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Hipertensão: perigo silencioso

Hipertensão arterial sistêmica, popularmente conhecida como pressão alta, é uma doença silenciosa. Caso não seja controlada, pode levar ao infarto agudo do miocárdio, acidentes vasculares cerebrais, edema agudo de pulmão, dissecção de aorta, com consequências fatais.

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Sintomas da hipertensão arterial

Os sintomas da hipertensão são raros, mas podem incluir:

  • Tonturas;
  • Dor de cabeça, especialmente na nuca;
  • Alterações na visão;
  • Sangramentos do nariz;
  • Dificuldade para respirar;
  • Dor no peito.

Estes sintomas são mais frequentes durante uma crise hipertensiva, quando o paciente não está fazendo o tratamento de forma adequada ou não sabe que tem a doença. Nesses casos, é necessário buscar ajuda médica.

Normalmente, a hipertensão arterial é caracterizada quando o paciente apresenta pelo menos, duas medições com valores iguais ou superiores a 140 x 90 mmHg.

A hipertensão arterial não tem cura, mas pode ser controlada com o uso regular de remédios para pressão alta receitados pelo cardiologista, alimentação pobre em sal e exercício físico regular.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), deve-se ingerir entre 4 a 6 gramas de sal por dia, que corresponde a 4 ou 6 pacotinhos de sal do tipo que se encontra nos restaurantes, ou 1 colher de chá de sal, por dia, que deve ser distribuído em todas as refeições.

Conheça os diferentes tipos de sal

Existem diferentes tipos de sal, com diferentes quantidades de sódio:

  • Sal refinado ou sal fino: O mais utilizado no Brasil. Possui 400 mg de sódio por  grama.
  • Sal light: Contém cerca de 50% a menos de sódio, comparado ao sal fino. Cada grama de sal light possui 197 mg de sódio.
  • Flor de sal: Geralmente utilizado em restaurantes sofisticados, contém 450 mg de sódio por grama de sal.
  • Sal grosso ou sal marinho: Este sal penetra menos no alimento. Cada grama de sal grosso possui 420 g de sódio.
  • Sal líquido: É mais suave por ser diluído em água mineral. Ótimo para temperar saladas. Cada 0,1ml de sal líquido em spray contém 11 mg de sódio.

Como temperar os alimentos com pouco sal

Uma boa dica para temperar os alimentos com pouco sal é adicionar especiarias e ervas aromáticas no preparo dos alimentos, como louro, salsinha, coentro e orégano. Uma boa estratégia é colocar todos estes temperos primeiro e deixar o sal por último, quando a refeição estiver quase pronta.

Informações parciais da fonte: http://www.tuasaude.com/hipertensao-arterial/

Alimentos que fortalecem a imunidade

Bacterias Pixabay

Mantenha sempre a imunidade em alta para que seu corpo esteja pronto para reagir, principalmente, devido à ocorrência antecipada de gripes e o aumento alarmante de casos da Gripe H1N1, conhecida como Gripe Suína. Informe-se também sobre a campanha de vacinação, em seu estado, que deverá ocorrer ainda este mês.

Ter um estilo de vida saudável associado a uma alimentação balanceada é primordial para o desempenho do sistema imunológico, que atua contra agentes agressores como os vírus e as bactérias, causadores de diversas doenças.

Mesmo as pessoas que têm fatores genéticos que aumentem as chances de determinadas doenças podem também se beneficiar da mudança dos hábitos alimentares. Confira os sete grupos de alimentos que aumentam a imunidade:

Grupo 1

Laranja, limão, goiaba, melão, mamão e morango são fontes alimentares da vitamina C, a qual tem a propriedade antioxidante, ou seja, evita a oxidação das células do sistema imunológico. Isto significa que ao impedir a morte das células do sistema imunológico, permite ao organismo estar mais preparado quando exposto aos agentes agressores.

Grupo 2

Carne bovina, amêndoas e nozes, são alimentos que possuem zinco, que age no funcionamento de diferentes enzimas, as quais atuam na resposta imune aumentando a capacidade das células de defesa no combate às bactérias. É recomendado ingerir o suplemento de zinco, para a redução do quadro de infecção em idosos.

Grupo 3

Alho age melhorando a função das células do sistema imunológico, logo tornando resfriados e gripes menos graves.

Grupo 4

Cogumelos podem estimular a ação dos linfócitos (células do sistema imune) no organismo, de forma a fortalecer o sistema imunológico.

Grupo 5

Iogurte é portador de bactérias, as quais agem sobre mediadores da resposta inflamatória no organismo, assim pode ajudar a combater doenças inflamatórias do intestino.

Grupo 6

Peixes, castanha do Pará, algas e caju possuem as gorduras ômega 3 e ômega 6 que melhoram a resposta imunológica quando associadas a uma alimentação balanceada.

Grupo 7

Cenoura, manga, goiaba, ou vegetais e frutas nas cores amarela, laranja e vermelha ativam o sistema imunológico.

Lembrando que estas dicas não substituem orientações médicas.

Informações parciais da fonte: http://www.blogdasaude.com.br/saude-fisica/2013/09/18/20-alimentos-para-fortalecer-a-imunidade/

A importância da verdadeira amizade

Procurando por informações que comprovem a importância da amizade, encontrei um post perfeito sobre o tema. Não há estatísticas mas quem precisa delas para entender o quanto de verdade há no texto abaixo?

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Com a tendência de chamarmos de amigos os contatos que temos nas redes sociais, sinto que estamos aos poucos esvaziando a força original desse conceito. Não, eu não sou saudosista nem tecnofóbico. Só acho que a amizade é algo valioso demais para esquecermos do que se trata de verdade. 

Desde Aristóteles até as modernas observações sociológicas, sabemos que existem diferentes tipos e níveis de amizade. Na infância predominam o que o filósofo grego chamou de amizades por prazer – dizemos que são nossos amigos aqueles com quem simplesmente gostamos de estar. Claro que esse elemento prazeroso permanece ao longo da vida, mas sua característica volúvel não permite que as relações baseadas nele sejam profundas. Na outra ponta da vida, também referendado por estudos atuais, está a amizade por interesse, quando nossos relacionamentos passam a suprir capacidades que perdemos com a idade. Essa reciprocidade complementar também é presente em todas as fases, mas não é forte o suficiente para criar a amizade verdadeira. Essa é a amizade segundo a virtude, na qual os amigos se amam pelo que são, desejam o melhor para o outro sem esperar nada em troca. Ela nasce do conhecimento mútuo, da identificação, da interação repetida. Infelizmente, a ausência pode afastar mesmo amigos de verdade. Por isso o facebook não produz – por si só – amigos. Ele pode até ser uma ferramenta útil na manutenção dos relacionamentos, mas não é suficiente.

Por muito tempo eu não entendi isso. Apesar das ligações afetivas importantes que criei durante a vida, achava que a amizade era uma espécie de feliz acaso: encontrei pessoas com quem me dei bem, compartilhei ideias, me aproximei. Pronto, tenho amigos. Mas não é assim. Como qualquer relacionamento, há que se cuidar das amizades para que elas permaneçam. Criar oportunidades para que encontros informais ocorram. Dividir tristezas, alegrias e preocupações. Pedir e oferecer ajuda. Discutir, perdoar. Por isso vai ficando mais difícil fazer amigos conforme envelhecemos – temos menos tempo, menos oportunidades. Mas também é aí que as amizades antigas se solidificam – ficamos mais seletivos.

O grande paradoxo é que quando consideramos a amizade como um fim em si mesmo, sem esperar nada em troca, que seus benefícios aparecem. Hoje em dia ninguém mais questiona o profundo impacto que a amizade tem na saúde, por exemplo. Quem tem amigos é mais feliz, adoece menos, vive mais tempo. Não se sabe ao certo porquê. Uma teoria diz que a rede social ampla aumenta nosso capital social, fornecendo mais acesso a recursos de forma geral. Outra acha que a presença de amigos nos torna mais autodeterminados, o que nos influencia a ter atitudes mais saudáveis. E há ainda o benefício do afeto em si, que promove o bem estar e afasta a solidão – fonte conhecida de estresse e, consequentemente, desgaste do organismo.

Mas isso não importa, individualmente falando, pois a amizade verdadeira existe por si mesma. Mas – não nos esqueçamos – sua manutenção depende do nosso investimento.

Informações parciais da fonte: http://vida-estilo.estadao.com.br/blogs/daniel-martins-de-barros/a-importancia-dos-amigos-verdadeiros/

A importância de uma nutrição adequada para a prática de esportes

Para ter uma saúde em dia não basta apenas focar no exercício físico, tem que se preocupar também com a alimentação. Pessoas que têm esse hábito precisam manter uma nutrição saudável que irá suprir as necessidades do corpo, tendo uma atenção especial com o antes e depois da prática de cada atividade física. Apesar disso, muita gente pratica exercícios sem se alimentar corretamente, desconhecendo os riscos que isso pode causar à saúde. Essa atitude pode acarretar em diversos problemas, como desmaios, cansaço em excesso, tontura e dor de cabeça; diminuindo assim o desempenho na hora de se exercitar.

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Para Mariana Domicio, nutricionista especialista em nutrição esportiva, o principal objetivo do foco na alimentação é melhorar o desempenho do atleta ou do praticante de exercícios físicos por meio de uma adequação da dieta com o treinamento. “É de extrema importância para alcançar os objetivos, sejam de performance ou estéticos, ter atenção na alimentação vinculada ao treino (pré e pós), assim como ao longo do dia”, explica.

No pós-treino, é necessário compreender o papel da alimentação no corpo, como forma de repositor de energia e reparador de danos musculares. O horário do treinamento também é fundamental na hora de escolher quais nutrientes o corpo precisa para não sofrer nenhum desgaste físico. “O horário vai influenciar principalmente na quantidade e qualidade de carboidratos nas refeições. De acordo com a hora, a quantidade nas refeições que antecedem e posterior as partidas são maiores as das refeições ao longo do dia. Muito comum vê a alimentação dos atletas com massa, molho de tomate com pouca gordura e uma proteína magra (frango ou peixe). No pós treino são realizadas as mesmas refeições, podendo incluir carboidratos de alto índice glicêmico como bebidas repositoras de energia, batata inglesa e pães de farinha branca, pensando na recuperação muscular”, explica a nutricionista.

A nutricionista também salienta a diferença entre a nutrição esportiva e a convencional. “A nutrição esportiva, além de levar em consideração os pilares da nutrição tradicional, como qualidade e quantidade dos alimentos, harmonia e adequação entre os nutrientes, condição fisiológica e fase da vida, tem a intenção de disponibilizar nutrientes para as células, principalmente musculares, para que respondam de forma adequada ao estímulo e adaptações do treinamento”, pontuou.

As variáveis também mudam de acordo com cada esporte, ou seja, para vôlei, futebol, judô, entre outros, a demanda de alimentação é diferenciada. “Os esportes em geral exigem uma demanda energética diferenciada aos praticantes, há um grande gasto energético entre treinos e competições. A dieta deve se alinhar com a posição que o atleta assume no esporte, quais as valências físicas (Força, potência, coordenação motora, equilíbrio, flexibilidade) são mais importantes, desta forma definindo o objetivo da dieta, se será ganho de massa muscular, diminuição do percentual de gordura, como também necessidade de utilizar recursos ergogênicos, como creatina, cafeína, tamponantes”, diz Mariana.

Sem esses cuidados necessários a prática de exercícios pode se tornar não uma aliada, mas uma inimiga da saúde. O acompanhamento com um profissional é imprescindível para atender corretamente as necessidades nutricionais de cada indivíduo, no auxílio à manutenção da saúde e no bem-estar do dia a dia.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://blogs.ne10.uol.com.br/

OMS estima 2 milhões de mortes por comida e água contaminadas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para a importância da segurança alimentar. A estimativa do órgão é que, todos os anos, 2 milhões de pessoas morrem após ingerir comida e água contaminadas.

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Os agentes responsáveis pela maioria das mortes são a bactéria salmonella (52 mil mortes), a bactéria E. coli (37 mil mortes) – Escherichia Coli, um tipo de bactéria que habita normalmente o intestino humano e o de alguns animais – e o norovírus (35 mil mortes).

Os números indicam que a África é onde foi identificado o maior número de casos de doenças de origem alimentar, seguido pelo Sudeste da Ásia. Mais de 40% das pessoas atingidas por essas enfermidades, em 2010, eram crianças menores de 5 anos.

Em nota, a diretora-geral da OMS, Margareth Chan, destacou que a produção de alimentos sofreu um forte processo de industrialização, com distribuição globalizada, e que tais mudanças abrem caminho para a contaminação por bactérias, vírus, parasitas e produtos químicos.

“Um problema local de segurança alimentar pode rapidamente se tornar uma emergência de ordem internacional. A investigação de um surto de doença de origem alimentar é muito mais complicada quando uma única embalagem de alimento contém ingredientes de diversos países”, disse Margareth Chan.

Ainda de acordo com a OMS, alimentos contaminados podem provocar mais de 200 tipos de doenças, desde diarreia ao câncer. Alguns exemplos de alimentos considerados não-seguros incluem os mal cozidos de origem animal, frutas e vegetais contaminados por fezes e mariscos contendo biotoxinas.

O órgão cobrou que os esforços para prevenir surtos de doenças de origem alimentar sejam reforçados por meio de plataformas internacionais como a oferecida pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação que garante comunicação efetiva e rápida em meio a emergências alimentares.

“O público tem papéis importantes na promoção da segurança alimentar, desde praticar a higiene correta dos alimentos e aprender a tratar alimentos específicos que podem ser perigosos (como frango cru) até ler os rótulos das embalagens ao comprar e preparar os alimentos”, destacou a OMS.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.ebc.com.br

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O lado Social da Nutrição

Filha de um cientista de dados e de uma bibliotecária, a nutricionista Camila Maranha, 28 anos, tem a pesquisa em seu DNA. Os dois foram fundamentais para que sua proposta de avaliação do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) fosse vencedor da 2ª colocação do Prêmio Jovem Cientista na categoria Mestre e Doutor. “Além de terem me apoiado e incentivado durante todo o processo, cada um contribuiu para o trabalho também dentro de suas expertises profissionais: minha mãe com a revisão bibliográfica e meu pai com o desenvolvimento de expressões gráficas sobre o funcionamento do Pnae”, afirma Camila.

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O Pnae atende mais de 42 milhões de estudantes da educação básica e de jovens e adultos e é apontado como uma das políticas públicas responsáveis pela saída do Brasil do mapa da fome da Organização das Nações Unidas (ONU).  Camila foi acadêmica do Instituto de Nutrição Annes Dias (INAD), no Rio de Janeiro, que atua como responsável técnico do Pnae no município. O período que trabalhou lá foi crucial para o desenvolvimento de sua pesquisa. “Pude acompanhar a gestão do programa e sua realização em âmbito local ao longo de um ano. Nessa aproximação, percebi a complexidade do programa. Em 2009, o Pnae passou por diversas modificações positivas, como a obrigatoriedade da compra de alimentos produzidos pela agricultura familiar e a inserção da educação alimentar e nutricional no currículo escolar. Assim, o programa adquiriu características ainda mais promissoras para a promoção da alimentação saudável e para a garantia da Segurança Alimentar e Nutricional em nosso país”, diz.

Para elaborar o trabalho, foi conduzida uma avaliação experimental que contou com a participação de mais de 500 alunos do ensino fundamental, merendeiras, coordenadores pedagógicos e diretores das escolas, além de gestores do programa e membros do Conselho de Alimentação Escolar. “Após a experiência, elaboramos a versão final da proposta de avaliação, que conta com 88 indicadores. O objetivo é avaliar desde a qualificação das merendeiras até atividades feitas pela escola para promover a alimentação saudável, passando pela proteção contra a publicidade de alimentos no ambiente escolar e a abordagem do tema dentro ou fora da sala de aula. A contribuição para o desenvolvimento local da região, com a compra de alimentos oriundos da agricultura familiar, e a participação da sociedade por meio dos conselhos de alimentação escolar também fazem parte do escopo da avaliação”, afirma Camila.

O trabalho faz parte de um projeto do Núcleo de Alimentação Escolar (Nucane) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). O contato com a equipe e o trabalho do Nucane fizeram Camila enxergar uma nova forma de atuação em nutrição. “Pude compreender melhor o papel social da Universidade. O grupo de professoras, que inclui minha orientadora, e de bolsistas e graduandas de nutrição voluntárias que compõem o núcleo é fenomenal.”

Atualmente doutoranda do Instituto de Medicina Social, na UERJ, Camila diz que seu interesse por alimentação e saúde coletiva começou ainda em casa – antes de a estudante prestar vestibular para nutrição, seu pai desenvolveu diabetes. A partir daí, ela procurou estudar mais sobre a doença. “Meu interesse pela área surgiu com o problema do meu pai e a influência de uma tia, que também é nutricionista. Quando as aulas começaram, pude entender melhor a proposta dessa profissão, e percebi que, por ter uma abordagem social, teria a ver comigo. Não me arrependo nada dessa escolha, segui o caminho certo”, afirma. “Além disso, amo cozinhar, experimentar pratos, alimentos e combinações brasileiras. Também adoro cuidar de plantas. Tenho uma pequena horta de temperos, e eu e meu marido sonhamos em montar um orquidário”.

Os próximos passos de Camila seguem na área acadêmica. “Espero, daqui a alguns anos, estar trabalhando em uma universidade ou entidade da sociedade civil. Minha meta é que, na minha atividade profissional, possa contribuir para a garantia do direito humano à alimentação saudável e adequada, com soberania e segurança alimentar e nutricional em nosso país”, diz.

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Alimentos que possuem as maiores concentrações de Agrotóxicos

Entre as décadas de 50 e 60, doenças como malária, por exemplo, eram tratadas através do uso de agrotóxicos. Estes eram então considerados benéficos por salvarem muitas vidas. A partir de 1962, os efeitos nocivos à saúde e ao meio ambiente pelo uso deles foi sendo mais divulgado. Desde esta época, o aumento do risco de câncer e danos genéticos eram conhecidos pelo uso desta substância. Os efeitos foram se tornando cada vez mais aparentes e a maioria das substâncias presentes nos agrotóxicos tiveram que ser proibidas e substituídas por outras menos agressivas.

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Estas substâncias consideradas menos agressivas, mesmo sendo menos persistentes, também apresentarem efeitos tóxicos. Em 1970 passou-se a utilizar um inseticida bem mais eficiente e em menor quantidade, porém causava efeitos irritantes na mucosa, olhos, alergias de pele, asma etc.

A preocupação com o uso de agrotóxicos vem crescendo desde então, em especial nos países desenvolvidos onde são mais utilizados. O INCA divulgou um relatório onde o Brasil é o país com maior consumo de agrotóxicos. O problema está na política de produção agrícola no Brasil; Ou seja, é mais pautada na quantidade do que na qualidade. O principal objetivo é a lucratividade. Os agrotóxicos intoxicam o organismo com metais pesados como cádmio, chumbo, contaminam o solo, lençois freáticos, rios e, por isso, impactam tanto o meio ambiente como a saúde.

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Podem causar desde reações na pele, até o aumento da irritabilidade, infertilidade, impotência, abortos, má formação fetal, neurotoxicidade, maior risco de Alzheimer e câncer. Com o objetivo de fiscalizar a produção destes agrotóxicos, em 2001 foi criado o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Em última análise, o PARA monitorou alguns alimentos e encontrou concentração maior de agrotóxicos acima do permitido nos seguintes alimentos.

Comprar alimentos orgânicos é sempre a primeira opção para investir em saúde, onde estes alimentos são cultivados através de métodos naturais de adubação e de controle de pragas. São preservados de contaminações e utilizados de maneira sustentável mantendo a harmonia entre o homem e a natureza.

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A cada dez anos com colesterol alto, risco de infarto cresce 40%

Um novo estudo revelou que, a cada dez anos em que uma pessoa vive com a taxa de colesterol elevada, o risco de ela sofrer uma doença do coração aumenta em quase 40%. A descoberta foi relatada nesta segunda-feira no periódico Circulation, da Associação Americana do Coração.

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Pesquisadores analisaram dados de 1 478 adultos sem doenças cardiovasculares aos 55 anos e calcularam o tempo em cada um deles tinha o colesterol elevado e o risco de sofrer um infarto ou um derrame.

Entre os 389 voluntários que viviam com o índice elevado de um a dez anos, a probabilidade era de 8,1%. Já entre os 577 voluntários que tinham colesterol alto de onze a vinte anos, o risco subia para 16,5%. Dos participantes que não tinham problemas de colesterol, 512, o risco era de 4,4%.

Estratégias para controlar o colesterol

Consuma ômega-3

O ômega-3 é um ácido graxo que tem função anti-inflamatória. Ele diminui o risco de placas de gordura, formadas pelo colesterol alto, inflamarem e causarem coágulos. Além disso, o nutriente reduz o colesterol ruim (LDL) e aumenta o bom (HDL). O ômega-3 pode ser encontrado em peixes, principalmente na sardinha e no salmão. Não por acaso, um estudo comprovou que a dieta do mediterrâneo, que é rica nesse ácido graxo, pode reduzir os níveis de colesterol no sangue.

Evite alimentos ricos em gordura saturada

Carnes gordas (como a picanha), leite integral, queijo amarelo, presunto e manteiga são exemplos de alimentos ricos em gordura saturada. “Esse tipo de gordura é o que tem a maior concentração de colesterol ruim em sua composição”, diz o cardiologista Luiz Bortolotto, coordenador do Centro de Hipertensão do Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo. Prefira as versões menos gordurosas desses alimentos, como carnes brancas e leite desnatado.

Pratique exercícios físicos

A prática de atividades física acelera o metabolismo e, consequentemente, incentiva a ação das enzimas que elevam a concentração de colesterol bom no sangue. Indiretamente, o exercício reduz o nível de colesterol ruim e protege as artérias. O ideal é praticar pelo menos 30 minutos de atividade física três vezes por semana.

Eleve a ingestão de fibras

As fibras ajudam a diminuir a absorção intestinal das gorduras, matéria-prima do colesterol. “Esse mecanismo faz com que o organismo excrete mais gordura do que absorve e ajuda a controlar os níveis de colesterol ruim no corpo”, afirma Marcelo Paiva, cardiologista do Núcleo de Cardiologia do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. Um estudo mostrou que ingerir três quartos de xícara de chá por dia de leguminosas — como feijão, lentilha e grão-de-bico —, ricas em fibra, pode diminuir em 5% as taxas de colesterol ruim. Outras boas fontes do nutriente são aveia, chia e caqui.

Pare de fumar

O tabagismo em si não eleva os níveis de colesterol ruim no sangue. Porém, componentes como a nicotina deterioram as paredes das artérias, de modo que fica mais fácil o colesterol se fixar nelas. “O cigarro acelera e agrava o processo de formação de placas de gordura”, diz Marcelo Paiva.

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Amor eterno pelo colesterol

Já não é o caso, tomando emprestado o mais conhecido verso do Soneto da Fidelidade de Vinicius de Moraes, de um amor que seja infinito enquanto dure, posto que é chama. Em relação ao ovo, o amor agora é eterno, incondicional, irrecorrível. O consumo do mais eclético dos alimentos de origem animal, abundante em colesterol, a mais conhecida e condenada das gorduras, acaba de ser definitivamente liberado pela ciência da nutrição.

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O aval veio de uma instituição reputada no assunto, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, órgão governamental responsável pelas diretrizes alimentares americanas – e, portanto, com impacto em todo o mundo.

A absolvição se estende a outros alimentos ricos em colesterol, como camarão, coxa de frango (com pele, fique bem claro), coração de galinha, lula e bacalhau. A novíssima norma pode representar uma extraordinária reviravolta nos hábitos à mesa. Ela põe por terra a orientação de cautela no consumo de ovos, para permanecer didaticamente com o mais claro sinônimo de colesterol ingerido, em vigor desde a década de 60.

A quantidade de colesterol levado à boca não podia, até agora, ultrapassar 300 miligramas diários, o equivalente a um ovo e meio (ou a uma coxinha de frango). Diz Raul Dias dos Santos, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e diretor da Sociedade Internacional de Aterosclerose: “É a mudança de padrão alimentar mais drástica já ocorrida desde os primórdios das discussões sobre o papel das gorduras no organismo”.

O documento americano é um cartapácio de 571 páginas. A alforria do colesterol aparece na 17ª e, em pouco mais de discretas cinco linhas, abre o sinal verde, com uma recomendação que desde já começa a fazer barulho pela força de sua assertividade. “Não há evidência disponível que mostre alguma relação significativa entre uma dieta com colesterol e os níveis de colesterol sanguíneo.

O consumo excessivo de colesterol não é motivo de preocupação.” Ponto. E termina aqui o incômodo vaivém que ora fazia do ovo e seus congêneres os vilões da dieta, ora os tratava como mocinhos. À pergunta inescapável – o colesterol dos alimentos faz mal ao coração? – cabe agora uma única resposta: não. Um não eterno. O colesterol danoso é tratado sobretudo com medicamentos (estatinas) e atividade física.

Cerca de 80% do colesterol circulante no organismo é produzido pelo fígado – o restante vem da alimentação. Em doses normais, o colesterol (seja o alimentar, seja o hepático) tem um papel importantíssimo no funcionamento do corpo humano, participando da síntese de hormônios e mantendo a integridade das membranas das células. Em excesso, porém, danifica as paredes das artérias, o que o faz ser também a causa principal dos problemas cardiovasculares, como o infarto e o derrame. O embate, este que agora se encerra, tentava esclarecer qual era a responsabilidade do colesterol ingerido e qual era a parcela do colesterol naturalmente fabricado pelo ser humano. Duas recentes conclusões dos cientistas desempataram o jogo renhido.

A primeira: apenas uma pequena parte do colesterol alimentar é absorvida pelo organismo – cerca de 30%. Graças a um fascinante mecanismo de defesa, três proteínas (NPC1L1, ABCG5 e ABCG8), responsáveis pela metabolização do composto, tornam-se ineficientes ante quantidades muito elevadas de colesterol alimentar, o que o faz circular muito modestamente.

O segundo achado, fruto de acúmulo de conhecimento científico, foi o que selou de vez a certeza comprada pelos pesquisadores do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Um trabalho publicado na revista científica da American Society for Nutrition, a maior referência em estudos de nutrição, quantificou, em números precisos, o impacto do colesterol que vem dos alimentos sobre o colesterol fabricado pelo fígado. Uma análise detalhada comprovou que a relação entre os dois é salutar.

O colesterol alimentar influencia pouquíssimo os níveis de LDL (o colesterol ruim) no sangue. A conta é exata: 100 miligramas (o equivalente a meio ovo) aumenta 1,9 miligrama do colesterol LDL do sangue. É pouco. A gordura saturada, presente na picanha, na manteiga e no toucinho, por exemplo, provoca o dobro de expansão.

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