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Hepatites: Previna-se

Hepatite designa qualquer degeneração do fígado por causas diversas, sendo as mais frequentes as infecções pelos vírus tipo A, B e C e o abuso do consumo de álcool ou outras substâncias tóxicas (como alguns remédios). Enquanto os vírus atacam o fígado quando parasitam suas células para a sua reprodução, a cirrose dos alcoólatras é causada pela ingestão frequente de bebidas alcoólicas – uma vez no organismo, o álcool é transformado em ácidos nocivos às células hepáticas.

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Hepatite A: é transmitida por água e alimentos contaminados ou de uma pessoa para outra. A hepatite A fica incubada entre 10 e 50 dias e normalmente não causa sintomas, porém quando presentes, os mais comuns são febre, pele e olhos amarelados, náusea e vômitos, mal-estar, desconforto abdominal, falta de apetite, urina com cor de coca-cola e fezes esbranquiçadas. A detecção se faz por exame de sangue e não há tratamento específico, esperando-se que o paciente reaja sozinho contra a Hepatite A. Apesar de existir vacina contra o vírus da hepatite A (HAV), a melhor maneira de evitá-la se dá pelo saneamento básico, tratamento adequado da água, alimentos bem cozidos e pelo ato de lavar sempre as mãos antes das refeições.

Hepatite B e Hepatite C: os vírus da hepatite tipo B (HBV) e tipo C (HCV) são transmitidos sobretudo por meio do sangue. Usuários de drogas injetáveis e pacientes submetidos a material cirúrgico contaminado e não-descartável estão entre as maiores vítimas, daí o cuidado que se deve ter nas transfusões sanguíneas, no dentista, em sessões de depilação ou tatuagem. O vírus da hepatite B pode ser passado pelo contato sexual, reforçando a necessidade do uso de camisinha. Frequentemente, os sinais das hepatites B e C podem não aparecer e grande parte dos infectados só acaba descobrindo que tem a doença após anos e muitas vezes por acaso em testes para esses vírus. Quando aparecem, os sintomas são muito similares aos da hepatite A, mas ao contrário desta, a hepatite B e a C podem evoluir para um quadro crônico e então para uma cirrose ou até câncer de fígado.

Prevenção

A melhor estratégia de prevenção da hepatite A inclui a melhoria das condições de vida, com adequação do saneamento básico e medidas educacionais de higiene. A vacina específica contra o vírus A está indicada conforme preconizado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A prevenção da hepatite B inclui o controle efetivo de bancos de sangue através da triagem sorológica; a vacinação contra hepatite B, disponível no SUS,conforme padronização do Programa Nacional de Imunizações (PNI); o uso de imunoglobulina humana Anti-Vírus da hepatite B também disponível no SUS, conforme padronização do Programa Nacional de Imunizações (PNI); o uso de equipamentos de proteção individual pelos profissionais da área da saúde; o não compartilhamento de alicates de unha, lâminas de barbear, escovas de dente, equipamentos para uso de drogas; o uso de preservativos nas relações sexuais.

Não existe vacina para a prevenção da hepatite C, mas existem outras formas de prevenção, como: triagem em bancos de sangue e centrais de doação de sêmen para garantir a distribuição de material biológico não infectado; triagem de doadores de órgãos sólidos como coração, fígado, pulmão e rim; triagem de doadores de córnea ou pele; cumprimento das práticas de controle de infecção em hospitais, laboratórios, consultórios dentários, serviços de hemodiálise; tratamento dos indivíduos infectados, quando indicado; abstinência ou diminuição do uso de álcool, não exposição a outras substâncias que sejam tóxicas ao fígado, como determinados medicamentos.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.minhavida.com.br

Infecção Hospitalar deve ser prevenida por todos os envolvidos

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Infectologia, as Infecções Hospitalares são as mais frequentes complicações ocorridas em pacientes hospitalizados. No Brasil, de 5% a 15% dos pacientes internados contraem algum tipo de Infecção Hospitalar.

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Esse quadro pode levar o paciente a uma nova intervenção cirúrgica ou ocasionar efeitos colaterais causados pela administração do tratamento, que é feito com antibióticos por um período entre duas a quatro semanas. Pode ser necessária também a manutenção do paciente por mais tempo no hospital ou a reinternação, caso ele tenha recebido alta.

Qualquer tipo de infecção contraída pelo paciente dentro do hospital, ou mesmo depois da alta, é chamada de Infecção Hospitalar. Para diagnosticar a Infecção, os médicos observam se o paciente por acaso não chegou ao hospital durante o período de incubação do agente causador. Em seguida observam as informações do prontuário e analisam os resultados de exames laboratoriais.

Uma visão mais recente da Infecção Hospitalar substitui o termo por Infecção Relacionada à Assistência à Saúde, que é bem mais abrangente. Inclui infecções relacionadas a procedimentos ambulatoriais, cuidados em domicílio e até as adquiridas por profissionais da saúde durante o desempenho de suas funções.

Agentes causadores – Os microrganismos causadores das Infecções Hospitalares são bactérias, fungos, vírus e protozoários. Essas formas de vida, invisíveis a olho nu, podem estar presentes no ambiente hospitalar, em outros ambientes e até no próprio organismo. Podem ser transmitidos por meio de água ou alimentos contaminados, de pessoa para pessoa por gotículas de saliva ou pelo ar com pó ou poeira contaminados.

Para que a infecção se manifeste é preciso que haja uma interação entre esses agentes causadores e o paciente. A quantidade de microrganismos presentes, o potencial infeccioso desses micróbios e a capacidade imunológica do paciente é que vão ser decisivos para o desenvolvimento ou não da infecção.

Qualquer pessoa que precise se internar ou fazer algum procedimento ambulatorial está sujeita a contrair uma Infecção Hospitalar. Alguns grupos de pessoas possuem alterações no sistema imunológico e por isso são mais suscetíveis às infecções. Entre eles estão recém-nascidos, idosos, portadores de diabetes, pessoas com câncer e transplantados.

Prevenção – A prevenção é a melhor maneira de reduzir os casos de pacientes que apresentam o quadro de Infecção Hospitalar. Medidas preventivas devem ser tomadas tanto pelas instituições de saúde, quanto pelos seus profissionais e até mesmo pelos e visitantes.

Os hospitais e ambulatórios possuem regras de higiene e procedimentos que visam a prevenção do contágio do ambiente por bactérias e vírus que podem causar infecções e a segurança do paciente. Mas os profissionais que prestam assistência à saúde devem tomar alguns cuidados pessoais, como manter as unhas limpas e os cabelos presos, além de cuidar do jaleco para não usá-lo em outras instituições ou fora do ambiente hospitalar.

A medida de prevenção que deve ser praticada por visitantes, cuidadores domésticos e todos os envolvidos no tratamento é a higiene das mãos. Essa medida simples evita a forma mais comum de contágio por bactérias, germes e vírus. O correto é fazer a lavagem com água e sabão ou utilizando o álcool gel. É indicado lavar sempre as mãos quando for visitar um paciente, antes e depois das refeições e de usar o banheiro e sempre que for fazer um curativo ou administrar medicamentos.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.vivalle.com.br

Cuidados durante visitas ao hospital

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Tendo em vista que não há como erradicar a infecção hospitalar, mesmo nos melhores hospitais do mundo acontecem infecções hospitalares, é muito importante que sejam tomados alguns cuidados preventivos por quem realiza visitas no hospital:

– Higienizar as mãos ao chegar no hospital, antes de tocar o paciente e ao sair do hospital, com água e sabão ou quando visivelmente limpas, pode ser realizada higiene rápida das mãos com álcool-gel que se encontra distribuído por todo hospital em dispensadores fixados nas paredes dos corredores;
– Preferencialmente deixe em casa anéis, relógios e pulseiras, mantenha unhas curtas e limpas;
– Não levar alimentos, pois cada paciente recebe o número de refeições suficientes e adequadas ao seu estado de saúde, controlado por profissionais qualificados;
– Evite levar flores e/ou plantas para o quarto do paciente;
– Preferencialmente não levar crianças para realizar visitas no hospital;
– Não sentar na cama do paciente, nem em camas vagas ao lado;
– Não levar chimarrão ao hospital;
– Se houver alguma placa ou orientação na porta do quarto, procurar a enfermagem antes de entrar;
– Não aproximar o rosto ou beijar a face de recém-nascidos;
– Seguir rigorosamente as orientações recebidas, pois assim você também estará cooperando para o controle das infecções.

Conforme legislação vigente e preocupados com a qualidade de seus serviços o Hospital Bruno Born possui uma CCIH organizada, que conta com um Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), que realiza atividades e treinamentos para as diversas áreas, com o intuito de prevenir e controlar as infecções hospitalares, almejando sempre o bem estar do paciente.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.hbb.com.br

Infecção Hospitalar

A infecção hospitalar é aquela adquirida no hospital e que não estava presente ou em incubação quando da admissão do paciente. Ela pode manifestar-se durante a internação ou mesmo após a alta.

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Quais os agentes causadores?

A infecção é causada por microrganismos ou micróbios – organismos vivos invisíveis a olho nu – que podem ser classificados em: bactérias, fungos, vírus e protozoários, existentes no ambiente hospitalar, em outros ambientes e mesmo no próprio organismo.

Como se transmite?

A infecção é resultante da interação entre: os microrganismos, sua fonte de transmissão e o hospedeiro. Em outras palavras, a infecção depende da quantidade de microrganismos que atinge o indivíduo, da capacidade deste germe em causar infecção, do seu modo de transmissão e da resistência imunológica do indivíduo (como ele responderá a esta agressão).

Os microrganismos podem ser transmitidos de pessoa para pessoa, especialmente pelas mãos; por isso, é fundamental a higiene das mãos. Há também outras maneiras de transmissão: por meio de água e alimentos contaminados; das gotículas que saem da boca quando falamos; ou pelo ar, quando respiramos pó e poeira que contém microrganismos.

Os riscos de aquisição desta infecção podem ser agrupados em:

  • Relacionados aos cuidados prestados: associada aos microrganismos presentes nas mãos dos profissionais de saúde, no ambiente ou no organismo do paciente. Geralmente estão relacionadas a procedimentos invasivos (por exemplo, intubação para auxiliar a respiração, passagem de cateteres venosos, cateteres no sistema urinário, cirurgias etc.). Em algumas situações essas infecções, especialmente as que ocorrem após cirurgias, podem ser prevenida com o uso de antibióticos.
  • Relacionados à organização: sistemas de ventilação de ar e de água, disponibilidade de profissionais (por exemplo, a relação entre número de enfermeiras dedicadas a atender um determinado número de leitos), e estrutura física (mais de um leito no mesmo quarto, a distância entre estes leitos, presença de pias, papel toalha, gel alcoólico para higiene das mãos etc.).
  • Relacionados à condição clínica do paciente: infecção associada à gravidade da doença, o comprometimento da imunidade do paciente, a tempo da internação etc.

Quem está mais exposto ao risco de adquirir a infecção hospitalar?

Recém-nascidos, idosos, diabéticos, pessoas com câncer e transplantados apresentam maiores riscos, pois estes possuem alterações em seu sistema de defesa contra os microrganismos.

Como são tratadas essas infecções e quais as suas complicações?

O tratamento da infecção hospitalar geralmente é feito com antibióticos.

A maior complicação da infecção hospitalar é o fato de poder acarretar problemas médicos adicionais, como a necessidade de re-intervenção cirúrgica ou a ocorrência de efeito colateral relacionado ao antibiótico administrado. Além disso, pode ser necessária a re-internação do paciente no hospital ou seu tempo de permanência ser maior do que o planejado inicialmente.

O que podem fazer pacientes e visitantes para minimizar o risco de transmissão da infecção hospitalar?

É importante lembrar que a prevenção pode reduzir o número de pacientes acometidos por esta infecção e, com isso, diminuir o uso de antibióticos, o tempo de permanência destes pacientes no hospital e os danos associados à infecção. Por isso, este deve ser um esforço de todos: profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas etc.), visitantes e pacientes.

A higiene das mãos – que devem ser lavadas com água e sabão ou utilizando o gel alcoólico – é uma medida simples, mas muito efetiva para reduzir este risco. Portanto, o paciente pode colaborar observando e lembrando os profissionais e visitantes a realizarem este ato. Pessoas resfriadas, gripadas, crianças com infecções próprias da infância não devem visitar pacientes internados.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.einstein.br

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O hospital funciona como um centro onde bactérias, vírus e muitos outros microrganismos podem ser transmitidos de uma pessoa para outra. Volta e meia, temos notícia de casos de infecções adquiridas durante a internação hospitalar, ou mesmo após a alta. São considerados pacientes de risco , além das crianças e os idosos, portadores de diabetes, pacientes com o sistema imunológico deprimido, os que usaram antibióticos por prazo longo, ou foram submetidos a procedimentos invasivos como cirurgias, colocação de sondas ou de cateteres, entubação, etc. O número de infecções hospitalares, e das outras infecções também, pode ser reduzido em grande escala se for posto em prática um hábito simples de higiene: a lavagem das mãos. Profissionais de saúde, visitas, parentes, acompanhantes devem ter o cuidado de lavar bem as mãos para não servirem de veículos dos agentes de contaminação.

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INFECÇÕES ASSOCIADAS AO CUIDAR DA SAÚDE

Drauzio  Você poderia explicar em que consistem essas doenças que chamamos genericamente de infecção hospitalar?

Beatriz Souza Dias – As infecções hospitalares são efeitos adversos que podem estar relacionadas com a admissão do paciente no hospital. Elas foram contextualizadas no universo hospitalar, porque, durante os últimos 40 anos, talvez um pouco mais, o atendimento médico centralizou-se nessas instituições. Veja um exemplo: pacientes com câncer em tratamento quimioterápico passavam a maior parte do tempo dentro do hospital e era comum desenvolverem infecções que pareciam relacionadas ao ambiente hospitalar ou com a proximidade de outras pessoas doentes. Infecções respiratórias, que acometiam pacientes em coma ou com nível de consciência diminuído, infecções que entravam pelos acessos venosos através dos cateteres ou mesmo pelas veias periféricas, infecções do trato urinário, quando era introduzida uma sonda vesical, flebites, tudo isso era chamado de infecção hospitalar. O curioso é que o custo alto da medicina, de certa forma, afastou os pacientes dos hospitais. Sempre que possível, eles passaram a ser cuidados em suas casas, nas clínicas de seus médicos, ou permaneceram no ambulatório do hospital apenas o tempo suficiente para receber o tratamento. Mesmo assim, quando caíam os leucócitos, esses pacientes desenvolveram infecções não mais hospitalares, mas associadas ao tratamento e que têm relação com a flora intestinal do indivíduo ou com o cateter em cuja conexão pode entrar um pouco de água do banho, por exemplo. Em vista disso, a tendência é chamá-las de “infecções associadas ao cuidar da saúde” e não mais infecções hospitalares.

BACTÉRIAS RESISTENTES

Drauzio – O que diferencia os germes comuns, que a gente pega dentro do ônibus, por exemplo, dos germes que provocam as infecções hospitalares ou domésticas?

Beatriz Souza Dias – Em geral, indivíduos que contraem infecção no hospital ou no tratamento em domicílio são campo fértil para que os germes se desenvolvam, porque estão enfraquecidos por uma doença de base. São ótimos hospedeiros. Tanto isso é verdade, que nós, médicos, transitamos pelos hospitais e raramente temos uma infecção desse tipo. Por outro lado, as bactérias que costumam acometer esses pacientes, na maioria dos casos, são mais resistentes aos antibióticos, porque eles já receberam essa classe de medicamentos em grande quantidade e por muito tempo ou estiveram internados na UTI perto de doentes que foram medicados com doses altas de antibiótico e podem ter colonizado bactérias mais resistentes. O fato de serem mais resistentes, porém, não significa que sejam mais patogênicas, mais agressivas em termos da lesão que podem causar. São mais difíceis de tratar, porque existem menos opções de remédios para combatê-las.

FATORES DE RISCO PARA INFECÇÃO

Drauzio – Esse conceito é muito importante. Nos hospitais, apenas se infectam com os germes agressivos, as pessoas que estão debilitadas, enfraquecidas e fica difícil tratá-las porque eles são resistentes à ação dos antibióticos. Como se explica que médicos e enfermeiros não se infectem com essas bactérias resistentes?

Beatriz Souza Dias – Imagine uma terra maravilhosa, plana e agriculturável, fértil e desocupada. Em pouco tempo, aparecerá alguém que se interesse por cultivá-la. No organismo, ocorre mais ou menos a mesma coisa. Nossa pele, boca, esôfago e intestino, por exemplo, contêm uma flora bacteriana imensa. Se não me falha a memória, só no intestino, existe um bilhão de bactérias classificadas em 400 espécies diferentes. Quando antibióticos e quimioterápicos atingem esses seres vivos, a flora desaparece e sobra um terreno fértil e desabitado, extremamente favorável para a colonização de bactérias e fungos, muitos fungos, que são resistentes aos medicamentos que a pessoa está ou esteve tomando. Antes de causar infecção, as bactérias mais resistentes colonizam tanto a pele quanto as superfícies internas dos órgãos ocos, que são quentinhos, úmidos, adocicados e, portanto, funcionam como nutrientes excepcionais para sua proliferação.

O paciente que está na UTI, invadido por sondas e cateteres, com mecanismos de defesa e movimentos ciliares debilitados, flora intestinal alterada pelo uso atual ou pregresso de antibióticos, é um prato cheio para a colonização e, eventualmente, para ser infectado por elas.

RESISTÊNCIA À CONTAMINAÇÃO

Drauzio – O que acontece com a enfermeira que cuida desses pacientes e não adoece?

Beatriz Souza Dias – A enfermeira pode ter as mãos colonizadas pela flora do paciente, mas estará livre de colonizar bactérias resistentes e de adoecer por causa delas, se cuidar da higiene criteriosa das mãos e passar álcool-gel. Desse modo, suas mãos e mucosas estarão ocupadas pela flora própria do seu organismo e que desenvolverá resistência à colonização de microrganismos estranhos (colonization resistance).

HIGIENE DAS MÃOS

Drauzio – O cuidado mais importante para evitar a transmissão de infecções inter-humanos talvez seja mesmo lavar as mãos.

Beatriz Souza Dias – As mãos têm flora própria, em geral cocos gram-positivos que são muito patogênicos. Bactérias como o estafilococo coagulase negativo, também presente nas mãos, são menos patogênicas e só provocam infecções quando a pessoa tem próteses, está com cateteres, etc.
É bom pensar que usamos as mãos praticamente para tudo o que fazemos. Quando atendemos um paciente colonizado por bactéria resistente, ficamos com ela nas mãos por algum tempo. Se, logo em seguida, formos atender um doente com a flora lesada por antibióticos ou outros medicamentos, podemos infectá-lo com a bactéria que se alojou em nossas mãos
Não é apenas nessas situações que pode ocorrer o contágio. O vírus do resfriado, por exemplo, pode passar da mão da pessoa com coriza, que secou o nariz, para as mãos de outra, que também será infectada. Basta que se deem ou apertem as mãos. Isso prova que nossas mãos são veículo eficiente para a transmissão de infecções e bactérias, resistentes ou não, dentro do hospital ou fora dele.

Drauzio – A preocupação com a higiene das mãos não é coisa nova na medicina, mas parece que ainda não se incorporou aos hábitos de todas as pessoas.

Beatriz Souza Dias – A primeira pessoa que atinou que as mãos poderiam transmitir infecções foi o médico húngaro Ignaz Phillip Semmelweiss, em meados do século XIX. Trabalhando em Viena, constatou que as parturientes tinham febre puerperal e acabavam morrendo quando eram examinadas por estudantes de medicina depois que faziam autópsias. Curiosamente, esse conhecimento era de domínio público e as mulheres faziam de tudo para serem atendidas por parteiras que, por não trabalharem nas salas de autópsia, não transmitiam infecções.
Se me lembro bem, Semmelweiss instituiu a higienização das mãos com fenol e cloro antes de os estudantes de medicina examinarem as parturientes, mas quase ninguém acreditava nele e o levou a sério. No entanto, esse conceito de higienização das mãos defendido por Semmelweiss, há mais de um século, é bandeira que se ergue até hoje no controle das infecções hospitalares.

Drauzio – Tecnicamente, como as mãos devem ser lavadas?

Beatriz Souza Dias – As mãos devem ser umedecidas antes de colocar o sabão, de preferência líquido, para evitar que se toque no reservatório. Em seguida, esfregam-se bem o dorso, a palma, os dedos e os interdígitos, isto é, o vão dos dedos. É preciso tomar cuidado também com a área embaixo das unhas. Se a pessoa tem unhas mais longas, deve colocar sabão e esfregar embaixo delas. Nos hospitais, existem espátulas que ajudam a limpar essa região.
Na hora de enxaguar, os dedos devem ser virados para cima, na direção da água que cai. Não devem ser usadas toalhas de pano para secar as mãos e, sim, toalhas de papel que servirão também para fechar a torneira. De que adiantará lavar bem as mãos se, depois, tocarmos na torneira contaminada? Por incrível que pareça, essa técnica elementar que a enfermagem aprende não é ensinada nas faculdades de medicina.

CONDIÇÕES DESFAVORÁVEIS

Drauzio  Por que nem sempre essas regras são observadas?

Beatriz Souza Dias – Eu que trabalho em hospital público (já trabalhei em vários) pude observar que há cartazes espalhados por todo o canto recomendando a lavagem das mãos, mas o sabão é de má qualidade, resseca a pele – muitos sequer fazem espuma – e a tolha de papel é péssima, esfarela-se toda. A falta de equipamento adequado torna desagradável o ato de lavar as mãos e desestimula as pessoas.

Drauzio – É difícil convencer um profissional de que ele deve lavar as mãos cada vez que examina um paciente?

Beatriz Souza Dias – Não é que seja só difícil. Em algumas circunstâncias, mesmo convencido, o profissional não consegue fazê-lo, porque é obrigado a atender um número exagerado de pacientes. Estudos americanos provaram que número maior de pacientes atendidos está diretamente ligado ao aumento da incidência de infecções hospitalares.
Em Boston, onde trabalhei com modelos animais de infecção, observei que as pessoas faziam fila para lavar as mãos numa pia que tinha um sabão delicioso, e não se aproximavam das outras com sabão de pior qualidade. Levei essa experiência para o Hospital Sírio-Libanês e, com a ajuda das senhoras da sociedade beneficente, conseguimos colocar sabão e toalhas de papel de primeira linha nas pias dos lavabos, equipamento simples que estimulou os profissionais a lavarem as mãos.

INFECÇÃO TRANSMITIDA POR VISITAS

Drauzio – Quando se fala em infecção hospitalar, pouco se menciona a infecção que os visitantes levam para dentro dos hospitais. Quais são os cuidados que as pessoas devem tomar quando vão visitar um parente ou amigo hospitalizado?

Beatriz Souza Dias – No Brasil, existe o hábito reconfortante, mas um pouco exagerado da visita social ao paciente internado. Às vezes, juntam-se no quarto dez ou doze pessoas para visitar um doente que, se estivesse se sentindo bem, não estaria ali.
Às vezes, é muito difícil controlar essa aglomeração, mas é importante evitar que pessoas gripadas ou com outro tipo de infecção qualquer, por mais banal que seja (piodermite, furúnculos, diarreia), visitem pessoas doentes, quer estejam hospitalizadas ou não.
Em certos aspectos, é desaconselhável até a visitação de crianças, que podem estar no período de incubação de doenças exantemáticas, comuns nessa faixa de idade. Antes de manifestarem as lesões da catapora, por exemplo, elas já estarão transmitindo a doença, o que pode representar verdadeira desgraça numa enfermaria de pacientes oncológicos.

Drauzio – Os visitantes deveriam lembrar-se de que lavar as mãos é a primeira coisa que devem fazer ao entrar num quarto de hospital. 

Beatriz Souza Dias – Em geral, nos corredores dos hospitais existem pias onde a pessoa pode lavar as mãos antes de entrar no quarto do doente. Estudos mostraram que o problema de infecção cruzada foi em parte resolvido pelo uso de álcool-gel. Álcool é um excelente desinfetante, mas resseca a pele. Diluído em gel, perde esse efeito, mas continua eficaz para diminuir a flora bacteriana das mãos e têm a vantagem de a pessoa poder aplicá-lo e sair andando. Nos prontos-socorros, nos lugares onde as pias ficam distantes ou em que há muitos pacientes para atender em curto espaço de tempo, o álcool-gel representa uma alternativa bem interessante.

Drauzio – A regra básica é lavar as mãos antes de nos aproximarmos de algum doente.

Beatriz Souza Dias – Lavar as mãos é muito importante para não transmitir doenças. Em alguns casos, porém, o respeito a essa recomendação apresentou resultados desapontadores. Por exemplo: filmaram os banheiros masculinos nos Congressos de Infectologistas e foi raro encontrar um infectologista que lavasse as mãos após usar ao banheiro. Essa atitude básica que deve fazer parte da educação na família não é obedecida pelos profissionais que deveriam estar preocupados com o problema.

CUIDADOS COM OS RECÉM-NASCIDOS

Drauzio – Quais são os cuidados que as pessoas devem tomar quando vão visitar recém-nascidos?

Beatriz Souza Dias – Ao nascer, o bebê está livre da flora que será normal para ele. Depois, vai adquirindo a flora da mãe e do ambiente. Quem vai visitá-lo não pode estar doente. Pessoas gripadas, com furúnculos, impetigos ou paroníquias, isto é, pequenas infecções em volta das unhas que acometem, principalmente, as mulheres que vão à manicure, não devem visitar e muito menos carregar o recém-nascido. As outras podem pegá-lo no colo, desde que lavem as mãos e ele pese mais do que 2,5kg. Com menos peso, o risco de infecções é maior. Beijar recém-nascidos também não é conduta aconselhável. Eles ainda não tiveram tempo para desenvolver a flora que irá protegê-los contra as bactérias alheias.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://drauziovarella.com.br/

10 mitos e verdades sobre Pressão Alta

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1. Quando a pressão está baixa, colocar uma pitada de sal embaixo da língua resolve?

MITO: Pode elevar temporariamente o nível da pressão, mas não é a forma melhor de resolver. Para elevar a pressão, o corpo deverá reter líquido e isso não acontece imediatamente com a ingestão sal. A forma ideal para amenizar os desconfortos da pressão baixa é tomar muito líquido, por exemplo água e, caso esteja muito sintomático, deitar-se no chão mantendo as pernas levantadas acima da cabeça.

2. Dor de cabeça é sinal de pressão alta?

VERDADE: Pode ser, mas vale ressaltar que o problema deve ser investigado, pois a dor de cabeça pode ter outras causas não diretamente ligadas à pressão. Se sentir esse mal por muitos dias, o ideal é ir ao médico.

3. O calor faz a pressão cair?

VERDADE: A alta temperatura provoca uma vasodilatação, associada a certo grau de desidratação e pode fazer a pressão cair.

4. Pressão alta provoca sangramento nasal?

VERDADE: Um dos sinais de pressão alta pode ser o sangramento nasal inexplicável, devido ao rompimento de pequenos e finos vasos existentes na mucosa do nariz, mais frágeis à elevação da pressão. Isso não inclui o sangramento por trauma ou quando estamos muito gripados.

5. A pressão alta pode ser controlada apenas com uma alimentação balanceada e exercício físico?

VERDADE: Em alguns casos sim, principalmente quando os níveis de pressão não são muito altos, ou em pacientes em quem o excesso de peso é uma das causas do aumento da pressão. Porém, deve haver acompanhamento médico, sempre!

6. Hipertensos não podem fazer atividade física?

MITO: Eles podem fazer, mas após avaliação de um cardiologista, inclusive, dependendo da idade, com teste de esforço realizado previamente. Além disso, pode ser muito útil o acompanhamento de um professor de educação física. Os exercícios promovem melhor adaptação do coração e dos vasos às alterações fisiológicas que ocorrem nos momentos de estresse físico e mental, ajudam a perda de peso, melhoram o controle do diabetes e diminuem o estresse, pois propiciam maior socialização do indivíduo.

7. Histórico familiar de pressão alta indica que a pessoa será hipertensa?

MITO: Ela deve ficar atenta, mas não necessariamente terá o problema, embora o fator genético seja fundamental. Fatores como fumo, álcool, sedentarismo, má alimentação e obesidade também são relevantes para determinar quem será ou não hipertenso.

8. Quem tem hipertensão pode comer sal, mas em quantidades menores?

VERDADE: Pode comer, porém, em doses controladas. Isso vale também para quem não é hipertenso, porque o sal em excesso não é benéfico ao organismo.

9. Ficar horas sem comer pode provocar pressão baixa?

VERDADE: Pode provocar hipoglicemia (queda do açúcar do sangue) e também hipotensão, por este motivo e por desidratação.

10. Musculação ajuda a controlar a pressão alta?

MITO: O hipertenso pode fazer musculação apenas após avaliação criteriosa do cardiologista, lembrando que isso pode piorar a hipertensão.

Dr. Hélio Castello – Médico Cardiologista

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.uol.com.br

Dia Mundial do Câncer alerta para mitos sobre a doença

Instituído em 2005, o Dia Mundial do Câncer é celebrado todo dia 4 de fevereiro por diversos países. Criada pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), a data foi criada para aumentar a conscientização sobre a doença, uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo.

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O objetivo da campanha, este ano, é derrubar mitos relacionados à doença:

– MITO Nº 1: O câncer é apenas um problema de saúde – na verdade, ele engloba também questões sociais, econômicas, de direitos humanos e relativas ao desenvolvimento dos países. Aproximadamente 47% dos casos e 55% das mortes pela doença ocorrem nas regiões menos desenvolvidas do globo.

– MITO Nº 2: O câncer é uma doença de pessoas de idade e de países ricos. A verdade é que a enfermidade afeta países ricos e pobres, além de pessoas de todas as idades. Mas alguns tipos de tumor, como o de colo de útero, por exemplo, causam mais mortes (85% das 275 mil registradas todo ano) nos países em desenvolvimento.

– MITO Nº 3: O câncer é uma sentença de morte. A verdade é que muitos tipos de câncer que já foram considerados dessa forma hoje podem ser curados ou tratados de forma eficaz.

– MITO Nº 4: O câncer é meu destino. A verdade é que, com estratégias adequadas, cerca de um terço dos tipos mais comuns de câncer pode ser prevenido.

Indivíduos e comunidades são incentivados a lançar luz sobre os quatro principais “mitos” sobre o câncer e a “verdade” correspondente através do aplicativo da UICC no Facebook. Faça o download do aplicativo em https://apps.facebook.com/world_cancer_day.

Metas para 2025

Segundo a União para o Controle Internacional do Câncer (UICC) e a Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (Iarc), 1,5 milhão de vidas que seriam perdidas para o câncer poderiam ser salvas por ano se medidas decisivas fossem tomadas para alcançar a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de “25 em 25”: reduzir em 25% as mortes prematuras devidas a doenças não transmissíveis (DNT) até 2025.

A cada ano, 4 milhões de pessoas morrem prematuramente de câncer em todo o mundo (na faixa etária de 30 a 69 anos). A menos que sejam tomadas medidas urgentes para aumentar a conscientização sobre a doença e desenvolver estratégias práticas para lidar com o câncer, em 2025 essa tendência deve aumentar a alarmantes 6 milhões de mortes prematuras por ano devido ao câncer.

“A estimativa de 1,5 milhão de vidas perdidas por ano para o câncer que poderiam ser evitadas deve servir para fortalecer os nossos esforços na implementação da meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de “25 em 25″”disse Christopher Wild, diretor do Iarc.

“Há, agora, a necessidade de um compromisso global para ajudar nos avanços na implementação política e encorajamento da aplicação abrangente dos Planos Nacionais de Controle do Câncer. Se quisermos obter sucesso nisso, temos uma responsabilidade coletiva de apoiar países de baixa e média renda que estão tratando de uma epidemia de câncer com recursos insuficientes.”

Um milhão e meio de vidas perdidas por ano representam 25% dos cerca de 6 milhões de mortes prematuras de câncer que ocorrerão até 2025, e a cifra de 6 milhões baseia-se em projeções populacionais de números atuais e envelhecimento.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://noticias.uol.com.br/

Agências apontam falta de verbas contra ameaça global da Tuberculose

Cepas letais da tuberculose resistentes a múltiplas drogas estão se espalhando pelo mundo, e as autoridades precisam urgentemente de mais 1,6 bilhão de dólares por ano para enfrentá-las, disseram autoridades sanitárias globais na segunda-feira.

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Em nota conjunta, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo Global para o Combate à Aids, Tuberculose e Malária cobraram dos doadores um “financiamento significativo” para ajudar os especialistas a detectar todos os casos existentes da doença, tratando os mais sérios.

“Estamos com a água pelo pescoço num momento em que precisamos desesperadamente ampliar nossa resposta à tuberculose resistente a múltiplas drogas”, disse Margaret Chan, diretora-geral da OMS.

A tuberculose costuma ser vista como uma doença do passado, mas o surgimento de cepas resistentes a várias drogas fez com que ela virasse na última década um dos mais prementes problemas sanitários do planeta.

De todas as doenças infecciosas, só o HIV (vírus que causa a Aids) mata mais gente.

Em 2011, 8,7 milhões de pessoas contraíram tuberculose, e 1,4 milhão morreram. A OMS diz que até 2 milhões de pessoas poderão estar contaminadas com cepas resistentes até 2015.

Mesmo a tuberculose comum tem uma cura demorada. Os pacientes precisam usar um coquetel de antibióticos durante seis meses, e muita gente abandona o tratamento. Isso, junto com o uso excessivo ou equivocado de antibióticos, tem contribuído para que o bacilo desenvolva resistência.

A tuberculose multirresistente consegue “driblar” dois remédios habitualmente usados, e uma forma ainda mais severa, conhecida como tuberculose extensivamente resistente a drogas, é capaz de sobreviver até mesmo a algumas drogas mais eficazes. A OMS disse que casos desse tipo foram localizados em 77 países em 2011.

Na Índia, médicos relataram também casos de tuberculose totalmente resistente, para a qual não há drogas eficazes.

A OMS e o Fundo Global calculam que haverá um déficit de 1,6 bilhão de dólares na quantia anual necessária para o combate à tuberculose em 118 países de baixa e média renda.

Se essa lacuna for preenchida, 17 milhões de pacientes de tuberculose -inclusive das cepas resistentes- poderiam ser totalmente tratados, salvando cerca de 6 milhões de vidas entre 2014 e 16, segundo as agências.

“É crítico que arrecademos a verba que é urgentemente necessária para controlar a doença”, disse na nota Mark Dybul, diretor-executivo do Fundo Global. “Se não agirmos agora, nossos custos podem disparar. É investir agora ou pagar para sempre.”

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.estadao.com.br

Alimentação Inadequada e Sedentarismo: o gatilho para a Obesidade

O consumo de feijão e arroz cai, enquanto cresce a procura pelos lanches fast-foods; aumenta o tempo médio diante da TV – é de 5 horas/dia, com um acréscimo de 15 minutos nos últimos quatro anos. A mudança de hábitos alimentares e o sedentarismo têm contribuído para o aumento da obesidade e do diabetes, males comuns em todo o mundo, mas que atingem ainda mais os latinos, os negros e a população dos países em desenvolvimento.

Quais-as-causas-da-obesidade

Os dados foram apresentador pela professora de Educação Física da Sudesb, Ana Teresa Fernandez, ao abordar o tema “Importância da Atividade Física para a Obesidade”, no grupo de Reflexão do Núcleo de Obesidade do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), onde também frequentam pacientes que estão sendo preparados para a cirurgia bariátrica.

Ana Teresa Fernandez explicou que se a ingestão de calorias é maior do que o gasto do organismo, estabelece- se o caminho para a obesidade.Tanto assim – pontuou – que atletas de alta performance chegam a consumir sete mil calorias/dia e não engordam. Dentro dessa lógica, além da atividade física regular – mínimo de 30 minutos três vezes por semana – é desejável que a pessoa se movimente na sua vida diária.

Benefícios da Atividade Física

A atividade física traz muitos benefícios, além do controle do peso corporal, como destacou a professora da Sudesb: reduz o risco e contribui para o controle de doenças como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, osteoporose, artrite e alguns tipos de câncer. Além disso, contribui para músculos, articulações e ossos saudáveis: melhora o equilíbrio e a flexibilidade, melhora o humor e a sensação de bem-estar, atuando na prevenção da depressão.

Mas para ter sucesso com a atividade física é preciso que a pessoa escolha uma atividade que lhe dê prazer. Quem não gosta de atividade física em água, por exemplo, deve buscar outra atividade. São várias as atividades aeróbicas (as que mais ajudam no gasto calórico): caminhadas, corridas, ciclismo, natação, hidroginástica e atividades de academia (jump, axé, aeroboxe, step, dança de salão). Os principais exercícios de força muscular são musculação e pilates. No grupo de flexibilidade, estão os alongamentos. Há ainda os exercícios posturais (pilates, ioga e RPG).

A palestrante também deu orientações específicas para os pacientes que farão cirurgia bariátrica, explicando que a retomada de exercícios físicos, geralmente se dá 60 dias após a cirurgia, começando com atividades de baixa intensidade e baixo impacto. A atividade física é importante para todos, segundo destacou a professora Ana Teresa Fernandez. Para quem faz bariátrica é muitíssimo importante porque, ao perder peso, perde-se massa muscular também.

Para fazer atividade física é importante escolher roupas leves e calçados adequados. As pessoas que enrolam o corpo em filmes plásticos, imaginando que estão perdendo peso, na verdade, estão eliminando apenas água e sais minerais. “Suor não é perda de peso, mas para perder peso é preciso suar”, pontuou a especialista. E para mostrar a importância da atividade física, na prática, a professora de educação física, estimulou o pessoal a fazer exercícios de alongamento durante quatro minutos.

Aspectos Simbólicos da Alimentação

“A gente não quer só comida/a gente quer comida diversão e arte/A gente não quer só comida/A gente quer saída para qualquer parte”. A música “Comida”, dos Titãs, marcou o encerramento da apresentação “Aspectos Simbólicos da Alimentação”, da coordenadora de Planejamento do Cedeba, a endocrinologista Odelisa Matos, que despertou grande interesse nos participantes do Grupo de Reflexão sobre Obesidade.

A palestrante, de forma bem didática, mostrou que o alimento é a coisa mais essencial na nossa vida. Alimenta-se o corpo, a alma e o espírito. Envolve muitos aspectos simbólicos, como os culturais e religiosos, cada povo tem sua cultura alimentar.

Uma palavra que arrepia – destacou – é a dieta, porque exige mudanças de hábitos de alimentação que estão sedimentados em valores culturais. Uma solução é tentar adequar a preparação dos alimentos tornando-os mais saudáveis. Citou como exemplo a moqueca de peixe, onde o azeite de dendê pode ser substituído pela semente de urucum, dando o amarelo do dendê, mas pobre em gordura.

A saúde – explicou – passa pelo prazer do alimento e o bem-estar, cabendo a cada um fazer escolhas, diante da grande oferta de alimentos oferecidos pela indústria. No Brasil, o desperdício de alimentos é um problema sério, se consideraremos a fome que existe no mundo.

Além do crescente consumo de alimentos industrializados, a população também está deixando de lado hábitos importantes como o momento da refeição com a família em torno da mesa. Mesmo nos finais semana, quando há maior possibilidade dessa integração, muitas famílias preferem os restaurantes à comida feita em casa, com carinho.

A partilha do alimento com o momento da família reunida é muito importante, segundo Odelisa Matos. É o momento em que também são partilhadas informações, desejos, sonhos. E isso – resumiu – é muito importante para o relacionamento familiar saudável.

A.M.V. Mtb 694/Ba
Cedeba/obesidade

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://www.saude.ba.gov.br

Obesidade e Sedentarismo na mira

Quem está acima do peso, não tem um estilo de vida saudável e mora no Reino Unido, provavelmente, entrou na mira de uma polêmica proposta. Um governo local de Londres e umthink tank defenderam uma “guerra” contra a obesidade, além da ampliação de atividades que contribuam para a saúde pública, com um incentivo atípico: aqueles que adotarem exercícios físicos indicados por médicos em sua rotina podem ganhar mais benefícios sociais. Quem não seguir essas recomendações não recebe o auxílio.

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A partir de abril de 2013, os governos locais vão retomar do NHS, sistema público de saúde britânico, a tarefa de traçar políticas de saúde pública. Para se preparar a este cenário, o Conselho de Westminster, uma espécie de distrito de Londres comandado por conservadores, encomendou da organização Local Government Information Unit (LGiU) o estudo A Dose of Localism: The Role of Councils in Public Health (Uma Dose de Regionalismo: O Papel dos Conselhos na Saúde Pública, em tradução livre). O levantamento traz propostas para melhorar a atuação dos conselhos e usar de maneira mais eficiente os recursos, que sofreram cortes significativos.

E aí entra a polêmica. O documento prevê que médicos locais prescrevam atividades físicas em centros públicos dos Conselhos usando piscinas, academias, yoga e clubes de caminhada em seus planos. A segunda parte da proposta liga essas atividades aos benefícios sociais. “Onde um pacote de exercícios for prescrito a um residente, pagamentos de subsídios de habitação e benefícios da taxa de conselho podem ser variados para recompensar ou incentivar residentes”, diz o texto. Ou seja, quem fizer os exercícios recomendados pode ser beneficiado e “controlado” por meio de cartões inteligentes no acesso aos centros de atividade.

A ideia é que os governos locais usem uma possível isenção de taxas residenciais para incentivar a adoção de exercícios. Quem não seguir o programa, deixa de ganhar os benefícios. “Baseamos as propostas em conversas com pessoas por todo o país, além de dois encontros para discutir as ações com especialistas em saúde”, explica Jonathan Carr-West, diretor da LGiU e um dos responsáveis pela elaboração da proposta, a CartaCapital.

A proposta, entretanto, não teve recepção positiva por associações médicas e de apoio a obesos. Foi considerada “boba” e “absurda”. Mas Carr-West garante que a controvérsia se deve ao fato de o estudo ter sido mal interpretado como uma tentativa de impor exercícios. “O que sugerimos são recompensas às pessoas que fazem atividades saudáveis, como uma forma de encoraja-las e não uma punição aos demais”, afirma. E completa que a proposta não pede a perda de benefícios para quem não fizer exercícios. “Propomos que se receba um valor adicional por faze-los. Caso as pessoas parem, deixam de receber o beneficio extra, mas não os benefícios existentes.”

Para o pesquisador, os resultados podem ser positivos para os indivíduos e o Estado, que economizará   gastos com doenças graves, além de romper as barreiras que tornam as pessoas sedentárias. “O cidadão vai à academia e descobre que tem que pagar, e que é caro. Então, estamos tentando remover as barreiras por meio dos médicos que podem dar aos pacientes acesso aos centros de lazer dos Conselhos e suas academias sem custos.”

Segundo o estudo, o Reino Unido gasta 110 bilhões de libras (cerca de 360 bilhões de reais) por ano com saúde. Junto com o envelhecimento da população e o aumento dos níveis de obesidade, devem aumentar os casos de demência, diabetes e doenças do coração, o que imporá novas despesas ao NHS. Somente com diabetes, o governo gasta 10% de sua receita com a saúde.

Apenas na Inglaterra 24% dos homens e 26% das mulheres são obesos, enquanto 65% deles e 58% delas têm sobrepeso ou são obesos, segundo pesquisa de saúde do governo inglês.

O documento ainda traz outras propostas, como a promoção da melhoria da qualidade dos serviços em mercados de bairro, que oferecem serviços variados em diversas áreas das cidades. “Em áreas identificadas como desertos alimentares e sem itens frescos e com baixos preços para manter uma dieta saudável, os Conselhos podem oferecer incentivos para mercados locais que façam esses serviços disponíveis por meio dos fundos de investimento social”, diz o texto.

Seria uma ajuda para vender alimentos saudáveis a preços baratos. Mas todas essas políticas não são uma intromissão do Estado na vida privada dos cidadãos? Carr-West discorda. “O Estado está dizendo para as pessoas que não pode torna-las saudáveis ou resolver todos os seus problemas. Mas pode dar apoio caso você queiram agir para ser mais saudáveis.”

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://www.cartacapital.com.br


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