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Dia Mundial de Combate ao Câncer

Estudo do Instituto Nacional de Câncer – José Alencar Gomes da Silva (Inca) – aponta que o câncer representa a segunda causa de morte no Brasil, atrás apenas das doenças do coração. Para chamar a atenção de todas as nações sobre importância da discussão sobre a doença e instituir políticas de prevenção,  foi instituído o Dia Mundial do Combate ao Câncer, 8 de abril.

No Brasil, no ano passado, foram descobertos mais de 52.680 casos de câncer da mama, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. Em relação ao câncer da próstata, foram registrados mais 60.180 casos entre brasileiros em 2012. Em 2013 são esperados mais de 500 mil novos casos.

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Para diminuir esta incidência, o Ministério da Saúde intensificou estratégias para ampliar o acesso da população aos serviços públicos de diagnóstico e tratamento de câncer. No caso das mulheres, por exemplo, a oferta do serviço de mamografia móvel contribui para ampliar o número de mulheres, na faixa etária prioritária (50 a 69 anos), que devem se submeter ao exame de mamografia e que vivem, preferencialmente, em áreas remotas e de difícil acesso.

Vale destacar que todos os pacientes com a doença podem obter tratamento gratuito na rede pública de saúde, incluindo novas terapias.  O paciente tem direito de se submeter ao primeiro tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS), no prazo de até 60 (sessenta) dias contados a partir do dia em que for confirmado o diagnóstico em laudo médico ou em prazo menor, conforme a necessidade. Pacientes com câncer também têm acesso privilegiado para a obtenção de remédios para tratar a doença.

Números do câncer no mundo

A cada ano, o câncer provoca cerca de 8 milhões de mortes no mundo. Estima-se que um terço dessas mortes poderia ter sido evitado com mais prevenção, detecção precoce e acesso aos tratamentos existentes.

A doença

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células que invadem tecidos e órgãos. Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos, que podem espalhar-se para outras regiões do corpo. As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo.

As causas externas referem-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de uma sociedade. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, e estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas.

Tratamento

Existem várias modalidades de tratamentos. A principal é a cirurgia, que pode ser empregada em conjunto com radioterapia, quimioterapia ou transplante de medula óssea. O médico vai escolher o tratamento mais adequado de acordo com a localização, o tipo do câncer e a extensão da doença. Todas as modalidades de tratamento são oferecidas pelo SUS.

Lei 12.732

Lei 12.732  fixa  prazo de até 60 dias para o tratamento de câncer maligno pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O prazo vale a partir do diagnóstico da doença.

De acordo com a publicação, o prazo de 60 dias será considerado cumprido quando o tratamento for efetivamente iniciado, seja por meio de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Em casos mais graves, o prazo poderá ser inferior ao estabelecido.

Prevenção

A prevenção do câncer nem sempre é possível, mas há fatores de risco que estão na origem de diferentes tipos de tumor. O principal é o tabagismo. O consumo de bebidas alcoólicas e de gorduras de origem animal, dieta pobre em fibras, vida sedentária e obesidade também devem ser evitados para prevenir os tumores malignos.

Instituto Nacional de Câncer (Inca)

Desde 1938, o Inca presta assistência médico-hospitalar gratuita a pacientes diagnosticados com câncer.

Vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS), possui cinco unidades hospitalares na cidade do Rio de Janeiro. Para ser atendido, o médico deve encaminhar o paciente já com diagnóstico confirmado de câncer ou com grande suspeita da doença (exame de radiografia, tomografia ou ressonância magnética).

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.brasil.gov.br

Pratique Essa Ideia A Qualquer Momento

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Qual atividade física é mais indicada para você?

A prática de atividades físicas deveria fazer parte das nossas vidas constantemente. Além de ser uma das melhores formas para manter um corpo saudável e bonito, aumenta a autoestima e ajuda a melhorar o humor naqueles dias estressantes.

Para quem convive com algum problema de saúde, o correto é procurar um médico e saber qual a prática mais adequada para seu caso.

Descubra abaixo qual atividade é ideal para o seu perfil!

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Problemas cardíacos

Existem protocolos específicos para cada grau de problema cardíaco. Após um teste ergométrico, monta-se um treinamento mais seguro, conforme os limites de cada pessoa. A bicicleta, a caminhada na esteira e as atividades na piscina são boas escolhas.

Complicações pulmonares

A dificuldade em levar o oxigênio aos músculos pode limitar bastante os exercícios físicos de longa duração. Atividades que alternem esforço e repouso são bem mais toleradas por esses pacientes. Bicicleta, esteira, natação e musculação são atividades que auxiliam também na circulação – que é responsável por levar sangue oxigenado e nutrientes aos músculos –, estimulando a melhora de todo o sistema circulatório.

Joelhos lesionados

Se bem controlados, os problemas de joelho não necessariamente serão fatores limitantes de atividade física. Mas atenção: devem ser ajustadas carga e intensidade, frequência e volume de exercícios. Os joelhos podem suportar até seis vezes o peso do corpo em alguma prática leve, como caminhada. Nestes casos, as atividades devem envolver exercícios de alongamento e fortalecimento. Para esportistas que sofreram lesão, o retorno à prática deve ser gradual.

Dores nas costas

Todos os esportes vão interferir na biomecânica da coluna vertebral. Grande parte dos casos de dores nas costas não tem diagnóstico definitivo e, muitas vezes, essas dores são causadas por postura irregular, baixo condicionamento dos músculos de sustentação e flexibilidade deficitária. As indicações são: pilates, musculação, natação, alongamento, exercícios aeróbicos e ginástica.

Idosos

Atividades coletivas são ideais! Além dos benefícios físicos, esses exercícios funcionam como instrumento de sociabilização, estimulação mental e melhora da autoestima.

Obesidade

Mesclar atividades aeróbicas, flexibilidade e musculação. Em função da maior carga suportada pelas articulações e ossos, sugere-se a prática de atividade física de baixo impacto (em piscina).

Problemas motores

Problemas motores podem ter causa muscular, articular, óssea ou neurológica.

  • Muscular: durante o período de reabilitação, o próprio programa vislumbra exercícios para a recuperação da função muscular. O esporte indicado será inicialmente aquele que o indivíduo está acostumado a praticar. Caso seja sedentário, o ideal começar com uma caminhada ou piscina – em função de maior segurança –, podendo evoluir para corrida e qualquer outro esporte, desde que tenha recuperado suas capacidades físicas.
  • Articular: as articulações são importantes para dar estabilidade e mobilidade, portanto os exercícios devem ser realizados de forma segura, sem grande impacto, potência ou velocidade. O ideal seria tratar inicialmente o problema – tanto com reabilitação, quanto com cirurgia (se necessária) – e depois começar algum tipo de atividade física. Aquelas que geram certo grau de instabilidade e desequilíbrio auxiliam na melhora da propriocepção (noção do corpo no espaço, tanto estático quanto em movimento). Por exemplo: caminhada e hidroginástica.
  • Ósseo: problemas ósseos podem ser desde osteoporose (é indicada a prática de atividade física de impacto e outra mais leve, como na piscina) até fraturas (traumáticas ou por sobrecarga) e tumores. O importante nessas situações é controlar a intensidade do impacto – do grau de energia que atua sobre o local doente.
  • Neurológico: problemas motores neurológicos limitam a função muscular em todos os seus quesitos (força, resistência, potência) e também habilidades como coordenação e agilidade. Desta forma, sugerem-se atividades coordenadas e supervisionadas, visando à melhora da destreza e o recondicionamento muscular. Bicicleta, caminhada, musculação – todos com supervisão de um profissional de saúde – são ideais.

Crianças e Adolescentes

Crianças com até 14 anos devem praticar qualquer atividade física ou esporte como lazer, sem se preocupar com o desempenho. Geralmente, optam por um determinado esporte por volta dos 16 anos. A partir daí, torna-se importante acompanhar o desenvolvimento físico para evitar distúrbios de postura que podem prejudicar a saúde em idade mais avançada (por exemplo, tenistas que começaram muito cedo e hoje apresentam escoliose).

Adultos

Para adultos qualquer esporte é indicado, desde que exista prazer em praticá-lo e que sejam respeitadas suas limitações.

Como saber se estou passando do meu limite?

As lesões esportivas (que não decorrem de traumas ou acidentes) demoram certo tempo para se manifestar. Geralmente, são causadas por sobrecarga, que surge quando o corpo não é mais capaz de se recuperar do desgaste promovido pela prática esportiva. Alterações de sono, apetite, lesões, dores constantes, fadiga, infecções e queda de desempenho podem ser sinais de overtraining (excesso de prática esportiva).

Dicas gerais para uma prática saudável

  • Fazer avaliação clínica antes de iniciar atividade física, com o objetivo de identificar as condições de saúde e os fatores de risco
  • Dieta adequada e cuidado com a hidratação
  • Controlar frequência, intensidade e volume de prática esportiva
  • Executar corretamente os movimentos (qualidade técnica)
  • Sentir prazer na prática esportiva
  • Dormir bem e estar mentalmente saudável
  • Utilizar os equipamentos adequados (calçados, vestuário e equipamentos)

Escrito pelo Dr. Gilbert Bang, médico fisiatra do Einstein.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.einstein.br

Teste compara benefícios de Chocolates ao leite e meio amargo

O chocolate tem sido um dos alimentos funcionais preferidos pelas pesquisas. Poderes contra doenças cardíacas, envelhecimento precoce e até sobrepeso são atribuídos ao produto, principalmente na sua formulação amarga. A razão apontada são as substâncias antioxidantes presentes no cacau.

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Folha e a Unicamp decidiram medir a quantidade dessas substâncias, os polifenois, em barras das três marcas mais vendidas do mercado. Foram comparadas as composições dos tipos “ao leite” e “meio amargo” (porcentagem de cacau entre 30% e 50%) dessas marcas.

Preferidos dos nutricionistas e valorizados em estudos, os chocolates mais escuros são tão calóricos e gordurosos quanto os com leite. A diferença está mesmo nos polifenois: sua quantidade dobra nas versões meio amargas.

Das marcas testadas, o meio amargo da Nestlé foi o que apresentou o maior teor de antioxidantes por 100 g do produto (2,4 g de polifenóis). A menor quantidade da substância foi encontrada no Lacta ao leite, 0,98 g.

O produto meio amargo da Lacta, que ficou em terceiro lugar no quesito antioxidante, é, entretanto, o menos calórico de todos. Mesmo assim, não é pouca coisa: são 504 calorias por 100 g.
O fato de o chocolate ter o gosto mais amargo sugere mais antioxidantes. Mas isso não é determinado diretamente pelo teor de cacau.

“Na porcentagem de cacau entram tanto a massa quanto a manteiga de cacau. Esta última não tem nada de polifenóis”, diz a engenheira de alimentos Priscilla Efraim, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, onde foi feito o teste.

O amargor também não significa que o produto tem menos açúcar: em todos os chocolates testados, o açúcar é o ingrediente em maior proporção na fórmula–maior do que a do cacau, inclusive.

“Nessa época já se come muito chocolate; os benefícios não podem ser desculpa para exageros”, diz Lara Natacci, nutricionista do programa Meu Prato Saudável, do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo.

PROPAGANDA

Para a endocrinologista Rosana Radominski, do Departamento de Obesidade da Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), a indústria estimula a divulgação da ideia de que comer chocolate todo dia é bom para a saúde.

“Não há prova disso. O que podemos dizer é que a pessoa pode comer uma coisa gostosa que não vai fazer mal se for consumida em pequenas quantidades”, diz a médica.
A maioria das pesquisas indicando benefícios do chocolate utilizou extratos com alta concentração de polifenóis, segundo Efraim.

Para obter esses efeitos com as marcas testadas, por exemplo, a pessoa precisaria comer quase cem gramas do tipo meio amargo por dia, avalia a professora.

“Do ponto de vista do consumo de antioxidantes, o meio amargo é melhor. Mas não vale apostar no chocolate como um superalimento. Não é tudo isso. Mas é gostoso”, diz o nutrólogo Daniel Magnoni, do HCor (Hospital do Coração) de São Paulo.

O consumo “controlado” das pesquisas dificilmente é replicado na vida real.

Uma sugestão da nutricionista Lara Natacci para quem come o doce habitualmente é trocar a versão ao leite pela meio amarga.

“O teste mostrou uma diferença significativa na quantidade de antioxidantes, mesmo em produtos populares e facilmente encontrados no mercado”, diz.

Os resultados sobre a concentração de polifenóis são coerentes com o que se espera de um chocolate mais amargo, na opinião de Carlos Thadeu de Oliveira, gerente do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

“O que não dá para entender é por que poucos fabricantes colocam a porcentagem de cacau na embalagem dos produtos vendidos no Brasil”, diz ele.

Dos produtos testados, só o amargo da Lacta tem essa informação. Segundo Oliveira, o dado é comum nos chocolates importados e em “edições limitadas” de produtos gourmet. “Quanto mais barato o produto, menor o número de informações oferecido ao consumidor”, diz.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.folha.uol.com.br

Aplicativos de Saúde – Meu Prato Saudável

Aplicativos de saúde 2013 - Prato Saudável

Dificuldades Alimentares na infância podem levar a Problemas Psicológicos

Mais da metade das mães brasileiras acredita que o filho não come bem. Em um levantamento feito com 947 mães brasileiras de crianças entre 3 e 10 anos, descobriu-se que 51% delas diziam ter filhos com dificuldades alimentares. Essa dificuldade da criança para se alimentar pode estar relacionada a alguma condição médica ou a problemas comportamentais. Em ambos os casos, há riscos de déficit nutricional que, em casos severos, podem prejudicar o desenvolvimento na infância. Quando o problema é comportamental, no entanto, os riscos podem ser ainda mais amplos. Pesquisas internacionais demonstram que crianças que são forçadas a comer, que são extremamente seletivas ou que desenvolvem um sentimento de medo em relação à alimentação, têm mais chances de apresentar problemas psicológicos, como depressão e delinquência, quando chegam à adolescência.

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A situação é agravada por um problema estrutural na medicina: nenhum pediatra sai da faculdade com o treinamento necessário para reconhecer essas dificuldades, muito menos para orientar os pais. Das mães ouvidas no levantamento brasileiro, 70% procuraram um pediatra para resolver o problema, mas apenas 11% disseram ter obtido uma orientação satisfatória. “O pediatra não recebeu, dentro da faculdade e da residência, um treinamento adequado para diagnosticar e tratar esse tipo de problema”, diz Mauro Fisberg,  pediatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e um dos responsáveis pelo levantamento. Os números brasileiros não são uma exclusividade. Segundo os especialistas, os resultados encontrados aqui refletem uma tendência mundial.

Por isso é importante saber o que fazer com filhos que relutam em comer. As dificuldades alimentares da infância costumam ter início na fase em que a criança tem contato com alimentos pastosos — por volta dos seis meses, quando as papinhas são introduzidas na dieta. Entre dois e três anos, a criança enfrenta também uma oscilação natural de apetite. A reação dos pais a esse comportamento de rejeição ao alimento pode ser fundamental na maneira como ela passará a enxergar o ato de se alimentar. “Não adianta colocar uma pressão enorme nas costas da mãe dizendo que a criança precisa comer mais. Isso pode ter resultados piores do que uma deficiência nutricional”, diz Benny Kerzner, gastroenterologista pediátrico do Children’s National Medical Center, em Washington, nos Estados Unidos. Responsável pela implementação da Divisão de Gastroenterologia e Nutrição do Centro, Kerzner viaja pelo mundo dando treinamento em nutrição infantil, e falou ao site de VEJA durante sua passagem pelo Brasil.

De acordo com Kerzner, nos casos mais conhecidos (e dominados) pela medicina, o problema alimentar da criança pode ter raízes orgânicas, como a disfagia (problemas de deglutição) ou mesmo uma deficiência cardíaca. Quando causas fisiológicas são descartadas, é preciso investigar a sério as questões comportamentais. “Quando a mãe diz que há um problema, o pediatra tem que encarar que há, de fato, um problema”, diz Kerzner.

Dificuldades cognitivas — Crianças com dificuldades alimentares são divididas, normalmente, em quatro grupos: apetite reduzido, alta seletividade, interferência na alimentação pelo choro e sensação de medo durante a alimentação. “Em alguns casos, no entanto, a dificuldade alimentar nada mais é do que uma percepção errônea dos pais”, diz Mauro Fisberg. Como o caso, por exemplo, de crianças de compleição pequena que comem pouco: com frequência elas comem pouco justamente por serem pequenas, não o contrário.

Há também o outro lado. Na classificação desenvolvida por Kerzner, e seguida por muitos pediatras atentos ao problema, há quatro perfis de pais. O primeiro, chamado responsável, é aquele que consegue entender corretamente a mensagem da criança e responder de acordo. Na sequência, vêm o indulgente, o negligente e o coercivo. Cada um desses três últimos perfis pode levar a diferentes problemas de nutrição. “Quando se é coercivo, por exemplo, reforça-se o medo, e a criança pode parar de comer de uma vez”, diz. Para o médico, para que os pais consigam ser bem orientados, é preciso que os pediatras tenham formação adequada para conseguir identificar as dificuldades da criança, o perfil dos pais e, assim, decidir a melhor abordagem terapêutica.

As dificuldades alimentares da criança podem estar associadas a problemas no desenvolvimento infantil, como alterações no crescimento, dificuldades cognitivas e alterações imunológicas. Além dos problemas orgânicos, há ainda o risco de que a criança se torne um adulto com maior propensão a desenvolver problemas psicológicos, como a depressão. Em um estudo publicado no Pediatrics, periódico da Academia Americana de Pediatria, a psiquiatra infantil Irene Chatoor descobriu que crianças com uma condição chamada de anorexia infantil — termo usado para crianças extremamente elétricas, magras, que “não têm tempo para comer” — tinham taxas menores de desenvolvimento mental.

Os resultados do estudo demonstraram que crianças do grupo controle, consideradas saudáveis quanto à alimentação, tinham o maior Índice de Desenvolvimento Mental: 110. Já aquelas com anorexia infantil tinham índice 99, e as altamente seletivas tinham 96. Em outra pesquisa, as crianças altamente seletivas foram também mais propensas a desenvolver depressão e até casos de delinquência na juventude — quando comparadas ao grupo controle. “Esse comportamento não está associado ao que é ingerido ou não pela criança, mas à maneira como a alimentação foi feita, se ela foi coerciva ou não”, diz Kerzner.

Não se sabe se crianças que são forçadas a comer podem vir a desenvolver algum tipo de distúrbio alimentar quando adultas. Segundo os especialistas, a percepção clínica que se tem é que sim, mas não há ainda pesquisas científicas que comprovem isso — os dados prolongados sobre o assunto estão apenas começando a aparecer. “Estamos acompanhando crianças com anorexia infantil e demonstramos que a maioria evolui bem afinal, mas há um pequeno grupo no qual é muito difícil reverter o quadro”, diz Benny Kerzner. Com base nos dados ainda preliminares do levantamento, os especialistas acreditam que as crianças que conseguem ter uma vida alimentar saudável são aquelas cujos pais foram capazes de mudar a maneira como a alimentação acontece.

De acordo com o especialista, algumas evidências científicas apontam para diferenças em respostas neurológicas no comportamento das crianças que são alimentadas de maneira coerciva. “Elas são intrinsecamente mais alertas, o organismo delas está muito mais no modo fuga e alerta do que no modo de relaxamento”, diz Kerzner. Uma maneira simples de driblar as dificuldades alimentares é os pais darem o exemplo. Em outras palavras, o que os pais comem ou deixam de comer, e sua atitude à mesa, acabam tendo reflexo direto nas escolhas da criança. “Nessa idade, os filhos copiam os pais”, diz Fisberg.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://veja.abril.com.br

A Importância da nutrição para Saúde

Qual o segredo para ter uma vida longa e com saúde? Com certeza a nutrição é um dos fatores para atingir tal objetivo.

E em homenagem ao Dia da Saúde e Nutrição, 31 de março, vamos abordar um pouco o tema e mostrar porque ela é fundamental nas diversas fases da vida.

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Você sabe o que é nutrição?

Nutrição é um conjunto de processos, que envolve a ingestão, digestão, absorção, metabolismo e excreção dos nutrientes, com a finalidade de produzir energia e manter as funções do organismo.

E o que são nutrientes e para que servem?

São substâncias contidas nos alimentos que fornecem energia para o funcionamento do corpo humano. Podemos dividir em macronutrientes e micronutrientes. Os macronutrientes são os carboidratos, proteínas e lipídeos e os micronutrientes são as vitaminas e mineirais.

Os carboidratos fornecem a energia necessária para que você realize as atividades do dia-a-dia. As proteínas atuam na reestruturação de células e tecidos, crescimento e manutenção do esqueleto e síntese de enzimas e hormônios. E os lípideos são o transporte das vitaminas lipossolúveis, A, D e K e também fornecem energia.

As vitaminas e os minerais são substâncias reguladoras, desempenham papel importante no bom funcionamento de intestino, contribuem na formação de ossos, dentes, cartilagens e no processo de absorção do organismo. Em cada fase da vida há uma demanda energética e nutricional diferente, de acordo com a necessidade orgânica. Em estados de doença, a necessidade nutricional muda e requer um cuidado alimentar diferenciado.

Infância

Até os 6 meses de idade, é indiscutível a importância do aleitamento materno exclusivo pois fornece todos os nutrientes importantes para o bebê, além de anticorpos e outras substâncias fundamentais. Com o passar dos meses e anos, a criança vai conhecendo e experimentando todos os alimentos, sendo essencial que a mãe já comece a incentivar uma alimentação equilibrada à criança.

A infância é a fase inicial onde ocorre a formação e crescimento. A alimentação nessa etapa é essencial para um crescimento e desenvolvimento adequados.

Nesta fase é importante respeitar horários e refeições a serem realizadas. A criança deve comer cereais, verduras, legumes, carnes, leguminosas e frutas. Os pais não devem estimular o consumo de guloseimas e alimentos de baixo valor nutricional. Lembre-se que os filhos são o reflexo dos pais, e isso ocorre também na alimentação.

Adolescência

Na adolescência ter uma dieta balanceada também é fundamental, pois as necessidades nutricionais nessa fase são maiores. É importante tomar cuidado, pois os adolescentes muitas vezes desejam ter um corpo magro e fazem qualquer coisa para consegui-lo, quase sempre sem orientação de um profissional da saúde, o que pode levar a deficiências nutricionais e transtornos alimentares como bulimia nervosa e anorexia nervosa, por exemplo. Os pais devem estar atentos e procurar sempre a ajuda de um profissional de saúde.

Os adolescentes geralmente comem muitos lanches, sem verduras e ricos em gordura. O consumo de frituras, doces e refrigerantes pode ocorrer em excesso. Estes e outros maus hábitos alimentares são freqüentes nesta fase. Por isso é muito importante estimular uma alimentação saudável diariamente e explicar porque há esta necessidade.

Além de ter uma alimentação equilibrada, com o consumo de todos os grupos alimentares, podemos enfatizar o consumo de cálcio, mineral importante para a formação do esqueleto, o ferro para o desenvolvimento muscular, esquelético e endócrino e o zinco, contribuindo para o crescimento e a maturação sexual do adolescente.

Adultos

A fase adulta é a fase da manutenção, sendo também muito importante ter uma alimentação adequada. Talvez essa seja a fase mais difícil, pois depende dos hábitos alimentares adquiridos, fatores culturais, financeiros, entre outros. Apesar de tudo isso, se deve pesar a importância de uma alimentação saudável tanto para o bom funcionamento orgânico, como prevenção de doenças

e melhor saúde quando idoso.

Idoso

Nesta fase, a alimentação além de nutrir, poderá tratar determinadas doenças e proteger o organismo. Devem ser levados em conta alguns fatores, como: estado de saúde físico, mental e emocional, hábitos alimentares anteriores, alterações na capacidade de mastigar, deglutir, digerir e absorver os alimentos, etc. Pode acontecer também uma redução no paladar e do olfato.

Conforme a pessoa vai envelhecendo, as suas necessidades de energia vão diminuindo, porém, por outro lado, a necessidade dos nutrientes vai aumentando. Por isso, deve-se priorizar alimentos de alto valor nutricional.

Podemos perceber que muitos idosos deixam de comer alimentos mais consistentes, optando por outros de consistência pastosa, como sopas, chás, torradas, etc. É importante estimular a mastigação e o consumo de uma dieta completa e balanceada. Caso o idoso tenha algum tipo de doença é necessário ter um acompanhamento individual, com aporte nutricional adequado.

No geral, é importante consumir alimentos de grupos variados, na consistência adequada, conforme a capacidade que o idoso tenha de mastigar os alimentos. Além disso, comer de forma fracionada, evitando assim a sensação de empaturramento.

Outro ponto a ser ressaltado, é o consumo de água, muitos idosos não sentem sede ou não desejam beber líquidos devido a incontinência urinária, podendo correr riscos relacionados a desidratação e problemas renais.

Se a alimentação for adequada, a saúde estará presente em todas as fases da vida.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://cyberdiet.terra.com.br

Alimentação Inadequada e Sedentarismo: o gatilho para a Obesidade

O consumo de feijão e arroz cai, enquanto cresce a procura pelos lanches fast-foods; aumenta o tempo médio diante da TV – é de 5 horas/dia, com um acréscimo de 15 minutos nos últimos quatro anos. A mudança de hábitos alimentares e o sedentarismo têm contribuído para o aumento da obesidade e do diabetes, males comuns em todo o mundo, mas que atingem ainda mais os latinos, os negros e a população dos países em desenvolvimento.

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Os dados foram apresentador pela professora de Educação Física da Sudesb, Ana Teresa Fernandez, ao abordar o tema “Importância da Atividade Física para a Obesidade”, no grupo de Reflexão do Núcleo de Obesidade do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), onde também frequentam pacientes que estão sendo preparados para a cirurgia bariátrica.

Ana Teresa Fernandez explicou que se a ingestão de calorias é maior do que o gasto do organismo, estabelece- se o caminho para a obesidade.Tanto assim – pontuou – que atletas de alta performance chegam a consumir sete mil calorias/dia e não engordam. Dentro dessa lógica, além da atividade física regular – mínimo de 30 minutos três vezes por semana – é desejável que a pessoa se movimente na sua vida diária.

Benefícios da Atividade Física

A atividade física traz muitos benefícios, além do controle do peso corporal, como destacou a professora da Sudesb: reduz o risco e contribui para o controle de doenças como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, osteoporose, artrite e alguns tipos de câncer. Além disso, contribui para músculos, articulações e ossos saudáveis: melhora o equilíbrio e a flexibilidade, melhora o humor e a sensação de bem-estar, atuando na prevenção da depressão.

Mas para ter sucesso com a atividade física é preciso que a pessoa escolha uma atividade que lhe dê prazer. Quem não gosta de atividade física em água, por exemplo, deve buscar outra atividade. São várias as atividades aeróbicas (as que mais ajudam no gasto calórico): caminhadas, corridas, ciclismo, natação, hidroginástica e atividades de academia (jump, axé, aeroboxe, step, dança de salão). Os principais exercícios de força muscular são musculação e pilates. No grupo de flexibilidade, estão os alongamentos. Há ainda os exercícios posturais (pilates, ioga e RPG).

A palestrante também deu orientações específicas para os pacientes que farão cirurgia bariátrica, explicando que a retomada de exercícios físicos, geralmente se dá 60 dias após a cirurgia, começando com atividades de baixa intensidade e baixo impacto. A atividade física é importante para todos, segundo destacou a professora Ana Teresa Fernandez. Para quem faz bariátrica é muitíssimo importante porque, ao perder peso, perde-se massa muscular também.

Para fazer atividade física é importante escolher roupas leves e calçados adequados. As pessoas que enrolam o corpo em filmes plásticos, imaginando que estão perdendo peso, na verdade, estão eliminando apenas água e sais minerais. “Suor não é perda de peso, mas para perder peso é preciso suar”, pontuou a especialista. E para mostrar a importância da atividade física, na prática, a professora de educação física, estimulou o pessoal a fazer exercícios de alongamento durante quatro minutos.

Aspectos Simbólicos da Alimentação

“A gente não quer só comida/a gente quer comida diversão e arte/A gente não quer só comida/A gente quer saída para qualquer parte”. A música “Comida”, dos Titãs, marcou o encerramento da apresentação “Aspectos Simbólicos da Alimentação”, da coordenadora de Planejamento do Cedeba, a endocrinologista Odelisa Matos, que despertou grande interesse nos participantes do Grupo de Reflexão sobre Obesidade.

A palestrante, de forma bem didática, mostrou que o alimento é a coisa mais essencial na nossa vida. Alimenta-se o corpo, a alma e o espírito. Envolve muitos aspectos simbólicos, como os culturais e religiosos, cada povo tem sua cultura alimentar.

Uma palavra que arrepia – destacou – é a dieta, porque exige mudanças de hábitos de alimentação que estão sedimentados em valores culturais. Uma solução é tentar adequar a preparação dos alimentos tornando-os mais saudáveis. Citou como exemplo a moqueca de peixe, onde o azeite de dendê pode ser substituído pela semente de urucum, dando o amarelo do dendê, mas pobre em gordura.

A saúde – explicou – passa pelo prazer do alimento e o bem-estar, cabendo a cada um fazer escolhas, diante da grande oferta de alimentos oferecidos pela indústria. No Brasil, o desperdício de alimentos é um problema sério, se consideraremos a fome que existe no mundo.

Além do crescente consumo de alimentos industrializados, a população também está deixando de lado hábitos importantes como o momento da refeição com a família em torno da mesa. Mesmo nos finais semana, quando há maior possibilidade dessa integração, muitas famílias preferem os restaurantes à comida feita em casa, com carinho.

A partilha do alimento com o momento da família reunida é muito importante, segundo Odelisa Matos. É o momento em que também são partilhadas informações, desejos, sonhos. E isso – resumiu – é muito importante para o relacionamento familiar saudável.

A.M.V. Mtb 694/Ba
Cedeba/obesidade

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://www.saude.ba.gov.br

Obesidade e Sedentarismo na mira

Quem está acima do peso, não tem um estilo de vida saudável e mora no Reino Unido, provavelmente, entrou na mira de uma polêmica proposta. Um governo local de Londres e umthink tank defenderam uma “guerra” contra a obesidade, além da ampliação de atividades que contribuam para a saúde pública, com um incentivo atípico: aqueles que adotarem exercícios físicos indicados por médicos em sua rotina podem ganhar mais benefícios sociais. Quem não seguir essas recomendações não recebe o auxílio.

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A partir de abril de 2013, os governos locais vão retomar do NHS, sistema público de saúde britânico, a tarefa de traçar políticas de saúde pública. Para se preparar a este cenário, o Conselho de Westminster, uma espécie de distrito de Londres comandado por conservadores, encomendou da organização Local Government Information Unit (LGiU) o estudo A Dose of Localism: The Role of Councils in Public Health (Uma Dose de Regionalismo: O Papel dos Conselhos na Saúde Pública, em tradução livre). O levantamento traz propostas para melhorar a atuação dos conselhos e usar de maneira mais eficiente os recursos, que sofreram cortes significativos.

E aí entra a polêmica. O documento prevê que médicos locais prescrevam atividades físicas em centros públicos dos Conselhos usando piscinas, academias, yoga e clubes de caminhada em seus planos. A segunda parte da proposta liga essas atividades aos benefícios sociais. “Onde um pacote de exercícios for prescrito a um residente, pagamentos de subsídios de habitação e benefícios da taxa de conselho podem ser variados para recompensar ou incentivar residentes”, diz o texto. Ou seja, quem fizer os exercícios recomendados pode ser beneficiado e “controlado” por meio de cartões inteligentes no acesso aos centros de atividade.

A ideia é que os governos locais usem uma possível isenção de taxas residenciais para incentivar a adoção de exercícios. Quem não seguir o programa, deixa de ganhar os benefícios. “Baseamos as propostas em conversas com pessoas por todo o país, além de dois encontros para discutir as ações com especialistas em saúde”, explica Jonathan Carr-West, diretor da LGiU e um dos responsáveis pela elaboração da proposta, a CartaCapital.

A proposta, entretanto, não teve recepção positiva por associações médicas e de apoio a obesos. Foi considerada “boba” e “absurda”. Mas Carr-West garante que a controvérsia se deve ao fato de o estudo ter sido mal interpretado como uma tentativa de impor exercícios. “O que sugerimos são recompensas às pessoas que fazem atividades saudáveis, como uma forma de encoraja-las e não uma punição aos demais”, afirma. E completa que a proposta não pede a perda de benefícios para quem não fizer exercícios. “Propomos que se receba um valor adicional por faze-los. Caso as pessoas parem, deixam de receber o beneficio extra, mas não os benefícios existentes.”

Para o pesquisador, os resultados podem ser positivos para os indivíduos e o Estado, que economizará   gastos com doenças graves, além de romper as barreiras que tornam as pessoas sedentárias. “O cidadão vai à academia e descobre que tem que pagar, e que é caro. Então, estamos tentando remover as barreiras por meio dos médicos que podem dar aos pacientes acesso aos centros de lazer dos Conselhos e suas academias sem custos.”

Segundo o estudo, o Reino Unido gasta 110 bilhões de libras (cerca de 360 bilhões de reais) por ano com saúde. Junto com o envelhecimento da população e o aumento dos níveis de obesidade, devem aumentar os casos de demência, diabetes e doenças do coração, o que imporá novas despesas ao NHS. Somente com diabetes, o governo gasta 10% de sua receita com a saúde.

Apenas na Inglaterra 24% dos homens e 26% das mulheres são obesos, enquanto 65% deles e 58% delas têm sobrepeso ou são obesos, segundo pesquisa de saúde do governo inglês.

O documento ainda traz outras propostas, como a promoção da melhoria da qualidade dos serviços em mercados de bairro, que oferecem serviços variados em diversas áreas das cidades. “Em áreas identificadas como desertos alimentares e sem itens frescos e com baixos preços para manter uma dieta saudável, os Conselhos podem oferecer incentivos para mercados locais que façam esses serviços disponíveis por meio dos fundos de investimento social”, diz o texto.

Seria uma ajuda para vender alimentos saudáveis a preços baratos. Mas todas essas políticas não são uma intromissão do Estado na vida privada dos cidadãos? Carr-West discorda. “O Estado está dizendo para as pessoas que não pode torna-las saudáveis ou resolver todos os seus problemas. Mas pode dar apoio caso você queiram agir para ser mais saudáveis.”

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://www.cartacapital.com.br

Aplicativos de Saúde – NO L.E.R.

Aplicativos de saúde 2013 - NO L.E.R.


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