Posts Tagged 'informações'



Dormiu ouvindo, acordou surdo

Aos 17 anos, Dennis Brandão foi dormir ouvindo. Quando acordou, estava surdo. “Foi desesperador”, lembra o hoje assessor comercial, de 36 anos. Na época, a primeira coisa foi imaginar que o problema pudesse ser consequência de um quadro gripal que teria afetado o ouvido. Com o passar dos dias, sem regressão do problema, ele foi internado e tiveram início as investigações. Foi então que os médicos constataram que se tratava de um quadro grave de surdez bilateral, mas não souberam precisar as causas. No caso de Dennis, a surdez súbita tornou-se definitiva.

 

Acredita-se que a surdez súbita – que pode ser leve, moderada, profunda ou total – acometa de 5 a 20 indivíduos a cada 100 mil. Estudos alemães recentes relatam incidência de até 300 em cada 100 mil pessoas. “No Brasil não temos dados epidemiológicos oficiais. Mas apesar de parecer uma incidência baixa, a surdez súbita tem grande importância pela alta morbidade causada, pois ela afeta a audição e envolve aspectos emocionais, sociais e profissionais na vida do paciente”, diz médica Ana Cristina Kfouri, otorrinolaringologista e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Causas diversas

Não se trata exatamente de uma doença. “A perda auditiva repentina é um sintoma que pode denunciar a presença das mais diversas patologias. Algumas vezes descobrimos a razão do problema, mas na maioria dos casos ela é considerada idiopática, ou seja, não tem causa aparente”, explica a otorrino Norma Penido, chefe de clínica do Setor Interdisciplinar de Otologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Entre as principais causas conhecidas (cerca de 10 a 15% dos casos, em estágio inicial) tem-se drogas ototóxicas, trauma acústico, trauma mecânico, fístula labiríntica, acometimentos neurológicos (neurinoma do nervo cocleovestibular, acidente vascular cerebral, esclerose múltipla), causas neoplasicas (tumores, carcinomatoses meníngeas, mieloma múltiplo, leucemia) e radioterapia. “O restante supõem-se que sejam casos provocados por problemas virais, vasculares, autoimunes e psicossomáticos”, diz Ana Kfouri.

Quando se conhece a raiz da enfermidade, as chances de recuperação aumentam. “A partir do momento em que encontro a etiologia – um tumor, por exemplo –, irei direcionar o tratamento a ela. Assim estarei tratando também a surdez súbita. Muitas vezes, porém, apesar da medicação e até do uso de aparelhos auditivos, não há o que se fazer para restabelecer a audição”, diz a médica da Unifesp.

Em casos de surdez súbita idiopática, a recuperação pode ser total em 25% dos casos, parcial em 50%, mas 25% dos pacientes não restauram a audição.

Quando existe melhora (espontânea ou seguida de tratamento medicamentoso) ela acontece, geralmente, nas duas primeiras semanas. Mas também pode demorar até cerca de seis meses. “Há fatores prognósticos que dão indícios quanto à maior ou menor chance de recuperação do paciente, tais como intensidade da perda auditiva, tipo da curva audiométrica, exame vestibular alterado e demora para início do tratamento”, argumenta a médica da Santa Casa.

Quando procurar o médico

O indivíduo pode se perceber surdo de repente ou notar perda progressiva em até 72 horas. Em 70% dos casos, o quadro pode estar associado a zumbidos e, em 40%, tonturas. É o que geralmente leva a pessoa a procurar o médico.

Segundo as especialistas, fatores sócio-econômico-culturais influenciam a busca por ajuda. “Muitas pessoas não procuram o médico por desconhecerem os possíveis problemas que podem afetar o ouvido além de dor; outros, porque não querem faltar ao trabalho (já que não dói, depois passa). Muitos até tentam, mas não conseguem vagas no serviço público de saúde. E, por fim, o indivíduo até chega ao clínico geral – mas alguns colegas, por despreparo, mal examinam o paciente ou acham que se trata de uma simples rolha de cera e não fazem o encaminhamento ao especialista. Por isso não conseguimos estabelecer a incidência desta afecção em nosso País e temos tanta dificuldade para pesquisas clínicas sobre o assunto”, analisa Ana Cristina Kfouri.

Tratamentos propostos

Em uma fase inicial, os especialistas indicam o uso de corticóides sistêmicos (desde que não haja contra-indicação expressa), podendo-se associar vasodilatadores (pentoxifilina ou betahistina ou até ginkgo biloba). “O uso de antivirais é contraditório: alguns estudos relatam melhora; outros, dizem que seu efeito é o mesmo de um placebo. Atualmente, tratamentos ‘alternativos’ como câmara hiperbárica e corticóide intratimpânico têm sido estudados, mas com eficácia ainda discutível. Em uma deficiência auditiva refratária, alguns colegas têm indicado também a acupuntura, porém os resultados não são significativos”, explica a otorrino Ana Kfouri.

Os aparelhos auditivos – e até mesmo o implante coclear – são indicados em casos em que não existem mais chances de recuperação com uso de medicação e quando há condições para tal utilização.

Final feliz para Dennis

O assessor comercial Dennis Brandão ficou sem ouvir por quase 15 anos. “Foi um choque perder a audição. Apesar disso, procurei levar uma vida normal, fiz faculdade, me formei em administração. Mas não escapei de períodos mais difíceis, sofrendo discriminação no trabalho – exercendo uma função inferior à minha capacidade pelo fato de ser surdo – e até mergulhando na depressão”, conta.

Em 2005, depois de experimentar aparelhos auditivos sem sucesso, ele se submeteu a uma cirurgia de implante coclear. “Mesmo sem a garantia de que voltaria a ouvir, arrisquei. Meu sonho era escutar uma buzina, um apito”.

O procedimento foi um sucesso e aos poucos ele foi resgatando a memória auditiva. E não esquece a primeira música que ouviu. “Foi uma canção do Wando, com aquele refrão ‘meu iaiá, meu ioiô’”, cantarola.

O implante foi feito no lado esquerdo – convênios médicos cobrem a cirurgia, mas só autorizam em um dos ouvidos e Dennis ainda batalha para realizar a operação no outro lado. Mas o fato mudou sua vida. “Progredi profissionalmente e até me casei. Voltar a ouvir me reintegrou à sociedade”, finaliza.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://saude.ig.com.br

Visite nosso site: http://www.vivamelhoronline.com.br

Doenças mentais ‘levam 650 mil ao suicídio por ano’

Pelo menos 650 mil portadores de doenças mentais, mais de 80% deles nos países em desenvolvimento, cometem suicídio a cada ano, alerta nesta terça-feira um artigo publicado na revista científica The Lancet.
head-in-hands-ed

“Grande parte” desse contingente se deve à falta de tratamento adequado e à marginalização que ainda hoje afeta os que sofrem com esse tipo de transtorno, afirmou à BBC Brasil um dos autores do artigo.

Os números constam de uma série de artigos publicados pela Lancet em colaboração com o Instituto de Psiquiatria do King’s College de Londres e a London School of Hygiene and Tropical Medicine.

Chamando atenção para a necessidade de se debater a saúde mental no mundo, um dos artigos destaca que os problemas mentais respondem por entre 80% e 90% de todos os 800 mil suicídios registrados anualmente no planeta.

“Mas é preciso dizer que esta estatística subestima o número de real de pessoas que cometem suicídio”, explicou à BBC o professor Vikram Patel, professor da London School of Hygiene e um dos autores do estudo.

“Em muitos lugares, o suicídio é fortemente estigmatizado, até mesmo criminalizado. Na Índia, há evidências de que o número real de suicídios é quatro vezes maior que o reportado.”

Prioridade

Um dos artigos afirma que o Brasil avançou no tratamento de doenças mentais. Ainda assim, os cientistas destacam que nas grandes cidades brasileiras muitos doentes são vistos mendigando em esquinas e dormindo sob pontes e viadutos.

Por falta de recursos ou por estigma social, nove entre dez pessoas que sofrem de problemas mentais deixam de receber tratamento adequado em alguns países emergentes, alerta a revista.

Na Zâmbia, por exemplo, muitos temem procurar tratamento diante da possibilidade de serem confundidos com “vítimas de bruxaria” ou como se estivessem “possuídos por demônios”.

Estima-se que doenças mentais, como esquizofrenia, depressão, transtornos obsessivo-compulsivos e ansiedade, representam 14% das doenças do mundo, mais que o câncer ou as doenças cardíacas.

Entretando, criticou a Lancet, a saúde mental “permanece uma prioridade secundária na maioria dos países de renda média e baixa”.

Já os países desenvolvidos, acrescentou a revista, “priorizam doenças que causam morte prematura (como câncer e doenças do coração).”

“Tem havido uma falha crítica de liderança entre países, agências, financiadores e profissionais médicos, e essa falha tem continuado a estigmatizar a saúde mental e aqueles com problemas de saúde mental”, disse o editor da Lancet, Richard Horton, durante o lançamento da série em Londres.

“Esse relatório que estamos publicando tem o objetivo de desenhar uma linha entre a era de negligência e o que acreditamos ser um novo movimento político, social e científico para tornar as doenças mentais um interesse vital para o futuro.”

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.bbc.co.uk/

Visite nosso site: http://www.vivamelhoronline.com.br

A Saúde Bucal dos Idosos

drenagem

Como posso manter uma boa saúde bucal na terceira idade?
Se você cuidar bem dos seus dentes e fizer consultas periódicas com seu dentista, os seus dentes podem durar a vida inteira. Independentemente da idade, você pode ter dentes e gengivas saudáveis se escovar pelo menos três vezes ao dia com creme dental com flúor, se usar fio dental pelo menos uma vez ao dia e se for regularmente ao dentista para exames completos e limpeza.

Que informações sobre a saúde bucal um indivíduo da terceira idade deve ter?
Até mesmo quem escova e usa fio dental regularmente, pode ter alguns problemas específicos. Muitas pessoas na terceira idade usam dentaduras, tomam remédios e têm problemas de saúde geral. Felizmente, seu dentista pode ajudar você a encarar estes desafios com êxito quase que garantido.

  • As cáries e os problemas com a raiz dos dentes são mais comuns em pessoas da terceira idade. Por isso, é importante escovar com um creme dental que contenha flúor, usar fio dental todos os dias e não deixar de ir ao dentista.
  • A sensibilidade pode se agravar com a idade. Com o passar do tempo é normal haver retração gengival que expõe áreas do dente que não estão protegidas pelo esmalte dental. Estas áreas podem ser particularmente doloridas quando atingidas por alimentos e bebidas quentes ou frias. Nos casos mais severos, pode ocorrer sensibilidade com relação ao ar frio e a alimentos e líquidos doces ou amargos. Se seus dentes estiverem muito sensíveis, tente usar um creme dental apropriado. Se o problema persistir, consulte o dentista já que esta sensibilidade pode indicar a existência de um problema mais sério, como, por exemplo, cárie ou dente fraturado.
  • As pessoas mais velhas se queixam de boca seca com freqüência. Este problema pode ser causado por medicamentos ou por distúrbios da saúde. Se não tratado, pode prejudicar seus dentes. Seu dentista pode recomendar vários métodos para manter sua boca mais úmida, como tratamentos ou remédios adequados para evitar a boca seca.
  • Enfermidades preexistentes (diabete, problemas cardíacos, câncer) podem afetar a saúde da sua boca. Converse com seu dentista sobre quaisquer problemas de saúde existente para que ele possa ter uma visão completa da situação e para que possa ajudar você de forma mais específica.
  • As dentaduras tornam mais fácil a vida de muitas pessoas da terceira idade, mas exigem cuidados especiais. Siga rigorosamente as instruções do seu dentista e, caso ocorra qualquer problema, marque uma consulta. Os portadores de dentaduras definitivas devem fazer um exame bucal geral pelo menos uma vez por ano.
  • A gengivite é um problema que afeta pessoas de todas as idades e que pode se tornar muito sério, especialmente em pessoas de mais de 40 anos. Vários fatores podem agravar a gengivite, inclusive:
    1. Má alimentação.
    2. Higiene bucal inadequada.
    3. Doenças sistêmicas, como a diabete, enfermidades cardíacas e câncer.
    4. Fatores ambientais, tais como o estresse e o fumo.
    5. Certos medicamentos que podem influenciar os problemas gengivais.
  • Como as doenças gengivais são reversíveis em seus primeiros estágios, é importante diagnosticá-las o mais cedo possível. As consultas periódicas garantem o seu diagnóstico e o seu tratamento precoce. É importante saber que a boa higiene bucalevita o aparecimento de enfermidades gengivais.
  • As coroas e pontes são usadas para reforçar dentes danificados ou substituir dentes extraídos. Uma coroa é usada para recobrir um dente que sofreu perda de substância. Ela fortalece a estrutura do dente e melhora a sua aparência, sua forma ou seu alinhamento. As pontes ou próteses fixas são usadas para substituir um ou mais dentes faltantes e são fixadas nos dentes naturais ou nos implantes situados ao lado do espaço deixado pelo dente extraído.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.colgate.com.br

Visite nosso site: http://www.vivamelhoronline.com.br

Dia Nacional de Combate ao Fumo – Pare de Fumar

Hoje, 29 de agosto, é o Dia Nacional de Combate ao Fumo, e o apelo é para que as pessoas larguem o cigarro e preservem sua saúde, inclusive a bucal. Segundo o cirurgião-dentista Mario Groisman, membro da Academia Americana de Periodontia, além de afetar as células da mucosa da boca, o tabaco diminui a capacidade de defesa, deixando-a mais sujeita à ação de agentes agressores. Com isso a cavidade oral fica mais suscetível a doenças periodontais e até mesmo o câncer bucal.

29-de-agosto-dia-nacional-de-combate-ao-fumo-4-139

Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 90% dos pacientes diagnosticados com câncer de boca eram tabagistas. O cigarro representa o maior risco para o desenvolvimento dessa doença, e o risco varia de acordo com o consumo. Dados do Inca, Instituto Nacional do Câncer, indicam que o fumo é um dos mais potentes agentes cancerígenos conhecidos. Na fumaça podem ser identificadas cerca de 4.700 substâncias tóxicas, das quais, pelo menos, 40 são cancerígenas.

Além do câncer, o tabaco pode causar retração gengival que, ao expor as raízes dos dentes, aumenta o risco de desenvolver sensibilidade ao frio e calor ou cárie dentária. Mais grave é o fumo levar à perda total de um dente, inviabilizar a colocação de um implante dentário e, ainda, prejudicar o resultado de cirurgias orais. “O cigarro provoca a descamação da mucosa oral, o aquecimento da gengiva e a inflamação do tecido, que se destruído, resulta na perda do dente”, diz Groisman.

A pólvora também é grande inimiga da saúde. Aliada a outras substâncias químicas e diferenças de temperaturas, causa uma doença silenciosa e muito grave com o passar dos anos, conhecida por angina localizada. “É uma doença que danifica os microvasos periféricos das gengivas e causam isquemias – ausência de circulação – que diminuem a vida das gengivas e do periodonto, um tecido importantíssimo na fixação dos dentes aos ossos”, explica o dentista Milton Sabino Fernandes, especialista em reabilitação oral.

Outros problemas
Groisman ressalta que as substâncias presentes no cigarro diminuem o fluxo salivar, o que causa halitose e compromete a higiene fisiológica do próprio organismo, além de deixar manchas acastanhadas nos dentes. “O fumo causa alterações no olfato e no paladar, pois atrofia as papilas gustativas do dorso da língua,o que prejudica a capacidade de sentir o gosto dos alimentos, especialmente comidas salgadas”, explica.

Além de afetar as células da mucosa da boca, o tabaco diminui a capacidade de defesa, deixando-a mais sujeita à ação de agentes agressores. Com isso a cavidade oral fica mais suscetível a doenças periodontais e até mesmo o câncer bucal.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 90% dos pacientes diagnosticados com câncer de boca eram tabagistas. O cigarro representa o maior risco para o desenvolvimento dessa doença, e o risco varia de acordo com o consumo.

O cigarro provoca a descamação da mucosa oral, o aquecimento da gengiva e a inflamação do tecido, que se destruído, resulta na perda do dente.

A pólvora também é grande inimiga da saúde. Aliada a outras substâncias químicas e diferenças de temperaturas, causa uma doença silenciosa e muito grave com o passar dos anos, conhecida por angina localizada. É uma doença que danifica os microvasos periféricos das gengivas e causam isquemias – ausência de circulação – que diminuem a vida das gengivas e do periodonto, um tecido importantíssimo na fixação dos dentes aos ossos.

As substâncias presentes no cigarro diminuem o fluxo salivar, o que causa halitose e compromete a higiene fisiológica do próprio organismo, além de deixar manchas acastanhadas nos dentes.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://saude.terra.com.br

Visite nosso site: http://www.vivamelhoronline.com.br

Aumenta número de sobreviventes do câncer nos EUA

O número de americanos que sobreviveram ao câncer está em ascensão, e se espera que chegue a 18 milhões de pessoas na próxima década, segundo um relatório publicado nesta quarta-feira.

Esse número representa um aumento de 30% com relação aos últimos dados divulgados em janeiro de 2012, que mostravam que 13,7 milhões de pessoas sobreviveram no país a algum tipo de câncer, de acordo com a Associação Americana para a Pesquisa do Câncer (AACR, na sigla em inglês).

vm-507-saude-cancer

As projeções de aumento se devem, sobretudo, ao envelhecimento da população, com dois terços dos sobreviventes de câncer com 65 anos ou mais em 2020, acrescentou o estudo.

A tendência representa um novo desafio para a área da saúde e para os sobreviventes mais longevos e que poderão enfrentar outros problemas de saúde no longo prazo.

“Como assegurar que estes pacientes tenham uma vida não só longa, mas saudável e produtiva, será um desafio vital para todos nós”, afirmou Julia Rowland, diretora do Departamento de Sobreviventes de Câncer do Instituto Nacional do Câncer, que integra os Institutos de Saúde Nacional (NIH) dos Estados Unidos.

Segundo o informe da AACR, as mulheres que sofreram câncer de mama somam 22% dos sobreviventes e os homens com câncer de próstata, 20%.

No entanto, os sobreviventes de câncer de pulmão representam apenas 3%.

“Para os pacientes de câncer de próstata, temos quase 100% de sobrevivência durante cinco anos e no câncer de mama também há tremendos avanços, com a sobrevivência para cinco anos subindo de 75% em 1975 para quase 89% em 2012”, afirmou Rowland.

Considera-se que uma pessoa sobrevive ao câncer quando vive há cinco anos sem sinal de ressurgimento da doença.

Segundo estimativas da Sociedade Americana do Câncer, a doença ainda mata 1.500 pessoas por dia nos Estados Unidos – um total de 301.820 homens e 275.370 mulheres em 2012. Todos os anos, 1,6 milhão de americanos são diagnosticados com câncer no país.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://exame.abril.com.br

Dia Mundial de Combate ao Câncer

Estudo do Instituto Nacional de Câncer – José Alencar Gomes da Silva (Inca) – aponta que o câncer representa a segunda causa de morte no Brasil, atrás apenas das doenças do coração. Para chamar a atenção de todas as nações sobre importância da discussão sobre a doença e instituir políticas de prevenção,  foi instituído o Dia Mundial do Combate ao Câncer, 8 de abril.

No Brasil, no ano passado, foram descobertos mais de 52.680 casos de câncer da mama, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. Em relação ao câncer da próstata, foram registrados mais 60.180 casos entre brasileiros em 2012. Em 2013 são esperados mais de 500 mil novos casos.

Que-es-el-cancer_0BEF-620x360 (1)

Para diminuir esta incidência, o Ministério da Saúde intensificou estratégias para ampliar o acesso da população aos serviços públicos de diagnóstico e tratamento de câncer. No caso das mulheres, por exemplo, a oferta do serviço de mamografia móvel contribui para ampliar o número de mulheres, na faixa etária prioritária (50 a 69 anos), que devem se submeter ao exame de mamografia e que vivem, preferencialmente, em áreas remotas e de difícil acesso.

Vale destacar que todos os pacientes com a doença podem obter tratamento gratuito na rede pública de saúde, incluindo novas terapias.  O paciente tem direito de se submeter ao primeiro tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS), no prazo de até 60 (sessenta) dias contados a partir do dia em que for confirmado o diagnóstico em laudo médico ou em prazo menor, conforme a necessidade. Pacientes com câncer também têm acesso privilegiado para a obtenção de remédios para tratar a doença.

Números do câncer no mundo

A cada ano, o câncer provoca cerca de 8 milhões de mortes no mundo. Estima-se que um terço dessas mortes poderia ter sido evitado com mais prevenção, detecção precoce e acesso aos tratamentos existentes.

A doença

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células que invadem tecidos e órgãos. Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos, que podem espalhar-se para outras regiões do corpo. As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo.

As causas externas referem-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de uma sociedade. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, e estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas.

Tratamento

Existem várias modalidades de tratamentos. A principal é a cirurgia, que pode ser empregada em conjunto com radioterapia, quimioterapia ou transplante de medula óssea. O médico vai escolher o tratamento mais adequado de acordo com a localização, o tipo do câncer e a extensão da doença. Todas as modalidades de tratamento são oferecidas pelo SUS.

Lei 12.732

Lei 12.732  fixa  prazo de até 60 dias para o tratamento de câncer maligno pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O prazo vale a partir do diagnóstico da doença.

De acordo com a publicação, o prazo de 60 dias será considerado cumprido quando o tratamento for efetivamente iniciado, seja por meio de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Em casos mais graves, o prazo poderá ser inferior ao estabelecido.

Prevenção

A prevenção do câncer nem sempre é possível, mas há fatores de risco que estão na origem de diferentes tipos de tumor. O principal é o tabagismo. O consumo de bebidas alcoólicas e de gorduras de origem animal, dieta pobre em fibras, vida sedentária e obesidade também devem ser evitados para prevenir os tumores malignos.

Instituto Nacional de Câncer (Inca)

Desde 1938, o Inca presta assistência médico-hospitalar gratuita a pacientes diagnosticados com câncer.

Vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS), possui cinco unidades hospitalares na cidade do Rio de Janeiro. Para ser atendido, o médico deve encaminhar o paciente já com diagnóstico confirmado de câncer ou com grande suspeita da doença (exame de radiografia, tomografia ou ressonância magnética).

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.brasil.gov.br

Esqueça a esteira e compre um cachorro!

Novas pesquisas mostram que donos de cachorros apresentam probabilidade 34% maior de receberem recomendação médica de uma quantidade mínima de exercícios semanais, graças a seus amigos peludos.

caociente-adestramento-de-caes-caminhada-cachorro2

“O cão pode ser um excelente motivador de atividades físicas. As pessoas que levam o cachorro para passear acabam caminhando mais. Elas costumam caminhar cerca de uma hora a mais por semana”, disse Mathew Reeves, professor de epidemiologia da Michigan State University e autor do estudo.

Reeves, que também é veterinário, diz que o problema de saúde pública da obesidade afeta tanto o homem quanto seu animal doméstico, por isso ambos se beneficiam da caminhada. Ele sugere que, mesmo não conseguindo se exercitar para melhorar a própria saúde, talvez a manutenção da saúde do animal seja o grande motivador necessário.

Descubra como anda o seu fôlego?

No estudo, publicado na edição de março do periódico americano Journal of Physical Activity and Health, foram revisados dados da de uma grande pesquisa de 2005 – com mais de 6.000 entrevistados – sobre fatores comportamentais de risco.

Quarenta e um por cento dos participantes eram donos de um cachorro. Dentre eles, quase dois terços relataram que levavam o animal para uma caminhada de pelo menos 10 minutos.

No total, os donos de cachorros se mostraram 69% mais propensos a realizar atividades físicas nas horas de lazer. Eles também apresentaram probabilidade 34% maior de realizarem os 150 minutos semanais de exercícios moderados ou vigorosos, recomendados pelos órgãos governamentais de saúde dos Estados Unidos.

“Apenas 27% das pessoas que têm um cachorro atingem as recomendações de 150 minutos semanais de atividades físicas – ou seja, elas provavelmente poderiam estar caminhando com mais freqüência”, disse Reeves.

O veterinário recomenda aos 40% dos donos de cachorros que nunca levam seus animais para passear que eles realmente deveriam começar a fazê-lo. “Todo cachorro deveria ter a oportunidade de sair de casa para caminhar”.

Diversas razões foram citadas pelos donos para não levar seus animais para passear, mas a desculpa mais comum foi de que o cachorro já se exercitava sozinho ou que vivia do lado de fora da casa. Alguns deles disseram que não tinham tempo ou interesse em levar o cão para passear, outros relataram que tinham animais muito mal-comportados. A idade avançada do cão ou do próprio dono também foi uma justificativa citada.

As pessoas com mais de 65 anos se mostraram mais propensas a atingir as recomendações governamentais simplesmente levando seu “melhor amigo” para um passeio. De acordo com o estudo, as pessoas de meia-idade foram as que passaram menos tempo passeando com o cachorro. O estudo também mostrou que o grau de instrução e o gênero tiveram pouco impacto no tempo dedicado ao passeio com o cachorro.

De acordo com os resultados da pesquisa, as pessoas com renda mais baixa, especificamente aquelas que ganhavam menos de US$20.000 por ano, foram as que passaram mais tempo passeando com o cachorro (a média foi de 104 minutos semanais).

Os pesquisadores também constataram que donos de cachorros mais jovens costumavam realizar mais exercícios. Os resultados também mostraram que os cães de menor porte realizavam passeios mais curtos.

Com base nos resultados do estudo, os autores sugerem que as campanhas de saúde pública enfatizem os benefícios para a saúde das caminhadas regulares com o cachorro.

“Se sua única forma de se exercitar é levando seu cachorro para passear, certifique-se de fazer isso pelo menos cinco vezes por semana por 30 minutos”, recomendou Jill Rubin, fisioterapeuta da clínica Scott and White Healthcare in Round Rock, do Texas.

“Se você não pode levar seu cão para passear com esta freqüência, algum tipo de exercício suplementar será necessário para atingir as recomendações dos órgãos de saúde”, ela complementou.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:   http://saude.ig.com.br

Alimentação Inadequada e Sedentarismo: o gatilho para a Obesidade

O consumo de feijão e arroz cai, enquanto cresce a procura pelos lanches fast-foods; aumenta o tempo médio diante da TV – é de 5 horas/dia, com um acréscimo de 15 minutos nos últimos quatro anos. A mudança de hábitos alimentares e o sedentarismo têm contribuído para o aumento da obesidade e do diabetes, males comuns em todo o mundo, mas que atingem ainda mais os latinos, os negros e a população dos países em desenvolvimento.

Quais-as-causas-da-obesidade

Os dados foram apresentador pela professora de Educação Física da Sudesb, Ana Teresa Fernandez, ao abordar o tema “Importância da Atividade Física para a Obesidade”, no grupo de Reflexão do Núcleo de Obesidade do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), onde também frequentam pacientes que estão sendo preparados para a cirurgia bariátrica.

Ana Teresa Fernandez explicou que se a ingestão de calorias é maior do que o gasto do organismo, estabelece- se o caminho para a obesidade.Tanto assim – pontuou – que atletas de alta performance chegam a consumir sete mil calorias/dia e não engordam. Dentro dessa lógica, além da atividade física regular – mínimo de 30 minutos três vezes por semana – é desejável que a pessoa se movimente na sua vida diária.

Benefícios da Atividade Física

A atividade física traz muitos benefícios, além do controle do peso corporal, como destacou a professora da Sudesb: reduz o risco e contribui para o controle de doenças como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, osteoporose, artrite e alguns tipos de câncer. Além disso, contribui para músculos, articulações e ossos saudáveis: melhora o equilíbrio e a flexibilidade, melhora o humor e a sensação de bem-estar, atuando na prevenção da depressão.

Mas para ter sucesso com a atividade física é preciso que a pessoa escolha uma atividade que lhe dê prazer. Quem não gosta de atividade física em água, por exemplo, deve buscar outra atividade. São várias as atividades aeróbicas (as que mais ajudam no gasto calórico): caminhadas, corridas, ciclismo, natação, hidroginástica e atividades de academia (jump, axé, aeroboxe, step, dança de salão). Os principais exercícios de força muscular são musculação e pilates. No grupo de flexibilidade, estão os alongamentos. Há ainda os exercícios posturais (pilates, ioga e RPG).

A palestrante também deu orientações específicas para os pacientes que farão cirurgia bariátrica, explicando que a retomada de exercícios físicos, geralmente se dá 60 dias após a cirurgia, começando com atividades de baixa intensidade e baixo impacto. A atividade física é importante para todos, segundo destacou a professora Ana Teresa Fernandez. Para quem faz bariátrica é muitíssimo importante porque, ao perder peso, perde-se massa muscular também.

Para fazer atividade física é importante escolher roupas leves e calçados adequados. As pessoas que enrolam o corpo em filmes plásticos, imaginando que estão perdendo peso, na verdade, estão eliminando apenas água e sais minerais. “Suor não é perda de peso, mas para perder peso é preciso suar”, pontuou a especialista. E para mostrar a importância da atividade física, na prática, a professora de educação física, estimulou o pessoal a fazer exercícios de alongamento durante quatro minutos.

Aspectos Simbólicos da Alimentação

“A gente não quer só comida/a gente quer comida diversão e arte/A gente não quer só comida/A gente quer saída para qualquer parte”. A música “Comida”, dos Titãs, marcou o encerramento da apresentação “Aspectos Simbólicos da Alimentação”, da coordenadora de Planejamento do Cedeba, a endocrinologista Odelisa Matos, que despertou grande interesse nos participantes do Grupo de Reflexão sobre Obesidade.

A palestrante, de forma bem didática, mostrou que o alimento é a coisa mais essencial na nossa vida. Alimenta-se o corpo, a alma e o espírito. Envolve muitos aspectos simbólicos, como os culturais e religiosos, cada povo tem sua cultura alimentar.

Uma palavra que arrepia – destacou – é a dieta, porque exige mudanças de hábitos de alimentação que estão sedimentados em valores culturais. Uma solução é tentar adequar a preparação dos alimentos tornando-os mais saudáveis. Citou como exemplo a moqueca de peixe, onde o azeite de dendê pode ser substituído pela semente de urucum, dando o amarelo do dendê, mas pobre em gordura.

A saúde – explicou – passa pelo prazer do alimento e o bem-estar, cabendo a cada um fazer escolhas, diante da grande oferta de alimentos oferecidos pela indústria. No Brasil, o desperdício de alimentos é um problema sério, se consideraremos a fome que existe no mundo.

Além do crescente consumo de alimentos industrializados, a população também está deixando de lado hábitos importantes como o momento da refeição com a família em torno da mesa. Mesmo nos finais semana, quando há maior possibilidade dessa integração, muitas famílias preferem os restaurantes à comida feita em casa, com carinho.

A partilha do alimento com o momento da família reunida é muito importante, segundo Odelisa Matos. É o momento em que também são partilhadas informações, desejos, sonhos. E isso – resumiu – é muito importante para o relacionamento familiar saudável.

A.M.V. Mtb 694/Ba
Cedeba/obesidade

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://www.saude.ba.gov.br

ONU celebra Dia Internacional da Mulher com música especial

Gravação, “One Woman” teve participação de artistas de todo o mundo incluindo a brasileiras Bebel Gilberto e Ana Bacalhau, de Portugal; cerimônia na sede da ONU será co-apresentada pela atriz Susan Sarandon entre outros nomes.

onewoman290-en

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas marcam o Dia Internacional da Mulher, neste 8 de março, com vários eventos pelo mundo, e a apresentação, em Nova York, de uma música tema especial. A canção “One Woman”, ou Uma Mulher contou com a participação de artistas do mundo todo, entre eles a brasileira Bebel Gilberto, e a portuguesa, Ana Bacalhau.

Elas se organizaram para enviar uma mensagem de união e solidariedade. O foco da celebração é o fim da violência contra as mulheres, violação dos direitos humanos que atinge sete em cada 10 pessoas do sexo feminino em todo o globo. Segundo a ONU Mulheres, a canção relembra que juntos, todos podem superar a violência e a discriminação.

Adolescentes

Em mensagem para marcar o Dia, o Secretário-Geral da ONU citou um “ano de crimes chocantes de violência contra mulheres e meninas”.

Ban Ki-moon fez referência à jovem que morreu na Índia após ser estuprada por um bando de homens, e a “adolescentes que levaram tiros porque buscavam ter acesso à educação”.

Renovação

Para Ban, “essas atrocidades foram parte de um problema muito maior, que permeia todas as sociedades”. O Secretário-Geral destacou que a ONU “renova seu compromisso em combater essa ameaça” em todos os locais: casas, escritórios, zonas de guerra e países pacíficos.

Ban Ki-moon afirmou às vítimas de violência “que as Nações Unidas estão com elas”. Já a diretora-geral da ONU Mulheres, pediu à comunidade internacional que garanta o direito ás mulheres de viverem livres da violência.

Leis

Michelle Bachelet lembrou que no mundo, sete em cada 10 mulheres são vítimas de vários tipos de atos violentos. Ela fez um apelo aos governos para que acelerem progressos e ações políticas concretas que ponham um fim na violência de gênero.

Apesar de “ver sinais de mudança”, Bachelet sente-se “ultrajada” porque meninas e mulheres sofrem altos índices de discriminação, violência e exclusão. Segundo a chefe da ONU Mulheres, 160 países têm leis que tratam a violência de gênero.

Refugiadas

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, lança uma nova fase da campanha “Amplifique Suas Vozes”, desta vez, por toda a América Latina.

O objetivo é dar voz às mulheres refugiadas vítimas de violência e conscientizar a opinião pública sobre o problema.

Esforço

A chefe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, Helen Clark, pediu um aumento do esforço global para acabar com a violência contra as mulheres.

Segundo ela, a prática é usada como uma arma de guerra e representa um dos maiores obstáculos à igualdade e ao desenvolvimento.

Compromisso

O diretor-executivo do Fundo de População das Nações Unidas, Babatunde Osotimehin, renovou o compromisso do Unfpa de fortalecer e expandir os esforços para acabar com a violência de gêneros.

Segundo ele, nenhum desenvolvimento poderá ser alcançado enquanto mulheres e meninas continuarem sofrendo com a violência ou vivendo com medo dela.

ONU

Aqui em Nova York, no início da tarde desta sexta-feira, vai acontecer uma caminhada liderada por Ban Soon-taek, mulher do Secretário-Geral, Ban Ki-moon.

O evento foi organizado com a ajuda da ONU Mulheres e vai servir para alertar sobre a campanha de violência.

A caminhada vai começar em frende ao prédio da Assembleia Geral e seguirá até o parque Dag Hammarskjold.

Vários artistas e celebridades de Hollywood vão participar da cerimônia, entre eles, estão Susan Sarandon, Michael Bolton, Christy Turlington e Monique Coleman.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.unmultimedia.org/

Pesquisadores testam mutação genética para curar a Hemofilia B

Criar uma mutação genética em um ser humano para corrigir um defeito estrutural e curar uma doença grave pode parecer um cenário futurista, mas essa realidade está cada vez mais próxima. É o que indica um estudo de pesquisadores britânicos e americanos em fase pré-clínica apresentado no  53º encontro anual da Associação Americana de Hematologia em San Diego, nos Estados Unidos.

77668375

A pesquisa, uma entre os mais de quatro mil trabalhos de cientistas de todo o mundo, incluindo brasileiros, traz uma possibilidade real de cura para a hemofilia B, uma doença genética sanguínea causada pela falta ou produção defeituosa do fator IX, proteína responsável pela coagulação. Sem a substância, há elevada probabilidade de sangramentos graves, que podem causar danos permanentes a músculos e ao cérebro, por exemplo.

Iniciado há mais de dez anos pelos médicos Andrew Davidoff e Amit Nathwani, o estudo injetou nos pacientes uma única dose de um vetor viral com o gene correto do fator IX para estimular a produção da proteína pelo fígado. Como resultado, os seis participantes conseguiram gerar níveis terapêuticos suficientes da substância.

Quatro deles abandonaram o tratamento convencional, injeções ou infusões frequêntes do fator IX, e continuam sem sangramentos espontâneos. Os outros estudados aumentaram espaçamento entre as doses da proteína.

“Esperamos que o estudo possa levar à cura, mas ainda precisamos confirmar se os resultados expressivos se manterão em alguns pacientes”, diz Nathwani a CartaCapital.

O cientista diz que o trabalho é o começo de uma cura e aponta a necessidade de aperfeiçoamento e desenvolvimento de novas tecnologias para garantir o sucesso do experimento como um dos principais obstáculos da pesquisa. “Temos diversas interações deste teste que estão em andamento e esperamos poder apresentar nos próximos anos os resultados completos e mais rápidos.”

No estudo, os voluntários possuíam menos de 1% dos níveis normais de fator IX no sangue, mas após o tratamento os valores passaram para índices entre 2% e 11% da carga normal.

Resultados animadores, mas ainda preliminares, destaca José Mauro Kutner, gerente médico do Departamento de Hemoterapia do Hospital Albert Einstein, presente no congresso. “Ainda são poucos casos estudados e a quantidade de proteína produzida é pequena, mesmo tendo possibilitado uma melhor qualidade de vida aos pacientes.”

Ao todo, os voluntários foram divididos em três duplas com dosagens diferentes. Após um acompanhamento de seis a 16 meses depois do tratamento, os indivíduos que tomaram a maior dose tiveram os melhores resultados, mas também desenvolveram problemas assintomáticos, como uma leve alta das enzimas do fígado, controlados com esteróides e sem a perda dos resultados alcançados.

Carmino de Souza, diretor do Hemocentro da Unicamp, diz que é preciso ficar atento aos efeitos colaterais dos estudos gênicos. “Já houve incidentes de pesquisas com essa tecnologia que culminaram na morte de diversos hemofílicos nos EUA.”

Além disso, o especialista destaca que a pesquisa ainda está em “fase embrionária”. “Essas técnicas demoram décadas para serem utilizadas em larga escala, pois esse é um jogo de tentativa e erro”, explica a CartaCapital.

Kutner aponta, porém, que apesar de a utilização de um vírus modificado ser potencialmente perigosa, o trabalhado dos pesquisadores é relevante. “Sempre que há um estudo novo, os participantes sabem que é uma tecnologia recente e os riscos são altos.”

Segundo Nathwani, os testes não foram feitos com pacientes de hemofilia A devido à maior complexidade desta variedade da doença, mas futuramente poderia estender a pesquisa.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.cartacapital.com.br


Enter your email address to follow this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 772 outros assinantes

Calendário

janeiro 2026
S T Q Q S S D
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  

Arquivos

Estatísticas do Blog

  • 1.076.185 hits

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora