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Exercício Físico antes do Carnaval garante mais ânimo, mas é importante não exagerar

O verão é o período mais movimentado nas academias. E depois das festividades de virada de ano e das férias, a preocupação é passar o carnaval com o corpo em forma e ter energia para aguentar a folia. Com o tempo curto, os exercícios que trazem benefício para nossa saúde podem se tornar perigosos pelo exagero e os excessos na pressa de conseguir bons resultados. Com moderação, disciplina e acompanhamento profissional, ainda dá tempo de garantir um fôlego extra para as festas sem arriscar a saúde.

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Segundo os professores do Programa de Melhoria da Qualidade de Vida, o Geração Saúde (CGESP/SAA/SE/MS), em poucas semanas já não dá mais tempo de eliminar aquela gordurinha extra, mas começar um exercício agora ajuda a aguentar na maratona carnavalesca. “Para ganhar um condicionamento físico e ter fôlego ao acompanhar festas e trios elétricos, já se consegue bons resultados. Mas em termos de estética, não vai ter muita diferença”, explica o coordenador Rodrigo Rocha.

Isso porque nosso corpo passa por um processo de adaptação ao se iniciar uma atividade física, variável para cada pessoa, e a visibilidade dessas mudanças no corpo levam tempo. Respeitar a individualidade e o aumento gradual dos exercícios fazem parte desse período e é importante para evitar lesões. “Se uma pessoa sair do ócio agora, no carnaval estará na metade do período de adaptação. O bom é que com a preocupação do carnaval, ela nota que precisa sair do sedentarismo. Então mesmo que não haja mudanças estéticas, para a saúde já começam a surgir melhorias”, garante a professora Lucinéa Fernandes.

E não adiantar exagerar nos treinos na tentativa de apressar os resultados. Além de arriscado, pegar pesado logo de início pode desestimular a prática dos exercícios. “Nós temos que ter por objetivo a saúde e não só a parte estética. O professor não pode passar um treino para o aluno hoje e no dia seguinte ele não conseguir voltar. Através do planejamento, o condicionamento físico se vai lapidando para que haja um aumento gradativo no treinamento e melhores resultados”, afirma o professor Josimar Barbosa.

Malhar sem se matar – Segundo Rodrigo, para garantir um bom condicionamento físico de forma saudável e com qualidade de vida, não se deve ir à academia com o objetivo de malhar até a completa exaustão. “A pessoa pode alcançar seu objetivo malhando três ou quatro vezes por semana ou meia hora todos os dias, por exemplo. Isso vai depender muito do planejamento e da orientação profissional. Quando alguém vai para a academia com o pensamento que precisa se esforçar ao máximo vai colocar a própria saúde em risco.”

Fonte: Fabiana Conte/ Comunicação Interna do Ministério da Saúde

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.blog.saude.gov.br/

Dicas de Alimentação para aproveitar o Carnaval com muita Energia e Saúde

O carnaval está chegando, e com ele muitos foliões se preparando para aproveitar o feriadão com muita festa. Mas para que se tenha pique para pular o carnaval todos os dias, a realização de uma alimentação equilibrada é essencial para você aproveitar ao máximo e com saúde esses dias, independente se você vai ao clube, desfilar na avenida, no carnaval de rua, seguir o trio elétrico ou até mesmo ir curtir o feriadão na praia. Uma alimentação adequada nas refeições e no intervalo entre elas vai te ajudar a ter energia suficiente para aproveitar ao máximo todos os dias, sem ficar de ressaca e indisposto.

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– É fundamental que você se alimente a cada 3 horas. Não passe muito mais tempo sem se alimentar. Afinal são os alimentos que fornecem a energia necessária ao nosso organismo, para que você sinta-se disposto nas horas de folia.

– No café da manhã, faça uma refeição reforçada e saudável, que contenha frutas, pães integrais ou granola, leites e derivados.

– No almoço e no jantar, garanta o consumo de verduras e legumes, pois são alimentos de fácil digestão, fontes de fibras, vitaminas e minerais.

– Faça refeições leves à base de carboidratos integrais (pães integrais, granola, arroz integral).

– Evite refeições pesadas, frituras e comidas gordurosas no almoço e no jantar, pois geralmente podem causar desconforto abdominal e gerar indisposição, o que prejudica o folião que planejou seguir o trio elétrico ou desfilar na avenida.

– Para aquelas pessoas que NÃO vão realizar suas refeições em casa, algumas dicas importantes devem ser seguidas para evitar os riscos de intoxicação alimentar. Preste muito atenção na higiene do local e dos manipuladores aonde você for realizar a sua alimentação, uma vez que más higiene dos manipuladores e do ambiente em que se produz as refeições aumenta os riscos de contaminação do alimento. Evite o consumo de molhos a base de maionese e ovos, pois estes alimentos estragam mais facilmente quando não são conservados sob refrigeração e na temperatura adequada. Além disso, preste atenção se todos os alimentos são conservados sob refrigeração, pois nesta época do ano, o calor estraga mais facilmente aqueles alimentos que não são armazenados na temperatura adequada.

– Caso fique muito tempo fora de casa, não deixe de se alimentar neste período. Barrinha de cereal e frutas são opções fáceis de serem transportadas na bolsa. Por isso, não hesite em deixar uma fruta de sua preferencia na sua bolsa. Escolha as frutas mais firmes que não são amassadas facilmente, como maçã, ameixa, pêra, nectarina, etc…

– Beba bastante líquidos ao longo do dia: água, água de coco e sucos naturais auxiliam na hidratação. Para aqueles que estarão expostos ao sol, redobre a atenção quanto a esta dica. Afinal no verão e no carnaval transpiramos mais, e essa combinação aumenta riscos de desidratação. Portanto cuidado para não se desidratar.

– Se consumir bebidas alcoólicas, não deixe de ingerir outros líquidos também (como água, água de coco e suco natural) e consumir alimentos, a fim de evitar que a ressaca te pegue e comprometa os próximos dias de carnaval. Lembre-se que se ingerir bebidas alcoólicas, NÃO DIRIJA!

– O açaí é um alimento interessante para ser consumido nesta época do ano, pois por apresentar elevado valor energético, fornece energia aos foliões e repõem as energias perdidas. Mas atenção, o açaí por si só já é considerado um alimento hipercalórico, portanto prefira consumí-lo com frutas. Evite a adição de doces, chocolates, leite condensando e demais carboidratos refinados. Não se esqueça que a ingestão excessiva desse alimento pode favorecer o aumento de peso.

– Na quarta-feira após o carnaval, retome a sua alimentação habitual. Consuma alimentos leves no almoço e no jantar, consuma peixes, carnes magras grelhadas, assadas ou cozidas, frangos sem pele. Consuma um prato de salada com bastante variedade e bem colorido. Isso irá contribuir com o consumo de micronutrientes, importantes para o bom funcionamento do metabolismo.

De resto… É só aproveitar.

Nutricionista Deborah C. L. Masquio

Especialização em Obesidade, emagrecimento e saúde: abordagem multidisciplinar da UNIFESP.

Mestrado pelo Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências da Saúde da UNIFESP.

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Nutrição da UNIFESP.

Contato: deborah.masquio@unifesp.br

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://kilorias.virgula.uol.com.br

No Dia da Não Violência, combatemos os abusos contra os Idosos

A data foi proclamada pelas Nações Unidas, em homenagem a Mahatma Ghandi –  assassinado em 1948. Números oficiais mostram que ainda há muito a fazer. No Brasil esse ano a data levanta as questões da violência contra os idosos.

Para o Ministério da Saúde essa ocasião lembra a importância de combater todos os tipos de violência.

O tema escolhido este ano reflete os dados de 2012, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, que registrou mais de 21 mil denúncias de agressões contra idosos.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://tvbrasil.ebc.com.br

Previdência mais perto do Cidadão

Avançando no aprendizado de melhoria da qualidade do serviço e da credibilidade da Previdência Social, diversas ações foram implantadas com o objetivo de levar a Previdência para mais perto do cidadão. São serviços que dão agilidade no atendimento ao segurado e segurada, tiram dúvidas quanto aos benefícios, trazendo mais comodidade àqueles que necessitam da Previdência.

Tais avanços são oriundos de profundos estudos que buscam trazer mais agilidade nos processos previdenciários, com mais comodidade para o segurado e segurada. A maioria dos avanços foram possíveis graças ao desenvolvimento tecnológico dos sistema, que trouxe, por exemplo, a concessão da aposentadoria em até 30 minutos, o extrato previdenciário – obtido na Caixa e no Banco do Brasil – e a carta-aviso, que informa ao segurado quando já tem todas as condições para requerer a aposentadoria. Saiba mais sobre os serviços disponíveis pela Previdência Social.

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• Central 135
Com esse serviço, o trabalhador que precisa requerer muitos benefícios da Previdência Social necessita apenas de um telefone, sem precisar sair de casa e nem enfrentar filas.

Por meio do telefone 135, você pode tanto agendar o seu atendimento, com dia e hora marcada, em qualquer Agência da Previdência Social, quanto requerer diretamente o auxílio-doença, pedido de prorrogação (PP), pedido de reconsideração (PR), salário maternidade e pensão por morte, com mais agilidade e respeito.

A ligação é gratuita, se feita de um telefone fixo, e paga, se feita de um telefone celular, mas, neste caso, o custo é de uma ligação local. O horário de funcionamento da Central 135 é das 7h às 22h, de segunda a sábado.

Agilidade
O agendamento, além de possibilitar o atendimento programado e personalizado, permite que você dê entrada no seu pedido de aposentadoria, auxílio-reclusão, benefício assistencial, pecúlio, pensão por morte e salário-maternidade e protocolo de recurso. Poderá ainda programar atendimento de carga para advogado constituído, devolução de carga, devolução de documentos, solicitação de cópias de processo, vistas de processo e análise para conclusão de processos pendentes.

Para ganhar tempo e não precisar ligar mais de uma vez para o 135, o beneficiário deve ter em mãos os seguintes documentos:
O número de inscrição na Previdência Social;
O número do PIS/PASEP (para empregado com carteira assinada);
O número do NIT (para os contribuintes individuais e domésticos);
O CNPJ ou CPF do empregador;
O número do CPF do interessado para agendar Benefício Assistencial;
O número do benefício (se estiver recebendo o auxílio-doença);
Papel e caneta

• Agência da Previdência Social (APS)
O atendimento ao público no INSS conta com uma rede de mais 1.000 Agências e Unidades Avançadas de Atendimento, distribuídas por todo o território brasileiro. Elas são responsáveis pela inscrição do contribuinte, para fins de recolhimento, bem como pelo reconhecimento inicial, manutenção e revisão de direitos ao recebimento de benefícios previdenciários e ampliação do controle social.

• PREVMóvel
São mais de 70 veículos adaptados e equipados com os mesmos sistemas das Agências da Previdência Social, que oferece à comunidade todos os serviços prestados em uma agência convencional. Também presta informações e orientações à população por meio do Programa de Educação Previdenciária (PEP). As unidades móveis evitam que o usuário seja obrigado a percorrer longos e onerosos trechos de um município a outro, para requerer benefícios ou sempre que precisar resolver alguma demanda junto ao INSS.

• PREVBarco
Unidade Móvel Flutuante que leva à população ribeirinha todas as facilidades e todos os serviços disponíveis nas Agências da Previdência Social. É equipada com alta tecnologia, que permite a transmissão de dados via satélite, possibilitando assim o acesso on line aos dados do segurado e a concessão de benefícios em até meia hora. Todos os anos, entre fevereiro e dezembro, embarcações levam os serviços da Previdência Social aos segurados que habitam as margens dos rios, em localidades onde não há acesso a uma agência fixa da Previdência Social.

• Site da Previdência Social
Apresenta um conjunto de serviços e informações para rápido acesso. Entre os serviços oferecidos está a inscrição do contribuinte individual, facultativo, empregado doméstico e segurado especial, além do cálculo de contribuições, Simulação de Contagem de Tempo de Contribuição e a emissão de guias. No site o trabalhador também pode consultar sua conta individual de contribuições e fazer o cálculo do valor mensal do benefício que pretende pedir, além de simular o cálculo de contribuições.

• PREVcartas
É mais um canal para quem precisa tirar dúvidas sobre benefícios e processos relacionados a Previdência Social. O PREVCartas é formado por três equipes de servidores lotados em Brasília, todos capacitados em esclarecer,  via correio e e-mail, as dúvidas tanto de quem já utiliza a Previdência, como quem pretende usá-la no futuro. O serviço é importante, principalmente, para indivíduos que não possuem computador e não podem acessar as informações via internet.  Para ter acesso ao PREVcartas, basta enviar para os endereços abaixo:

E-mail: cartas-df@previdencia.gov.br
Correio: Esplanada dos Ministérios, bloco F, sala 918, CEP 70059-900, Brasília – DF

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: blog.previdencia.gov.br

Órgão de direitos humanos da ONU elege países “sem liberdade”

Mauritânia e Maldivas, que preveem a pena de morte a cidadãos que renunciam ao Islã, foram na segunda-feira eleitos vice-presidentes do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas em 2013.

Pupils at Butkhak high school in Kabul.

A Polônia foi escolhida para presidir o conselho no próximo ano, com o Equador e a Suíça indicados como os outros vice-presidentes do órgão de 47 membros. A Mauritânia e as Maldivas foram eleitas como representantes dos grupos de conselho regionais.

No início desta segunda-feira, os registros de direitos humanos da Mauritânia e das Maldivas, onde um presidente eleito e ex-prisioneiro político foi derrubado no começo do ano no que ele diz ser um golpe da linha dura, foram criticados por um órgão mundial de livre expressão.

Em um relatório detalhando a perseguição e a discriminação enfrentadas pelos ateus e humanistas no mundo, a União Ética e Humanista Internacional (IHEU, na sigla em inglês) disse que ambos os países impõem o Islã como a única religião do Estado.

A Mauritânia, dizia o relatório, criminaliza a apostasia, ou a renúncia da religião oficial por outra ou por uma filosofia que não reconheça a existência da deidade.

Quem for culpado do crime tem a chance de se arrepender dentro de três dias, segundo o relatório. Se isso não acontecer, o acusado é sentenciado à morte e sua propriedade é confiscada pelo Estado.

O relatório, que foi elogiado pelo investigador especial da ONU sobre a liberdade de religião e crença, Heiner Bielefeldt, diz que nas Maldivas “a Constituição e outras leis não permitem a liberdade de religião ou crença”.

O documento registrou dois casos em 2010 em que habitantes das Maldivas que declararam publicamente que não poderiam acreditar no Islã ou em qualquer religião foram avisados de que poderiam ser sentenciados à morte se não mudassem de opinião.

Um deles declarou, depois de uma educação especial, que aceitava o Islã, e o outro cometeu suicídio depois de escrever um bilhete dizendo que tinha sido tolo por revelar sua postura sobre a religião a colegas de trabalho, dizia o relatório.

(Reportagem de Robert Evans)

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://br.reuters.com

Denúncias de violações de direitos humanos cresceram 77% em 2012

O número de denúncias de violações de direitos humanos cresceu 77% de 2011 para 2012, segundo balanço da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República. De janeiro a novembro deste ano, o Disque Direitos Humanos, ou Disque 100, realizou 234.839 atendimentos, dos quais 155.336 (66,1%) foram denúncias. No mesmo período de 2011, haviam sido feitas 87.764 denúncias. Desde 2003, quando o serviço começou, o Disque 100 já recebeu e encaminhou 396.693 denúncias. Os números foram divulgados nesta segunda-feira, dia Internacional dos Direitos Humanos.

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Houve aumento de denúncias em todos os estados e em todas áreas temáticas: crianças e adolescentes, idosos, população LGBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais), pessoas com deficiência, moradores de rua, e outros. Durante a apresentação do balanço, realizada na sede da empresa responsável por operar o sistema, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, disse que não é possível afirmar se houve um aumento da violência. Segundo ela, o enfrentamento ao problema melhorou.

– Estamos registrando aumento no número de denúncias que é significativo. A primeira pergunta que se faz é: está havendo aumento da violência? Nós não podemos dizer de forma tão taxativa que se trata de uma aumento da violência. Mas nós podemos dizer que a violência não fica mais invisível, que o Brasil se importa – afirmou a ministra.

Após serem recebidas, as denúncias são examinadas e, depois, encaminhadas para os órgãos responsáveis, como conselhos tutelares, Ministério Público e Defensoria Pública.

As crianças e adolescentes são as principais vítimas das violações de direitos humanos no país, segundo balanço divulgado na manhã desta segunda-feira pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. De janeiro a dezembro de 2012, o Disque Direitos Humanos realizou 234.839 atendimentos, dos quais 155.336 (66,1%) foram denúncias. Dessas, 77% são relacionadas a crianças e adolescentes.

Quando comparados com os números de 2011, o maior aumento no número de denúncias ocorreu no grupo dos idosos: crescimento de 199%, passando de 7.160 para 21.404. Entre os estados, o volume de denúncias cresceu mais no Amapá: 153% entre 2011 e 2012. Em números absolutos, o estado de São Paulo teve mais denúncias: 19.129. O Distrito Federal foi o campeão em termos proporcionais: 92 denúncias para cada 50 mil habitantes.

O estado do Rio de Janeiro registrou 18.874 denúncias de janeiro a novembro de 2012, atrás apenas de São Paulo. Isso representa um crescimento de 92% em relação ao mesmo período do ano anterior. Quando levada em conta o tamanho da população do Rio, o estado foi o quinto com maior número de denúncias (59,02 por 50 mil habitantes), atrás apenas de DF, Rio Grande do Norte, Amazonas e Mato Grosso do Sul.

Os tipos de denúncias de violação de direitos humanos de crianças e adolescentes são negligência (68%), violência psicológica (49,2%), violência física (46,7%) e violência sexual (29,2%). A soma supera 100% porque uma mesma denúncia pode conter vários tipos de violação de direitos humanos. A maioria das denúncias são encaminhadas ao conselho tutelar e ao Ministério Público. Por cor, as principais vítimas são pretos e pardos (61%), seguidos de brancos (38%).

Entre os idosos, o tipo de violência mais comum em 2012 foi negligência (68,7%), seguido de violência psicológica (59,3%), abuso financeiro e econômico ou violência patrimonial (40,1%), e violência física (34%). A maioria é encaminhada para os serviços socioassistenciais, conselhos estaduais do idoso, Ministério Público, e serviços de segurança pública. A maioria das vítimas são mulheres (69%). Segundo a SDH, a maior parte das denúncias é feita por conhecidos dos idosos, e quase nunca por eles mesmos.

– O idoso não traz ele próprio a denúncia. Em geral, o perfil do idoso é não denunciar aquele que o machuca, que o tortura, que o rouba, que o explora, porque essa pessoa, todas as nossas indicações são claras nesse sentido, é da própria família. E o idoso procura preservar a família – disse a ministra.

Em relação às pessoas com deficiência, 63,1% das denúncias são por negligência, 56,5% dizem respeito a violência psicológica, 42,4% se referem a violência física, e 26,6% são por abuso financeiro e econômico ou violência patrimonial. As denúncias, em sua maioria, são encaminhadas aos serviços socioassistenciais, às coordenadorias dos direitos da pessoa com deficiência, ao Ministério Público e aos serviços de segurança pública.

Na população LGBT, o principal tipo de violação é a violência psicológica, que responde por 93,2% das denúncias. Em seguida aparecem: discriminação (82,7%) e violência física (36,2%). As denúncias são encaminhadas principalmente para os gestores de política LGBT, os centros de referência no combate à homofobia, os serviços de segurança pública, e a defensoria pública. Os homens são as maiores vítimas (79%), que se concentram na faixa etária entre 18 e 24 anos. A maioria das vítimas é homossexual ou bissexual, mas houve até mesmo 2% de heterossexuais vítimas de homofobia.

Entre os moradores de rua, negligência foi o principal tipo de violação (57,3%), seguida de violência psicológica (38,7%) e violência física (36%). A maioria das denúncias é encaminhada para o Centro de Defesa Nacional de População de Rua.

Na categoria “outros” – que agrupa violações de populações como quilombolas, ciganos, índios, além de violação policial e tortura – a maioria das denúncias também foi por negligência (61,7%). Em seguida vêm violência física (50,7%), violência institucional, ou seja, a falta de acesso ou negativa de atendimento pelo poder público (50,3%), tortura (48,8%), e violência psicológica (45,6%). A maioria é encaminhada ao Ministério Público e aos serviços socioassistenciais.

Além de receber denúncias, o Disque Direitos Humanos também repassa informações e orientações sobre as ações, programas, campanhas, direitos e serviços de atendimento, proteção e defesa. O Disque 100 funciona 24 horas por dia, todos os dias.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://br.noticias.yahoo.com

Relatório apresenta panorama dos Direitos Humanos no Brasil

A Rede Social de Justiça e Direitos Humanos lança nesta quarta-feira passada (5), em São Paulo, mais uma edição do Relatório Direitos Humanos no Brasil. O documento, que é divulgado anualmente há 13 anos, apresenta um panorama sobre os direitos humanos no país durante o ano de 2012, discutindo questões como o trabalho escravo, a violência contra os indígenas, a homofobia, a Lei da Anistia e a onda de violência em São Paulo, entre vários outros temas. Desde do dia (6), o relatório já poderá ser lido no site da Rede Social.

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O relatório foi elaborado com a colaboração de mais 30 organizações sociais. “Nossa intenção é ampliar a noção que as pessoas têm de direitos humanos, algumas vezes associada a uma imagem reacionária de defesa dos bandidos. Na realidade, mostramos que direitos humanos estão relacionados ao dia a dia de todos nós, ao direito ao trabalho, à saúde, à educação e ao meio ambiente”, disse Maria Luisa Mendonça, codiretora da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos e uma das coordenadoras do relatório.

No relatório deste ano, destacou Maria Luisa, aparecem temas relacionados à questão rural do país. “Um é o aumento da violação dos direitos dos povos indígenas, principalmente em Mato Grosso do Sul. Percebemos que houve aumento da violência, com assassinatos brutais de lideranças indígenas que lutam para manter seu território tradicional. E há também os números decepcionantes em relação à demarcação de terras indígenas e de quilombolas: nenhuma foi demarcada”, disse ela.

Outro problema discutido sobre a questão no campo, disse Maria Luisa, refere-se ao número baixo de assentamentos feitos em 2012. “Este ano registrou um dos piores índices em termos de novos assentamentos em reforma agrária. Vemos isso com preocupação, porque há uma ofensiva do agronegócio para destruir pequenos produtores e o meio ambiente. Enquanto o mundo todo fala em proteção ambiental, o Brasil quer desmantelar sua legislação ambiental. E isso tudo é muito preocupante”, falou.

No relatório, concluído em outubro deste ano, o economista José Juliano de Carvalho Filho, diretor da Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra), diz que a presidenta da República Dilma Rousseff apresentou o pior desempenho em assentamentos para o primeiro ano do mandato desde o governo de Fernando Henrique Cardoso, com 21,9 mil famílias assentadas.

Em 1995, houve o assentamento de 43 mil famílias, enquanto que, em 2003, primeiro ano do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, mais de 36 mil famílias foram assentadas. “Para 2012, as expectativas também não mostram recuperação. O discurso sobre a importância dos instrumentos relativos à produção nos assentamentos em contraposição (e desqualificação) às desapropriações de terras não apenas se manteve no governo Dilma como agora parece crescer em importância, em detrimento da reforma agrária e da justiça no campo”, diz o economista no relatório. Para este ano, baseando-se em números do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o economista diz que não mais do que 35 mil famílias deverão ser assentadas.

No meio urbano, ressaltou Maria Luisa, o relatório mostra, principalmente, “a retomada de grupos de extermínio, principalmente em São Paulo”. No capítulo chamado PM Paulista Tem Carta Branca para Matar, a jornalista e integrante da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo Tatiana Merlino usa dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo para mostrar que o número de homicídios este ano no estado cresceu em relação ao ano passado.

Usando dados divulgados em julho deste ano pela secretaria, o relatório informa que só na cidade de São Paulo ocorreram 586 homicídios no primeiro semestre, contra 482 no mesmo período do ano anterior. “Além disso, dados da Corregedoria da Polícia Militar apontam que julho registrou 54 casos de mortes provocadas pela PM. De janeiro a 24 de julho, foram 283 mortos pela polícia, contra 272 em 2011 – um aumento de 4%”, diz o relatório.

“No meio urbano percebemos também, com preocupação, o aumento no número de conflitos. É um momento muito delicado. A sociedade tem que olhar para tais questões”, falou Maria Luisa.

Para ela, há muitas questões históricas envolvendo os direitos humanos que o Brasil ainda não conseguiu superar. “Falamos em desenvolvimento, mas acho que o Brasil não chegou nem perto de um patamar de bem-estar social. Há o descaso na saúde pública, índices muito deficientes de qualidade na educação. Ainda não temos uma escola e uma saúde pública de qualidade. Ainda faltam direitos básicos em termos sociais e econômicos que estão na raiz do problema da violência. Temos que repensar que modelo de desenvolvimento queremos”, disse ela.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://atarde.uol.com.br

Dia dos Direitos Humanos

O Dia dos Direitos Humanos, lembrado na segunda-feira, 10 de dezembro, apresenta uma oportunidade, a cada ano, de celebrar os direitos humanos, destacar um tema específico e promover o pleno respeito a todos os direitos humanos, por todos, em todos os lugares.

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Em 2012, o foco é sobre os direitos de todas as pessoas: mulheres, jovens, minorias, pessoas com deficiência, povos indígenas, os mais vulneráveis em nível social e marginalizados, a fim de fazer ouvir a sua voz na vida pública e para que ela seja incluída no processo de decisão política.

Estes direitos humanos , os direitos à liberdade de opinião e de expressão, de reunião pacífica e de associação, e de participar no governo (artigos 19, 20 e 21 da Declaração Universal dos Direitos Humanos) – têm estado no centro das mudanças históricas no mundo árabe nos últimos dois anos, em que milhões foram às ruas para exigir mudanças.

Para Navi Pillay, alta comissária da ONU para os direitos humanos, todos os cidadãos devem ter o direito e a oportunidade de participar na gestão dos assuntos públicos, diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos

Em outras partes do mundo, as pessoas fizeram suas vozes serem ouvidas por meio do movimento global Occupy (Ocupar, em inglês), que protestou contra a desigualdade econômica, política e social.

Mensagens de autoridades

“Grupos da sociedade civil vibrantes estão entre as chaves para o bem-estar e o funcionamento de qualquer nação, e as Nações Unidas deploram medidas tomadas para reprimi-los. Por isso, neste Dia de Direitos Humanos, as Nações Unidas estão destacando o direito de participar e os direitos associados que tornam possível a liberdade de expressão e de opinião, bem como de reunião e associação pacíficas”, destacou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em mensagem especial sobre a data.

Para Navi Pillay, alta comissária da ONU para os direitos humanos, todos os cidadãos devem ter o direito e a oportunidade de participar na gestão dos assuntos públicos, diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos. “Toda pessoa tem o direito de votar e de ser votada, e de ter acesso ao serviço público, bem como à liberdade de expressão, reunião e associação. (…) Esses direitos deveriam se aplicar a todos. (…) Infelizmente, muitas pessoas não os têm”, observou.

Campanha da ONU

Compartilhe seus pensamentos sobre o direito de participar na vida pública e no processo de tomada de decisões políticas, usando a hashtag #VoiceCount no Twitter – o perfil oficial da ONU no Brasil (@ONUBrasil) irá retuitar mensagens selecionadas.

Faça parte de uma série de quatro “Google+ Hangouts”, entre 22 de novembro e 10 de dezembro, para se envolver com altos funcionários da ONU e destacados especialistas sobre os direitos das minorias, pessoas com deficiência, o impacto do negócio sobre os direitos humanos, entre outros temas. (Saiba como participar embit.ly/Tg0nUT)

Você também pode enviar as suas perguntas usando a hashtag #AskRights. Questões selecionadas serão respondidas pela Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, em um dos Hangouts no Google+.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.ibahia.com/

Transtorno Bipolar: a vida na montanha russa

Primeiro a angústia, o desânimo, a falta de vontade de se levantar da cama. Depois, vêm a animação, extrema autoconfiança, sensação de poder, vontade de fazer mil coisas ao mesmo tempo. A primeira impressão é que essas sensações são de duas pessoas, uma depressiva, outra eufórica.

Mas, na verdade, trata-se do mesmo homem ou mulher – alguém que sofre de transtorno bipolar de humor, doença psiquiátrica que atinge cerca de 3% da população mundial, caracterizada por oscilações abruptas de humor, com episódios de depressão e de mania (o oposto da depressão).

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A doença mental está entre as dez que mais afastam os brasileiros do trabalho. Ocupa o terceiro lugar na lista, depois da depressão e da esquizofrenia, conforme levantamento da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em novembro de 2007.

“O humor é o pano de fundo da nossa vida emocional. Normalmente, se acontecem coisas boas, as pessoas ficam alegres, se acontecer algo ruim, ficam tristes. Para quem tem transtorno bipolar, a lógica não é sempre essa. O humor pode oscilar muito e de forma muitas vezes independente do que ocorre ao redor. Os acontecimentos influenciam de forma nem sempre previsível. Se morre alguém, imagina-se que a pessoa fique triste, mas o bipolar pode entrar numa crise de euforia, ficar ‘elétrico’, ou mesmo irritável e não porque não gostava da pessoa, mas porque o estresse desencadeou uma instabilidade da doença. Por isso, o transtorno é imprevisível”, explica Sérgio Nicastri, psiquiatra do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).

Uma das principais evidências de que a doença está relacionada às reações químicas do cérebro é que os remédios dão resultado. Entretanto, o mecanismo de funcionamento da doença é um processo extremamente complexo. Ainda não há certezas sobre neurotransmissores ou reações químicas que estejam envolvidas no desencadeamento da doença. O que se sabe é que alterações da serotonina e da noradrenalina cerebrais estão relacionadas à depressão e a dopamina é o neurotransmissor mais relacionado aos episódios de mania.

Gangorra de sentimentos

“Não tinha idéia do que estava acontecendo comigo. Ia trabalhar todos os dias, mas, quando o ponteiro marcava três horas, era como se fosse um relógio biológico, eu precisava largar tudo o que estivesse fazendo e sair correndo para casa. Porque era insuportável continuar. Eu me jogava na cama e apertava o edredom contra meu peito, a sensação era que ele estava completamente aberto, sem nenhum tipo de proteção e coisas poderiam escapulir dali. Doía muito e o cobertor me dava segurança. Pouco depois, soube que isso se chamava angústia.”

Esse é um trecho do livro Não Sou Uma Só: Diário de Uma Bipolar, de Marina W. (editora Nova Fronteira). Trata-se de uma autobiografia que traz as alegrias e as angústias dessa jornalista, que só descobriu ser bipolar depois de casada e mãe de dois filhos, segredo guardado por ela durante mais de 20 anos. O diagnóstico tardio, inclusive, é um dos principais problemas no tratamento. Ainda é muito comum o paciente ser visto apenas como depressivo quando, na verdade, vai de um extremo a outro.

A transição abrupta entre as fases depressivas e maníacas é chamada pelos médicos de virada de humor. Os episódios de mania e depressão podem variar em dias, semanas ou até meses. “Os bipolares também têm fases de normalidade”, afirma o dr. Nicastri.

Durante a depressão, as sensações são de diminuição da energia, redução ou até incapacidade de sentir prazer, melancolia, desesperança e pensamentos pessimistas ou negativos, que podem incluir a idéia de suicídio. Os episódios de mania geralmente envolvem sensação aumentada de energia e poder, aceleração da velocidade do pensamento, diminuição da necessidade de sono, idéias de grandiosidade e comportamentos desinibidos e pouco críticos, que podem resultar em gastos excessivos, por exemplo. Muito do que se faz nessa fase, os bipolares nem sequer sonhariam em fazer no estado normal de humor.

Para desencadear uma crise não há motivos ou situações específicas. O estopim pode estar relacionado ao estresse, tanto positivo quanto negativo. Perder o emprego, separar-se ou mesmo casar-se e receber uma promoção no trabalho podem ser fatores com potencial para provocar uma crise de mania ou depressão. “Nos pacientes em tratamento, o uso irregular ou mesmo a interrupção da medicação são um fator importante para que novos episódios da doença voltem a se manifestar”, enfatiza o dr. Nicastri.

Diagnóstico na balança

Existe uma tendência de que, em uma mesma família, haja várias pessoas com diagnóstico da doença, o que sugere uma grande participação genética nesse transtorno. Entretanto, ainda não há comprovações científicas. Os fatores ambientais também interferem na manifestação do problema.

“O estresse e a rotina agitada podem colaborar para que os efeitos da doença sejam maiores ou menores”, explica o psiquiatra. Hoje, o ritmo de vida é mais acelerado, o acesso e o consumo de substâncias lícitas e ilícitas que interferem no humor são mais fáceis, por exemplo.

Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhor para o paciente, sua família e amigos. O fato é que alguém que tenha depressão vai procurar ajuda porque se sente mal. Porém, a pessoa que passa por crises de euforia sente-se muito bem – até demais – para achar que esse estado inspire cuidados médicos. Isso pode atrasar a procura por ajuda e, conseqüentemente, o tratamento.

É uma barreira explicar e convencer alguém de que aquele estado de energia intensa, por mais agradável que pareça, é uma doença, por conta dos riscos a que a pessoa se expõe, como a impulsividade que leva a comportamento sexual desinibido, entre outros atos impensados.

Familiares e amigos podem ajudar o psiquiatra nesses casos, sinalizando comportamentos não habituais. Nos casos de gradação leve da doença, a chamada hipomania – quando o paciente é tímido e se torna extrovertido, por exemplo –, quem convive com a pessoa deve sinalizar ao médico que normalmente ela não se comporta daquela maneira. Entretanto, para o paciente é difícil perceber que essas mudanças no comportamento são manifestações do transtorno, mesmo que em grau leve.

Embora a doença apareça mais frequentemente no fim da adolescência ou início da vida adulta, crianças e adolescentes também podem sofrer com esse transtorno. Nos EUA, o número de diagnósticos de bipolaridade entre crianças e adolescentes cresceu 40 vezes na última década. A hipótese para esse aumento é a maior conscientização de médicos sobre o transtorno ou ainda um possível excesso de diagnóstico, em que uma criança mal-humorada pode ser tratada como doente.

Medicamentos e terapia: o caminho para uma vida normal

Assim como uma série de outras doenças, o transtorno bipolar não tem cura, mas controle. É como ter hipertensão ou diabetes: a doença continua ali, mas o paciente aprende a reconhecer sinais, controlar e conviver com ela, enquanto leva uma vida normal. “Queremos que o paciente seja o gerente de sua saúde para reconhecer uma estabilidade ou piora da doença, além de tomar os remédios corretamente”, esclarece o dr. Nicastri.

Os medicamentos mais utilizados atualmente são o lítio e alguns anticonvulsivantes, pois mostram bons efeitos na estabilização do humor. Algumas vezes, podem ser indicados também antidepressivos, mas com ressalvas porque podem, em vez de trazer o paciente para um estado de normalidade de humor, induzir à crise de euforia. Medicamentos conhecidos como antipsicóticos, sobretudo alguns desenvolvidos mais recentemente, têm sido empregados como estratégia para obter a estabilização de humor.

O lítio, primeiro estabilizador de humor, descoberto na década de 1970, ainda é largamente utilizado. Essa substância foi consagrada porque – além de tratar o transtorno bipolar – é capaz de prevenir novas crises. O problema é que se trata de uma substância potencialmente tóxica, o que torna a monitoração da sua quantidade no sangue fundamental para a segurança do tratamento.

Além dos medicamentos, a terapia pode ajudar a pessoa a entender que tem uma doença e a aceitar o tratamento. É dar-se conta de como funciona o transtorno e saber diferenciar o que é normal do que foge do controle.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.einstein.br

Transtorno mental que mais causa suicídios, bipolaridade lesa o cérebro

O transtorno bipolar é progressivo e leva à perda da função de neurônios, segundo novos estudos, liderados por pesquisadores brasileiros.

A doença, caracterizada pela alternância entre depressão e euforia (mania, como os médicos dizem), atinge 2,2% da população: são 4,2 milhões de brasileiros, segundo estimativa da Associação Brasileira de Psiquiatria.

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Crises bipolares não têm nada a ver com as mudanças de humor da pessoa “de lua”, que passa uma manhã agitada ou se irrita facilmente.

Um episódio de mania pode durar dias ou semanas e levar a alteração do sono, perda do senso crítico e comportamentos compulsivos como comprar demais ou consumir álcool e drogas.

Como tantos outros nomes de patologias, a expressão “bipolar” é usada fora do contexto médico. “Há um entendimento errado da bipolaridade. É uma doença muito grave, com uma série de sintomas. Mudar de humor rapidamente não faz o diagnóstico”, diz o psiquiatra Beny Lafer, coordenador do Programa de Transtorno Bipolar do Hospital das Clínicas de São Paulo.

BANALIZAÇÃO

A bipolaridade é a doença mental que mais mata por suicídio: cerca de 15% dos doentes se matam. Os pacientes têm um risco 28 vezes maior de apresentar comportamento suicida do que o resto da população e até metade dos doentes tenta se matar, mostram levantamentos.

“A expectativa de vida de homens bipolares é 13 anos menor e de mulheres bipolares é 12 anos menor do que a da população em geral, segundo um estudo dinamarquês. A expectativa de vida do bipolar é comparável à do esquizofrênico”, diz o psiquiatra Fábio Gomes de Matos e Souza, professor e também pesquisador da Universidade Federal do Ceará.

Considerando a gravidade, os médicos todos criticam a popularização do termo.

“É banalizar a doença. Estar triste é uma coisa, estar deprimido e não conseguir sair de casa é outra”, diz a psiquiatra Ângela Scippa, presidente da Associação Brasileira de Transtorno Bipolar.

De acordo com as últimas descobertas científicas, as crises de euforia e depressão são tóxicas ao cérebro.

ENXURRADA NO CÉREBRO

O grupo do psiquiatra Flávio Kapczinski, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, é referência na área e publicou artigos em novembro e dezembro nas revistas “Translational Psychiatry” e “Current Psychiatry Reports”.

“Assim como o organismo do diabético sofre com os picos de glicemia, o cérebro de quem tem transtorno bipolar não controlado sofre com o excesso de neurotransmissores”, diz Kapczinski.

As crises são acompanhadas da descarga de substâncias como dopamina e glutamato. Na tentativa de controlar o incêndio, o organismo manda para a região células protetoras. “Essas células produzem inflamação, causando a perda de conexões entre neurônios. São os achados mais recentes, nem estão publicados ainda”, adianta.

Após cinco episódios do transtorno perde-se 10% do hipocampo, área responsável pela memória, estima o psiquiatra Matos e Souza.

A médio prazo, a doença fica mais grave e as crises, frequentes e fortes. O doente responde cada vez menos à medicação. “Ele passa a ter problemas de memória, planejamento e concentração, funções ligadas à parte frontal do cérebro”, diz Kapczinski.

DIAGNÓSTICO

Os primeiros surtos de transtorno bipolar surgem como crises de depressão em 60% dos casos, daí a dificuldade no diagnóstico. O transtorno aparece, em geral, até os 25 anos.

Quando a doença se manifesta como mania, os sintomas são confundidos com os de esquizofrenia (megalomania, alucinações). “O diagnóstico leva até dez anos”, afirma Helena Calil, psiquiatra e professora da Unifesp.

A dificuldade de determinar a doença é comum entre os transtornos mentais, lembra Jair Soares, psiquiatra brasileiro e pesquisador na Universidade do Texas em Houston (EUA).

Não há um marcador biológico que possa ser medido em um teste. “Dependemos do diagnóstico clínico, da descrição dos sintomas pelo paciente”, completa Soares.

A avaliação clínica não consegue diferenciar uma depressão bipolar de outras. “O tratamento com antidepressivo puro pode agravar a doença. É um risco. Às vezes, só assim para descobrir”, diz a psiquiatra Ângela Scippa.

Os casos mais complexos envolvem crises de hipomania, uma mania leve que pode aparecer como ciúme ou irritabilidade. Sentimentos normais que, no bipolar, são exagerados e causam prejuízos à vida –essa é a fronteira entre normal e patológico.

O alerta deve vir quando a família se queixa de instabilidade: a pessoa mostra alterações visíveis e fases de normalidade. Outros sinais são: histórico familiar (80% dos casos são hereditários), alterações no sono e uso de álcool e drogas (metade dos bipolares é dependente).

HIPOMANIA LEVE

Antes, o transtorno bipolar era conhecido como psicose maníaco-depressiva e incluía casos mais graves. Agora, se discute se pessoas com depressão e hipomania leve (irritadas, ciumentas demais) devem ser tratadas como bipolares –metade dos que sofrem de depressão se enquadra no perfil. Ou seja, 10% da população.

“Já há evidências científicas para isso”, defende o psiquiatra Teng Chei Tung, do Hospital das Clínicas da USP.

Para Soares, se a caracterização for expandida demais, corre o risco de abarcar gente que não se beneficiará com o tratamento. “Será que vamos tratar pacientes que, em vez de melhorar, vão piorar?”, diz.

A psicoterapia aumenta a adesão ao tratamento com remédios e ajuda a pessoa a conhecer os gatilhos das crises. “É importante, mas complementar”, diz Leandro Malloy-Diniz, psicólogo e presidente da Sociedade Brasileira de Neuropsicologia.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.folha.uol.com.br


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