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Hipertensão e diabetes são doenças crônicas, mas podem ser controladas

Parece que exagerar virou regra… É rodízio de pizza, de carnes, de massas…  Muito molho e tudo com muito, muito sal.

Lembra do saquinho de pipocas? Virou um balde! Com o tempo, as garrafinhas de refrigerante também cresceram. Os sanduíches ganharam novos andares – uma perigosa engenharia gastronômica.

O Globo Repórter esteve no centro de São Paulo em frente a um dos prédios mais altos da cidade, o Edificio Italia. Quando ele foi inaugurado, em 1965, o Brasil lutava contra a desnutrição. De lá para cá a situação mudou de uma forma surpreendente. Hoje, o principal problema de São Paulo e de outras cidades brasileiras é a obesidade e suas consequências.

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O exagero na alimentação tem um preço. Doenças que antigamente atingiam idosos, hoje viraram epidemias e estão entre adolescentes e até crianças. Duas dessas doenças costumam caminhar juntas: hipertensão e diabetes.

Os números impressionam. Entre a população adulta, são mais de 30 milhões de hipertensos. E os diabéticos já passam a 12 milhões.

Em muitos casos, o chamado mau colesterol fica elevado. Um distúrbio perigoso e de nome comprido: hipercolesterolemia.

“Muitas pessoas têm hipertensão, diabetes tipo 2 e hipercolesterolemia, e precisam tomar remédio para as três doenças. Muitas vezes mais de um remédio para diabetes tipo 2, mais de um remédio para hipertensão, e um remédio para colesterol aumentado. Então é um problema de saúde pública”, declara o doutor Marcio Mancini, endocrinologista.

Tanto a hipertensão como o diabetes são doenças crônicas: elas não têm cura, mas podem ser controladas com medicamentos e bons hábitos de vida: exercícios físicos, alimentação regrada, sem cigarros e bebida alcoólica. Do contrário, as duas doenças costumam ter graves consequências.

No caso do diabetes, problemas renais, cardiovasculares e até cegueira e amputações. A hipertensão é igualmente perigosa.

“Hipertensão arterial é o principal fator de risco para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares, do tipo infarto do coração, derrame cerebral, insuficiência renal com necessidade de diálise, por isso hipertensão é tão perigosa e tão importante”, alerta o doutor Gil Fernando Salles, clínico geral do HUCFF.

É preciso também estar de olho na balança: quase metade dos brasileiros está acima do peso.

O mais recente levantamento do Ministério da Saúde mostra que o número de pessoas com excesso de peso aumentou muito nos últimos anos: de 42,7% em 2006 para 48,5% em 2011.

Fernando Thomé é vendedor. Jurandyr, engenheiro. Os dois moram em São Paulo há muitos anos. Não se conhecem, mas têm pelo menos uma coisa em comum: já numa idade madura, eles decidiram cuidar da saúde pra valer.

Fernando descobriu que tem diabetes há oito anos. Diz que nunca levou o diagnóstico a sério.  Recentemente decidiu mudar hábitos de vida e aprendeu a manter a doença sob controle.

“A mudança foi mais a partir de alimentação. Exercício eu já fazia e continuo fazendo”, diz o vendedor Fernando Thomé.

Jurandyr acaba de descobrir que está com a pressão alta. Foi por acaso neste evento, que a sociedade brasileira de hipertensão organiza pelo menos uma vez por ano, na Avenida Paulista.

A enfermeira viu logo que havia uma alteração. Ele não esperava, e ficou surpreso com o resultado do exame.

“Seu Jurandyr, nós acabamos de medir a sua pressão, medimos três vezes e nas três vezes a pressão do senhor deu alta, deu acima de 14 por nove”, diz a enfermeira e professora da USP Ângela Pierin.

Repórter: O senhor imaginava que o senhor pudesse sofrer de hipertensão?
Jurandyr: Não, porque o último check-up que eu fiz fazem dois anos. A pressão estava normal há dois anos atrás. Então alguma coisa deve ter acontecido e possivelmente deve ter sido o peso, né? Então, acho que devo me cuidar. Vou procurar um médico e vou tentar voltar a fazer exercício, né?

A hipertensão arterial acontece quando as artérias ficam mais estreitas e o sangue faz força para circular. Sem tratamento, com o passar dos anos, o paciente pode sofrer infarto, acidente vascular cerebral, também conhecido como derrame, lesões renais e outros problemas.

E um dos principais inimigos do hipertenso é o sal. Um mineral importante para o organismo, mas que deve ser consumido em pequenas quantidades, principalmente por quem tem pressão alta. O consumo máximo deve ser de cinco gramas por dia. Ou cinco pacotinhos, encontrados em restaurantes. Cada um tem um grama de sal.

“Então, o paciente com hipertensão arterial tem que ser instruído a diminuir a quantidade de sal da comida”, explica o doutor Gil Salles.

A hipertensão é uma doença silenciosa, não tem sintomas. Por isso, é importante medir a pressão arterial pelo menos uma vez por ano, principalmente na idade adulta.

O ideal é que a pressão esteja em 12 por oito. Se em três medições ela estiver igual ou acima de 14 por nove, é bem provável que a pessoa já esteja hipertensa.

Na hora de medir a pressão arterial é preciso tomar alguns cuidados. Nos últimos 30 minutos evitar café, cigarro, álcool e comida pesada. E descansar de cinco a dez minutos. Se tiver praticado algum exercício físico, é preciso esperar mais: pelo menos uma hora. Aí sim, a gente pode medir.

Repórter: E aí, quanto deu?
Enfermeira: Olha, sua pressão deu 12 e meio por oito e meio. A sua pressão está normal.

“Se o indivíduo tem um hábito de vida saudável, se tem um peso ideal, se ele ingere menos sal, se ele não fuma, esse indivíduo tem menos chance de se tornar um hipertenso. Então, porque é uma doença controlável, uma doença que o indivíduo precisa saber para ele se cuidar, é importante que ele saiba que é hipertenso”, declara o doutor Roberto Franco, presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão.

O controle é feito com mudanças nos hábitos de vida e com medicamentos. Além de se cuidar mais, Jurandyr já decidiu ficar longe da agitação de São Paulo.

Ele comprou uma casa na tranquila Paraty, no litoral do estado do Rio de Janeiro, onde passa os fins de semana. Há dois anos, abriu um pequeno restaurante na cidade. E pretende se mudar de vez. Jurandyr já procurou um médico, e está fazendo novos exames e caminhadas.

“Quando eu verifiquei que eu estava com 15 de pressão, eu falei: ‘daqui a pouco em vou ter um problema cardíaco, um problema de um aneurisma, alguma coisa assim’. E fatalmente o tempo ia trazer essas consequências. Se há tempo de reverte-las, e há, é só eu me dedicar um pouco agora não só às panelas, mas também a andar um pouco, né? E fazer as compras a pé, mais a pé ainda, né?”, diz Jurandyr Freire, engenheiro civil.

O vendedor Fernando Thomé, que é diabético, também precisou levar um susto para se cuidar melhor. Ele não se tratava corretamente. Tomava os remédios, mas comia de tudo.

“Eu sempre gostei muito de salada, mas eu comia o que tivesse. Feijoada, o que viesse eu traçava, não sou muito ruim de comida não”, diz Fernando Thomé.

Um dia, Fernando foi visitar um amigo que tinha em casa um glicosímetro, o aparelho que mede o nível de glicose ou açúcar no sangue. O ideal é que, em jejum, o nível esteja no máximo em 99 miligramas por decilitro.

“A gente estava batendo um papo e ele falou: ‘E você, como é que está?’ Eu: ‘Ah, de vez em quando eu vejo aí, eu vejo aí, eu não gosto de ficar muito vendo isso não, acho isso meio paranóico’. ‘Então, vamos ver como é que está’. 402! Quase cai para trás, meu Deus do céu”, conta Fernando Thomé.

Existem dois tipos de diabetes: o tipo 1 costuma se manifestar na infância ou adolescência. Nesse caso, o pâncreas para de produzir insulina, o hormônio que permite a transformação da glicose em energia. Já o diabetes tipo 2 costuma surgir na faixa dos 40 anos de idade e está muito ligado à alimentação inadequada, ao sedentarismo e à obesidade.

A doença vai se instalando aos poucos. Durante anos, o pâncreas passa a produzir cada vez mais insulina. Mas chega um momento em que ele já não consegue manter essa alta produção. E à medida que o nível de insulina vai baixando, a taxa de glicose começa a subir, levando ao diabetes.

“Muito antes do aparecimento do diabetes tipo 2 e do aparecimento da hipertensão arterial a pessoa já pode, melhorando os hábitos de vida, prevenir o aparecimento dessas doenças. Ela pode já ir aumentando a atividade física e melhorando a sua alimentação reduzindo a quantidade de gorduras, reduzindo a quantidade de açúcar na alimentação, que são medidas simples que ela pode implementar no seu dia a dia, fritar menos os alimentos e adoçar menos os líquidos principalmente”, alerta o doutor Marcio Mancini, endocrinologista.

Foi exatamente isso que Fernando fez. Mudou radicalmente os hábitos de vida. Procura fazer caminhadas, mesmo que seja nas ruas do bairro onde mora. Como sempre almoça fora, escolheu um restaurante com opções de verduras e legumes.

“Tem um problema também que é relativo à quantidade. Você não pode comer arroz, então você tem que pôr pouco arroz. Você pode comer banana, por exemplo, pode, mas não pode comer uma dúzia. Em cima disso, exercício. Não tem perdão, exercício a gente não pode deixar de fazer”, declara Fernando Thomé.

A prática de exercícios é uma arma importantíssima para controlar essas doenças, e o pessoal sabe disso. Pelo menos três vezes por semana eles começam o dia assim, aquecendo, alongando e esticando.

Quando se fala em fazer exercício, muita gente pensa logo em uma academia de ginástica. Mas atualmente atividades de graça e ao ar livre se multiplicam nos parques e praças de quase todas as cidades brasileiras.

O projeto “Exercício e Coração” é mantido pela Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo. As aulas de alongamento começaram no ano 2000 no Parque da Água Branca, na capital paulista. Primeiro os alunos são avaliados fisicamente, e, se preciso, orientados a procurar um médico.

O objetivo do projeto é estimular a prática de atividades físicas.  Fazer com que os alunos, depois das primeiras aulas, passem a fazer exercícios por conta própria. A professora de educação física Cláudia Forjaz é a coordenadora do projeto.

“Nós tivemos casos de várias pessoas que melhoram consideravelmente. As pessoas se sentem melhor, a glicemia delas diminui, a pressão arterial delas diminui. Nós temos vários casos assim”, declara Cláudia Forjaz.

Como Dona Anísia Silva, 70 anos. Ela é hipertensa e diabética. Mas em um ano e quatro meses, a pressão arterial dela caiu de 16 por oito para 13 por sete. E a taxa de glicemia baixou de 125 para 113.

“Tem que fazer, né. Tem que vir todos os dias e fazer muita caminhada. É a nossa saúde. O  que eu recomendo para todos os idosos que querem ter saúde, é fazer exercícios”, indica Dona Anísia, aposentada.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://g1.globo.com/

Hipertensão atinge 1 em cada 25 crianças e adolescentes

Comer menos guloseimas e mais cereais e verduras pode parecer um grande sacrifício para os pequenos, mas são hábitos elementares para evitar a hipertensão infantil. Dados do Ministério da Saúde apontam que 4% entre crianças e adolescentes sofriam deste mal, em 2006. Professor do departamento de pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, Sérgio Veloso Brant Pinheiro aponta que o principal fator que pode predispor à enfermidade é o estilo de vida.

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Mudar a rotina, com mudanças na alimentação e a prática de atividades físicas, contudo, não é responsabilidade apenas da criança: toda a família deve participar. “Não adianta mandar o filho se alimentar bem e fazer exercícios se os pais não fazem o mesmo. Eles devem dar o exemplo”, afirma.

Pinheiro recomenda a opção por alimentos naturais, uma vez que produtos industrializados contêm um teor de sódio muito alto, pois o sal é utilizado em diversos conservantes artificiais. Ele aponta, ainda, que crianças acima de seis anos precisam de ao menos uma hora diária de atividade física, por isso a prática de esportes deve ser incentivada.

A hipertensão, contudo, pode ter diferentes causas. A primária é aquela que surge a partir de fatores desconhecidos. “É a doença influenciada pelo dia a dia, comum em adultos, que hoje acontece também nos pacientes pediátricos”, explica Pinheiro. As secundárias, por outro lado, estão ligadas a enfermidades identificáveis, que vão de questões genéticas específicas a problemas metabólicos e malformações em órgãos. “A gente sempre tem de buscar a causa. É difícil que a criança fique hipertensa por nada: ou está na família ou na criança”, destaca a integrante da Sociedade Brasileira de Hipertensão Vera Koch.

Vera ressalta que as causas secundárias são menos frequentes em adultos e costumam aparecer precocemente. Ela aponta também que grande parte dos casos de hipertensão deste tipo está ligada a malformações nos rins. “O lado bom é que isso pode ser identificado no exame do feto e observado desde o nascimento da criança”, declara.

Prevenção e tratamento

A hipertensão primária geralmente ocorre de modo assintomático, mas crianças pequenas podem apresentar mudanças no comportamento, como maior agitação e irritabilidade; e as maiores tendem a ter mais dor de cabeça. Nos casos secundários, alguns sinais de alerta para problemas renais que podem levar, futuramente, à hipertensão são o surgimento de sangue e proteína na urina e inchaço.

Nos pequenos sem agravos de saúde, deve-se medir a pressão ao menos uma vez nos primeiros três anos e, a partir dessa etapa, uma checagem anual é suficiente. “Medir a pressão sempre é melhor forma de prevenir. Meça sempre. A pressão não sobe de uma hora para outra”, lembra Vera.

Nos que apresentam algum tipo de doença crônica, a medição deve ocorrer desde o primeiro ano e com maior frequência. “Não basta medir, tem de ser de maneira adequada, por um profissional de saúde, pois é necessário observar que o tamanho da braçadeira do aparelho de pressão seja proporcional ao tamanho da criança”, destaca Pinheiro.

Vera reforça que, quando há causas secundárias, os pais não devem esperar por sintomas: a pressão deve ser medida desde cedo. Bebês prematuros com peso abaixo de 1,5kg têm maior chance de ter problemas renais e, por isso, devem ser acompanhados desde o início.

Após confirmar a pressão alta, o tratamento é essencial. Na hipertensão ligada a causas primárias, se o paciente estiver assintomático, com resultados normais nos exames, pode não ser preciso o uso de medicamentos, apenas o estímulo de bons hábitos de saúde. No caso da secundária, melhora na dieta e exercício também são necessários, mas a utilização de remédios é inevitável.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://mulher.terra.com.br/

Cuidados com a voz podem evitar doenças nas pregas vocais

Nesta segunda-feira (16) é comemorado o Dia Mundial da Voz. A data é um alerta para os cuidados necessários para manter a qualidade da voz e evitar doenças na garganta. A atenção deve ser tanto de quem usam a voz como ferramenta de trabalho, como no dia a dia de qualquer pessoa.

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De acordo com a fonoaudióloga Amanda Coelho, os cuidados com a voz começam na alimentação. Ela afirma que alimentos gordurosos, condimentados e cítricos podem provocar alterações nas pregas vocais. “Alimentos como o leite e o chocolate, por exemplo, criam uma secreção, um muco, que dificulta a movimentação das pregas vocais durante a produção de som. Isso pode provocar irritações”, explica.

A especialista recomenda ainda que, além dos cuidados com a alimentação, é preciso evitar excessos. “Evite gritar, falar muito rápido e até mesmo sussurrar. Ao contrário do que se pensa, o ato de sussurrar força as pregas vocais. O ideal é sempre falar em tom normal”, orienta.

O radialista Antônio Luiz trabalha há 26 anos com locuções. Ele conta que depois de ter problemas com a voz, apreendeu a cuidar da ferramenta de trabalho. “Antes de conhecer a profissão, a gente acha que para ter boa voz é preciso falar mais alto e mais forte, além de impostar demais. No começo a gente sente as consequências, mas com o tempo apreendemos a cuidar da voz”, comenta.

Quem também sentiu os reflexos dos excessos com a voz foi o cantor Léo, da dupla de Itapetininga Luiz e Léo. Há seis anos na profissão, pelo menos quatro dias na semana são dedicados aos shows, ensaios, gravações. Ele conta que no início da carreira não havia a preocupação com a voz. Os resultados foram calos nas pregas vocais devido abusos. Depois da constatação, passou a ter cuidados. Além do controle de volume e exercícios, ele não descuida do consumo de água em temperatura ambiente. “A voz é meu instrumento de trabalho, por isso tenho que cuidar”, ressalta.

Segundo a fonoaudióloga Amanda, a água tem temperatura ambiente é uma aliada importante para preservação da voz. “A água deve ser muito consumida, mas fracionada ao longo do dia, em pequenos goles. Isso ajuda a exercitar as pregas e também deixadas desobstruídas para a produção do som”, explica.

Teste: Mitos e Verdades sobre os Cuidados com a Voz

De acordo com o otorrinolaringologista José Otávio, de Itapetininga, líquidos gelados ou quentes também devem ser evitados. “As temperaturas muito baixas ou muito altas são prejudiciais. Elas poderão provocar irritabilidade nas pregas vocais. A temperatura boa é a de 37%, a natural”, afirma.

O médico cita, por exemplo, o alto índice de casos de câncer de esôfago. “É habito entre os gaúchos o consume de chimarrão. Isso contribui para os problemas na garganta”, explica.
Outra dica do especialista é a ingestão de maça para ajudar no melhoramento e manter o equilíbrio da voz. “A maça tem ação adstringente nas pregas vocais, assim como a água”, afirma.

Indícios de problemas
Os sintomas de doenças ligadas à voz podem ser rouquidão por mais de 15 dias, voz entrecortada, dificuldade para engolir, dificuldade  e dor para engolir, tosse e pigarro.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://g1.globo.com

Cuidados com a Voz

A voz é um instrumento de trabalho para muitos profissionais, que a usam exaustivamente durante todo o dia.

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Mas mesmo aqueles que a usam com moderação devem tomar alguns cuidados para mantê-la sempre saudável. Por isso, evite disfonias (alterações vocais com origem orgânica e/ou funcional) seguindo as orientações abaixo.

Mas acima e antes de tudo procurando especialistas, o otorrinolaringologista ou o fonoaudiólogo. Nunca se automedique ou siga orientações de leigos. É a sua voz, ou a falta dela, que está em jogo.

– Mantenha uma postura correta enquanto trabalha com a voz: corpo ereto com correto alinhamento do eixo cabeça-pescoço-costas, mas sem tensão.

– Aqueça e desaqueça a voz antes e depois dos esforços vocais, através dos exercícios do final do texto.

– Mantenha o aparelho fonador hidratado, bebendo água em abundância, de preferência à temperatura ambiente.

– Tenha uma alimentação saudável, rica em alimentos leves e de fácil digestão (frutas, legumes, vegetais, peixe, frango).

– Coma maçã, que tem propriedades adstringentes.

– Durma 8 horas por noite e repousar nos períodos de maior trabalho vocal.

– Repouse a voz após seu uso intensivo.

– Relaxe e mantenha o controle emocional. A prática de yoga e pilates são recomendados para o alcance desse objetivo.

– Pratique natação, ciclismo, aeróbica, etc. (respiração e alongamento dos músculos).

– Evite lugares barulhentos antes e depois do esforço vocal, já que obrigam à competição sonora entre a voz e o ruído.

– Evite permanecer em ambientes refrigerados ou aquecidos por ar condicionado, já que este retira a umidade do ar.

– Evite ambientes com poeiras, mofo ou cheiros fortes.

– Evite tossir ou pigarrear, já que favorecem o atrito nas cordas vocais; optar por engolir saliva ou beber água para afastar o incômodo.

– Evite alimentos pesados, muito condimentados ou gordurosos antes de deitar, para evitar o refluxo gastroesofágico. Estes alimentos devem ser evitados também antes do esforço vocal.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://unimedvivasaude.com.br

Câncer não é mais sentença de morte, diz Oncologista

No Dia Mundial de Combate ao Câncer, o Portal UFMG publicou entrevista com o professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG André Márcio Murad, responsável pela introdução da disciplina de Oncologia no currículo do curso de Medicina. Confira:

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Por que o câncer assusta tanto?

Ainda existe um estigma sobre o câncer. Algumas pessoas veem a doença como um atestado de óbito, uma sentença de morte. Mas a medicina evoluiu muito, podemos dizer com muita tranquilidade que o câncer já é uma doença curável, desde que descoberto precocemente. Na fase mais avançada, a medicina também evoluiu bastante. Quando eu comecei a estudar oncologia, na década de 1980, o índice de cura girava em torno de 20% a 25%. Tinha-se, também, uma crença de que a quimioterapia era pior que a doença, porque trazia dores, infecções, diarreia, náuseas e queda de cabelo.

Lembro que quando o paciente morria de câncer, a família pedia que não colocássemos a real causa da morte no atestado de óbito, porque o câncer era visto como algo até mesmo contagioso. As pessoas tinham vergonha do câncer. Hoje, nosso índice de cura está em torno de 50%. Ainda há muito a ser feito, mas a perspectiva é muito boa, graças às mudanças de paradigma no tratamento da doença.

Como o tratamento evoluiu?

Antes o tratamento era focado em quimioterapia, um sistema doloroso e com muitos efeitos colaterais. Hoje há drogas mais modernas, com outro conceito de funcionamento, que são os chamados medicamentos alvo moleculares. O câncer ocorre quando a célula tumoral sofre mutação genética nos genes responsáveis pelo controle da multiplicação celular e há, então, a produção de proteínas que estimulam seu crescimento e sua multiplicação desordenada. Os medicamentos de tecnologia alvo molecular têm atuação mais direcionada, atacando especificamente as células doentes. Eles identificam os genes doentes e agem sobre eles. Antes, a quimioterapia atacava células tumorais e as saudáveis, também. As drogas de hoje são mais diretas, atacam a causa do problema.

As novas tecnologias dos medicamentos alvo moleculares permitem maior taxa de cura dos pacientes com câncer?

A cura está diretamente ligada ao tempo com que o diagnóstico do câncer é feito. O diagnóstico precoce ainda é essencial para o sucesso de qualquer tratamento. Porém, em casos de câncer mais avançado, os medicamentos alvo moleculares permitem que nós “cronifiquemos” a doença, ou seja, que ela seja controlada e o paciente consiga ter uma vida normal mesmo com o câncer. É o que já acontece com os pacientes em tratamento de aids pelo chamado coquetel anti-retroviral: a doença não é curada, mas o tratamento permite uma qualidade de vida aos pacientes. O futuro da oncologia está em usar cada vez mais as medicações alvo moleculares, inclusive de formulação oral, tomadas em casa e com comodidade posológica. Medicamentos venosos e especialmente tóxicos e “não inteligentes” devem ter sua presença progressivamente reduzida no arsenal terapêutico do oncologista, pois estamos testemunhando uma mudança de paradigma e uma revolução na prevenção e na detecção precoce do câncer.

O tratamento do câncer é facilitado pelo governo? Uma pessoa que possui câncer consegue obter um tratamento de qualidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS)?

Quando eu comecei na oncologia, no final da década de 1980, o tratamento da rede privada era idêntico ao oferecido pela rede pública. Com a incorporação de novos tratamentos e tecnologias, hoje o tratamento do SUS é inferior ao privado. Este, aliás, não deve em nada a qualquer tratamento de ponta oferecido nos melhores hospitais do mundo. Infelizmente, o governo trabalha com recursos nem sempre suficientes e precisa tratar várias doenças, não só o câncer. Então o SUS precisou restringir alguns medicamentos. Porém, há um pacote de drogas que atende basicamente a vários tipos de câncer e que é disponibilizado integralmente pela saúde pública. A grande maioria dos tumores é contemplada pela rede pública, e o paciente recebe um tratamento de qualidade. Mas o SUS não consegue acompanhar a rapidez da evolução dos medicamentos e exames. Se, por exemplo, aparece uma nova droga promissora, pode levar alguns anos até que ela seja realidade nos hospitais públicos.

Quais problemas essa defasagem do SUS em relação a alguns medicamentos novos de combate ao câncer pode trazer?

Essa defasagem alimenta a indústria de liminares. Se o SUS não oferece certo medicamento, a pessoa consegue obtê-lo por meio de liminar conseguida pela justiça, pois, pela lei, todos têm direito ao mesmo tipo de tratamento médico. Essa indústria de liminares precisa ser revista. O que é mais importante? Aumentar a gama de remédios oferecida pela rede pública ou construir um estádio para a Copa do Mundo? Uma solução é o Ministério da Saúde negociar com os laboratórios a compra dos medicamentos por um preço mais barato. A quebra de patentes também seria uma solução, como ocorreu no caso da aids, que hoje é tratada da melhor forma no sistema público de saúde. Essas mudanças vão permitir que toda a população tenha acesso medicamentos, tecnologias e exames mais modernos.

É possível prevenir o câncer ou essa doença ainda tem um forte componente genético?

Apenas 15% dos casos de câncer possuem origem genética. A grande maioria se manifesta devido a fatores ambientais, como os maus hábitos de vida. O cigarro, o álcool, a alimentação nada saudável, a exposição excessiva à luz solar, tudo isso vai favorecer o aparecimento de diversos tipos de câncer.

No caso do cigarro, por exemplo, sabemos que ele causa câncer de pulmão, boca, garganta, laringe, traqueia, esôfago, estômago, bexiga e pâncreas. As pessoas estão sedentárias e obesas. Uma pessoa gorda, barriguda, sedentária, que come mal e faz uso exagerado de bebidas alcoólicas representa um quadro muito favorável ao aparecimento do câncer. Esses fatores são responsáveis por 60 a 70% dos casos e todos são potencialmente controláveis, pois a pessoa pode não fumar, moderar o que come e o que bebe. Alguns agentes infecciosos que causam câncer hoje também podem ser prevenidos através de vacinas, como o vírus da hepatite B e o HPV. O da hepatite B pode causar câncer de fígado e o HPV, de colo uterino, garganta, ânus e vulva. Nesses casos, o uso de preservativos também deve ser estimulado.

E a alimentação? Como ela pode favorecer o aparecimento do câncer?

A cada dia que passa, temos a comprovação científica de que nós somos o que comemos. Isso vale muito para o câncer. Uma forma de preveni-lo é ter uma alimentação mais saudável. A alimentação moderna é péssima e altamente cancerígena: excesso de gordura e proteína animal, embutidos, enlatados e produtos conservados artificialmente. Quando se conserva uma carne, por exemplo, o nitrato é transformado em nitrito e este em nitrosanima, um dos agentes mais cancerígenos que conhecemos. Quando se come um enlatado, algo com muito conservante, é como comer um componente do cigarro.

A alimentação pode agir também do lado oposto, ou seja, na prevenção do câncer?

Sim. Devemos comer alimentos naturais e abusar de verduras, legumes, frutas, cereais e grãos, que além de fazer bem à saúde, são alimentos funcionais e que podem prevenir o câncer. O tomate, por exemplo, tem licopeno, que previne câncer de próstata. A uva tem resveratrol, que também previne o câncer. A couve-flor, o brócolis, o repolho, também possuem elementos anticancerígenos, como o indol-cabinol. A soja pode prevenir o câncer de mama, através dos fitoestrógenos.

E o álcool? Ele também favorece o aparecimento de tumores?

As bebidas destiladas são também cancerígenas e cocancerígenas. Por que o câncer de mama aumentou a incidência em mulheres jovens? Na década de 1970, eram 1,5 casos para cada 100 mil mulheres. Hoje, são três casos para cada 100 mil mulheres. E elas manifestam o câncer cada vez mais jovens. Por que isso acontece? Porque bebem muito mais que antigamente, comem mal, estão obesas e sedentárias. É uma conjunção de fatores que vai favorecer o aparecimento do câncer.

Todo mundo conhece alguém que, apesar de levar uma vida saudável, teve câncer. Por que isso acontece?

Nesses casos, atribuímos a doença à genética, agentes infecciosos, especialmente virais, ou a outras causas desconhecidas. Por mais que a oncologia esteja se desenvolvendo, ainda há mecanismos relacionados ao câncer que são desconhecidos. Muitos casos têm causa genética e podem ser identificados por exame de sangue. A síndrome do câncer de mama familiar é um exemplo. São mulheres abaixo de 40 anos com câncer e muitos casos na família. Aí o tratamento foca no acompanhamento da família e na prevenção. Há uma corrente na medicina que recomenda que essas mulheres tenham filhos logo e removam os ovários, porque aí vamos prevenir o câncer de mama e o de ovário. Ou seja, é possível prevenir a doença até quando ela tem causas genéticas.

Qual é o câncer de maior incidência no Brasil? E o de tratamento mais difícil?

O câncer de pele, com 150 mil casos por ano. O mais perigoso é o melanoma, que pode matar, pois pode evoluir com metástases. Por isso, deve-se ter muito cuidado ao tomar sol, respeitando sempre os horários adequados (até às 10h e depois das 16 h) e abusando do filtro solar. E os cânceres de tratamento mais difícil são o melanoma da pele, o sarcoma (que atinge tecidos moles) e o de rim. Nesses três tumores, a ciência demorou muito tempo para achar uma resposta, uma vez que eles eram resistentes aos tratamentos tradicionais. De quatro anos para cá, eles começaram a ser contemplados com as drogas alvo moleculares, o que facilitou o tratamento.

Como o senhor avalia o estágio do Brasil em relação ao tratamento de câncer?

Nosso país tem uma das legislações mais avançadas do mundo para proteção dos pesquisados, dos pesquisadores e de pessoas que participam de pesquisas. Na UFMG e no Hospital das Clínicas, temos parcerias com vários laboratórios e testamos diversos medicamentos de ponta, que vão chegar ao mercado em quatro, cinco anos. Os medicamentos alvo moleculares são a grande aposta do tratamento do câncer, e as pesquisas mais recentes e modernas giram em torno deles, uma vez que superam a quimioterapia e permitem um tratamento mais humanizado, individualizado e menos doloroso. As pesquisas sobre tratamentos e medicamentos pretendem proporcionar a “vida após o câncer” e a “qualidade de vida com o câncer”. O diagnóstico não é mais uma sentença de morte e isso se deve às novas pesquisas e tecnologias desenvolvidas no mundo inteiro.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.medicina.ufmg.br

Aumenta número de sobreviventes do câncer nos EUA

O número de americanos que sobreviveram ao câncer está em ascensão, e se espera que chegue a 18 milhões de pessoas na próxima década, segundo um relatório publicado nesta quarta-feira.

Esse número representa um aumento de 30% com relação aos últimos dados divulgados em janeiro de 2012, que mostravam que 13,7 milhões de pessoas sobreviveram no país a algum tipo de câncer, de acordo com a Associação Americana para a Pesquisa do Câncer (AACR, na sigla em inglês).

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As projeções de aumento se devem, sobretudo, ao envelhecimento da população, com dois terços dos sobreviventes de câncer com 65 anos ou mais em 2020, acrescentou o estudo.

A tendência representa um novo desafio para a área da saúde e para os sobreviventes mais longevos e que poderão enfrentar outros problemas de saúde no longo prazo.

“Como assegurar que estes pacientes tenham uma vida não só longa, mas saudável e produtiva, será um desafio vital para todos nós”, afirmou Julia Rowland, diretora do Departamento de Sobreviventes de Câncer do Instituto Nacional do Câncer, que integra os Institutos de Saúde Nacional (NIH) dos Estados Unidos.

Segundo o informe da AACR, as mulheres que sofreram câncer de mama somam 22% dos sobreviventes e os homens com câncer de próstata, 20%.

No entanto, os sobreviventes de câncer de pulmão representam apenas 3%.

“Para os pacientes de câncer de próstata, temos quase 100% de sobrevivência durante cinco anos e no câncer de mama também há tremendos avanços, com a sobrevivência para cinco anos subindo de 75% em 1975 para quase 89% em 2012”, afirmou Rowland.

Considera-se que uma pessoa sobrevive ao câncer quando vive há cinco anos sem sinal de ressurgimento da doença.

Segundo estimativas da Sociedade Americana do Câncer, a doença ainda mata 1.500 pessoas por dia nos Estados Unidos – um total de 301.820 homens e 275.370 mulheres em 2012. Todos os anos, 1,6 milhão de americanos são diagnosticados com câncer no país.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://exame.abril.com.br

Cientistas descobrem gene por trás de câncer agressivo de Próstata

Homens que sofrem câncer de próstata e que carregam um gene mutante podem desenvolver a forma mais agressiva da doença, alertam especialistas britânicos.

próstata

O gene BRCA2 está geralmente relacionado a formas hereditárias de câncer de mama, próstata e ovário.

Agora, os pesquisadores do Institute of Câncer Research, em Londres, e do Royal Marsden NHS Foundation Trust acreditam que, além de terem mais probabilidade de ter câncer de próstata, homens que carregam o gene BRCA2 têm menos chances de sobreviver a formas agressivas do tumor.

O câncer de próstata pode se desenvolver devagar ou rapidamente, algo difícil de prever nos estágios iniciais da doença. Muitos homens convivem com o tumor a vida inteira sem manifestar sintomas. Muitos nem precisam de tratamento.

Mas os cientistas alertam que os que sofrem de câncer de próstata e têm o gene defeituoso devem ser tratados o mais rapidamente possível porque neles há probabilidade maior de o tumor se espalhar.

Tratamento imediato

O professor Ros Eeles e seus colegas analisaram pacientes de câncer de próstata, incluindo 61 homens com o gene BRCA2, 18 com uma mutação genética similar conhecida como BRCA1 e outros 1.940 sem mutações genéticas.

Eles concluíram que os pacientes com a mutação BRCA2 tinham menor chance de sobreviver ao câncer, vivendo cerca de seis anos e meio após o diagnóstico. Já os pacientes com a mutação BRCA1 e os que não apresentavam qualquer mutação viveram quase 13 anos após o tumor ser detectado.

Os cientistas observaram que os pacientes com o gene BRCA2 ainda tinham mais chance de apresentar a forma mais avançada da doença já na época do diagnóstico.

Na avaliação do professor Eeles, “faz sentido começar a tratar esses pacientes com cirurgia ou radioterapia imediatamente, ainda nos primeiros estágios da doença”.

A médica Julie Sharp, da organização Câncer Research UK, diz que o estudo sugere que os médicos devem considerar tratar este grupo de pacientes muito antes do que fazem atualmente.

“Este é o maior estudo já feito sobre a relação entre câncer de próstata e o gene mutante, mostrando que os médicos devem começar tratamento logo, em vez de aguardar para ver como a doença se desenvolve”, diz Sharp.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.bbc.co.uk/

Dia Mundial de Combate ao Câncer

Estudo do Instituto Nacional de Câncer – José Alencar Gomes da Silva (Inca) – aponta que o câncer representa a segunda causa de morte no Brasil, atrás apenas das doenças do coração. Para chamar a atenção de todas as nações sobre importância da discussão sobre a doença e instituir políticas de prevenção,  foi instituído o Dia Mundial do Combate ao Câncer, 8 de abril.

No Brasil, no ano passado, foram descobertos mais de 52.680 casos de câncer da mama, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. Em relação ao câncer da próstata, foram registrados mais 60.180 casos entre brasileiros em 2012. Em 2013 são esperados mais de 500 mil novos casos.

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Para diminuir esta incidência, o Ministério da Saúde intensificou estratégias para ampliar o acesso da população aos serviços públicos de diagnóstico e tratamento de câncer. No caso das mulheres, por exemplo, a oferta do serviço de mamografia móvel contribui para ampliar o número de mulheres, na faixa etária prioritária (50 a 69 anos), que devem se submeter ao exame de mamografia e que vivem, preferencialmente, em áreas remotas e de difícil acesso.

Vale destacar que todos os pacientes com a doença podem obter tratamento gratuito na rede pública de saúde, incluindo novas terapias.  O paciente tem direito de se submeter ao primeiro tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS), no prazo de até 60 (sessenta) dias contados a partir do dia em que for confirmado o diagnóstico em laudo médico ou em prazo menor, conforme a necessidade. Pacientes com câncer também têm acesso privilegiado para a obtenção de remédios para tratar a doença.

Números do câncer no mundo

A cada ano, o câncer provoca cerca de 8 milhões de mortes no mundo. Estima-se que um terço dessas mortes poderia ter sido evitado com mais prevenção, detecção precoce e acesso aos tratamentos existentes.

A doença

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células que invadem tecidos e órgãos. Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos, que podem espalhar-se para outras regiões do corpo. As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo.

As causas externas referem-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de uma sociedade. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, e estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas.

Tratamento

Existem várias modalidades de tratamentos. A principal é a cirurgia, que pode ser empregada em conjunto com radioterapia, quimioterapia ou transplante de medula óssea. O médico vai escolher o tratamento mais adequado de acordo com a localização, o tipo do câncer e a extensão da doença. Todas as modalidades de tratamento são oferecidas pelo SUS.

Lei 12.732

Lei 12.732  fixa  prazo de até 60 dias para o tratamento de câncer maligno pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O prazo vale a partir do diagnóstico da doença.

De acordo com a publicação, o prazo de 60 dias será considerado cumprido quando o tratamento for efetivamente iniciado, seja por meio de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Em casos mais graves, o prazo poderá ser inferior ao estabelecido.

Prevenção

A prevenção do câncer nem sempre é possível, mas há fatores de risco que estão na origem de diferentes tipos de tumor. O principal é o tabagismo. O consumo de bebidas alcoólicas e de gorduras de origem animal, dieta pobre em fibras, vida sedentária e obesidade também devem ser evitados para prevenir os tumores malignos.

Instituto Nacional de Câncer (Inca)

Desde 1938, o Inca presta assistência médico-hospitalar gratuita a pacientes diagnosticados com câncer.

Vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS), possui cinco unidades hospitalares na cidade do Rio de Janeiro. Para ser atendido, o médico deve encaminhar o paciente já com diagnóstico confirmado de câncer ou com grande suspeita da doença (exame de radiografia, tomografia ou ressonância magnética).

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.brasil.gov.br

Agências apontam falta de verbas contra ameaça global da Tuberculose

Cepas letais da tuberculose resistentes a múltiplas drogas estão se espalhando pelo mundo, e as autoridades precisam urgentemente de mais 1,6 bilhão de dólares por ano para enfrentá-las, disseram autoridades sanitárias globais na segunda-feira.

tuberculose

Em nota conjunta, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo Global para o Combate à Aids, Tuberculose e Malária cobraram dos doadores um “financiamento significativo” para ajudar os especialistas a detectar todos os casos existentes da doença, tratando os mais sérios.

“Estamos com a água pelo pescoço num momento em que precisamos desesperadamente ampliar nossa resposta à tuberculose resistente a múltiplas drogas”, disse Margaret Chan, diretora-geral da OMS.

A tuberculose costuma ser vista como uma doença do passado, mas o surgimento de cepas resistentes a várias drogas fez com que ela virasse na última década um dos mais prementes problemas sanitários do planeta.

De todas as doenças infecciosas, só o HIV (vírus que causa a Aids) mata mais gente.

Em 2011, 8,7 milhões de pessoas contraíram tuberculose, e 1,4 milhão morreram. A OMS diz que até 2 milhões de pessoas poderão estar contaminadas com cepas resistentes até 2015.

Mesmo a tuberculose comum tem uma cura demorada. Os pacientes precisam usar um coquetel de antibióticos durante seis meses, e muita gente abandona o tratamento. Isso, junto com o uso excessivo ou equivocado de antibióticos, tem contribuído para que o bacilo desenvolva resistência.

A tuberculose multirresistente consegue “driblar” dois remédios habitualmente usados, e uma forma ainda mais severa, conhecida como tuberculose extensivamente resistente a drogas, é capaz de sobreviver até mesmo a algumas drogas mais eficazes. A OMS disse que casos desse tipo foram localizados em 77 países em 2011.

Na Índia, médicos relataram também casos de tuberculose totalmente resistente, para a qual não há drogas eficazes.

A OMS e o Fundo Global calculam que haverá um déficit de 1,6 bilhão de dólares na quantia anual necessária para o combate à tuberculose em 118 países de baixa e média renda.

Se essa lacuna for preenchida, 17 milhões de pacientes de tuberculose -inclusive das cepas resistentes- poderiam ser totalmente tratados, salvando cerca de 6 milhões de vidas entre 2014 e 16, segundo as agências.

“É crítico que arrecademos a verba que é urgentemente necessária para controlar a doença”, disse na nota Mark Dybul, diretor-executivo do Fundo Global. “Se não agirmos agora, nossos custos podem disparar. É investir agora ou pagar para sempre.”

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.estadao.com.br

Vitamina D: veja como manter as doses necessárias mesmo sem Sol

A vitamina D é considerada um pró-hormônio e apresenta diversas funções no organismo. É principalmente conhecida pelo seu papel de regular a absorção de cálcio e fósforo no organismo, sendo primordial para a manutenção da saúde óssea. A vitamina também modula a função dos órgãos sexuais e é crucial para a integridade dos tecidos sexuais reprodução feminina.

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“Esse nutriente regula o funcionamento de mais de 200 genes, sendo fundamental para proliferação e diferenciação dos tecidos, síntese e secreção de hormônios tireoidianos e paratireoidianos, secreção de insulina, modulação do sistema imune, atividade cerebral, adequado funcionamento cardiovascular, controle da pressão arterial, entre outros benefícios”, afirma Tatiana Barão, nutricionista da Naturalis Nutrição & Farma.

Além disso, cientistas do Centro Moores sobre o câncer, da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, descobriram que a vitamina D pode reduzir em até 50% o risco de câncer de mama e em mais de 66% o de tumores cancerosos colo-retais.

“Essa vitamina também age na pele, controlando sua proliferação e diferenciação, participando também da regulação da produção de sebo e na atividade antimicrobiana das células produtoras de sebo, o que pode auxiliar no tratamento da acne“, revela a nutricionista da Naturalis. Ainda não existem, contudo, resultados conclusivos.

Não deixe faltar…

deficiência de vitamina D promove desregulação de diversas funções do organismo. Porém, segundo a nutricionista da Naturalis, seus sintomas só são percebidos em longo prazo.

“Enfraquecimento dos ossos, problemas cardiovasculares – como o aumento da pressão arterial – desregulação da síntese de insulina – ou seja, predisposição ao diabetes mellitus [o aumento anormal de açúcar ou glicose no sangue], dentre outros sintomas podem ser observados quando há falta dessa vitamina no organismo”, afirma.

… nem sobrar!

Em contrapartida, “os efeitos nocivos do excesso de vitamina D provocam redução do volume urinário, dor, náusea, vômito, perda de apetite e até de massa óssea”, adverte a nutricionista Fernanda Pisciolaro (SP).

Portanto, é importante consultar sempre seu médico ou nutricionista para dosar a quantidade ideal dessa vitamina para o seu organismo – o que varia conforme o peso, a idade, o sexo etc.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://corpoacorpo.uol.com.br


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