seu impacto direto sobre a opinião e sobre sua vivência também, todavia, sua compreensão por parte desta mesma sociedade permanece precária. Historicamente, fora do meio acadêmico, a biologia é uma ciência para o estudo dos seres vivos, suas peculiaridades, estrutura, funcionamento e principalmente, ecologia. Esta visão restrita não contribui com a formação [habilitação] e informação [formação de opinião] acerca das matérias tratadas nas ciências biológicas criando um quadro de insuficiência educacional.
Neste ponto a atuação dos biólogos profissionais é o ponto chave da educação. Somente os profissionais possuem o nível de conhecimento necessário para levar à sociedade a compreensão necessária para que esta tenha uma opinião própria e concreta sobre estes temas. Para tanto é essencial uma educação focada na prática da ciência e que abandone a concepção de ciência estática (VASCONCELOS et. al., 2009; MARTINS, 1998). O que se pode observar no cenário atual são o conjunto das iniciativas individuais de profissionais que tentam levar aos seus alunos uma compreensão mais adequada das matérias biológicas a fim de torná-lo formadores de opinião e multiplicadores, estes dois últimos são palavra chave em projetos educacionais. Para tanto é necessário que os professores assumam uma postura arrojada ao levantar questões diversificadas da biologia como bioética, implicações econômicas, questões de responsabilidade social e etc. É necessário que os profissionais instiguem em seus alunos o espírito crítico acerca dos materiais em debate na atualidade e na própria biologia (PIRES, 2009). Claro que este é um papel de todo profissional de educação, mas cada área do conhecimento implica um tipo distinto de responsabilidade social. Na Biologia, temos a influência na economia, questões que podem prejudicar o desenvolvimento posterior da sociedade e da nação como aquecimento global e bioinvasão. Também existem questões éticas complexas como a antiga disputa entre religião e ciência, manipulação genética, células tronco, preservação do ambiente e comunidades adjacentes. As questões da biologia podem ser sociais, como na geografia e sociologia, podem éticas, como na filosofia e em outras profissões, podem ser na área da saúde e administração pública. Há uma demanda na sociedade atual por habilidades como lidar e julgar informações em vez de obtê-las simplesmente (D’Ambrósio , 1986 apud VASCONCELOS et. al., 2009).
Pode-se dizer que a missão atual dos educadores envolve habilitar seus alunos a lidar com as informações que recebem de fontes distintas reconhecerem as que lhe são realmente úteis, com isso formar uma opinião própria e tornar-se um multiplicador desta visão na sociedade. Sendo assim, a concepção do ensino em ciências deve transcender velhos paradigmas que a cercam para adequar-se a um mundo mais dinâmico e complexo.
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Suicídio: Porque Fracassamos Tanto?
Published setembro 10, 2012 Longevidade , Qualidade de Vida Leave a CommentTags:cuidados, Depressão, Fracasso, ipub, Márcio Amaral, Mentais, Morte, Prevenção, Problemas, Saúde, Sociedade, Suicídio
No início da década de 1970, morriam pouco mais de 2000 suecos, tanto por suicídio, quanto por acidentes automobilísticos. Naquele mesmo período (não por mera coincidência ou intenção específica de comparação, mas pelo mesmo despertar de consciência social) foram desenvolvidas duas séries de estratégias para enfrentar os dois problemas. Na década seguinte, as mortes por acidentes tinham caído a menos da metade e as devidas a auto-extermínio continuavam nos mesmos patamares (Lars Jocobsson, 1986). Estavam os suecos diante de um sucesso e de um fracasso retumbantes.
Inútil dizer, como fazem muitos nesses casos, que, na ausência das intervenções, os números para o suicídio teriam sido ainda maiores. Eis um argumento que denuncia uma pequena honestidade intelectual e mais serve para “autotranquilização” do que para fazer avançar o entendimento!
Esse foi apenas o dado mais eloquente¹ que encontramos, diante do desafio de prevenir o suicídio, mas as sérias dúvidas quanto à efetividade de todos os esforços e investimentos, dispendidos para esse fim, atingem todos os que com ele trabalham. Medidas pontuais, como, por exemplo, modificações na composição de defensivos agrícolas ou no fornecimento de gas, dão algum resultado imediato, mas logo perdem qualquer efetividade na diminuição marcante das taxas nas diversas sociedades. O que podemos concluir, a partir dessa constatação?
Até hoje, apenas roçamos o problema dos dramas sociais e pessoais que levam as pessoas a dar fim às suas própias vidas.
O entendimento das razões para tanto fracasso pode brotar das observações (mais que centenárias) do primeiro pesquisador sério do assunto, E. Durckheim: há, em cada sociedade, uma “corrente suicidogênica” que faz com que o suicídio seja o fenômeno demográfico mais previsível dentre todos. O suicídio não é um problema originalmente médico e nem mesmo decorrente de simples dramas individuais. Antes do início de um ano qualquer, podemos dizer, com uma margem mínima de erro, quantos suecos, japoneses, húngaros ou alemães darão fim às suas próprias vidas nos doze meses seguintes. Ou seja: o suicídio é um problema eminentemente sociológico. Dessa constatação muito genérica, até o desenvolvimento de estratégias efetivas para atacar o problema, entretanto, quanta distância!
Do ponto de vista médico, os fracassos são até relativamente fáceis de explicar. Nossa intervenção mais específica somente se inicia depois do surgimento da ideação suicida mais permanente ou, pior ainda, depois de alguma tentativa. Desse ponto em diante, e da cristalização de certos perfis de personalidade, nossa possibilidade de modificar alguma coisa diminui sensivelmente (há que assinalar que, diante de qualquer caso específico, sempre investimos em uma expectativa de enorme esperança).
Outro engano grosseiro, que muitos cometem, é a hipervalorização das doenças mentais como causa específica para o suicídio. A simples observação de que cerca de 90% dos suicidas sofriam de alguma doença psiquiátrica, parece ser suficiente aos mais apressados (e menos cuidadosos) para o estabelecimento daquela relação. A constatação, porém, da enorme diferença nas taxas de suicídio encontradas entre os diversos países e culturas (até mais de dez vezes), enquanto a prevalência das doenças mentais é muito semelhante entre os vários países e culturas, deveria ser suficiente para um maior cuidado no estabelecimento de relações causais.
Só para efeito de raciocínio, se subdividíssemos os períodos de vida das pessoas adultas (deixemos de lado os suicídios entre adolescentes), até a chegada à ideação suicida, em cinco estágios (com suas vicissitudes): 1-primeira infância; 2-início da vida escolar; 3-surgimento da puberdade; 4-exigências da adultidade e; 5-seus fracassos repetidos, nossa intervenção iniciar-se-ia somente na última. Sejamos, então, mais humildes em relação aos nossos instrumentos e, ao lado de nossas ações mais propriamente terapêuticas, tentemos intervir junto à sociedade para que reflita quanto à maneira desumana com que muitos são tratados, especialmente do ponto de vista da intolerância e do estímulo à competição predatória entre as pessoas. Aquela mesma sociedade que divide as pessoas em “vencedoras e derrotadas” e transmite, às atiradas a essa última “classificação”, que devem se envergonhar e que talvez nem mereçam viver.
¹Por alguma razão, esse dado e trabalho, que recebemos em mãos do próprio autor, não é muito referido na literatura, talvez porque seja um tanto incômodo. Até a ciência é contaminada por interesses menos nobres.
Márcio Amaral, vice-diretor IPUB-UFRJ, Prof. Adjunto UFRJ e UFF.
Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.ipub.ufrj.br







