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Criança pode ter “pressão alta”

Chamada de “mal silencioso”, a hipertensão arterial – antes exclusividade entre adultos – pode fazer parte da rotina dos pequenos. Observada cada vez mais precocemente, sua incidência varia de 2% a 13% entre crianças e adolescentes. A explicação, na maior parte das vezes, está no estilo de vida contemporâneo, que reúne maus hábitos alimentares e sedentarismo, resultando em obesidade e problemas associados, entre os quais a pressão alta.

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“Nos últimos anos, chama a atenção o aumento da hipertensão entre as crianças, principalmente em idade escolar, por conta do estilo de vida inadequado, com muita gordura e sal na alimentação e pouca ou nenhuma atividade física”, afirma a dra. Tatiana Jardim Mussi Wilberg, cardiologista infantil do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).

A agenda atribulada também é apontada pelos especialistas como um dos motivos do aumento do distúrbio na infância e na adolescência. “Já percebemos casos de hipertensão por fatores psicológicos como ansiedade e estresse, bastante comum entre crianças com atividades extracurriculares em demasia e jovens que vão prestar vestibular”, avalia a cardiologista.

A medida correta

O ideal é que o pediatra comece a medir a pressão arterial, nas consultas de rotina, a partir dos 3 anos de idade. Mas o diagnóstico requer cautela. Assim como os adultos, os pequenos podem apresentar casos de hipertensão arterial transitória, conhecida como “síndrome do avental branco”, quando a pressão aumenta na presença do médico. Por isso, é recomendado comparar duas ou três medições em situações e horários diferentes.

“Se a mãe percebe que esse cuidado não faz parte da rotina do pediatra, tem de lhe pedir que faça a medição. Além de monitorar a pressão arterial do pequeno, o exame colabora para a detecção de doenças relacionadas à hipertensão”, alerta Gustavo Foronda, cardiologista infantil do Einstein.

Outro detalhe importante é o aparelho de medição: um modelo especial, diferente do utilizado nos adultos. “O equipamento precisa ter ajustes adequados para os braços e o melhor é aquele que faz as medições automaticamente”, explica Eduardo Mesquita de Oliveira, cardiologista do HIAE e responsável pelo Ambulatório de Cardiologia Infantil da Comunidade de Paraisópolis, mantido pela Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. “A pressão arterial nas crianças é diferente de acordo com a idade, o peso e a altura. Existem tabelas que definem se o valor medido está dentro do padrão da normalidade”, explica o médico.

Genética e estilo de vida

Entre filhos de pais hipertensos é maior a probabilidade de desenvolver o problema no futuro. Nessas famílias, portanto, o acompanhamento dos níveis de pressão arterial da criança deve começar logo cedo. E mais: todos têm de adotar um novo estilo de vida que reuna alimentação saudável e atividade física. “Essa é a forma de garantir mais adesão das crianças e adolescentes”, explica a dra. Tatiana.

Nas crianças, os principais fatores de risco para elevar a pressão – além do histórico familiar – são o sedentarismo, a obesidade e a alimentação inadequada. Já entre os adolescentes, também contribuem hábitos como o tabagismo, a ingestão de álcool e de drogas, o uso de anticoncepcionais orais e de anabolizantes.

“A prevenção é fundamental e deve ser perseguida obstinadamente”, afirma o dr. Mesquita. “Uma criança ou adolescente hipertenso poderá ter lesões no que chamamos de órgãos-alvo: cérebro, coração e rins. Isso traz consequências seriíssimas, como o acidente vascular cerebral (AVC), a insuficiência cardíaca e, por exemplo, a necessidade de hemodiálise por perda das funções renais, no futuro. A ideia é ficar atento e, se houver hipertensão, manter sob controle desde cedo”, orienta o médico.

Exames laboratoriais simples – como a análise da urina e as dosagens sanguíneas de ureia, creatinina e potássio (para avaliar a função renal), além de glicose, colesterol e ácido úrico –, assim como eletrocardiograma, podem apontar as causas da hipertensão. Com os resultados, já se pode avaliar que tipo de tratamento deve ser realizado.

Mudança de hábitos: primeira fase do tratamento

Só a mudança no estilo de vida resolve 95% dos casos de hipertensão infantil idiopática, ou seja, sem causa determinada. Incluir atividade física no dia-a-dia e alimentos saudáveis, além de retirar o excesso de sal nas refeições, é o primeiro passo para manter a pressão arterial no nível adequado.

O dr. Foronda aconselha a substituição do videogame por outras atividades. “Os jogos promovem uma neuroestimulação que pode aumentar a carga de estresse e ainda colaboram para que crianças e adolescentes fiquem cada vez mais sedentários”, explica. Os melhores exercícios para essa fase, segundo o dr. Mesquita, são a caminhada, o ciclismo e a natação.

Os outros 5% dos casos estão relacionados às causas secundárias, que precisam de tratamentos mais específicos. Quanto mais jovem o paciente, maior a probabilidade de a hipertensão ser consequência de outros males, como estreitamento da aorta, inflamação dos rins ou tumores suprarrenais. Quando a mudança de hábito não resolve, é preciso partir para a medicação. Mas isso apenas nos casos de hipertensão genética e com variações de moderada a importante – que trazem mais riscos à saúde.

Os medicamentos utilizados por crianças e adolescentes são os mesmos dos adultos. No entanto, o médico tem de ficar atento às respostas do organismo e aos efeitos colaterais para acertar a dosagem. Por exemplo: betabloqueadores e inibidores de enzimas, dois tipos prescritos, podem trazer algumas ressalvas para o uso infanto-juvenil. Os betabloqueadores não são os mais indicados para os asmáticos, atletas ou jovens em idade reprodutiva, pois podem interferir na atividade sexual. Já os inibidores de enzimas não são aconselhados para as jovens em idade fértil, pois podem prejudicar o feto em caso de gravidez.

Em suma, no caso da hipertensão infantil, valem as máximas: prevenir é melhor do que remediar e boa alimentação começa no berço.

Conselhos para pais e filhos

  • Mantenha hábitos alimentares saudáveis
  • Diminua o consumo de sal
  • Deixe de ingerir gorduras saturadas
  • Faça atividade física regularmente
  • Não fume

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site:  http://www.einstein.br/

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10 Mandamentos para Ser 12 por 8

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Siga estes 10 passos para controlar a pressão alta

A hipertensão arterial ou, simplesmente, pressão alta é gatilho certo para uma série de males — e não só aqueles que envolvem o sistema circulatório. “Normalmente, um paciente com pressão igual ou superior a 140/90mmHg é diagnosticado como hipertenso. São pessoas mais sujeitas a sofrer com falhas no coração, nos rins e até no cérebro” explica o cardiologista Enéas Rocco.

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A doença é crônica (não tem cura, mas pode ser controlada) e, por isso, é importante fazer exames regulares para detectar como andam seus batimentos cardíacos. Mas atenção: ter pressão alta não é sinônimo de ser hipertenso.

“Para ser considerado hipertenso, o paciente tem de permanecer com a pressão mais alta do que o normal” , diz o médico. Isso porque, momentaneamente, qualquer pessoa está sujeita a uma variação na freqüência cardíaca. Um esforço físico mais intenso ou momentos de estresse, por exemplo, alteram esses números.

Algumas atitudes, no entanto, ajudam não só a prevenir o problema como controlam níveis já elevados de pressão. Confira a seguir uma lista delas e imprima uma marca saudável ao seu dia a dia.

1. Manutenção do peso ideal– o sobrepeso aumenta dificulta o esforço do coração para conseguir bombear o sangue. Na prática, o músculo é exigido demais. “Como o bíceps de quem levanta peso, o coração de uma pessoa obesa acaba hipertrofiado” , explica o cardiologista. Com um risco: as lesões causadas pelo esforço excessivo podem se tornar irrecuperáveis.

2. Prática de atividade física atividades físicas regulares, principalmente as aeróbias, contribuem para a melhora de todo o sistema circulatório e pulmonar. Só tome cuidado com os exageros: antes de começar qualquer treino, procure um especialista e faça uma avaliação geral. 

3. Redução de sal – o excesso de sal na dieta leva à retenção de líquidos, acarretando a hipertensão. Por isso, maneire na hora de temperar a comida e diminua o consumo de enlatados e alimentos em conserva.

4. Evitar bebidas alcoólicas: O álcool em grande quantidade é inimigo feroz da pressão sob controle. Corte as bebidas da sua dieta ou consuma com muita moderação.

5. Dieta saudável: Gorduras saudáveis e pouco sal são medidas indispensáveis na dieta de quem quer manter o coração saudável. Inclua ainda muitas frutas, verduras e legumes. Cortar a carne não é preciso, mas dê preferência aos cortes magros, ou seja, com menos gordura.

6. Medicamentos: se o médico recomendou, não deixe de tomar. Mas nada de sair por aí imitando a receita alheia. Vale lembrar que alguns medicamentos podem elevar a pressão, como os antiiflamatórios e anticoncepcionais, ressalta o cardiologista.

7. Cigarro: o tabaco, em conjunto às outras substâncias tóxicas do cigarro, eleva a pressão imediatamente além de comprometer toda sua saúde. Parar de fumar imediatamente é fundamental , alerta o professor de Cardiologia da Santa Casa de São Paulo, Ronaldo Rosa.

8. Estresse: ele aparece como resposta do organismo às sobrecargas físicas e emocionais, acarretando a hipertensão e doenças do coração. Controle suas emoções e procure incluir atividades relaxantes na sua rotina.

9. Exames médicos: avaliações regulares não só ajudam a identificar o problema no começo, facilitando o tratamento, como servem para adequar o uso de medicamentos de forma mais eficaz.

10. Medir a pressão: no mínimo uma vez por ano, todas as pessoas devem fazer isso. A recomendação é da Sociedade Brasileira de Hipertensão, que alerta para esse simples exame como uma forma de prevenir problemas mais sérios.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.minhavida.com.br/

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Estudo avalia prevalência de hipertensão resistente no país

Determinar a prevalência da hipertensão resistente na população brasileira e padronizar o tratamento desses pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS) são os objetivos de um estudo que vem sendo realizado em 25 hospitais universitários de todo o Brasil sob a coordenação de pesquisadores do Instituto do Coração (InCor) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

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Uma análise preliminar detectou o problema em 16% dos 1.692 hipertensos avaliados. Os dados foram apresentados por Eduardo Moacyr Krieger, pesquisador responsável e vice-presidente da FAPESP, durante o evento internacional World Health Summit – Regional Meeting Latin America, organizado pela FMUSP entre os dias 6 e 8 de abril.

“Costumam ser considerados hipertensos resistentes aqueles pacientes cuja pressão permanece elevada mesmo após tratamento com doses adequadas de três medicamentos anti-hipertensivos de diferentes classes, sendo um deles necessariamente um diurético”, explicou Krieger.

Nesses casos, especialistas estimam que o risco de desenvolver doenças graves, como acidente vascular cerebral, infarto, insuficiência cardíaca e doença renal seja três vezes maior do que em pacientes com hipertensão controlada – que, por sua vez, já apresentam risco mais elevado em relação à população normotensa.

A hipertensão resistente é considerada um problema emergente de saúde pública global, principalmente em função do aumento da expectativa de vida e dos casos de apneia do sono, diabetes e obesidade. Existe ainda a hipótese de que o consumo excessivo de sal possa estar contribuindo para o crescimento no número de casos.

“Há um consenso sobre a necessidade de tratar o hipertenso com três classes de medicamentos diferentes antes de considerá-lo resistente. Mas, quando o tratamento falha, sempre fica a dúvida: qual deve ser a quarta ou quinta droga a ser escolhida? Quase não há dados na literatura científica e, por esse motivo, decidimos propor esse projeto especialmente orientado para a população brasileira”, contou Krieger.

Batizado de Resistant Hypertension Optimal Treatment (ReHOT), o estudo multicêntrico conta com apoio do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da FAPESP, por meio do Programa de Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS).

Foram incluídos ao todo 1.927 pacientes com hipertensão severa – acima de 160 milímetros de mercúrio (mmHg) de pressão sistólica (máxima) e 110 mmHg de pressão diastólica (mínima) – em uma amostra considerada representativa da população brasileira. Atualmente, são considerados valores pressóricos ideais aqueles em torno de 120/80 mmHg e hipertensão acima de 140/90 mmHg.

A pressão foi medida tanto em consultório quanto por um método conhecido como MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial), no qual medidas são feitas a cada 20 minutos, durante 24 horas, por um monitor acoplado à cintura, com o objetivo de registrar as variações durante o ciclo de sono e vigília.

Os pacientes considerados elegíveis foram tratados ao longo de três meses com doses adequadas de medicamentos disponíveis na rede pública de saúde. Após esse período, uma segunda avaliação revelou que 84% estavam com a pressão normalizada.

Foram considerados resistentes aqueles que após os três meses de tratamento apresentavam pressão clínica acima de 140/90 mmHg e pressão ambulatorial de 24 horas de 130/80 mmHg. Em uma segunda etapa da pesquisa, esses pacientes estão sendo divididos aleatoriamente em dois grupos. Metade será tratada com o medicamento clonidina e, os demais, com a droga espirolactona.

“Aquele que mostrar melhor efeito poderá ser incluído no tratamento padronizado do SUS e administrado em conjunto com as outras três classes de anti-hipertensivos já usadas”, explicou Krieger.

Para Krieger, o projeto ReHOT exemplifica a importância da união entre as universidades e o poder público para a realização de pesquisas voltadas a melhorar a prevenção e o tratamento na rede pública de saúde. “A obrigação da universidade não termina com a formação do médico. A universidade detém o conhecimento e os núcleos de pesquisa, que são os mais indicados para fazer análises de custo-benefício. E o patrocínio possível para isso vem de preferência do poder público”, afirmou.

O escopo do projeto ReHOT foi divulgado em um artigo publicado em 2013 na revista Clinical Cardiology. Os dados preliminares foram apresentados por Krieger durante o simpósio “Deciphering the Public Health Situation in Brazil”, que integrou a programação do World Health Summit – Regional Meeting Latin America.

Decifrando a saúde pública

Na mesma sessão, o pesquisador da FMUSP Paulo Andrade Lotufo apresentou dados preliminares do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA Brasil), cujo objetivo é investigar a incidência e os fatores de risco para doenças crônicas, em particular, as cardiovasculares e o diabetes. A amostra é composta por 15.105 funcionários de seis universidades públicas entre 35 e 74 anos.

Moyses Szklo, professor da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, apresentou dados do Projeto Erica – Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes, que conta com uma amostra de 75 mil adolescentes de 12 a 17 anos e pesquisadores de 35 instituições do Brasil.

Outro estudo em andamento apresentado por Flávio Danni Fuchs, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi o Prevenção de Eventos Cardiovasculares em Paciente com Pré-Hipertensão e Hipertensão Arterial (Prever). Neste caso, o objetivo é investigar se o tratamento medicamentoso de indivíduos com pré-hipertensão reduz a incidência de hipertensão arterial e determinar a melhor combinação de drogas a ser usada.

Joyce Schramm, pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP-Fiocruz), apresentou dados de seus estudos sobre carga de doença no país, que mostram redução nos casos de morte e incapacidade causados por doenças infecciosas e aumento nos casos resultantes de doenças não infecciosas, como as cardiovasculares e os transtornos mentais.

World Health Summit

Focado nos principais desafios da América Latina na área da saúde, o World Health Summit – Regional Meeting Latin America contou com simpósios das Escolas de Medicina da M8 Alliance – rede formada por 16 instituições de 14 países, entre elas a FMUSP.

O encontro visa a articular a comunidade científica, políticos e representantes da sociedade civil e do setor privado na discussão de soluções com base no conhecimento científico para enfrentar os desafios da saúde global, como a prevenção e o controle de doenças, o desenvolvimento de abordagens inovadoras e práticas mais eficazes.

A programação foi organizada em torno de cinco linhas temáticas: “Expectativa de vida saudável”, “Saúde urbana/Saúde em megacidades”, “Aumento na capacidade de pesquisa para incorporar tecnologias”, “Gerenciamento de sistemas de saúde para garantir cobertura universal” e “Educação em saúde”.

No dia 7 de abril, o encontro contou com a participação do presidente da FAPESP, Celso Lafer, que presidiu a mesa da palestra proferida por Gary Gibbons, diretor do National Heart, Lung and Blood Institute (NHLBI), órgão ligado ao National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos.

O diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, foi moderador, ao lado de José Eduardo Krieger (InCor-USP), pró-reitor de pesquisa da USP, do simpósio “Challenge to Improve Prevention and Outcomes in Cardiovascular Diseases”. Além de Gibbons, a sessão reuniu Joaquim Bernoya (diretor de Pesquisa da Unidade Cardiovascular da Guatemala), Jose Patricio Lopez-Jaramillo (Universidad de Santander, na Colômbia) e Alexandre da Costa Pereira (InCor-USP).

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Cuidados para manter a saúde da voz

A voz é um instrumento essencial para a comunicação. Somos identificados e podemos expressar sentimentos e desejos por meio dela. Mas, no dia a dia, muitos se esquecem de tomar os devidos cuidados para manter uma boa saúde vocal. Com o objetivo de alertar a população sobre sua importância, no dia 16 de abril, é celebrado o Dia Mundial da Voz.

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De acordo com a fonoaudióloga do Serviço de Fonoaudiologia do A.C.Camargo Irene de Pedro Netto, primeiramente é interessante esclarecer a diferença entre voz e fala. “A vibração das cordas vocais geram a voz e a fala é a articulação das palavras. Pessoas que têm uma difícil articulação podem tencionar mais a laringe onde estão localizadas as cordas vocais”, esclarece.

Para manter a saúde da voz, deve-se ingerir água em temperatura ambiente, evitar falar em ambientes ruidosos, evitar alimentos condimentados, lactose, chocolate e café, principalmente em dias em que ela será muito utilizada.

Estes alimentos condimentados podem causar o refluxo, um fator irritativo para a laringe, podendo gerar uma alteração vocal. Já a quantidade excessiva de chocolates, achocolatados e leite deixam a saliva da boca mais grossa, dificultando a fonoarticulação. Para deixar a saliva mais fluida e a fala mais clara, explica a fonoaudióloga, recomenda-se comer maçã, pois a fruta tem adstringentes que favorecem uma voz mais saudável.

Existem, alguns exercícios benéficos para mantê-la saudável, mas Irene salienta a importância de realizá-los sempre após recomendação fonoaudiológica, pois o tipo, a quantidade, e intensidade desses exercícios são determinados dependendo de cada caso. “Em geral, são exercícios de vibração da mucosa que envolve as cordas vocais e relaxamento da musculatura laríngea, para deixar a vibração das pregas vocais harmoniosas e dar resistência muscular a fim de proporcionar a cada pessoa uma boa demanda de fala, sem apresentar alteração”, afirma.

Atividades de aquecimento e desaquecimento também são importantes para pessoas que utilizam muito a voz, como palestrantes. “Antes de dar uma palestra, deve-se aquecer a voz e, após terminar, desaquecê-la para relaxar. Quando uma pessoa fala durante bastante tempo, a tendência é alterar o tom e a altura da voz, mantendo essa alteração ao longo dia, exigindo da musculatura da laringe a mesma força. Por esse motivo é importante o desaquecimento da voz”, complementa a fonoaudióloga. Para pessoas que usam a voz normalmente durante o dia e não se queixam de fadiga e cansaço ao falar, os exercícios podem ser preventivos.

A água deve ser uma aliada. Os dois litros que se deve ingerir por dia, distribuídos em pequenos goles, ajudam a manter todo o corpo hidratado. “A água tem que estar em temperatura ambiente, pois o líquido muito gelado pode agredir a mucosa da faringe e da laringe”, alerta.

Algumas pessoas acreditam que mel e própolis, gargarejos com vinagre, gengibre ou pastilhas melhoram esses sinais. “Isso é um mito. Na realidade, essas atitudes mascaram as sensações negativas, como se anestesiassem o local, dando apenas uma sensação de conforto e não tratando o problema”, explica. Uma faringite mal cuidada e que causa dor durante a deglutição pode alterar, consequentemente, a voz. Portanto, evite falar nestas situações e sempre procure um especialista em casos de sintomas constantes.

Outros cuidados diários envolvem: não gritar de forma frequente e evitar falar alto ou pigarrear demais; falar baixo (cochichar) também deve ser evitado, pois pode gerar uma lesão laríngea, que é tão maléfica quanto a provocada pelo ato de falar alto; falar menos quando se está resfriado, pois o esforço na laringe é maior; e dormir bem é fundamental, pois a voz descansa durante o sono.

Não existem exercícios de voz que previnam o câncer. O trabalho da fonoaudiologia no Hospital A.C.Camargo começa após a resseção do tumor, aplicando a terapia adequada em cada caso. Portanto, é importante evitar os fatores de risco para os tumores de cabeça e pescoço, como tabaco, bebidas alcoólicas, poluição do ar, infecção por HPV, refluxo gastresofágico e inalação frequente de produtos químicos, que podem afetar a qualidade da sua voz.

Informações parciais. Confira o texto na íntegra, acessando o site: http://www.accamargo.org.br/

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Dia Mundial da Voz

Anualmente, em 16 de abril, comemoramos o “Dia Mundial da Voz”. Celebração que temos o orgulho de ter sido iniciada no Brasil, em 1999, e que a partir de 2003 passou a ter expressão internacional, com diversos eventos organizados também nos Estados Unidos, Europa e Ásia.

VOZES

O objetivo da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia neste dia e na semana que o circunda é promover a conscientização da população sobre a importância da voz humana para a promoção da saúde, bem como realizar conscientização de sinais e sintomas que favoreçam o diagnóstico precoce de doenças, como o câncer de laringe, que podem comprometer a qualidade de vida e a própria sobrevida dos indivíduos.

A celebração do “Dia Mundial da Voz” é de extrema importância e representa uma oportunidade única de disseminar conhecimento, orientar a população, promover ações de saúde e auxiliar no encaminhamento adequado de problemas potenciais ou reais.

Nosso slogan: Seja Amigo da sua Voz!”.

HISTÓRICO DA CAMPANHA 

Unam-se para fortalecer a corrente em favor de vozes saudáveis!A primeira grande Campanha da Voz no Brasil se deu em virtude das comemorações da Semana Nacional da Voz, comemorada entre 12 e 16 de Abril de 1999. O evento foi resultado de uma parceria entre a Sociedade Brasileira de Laringologia e Voz e a Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia, além do apoio institucional de diversas sociedades, associações, conselhos e entidades como, Sociedade Brasileira de Endoscopia, Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Associação Brasileira de Canto e o Conselho Regional de Fonoaudiologia – 4ª região. Nos anos subsequentes comemorou-se em um ano a Semana da Voz e no seguinte o Dia da Voz, sendo que a cada ano as comemorações giraram em torno de um tema central.

O tema da Campanha da Voz de 1999, “Não arrisque sua voz – cuide da sua saúde”, centrou-se na prevenção de doenças relacionadas à voz, principalmente o câncer de laringe. Em 2000 o tema “Afine a sua saúde – cuide da sua voz” abordou a voz numa perspectiva voltada à saúde. “Voz é vida, cuide da sua voz” foi o tema de 2001 e indicava uma perspectiva mais ampla que relaciona voz à vida como um todo.

Em 2002, 2003 e 2004 foi a vez do enfoque nos profissionais da voz, com os temas “A voz como instrumento de trabalho” e “Voz educada, saúde cuidada”.

No ano de 2005 foi criado o slogan “SEJA AMIGO DA SUA VOZ!” e a partir de então o objetivo da campanha é conclamar a população, profissionais da voz ou não, para ações que visem à conscientização da sociedade quanto à importância da saúde da voz em suas várias dimensões.

Fale sem esforço e articule bem as palavras

DICAS PARA VOCÊ SER AMIGO DA SUA VOZ! 

Mantenha uma boa postura corporal ao falar ou cantar
  • Beba 2 litros de água diariamente
  • Durma bem
  • Tenha uma alimentação saudável rica em frutas e proteínas
  • Use vestuário confortável
  • Procure reduzir a quantidade de fala durante quadros gripais, crises alérgicas e período pré-menstrual
  • Evite falar por longos períodos, principalmente em ambientes ruidosos
  • Evite pigarrear, gritar e dar gargalhadas exageradas
  • Evite ingerir leite e derivados, bebidas gasosas, chocolate antes de utilizar a voz continuamente
  • Evite ingerir álcool em excesso, bem como outras drogas
  • Cuidado ao cantar inadequadamente ou abusivamente
  • Esteja atento aos primeiros sintomas de alteração vocal como cansaço, ardor ou dor ao falar, falhas na voz, mudança de tom, pigarro e rouquidão
  • No caso de problemas vocais, procure um fonoaudiólogo e um médico otorrinolaringologista

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Dicas Práticas Para Uma Voz Bonita

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Como manter uma voz saudável

16 de Abril é o dia Mundial da Voz. Proposto em 2002 e comemorado pela primeira vez em 2003. Pode-se afirmar que o seu objetivo foi alcançado – dar visibilidade à voz.

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É unanimemente reconhecido que a população em geral está muito mais alerta às alterações da voz, e que tem permitido o diagnóstico precoce de novas doenças.

Mas importa salientar que a par do diagnóstico precoce, promovem-se também a Prevenção enquanto multiplicam agressões que podem comprometer a voz, o nosso principal meio de comunicação.

Ao longo destes doze anos, têm sido inúmeras as acções destinadas a promover a saúde vocal – rastreios, folhetos, entrevistas, reportagens nos media, conferências, jornadas, workshops, espetáculos, dinamização de festa de Voz nas escolas
e a criação do prémio Voz/Montepio entre outros. Este site que procura contribuir para a divulgação dos principais cuidados que
a voz exige, inclui textos e imagens sobre anatomia e fisiologia, sistematizando os cuidados que se deve ter com a voz, descrevendo as principais doenças que a podem afectar.

São ainda referidas iniciativas que têm sido organizadas e que podem servir de estímulo para novas ideias e propostas.

As alterações da voz manifestam-se habitualmente por rouquidão, alterações no timbre, instabilidade nas características vocais e por fadiga vocal.

Estas alterações têm causas diversas podendo ser o resultado de esforços ou de abuso vocal, assim como de infecções, traumatismos ou tumores.

Beba água

Para ter uma “voz saudável” beba água (seis a oito copos diários), única forma de manter hidratadas as cordas vocais.

Mesmo quando emitimos apenas um som as cordas vocais vibram intensamente; a hidratação melhora a produção de muco contribuindo para a sua “lubrificação”.

Deve-se reduzir e em alguns casos evitar a ingestão de bebidas que podem provocar desidratação das cordas vocais (ex.: álcool, café e bebidas com cafeína, chá preto e bebidas gaseificadas).
Ao praticar desporto ou exercício físico deve-se beber uma maior quantidade de água.

Não fume

Não fume. É do conhecimento geral que o tabaco pode provocar cancro do pulmão e cancro da laringe. Tanto nos fumadores como nos “fumadores passivos” as cordas vocais sofrem uma “agressão” que se traduz por alterações persistentes na qualidade da voz.

Não esforce nem abuse da voz

Não se deve falar muito alto em locais ruidosos pois o ruído obriga a aumentar a intensidade da voz comprometendo a sua qualidade.

A sensação de “garganta seca”, cansaço vocal ou o aparecimento de rouquidão obriga a poupar a voz e a não falar.

Ao lidar com crianças, não se deve esforçar demasiado a voz.

Quando se tem que usar a voz com grande intensidade, como sucede ao falar no exterior, é preferível utilizar um sistema de amplificação.

Devemos procurar falar no nosso tom. Se esforçarmos a voz falando em tons mais graves ou mais agudos do que o normal, podemos provocar “traumatismos” nas cordas vocais, que vão provocar rouquidão (disfonia).

Deve-se evitar pigarrear

Ao pigarrear as cordas vocais batem uma na outra, agredindo-se mutuamente.

A rouquidão pode ser uma das consequências do pigarrear repetido.

Em vez de pigarrear, beba uma golo de água ou engula “em seco”. As causas mais frequentes que levam à necessidade de pigarrear são o refluxo gastro-esofágico, o refluxo faringolaríngeo, as rinites, as sinusites e as doenças alérgicas.

Se estiver doente poupe a sua voz

Se estiver “constipado” ou com uma infecção respiratória, poupe a sua voz.

Este cuidado é ainda mais importante nos profissionais da voz sobretudo se notarem o aparecimento de rouquidão.

A voz é a mais importante forma de comunicação com grande impacto nas relações sociais e na vida profissional. Só o seu uso correto vai permitir ter uma “voz saudável” durante toda a vida. Assim “oiça a sua voz” ou melhor, “oiça o que a sua voz lhe quer dizer”.

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Dia Mundial de Combate à Doença de Chagas

O Dia Mundial de Combate à Doença de Chagas será comemorado nesta segunda-feira (14), data em que o pesquisador brasileiro Dr. Carlos Chagas comunicou sua descoberta à comunidade científica da época, há 105 anos.

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A doença de Chagas constitui um grave problema de saúde pública para a América Latina. Ela é causada pelo Trypanosoma cruzi e as formas de transmissão de maior importância epidemiológica são a vetorial, através de insetos hematófagos. os triatomíneos (barbeiros); a transfusional, a congênita e a oral. A globalização com os movimentos populacionais aumenta o potencial de disseminação da enfermidade para países não endêmicos, onde não é feita a triagem em bancos de sangue.

Uma equipe de pesquisadores no Canadá desenvolveu uma classe de compostos que podem ajudar na erradicação do Mal de Chagas, uma doença tropical que afeta cerca de 18 milhões de pessoas na América Latina, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira.

Com uma fase aguda e outra crônica e, sem tratamento, a doença de Chagas provoca transtornos cardíacos e digestivos à medida que o parasita se aloja no coração, no esôfago e no cólon destruindo os tecidos.

O tratamento padrão atual para o mal de Chagas é a administração do composto benzonidazol que mostra uma atividade significativa contra o parasita durante a fase aguda, mas não é tão eficaz quando a doença se torna crônica.

Os trabalhos na busca de novos fármacos se concentraram na interferência com uma enzima, cruzipaína , necessária para a digestão do parasita, para a produção de outros mecanismos celulares, para a invasão do sistema imunológico do anfitrião e para invadir os tecidos dos órgãos internos.

A doença causada pelo parasita Trypanosoma Cruzi, transmitido aos humanos por insetos que se alimentam de sangue e picam preferencialmente o rosto de suas vítimas. “Apesar de, historicamente, a infecção se restringir majoritariamente aos povos pobres e rurais nas América Central e do Sul, também apareceu nos Estados Unidos, Europa, Japão, Canadá e Austrália devido às migrações, e a transmissão sem o vetor tradicional está se transformando em uma ameaça à saúde pública”, escreveu a pesquisadora Deborah Nicoll Griffith.

Alguns cálculos afirmam que são 300 mil casos nos Estados Unidos em 2005, acrescentou Nicoll, do Centro Merck Frosst de Pesquisa Terapêutica em Kirkland, no Québec.

Nicoll e seus colegas identificaram dois compostos, conhecidos como inibidores reversíveis de protease cisteína, que se liga à cruzipaína como peças de um quebra-cabeça e desabilitam a proteína.

No estudo os cientistas provaram a eficácia dos compostos em ratos e a compararam com a do benzonidazol .

O artigo concluiu que, apesar de todos os grupos de ratos submetidos à tratamento terem mostrado uma redução notável na carga de parasitas em todos os tecidos, os dois compostos experimentais tiveram taxas mais altas de cura das infecções agudas (90% e 78%, respectivamente), comparadas com a benzonidazol (71%).

“A eficácia demonstrada nestes estudos com o T. cruzi com ratos indica que os inibidores de cruzipaína que contêm nitrilo são um método promissor para um tratamento seguro e eficaz do mal do Chagas”, escreveram os pesquisadores.

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Dia Mundial da Luta contra o Câncer – 08 de abril

O número de casos de câncer de próstata aumenta a cada ano. Segundo índices do Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2014 são estimados cerca de 69 mil novos casos da doença, o que faz com que esse tipo de tumor passe a ocupar o primeiro lugar no ranking de cânceres que mais atingem os homens no Brasil. Em países desenvolvidos, a incidência pode ser cerca de seis vezes maior.

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A próstata é uma glândula exclusiva do sistema genital masculino, que se localiza abaixo da bexiga. Sua função é produzir substâncias que vão ajudar a tornar o sêmen mais fluido, facilitando o deslocamento dos espermatozoides.

Ainda não se sabe todas as causas do câncer de próstata, que acomete cerca de 62% dos homens – a partir dos 65 anos – em todo o mundo, segundo informações do INCA. Até o momento, o único fator de risco bem estabelecido para o desenvolvimento da doença é a idade.

De acordo com o Dr. Fernando Maluf, Chefe do Centro Oncológico Antônio Ermírio de Moraes da Beneficência Portuguesa, em São Paulo, outros fatores podem contribuir para o surgimento da doença, como alimentação rica em gorduras ou predisposição genética. “Homens com histórico de câncer de próstata na família possuem maior propensão em desenvolver a doença. Além disso, a incidência deste tipo de câncer tende a ser maior em negros – por razões ainda não definidas – e pessoas obesas, que mantêm uma dieta rica em gorduras”, explica o especialista.

Segundo informações do INCA, entre as justificativas para o aumento da incidência do câncer de próstata pode-se destacar o aumento da expectativa de vida do brasileiro, a melhoria e a evolução dos métodos diagnósticos e da qualidade dos sistemas de informação do país.

No Brasil, a mortalidade por esse tipo de câncer apresenta um perfil ascendente semelhante ao da incidência, com aumento de cerca de 15% quando comparado aos índices de 2012. No entanto, quando diagnosticado precocemente pode apresentar bom prognóstico.

“O câncer de próstata pode crescer localmente ou disseminar-se pelos gânglios, vasos sanguíneos e, em casos mais graves, pode chegar a atingir os ossos. Por isso é importante que os homens comecem a fazer os exames preventivos a partir dos 50 anos, pois quanto mais cedo o problema for detectado, mais eficaz será o tratamento”, explica o Dr. Maluf.

Para diminuir os riscos de desenvolver câncer de próstata, os homens podem adotar uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais e com menor ingestão de gorduras, principalmente as de origem animal. Especialistas recomendam ainda a adoção de bons hábitos de vida como: realizar pelo menos 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar.

Homens a partir dos 50 anos devem realizar exames de rotina para a prevenção do câncer de próstata. Caso exista um histórico familiar desse tipo de tumor, recomenda-se a prevenção a partir dos 45 anos. Os sintomas mais comuns desse tipo de câncer são a dificuldade de urinar, frequência urinária alterada ou diminuição da força do jato da urina, dentre outros. Tudo depende do estágio em que se encontra a doença.

O toque retal é o teste mais utilizado, apesar de suas limitações: somente a porção posterior e lateral da próstata pode ser palpada. É recomendável fazer um exame de sangue específico, o PSA (antígeno prostático específico, na sigla em inglês), para identificar o aumento de uma proteína produzida pela próstata, o que seria um indício da doença, e, dependendo do caso, biópsia para finalizar o diagnóstico.

A cura do câncer de próstata dependerá do estágio, extensão e classificação das células malignas que há no tumor. Quando a doença é comprovada, o médico pode indicar radioterapia, cirurgia ou tratamento hormonal. Para a doença metastática (quando o tumor original já se espalhou para outras partes do corpo), geralmente o tratamento escolhido é a terapia hormonal e quimioterapia. A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após médico e paciente discutirem os riscos e benefícios de cada um.

O câncer de próstata resistente à castração (CPRC) também é conhecido como câncer de próstata hormônio-refratário (CPHR). A maioria dos homens com CPRC apresenta evidência radiológica de metástase óssea (CPRCm). Uma vez que as células cancerosas se instalam no osso, elas interferem em sua resistência, frequentemente causando dor, fratura ou outras complicações que podem prejudicar significativamente a saúde do homem. Metástases ósseas secundárias ao câncer de próstata geralmente atingem a coluna lombar, as vértebras e a pélvis, e são a principal causa de incapacidade e morte em pacientes com câncer de próstata metastático resistente à castração (CPRCm).

Nos próximos meses, deve chegar ao Brasil uma terapia alvo para as metástases ósseas do CPRCm, o Rádio-223 (Xofigo®), a ser comercializado pela Bayer HealthCare Pharmaceuticals, que apresentou aumento na sobrevida global destes pacientes com impacto positivo na qualidade de vida.

De acordo com o Dr. Fernando, o surgimento do medicamento Rádio-223 (Xofigo®) pode ser considerado de alto significado clínico e científico porque poderá ser utilizado no tratamento do câncer de próstata metastático. “Nesta fase o câncer torna-se refratário à medicação convencional e também provoca forte dor e fraturas ósseas, restringindo o paciente a seu leito (em casa ou no hospital). Esse é o primeiro radiofármaco que melhora os sintomas e proporciona mais qualidade de vida ao paciente com câncer de próstata metastático, além de ser excepcionalmente bem tolerado”, conclui o médico.

O Rádio-223 (Xofigo®) é um radiofármaco emissor de partículas alfa que aumenta a sobrevida de pacientes com câncer de próstata resistente à castração com metástases ósseas e atualmente já aprovado pelo FDA e EMA. Esse fármaco mimetiza o cálcio no osso.

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