Archive for the 'Notícias' Category



Dia Mundial do Meio Ambiente

Hoje, o Dia Mundial do Meio Ambiente começou a ser celebrado em 1972, no dia da abertura da Conferência de Estocolmo, e se tornou um dos principais veículos das Nações Unidas para estimular a consciência global sobre meio ambiente e encorajar iniciativas.

WED Logo_PO

Por meio da comemoração, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) pode sensibilizar as pessoas sobre os problemas do meio ambiente e fazer com que todos percebam a sua responsabilidade e também seu potencial em se tornar agentes pelo desenvolvimento sustentável e igualitário.

As iniciativas de qualquer perfil são importantes para favorecer a sustentabilidade, e o PNUMA convida todos a se juntar a esta celebração. Organize a limpeza comunitária de um espaço público, reduza o uso de sacolas plásticas, combata o desperdício de alimentos, procure formas alternativas de transporte… Tudo isso conta!

E a sua ação pode fazer parte do esforço global do PNUMA para o Dia Mundial do Meio Ambiente. Saiba como registrá-la aqui!

Pensar.Comer.Conservar

Este ano, o Dia Mundial do Meio Ambiente reforça o tema da campanha “Pensar.Comer.Conservar – Diga Não ao Desperdício”, que visa diminuir a enorme quantidade de alimentos próprios para o consumo que é desperdiçada por consumidores e comerciantes.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), parceira do PNUMA na campanha, informa que 1,3 bilhão de toneladas de comida são jogadas fora por ano. Isso é equivalente ao produzido na África Subsaariana no mesmo período. Uma em cada sete pessoas no mundo passa fome e mais de 20 mil crianças com menos de 5 anos morrem todos os dias por conta de desnutrição.

Dado esse enorme desequilíbrio e seus efeitos devastantes no meio ambiente, Pensar.Comer.Conservar incentiva as pessoas a pensar no impacto ambiental das suas escolhas relativas à alimentação. Enquanto o planeta luta para garantir recursos para sustentar uma população de 7 bilhões de pessoas – que deve chegar a 9 bilhões até 2050 – a FAO estima que um terço da produção de comida é perdida. O desperdício de alimentos é um enorme consumidor de recursos naturais e um contribuinte para impactos negativos no meio ambiente.

Se a comida não é consumida, isso significa que todos os recursos usados na sua produção também são perdidos. Por exemplo, são necessários mil litros de água para produzir um litro de leite, e cada hambúrguer consome 16 mil litros de água por meio de ração para o gado. E gases estufas são emitidos ao longo em toda a cadeia de produção.

A produção global de alimentos ocupa 25% das terras habitáveis e é responsável por 70% do consumo de água potável, 80% do desmatamento e 30% das emissões de gases estufas.

A campanha deste ano para o Dia Mundial do Meio Ambiente convida você a agir na sua comunidade e perceber o poder das decisões coletivas para reduzir o desperdício, economizar recursos, minimizar o impacto ambiental e forçar mudanças nos processos de produção de alimentos para torná-los mais eficientes.

Então Pense antes de Comer e ajude a Conservar o meio ambiente!

Mongólia, país-sede das celebrações em 2013

A Mongólia, que está priorizando a transição para uma Economia Verde nos principais setores da sua economia e promovendo a conscientização ambiental dos seus jovens, irá sediar as celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente em 2013.

O anúncio foi feito na última sessão do Conselho de Administração do PNUMA, em fevereiro. Tsakhia Elbegdorj, atual presidente do país, foi um dos seis eleitos como Campeões da Terra do PNUMA em 2012.

“A Mongólia está enfrentando um desafio imenso, incluindo uma pressão crescente sobre sua segurança alimentar, o estilo de vida nômade de alguns dos seus povos e as reservas hídricas por conta das mudanças climáticas”, afirmou o Subsecretário-Geral da ONU e Direto Executivo do PNUMA, Achim Steiner, no anúncio.

“A temperatura média no país subiu 2ºC nos últimos 70 anos e as chuvas diminuíram bruscamente em algumas regiões. Ainda assim o governo se mostra determinado em enfrentar essas adversidades e aproveitar as oportunidades para criar um futuro mais sustentável. Tenho certeza que, ao receber a celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente, a Mongólia vai mostrar ao mundo que a transição para uma Economia Verde é possível, mesmo para os setores mais desafiadores da sua indústria, quando liderança, visão, políticas eficientes e vontade política são traduzidas para a ação”, completa Steiner.

As mudanças na Mongólia já estão se tornando realidade. O país aprovou uma lei contra a poluição atmosférica impulsionado pelo crescimento populacional e o uso de carvão na capital, Ulã Bator. Desde 2010, a Mongólia suspendeu todos os pedidos de criação de minas até que uma legislação atualizada seja estabelecida, com o argumento de proteger o ambiente mineral e o meio de subsistências de povos tradicionais.

Iniciativas de conscientização sobre conservação ambiental se tornaram mais comuns. Dias nacionais para plantar mudas e combater a desertificação e a escassez de água fizeram com que mais de 2 milhões de árvores fosse plantadas nas regiões desérticas desde 2011. O país também tem um grande potencial em captação de energia solar, em especial na região de Gobi.

“Nosso governo mostrou seu comprometimento com ações ambientais por meio de ações concretas. Espero que a nossa liderança e a organização deste importante evento possa mostrar ao mundo que a mudança é possível”, declarou o Vice-Ministro do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Verde da Mongólia, Tulga Buya.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.onu.org.br/

OMS diz que hábito de fumar é descontrolado no Pacífico Sul

Fumar é um hábito descontrolado entre as nações do Pacífico do Sul, onde o tabagismo contribui consideravelmente para um aumento das mortes por doenças não transmissíveis, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) hoje, Dia Mundial Sem Tabaco.

Destaque1

‘O tabagismo é um dos quatro maiores fatores de risco das doenças não transmissíveis no Pacífico, junto a uma alimentação não equilibrada, a inatividade física e o uso prejudicial de bebidas alcoólicas’, explicou Colin Bell, representante de OMS em Fiji.

‘Mais de 70% das mortes no Pacífico estão relacionadas a doenças não transmissíveis, o que indica que (o tabagismo) é um grande fator de risco das principais causas de morte no Pacífico’, completou Bell.

De acordo com o representante da OMS, o número citado é alarmante, tendo em vista que o risco de uma pessoa morrer de forma prematura por doenças não transmissíveis nas Ilhas Marshall é de 60%, enquanto em Fiji é de 30%.

Apesar das nações do Pacífico terem ratificado o Convênio Marco da OMS para o Controle do Tabaco e, inclusive, da pequena nação de Niue ter tentado ser uma nação livre de cigarros, os números de consumo e da falta de regulamentações para combater o tabagismo são preocupantes.

A metade da população das ilhas de Tokelau, Wallis e Futuna e Nauru fuma diariamente, assim como um terço dos habitantes das Ilhas Cook, Samoa e das Ilhas Salomão, segundo dados da Secretaria da Comunidade do Pacífico.

O hábito de fumar se propaga sem controle no Pacífico Sul em uma região em que os controles não costumam sem rígidos, enquanto a prevalência de fumantes de origem ilhéu e maori é extremamente alta na Nova Zelândia. Segundo a OMS, o problema se intensifica pela falta de leis restritas e vigilância em seu cumprimento.

Em alguns lugares do Pacífico Sul, por exemplo, a venda de cigarros para menores é permitida, assim ‘como fumar em ambiente fechados e colocar publicidade nos comércios’, informou a consultora de assuntos relacionados ao álcool e ao tabaco da Comunidade do Pacífico, Jeanie McKenzie.

Para marcar esse Dia Mundial Sem Tabaco, o governo das Ilhas Salomão proibiu a venda de cigarros por unidade e fumar em lugares públicos – como escolas, restaurantes e edifícios públicos -, assim como a publicidade e o patrocínio das empresas tabaqueiras a eventos realizados no país.

Nesse sentido, a Austrália lançou uma proposta sem precedentes ao se transformar no último mês de dezembro no primeiro país do mundo a obrigar que os cigarros sejam vendidos em um maço genérico sem publicidade, sem logotipos e nem textos promocionais.

Posteriormente, uma medida similar foi adotada na Irlanda, Escócia e Nova Zelândia, que pretende se transformar praticamente livre dos cigarros em 2025.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://exame.abril.com.br

Brasil gasta R$ 21 bi com tratamento de doenças relacionadas ao tabaco

O Brasil gastou no ano passado R$ 21 bilhões no tratamento de pacientes com doenças relacionadas ao cigarro, revela estudo inédito financiado pela Aliança de Controle do Tabagismo (ACT). O valor equivale a 30% do orçamento do Ministério da Saúde em 2011 e é 3,5 vezes maior do que a Receita Federal arrecadou com produtos derivados ao tabaco no mesmo período.

tributo cigarro

A divulgação foi feita na véspera do Dia Mundial sem Cigarro, criado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O estudo demonstra ainda que o tabagismo é responsável por 13% das mortes no País. São 130 mil óbitos anuais (350 por dia). Os resultados são fruto da análise de dados de 15 doenças relacionadas ao cigarro. Quatro delas – cardíacas, pulmonar obstrutiva crônica, câncer de pulmão e acidente vascular cerebral – responderam por 83% dos gastos.

Os custos, segundo uma das coordenadoras do estudo, a economista da Fundação Oswaldo Cruz Márcia Teixeira Pinto, são referentes às despesas tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto na saúde suplementar.

“Há tempos buscamos números que indiquem o impacto do tabagismo na economia do País”, diz a diretora executiva da ACT, Paula Johns. Um dos argumentos da indústria do fumo para frear medidas de prevenção é a alta arrecadação de impostos, além da alta quantidade de empregos concentrada na atividade.

No debate mais recente, feito durante a discussão da resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para proibição de aditivos ao cigarro, a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) apontou que em 2010 a indústria recolheu R$ 9,3 bilhões de tributos e gerou receita de R$ 4,1 bilhões. “Não concordamos com o número apresentado por eles de arrecadação. Mesmo assim, é mais do que a metade do gasto com doenças”, afirma Paula.

Segundo ela, os números mostram que ainda há muito o que ser feito no combate ao tabagismo. Entre reivindicações está a regulamentação da lei que proíbe fumo em locais públicos fechados e a da proibição de propaganda nos locais de venda.

Em 2005, a pesquisadora Márcia Pinto já havia feito um estudo mostrando que os gastos com o tratamento de doenças eram de R$ 338 milhões. “A metodologia era diferente.” Ela lembra que foram avaliados gastos apenas no setor público do Rio.

Paula diz que não se espantou com resultados. “A estimativa é de que a cada US$ 1 arrecadado com impostos de cigarro sejam gastos US$ 3 no tratamento.”

Diferenças. Márcia, que conduziu o trabalho com André Riviere, do Instituto de Efectividad Clinica y Sanitaria, da Argentina, afirma que fumantes no Brasil vivem pelo menos cinco anos a menos do que os não fumantes. Mulheres dependentes do cigarro têm, em média, 4,5 anos a menos de vida do que as não fumantes e 1,32 a menos do que as ex-fumantes. Entre homens, a perda é de 5,03 anos em relação ao tempo médio de vida dos não fumantes e de 2,05 dos ex-fumantes.

Ao saber da pesquisa, Romeu Schneider, da Câmara Setorial do Tabaco, afirmou que os números não refletem a realidade. “Eles são campeões de chute. Durante 20 anos falaram que o cigarro causava 200 mil mortes. Não há como saber o que foi provocado pelo cigarro, o que foi causado por outras doenças.”

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://www.estadao.com.br

Em 20 anos, leis antifumo reduziram o tabagismo no Brasil pela metade

O número de fumantes no Brasil caiu pela metade nos últimos 20 anos graças às leis anti-fumo implementadas no país, concluiu um estudo feito pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, em parceria com a Universidade de Georgetown, em Washington, Estados Unidos. De acordo com a pesquisa, medidas como impostos sobre o cigarro e restrições cigarro em ambientes fechados evitaram cerca de 420.000 mortes decorrentes de tabagismo entre 1989 e 2010. Esses resultados foram publicados nesta terça-feira na revista PLoS Medicine.

os-maleficios-do-cigarro-4-113

De acordo com o levantamento, feito a partir de um modelo matemático desenvolvido nos Estados Unidos e com dados epidemiológicos do Brasil, quase metade (46%) da redução do número de fumantes brasileiros entre 1989 e 2008 ocorreu devido ao aumento dos impostos sobre os produtos derivados de tabaco. Os outros responsáveis por essa queda foram as leis de restrição do cigarro em ambientes fechados (14%) e de publicidade desse tipo de produto (14%), além dos programas de tratamento contra o tabagismo (10%) e de advertências dos problemas de saúde nas embalagens (8%) — contrariando conclusões recentes da Anvisa.

A pesquisa ainda estimou que, caso essas leis antifumo sejam mantidas, o tabagismo no Brasil cairia mais 39% nos próximos 40 anos e o número de mortes decorrentes do cigarro que poderiam ser evitadas saltaria para sete milhões entre 1989 e 2050. Se essas políticas forem incrementadas e se tornarem mais rígidas ao longo dos anos, indicou o estudo, esse número poderia chegar a 8,3 milhões de mortes evitadas.

Método — O levantamento foi feito com base no SimSmoke, um modelo matemático criado pelo pesquisador americano David Levy, da Universidade de Georgetown, que já foi aplicado em mais de 30 países. O método, que usa dados como a quantidade de fumantes de um país em um determinado ano e as leis antitabagistas aplicadas nessa região desde essa data, consegue estimar informações como as taxas de redução do número de fumantes e de mortes causadas pelo cigarro e o quanto as medidas contribuíram para a queda.

No caso dessa pesquisa, Levy partiu da taxa de fumantes no Brasil no ano de 1989, que era de 43,3% entre os homens acima de 18 anos de idade e 27% entre as mulheres da mesma faixa etária, segundo a Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição (PNSN). Depois, o pesquisador levou em consideração todas as medidas antifumo aplicadas no país desde então.

Levy, então, fez uma estimativa da redução de tabagismo que deveria ter ocorrido no Brasil no período de 1989 a 2008 com a implementação das medidas antifumo caso elas tivessem sido eficazes. Ele concluiu que, até 2008, essa diminuição deveria ter sido de 47,7% entre os homens e 48,6% entre as mulheres. O número ao qual o pesquisador chegou foi praticamente igual ao registrado pelo Global Adult Tobacco Survey (GATS) de 2008, que indicou a redução de 47,1% e 48,5% para homens e mulheres, respectivamente, no mesmo período.

“O Brasil apresenta uma das histórias de maior sucesso de saúde pública na redução de mortes devido ao fumo, e isso serve como modelo para outros países de renda baixa e média. No entanto, vimos que um conjunto de políticas mais rigorosas poderiam reduzir ainda mais o tabagismo no país e salvar muito mais vidas”, escreveram os autores no artigo.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://veja.abril.com.br

Data marca combate ao consumo que mata 5 milhões de pessoas por ano – mais que malária, Aids e tuberculose juntas

Em 31 de maio é celebrado o Dia Mundial Sem Tabaco, data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1987. Este ano o tema escolhido é “A Interferência da Indústria do Tabaco”. Com foco também nos danos que a produção e o uso de tabaco provocam no meio ambiente, na exploração do trabalho infantil e nas consequências do fumo passivo, o tema no Brasil é “Fumar: faz mal pra você, faz mal pro planeta”.

Dia-Mundial-sem-Tabaco
Segundo pesquisa feita em 2008 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Instituto do Câncer (Inca), Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aproximadamente 25 milhões de brasileiros com mais de 15 anos fumavam derivados de tabaco. Apesar de 93% dos fumantes declararem ter ciência dos males do fumo e 67% ter percebido campanhas antitabaco nos meios de comunicação, apenas 52% tinham planos de parar e só 7% queriam por a ideia em prática no mês seguinte à pesquisa. Entre o total de fumantes, cerca de 85% consumiam tabaco diariamente, sendo que 33% fumavam, em média, de 15 a 24 cigarros por dia.

A pesquisa mostrou ainda que homens fumantes de tabaco industrializado gastavam cerca de R$ 89,27 por mês com cigarro e mulheres R$ 62,80. Com base nesses dados é possível calcular que em um ano um casal de fumantes despende aproximadamente R$ 1800,00. Com essa quantia, atualmente, é possível comprar uma TV LCD de 32 polegadas e uma máquina de lavar roupa de até 10kg.  Em março de 2012, a Fundação Mundial do Pulmão informou que, em 2010, as seis principais fabricantes de produtos de tabaco do mundo tiveram lucros de US$ 35,1 bilhões, o equivalente ao faturamento da Coca-Cola, da Microsoft e do McDonald`s juntos.

Segundo a OMS, a cada ano cerca de 5 milhões de pessoas morrem por fatores atribuídos ao tabaco. A estimativa é que em duas décadas o número aumente para 8 milhões, com 80% dos óbitos em países com menor renda. A OMS alerta: “O tabaco mata mais que tuberculose, Aids e malária juntas”. No Brasil, de acordo com dados de 2012 do Inca, 11% das mortes do país são atribuíveis ao tabaco. Entre as provocadas por câncer de pulmão, traqueia e brônquios, 72% deve-se ao tabagismo.

De acordo com o Inca, a plantação de fumo contribui para 5% do desmatamento em países em desenvolvimento e quase metade dos produtores, geralmente agricultores familiares, tem sintomas associados ao uso de substâncias químicas, como dor de cabeça persistente e vômito. Além das 4.700 substâncias tóxicas, incluindo arsênico, amônia e monóxido de carbono (o mesmo emitido por automóveis) liberadas no meio ambiente quando um cigarro é aceso, os filtros descartados de forma inadequada demoram cerca de 5 anos para se decompor, podendo matar peixes, animais marinhos e aves que ingerem nosso lixo acidentalmente – pontas de cigarro correspondem de 25 a 50% do lixo coletado em ruas e rodovias. Outros problemas são a alta incidência de incêndios provocados por pontas acesas e o uso de mão-de-obra infantil, capaz de alterar até mesmo o calendário escolar de algumas regiões produtoras de fumo.

Para marcar a data diversas ações antitabaco serão feitas no Brasil. Uma programação por estado pode ser encontrada no site do Inca.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www2.uol.com.br

A tolerância é boa para a prosperidade

A data de 21 de maio marcou o Dia Mundial das Nações Unidas para a Diversidade Cultural, um tempo para refletir sobre a força positiva da tolerância.

plano_de_aula_diversidade_na_sala_de_aula

Num índice das nações mais prósperas do mundo e numa análise do que as torna prósperas, a organização de políticas públicas ‘Instituto Legatum’ concluiu que “em países onde os níveis de tolerância são elevados, a prosperidade floresce”.

“À medida que o mundo se torna menor e a imigração aumenta, a tolerância em direção à diversidade se torna uma questão crucial para as sociedades”, afirma o instituto sediado em Londres.

Um gráfico exibindo o Produto Interno Bruto (PIB) e as medidas de liberdade pessoal mostra que, quando um sobe, o mesmo acorre com o outro. O estudo reconhece que a correlação não significa uma relação de causa-efeito – pode ser que a prosperidade gere tolerância ao invés da tolerância gerar prosperidade.

O instituto cita economistas e estudos de caso que sustentam o último argumento e uma de suas principais conclusões é que “a tolerância é boa para a prosperidade”.

Joseph Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia, escreveu em ‘O Preço da Desigualdade’: “A discriminação reduz os incentivos para membros de determinado grupo fazerem investimentos que conduzam a maior produtividade.”

O instituto também cita Richard H. Pells, professor de história na Universidade de Texas-Austin e autor de ‘Not Like Us’. Pells diz que o cinema e a música norte-americanos atraem um público diversificado nos EUA, o que ajuda na popularização no estrangeiro. Neste caso, a tolerância permite a criação de um produto com atratividade e ganhos econômicos amplos.

A tolerância e as relações transculturais também geram inovação.

Em alguns países, no entanto, “uma recessão econômica grave tem provocado alto índice de desemprego, descontentamento generalizado e crescente taxa de criminalidade relacionada, com ou sem razão, à presença de um grande número de imigrantes”, afirma o relatório do Legatum. Na Grécia, por exemplo, de 2009 a 2012, o número de entrevistados que expressavam tolerância a outras culturas caiu de 67 para 47%.

Robert Putnam, da Universidade de Harvard, argumenta que a diversidade pode afetar negativamente o sentimento de confiança e cooperação entre os cidadãos, mas ele argumenta que as sociedades bem-sucedidas superam este sentimento de separação.

No 21 de maio, a ONU pede aos cidadãos do mundo que façam um maior esforço para promover a diversidade e a tolerância.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.epochtimes.com.br

Tratar água e não compartilhar objetos ajudam a evitar hepatites

Os três tipos de hepatites sempre levantam dúvidas sobre formas de contágio, sintomas, tratamentos e prevenção.

Para esclarecer as diferenças entre as variações A, B e C e como se proteger, o Bem Estar desta segunda-feira (16) contou a presença do hepatologista Fernando Vieira e do infectologista Caio Rosenthal.

Os médicos explicaram o caminho da hepatite no corpo humano, os consequentes problemas e as práticas de higiene indicadas para evitar a doença.

No caso da hepatite A, a transmissão ocorre por água contaminada, como a da chuva. Por isso, regiões que sofrem com alagamentos estão mais sujeitas.

infohepatite_valendo

Já as hepatites B e C podem ser prevenidas com o não-compartilhamento de objetos pessoais, como:
– Escova de dentes
– Aparelho e lâmina de barbear
– Kit de manicure (alicate de unha, cortador, lixa e espátula)
– Piercings

Remédios
Hepatite A: Não tem tratamento nem medicamentos. Nos casos graves, deve ser feito transplante de fígado
Hepatites B e C: O tratamento é feito com dois tipos de remédio, interferon e antivirais (disponíveis no SUS)
Hepatite C: O tratamento inclui dois tipos de remédio, interferon e ribavirina (disponíveis no SUS)

Vacinas

Hepatite A
Como é? São duas doses, com intervalo de 180 dias entre elas
Quem pode tomar? Pessoas com mais de 1 ano de vida
Tem no SUS? Sim, apenas para pessoas com problemas no fígado, outros tipos de hepatites ou que vão fazer transplante de medula.

Hepatite B
Como é? São três doses, com intervalo de 1 mês entre a primeira e a segunda e de 6 meses entre a primeira e a terceira
Quem pode tomar gratuitamente?
– Menores de 1 ano, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o parto
– Crianças e adolescentes entre 1 e 19 anos e jovens até 29 anos
– Doadores regulares de sangue
– Indígenas
– Pessoas com histórico da doença na família

– Portadores de hepatite C
– Indivíduos com problemas no fígado ou anemia
– Portadores de HIV (com ou sem sintomas)
– Usuários de drogas injetáveis e inaláveis
– Pessoas reclusas (em presídios, hospitais psiquiátricos, instituições de menores, Forças Armadas, etc)
– Homens gays
– Profissões de risco (carcereiros, prostitutas, médicos, enfermeiros e agentes de saúde, manicures, coletores de lixo, bombeiros e policiais que fazem resgate)
– Quem passa por hemodiálise
Tem no SUS? Sim, faz parte da vacinação obrigatória: a primeira dose deve ser tomada pelo bebê ainda na maternidade.

Hepatite C
Ainda não existe vacina

Problemas decorrentes das hepatites
– Baixa imunidade
– Barriga d’água
– Hemorragia interna
– Cirrose
– Câncer ou falência do fígado
– Morte

Alerta para grávidas
– Toda gestante precisa fazer o pré-natal e os exames para detectar hepatites, Aids e sífilis
– Esse cuidado é fundamental para evitar a transmissão vertical, da mãe para o filho
– Em caso de resultado positivo, é preciso seguir todas as recomendações médicas, inclusive sobre o tipo de parto e amamentação

Práticas de higiene indicadas
– Ferva a água ou coloque 2 gostas de hipoclorito de sódio em 1 litro de água, 30 minutos antes de bebê-la ou usá-la na cozinha
– Tampe o recipiente para que a substância possa agir
– Use também esse preparado para deixar de molho alimentos crus, durante 30 minutos
– Na ausência de hipoclorito de sódio, prepare uma solução caseira com 1 colher de sopa de água sanitária a 2,5% (sem alvejante), diluída em 1 litro de água
– Redobre a atenção em locais desconhecidos ou com falta de saneamento. Prefira comprar água em garrafas lacradas.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://g1.globo.com/bemestar

Hipertensão mata 9,4 milhões de pessoas todos os anos, diz OMS

A hipertensão causa anualmente a morte de 9,4 milhões de pessoas no mundo e é responsável por 45% dos ataques cardíacos e 51% dos derrames cerebrais, aponta um levantamento divulgado no ultimo dia (3) pela Organização Mundial de Saúde.

Por conta disso a entidade elegeu a doença crônica como tema do Dia Mundial da Saúde em 2013, que ocorreu em 7 de abril, data em que se comemora o aniversário de criação da OMS.

sal

Para conscientizar a população sobre a data, a agência sanitária das Nações Unidas lembrou que, no mundo, doenças cardiovasculares matam anualmente 17 milhões de pessoas, sendo que, deste total, 9,4 milhões de óbitos estão ligados à pressão alta.

Últimos dados da OMS, que são de 2008, apontam que 40% dos adultos com mais de 25 anos sofriam de hipertensão no mundo. Ou seja, um bilhão de pessoas tinham hipertensão naquele ano, contra 600 milhões de casos em 1980.

A maioria dos casos ocorre em países emergentes ou em desenvolvimento. Cerca de 80% das mortes causadas por problemas cardíacos ocorreram nessas regiões. O maior índice de casos no mundo vem da África, com 46% das ocorrências. Em contrapartida, as Américas registraram as menores incidências.

“A explicação é que nos países desenvolvidos, os sistemas de saúde detectam cedo a doença e podem tratá-la, já que tem recursos para isto. No entanto, lugares como a África, não somente tem sistemas de saúde precários, mas seus hábitos culturais tem piorado”, explicou Shanti Mendis, diretora interina do departamento de Gestão das Enfermidades não transmissíveis da OMS.

“Os africanos não fazem tanto exercício como antes, comem muita comida salgada e na região o acesso a produtos naturais é muito restrito devido ao alto custo das matérias primas”, complementou.

Efeitos da hipertensão
A maioria dos hipertensos não sente nada. O problema não dá sinais nem sintomas de que já está instalado no organismo. Alguns indivíduos, porém, têm tontura, vista embaçada, palpitação e dor de cabeça, além de zumbido no ouvido e visão de pontos brilhantes.

O excesso de sal ajuda a reter líquidos e aumentar o volume e a pressão sanguíneos. O sangue bombeado com mais força agride o revestimento dos vasos (endotélio), provoca pequenas cicatrizes e contribui para o entupimento das artérias.

As consequências da hipertensão nos diversos órgãos estão relacionadas principalmente à lesão dos vasos e à sobrecarga para o funcionamento deles. Como o coração é um músculo, ao fazer mais força ele aumenta de tamanho – da mesma forma que o bíceps de um halterofilista. Essa hipertrofia dificulta ainda mais a chegada de oxigênio e nutrientes.

Se um trombo se formar em um vaso cardíaco, pode ocorrer um infarto, que é a morte desse tecido. Caso a mesma lesão aconteça em um vaso que irriga o cérebro, pode haver um acidente vascular cerebral (AVC), também chamado de derrame.

Dicas para controlar a hipertensão
Perder peso é a forma mais efetiva de baixar a pressão sem usar remédios. E não é necessário emagrecer demais: em média, uma redução de 5 kg diminui a pressão em 5 mm Hg.

Fazer exercícios também ajuda no controle da hipertensão, melhora o nível de colesterol e o índice glicêmico. O objetivo deve incluir 30 minutos de atividade aeróbica pelo menos três vezes por semana.

Além disso, beber álcool em quantidade moderada traz benefícios cardiovasculares, mas o consumo de mais de dois drinks por dia já eleva a pressão.

Meta brasileira
Até 2022, o Brasil espera atingir os 5 gramas diários de consumo de sal, como parte do Plano de Ações Estratégicas para Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT).

A indústria de alimentos também aderiu ao objetivo, e assinou um termo de compromisso com o Ministério da Saúde para estabelecer um plano de redução gradual na quantidade de sódio presente em 16 categorias de alimentos, começando por massas instantâneas, pães e bisnaguinhas.

Até o fim de 2011, será a vez dos biscoitos (cream cracker, recheados e maisena), embutidos (salsicha, presunto, hambúrguer, empanados, linguiça, salame e mortadela), caldos e temperos, margarinas vegetais, maioneses, derivados de cereais, laticínios (bebidas lácteas, queijos e requeijão) e refeições prontas (pizza, lasanha, sopas e papinha salgada).

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://g1.globo.com

Hipertensão e diabetes são doenças crônicas, mas podem ser controladas

Parece que exagerar virou regra… É rodízio de pizza, de carnes, de massas…  Muito molho e tudo com muito, muito sal.

Lembra do saquinho de pipocas? Virou um balde! Com o tempo, as garrafinhas de refrigerante também cresceram. Os sanduíches ganharam novos andares – uma perigosa engenharia gastronômica.

O Globo Repórter esteve no centro de São Paulo em frente a um dos prédios mais altos da cidade, o Edificio Italia. Quando ele foi inaugurado, em 1965, o Brasil lutava contra a desnutrição. De lá para cá a situação mudou de uma forma surpreendente. Hoje, o principal problema de São Paulo e de outras cidades brasileiras é a obesidade e suas consequências.

casal-caminha-no-parque

O exagero na alimentação tem um preço. Doenças que antigamente atingiam idosos, hoje viraram epidemias e estão entre adolescentes e até crianças. Duas dessas doenças costumam caminhar juntas: hipertensão e diabetes.

Os números impressionam. Entre a população adulta, são mais de 30 milhões de hipertensos. E os diabéticos já passam a 12 milhões.

Em muitos casos, o chamado mau colesterol fica elevado. Um distúrbio perigoso e de nome comprido: hipercolesterolemia.

“Muitas pessoas têm hipertensão, diabetes tipo 2 e hipercolesterolemia, e precisam tomar remédio para as três doenças. Muitas vezes mais de um remédio para diabetes tipo 2, mais de um remédio para hipertensão, e um remédio para colesterol aumentado. Então é um problema de saúde pública”, declara o doutor Marcio Mancini, endocrinologista.

Tanto a hipertensão como o diabetes são doenças crônicas: elas não têm cura, mas podem ser controladas com medicamentos e bons hábitos de vida: exercícios físicos, alimentação regrada, sem cigarros e bebida alcoólica. Do contrário, as duas doenças costumam ter graves consequências.

No caso do diabetes, problemas renais, cardiovasculares e até cegueira e amputações. A hipertensão é igualmente perigosa.

“Hipertensão arterial é o principal fator de risco para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares, do tipo infarto do coração, derrame cerebral, insuficiência renal com necessidade de diálise, por isso hipertensão é tão perigosa e tão importante”, alerta o doutor Gil Fernando Salles, clínico geral do HUCFF.

É preciso também estar de olho na balança: quase metade dos brasileiros está acima do peso.

O mais recente levantamento do Ministério da Saúde mostra que o número de pessoas com excesso de peso aumentou muito nos últimos anos: de 42,7% em 2006 para 48,5% em 2011.

Fernando Thomé é vendedor. Jurandyr, engenheiro. Os dois moram em São Paulo há muitos anos. Não se conhecem, mas têm pelo menos uma coisa em comum: já numa idade madura, eles decidiram cuidar da saúde pra valer.

Fernando descobriu que tem diabetes há oito anos. Diz que nunca levou o diagnóstico a sério.  Recentemente decidiu mudar hábitos de vida e aprendeu a manter a doença sob controle.

“A mudança foi mais a partir de alimentação. Exercício eu já fazia e continuo fazendo”, diz o vendedor Fernando Thomé.

Jurandyr acaba de descobrir que está com a pressão alta. Foi por acaso neste evento, que a sociedade brasileira de hipertensão organiza pelo menos uma vez por ano, na Avenida Paulista.

A enfermeira viu logo que havia uma alteração. Ele não esperava, e ficou surpreso com o resultado do exame.

“Seu Jurandyr, nós acabamos de medir a sua pressão, medimos três vezes e nas três vezes a pressão do senhor deu alta, deu acima de 14 por nove”, diz a enfermeira e professora da USP Ângela Pierin.

Repórter: O senhor imaginava que o senhor pudesse sofrer de hipertensão?
Jurandyr: Não, porque o último check-up que eu fiz fazem dois anos. A pressão estava normal há dois anos atrás. Então alguma coisa deve ter acontecido e possivelmente deve ter sido o peso, né? Então, acho que devo me cuidar. Vou procurar um médico e vou tentar voltar a fazer exercício, né?

A hipertensão arterial acontece quando as artérias ficam mais estreitas e o sangue faz força para circular. Sem tratamento, com o passar dos anos, o paciente pode sofrer infarto, acidente vascular cerebral, também conhecido como derrame, lesões renais e outros problemas.

E um dos principais inimigos do hipertenso é o sal. Um mineral importante para o organismo, mas que deve ser consumido em pequenas quantidades, principalmente por quem tem pressão alta. O consumo máximo deve ser de cinco gramas por dia. Ou cinco pacotinhos, encontrados em restaurantes. Cada um tem um grama de sal.

“Então, o paciente com hipertensão arterial tem que ser instruído a diminuir a quantidade de sal da comida”, explica o doutor Gil Salles.

A hipertensão é uma doença silenciosa, não tem sintomas. Por isso, é importante medir a pressão arterial pelo menos uma vez por ano, principalmente na idade adulta.

O ideal é que a pressão esteja em 12 por oito. Se em três medições ela estiver igual ou acima de 14 por nove, é bem provável que a pessoa já esteja hipertensa.

Na hora de medir a pressão arterial é preciso tomar alguns cuidados. Nos últimos 30 minutos evitar café, cigarro, álcool e comida pesada. E descansar de cinco a dez minutos. Se tiver praticado algum exercício físico, é preciso esperar mais: pelo menos uma hora. Aí sim, a gente pode medir.

Repórter: E aí, quanto deu?
Enfermeira: Olha, sua pressão deu 12 e meio por oito e meio. A sua pressão está normal.

“Se o indivíduo tem um hábito de vida saudável, se tem um peso ideal, se ele ingere menos sal, se ele não fuma, esse indivíduo tem menos chance de se tornar um hipertenso. Então, porque é uma doença controlável, uma doença que o indivíduo precisa saber para ele se cuidar, é importante que ele saiba que é hipertenso”, declara o doutor Roberto Franco, presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão.

O controle é feito com mudanças nos hábitos de vida e com medicamentos. Além de se cuidar mais, Jurandyr já decidiu ficar longe da agitação de São Paulo.

Ele comprou uma casa na tranquila Paraty, no litoral do estado do Rio de Janeiro, onde passa os fins de semana. Há dois anos, abriu um pequeno restaurante na cidade. E pretende se mudar de vez. Jurandyr já procurou um médico, e está fazendo novos exames e caminhadas.

“Quando eu verifiquei que eu estava com 15 de pressão, eu falei: ‘daqui a pouco em vou ter um problema cardíaco, um problema de um aneurisma, alguma coisa assim’. E fatalmente o tempo ia trazer essas consequências. Se há tempo de reverte-las, e há, é só eu me dedicar um pouco agora não só às panelas, mas também a andar um pouco, né? E fazer as compras a pé, mais a pé ainda, né?”, diz Jurandyr Freire, engenheiro civil.

O vendedor Fernando Thomé, que é diabético, também precisou levar um susto para se cuidar melhor. Ele não se tratava corretamente. Tomava os remédios, mas comia de tudo.

“Eu sempre gostei muito de salada, mas eu comia o que tivesse. Feijoada, o que viesse eu traçava, não sou muito ruim de comida não”, diz Fernando Thomé.

Um dia, Fernando foi visitar um amigo que tinha em casa um glicosímetro, o aparelho que mede o nível de glicose ou açúcar no sangue. O ideal é que, em jejum, o nível esteja no máximo em 99 miligramas por decilitro.

“A gente estava batendo um papo e ele falou: ‘E você, como é que está?’ Eu: ‘Ah, de vez em quando eu vejo aí, eu vejo aí, eu não gosto de ficar muito vendo isso não, acho isso meio paranóico’. ‘Então, vamos ver como é que está’. 402! Quase cai para trás, meu Deus do céu”, conta Fernando Thomé.

Existem dois tipos de diabetes: o tipo 1 costuma se manifestar na infância ou adolescência. Nesse caso, o pâncreas para de produzir insulina, o hormônio que permite a transformação da glicose em energia. Já o diabetes tipo 2 costuma surgir na faixa dos 40 anos de idade e está muito ligado à alimentação inadequada, ao sedentarismo e à obesidade.

A doença vai se instalando aos poucos. Durante anos, o pâncreas passa a produzir cada vez mais insulina. Mas chega um momento em que ele já não consegue manter essa alta produção. E à medida que o nível de insulina vai baixando, a taxa de glicose começa a subir, levando ao diabetes.

“Muito antes do aparecimento do diabetes tipo 2 e do aparecimento da hipertensão arterial a pessoa já pode, melhorando os hábitos de vida, prevenir o aparecimento dessas doenças. Ela pode já ir aumentando a atividade física e melhorando a sua alimentação reduzindo a quantidade de gorduras, reduzindo a quantidade de açúcar na alimentação, que são medidas simples que ela pode implementar no seu dia a dia, fritar menos os alimentos e adoçar menos os líquidos principalmente”, alerta o doutor Marcio Mancini, endocrinologista.

Foi exatamente isso que Fernando fez. Mudou radicalmente os hábitos de vida. Procura fazer caminhadas, mesmo que seja nas ruas do bairro onde mora. Como sempre almoça fora, escolheu um restaurante com opções de verduras e legumes.

“Tem um problema também que é relativo à quantidade. Você não pode comer arroz, então você tem que pôr pouco arroz. Você pode comer banana, por exemplo, pode, mas não pode comer uma dúzia. Em cima disso, exercício. Não tem perdão, exercício a gente não pode deixar de fazer”, declara Fernando Thomé.

A prática de exercícios é uma arma importantíssima para controlar essas doenças, e o pessoal sabe disso. Pelo menos três vezes por semana eles começam o dia assim, aquecendo, alongando e esticando.

Quando se fala em fazer exercício, muita gente pensa logo em uma academia de ginástica. Mas atualmente atividades de graça e ao ar livre se multiplicam nos parques e praças de quase todas as cidades brasileiras.

O projeto “Exercício e Coração” é mantido pela Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo. As aulas de alongamento começaram no ano 2000 no Parque da Água Branca, na capital paulista. Primeiro os alunos são avaliados fisicamente, e, se preciso, orientados a procurar um médico.

O objetivo do projeto é estimular a prática de atividades físicas.  Fazer com que os alunos, depois das primeiras aulas, passem a fazer exercícios por conta própria. A professora de educação física Cláudia Forjaz é a coordenadora do projeto.

“Nós tivemos casos de várias pessoas que melhoram consideravelmente. As pessoas se sentem melhor, a glicemia delas diminui, a pressão arterial delas diminui. Nós temos vários casos assim”, declara Cláudia Forjaz.

Como Dona Anísia Silva, 70 anos. Ela é hipertensa e diabética. Mas em um ano e quatro meses, a pressão arterial dela caiu de 16 por oito para 13 por sete. E a taxa de glicemia baixou de 125 para 113.

“Tem que fazer, né. Tem que vir todos os dias e fazer muita caminhada. É a nossa saúde. O  que eu recomendo para todos os idosos que querem ter saúde, é fazer exercícios”, indica Dona Anísia, aposentada.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://g1.globo.com/

Fonoaudióloga ressalta importância e os cuidados a serem tomados

Passar um dia rouco já é suficiente para perceber a importância da voz para o ser humano. Não precisa ser professor, cantor, locutor, jornalista ou outro profissional que utiliza a voz como ferramenta de trabalho para estar consciente sobre os cuidados com as cordas vocais. Na terça-feira (16/4) foi celebrado o Dia Nacional da Voz.

???????????

A precaução com a voz é uma necessidade e algumas atitudes permitem mantê-la mais saudável da infância até a vida adulta. “Cuidar da voz é uma questão de condicionamento físico. Ela precisa estar forte para aguentar as variações do dia a dia. Falar sem esforço, articular bem as palavras, beber bastante água, fazer repouso vocal, evitar pigarrear, sussurrar ou gritar, manter boa postura corporal ao falar são algumas das principais recomendações”, orienta a fonoaudióloga do Hospital Conceição, vinculado ao Ministério da Saúde, Gigiane Gimbre.

Determinados alimentos exercem influência direta ou indireta sobre a produção da voz e da fala. A especialista cita como exemplos água, maçã, mel, bebidas quentes, limão e soro. “Dê preferência a alimentos como a maçã, por dois motivos: sua consistência mais dura exige mais da mastigação, massageando assim os articuladores; além de possuir propriedade adstringente, o que ajuda a reduzir saliva espessa da boca e faringe. As frutas cítricas como o abacaxi, limão e laranja aumentam a salivação e com isso um maior número de deglutições, que acarretam um relaxamento na musculatura da garganta. Já os chás de frutas e as bebidas isotônicas também podem ser considerados preferenciais, pois ajudam na reposição de perdas minerais”, explica.

A fonoaudióloga alerta sobre os principais vilões da saúde vocal. “O cigarro é altamente nocivo. Quando a fumaça é tragada, por conta do calor, agride todo sistema respiratório, principalmente as pregas vocais. O excesso de bebida alcoólica também é prejudicial, porque diminui a sensibilidade. Como não conseguimos controlar o esforço que utilizamos ao falar, podemos exagerar, causando um grande desgaste nas cordas vocais”, acrescenta. “Podendo causar irritação, edema, tosse, pigarro, aumento de secreções e infecções”, diz.

Além disso, a fonoaudióloga recomenda exercícios de aquecimento e desaquecimento vocal orientado para ter uma voz mais saudável e evitar problemas futuros.

Curiosidades sobre a saúde da voz – O grito prejudica a saúde vocal? “Sim. Não grite, não sussurre, não fale em excesso. Usar a voz em tom mais alto ou mais baixo que o habitual necessita um esforço maior, que pode provocar a formação de nódulos. Por isso, fale normalmente”, alerta Gigiane Gimbre .

Café em excesso diminui a hidratação das pregas vocais? “Sim. O café faz com que a pessoa produza maior secreção no cordão vocal e comece a pigarrar. Normalmente está associado ao consumo de cigarro”.

O bocejo ajuda no relaxamento das pregas vocais? “Sim. Esse relaxamento facilita a voz e ajuda a diminuir as tensões. Existe uma série de exercícios para relaxamento. Procure sempre um profissional”.

O ato de pigarrear gera um alto impacto das pregas vocais? “Sim. O pigarrar pode ocasionar futuras lesões. É importante saber a causa deste pigarro. O excesso de muco na laringe pode ser decorrente do fumo, alergias respiratórias e desidratação. A produção demasiada desse muco é a defesa do organismo diante desses quadros irritativos. Não pigarre e beba bastante água”, finaliza.

Nos quadros mais agudos, consulte um especialista.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.blog.saude.gov.br


Enter your email address to follow this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 772 outros assinantes

Calendário

março 2026
S T Q Q S S D
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031  

Arquivos

Estatísticas do Blog

  • 1.077.559 hits

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora