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Requisitos básicos para Doação de Sangue

Na triagem de doadores, a Fundação Pró-Sangue obedece a normas nacionais e internacionais, como as do Ministério da Saúde, Associação Americana e Conselho Europeu de Bancos de Sangue. O alto rigor no cumprimento dessas normas visa oferecer segurança e proteção ao receptor e ao doador.

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Abaixo estão listados os requisitos básicos e alguns dos principais impedimentos temporários e definitivos para doação de sangue. No entanto, esta lista não esgota os motivos de impedimentos para doação, de forma que outras informações prestadas por você durante a triagem clínica serão consideradas para definir se está apto para doar sangue nesse momento.

Requisitos básicos

  • » Estar em boas condições de saúde.
  • » Ter entre 16 e 67 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (menores de 18 anos, clique para ver documentos necessários e formulário de autorização).
  • » Pesar no mínimo 50kg.
  • » Estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas).
  • » Estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação).
  • » Apresentar documento original com foto emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Cartão de Identidade de Profissional Liberal, Carteira de Trabalho e Previdência Social).

Impedimentos temporários

  • » Resfriado: aguardar 7 dias após desaparecimento dos sintomas.
  • » Gravidez
  • » 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana.
  • » Amamentação (se o parto ocorreu há menos de 12 meses).
  • » Ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação.
  • » Tatuagem nos últimos 12 meses.
  • » Situações nas quais há maior risco de adquirir doenças sexualmente transmissíveis: aguardar 12 meses.
  • » Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Tocantins são estados onde há alta prevalência de malária. Quem esteve nesses estados deve aguardar 12 meses.

Impedimentos definitivos

  • » Hepatite após os 11 anos de idade. *
  • » Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue: Hepatites B e C, AIDS (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas.
  • » Uso de drogas ilícitas injetáveis.
  • » Malária.
  • * Hepatite após o 11º aniversário: Recusa Definitiva; Hepatite B ou C após ou antes dos 10 anos: Recusa definitiva; Hepatite por Medicamento: apto após a cura e avaliado clinicamente; Hepatite viral (A): após os 11 anos de idade, se trouxer o exame do diagnóstico da doença, será avaliado pelo médico da triagem.

Respeitar os intervalos para doação

  • » Homens – 60 dias (máximo de 04 doações nos últimos 12 meses).
  • » Mulheres – 90 dias (máximo de 03 doações nos últimos 12 meses).

Honestidade também salva vidas. Ao doar sangue, seja sincero na entrevista.* A Pró-Sangue se preocupa com a segurança das crianças. Se alguma delas vier com você no dia da doação, traga um outro adulto para acompanhá-la.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://www.prosangue.sp.gov.br

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Câncer infantil: diagnóstico precoce e quimioterapia permitem cura de até 80%

Dados divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicam que, todos os anos, cerca de 9 mil casos de câncer infantil são detectados no País. Os tipos mais comuns são a leucemia (doença maligna dos glóbulos brancos) e os linfomas (que se originam nos gânglios). A boa notícia é que o diagnóstico precoce e a quimioterapia, juntos, representam a principal arma contra a doença e permitem índices de cura que chegam a 80%.

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No Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil, lembrado oficialmente no dia 23 de novembro, a onco-hematologista e diretora técnica do Hospital da Criança de Brasília, Isis Magalhães, lembrou que a doença em crianças é diferente da diagnosticada em adultos. Nas crianças, as células malignas são geralmente mais agressivas e crescem de forma rápida. Os tumores dificilmente são localizados e o tratamento não pode ser feito com cirurgia, destacou a especialistas, em entrevista à Agência Brasil.

Outra peculiaridade do câncer infantil é que não há forma de prevenção, uma vez que não é possível explicar a razão do surgimento dos tumores. A médica alertou que os sinais da doença podem ser facilmente confundidos com os de quadros bastante comuns em crianças, como infecções. Alguns exemplos são o aparecimento de manchas roxas na pele e anemia. Os sintomas, entretanto, devem se manifestar por um período superior a duas semanas para causar algum tipo de alerta.

“É preciso saber identificar quando aquilo está passando do limite e quando é normal. Afinal, qual criança não tem uma mancha roxa na canela de vez em quando? Dependendo da situação, a lista de sinais causa mais desespero nos pais do que ajuda”, explicou. A orientação, segundo ela, é levar as crianças periodicamente ao pediatra.

Isis também defende que os próprios oncologistas pediátricos orientem profissionais de saúde da rede básica sobre os sinais de alerta do câncer infantil. A ideia é que o pediatra geral e o agente de saúde, por exemplo, sejam capazes de ampliar seu próprio grau de suspeita, prescrever exames mais detalhados e, se necessário, encaminhar a criança ao especialista.

“A doença não dá tempo para esperar. É preciso seguir o protocolo à risca, porque essa é a chance da criança. O primeiro tratamento tem que ser o correto”, disse. Isis destacou também a importância de centros especializados de câncer infantil, já que a doença precisa ser combatida por equipes multidisplinares, compostas por oncologistas, pediatras, neurologistas, cardiologistas, infectologistas e mesmo psicólogos, odontólogos e fisioterapeutas, além do assistente social.

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Qual a origem do Dia da Consciência Negra?

Na década de 1970, um grupo de quilombolas no Rio Grande do Sul cunhou o dia 20 de novembro como o Dia da Consciência Negra: uma data para lembrar e homenagear o líder do Quilombo dos Palmares, Zumbi, assassinado nesse dia pelas tropas coloniais brasileiras, em 1695. A representação do dia ganhou força a partir de 1978, quando surgiu o Movimento Negro Unificado no País, que transformou a data em nacional.

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Segundo a historiadora da Fundação Cultural Palmares, Martha Rosa Queiroz, a data é uma forma encontrada pela população negra para homenagear o líder na época dos quilombos, fortalecendo assim mitos e referências históricas da cultura e trajetória negra no Brasil e também reforçando as lideranças atuais. “É o dia de lembrar o triste assassinato de Zumbi, que é considerado herói nacional por lei, e de combate ao racismo”, afirma. A lei federal de 2011 (12.519) institui o 20 de novembro como Dia Nacional da Consciência Negra. A adoção dos feriados fica por conta de leis municipais. Diversas atividades são realizadas na semana da data como cursos, seminários, oficinas, audiências públicas e as tradicionais passeatas.

O Quilombo dos Palmares ficava onde hoje se encontra o estado de Alagoas e é considerado o maior quilombo territorial e temporal do Brasil, pois durou cerca de 100 anos. Em seu auge, chegou a abrigar de 25 mil a 30 mil negros. “Funcionava como um Estado dentro de outro Estado. Os negros fugiam do sistema escravista e se refugiavam em uma área de difícil acesso, mas com solo muito rico”, conta.

Mas como a comunidade dos quilombos conseguiu resistir por um século contra o exército brasileiro, que utilizou canhões pela primeira vez em tentativas de destruir o quilombo? “O quilombo possuía um corpo bélico, com armas adquiridas por meio de trocas com fazendeiros do entorno, pela comida que produziam e também por assaltos’, explica Martha.

O quilombo também contava com uma rede de informação grande, onde negros ainda na condição de escravos passavam informações antes das tropas chegarem ao local. A prática de guerra adotada era a guerrilha, quando o atacado recua antes do inimigo chegar, deixando o local vazio. “No mundo, existem outras experiências de quilombos e utilização de datas importantes da cultura negra. Mas o Brasil se destaca pelo uso que faz do 20 de novembro e pela dimensão que ele tomou”.

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O Dia da Consciência Negra e os heróis do povo brasileiro

Em homenagem ao líder da resistência antiescravagista do quilombo dos Palmares, Zumbi, no Brasil comemoramos no próximo dia 20 de novembro o Dia da Consciência Negra. Essa data celebrativa é concomitante ao dia da captura e morte de Zumbi. Esse nome, que significa a “força do espirito presente” é referencia para luta do povo negro contra a escravidão e opressão.

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Segundo alguns estudos, Zumbi nasceu em 1655, sendo descendente de guerreiros angolanos. Em um dos povoados do quilombo, foi capturado quando garoto por soldados e entregue ao padre Antônio Melo, de Porto Calvo. Criado e educado por este padre, o futuro líder do Quilombo dos Palmares já tinha apreciável noção de português e latim aos 12 anos de idade, sendo batizado com o nome de Francisco. Padre Antônio Melo escreveu várias cartas a um amigo, exaltando a inteligência de Zumbi (Francisco). Em 1670, com 15 anos, Zumbi fugiu e voltou para o Quilombo. Foi o último chefe do Quilombo dos Palmares.

Junto à história deste heroico militante, quero registrar outros companheiros e companheiras que escreveram a história do movimento negro no Brasil, marcando nossa história e fazendo da nossa gente uma população marcada por lutas e sonhos que se desdobra dia a pós dia para ter a liberdade e a emancipação dos seus direitos.

Em 1910, João Cândido participava e comandava a Revolta dos Marinheiros no Rio de Janeiro. O desfecho dessa Revolta foi o fim dos castigos corporais na Marinha. Porém, João Cândido foi expulso e renegado pela Armada Brasileira, por parte da imprensa e da sociedade.

Aniceto do Império, grande nome do samba do partido-alto, uma das variações do estilo marcada pelo improviso. Aniceto foi um dos fundadores da tradicional escola de samba carioca Império Serrano, em 1947.

Fundador da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, Angenor de Oliveira – Cartola – foi cantor, compositor, poeta e violonista. Ao lado de sua esposa Dona Zica, inaugurou o Zicartola na década de 1960, reduto de grandes nomes da música brasileira que reunia representantes da bossa nova da zona sul carioca e sambistas do morro.

Clementina de Jesus trabalhou por 20 anos como empregada doméstica para se sustentar até se apresentar nos palcos do Rio de Janeiro como intérprete. Seu canto, muito influenciado pelos terreiros de candomblé, conquistou a crítica, compositores, artistas e o público. Apenas em 1964, aos 62 anos, conseguiu o reconhecimento como artista.

Maria Firmina foi a autora do primeiro romance abolicionista e uma das raras representantes da literatura feminina no Brasil do século 19. Ela escreveu o livro intitulado “Úrsula”, uma produção que apresentava a temática do negro e a condição dos afrodescendentes na sociedade daquela época.

Deputado, secretário estadual e senador, Abdias Nascimento foi também pintor autodidata, escritor, jornalista, poeta e ator. Ganhou reconhecimento pelo engajamento na defesa dos direitos humanos dos afrodescendentes, que lhe rendeu uma indicação ao Prêmio Nobel da Paz em 2010.

Aos 88 anos, Mãe Stella é a primeira mãe-de-santo a entrar para a academia de letras da Bahia. Ela é formada em enfermagem pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e já publicou seis livros, com previsão de lançar uma sétima obra em breve, sobre o jogo de búzios. Em 2009, Mãe Stella recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade do Estado da Bahia (Uneb).

A lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. Essa lei também torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Nas escolas, as aulas sobre os temas História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, estão proporcionando o resgate das contribuições dos heróis da nação nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país.

* Walmyr Júnior é graduado em História pela PUC-RJ e representou a sociedade civil em encontro com o Papa Francisco no Theatro Municipal, durante a JMJ.

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Você sabe o que faz o Biomédico?

Dia 20 de novembro, Dia do Biomédico;

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Realizar estudos e pesquisas de fluidos, células e tecidos humanos, fazer análises ambientais para investigar doenças, suas causas e mecanismos. Essas são as principais atividades do biomédico, profissional cuja principal característica é a habilidade investigativa. Isso se aprende ao longo de uma graduação com importante carga horária prática e muito rigor científico e tecnológico.

Segundo o Conselho Federal de Biomedicina (CFBM), há 33 campos de atuação regulamentados nos quais o biomédico pode atuar. Entre os destaques estão áreas de análises clínicas, imagenologia (bioimagem), genética, reprodução humana e saúde pública. Nessas áreas tão diversas, não existe uma hierarquia nas funções do biomédico. O que ocorre é uma valorização maior de algumas áreas em detrimento de outras, o que geralmente tem a ver com expectativa social.

Em pesquisa, por exemplo, o biomédico pode ter reconhecimento global de suas atividades e  aquilo que ele faz atingir uma relevância global. Mesmo assim, é possível que um biomédico empreendedor, que se dedique a laboratórios de diagnóstico, seja mais bem sucedido financeiramente, ainda que não tenha o status social de um cientista.

Todos os dias há novidades na biomedicina. Por isso, assumimos que o amanhã será sempre diferente. A velocidade com que novas tecnologias trazem rupturas nas práticas biomédicas e em quase todos os campos é impressionante. E novas descobertas conduzem a novas demandas. Há menos de duas décadas, por exemplo, pouca gente tinha acesso a tecnologias de reprodução assistida, ao uso terapêutico de células tronco e a exames genéticos moleculares, tanto para a identificação humana quanto para a animal. Essas são novidades “antigas”, hoje despontando como áreas de grande interesse por mão de obra biomédica.

A carreira acadêmica, opção de grande parte dos egressos do curso de biomedicina, que partem para os programas de especialização, mestrado e doutorado, geralmente com grande destaque e, posteriormente, galgando postos de trabalho importantes como coordenações de Diretorias Regionais de Saúde (Dires) no interior do estado, aprovações em concursos como o da FIOCRUZ para pesquisadores e o de para professores. Por tudo isso, pode-se inferir que a biomedicina vai muito bem, com tendência a progredir ainda mais.

Desafios

Um dos principais desafios do biomédico hoje, além da maior apropriação pública de seu ato profissional, é vencer o bloqueio imposto por profissionais de algumas categorias que, de maneira arrogante, tentam impedir a contratação de biomédicos, temendo a concorrência. Na minha opinião, a concorrência trará sim, vantagens para a população que terá profissionais cada vez mais preocupados com sua formação e com um atendimento de qualidade na área da saúde.

Por fim, no que diz respeito à relação da biomedicina com a medicina e a biologia, entendemos que, enquanto o médico utiliza as suas habilidades e competências para realizar o diagnóstico clínico e o tratamento dos pacientes, o biomédico atua na realização do diagnóstico laboratorial (conhecido como diagnóstico complementar). É claro que eventualmente há alguma interface, segundo a regulamentação do CFBM e algumas atividades competem a mais de uma profissão.

No entanto, a realização de consulta, diagnóstico e prescrição de tratamento ou medicamento é exclusiva para os profissionais de medicina, enquanto análises ambientais, como da água, e microbiologia de alimentos, por exemplo, são exclusivas de outros profissionais não médicos como biomédicos, biólogos, dentre outros.

É importante destacar a importância da multidisciplinaridade nessa questão e preparar os profissionais das diversas áreas para compreender seu próprio espaço e respeitar o do outro, entendendo também o quanto se avança com as ações em equipe, cruciais para as atividades contemporâneas em saúde.

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Dieta rica em proteína animal aumenta risco de Diabetes

Manter um peso saudável e praticar atividades físicas são algumas das recomendações para que as pessoas se previnam do diabetes tipo 2. A doença pode ser causada por uma combinação de fatores genéticos e ambientais, como a obesidade e o sedentarismo, por exemplo.

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Agora, cientistas franceses descobriram que diminuir o consumo de alimentos ricos em proteína animal também pode ser uma forma de reduzir o risco da condição. Isso porque esses alimentos aumentam a acidez no organismo, o que, segundo os pesquisadores, pode levar ao diabetes.

“Este é o primeiro estudo a estabelecer um vínculo entre a carga ácida da alimentação e um aumento significativo do risco de diabetes tipo 2”, diz Guy Fagherazzi, coordenador do estudo, cujos resultados foram publicados nesta terça-feira no periódico Diabetologia. Segundo Fagherazzi, carnes, especialmente as processadas industrialmente, além de queijos e produtos derivados do leite, estão entre os alimentos mais acidificantes. Frutas e legumes, por outro lado, são alcalinizantes.

Os autores do estudo relacionaram os hábitos alimentares das mulheres com a chance de elas terem a doença e, depois, ajustaram os resultados de acordo com outros fatores de risco, como obesidade, sedentarismo e tabagismo. As conclusões da pesquisa indicaram que as participantes que mais consumiam alimentos que aumentam a acidez do organismo apresentaram um risco 56% maior de desenvolver diabetes tipo 2 do que as que menos ingeriam esses alimentos.

A pesquisa ainda sugeriu que o efeito negativo desse tipo de alimentação é maior em mulheres que não apresentam outros fatores de risco para a doença do que entre aquelas que já são obesas ou sedentárias, por exemplo.

Os autores acreditam que uma maior acidez no organismo pode ajudar a aumentar o risco de resistência à insulina, levando ao diabetes. No entanto, eles admitem que são necessárias pesquisas maiores para que os resultados sejam confirmados.

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Má Alimentação e Estilo de Vida são vilões do Diabetes

Ano após ano, o número de pessoas diagnosticadas com diabetes só aumenta. A previsão da ciência e dos especialistas é bastante pessimista. Hoje, em todo o mundo, 382 milhões são portadores da doença, segundo dado deste ano da IDF (Federação Internacional do Diabetes). Em 2035, a estimativa é que este número salte para 592 milhões. Em 2000, havia 177 milhões de diabéticos no planeta.

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No Brasil, a situação é a mesma. O número de portadores de diabetes deverá subir dos 13,4 milhões atuais para 19,6 milhões em 2030. O crescimento deve ser de 58% em apenas 20 anos, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde). O País é o quarto em número de diabéticos no mundo, só perde para China, Índia e Estados Unidos. Não pense que você não poderá fazer parte desse grupo. Além da hereditariedade, o estilo de vida e a má alimentação são os dois grandes vilões para se desenvolver o diabetes, de acordo com os especialistas ouvidos pelo Portal R7.

Doença crônica da modernidade, a obesidade é um dos principais fatores para o desencadeamento do diabetes tipo 2, conforme explica o endocrinologista Balduíno Tschiedel, presidente da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes).

— A obesidade está aumentando por causa do estilo de vida. As pessoas cada vez menos precisam fazer esforço físico para exercer as atividades do dia a dia, isso por conta dos avanços tecnológicos. Elas exercem menos atividade física e as porções de alimentos estão aumentando. Há mais gordura, mais açucares para o alimento ficar cada vez mais chamativo.

Além da oferta em abundância de verdadeiras “bombas calóricas”, o presidente da SBD chama atenção para a facilidade de acesso. Segundo ele, a vida corrida leva muita gente a trocar um prato saudável por uma alimentação fast food recheada de gordura e muito açúcar.

— Gostoso e barato: quem não quer? Antigamente, a oferta era longínqua. Basta ver fotos de 20, 30, 40 anos atrás. O índice de massa corporal era bem menor do que de hoje. Com R$ 1 você compra um salgado, em qualquer lugar do País. Isso é algo muito difícil de combater. Não vejo luz no fim do túnel, não devemos desistir.

Assim como Tschiedel, o presidente da Adiabc (Associação de Diabetes do ABC) e coordenador da campanha do Dia Mundial do Diabetes da SBD, Márcio Krakauer, diz que “não há expectativa de se reduzir o número de pessoas com diabetes”.

— A indústria de alimentos atua fortemente em propagandas de produtos não saudáveis, atraindo a atenção da população e o consumo exagerado. Diante deste cenário, fica muito difícil ser otimista em relação á redução da obesidade e diabetes.

Apesar de ter 90% dos portadores de diabetes ser do tipo 2, o número de pessoas com diabetes tipo 1 curiosamente também está aumentando em todo mundo, segundo Tschiedel. De acordo com dados da IDF, 79 mil crianças nascem portadora desta doença todos os anos em todo o mundo. Vale ressaltar que 90% de quem sofre com a doença é portador do tipo 2.

— Não se sabe exatamente porque, talvez algum componente na alimentação que esteja provocando o corpo. Há várias possibilidades, produtos na alimentação, a questão da vacinação excessiva, já que hoje existem vacinas para tudo. Não sabemos….há vários estudos.

Conscientização para vida saudável

Apesar de pessimista em relação ao prognóstico para o futuro, o presidente da SBD afirma que há esperança para a mudança no avanço da obesidade e do diabetes.

— Acho que é muito difícil combater, não há fórmula, mas é necessário ter rede de imprensa, com igrejas, entidades médicas agindo em conjunto claro, com ajuda do governo, para mudar. É necessário fazer campanhas inteligentes e começar, por exemplo, com a mudança na merenda escolar que pode ser feita com menos gorduras e açúcares.

Além dos cuidados com alimentação e incluir exercícios físicos na rotina, o ginecologista e obstetra Abner Leão alerta para o diagnóstico precoce da doença.

— Diabetes é terrível, e é uma doença silenciosa, mas controlável. Muita gente não sabe que tem. Quando viu já perdeu o olho ou outras coisas terríveis já aconteceu. Por isso, é necessário fazer o diagnóstico precoce.

Diabetes tipo 1 X tipo 2

O diabetes tipo 1 geralmente é diagnosticado na infância ou adolescência e representa 10% de todos os casos da doença. Como o pâncreas não produz insulina, é preciso administrá-la por meio de injeções diárias do hormônio. Além do medicamento, a prática de atividade física e uma alimentação balanceada também fazem parte do tratamento, reforça Krakauer.

—  A maioria dos casos de diabetes é caracterizada como tipo 2. A doença costuma dar os primeiros sinais depois dos 40 anos, em indivíduos sedentários e bem acima do peso. Os quilos extras fazem com que o corpo não utilize a insulina de forma correta, ou seja, a gordura abdominal impede que o hormônio funcione normalmente. Esta situação é chamada de resistência à insulina.

Além da dieta alimentar, os comprimidos e, às vezes, a insulina, ao lado da prática regular de atividade física entram em cena. O diabetes tipo 2 é mais prevalente na população, representando 90% de todos os casos da doença.

— Embora mais comum em adultos, as crianças também podem desenvolvê-lo, especialmente se tiverem pais com diabetes. Caso estejam acima do peso, não pratiquem exercício físico e mantenham as refeições baseadas em fast-food e outros alimentos ricos em carboidratos, açúcares e gorduras, o risco aumenta ainda mais.

Diabetes gestacional

Acontece quando as taxas de glicose se elevam pela primeira vez durante a gestação. É possível ter uma gravidez tranquila desde que a futura mamãe mantenha uma alimentação saudável e pratique exercício físico. O diabetes tende a desaparecer ao final da gestação, mas existe o risco dele retornar em outras gestações ou ainda se instalar de vez com o passar dos anos.

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Poluição Sonora é problema das Metrópoles

O crescimento desordenado das cidades faz com que as pessoas fiquem expostas cada vez mais a elevados índices de ruídos. A poluição sonora é constituída de qualquer ruído capaz de produzir incômodo ou malefícios à saúde. Além disso, ele é um dos principais problemas ambientais dos grandes centros urbanos.

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Segundo a Organização Mundial da Saúde(OMS), a poluição sonora é hoje, depois do ar e da água, o problema ambiental que afeta o maior número de pessoas. O mal passou a ser considerado uma das três prioridades ecológicas para a próxima década.

O excesso de ruído pode afetar o indivíduo sob vários aspectos, podendo causar perda auditiva, alterações orgânicas, emocionais e sociais. Todos esses prejuízos dependem do nível de barulho ao qual a pessoa está exposta, bem como o tempo de exposição.

O ruído pode causar problemas como distúrbios cardiovasculares e gastrointestinais, dor de cabeça, cansaço, irritabilidade, estresse, distúrbios do sono, diminuição da atenção/concentração, aumento do risco de acidentes de trabalho (pela falta de concentração), redução da potência sexual, distúrbios da comunicação, entre outros.

O nível de intensidade sonora se expressa habitualmente em decibéis (db) e é apurado com a utilização de um aparelho chamado decibelímetro. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) possui recomendações visando o conforto auditivo. Uma sala de estar, por exemplo, pode ter no máximo 50 decibéis (db), e um dormitório, 45db. Acima disso, pode haver desconforto.

Segundo a professora do curso de Fonoaudiologia do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Alessadra Giannella Samelli, um indivíduo que mora em frente ao Minhocão, em São Paulo, está exposto, em média, a 75 db com a janela aberta, o trânsito não congestionado e fora do horário do rush. Quando o fluxo de veículos é intenso, o nível de ruído pode chegar, em média, de 90 db a 130 db. “Seria o equivalente a ficar próximo de uma decolagem de um avião ou a assistir a uma orquestra sentado na primeira fileira”, afirmou o diretor da Sociedade Paranaense de Otorrinolaringologia Eduardo Baptistella.

O índice é acima do recomendado pela OMS, a qual considera que o nível de barulho não deva ultrapassar 70 db e, acima de 85 db, ele pode começar a danificar o mecanismo de audição. Na natureza, poucos ruídos atingem essa marca, com exceção das trovoadas, das grandes cachoeiras e das explosões vulcânicas.

Muitas vezes as pessoas estão expostas também ao ruído no local de trabalho, como é o caso de garçons, operários e músicos. Para esses casos, é recomendado o uso de protetores auditivos. A exposição a níveis prejudiciais à saúde é regulamentada por lei.

Conforme Norma Regulamentada nº15, do Ministério do Trabalho, o tempo máximo permitido de exposição a um determinado nível de trabalho é de 85 dB por 8 horas, 90 dB por 4 horas, 95 dB por 2 horas e 100 dB por 1 hora. “Mesmo seguindo essas regras, o trabalhador exposto a mais de 85 dB deve utilizar constantemente protetor auditivo, para evitar perdas futuras”, ressaltou Alessandra.

A professora da USP recomenda que os motoristas andem com as janelas fechadas e não utilizem rádio em volume intenso. Já os profissionais de telemarketing devem alternar o fone entre as orelhas a cada 1 hora e meia. “Para todos os profissionais expostos a ruídos, durante o descanso, faça repouso acústico! Fique em silêncio! Suas orelhas precisam disso”, falou.

Baptistella disse ainda que os trabalhadores devem exigir que o estabelecimento tenha um médico do trabalho ou um profissional de segurança no trabalho, que afira a quantidade de ruído a que estão expostos e então cumpra-se o período de exposição máximo recomendado pelas normas do Ministério do Trabalho.

Após perda de audição causada pelo ruído, não há como reverter os seus efeitos. O aparelho pode ser utilizado em alguns casos, dependendo do grau de comprometimento, mas ele não restaurará o dano. A única solução indicada para perda auditiva causada pelo excesso de barulho é a prevenção.

Por isso, é importante que as pessoas fiquem atentas a alguns sintomas causados pela poluição sonora, como dificuldade em ouvir ou entender a fala, principalmente na presença de ruídos de fundo; zumbido, tontura, desconforto com sons elevados, entre outros.

Esses sintomas podem indicar início de perda auditiva ou que o prejuízo já está instalado. Neste caso, deve-se consultar um fonoaudiólogo para realização de audiometria – exame que mede a audição, e consultar um otorrinolaringologista.

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Doenças reumáticas apresentam sintomas que vão além das dores ósseas

As doenças reumáticas, ao contrário do senso comum, não apresentam como sintomas apenas dores ósseas ou nas articulações, mas também em outros órgãos, como rins, olhos, pulmões e pele.

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Ontem, dia 30 foi o Dia Nacional de Luta contra o Reumatismo. Presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, Walber Vieira, lembra que reumatismo é um termo genérico. “É um termo impreciso que não dá o diagnóstico de nenhuma doença” esclarece.

As causas, os tratamentos e também as consequências das doenças reumáticas podem ser muito diferentes. Por isso, é essencial o diagnóstico preciso para a indicação dos procedimentos adequados.

As doenças reumáticas podem atingir pessoas de todas as idades. Um exemplo é a artrite reumatoide, comum a partir dos 35 anos de idade, mas que “também acomete crianças, às vezes na mais tenra idade”, diz Walber Vieira.

De acordo com Vieira, a doença crônica, que pode levar uma pessoa a invalidez, se manifesta com dores articulares, leve inchaço nas pequenas e médias articulações, além de quadros de isquemia e fadiga.

Pediatra do Hospital Universitário de Brasília, Zeneide Alves, cita casos em que a manifestação da artrite juvenil, que é a artrite reumatoide que acomete crianças, pode, a princípio, ser manifestada por uma inflamação no olho, chamada uveite.

“Algumas crianças podem apresentar uveite e, posteriormente, exibir os sintomas e sinais de uma artrite crônica” explica.

Walber Vieira alerta que qualquer infecção pode funcionar como elemento desencadeante de uma doença reumática. ”O paciente está num standby, num limbo, ainda não tem manifestação de uma enfermidade, e sofrer uma infecção severa, uma virose e, de repente, a doença reumática se instala e começam a aparecer os sintomas”, explica. Algumas doenças, como a fibromialgia, podem ser desencadeadas por quadros de stress e depressão.

Entre as doenças reumáticas, Vieira diz que a artrose é a mais comum. “Mais ou menos 70% das pessoas após os 60 anos têm sua artrose de estimação”, brinca.

“Artrose é uma doença que se caracteriza por desgaste da cartilagem articular, levando a fissurações e, com o tempo, perda da função das articulações“, explica Vieira.

Outra doença reumática muito comum é a osteoporose, que não apresenta sintomas até que haja uma complicação. “É uma perda de massa óssea que leva a pessoa a um risco de fratura maior. Às vezes um pequeno trauma pode ocasionar a fratura da área afetada” explica Walber Vieira.

Ter a primeira menstruação tardiamente e menopausa precoce, fumar, abusar de bebidas alcoólicas, ser sedentário e utilizar medicamentos que podem levar a descalcificação dos ossos são fatores de risco para a osteoporose e que servem de alerta para se tomar os devidos cuidados.

Para algumas das doenças reumáticas, como fibromialgia e artrose, exercícios físicos são muito importantes para afastar as crises. “Não se trata fibromialgia sem exercícios, artrose também não”, diz Vieira.

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Novo órgão envolvido no controle da Obesidade

Não entre em pânico. O novo órgão não é uma agência federal encarregada de monitorar seu peso ou controlar sua dieta. O novo órgão é sua microbiota. Um novo estudo demonstrou que o transplante de microbiota não só é possível, mas pode ajudar a controlar a obesidade.

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Provavelmente você não sabia que tem um órgão chamado microbiota, mas isso não é motivo de vergonha. Faz pouco tempo que os cientistas passaram a acreditar que a coleção de microrganismos que habitam nosso intestino (a flora intestinal) pode ser considerada uma espécie de órgão, necessário para o bom funcionamento de nosso corpo.

Bilhões de microrganismos vivem no nosso intestino. São milhares de espécies distintas. A população de microrganismos que habitam nosso intestino é maior que o número de células que compõem nosso corpo. Durante muito tempo se acreditou que a flora intestinal era uma mera consequência da ingestão de alimentos contendo outros seres vivos. Acreditávamos que eles viviam em nosso intestino aproveitando os restos de alimentos, vez por outra provocando uma diarreia. Em meados do século 20, muitos consideravam a flora intestinal perniciosa e se submetiam a lavagens intestinais periódicas, para eliminar parte desses microrganismos, se mantendo “limpos” por dentro.

Nas últimas décadas, o verdadeiro papel desses microrganismos começou a ser compreendido. Foi descoberto que muitos deles degradam parte dos alimentos que ingerimos e produzem moléculas importantes que são absorvidas por nosso intestino, inclusive algumas vitaminas que nós próprios não somos capazes de produzir. Também se descobriu que a manutenção desses bichinhos é importante para nosso processo digestivo e que, quando nossa flora intestinal é alterada pela ingestão de antibióticos, é necessário repor a coleção. Surgiram produtos alimentares, como iogurtes, que contêm microrganismos que ajudam na reposição da flora intestinal, entre eles os famosos “lactobacilos vivos”.

Com o desenvolvimento do sequenciamento de DNA, essa população de microrganismos pode ser estudada em detalhe. Hoje sabemos que a composição da microbiota varia entre populações, é parcialmente estável, pode ser influenciada pela dieta, e é diferente em pessoas magras e obesas.

Foi essa observação que levou os cientistas a suspeitar que talvez a composição da microbiota possa ser um dos fatores que determinam se uma pessoa é magra ou obesa. Mas como testar essa hipótese? O mais simples seria eliminar a flora intestinal de uma pessoa magra e recolonizar seu intestino com a microbiota de uma pessoa obesa. Usei recolonizar como um eufemismo para evitar dizer que o receptor teria de receber (eufemismo para ingerir) conteúdo intestinal (eufemismo para fezes) do doador. Um experimento no mínimo desagradável. A solução foi usar camundongos.

Foram identificados pares de pessoas gêmeas em que um membro do par era obeso e o outro, magro. Essas pessoas doaram amostras de suas fezes. Os microrganismos presentes nas fezes foram transferidos para camundongos geneticamente idênticos, criados em condições estéreis, e que, portanto, não possuíam microrganismos em seus intestinos. Após receberem os microrganismos, os dois grupos de camundongos foram mantidos com a mesma dieta. Para surpresa dos cientistas, os camundongos que receberam microrganismos de pessoas obesas se tornaram obesos e os que receberam amostras de pessoas magras permaneceram magros. Esse experimento simples demonstra que a microbiota de pessoas obesas é capaz de alterar de tal forma o metabolismo dos camundongos que eles se tornam obesos mesmo consumindo a mesma dieta.

Esse novo modelo experimental vai permitir um estudo detalhado do papel da microbiota na obesidade humana. Usando esse modelo, os cientistas já descobriram que, se colocarem camundongos gordos na mesma gaiola dos magros, os gordos emagrecem, pois, como eles comem as fezes um dos outros (são coprófagos), a microbiota dos magros é transmitida para os gordos, fazendo com que eles emagreçam. Já o caminho inverso não foi observado, a microbiota dos gordos não passa para os magros. Analisando quais microrganismos estavam presentes nas duas microbiotas, os cientistas identificaram 39 espécies que poderiam ser responsáveis pela obesidade. Mas, quando somente esse grupo foi inoculado, não foi possível tornar os camundongos obesos. Também foi descoberto que a dieta dos camundongos afeta o resultado dos experimentos. Uma dieta mais rica em fibra é necessária para que os camundongos obesos sejam colonizados pela microbiota dos camundongos magros.

A demonstração de que é possível transplantar microbiotas e que elas carregam parte determinante da obesidade humana abre um enorme campo de investigação. Nos próximos anos provavelmente serão isolados os microrganismos responsáveis pela obesidade e, talvez, no futuro tenhamos métodos capazes de regular nossa microbiota, reduzindo a incidência da obesidade.

Já imagino a receita: “Para Fernando Reinach, ingerir duas colheres de microrganismos emagrecedores ao dia, durante 10 dias”. Prometo que vou tentar engolir o remédio me esforçando para esquecer a origem.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://www.estadao.com.br

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