Posts Tagged 'estatísticas'



Dia Nacional de Combate ao Câncer Infanto-Juvenil foi lembrado neste domingo (23)

O Dia Nacional de Combate ao Câncer Infanto-Juvenil é lembrado neste domingo, dia 23 de novembro. Para marcar a data, o Ministério da Saúde reforça a importância do diagnóstico precoce, já que diversos tipos de câncer não têm sintomas quando os tumores ainda estão em fase inicial. Quanto mais cedo começar o tratamento, mais fácil alcançar a cura.

files_380_20101119164953bc56

Segundo a assessora técnica da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Maria Inez Gadelha, as crianças que demonstrarem cansaço excessivo e perda da vontade de brincar ou de se alimentar devem ser encaminhadas rapidamente para um posto de saúde. “Têm que ficar muito atentos para observar qualquer alteração no comportamento da criança ou nos seus hábitos de vida. É preciso que nessa primeira etapa haja uma avaliação médica, seja por médico da saúde da família, seja já num posto por pediatra. E a partir daí, em havendo a suspeita este mesmo corpo profissional cuida do encaminhamento devido para a etapa de diagnóstico, que geralmente deve ser feita em hospital que tenha condição tecnológica, de recursos humanos e de instalações para confirmar esse diagnóstico e tratar”.

O defensor público André Soares tem um filho de três anos de idade que está com câncer de testículo. Ele conta que o diagnóstico precoce foi fundamental para que o tratamento começasse com sucesso. “Foi um susto gigantesco. Logo depois nós mandamos esse tumor para biópsia. Deu lá um tumor maligno, um tumor agressivo, mas que por sorte, graças a Deus, foi identificado no início, logo no começo. Foi extraído mediante uma cirurgia e ele está fazendo as sessões de quimioterapia, vão ser 22 semanas de tratamento, que vão terminar no dia 15 de janeiro agora próximo”.

De acordo com o Ministério da Saúde, entre os casos de câncer em crianças e adolescentes, 40% são de leucemia, 20% de tumores cerebrais e os demais são diversos tumores, como de rim, de osso, de músculos, de olhos e de testículos.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.blog.saude.gov.br/

Visite nosso site: http://www.vivamelhoronline.com.br

Particularidades do Câncer Infantil

O progresso no desenvolvimento do tratamento do câncer na infância foi espetacular nas últimas quatro décadas.

Estima-se que em torno de 70% das crianças acometidas de câncer podem ser curadas, se diagnosticadas precocemente e tratadas em centros especializados. A maioria dessas crianças terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado.

MikeandBrent-McCreesh-Southport
Com base em referências dos registros de base populacional, são estimados mais de 9000 casos novos de câncer infanto-juvenil, no Brasil, por ano. Assim como em países desenvolvidos, no Brasil, o câncer já representa a segunda causa de mortalidade proporcional entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, para todas as regiões. Como a primeira causa são aquelas relacionadas aos acidentes e à violência, podemos dizer que o câncer é a primeira causa de mortes por doença, após 1 ano de idade, até o final da adolescência. Dessa forma, revestem-se de importância fundamental para o controle dessa situação e o alcance de melhores resultados, as ações específicas do setor saúde, como organização da rede de atenção e desenvolvimento das estratégias de diagnóstico e tratamento oportunos.

Câncer infantil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. As neoplasias mais freqüentes na infância são as leucemias (glóbulos brancos), tumores do sistema nervoso central e linfomas (sistema linfático). Também acometem crianças o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, freqüentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tumor renal), retinoblastoma (tumor da retina do olho), tumor germinativo (tumor das células que vão dar origem às gônadas), osteossarcoma (tumor ósseo), sarcomas (tumores de partes moles).

Diferentemente do câncer de adulto, o câncer da criança geralmente afeta as células do sistema sangüíneo e os tecidos de sustentação, enquanto que o do adulto afeta as células do epitélio, que recobre os diferentes órgãos (câncer de mama, câncer de pulmão). Doenças malignas da infância, por serem predominantemente de natureza embrionária, são constituídas de células indiferenciadas, o que determina, em geral, uma melhor resposta aos métodos terapêuticos atuais.
No adulto, em muitas situações, o surgimento do câncer está associado claramente aos fatores ambientais como, por exemplo, fumo e câncer de pulmão. Nos tumores da infância e adolescência, até o momento, não existem evidências científicas que nos permitam observar claramente essa associação. Logo, prevenção é um desafio para o futuro. A ênfase atual deve ser dada ao diagnóstico precoce e orientação terapêutica de qualidade.

Em nosso meio,  muitos pacientes ainda são encaminhados ao centro de tratamento com doenças em estágio avançado, o que se deve a vários fatores: desinformação dos pais, medo do diagnóstico de câncer (podendo levar à negação dos sintomas), desinformação dos médicos. Também contribuem para esses atrasos no diagnóstico, os problemas de organização da rede de serviços e o acesso desigual às tecnologias diagnósticas.  Mas algumas vezes também está relacionado com as características de determinado tipo de tumor, porque a apresentação clínica dos mesmos pode não diferir muito de diferentes doenças, muitas delas bastante comuns na infância. Os sinais e sintomas não são necessariamente específicos e, não raras vezes, a criança ou o jovem podem ter o seu estado geral de saúde ainda em razoáveis condições, no início da doença. Por esse motivo, é de importância crucial o conhecimento médico sobre a possibilidade da doença.
É muito importante estar atento a algumas formas de apresentação dos tumores da infância.

• Nas leucemias, pela invasão da medula óssea por células anormais, a criança se torna suscetível a infecções, pode ficar pálida, ter sangramentos e sentir dores ósseas.
• No retinoblastoma, um sinal importante de manifestação é o chamado “reflexo do olho do gato”, que é o embranquecimento da pupila quando exposta à luz. Pode se apresentar, também, através de fotofobia ou estrabismo. Geralmente acomete crianças antes dos três anos de idade. Hoje a pesquisa desse reflexo poderá ser feita desde a fase de recém-nascido.
• Algumas vezes, os pais notam um aumento do volume ou uma massa no abdomen, podendo tratar-se nesse caso, também, de um tumor de Wilms ou neuroblastoma.
• Tumores sólidos podem se manifestar pela formação de massa, podendo ser visíveis ou não e causar dor nos membros, sintoma, por exemplo, freqüente no osteossarcoma (tumor no osso em crescimento), mais comum em adolescentes.
• Tumor de sistema nervoso central tem como sintomas dor de cabeça, vômitos, alterações motoras, alterações de comportamento e paralisia de nervos.

É importante que os pais estejam alertas para o fato de que a criança não inventa sintomas e que ao sinal de alguma anormalidade, levem seus filhos ao pediatra para avaliação. É igualmente relevante saber que, na maioria das vezes, esses sintomas estão relacionados a doenças comuns na infância. Mas isto não deve ser motivo para que a visita ao médico seja descartada.

O tratamento do câncer começa com o diagnóstico correto, em que há necessidade da participação de um laboratório confiável e do estudo de imagens. Pela sua complexidade, o tratamento deve ser efetuado em centro especializado, e compreende três modalidades principais (quimioterapia, cirurgia e radioterapia), sendo aplicado de forma racional e individualizada para cada tumor específico e de acordo com a extensão da doença. O trabalho coordenado de vários especialistas também é fator determinante para o êxito do tratamento (oncologistas pediatras, cirurgiões pediatras, radioterapeutas, patologistas, radiologistas), assim como o de outros membros da equipe médica (enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos).

Tão importante quanto o tratamento do câncer em si, é a atenção dada aos aspectos sociais da doença, uma vez que a criança e o adolescente doentes devem receber atenção integral, inseridos no seu contexto familiar. A cura não deve se basear somente na recuperação biológica, mas também no bem-estar e na qualidade de vida do paciente. Neste sentido, não deve faltar  ao paciente e à sua família,  desde o início do tratamento, o suporte psicossocial necessário, o que envolve o comprometimento de uma equipe multiprofissional e a relação com  diferentes setores da sociedade, envolvidos no apoio às famílias e à saúde de crianças e jovens.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.inca.gov.br/

Visite nosso site: http://www.vivamelhoronline.com.br

Só metade dos casos de câncer infantil é diagnosticada no país

O câncer é a doença que mais mata crianças no Brasil, mas é um desconhecido mesmo para parte dos médicos. Com sinais e sintomas que podem ser facilmente confundidos com os de outras doenças da infância, o diagnóstico custa a ser feito e essa demora, muitas vezes, custa vidas. A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é que cerca de 12 mil novos casos surjam por ano no país, mas só a metade é diagnosticada.

00137828-015_wm2

“O câncer infantojuvenil é uma causa esquecida. Não é tema obrigatório nas escolas de saúde, o que dificulta o diagnóstico e o encaminhamento a um especialista”, diz a oncopediatra da Fundação Sara Albuquerque Costa, Eliana Cavacami. Para chamar a atenção para o quadro, a entidade, que trabalha no apoio a crianças e adolescentes com a doença em Belo Horizonte e Montes Claros, promove neste mês a campanha Novembro Dourado, para levar informações sobre a doença.

Quando diagnosticado no início, a taxa de cura pode ser superior a 80%. “O encaminhamento para um especialista nem é complicado. O diagnóstico é o grande problema”, reforça a oncopediatra do Hospital das Clínicas, Karine Fonseca. Ela explica que em crianças não há prevenção e todas as ações se iniciam a partir do diagnóstico.

Entre os sinais e sintomas estão vômitos e febres sem razão aparente, fraqueza em algum membro, dores de cabeça persistentes, dor nos ossos, manchas roxas e caroços pelo corpo.

Olhos esbranquiçados em fotos também são sinal de alerta. Se a criança ou adolescente apresentar qualquer desses sinais de maneira prolongada e sem causa definida, os pais devem insistir com o pediatra ou clínico para que sejam realizados exames mais apurados.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://www.otempo.com.br/

Visite nosso site: http://www.vivamelhoronline.com.br

A ONU e as pessoas com deficiência

Cerca de 10% da população mundial, aproximadamente 650 milhões de pessoas, vivem com uma deficiência. São a maior minoria do mundo, e cerca de 80% dessas pessoas vivem em países em desenvolvimento. Entre as pessoas mais pobres do mundo, 20% têm algum tipo de deficiência. Mulheres e meninas com deficiência são particularmente vulneráveis a abusos. Pessoas com deficiência são mais propensas a serem vítimas de violência ou estupro, e têm menor probabilidade de obter ajuda da polícia, a proteção jurídica ou cuidados preventivos. Cerca de 30% dos meninos ou meninas de rua têm algum tipo de deficiência, e nos países em desenvolvimento, 90% das crianças com deficiência não frequentam a escola.

cadeirante-no-mercado-de-trabalho-escritorio-trabalhando

No mundo desenvolvido, um levantamento realizado nos Estados Unidos em 2004 descobriu que apenas 35% das pessoas economicamente ativas portadoras de deficiência estão em atividade de fato – em comparação com 78% das pessoas sem deficiência. Em um estudo realizado em 2003 pela Universidade de Rutgers (EUA), um terço dos empregadores entrevistados disseram que acreditam que pessoas com deficiência não podem efetivamente realizar as tarefas do trabalho exigido. O segundo motivo mais comum para a não contratação de pessoas com deficiência foi o medo do custo de instalações especiais.

As necessidades e os direitos das pessoas com deficiência têm sido uma prioridade na agenda das Nações Unidas durante pelo menos três décadas. Mais recentemente, após anos de esforços, a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo foi adotada em 2006 e entrou em vigor em 3 de maio de 2008.

A “UN Enable” – que reúne o Secretariado da Convenção e dá voz ao compromisso das Nações Unidas de defender os direitos e a dignidade das pessoas com deficiência – descreve o documento como um marco para uma mudança de paradigma, deixando de lado o fato de as pessoas com deficiência serem vistas como objetos de caridade, para visualizá-las como portadoras de direitos. E como tal, são capazes de reivindicar os direitos e a tomada de decisões para as suas vidas com base em seu consentimento livre e esclarecido, bem como de serem membros ativos da sociedade.

“Pessoas com deficiência têm o direito …

ao respeito pela sua dignidade humana …

aos mesmos direitos fundamentais que os concidadãos …
a direitos civis e políticos iguais aos de outros seres humanos …
a medidas destinadas a permitir-lhes a ser o mais autossuficientes possível …

a tratamento médico, psicológico e funcional [e]
a desenvolver suas capacidades e habilidades ao máximo [e]
apressar o processo de sua integração ou reintegração social …

à segurança econômica e social e a um nível de vida decente …

de acordo com suas capacidades, a obter e manter o emprego ou se engajar em uma ocupação útil, produtiva e remunerada e se filiar a sindicatos [e] a ter suas necessidades especiais levadas em consideração em todas as etapas do planejamento econômico e social …

a viver com suas famílias ou com pais adotivos e a participar de todas as atividades criativas, recreativas e sociais [e não] serem submetidas, em relação à sua residência, a tratamento diferencial, além daquele exigido pela sua condição …

[a] serem protegidas contra toda exploração, todos os regulamentos e todo tratamento abusivo, degradante ou de natureza discriminatória …
[e] a beneficiarem-se de assistência legal qualificada quando tal assistência for indispensável para a própria proteção ou de seus bens … “

da Declaração sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, proclamada pela Assembleia Geral da ONU em 9 de dezembro de 1975

A Convenção, de acordo com a ONU, é um instrumento de direitos humanos, com explícita dimensão de desenvolvimento social. Ela reafirma que todas as pessoas com todos os tipos de deficiência devem gozar de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais – e esclarece exatamente como as categorias de direitos devem ser aplicadas. Além disso, identifica especificamente áreas onde adaptações precisam ser feitas para permitir às pessoas com deficiência que exerçam efetivamente seus direitos, bem como áreas onde seus direitos foram violados e onde a proteção de seus direitos deve ser reforçada.

Em comunicado elogiando a entrada em vigor da Convenção, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, apelou a um esforço conjunto para traduzir sua visão em realidade e resolver “as desigualdades gritantes experimentadas por pessoas com deficiência”. A ONU continua seus esforços para esse fim.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.onu.org.br/

Visite nosso site: http://www.vivamelhoronline.com.br

Infecção hospitalar mata 100 mil pessoas em média no Brasil por ano

Risco iminente de todos os que precisam passar por algum procedimento hospitalar, as infecções, causadas por fungos, bactérias ou vírus, ainda são realidade nas unidades de saúde brasileiras.

infeccao-hospitalar_saude-5256c3de97f5a

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), infecções hospitalares atingem cerca de 14% dos pacientes internados, além de ser responsável por mais de 100 mil mortes no Brasil todos os anos.

Para o vice-presidente do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Sindhosba), Eduardo Olivaes, os números são alarmantes, mas podem ser considerados imprecisos, diante da impossibilidade de se detectar a origem da contaminação.

“É difícil saber se a infecção ocorreu após algum procedimento no hospital ou se foi causada pelo próprio quadro clínico do paciente”, explicou, lembrando que o quadro de infecções nos hospitais brasileiros já foi maior e que este é um problema frequente em todo o mundo.

Quanto maior o tempo de permanência nas unidades de saúde, maiores serão os riscos de contaminação, principalmente em hospitais que tratam de doenças crônicas, por pacientes tratados em Unidades de Terapia Intensiva e nas enfermarias.

“Os protocolos de prevenção e controle seguidos pelos hospitais brasileiros são definidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. São procedimentos que valem para todos os hospitais, mas existem unidades que conseguem ser mais eficientes no controle do que outras”, continuou, destacando que a falta de investimentos no setor e o quadro reduzido de funcionários podem atrapalhar o controle destas doenças.

De acordo com a infectologista, Aline Abreu, as infecções mais comuns são a urinária e a do trato respiratório, ocorrendo, geralmente, após cirurgias. “Algumas infecções estão associadas aos procedimentos necessários aos pacientes, como acessos venosos, ventilação mecânica e cirurgias”, explicou a especialista.

Embora possa ocorrer em qualquer paciente, idosos, portadores de problemas neurológicos e pessoas com imunidade reduzida são mais propensos a apresentar o problema.

Ainda segundo ela, até pessoas que não tenham passado por algum procedimento médico pode adquirir algum tipo de infecção nos

hospitais. “A flora bacteriana que povoa é compatível com o meio ambiente que frequentamos. Assim, se frequentamos muito ambiente de cuidados com a saúde e estamos com equilibro prejudicado, como imunidade baixa, aumenta-se a chance de ter infecção por microorganismos hospitalares”, revelou a especialista.

O simples ato de lavar as mãos reduz em cerca de 70% o risco de contaminação nos hospitais. Elevar a cabeceira da cama, estimular o paciente a andar, também podem ajudar a prevenir alguns problemas, afirmam os especialistas. Se não diagnosticada, a infecção hospitalar pode evoluir para uma infecção generalizada, como também é chamada a Sepse, reação inflamatória do organismo infectado.

Latino-Americano de Sepse (ILAS) apontam que em algumas regiões do país, o índice de mortalidade por sepse chega a 70%. Em 2013, 240 mil pessoas morreram nas UTIs brasileiras após terem seus quadros de infecção agravados.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://www.tribunadabahia.com.br/

Visite nosso site: http://www.vivamelhoronline.com.br

Dia Mundial de Combate à Doença de Chagas

O Dia Mundial de Combate à Doença de Chagas será comemorado nesta segunda-feira (14), data em que o pesquisador brasileiro Dr. Carlos Chagas comunicou sua descoberta à comunidade científica da época, há 105 anos.

05.11-doença-de-chagas1

A doença de Chagas constitui um grave problema de saúde pública para a América Latina. Ela é causada pelo Trypanosoma cruzi e as formas de transmissão de maior importância epidemiológica são a vetorial, através de insetos hematófagos. os triatomíneos (barbeiros); a transfusional, a congênita e a oral. A globalização com os movimentos populacionais aumenta o potencial de disseminação da enfermidade para países não endêmicos, onde não é feita a triagem em bancos de sangue.

Uma equipe de pesquisadores no Canadá desenvolveu uma classe de compostos que podem ajudar na erradicação do Mal de Chagas, uma doença tropical que afeta cerca de 18 milhões de pessoas na América Latina, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira.

Com uma fase aguda e outra crônica e, sem tratamento, a doença de Chagas provoca transtornos cardíacos e digestivos à medida que o parasita se aloja no coração, no esôfago e no cólon destruindo os tecidos.

O tratamento padrão atual para o mal de Chagas é a administração do composto benzonidazol que mostra uma atividade significativa contra o parasita durante a fase aguda, mas não é tão eficaz quando a doença se torna crônica.

Os trabalhos na busca de novos fármacos se concentraram na interferência com uma enzima, cruzipaína , necessária para a digestão do parasita, para a produção de outros mecanismos celulares, para a invasão do sistema imunológico do anfitrião e para invadir os tecidos dos órgãos internos.

A doença causada pelo parasita Trypanosoma Cruzi, transmitido aos humanos por insetos que se alimentam de sangue e picam preferencialmente o rosto de suas vítimas. “Apesar de, historicamente, a infecção se restringir majoritariamente aos povos pobres e rurais nas América Central e do Sul, também apareceu nos Estados Unidos, Europa, Japão, Canadá e Austrália devido às migrações, e a transmissão sem o vetor tradicional está se transformando em uma ameaça à saúde pública”, escreveu a pesquisadora Deborah Nicoll Griffith.

Alguns cálculos afirmam que são 300 mil casos nos Estados Unidos em 2005, acrescentou Nicoll, do Centro Merck Frosst de Pesquisa Terapêutica em Kirkland, no Québec.

Nicoll e seus colegas identificaram dois compostos, conhecidos como inibidores reversíveis de protease cisteína, que se liga à cruzipaína como peças de um quebra-cabeça e desabilitam a proteína.

No estudo os cientistas provaram a eficácia dos compostos em ratos e a compararam com a do benzonidazol .

O artigo concluiu que, apesar de todos os grupos de ratos submetidos à tratamento terem mostrado uma redução notável na carga de parasitas em todos os tecidos, os dois compostos experimentais tiveram taxas mais altas de cura das infecções agudas (90% e 78%, respectivamente), comparadas com a benzonidazol (71%).

“A eficácia demonstrada nestes estudos com o T. cruzi com ratos indica que os inibidores de cruzipaína que contêm nitrilo são um método promissor para um tratamento seguro e eficaz do mal do Chagas”, escreveram os pesquisadores.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://info.abril.com.br/

Visite nosso site: http://www.vivamelhoronline.com.br

No Dia Mundial de Combate ao Câncer saiba mais sobre a doença

Durante os nossos anos de vida, as células, responsáveis pelo funcionamento dos órgãos, nascem e morrem todo tempo. Normalmente, elas se partem em duas, quatro, oito e assim por diante. Se por uma falha genética, a célula começa a se dividir desordenadamente, surge uma massa, o tumor. Caso ele aumente e passe a interferir no funcionamento do corpo, recebe o nome de câncer maligno. Quando a célula cresce sem controle, invade os tecidos, os vasos e a doença se dissemina a distância, em vários órgãos, o processo é chamado de metástase.

câncer de mama - divulgação
O câncer é uma doença silenciosa e, na maioria das vezes, não causa dor. O que muitos não sabem é que tem cura, mas, para isso, deve ser detectado em seu começo. Como forma de conscientização sobre a importância do diagnóstico, do tratamento e dos hábitos de vida, a data 8 de abril foi estabelecida como o Dia Mundial de Combate ao Câncer. Marcos Moraes, oncologista, presidente da Academia Nacional de Medicina e ex-diretor do Instituto Nacional do Câncer (Inca), explica como a doença ataca o organismo.

“A célula se rebela, não obedece mais a nenhuma programação de sua divisão, que é uma maneira de ela viver. O câncer ataca o organismo com esse processo de comprimir. Em termos genéricos, existem quatro tipos de câncer. O carcinoma, aquele que se localiza no revestimento do nosso corpo, ou seja, interno ou externo. O sarcoma, que é nos órgãos de sustentação, músculo, gordura, osso e cartilagem. O linfoma, formado por tumores dos órgãos linfoides, dos gânglios e do sistema de defesa do organismo. E a leucemia, que são os tumores líquidos no sangue”, explica Marcos.

A qualidade de vida da pessoa influencia no câncer. O alimento que ela come, o que ela bebe, se fuma ou não; se tem uma prática esportiva saudável, além da carga genética. “Você pode encontrar pessoas que têm todos esses fatores, mas não têm câncer porque, talvez, ele tenha um mecanismo de defesa mais exaltado do que os membros da família. Câncer tem fatores que promovem o crescimento do tumor e tem fatores que o retardam, isso é uma coisa pessoal do organismo do indivíduo. Se você comparar 100 mil pessoas com hábitos saudáveis com 100 mil que não os têm, a incidência é muito maior naqueles que não têm”, destaca o oncologista.

Incidência e percentual de cura

O Inca estima cerca de 580 mil casos novos da doença em 2014. De acordo com a publicação Estimativa 2014 – Incidência de Câncer no Brasil, os cânceres mais incidentes na população brasileira, neste ano, serão de pele não melanoma (182 mil); próstata (69 mil); mama (57 mil); cólon e reto (33 mil); pulmão (27 mil) e estômago (20 mil). Ao todo, estão relacionados na publicação os 19 tipos de câncer mais comuns, sendo 14 na população masculina e 17 na feminina. Entre as estimativas para as regiões, serão 299,7 mil casos no Sudeste; 116,3 mil no Sul; 99,06 mil no Nordeste; 41,4 mil no Centro-Oeste e pouco mais de 20 mil no Norte. Segundo o Ministério da Saúde, o câncer é, atualmente, a segunda principal causa de morte no Brasil e no mundo, atrás das doenças cardiovasculares.

Segundo o levantamento do governo, em 2011 foram registradas 184.384 mortes por câncer em todo o país. A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez uma projeção de 27 milhões de novos casos da doença para o ano de 2030 em todo o mundo, com 17 milhões de mortes. Os países em desenvolvimento serão os mais afetados, entre eles o Brasil. Apesar do número expressivo, 60% dos pacientes de câncer se curam e algumas taxas de mortalidade apresentam tendência de queda, como pulmão (-0,95% ao ano em homens na última década); colo do útero (-1,5% ao ano na última década) e estômago (-2,2% em homens e -2% em mulheres, por ano, na última década). A queda na mortalidade por câncer de pulmão e de colo do útero é resultado direto das campanhas de controle do tabagismo e de prevenção e detecção precoce do câncer cervical por meio do exame Papanicolau.

Tratamento do câncer

Jacob Kligerman, oncologista, cirurgião de cabeça e pescoço e membro titular da Academia Nacional de Medicina, informa que, hoje, existe a multidisciplinaridade. “São três as formas de tratamento. Na cirurgia, os grandes avanços são a possibilidades de grandes reconstruções com mais habilidade do próprio cirurgião visando, principalmente, não deixar deformações e a qualidade de vida do paciente. Na radioterapia, temos a radioterapia de intensidade modulada, que foca áreas menores, com menos danos ao paciente. E, na quimioterapia, as drogas alvo atuam diretamente nas mutações genéticas, que realmente combatem e têm uma grande possibilidade de cura. É o grande campo de pesquisa, hoje, internacional de drogas novas”, ressalta Jacob.

Para a opção de tratamento, deve ser verificado se o tumor é mais sensível à quimioterapia ou à cirurgia; se há a necessidade de operar e o grau da doença, além da sensibilidade pessoal do paciente. Isso vai determinar se a pessoa necessita de mais de um tratamento ou de outro tratamento. ”Todo câncer é curável desde que venha a ser tratados na fase inicial. Na mais avançada, você pode torná-lo uma doença crônica, pensando sempre no que é melhor para o paciente, em uma associação médico-paciente para o retorno dele à sociedade e uma qualidade de vida adequada, e ocasionar uma vida mais saudável”, conclui o oncologista.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://redeglobo.globo.com/

Visite nosso site: http://www.vivamelhoronline.com.br

Alcoolismo é a principal causa de afastamento do trabalho por uso de drogas

Dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) apontam que o alcoolismo é o principal motivo de pedidos de auxílio-doença por transtornos mentais e comportamentais por uso de substância psicoativa. O número de pessoas que precisaram parar de trabalhar e pediram o auxílio devido ao uso abusivo do álcool teve um aumento de 19% nos últimos quatro anos, ao passar de 12.055, em 2009, para 14.420, em 2013.

alcool_blog

Os dados mostram que os auxílios-doença concedidos as pessoas com transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de drogas passaram de 143,4 mil. Cocaína é a segunda droga responsável pelos auxílios concedidos (8.541), seguido de uso de maconha e haxixe (312) e alucinógenos (165).

São Paulo teve o maior número de pedidos em 2013 por uso abusivo do álcool, com 4.375 auxílios-doença concedidos, seguido de Minas Gerais, com 2.333. Integrante do Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo (Cress-SP), o assistente social Fábio Alexandre Gomes ressalta que o aumento é extremamente superficial, visto que boa parte da população não contribui para o INSS e por isso não tem direito a esse benefício.

“O impacto do álcool hoje na vida das pessoas é muito maior. Muitos casos inclusive de uso abusivo do álcool estão associados com a situação de desemprego. E a juventude tem iniciado experiências cada vez mais cedo”, explica ele. “Tenho casos frequentes de crianças fazendo uso abusivo de álcool a partir dos oito anos. Estou acompanhando um menino que hoje, com dez anos de idade, usa crack, mas a porta de entrada foi o álcool”, conta o assistente social ao relatar que por ser uma substância socialmente permitida em casa, acaba sendo de fácil acesso.

Ele também relata aumento sensível de mulheres que não aderem ao tratamento, fruto de preconceito social. “Na minha experiência como assistente, este consumo abusivo está ligado principalmente a relações de violência, sobretudo, amorosas. E geralmente o consumo é de cachaça”, ressaltou. Ele criticou a concentração de políticas públicas dirigidas a substâncias ilícitas, quando o álcool é uma das substâncias lícitas cada vez mais usadas por adolescentes e mulheres, independentes da classe social. Gomes ressalta que faltam campanhas que falem do impacto do álcool na gravidez.

“O consumo do álcool durante a gestação é algo que não se discute muito. Muitas gestantes pensam ‘ah está muito calor vou tomar só um copinho’, sem saberem o impacto que isso tem na formação das crianças”, alertou Alexandre Gomes.

Há 24 anos sem beber uma gota de álcool, o vendedor autônomo João Souza, 54 anos, morador do Rio de Janeiro, acredita que largar o vício sem ajuda profissional é “praticamente impossível” e afirma que não existe cura para a doença. “A família é muito importante, mas sozinha não dá conta se não houver apoio profissional. A questão não é moral, é bioquímica, de estrutura e só com muito tratamento”, pondera ele. “Procurei os Alcoólicos Anônimos (AA) e vou lá até hoje, faço a manutenção, porque preciso” conta ele.

O auxílio-doença é um direito de todo trabalhador segurado pelo INSS, que não perde o emprego ao se ausentar. Para pedir o auxílio-doença por uso abusivo de droga, o solicitante deve ter pelo menos 12 meses de contribuição e comprovar, por meio de perícia médica, a dependência da droga que o incapacita de exercer o trabalho. A valor do benefício varia de acordo com o valor recolhido pela Previdência Social.

Segundo a assistente social Andresa Lopes dos Santos, também integrante do Cress-SP, o benefício é um grande avanço para o trabalhador brasileiro, pois assegura a manutenção financeira da família, mantém o vínculo do trabalhador no emprego, que pode se tratar enquanto estiver de licença. “É importante um trabalho para dar o suporte à família e ao dependente do álcool, que muitas vezes sustenta a família poderá fazer um tratamento”, salientou ela.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://agenciabrasil.ebc.com.br/

Visite nosso site: http://www.vivamelhoronline.com.br

Como se proteger de temporais e raios

Sinônimo de praias lotadas, o calor recorde contribui também para a grande incidência de raios. O período concentra 70% do índice anual registrado no país, em torno de 60 milhões de descargas, o maior do mundo. Impõem à agropecuária e ao setor elétrico um prejuízo na casa de R$ 2 bilhões. Algumas delas revelam-se trágicas, como a que matou um casal no município de Bertioga, em São Paulo, no início do mês. Acidentes do gênero somam, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 1.500 mortes nos últimos 12 anos.

raiosg

Embora estimem volume de raios “dentro da média” nesta temporada, especialistas projetam um crescimento do fenômeno nas próximas décadas. Também alertam, com base em levantamentos, para o avanço da quantidade de tempestades, sobretudo na Região Sudeste.

Se a luta contra os temporais de verão envolve iniciativas relativamente complexas – desde o uso de novas tecnologias até a remoção de famílias em áreas de risco, por exemplo –, a prevenção contra as descargas do céu exige cuidados mais simples, como evitar descampados, árvores e objetos metálicos. (Veja no fim do texto as principais recomendações).

A julgar pelas projeções meteorológicas, tais cuidados tendem a se tornar menos esporádicos. Estudos do Inpe apontam que o número de tempestades poderá, em seis décadas, dobrar na Região Sudeste e até triplicar em regiões litorâneas. O crescimento é visto com certa naturalidade por especialistas, até porque, esclarece o coordenador do grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Inpe, Osmar Pinto Júnior, os raios contribuem para o equilíbrio ambiental:

– Ajudam na formação da camada de ozônio e na fertilização do solo. Além disso, esses fenômenos podem ajudar a identificar as mudanças climáticas – acrescenta.

Análises de satélites indicam que 57,8 milhões de raios caem por ano no Brasil, campeão mundial em incidência de descargas atmosféricas. A liderança decorre da extensão territorial, da localização geográfica (maior país na zona tropical do planeta) e de fatores como a grande área costeira.

No verão, o volume de raios é intensificado pelo aumento da temperatura, da umidade e dos ventos. Condições que favorecem a formação de nuvens carregadas, do tipo cumulonimbus. Para o meteorologista Marcelo Pinheiro, da Climatempo, trata-se de um fenômeno comum:

– As chuvas que ocorrem nesse período, acompanhadas por descargas elétricas, são um fenômeno já bem conhecido na Região Sudeste. O estado de Minas Gerais, por exemplo, costuma ser bastante atingido, por causa do relevo acentuado. São muitas montanhas e há muita formação de nuvens – observa.

O estado campeão em quantidade de raios recebidos é, no entanto, o Amazonas, seguido do Pará e do Mato Grosso. Em 18º está o Rio de Janeiro, com uma média de 430 mil descargas por ano. Já em densidade de raios, o líder é o Rio Grande do Sul, com média de 18,38 raios/km², à frente de Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio, que apresenta um índice de 9,83 de raios/km². São Paulo está logo atrás, com 9,29 raios/km².

O raio cai duas vezes, e até muito mais, no mesmo lugar

Ao contrário do ditado popular, um raio pode, sim, cair mais de uma vez no mesmo lugar. E, se o lugar oferecer condições favoráveis, é bem provável que o evento se repita outras vezes.

O físico José Helayël explica que o raio procura o caminho mais curto para conduzir as cargas elétricas à terra. Atingem, sobretudo, as regiões mais altas, como montanhas ou superfícies pontiagudas (daí o formato característico do para-raio), que constituem o melhor caminho para a descarga elétrica:

– Num lugar em que haja poucas e espaçadas árvores, são elas que vão funcionar como uma espécie de para-raio e a descarga elétrica vai descer e se espalhar pelo chão. Se você estiver em local descampado e isolado, o ideal é procurar não ser uma superfície protuberante, ideal para a descarga elétrica. Senão, a gente vira o para-raio – orienta Helayël.

Sinônimo de praias lotadas, o calor recorde contribui também para a grande incidência de raios. O período concentra 70% do índice anual registrado no país, em torno de 60 milhões de descargas, o maior do mundo. Impõem à agropecuária e ao setor elétrico um prejuízo na casa de R$ 2 bilhões. Algumas delas revelam-se trágicas, como a que matou um casal no município de Bertioga, em São Paulo, no início do mês. Acidentes do gênero somam, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 1.500 mortes nos últimos 12 anos.

Embora estimem volume de raios “dentro da média” nesta temporada, especialistas projetam um crescimento do fenômeno nas próximas décadas. Também alertam, com base em levantamentos, para o avanço da quantidade de tempestades, sobretudo na Região Sudeste.

Se a luta contra os temporais de verão envolve iniciativas relativamente complexas – desde o uso de novas tecnologias até a remoção de famílias em áreas de risco, por exemplo –, a prevenção contra as descargas do céu exige cuidados mais simples, como evitar descampados, árvores e objetos metálicos. (Veja o quadro, no fim do texto, com as principais recomendações).

A julgar pelas projeções meteorológicas, tais cuidados tendem a se tornar menos esporádicos. Estudos do Inpe apontam que o número de tempestades poderá, em seis décadas, dobrar na Região Sudeste e até triplicar em regiões litorâneas. O crescimento é visto com certa naturalidade por especialistas, até porque, esclarece o coordenador do grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Inpe, Osmar Pinto Júnior, os raios contribuem para o equilíbrio ambiental:

– Ajudam na formação da camada de ozônio e na fertilização do solo. Além disso, esses fenômenos podem ajudar a identificar as mudanças climáticas – acrescenta.

Análises de satélites indicam que 57,8 milhões de raios caem por ano no Brasil, campeão mundial em incidência de descargas atmosféricas. A liderança decorre da extensão territorial, da localização geográfica (maior país na zona tropical do planeta) e de fatores como a grande área costeira.

No verão, o volume de raios é intensificado pelo aumento da temperatura, da umidade e dos ventos. Condições que favorecem a formação de nuvens carregadas, do tipo cumulonimbus. Para o meteorologista Marcelo Pinheiro, da Climatempo, trata-se de um fenômeno comum:

– As chuvas que ocorrem nesse período, acompanhadas por descargas elétricas, são um fenômeno já bem conhecido na Região Sudeste. O estado de Minas Gerais, por exemplo, costuma ser bastante atingido, por causa do relevo acentuado. São muitas montanhas e há muita formação de nuvens – observa.

O estado campeão em quantidade de raios recebidos é, no entanto, o Amazonas, seguido do Pará e do Mato Grosso. Em 18º está o Rio de Janeiro, com uma média de 430 mil descargas por ano. Já em densidade de raios, o líder é o Rio Grande do Sul, com média de 18,38 raios/km², à frente de Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio, que apresenta um índice de 9,83 de raios/km². São Paulo está logo atrás, com 9,29 raios/km².

O raio cai duas vezes, e até muito mais, no mesmo lugar

Ao contrário do ditado popular, um raio pode, sim, cair mais de uma vez no mesmo lugar. E, se o lugar oferecer condições favoráveis, é bem provável que o evento se repita outras vezes.

O físico José Helayël explica que o raio procura o caminho mais curto para conduzir as cargas elétricas à terra. Atingem, sobretudo, as regiões mais altas, como montanhas ou superfícies pontiagudas (daí o formato característico do para-raio), que constituem o melhor caminho para a descarga elétrica:

– Num lugar em que haja poucas e espaçadas árvores, são elas que vão funcionar como uma espécie de para-raio e a descarga elétrica vai descer e se espalhar pelo chão. Se você estiver em local descampado e isolado, o ideal é procurar não ser uma superfície protuberante, ideal para a descarga elétrica. Senão, a gente vira o para-raio – orienta Helayël.

Para não virar um para-raio:

– Evitar atividades ao ar livre durante tempestade;

– Evitar locais descampados, como praias e campos de futebol, topos de morros ou torres, varandas ou outros abrigos abertos;

– Não nadar ou tomar banhos;

– Manter-se afastado de grandes objetos metálicos ou pontiagudos, como mastros e postes;

– Não se abrigar embaixo de árvores;

– Carros fechados são um bom abrigo, pois o raio vai se distribuir pela superfície do veículo, blindando o seu interior;

– É recomendado desligar equipamentos elétricos, pois uma descarga muito forte ter efeitos na rede elétrica e queimar os aparelhos.

Curiosidades:

– Coceira na pele e pelos do corpo arrepiados podem ser sinais da proximidade de um raio sóe se ele for produzido muito próximo a você;

– Um raio não costuma cair em uma residência, mas uma casa com portas abertas pode ser atingida indiretamente, se estiver no caminho da descarga;

– Áreas urbanas apresentam um aumento na incidência de raios, por influência de ilhas de calor e poluição. Apesar disso, a ocorrência de acidentes é menor, pois há muitos edifícios, torres, postes e para-raios;

– A energia de um raio corresponde ao consumo mensal de uma pequena residência (300 kWh), pois, apesar da alta potência, o raio tem curta duração e sua energia é rapidamente canalizada para a terra e perdida em grande parte na forma de som;

– A agropecuária é a atividade que mais resulta em mortes por raios no Brasil; e o setor elétrico, o mais atingido. Os prejuízos chegam a R$ 2 bilhões por ano.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/

Visite nosso site: http://www.vivamelhoronline.com.br

Farmacêuticos lançam campanha contra Automedicação

Em uma ação inédita, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) lançou nesta segunda-feira, 20, quando é comemorado o Dia do Farmacêutico, uma campanha nacional contra a automedicação. Participam da ação os Estados de São Paulo, Santa Catarina, Bahia, Acre, Pará e o Distrito Federal.

medicamentoficticio

A campanha foi embasada em uma ação fictícia de marketing realizada em São Paulo em dezembro do ano passado para o lançamento de um novo medicamento. Uma equipe do CFF simulou ser promotora de vendas de uma indústria farmacêutica falsa e distribuiu 4 mil caixas de um medicamento inexistente para as pessoas que passavam pelo local. Havia até o boneco gigante da caixa do remédio.

A embalagem do remédio falso, muito parecida com uma embalagem real, não tinha nome do fabricante nem o princípio ativo da medicação. Dentro, havia uma cartela com drágeas vazias e um alerta sobre os riscos da automedicação.

A ideia era exatamente alertar a população sobre os riscos do consumo de remédios sem indicação. Durante a ação, enquanto o falso promoter entregava o medicamento, uma outra pessoa da equipe preenchia um formulário, observando três questões básicas: 1 – a pessoa perguntou quem era o fabricante do remédio? 2 – perguntou se havia contraindicação? 3 – perguntou quais eram as indicações da medicação?

Os resultados são alarmantes: 85% das pessoas que receberam o remédio falso não perguntaram nada. Do total, 14,96% perguntaram para quê servia, menos de 1% questionaram se havia contraindicação e efeitos colaterais e só 0,35% perguntaram sobre o fabricante.

“Os dados demonstram que as pessoas entendem que o medicamento é um produto qualquer, sem riscos. Elas aceitam receber um remédio como se estivessem recebendo um pacote de bolachas”, avalia Pedro Menegasso, presidente do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF-SP).

Internações. Segundo o CFF, nos últimos cinco anos o Brasil registrou quase 60 mil internações por intoxicação medicamentosa. Em 2010, segundo o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), 27.710 pessoas foram internadas. Somente no Hospital das Clínicas de São Paulo, são cerca de 600 ao mês.

Ainda segundo o Sinitox, os medicamentos ocupam a primeira posição entre os três principais agentes causadores de intoxicações em seres humanos, desde 1996. Menegasso diz que é preciso existir um processo de educação da população sobre os riscos do uso inadequado de medicamentos. A campanha do CFF vai durar o ano todo.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.estadao.com.br/

Visite nosso site: http://www.vivamelhoronline.com.br


Enter your email address to follow this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 772 outros assinantes

Calendário

fevereiro 2026
S T Q Q S S D
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
232425262728  

Arquivos

Estatísticas do Blog

  • 1.076.835 hits

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora